Edital de construção Tamoios-Embraer é lançado

A Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A) publicou edital de licitação para a implantação da segunda etapa da ligação Tamoios-Embraer em São José dos Campos. O valor de referência da obra é de R$ 10,55 milhões. Os trabalhos fazem parte do convênio assinado com o Governo do Estado para a ligação Dutra-Carvalho Pinto, pelo qual já foram feitos o alargamento da Avenida Jorge Zarur e a construção e duplicação do Viaduto Talim.

Em junho do ano passado foi realizado o início da obra, com a duplicação da Avenida João Rodolfo Castelli a partir da entrada do Putim até a Estrada Glaudiston de Oliveira. Nesta fase será implantada uma pista duplicada de 2,5 quilômetros até a Embraer.

Ambos os sentidos da via terão duas faixas com 3,5 metros de largura cada, somando quatro faixas de rolamento. O projeto contempla também calçadas para pedestres e ciclovia. O prazo previsto para execução das obras é de 15 meses. Os envelopes com as propostas serão abertos no dia 20 de setembro.

G1 (Vnews)

Governo Federal publicara edital do Trem Bala

O governo federal anunciou ontem que irá divulgar na próxima semana a minuta do novo edital do TAV (Trem de Alta Velocidade), entre Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas, e planeja realizar um primeiro leilão de concessão do empreendimento em maio do próximo ano.

A minuta do edital será disponibilizada no site da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) para consulta pública, a partir do dia 23 de agosto. A expectativa do governo é que o edital final seja colocado à disposição do mercado em dezembro deste ano.

Antes, serão realizadas audiências públicas em várias cidades, entre elas, São José dos Campos. A retomada do projeto do Trem-Bala foi anunciada ontem em Brasília, na solenidade de lançamento pela presidente Dilma Roussef (PT) do Programa de Investimentos em Logística: Rodovias e Ferrovias, com investimentos de R$ 133 bilhões.

Após o fracasso de dois leilões do Trem-Bala, o governo decidiu fatiar o projeto em duas etapas. Na primeira será definido a empresa que irá fornecer a tecnologia e os trens. Na segunda, será escolhida a empresa que irá construir a ferrovia de alta velocidade. A intenção é que o TAV esteja em operação até 2020.

A Etav, estatal criada para gerenciar o projeto, será transformada na EPL (Empresa de Planejamento em Logística), sob o comando de Bernardo Figueiredo, ex-diretor-geral da ANTT.
A nova estatal será criada por Medida Provisória e terá a incumbência de gerenciar o pacote de concessões de rodovias e ferrovias anunciado ontem pela presidente Dilma.

Paradas. Com 510 quilômetros de extensão, a ferrovia de alta velocidade vai cruzar a Região Metropolitana do Vale do Paraíba.
Pelo projeto, a RMVale terá pelo menos duas estações obrigatórias. Uma em Aparecida e outra a ser definida pelo operador do sistema. O custo inicial do projeto, de R$ 33 bilhões, pode ser revisto, uma vez que a estimativa foi feita em 2008.
A RMVale poderá abrigar uma das oficinas de manutenção do sistema.

O Vale

Governo disponibiliza verbas para obras na Jorge Zarur

A Prefeitura de São José dos Campos irá recuperar o pavimento e restaurar o entorno da Avenida Jorge Zarur, que fica ao lado do Córrego do Vidoca. A obra deve começar no prazo de um mês. A previsão é de que o serviço esteja concluído até o fim do ano.

Serão gastos cerca de R$ 4,2 milhões. O edital foi publicado na última quarta-feira e a escolha da empresa será feita no dia 12 de setembro. O pavimento da Avenida Jorge Zarur será restaurado desde o trecho próximo ao Shopping Colinas até o Anel Viário. A via também ganhará faixa extra.

O asfalto será recapeado numa área de 20.832 metros quadrados, com custo estimado de R$ 1,5 milhão. A recuperação do talude (parede lateral da pista), grama e serviços de drenagem deve consumir R$ 2,3 milhões. “A obra envolve uma série de melhorias, como a faixa extra. A intenção é melhorar o fluxo no local”, disse o secretário de Transportes, Anderson Farias Ferreira.

