Balanço de empregos é realizado na cidade

As indústrias da Região Metropolitana do Vale do Paraíba perderam neste ano 3.250 empregos formais, com carteira assinada, segundo levantamento do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) divulgado ontem.

A regional de São José dos Campos do Ciesp, que congrega oito cidades, continua tendo a pior situação na região. O último saldo positivo na geração de emprego na regional foi em setembro do ano passado. “Não esperamos uma recuperação até o final do ano”, disse o diretor da regional, Almir Fernandes. “Melhorias só a partir de 2013, e ainda assim se a redução de impostos e de tarifas anunciada pelo governo federal se efetivar.”

Em São José, as indústrias perderam2.500 postos de trabalho em 2012, retração de -4,68%. Em outubro, foram menos 100 vagas. A retração da indústria na regional de Jacareí do Ciesp, formada por três cidades, surpreendeu a direção da entidade. “Não esperávamos um resultado tão ruim”, admitiu o diretor Ricardo Esper. “Até setores que vendem muito no final do ano, como alimentação e bebidas, registraram cortes de pessoal.”
Em outubro, Jacareí perdeu 150 postos de trabalho, número bem acima do acumulado de 50 vagas em 2012.

Com 28 cidades, a regional de Taubaté foi a única que registrou saldo positivo de empregos em outubro, com 200 postos de trabalho. No acumulado do ano, contudo, a região perdeu 700 vagas. “Esperamos minimizar a perda até o final do ano”, disse o gerente José de Arimathéa Campos.

Perda de 100 vagas em outubro e de 2.500 no acumulado de 2012. Com oito cidades, a regional não registra saldo positivo de geração de emprego desde setembro de 2011. Saldo positivo de 200 vagas em outubro, mas perda de 700 postos em 2012. No acumulado dos últimos 12 meses, a regional perdeu 1.850 vagas. Perda de 150 postos de trabalho em outubro, o pior resultado no Vale do Paraíba. No acumulado, as três cidades da regional registram perda de 50 vagas de emprego. No acumulado dos últimos 12 meses, Jacareí perdeu 300 vagas.

O Vale

Publicado em: 14/11/2012

Cidade tem vagas de empregos disponiveis nos Supermercados

Os supermercados da região devem contratar cerca de 400 temporários na região, segundo a previsão da Apas (Associação Paulista de Supermercados) junto ao Ministério do Trabalho e Emprego. O número é 3% maior em relação a 2011.

O diretor regional da APAS, Fernando Shibata, explica que esses números são significativos nos meses de novembro e dezembro, quando ocorrem contratações para atender ao tradicional aumento das vendas de fim de ano.

“É um número considerado alto e importante para o Vale do Paraíba”, disse. As vagas são variadas. Vão de repositores, empacotadores a operadores de caixa. O salário varia conforme o piso de cada categoria e pode variar, dependendo da cidade.

As oportunidades estão sendo divulgadas no PAT (Posto de Atendimento ao Trabalhador), em classificados e nos próprios supermercados. “Então, quem está atrás de uma recolocação no mercado de trabalho precisa ficar atento”, afirmou o diretor. Segundo ele, o mercado está otimista e é uma boa oportunidade.

Para Shibata, a chance do funcionário temporário ser efetivado é alta. “Os supermercados passam por dificuldades de mão de obra. Se o desempenho do temporário for bem avaliado, a possibilidade de efetivar é grande.

O Vale

Publicado em: 07/11/2012

Com a obra de duplicação da Tamoios gera empregos novos

A obra de duplicação da rodovia dos Tamoios no trecho de serra, que deve começar no primeiro semestre de 2013, vai gerar 2.500 empregos, 70% deles preenchidos por trabalhadores da RMVale (Região Metropolitana do Vale do Paraíba).

A previsão de geração de postos de trabalho está no Eia/ Rima (Estudo de Impacto Ambiental/ Relatório de Impacto Ambiental), elaborados pela Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A). Até a conclusão da duplicação da rodovia, prevista para dezembro de 2013, 6.000 postos de trabalhos deverão ser preenchidos.

As obras na Tamoios começaram em maio pelo trecho de planalto. A previsão é iniciar entre março e abril do ano que vem os contornos norte e sul em Caraguatatuba e São Sebastião, para depois fazer o trecho de serra. Paralisadas desde o último dia 8, as obras no trecho de planalto devem ser retomadas hoje pelos operários. Eles estavam em greve, mas entraram em acordo ontem com as empresas.

O cadastro de trabalhadores interessados em trabalhar nas obras do trecho de serra deverá ser aberto em 2013 pela empresa que vencer a licitação. Segundo o secretário de Relações do Trabalho de São José dos Campos, José Luís Nunes do Couto, os interessados já podem começar a se inscrever no PAT (Posto de Atendimento ao Trabalhador).

“Quando as empresas solicitam um empregado, nosso sistema automaticamente já procura o perfil que se encaixa naquela vaga e ele é chamado.” O cadastramento pode ser feito também via internet, no portal Mais Emprego (www.maisemprego.mte.gov.br).

Nas obras do trecho de planalto na Tamoios, foram chamados 800 trabalhadores na área da construção civil, como operador de máquinas, pedreiro, armador, entre outros.  O Consema (Conselho Estadual do Meio Ambiente) deve marcar até o final deste ano as audiências públicas para apresentar o traçado do trecho de serra.

Serão ao menos dois encontros, que devem ocorrer em Caraguatatuba e Paraibuna. As datas não foram definidas. “Acho o traçado bom, com impacto ambiental apenas temporário para instalação de pontes. Só o impacto visual será definitivo”, disse o ambientalista Beto Francine, presidente do Instituto Goudwana.

O Vale

Publicado em: 25/10/2012

Cidade tem indice negativo em relação a emprego

São José ‘amargou’ em setembro seu segundo pior desempenho do ano na geração de empregos formais foram fechados 534 postos de trabalho. O saldo só não é pior que o de junho, que teve 855 vagas fechadas. O balanço é referente ao Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), divulgado ontem pelo Ministério do Trabalho.

Na contramão, Taubaté registrou saldo positivo de 412 empregos, sua segunda melhor marca de 2012.  No acumulado do ano, a cidade tem 2.509 vagas geradas. Apesar de positivo, no entanto, o saldo é 40% menor que o registrado no mesmo período do ano passado.

Em São José, o setor que puxou a queda no emprego em setembro foi a indústria de transformação, com 240 postos fechados.  Segundo o secretário de Relações do Trabalho da cidade, Ricardo Dinelli, o resultado é reflexo do PDV (Programa de Demissão Voluntária) da General Motors.

Após alta em agosto, o setor da construção civil perdeu 127 vagas em setembro. Segundo o presidente da Aconvap (Associação das Construtoras do Vale do Paraíba), Cléber Córdoba, a tendência é de nova queda. “Muitas obras estão em fase final e poucas obras novas iniciando. Isso porque houve redução substancial de projetos aprovados na cidade na vigência da nova Lei de Zoneamento, que engessa o desenvolvimento do mercado na cidade”, afirmou.

“O que nos preocupa é que os principais setores estão negativos. Mas acredito que a partir deste mês os números sejam melhores”, disse Dinelli. O secretário cita a redução do juros como forma de impulsionar o consumo e a produção, refletindo na contratação de funcionários. No ano, São José tem 777 empregos gerados. No mesmo período de 2011, o saldo era de 1.536 postos. A principal diferença está na indústria. Em 2011, o saldo era positivo (1.369). Neste ano, é negativo, de 449 vagas.

O Vale

Publicado em: 18/10/2012

Cidade fechará o ano em saldo negativo pela GM

As indústrias das regiões de São José dos Campos e Taubaté perderam neste ano 3.300 empregos formais, com carteira assinada, segundo levantamento do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) divulgado ontem. A pior situação é a de São José, região com oito municípios, que registrou saldo positivo na geração de emprego pela última vez em setembro do ano passado. Desde então, as indústrias na regional mais demitiram do que contrataram.

Foram 2.400 postos de trabalho perdidos em 2012, retração de -4,49%, e 3.500 vagas fechadas nos últimos 12 meses, variação de -6,43%. Em setembro deste ano, segundo o Ciesp, São José perdeu cerca de 450 postos de trabalho, o que representa uma variação de -0,85% e coloca a regional entre as três piores das 35 do Estado. Só não demitiu mais do que Cubatão (-1,96%) e Santos (-1,14%).