Na opinião de motoristas, a obra deveria ser estendida a outros pontos. “O asfalto está ruim em alguns pontos e bom em outros. Acho que deveriam fazer a recuperação desde a Via Norte”, afirmou o vendedor, Francisco Maia, 55 anos.

O Vale

Obras no Martins Pereira já são projetada na cidade

Após a confirmação de São José dos Campos como uma das 54 subsedes da Copa do Mundo de 2014, a Secretaria de Esportes da Prefeitura já se movimenta para adequar o estádio Martins Pereira aos padrões da Fifa. Segundo o secretário Sérgio Francisco Theodoro, o Théo, a entidade máxima do futebol ainda irá sugerir as melhorias que deverão ser feitas no estádio.

No entanto, já sabe-se que existe a necessidade de reformas de vestiários, arquibancadas e também implantação de câmeras de segurança. “Muita coisa também será sugerida pela comissão técnica da seleção escolhida”, afirmou.  Escolhido como centro de treinamento para uma das seleções que irão disputar o Mundial, o Martins Pereira já atende pelo menos um dos requisitos: a grama.

Preocupado com o clima brasileiro, o COL (Comitê Organizador Local) optou pela espécie Bermuda, que será o modelo padrão por se adaptar melhor ao país. “O Martins Pereira já usa esse tipo de grama”, disse Carlos Ignácio Trunkel, agrônomo da Prefeitura de São José.

O Martins Pereira foi inaugurado em 1970 e, desde então, não chegou a passar por nenhuma grande reforma, apenas obras pontuais. A capacidade atual é para cerca de 15 mil torcedores. O local conta ainda com 4 vestiários e uma pequena sala de imprensa.

A seleção que virá para São José será definida após as eliminatórias do Mundial, mas o hotel que irá hospedar atletas e comissão técnica já foi definido. Ele fica a cerca de 5km do estádio. “Fomos os únicos que apresentamos a estrutura necessária”, afirmou Franz Lehar, gerente geral do hotel quatro estrelas Promenade Enterprise. A Fifa ainda avalia a possibilidade do DCTA (Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial), em São José, abrigar outra seleção.

O Vale

Sindicato fica frustado ao saber que Governo não irá intervir

O governo federal descartou ontem intervir na crise da General Motors em São José para evitar demissão em massa que afetaria pelo menos 1.500 operários, segundo o Sindicato dos Metalúrgicos. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse ontem que a montadora está com saldo positivo na geração de empregos no país e que não cabe ao governo tratar de “problemas localizados” da companhia.

“Há problemas localizados em São José dos Campos. Não cabe ao governo entrar nos detalhes. É da organização interna da empresa” afirmou. Segundo Mantega, o que interessa para o governo é que a GM tenha saldo positivo de emprego e esteja contratando. “Isso está sendo cumprido.”

Mantega disse que a GM comprovou geração de emprego desde que a redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) foi adotada, no fim de maio. As declarações do ministro, feitas após se reunir, em Brasília, com o diretor de Assuntos Institucionais da companhia, Luiz Moan, para esclarecimentos sobre a ameaça de demissão na planta de São José, frustraram o sindicato, que pede a intervenção do governo.

Os sindicalistas não descartam a possibilidade de greve na unidade industrial de São José, caso a GM promova o corte em massa. “Nada está descartado, inclusive paralisação. Vamos continuar a mobilização e as negociações para evitar demissões”, disse o presidente do sindicato, Antonio Ferreira de Barros, o Macapá.

A GM informou ao governo federal que tem mantido o nível de emprego nas unidades do grupo no país. Para contrapor os dados fornecidos pela GM ao governo, o sindicato divulgou estudo elaborado pela subseção local do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) que aponta retração de empregos em unidades da montadora no país.

Segundo o relatório, preparado com base em dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério do Trabalho e Emprego, a GM fechou 1.189 postos de trabalho, entre julho de 2011 e junho de 2012, nas unidades do grupo no Brasil.

Na planta de São José, foram fechados no período 1.044 postos de trabalho. No estudo, ainda não estão computadas as demissões de julho, quando 356 trabalhadores aderiram ao PDV (Programa de Demissão Voluntária) promovido pela empresa. Na planta de São Caetano do Sul, o corte foi de 349 postos de trabalho. Apenas na planta de Gravataí (RS), o saldo é positivo com a criação de 204 vagas.