Em São José, o Ciesp detectou retração dos setores de produtos de borracha e material plástico (-2,44%), produtos alimentícios (-2,10%), veículos automotores e autopeças (-1,87%) e outros equipamentos de transporte (-0,30%).

E o resultado da região só não foi pior, na avaliação do Ciesp, devido à variação positiva do setor de equipamentos de informática e produtos eletrônicos (0,41%). O quadro é diferente em Taubaté. Houve abertura de vagas nos setores produtos de borracha (4,70%), informática (3,34%), minerais não metálicos (3,29%) e metalurgia (0,08%). A retração foi registrada no setor de máquinas e equipamentos (-0,71%).

Os diretores do Ciesp de São José e Taubaté têm opiniões opostas quanto aos próximos meses nas indústrias da região. Almir Fernandes, da regional de São José, não espera uma recuperação da indústria antes de 2013. “Creio que podemos fechar o ano com a perda de 3.500 empregos. Isso mostra que as empresas demitiram e não repuseram as vagas”, disse.

Mais otimista, Fábio Duarte, diretor do Ciesp de Taubaté, prevê a recuperação a partir de setembro e que deve se estender até meados do ano que vem. “Vamos conseguir recuperar pelo menos metade dos empregos perdidos nos últimos 12 meses”, afirmou.

O Vale

Publicado em: 17/10/2012

Com o fim do ano, cidade preve mais de 5 mil empregos

Ainda faltam três meses para o Natal, mas para quem busca uma oportunidade para trabalhar temporariamente, o período de início das contratações está próximo. Os processos seletivos na maioria das lojas começam a partir de outubro e devem preencher pelo menos 4.890 vagas temporárias em cidades do Vale do Paraíba.

A expectativa, levantada pelas entidades ligadas ao comércio e dos shoppings de São José dos Campos e Taubaté, representa um aumento em relação ao ano passado. A oferta de empregos neste Natal na região será impulsionada principalmente pela instalação do novo shopping Via Vale Garden em Taubaté, estabelecimento que vai ser inaugurado na segunda quinzena de novembro com 3 mil novos postos de trabalho.

Destes, 1.800 serão postos efetivos e outros 1.200 temporários. “Em outubro os lojistas já começam a selecionar os candidatos. Daremos início às atividades do shopping em ritmo de Natal”, disse Paulo Teixeira, superintendente do Via Vale Garden Shopping.

No comércio de rua, as lojas de São José e Taubaté devem abrir 2.890 vagas. Uma pesquisa feita pela Associação Comercial e Industrial de São José dos Campos (ACI) mostrou que 72% dos lojistas pesquisados pretendem contratar efetivo extra em 2012. No ano passado, o índice foi de 64%. De acordo com a ACI, o piso salarial para estes postos de trabalho é de R$ 600, mais 5% de comissão sobre as vendas.

“Em outubro 18% das lojas já contratam, mas a maioria das contratações será em novembro. As lojas que mais contratam são as de roupas e calçados”, disse Felipe Cury, presidente da entidade.

Em Taubaté, a projeção somada de contratações no comércio de rua e no shopping é de 2.600 profissionais temporários, segundo o Sincomércio (Sindicato dos Comerciários). “O Natal é sempre a melhor época para o comerciante vender e, para atender bem, ele precisa contratar. Estamos otimistas com relação às vendas e consequentemente com a abertura de postos de trabalho”, disse Dan Guinsburg, presidente da entidade.

Perfil
De acordo com empresários, a experiência nem sempre é o principal item levado em consideração durante os processos seletivos para preenchimento das vagas no fim do ano. “A desenvoltura e a postura do candidato contam bastante”, disse Felipe Cury, presidente da ACI em São José dos Campos. A maioria das lojas contratam por meio de indicação e recrutamento em agências de emprego, mas entregar o curriculum nas lojas também pode ser uma boa opção.

Shoppings
O Shopping Vale Sul, na zona sul de São José dos Campos, estima a contratação de pelo menos 800 trabalhadores temporários neste ano. A projeção de contratações nos shoppings deve ser ampliada nos próximos meses. O Colinas e o CenterVale Shopping, ambos em São José dos Campos, não divulgaram a previsão de contratações para o período natalino.