De acordo com o Dieese, caso a GM promova demissão em massa em São José, o impacto sobre o mercado de trabalho na cidade e região será de 15.500 postos eliminados. Os números estão baseados no estudo ‘Novas Estimativas do Modelo de Geração de Empregos do BNDES’.

O Dieese considera que, para cada emprego direto eliminado na GM, outros 6,75 indiretos são fechados, caso sejam demitidos até 2.000 trabalhadores, como aponta o sindicato. A crise em São José atinge a linha conhecida como MVA. Dos quatro modelos montados no setor, apenas o Classic continua em produção. No próximo sábado, reunião entre GM, sindicato e prefeitura pode definir o futuro da fábrica.

O Vale

Governo do Estado aumenta PMs nas ruas da região

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) visitou várias cidades do Vale do Paraíba nesta sexta-feira (27) e anunciou o aumento de efetivo do policiamento na região. No Batalhão da Polícia Militar em Taubaté, foram apresentados 210 policiais militares que serão integrados às corporações.

Serão 32 policiais que vão trabalhar em Taubaté e 66 em São José dos Campos. Os demais PMs serão divididos entre outras 15 cidades do Vale do Paraíba.

O reforço chega no momento em que a violência é o maior problema da região. O número de vítimas de latrocínio no Vale do Paraíba subiu de 16 para 22 nos seis primeiros meses desse ano, em comparação com o mesmo período de 2011, uma alta de 37%. Já os homicídios passaram de 198 para 211. Um crescimento de 6%. “É uma tarefa permanente, esse esforço. E com um grande problema que é a questão da droga”, disse o governador.

Outra medida anunciada para tentar combater a criminalidade é a implantação de novas equipes da Força Tática. Elas irão trabalhar nos moldes da Rota de São Paulo. “Nos próximos15 dias nós já estaremos em condição de operar essa Força Tática remodelada, com quatro integrantes. Nós estamos mandando o pessoal da Rota pra interagir com esse novo tipo de policiamento”, explicou o secretário de Segurança Pública do Estado, Antônio Ferreira Pinto.

Saúde
Sobre Saúde, o governador anunciou a criação de um hospital em São José dos Campos e de clínicas para dependentes químicos em Taubaté e Campos do Jordão. “Na região, nós queremos ter duas referências: Taubaté, com o HU (Hospital Universitário), e estamos estudando um dos ex-sanatórios de Campos do Jordão”, disse Alckmin.

Estradas
A comitiva do governador seguiu para Lagoinha, onde visitou as obras da SP-153, que liga a cidade a Cunha. O tucano garantiu que em dois anos todas as estradas vicinais do estado estarão reformadas. “Pinda para Piracuama, Taubaté a Campos do Jordão, no Vale Histórico, Redenção, Natividade e São Luiz do Paraitinga. Todas elas”, garantiu o governador.

G1

Obras na Rodovia, irá implantar passarela para animais

O governo do Estado decidiu implantar corredores ecológicos e passarelas para animais nos trechos de planalto e serra da Rodovia dos Tamoios que serão duplicados com o objetivo de garantir a preservação ambiental e da fauna existente ao longo da estrada.

O projeto será apresentado amanhã pela Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A) em workshop programado para as 9h na Câmara de São José dos Campos. Durante o evento, serão detalhadas obras ‘ecológicas’ que serão feitas no trecho de planalto, que começou a ser ampliado há dois meses.

Posteriormente, serão realizados novos eventos para apresentar os projetos para a serra, onde o governo ainda busca a licença ambiental para execução dos serviços a previsão é que ela seja obtida até novembro próximo. No workshop de amanhã, denominado ‘Resgate e Afugentamento de Fauna da Nova Tamoios’, também será apresentado pelo Estado o levantamento da fauna existente no trajeto da Tamoios.

O conceito de corredores ecológicos e passarela para animais é recente no Brasil e já foi utilizado com sucesso em estradas como a que liga Ilhéus a Itacaré, na Bahia. O objetivo é evitar atropelamentos de animais e diminuir o risco de acidentes.

A implantação do projeto ecológico também é uma forma de minimizar os impactos ambientais que serão causados para viabilização da Nova Tamoios, principalmente no trecho de serra. Os impactos ambientais com as obras de ampliação da rodovia são preocupação recorrente de moradores, ambientalistas e prefeitos do Vale e Litoral Norte.