G1 (Vnews)

Empresa de Contat Center abre mais de 90 vagas de emprego

A Atento, empresa de contact center, terceirização de processos de negócios (BPO) e CRM, abre 95 vagas em São José dos Campos, sendo todas na área operacional (teleoperador). A companhia não exige experiência para o cargo, além de oferecer treinamentos específicos para atuação na empresa de acordo com as necessidades de cada um de seus clientes.

Para os interessados em desenvolver carreira na Atento, vale ressaltar que a empresa possui projetos que estimulam continuamente o desenvolvimento de seus funcionários, oportunidades de ascensão, além de políticas como a de Remuneração Variável – destinada aos 80 mil funcionários da companhia – que valorizam, reconhecem e recompensam esforços concentrados na busca pela superação das metas corporativas.

Vagas Operacionais
O perfil exigido para o cargo de teleoperador é segundo grau completo, bom vocabulário, fluência verbal, boa dicção, bom relacionamento interpessoal, dinamismo, bons conhecimentos de informática e digitação.

Para candidatar-se para as vagas de teleoperador, os interessados devem encaminhar seu currículo para o endereço: [email protected] ou se cadastrarem no site www.atento.com.br

Benefícios
Todas as oportunidades de trabalho na Atento são em regime CLT. A empresa oferece assistência médica, vale-refeição ou vale-alimentação, seguro de vida, assistência odontológica, vale-transporte, auxílio-creche e auxílio à criança especial.

A remuneração varia de acordo com o cliente e a carga horária. Além disso, a companhia tem parcerias com instituições de ensino em todo país e são descontos que variam de 10% a 50% do valor da mensalidade, sendo que alguns são válidos inclusive para os dependentes. Vale ressaltar que esta parceria é um benefício para todos os funcionários da Atento.

G1 (Vnews)

Nova fabrica na cidade gera mais de 300 empregos

A fábrica de sorvetes Rochinha, que será inaugurada na próxima sexta-feira em São José, vai gerar cerca de 350 empregos diretos e indiretos na região. A empresa já contratou 35 profissionais e está selecionando outros 25 para trabalhar na nova unidade. A meta é reforçar o quadro de funcionários até abril de 2013.

Segundo a direção da empresa, a nova unidade de São José deve gerar outros 200 empregos indiretos no Vale, para venda e distribuição. A seleção de candidatos aos postos de trabalho acontecerá pelo site www.sorvetesrochinha.com.br.

“Serão cerca de 300 empregos, entre diretos e indiretos. Já contratamos 35 para as áreas de produção e escritório. Vamos expandir o número de funcionários entre os meses de setembro deste ano e abril do ano que vem. Os selecionados irão passar por um período de treinamento”, disse o gerente administrativo Miler Augusto Martins dos Santos.

A Sorvetes Rochinha, instalada no Condomínio Eldorado, zona sul da cidade, será a maior unidade da empresa, que já tem centros de distribuição em todo o litoral de São Paulo. A sede, que era em São Sebastião, passa a ser em São José.

A opção por São José, segundo o dono da empresa, José Lopes, acontece por uma questão estratégica. “A cidade fica às margens de uma das principais rodovias do país, o que facilitará o acesso à capital e ao interior de São Paulo, ao litoral Norte e ao Rio de Janeiro.”

O Vale

Mercado da Moda aquece a cidade com 1.000 empregos

Entre ontem e hoje, o foco dos negócios em São José dos Campos é a moda. Com investimento de R$ 1 milhão neste ano, o Oscar Fashion Days chega à sua 12ªedição com a geração de 1.000 empregos temporários e reflexos em setores como transportes, serviços e na rede hoteleira.

Cerca de 10 mil pessoas são esperadas para assistir aos desfiles que terminam hoje, no Pavilhão de Exposições do Parque Tecnológico. Segundo a organização, os empregos temporários foram gerados nos mais variados setores, como limpeza, segurança, passadeiras, produtores artísticos e de moda, modelos, cozinheiras e profissionais para a construção dos estandes, passarela e toda a estrutura.

Só no backstage, onde ficam modelos e artistas, cerca de 300 pessoas foram contratadas para a organização.
“O evento conta com muita gente de fora. Muitos jornalistas e representantes de calçados de vários Estados”, disse o diretor da Oscar Calçados, José Oscar Constantino.

Segundo o empresário, não é possível calcular o volume de negócios que será gerado pelo Oscar Fashion Days, já que o evento tem caráter de exposição e serve para reforçar a marca dos lojas participantes 24 estão nesta edição.

“O evento é uma propaganda institucional, não é possível calcular quanto aumenta na venda das empresas. Mas com certeza aumenta, a marca fica na cabeça das pessoas”, disse Constantino. Além dos empregos diretos, o evento movimenta a rede hoteleira, restaurantes, transportes e comércio.

Para o presidente da ACI (Associação Comercial e Industrial) de São José, Felipe Cury, eventos como este são importantes para movimentar o comércio da cidade. “O Oscar Fashion Days é um evento que tem poder de trazer compradores de outras cidades e Estados, além de atrair empresários para a cidade”, disse o dirigente.

Neste ano, o evento tem 10 estandes espalhados para divulgação de marcas. “O evento está muito bom este ano e estamos atingindo nosso intuito que é de divulgar nossos produto”, disse o coordenador técnico da Raiz Latina, empresa de cosméticos, Klaus Silveira, 39 anos.

Já para o desenhista Daniel Z, 43 anos, o evento é uma oportunidade de ganhar um dinheiro a mais. Ele foi contratado por uma empresa de bicicletas para fazer desenhos em camisetas. O OFD acontece em uma estrutura montada no Pavilhão de Exposições do Parque Tecnológico, às margens da via Dutra, altura do distrito Eugênio de Melo, no km 138 no sentido Rio de Janeiro.

O Vale

Empregos devem ser dobrados na cidade

A indústria de defesa no Brasil, que possui na Região Metropolitana do Vale do Paraíba empresas-âncoras, como Embraer, Avibras e Mectron, projeta crescimento recorde de negócios e geração de empregos nos próximos 20 anos, com os novos projetos anunciados pelo governo federal para reequipar as Forças Armadas e para a área de segurança.

Estudo da Abimde (Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança) aponta que, atualmente, as companhias que atuam no mercado de defesa geram cerca de 25 mil empregos diretos e 100 mil indiretos, com movimento de negócios em torno de US$ 3,7 bilhões por ano.

Com os novos projetos, os empregos no setor devem quase que dobrar no país. No polo tecnológico, industrial e científico de São José dos Campos estão instaladas pelo menos 49 empresas que atuam nesse segmento. “Esse conglomerado tem pelo menos 20 mil empregos diretos e 60 mil indiretos”, disse Carlos Afonso Pierantoni Gambôa, vice-presidente executivo da Abimde.

Segundo ele, as perspectivas futuras para a indústria de defesa nacional são promissoras. Ele destacou que as perspectivas são de investimentos de US$ 120 bilhões a longo prazo, dos quais US$ 40 bilhões já anunciados pelo governo em megaprojetos.

Entre eles, estão os programas voltados para a vigilância de fronteiras marítimas, aéreas e terrestres, como o Sisfron (Sistema de Vigilância da Fronteira), Sisgaaz (Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul), o Prosuper (Programa de Aquisição de Navios de Superfície), e o F-X2 (compra de 36 caças de última geração para a Força Aérea Brasileira).

Na semana passada, o consórcio formado pela Savis e Orbisat, empresas controladas pela Embraer Defesa & Segurança, foi o único escolhido para a próxima fase do processo de seleção do Sisfron. “A expectativa é que o setor gere cerca de 48 mil novos empregos diretos e 190 mil diretos. Uma parte dessas vagas será aberta no polo de São José”, afirmou.

No pacote de projetos considerados prioritários deve ser incluído o programa do avião cargueiro militar KC-390, em fase de desenvolvimento pela Embraer. Os investimentos nesse projeto ultrapassam US$ 1 bilhão. Além disso, mais R$ 1 bilhão será injetado no programa Astros 2020, da Avibras. Em junho, o governo anunciou um contrato de R$ 246 milhões com a empresa para a compra de equipamentos.

O Vale