“Vamos trabalhar para evitar qualquer impacto ambiental na realização das obras de duplicação da Tamoios. Implantaremos várias passagens para os animais, faremos galerias específicas e uma passarela para que os bichos possam andar sem correr nenhum risco de serem atropelados”, disse o gerente da divisão de gestão ambiental da Dersa, Marcelo Arreguy.

Ele não informou quantos corredores ecológicos, passarelas e galerias para animais serão implementados. O ambientalista Beto Francine elogiou a iniciativa, mas cobrou mais ações para evitar impactos sobre a fauna e a flora locais com a duplicação da Tamoios. “A implantação de corredores ecológicos nas estradas é sempre importante.”

O Vale

Governo realiza Obras de emergência na Tamoios

O DER (Departamento de Estradas de Rodagem) abriu licitação para contratar uma empresa e recuperar o asfalto no trecho de serra da Rodovia dos Tamoios, em Caraguatatuba. Serão feitas obras emergenciais de recapeamento e sinalização horizontal (pintada sobre a pista) entre os km 64 e 81, orçadas em R$ 6,35 milhões. O edital está disponível no site do DER.

O trecho sofre com buracos e problemas no piso asfáltico, o que prejudica a passagem de veículos e aumenta o risco de acidentes. As obras terão caráter emergencial enquanto o governo estadual não começa a segunda fase de duplicação da Tamoios, que prevê obras no trecho de serra e nos contornos entre Caraguá e São Sebastião.

A previsão do DER é de concluir o projeto da segunda fase apenas em novembro deste ano, após estudos e análises de engenharia. A empresa vencedora das obras emergenciais será escolhida pela modalidade de concorrência com o menor preço. Os envelopes com as propostas serão abertos em 6 de agosto. Empresas consorciadas não podem participar do certame.

De acordo com o DER, a obra será executada em quatro meses a partir da emissão da primeira ordem de serviço, o que só deve ocorrer entre agosto e setembro, dependendo do processo de licitação. Se houver recursos de empresas participantes, o início dos trabalhos pode demorar ainda mais.

O DER explicou que as obras fazem parte do mesmo pacote de recuperação implantado no trecho de planalto da rodovia antes do início das obras de duplicação, em maio deste ano. Além de uma nova pista ao lado da atual, serão implementados recursos de segurança como sinalização antiofuscante, passarelas e barreiras de concreto.

A duplicação, que vai levar 20 meses para ser concluída, inclui o trecho entre os km 11,5, em São José e 60,4, em Paraibuna. As obras estão orçadas em R$ 557,4 milhões.  O início dos trabalhos de duplicação pelo trecho de planalto foi criticado por prefeitos do Litoral Norte, que esperavam as obras começando pela serra e pelos acessos à Caraguá e São Sebastião.

A pressão fez com que o governo estadual antecipasse para o primeiro semestre deste ano as audiências públicas sobre a segunda fase da duplicação, cujas obras devem durar em torno de quatro anos e exigirão diversas licenças ambientais.

“Recuperar o trecho de serra é importante para quem mora no litoral, em razão dos buracos e problemas no pavimento da rodovia”, disse Antônio Carlos da Silva (PSDB), prefeito de Caraguá. Para ele, as obras emergenciais poderão atenuar problemas no tráfego de veículos a partir da primavera e na temporada de verão.

O Vale

Obras de Duplicação trará retorno ao Governo

O trecho de planalto da Nova Rodovia dos Tamoios (SP-99) contará com 14 retornos, numa média de um a cada 3,5 quilômetros dos 49 que serão duplicados. Os cruzamentos visam minimizar os impactos econômicos que os comércios ao longo da estrada poderão sofrer, já que, com barreira central separando as pistas em sentido contrário, o acesso aos estabelecimentos ficará mais difícil.

Hoje, qualquer motorista, em direção ao Litoral Norte ou a São José dos Campos, consegue acessar restaurantes em ambos os lados da rodovia, principalmente na altura de Paraibuna, onde a maioria se concentra –são pelo menos 25 pontos comerciais às margens da estrada.

Com a duplicação da via, toda a extensão da Nova Tamoios contará com uma barreira de concreto (no mesmo modelo adotado pela Via Dutra), conhecida como New Jersey.

“É óbvio que quando uma rodovia fica duplicada fica um pouco mais complicado quem está de um lado da rodovia acessar um comércio do outro lado”, reconheceu o diretor-presidente da Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A), Laurence Casagrande Lourenço.

“Agora, essa dificuldade que nasce com a duplicação é o preço que se paga pela segurança. Não teremos mais cruzamentos em nível, você terá muito mais segurança e muito menos acidentes”, disse. Lourenço explicou que todos os retornos serão viabilizados por meio de “passagens inferiores ou superiores”.

Ontem, O VALE consultou comércios ao longo da SP-99. Em maior número, eles reconhecem que a duplicação da via é importante e esperam que os retornos atendam suas necessidades, para não perder clientela. A preocupação com os acessos aos estabelecimentos foi objeto de discussão entre os prefeitos de Paraibuna e Jambeiro, cidades mais afetadas, com o governo do Estado.

“Tentaremos negociar com o governo tudo o que for necessário para não prejudicarmos ninguém que vive do comércio”, disse o prefeito de Paraibuna, Antonio Marcos de Barros (DEM), em entrevista anterior a O VALE. As obras de duplicação da via, promessa recorrente dos governos tucanos no Estado desde 1994, começaram oficialmente anteontem. A obra no trecho de planalto deve ser entregue em dezembro de 2013.

O Vale

Desapropriação de área é decreto de Geraldo Alckmin

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) assinou ontem um decreto para a desapropriação de 250 propriedades às margens da Rodovia dos Tamoios (SP-99). As glebas serão atingidas pelas obras de duplicação do trecho de planalto da estrada, iniciadas neste mês.

A desapropriação abrange uma área de 1,670 milhão de metros quadrados (equivalente a 167 campos de futebol), e deve consumir R$ 40 milhões dos cofres públicos. O valor soma-se aos R$ 557,4 milhões que serão pagos ao consórcio formado pelas empresas Encalso e S.A. Paulista, que é responsável pela obra de duplicação no trecho de planalto.

A O VALE, o diretor-presidente da Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A), Laurence Casagrande Lourenço, informou que o governo do Estado começa, a partir de agora, a negociar com os donos das glebas os valores das indenizações.

“Nós já estamos conversando com esses proprietários desde o ano passado, mas eu só posso negociar depois que o decreto é emitido”, disse. “Iremos pagar o valor de mercado a esses proprietários, a partir de laudos feitos por peritos externos, contratos”, emendou.

Lourenço afirmou que 70% dos terrenos afetados são rurais. “O resto fica mais próximo a Paraibuna, numa área com características mais urbanas.” O governo Alckmin, segundo Lourenço, deverá contabilizar agora a quantidade de pontos comerciais às margens da Tamoios que podem ser atingidos pela desapropriação.

Na ocasião do anúncio do início das obras, no final do mês passado, o presidente da Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte e prefeito de São José, Eduardo Cury (PSDB), externou preocupação com os comércios, já que muitos são irregulares.

“Vamos tratar essas questões caso a caso, com estrita observância da legalidade. Também não é justo que contribuinte pague por alguém que explorava uma área sem dar ao Estado nenhum direito”, afirmou Lourenço. As desapropriações, segundo Lourenço, serão necessárias, principalmente, para suavizar subidas e descidas e corrigir traçados muito sinuosos.

“Essas desapropriações não acontecem ao longo da faixa de domínio, e sim em que eu tenho que aumentar cortes ou aterros, retificar traçados.” Uma dessas áreas será o km 18, na altura da Obra Social Rosa Mística.
“A curva ali é muito fechada, vamos abrir essa curva, sendo necessária a desapropriação”, disse Lourenço.
No local, a desapropriação não atingirá a Rosa Mística.

As obras de duplicação do trecho de planalto da Tamoios, iniciadas no começo deste mês, devem ser concluídas até dezembro de 2013. Promessa recorrente dos governos tucanos desde 1994, a duplicação da Tamoios nasceu na campanha do governador eleito naquele ano, Mário Covas, a partir de demanda apresentada pelos prefeitos do Vale e Litoral.

Depois, ela voltou a ser prometida pelo próprio Alckmin, em 2002, posteriormente eleito, e por José Serra, em 2006, também eleito.

O Vale