Para garantir o emprego, metálurgicos aceitam acordo

Os funcionários da General Motors em São José dos Campos aprovaram, em assembleias realizadas ontem, o acordo fechado entre a montadora e o Sindicato dos Metalúrgicos no último sábado, após um ano de indecisão. Foram aprovados os 16 itens da proposta (veja quadro), entre eles a manutenção da produção do Classic em São José até dezembro deste ano e um pacote de investimentos de R$ 500 milhões até 2017.

Atrelado ao investimento, a GM garante o nível de emprego no setor MVA até dezembro de 2013 e um ano a mais nas demais divisões do complexo industrial de São José. Porém, a estabilidade não inclui os 759 trabalhadores que estão com o contrato de trabalho suspenso (lay-off) desde 27 de agosto de 2012.

Eles tiveram a suspensão estendida para mais dois meses e poderão ser demitidos após esse período. Porém, as futuras novas contratações terão um piso salarial mais baixo, de R$ 1.800, conforme foi aprovado no acordo estabelecido entre sindicato e a GM. A montadora também poderá flexibilizar a jornada de trabalho no caso de oscilação na produção.

Na prática, isso já começa a ocorrer. A partir de hoje, os 950 trabalhadores do MVA que não estão em lay-off entraram em férias coletivas até 14 de fevereiro. Todos eles trabalham na produção do Classic, que será reorganizada. Do total em lay-off, 150 têm estabilidade e terão que retornar à fábrica. Os demais receberão, se demitidos, três meses a mais de salário. Quem optar por pedir demissão a partir de hoje receberá cinco salários e os direitos trabalhistas.

Moeda de troca.
Trabalhadores da GM já aposentados ou que estão em vias de se aposentar podem virar ‘moeda de troca’ entre a montadora e o Sindicato dos Metalúrgicos. Eles estudarão uma forma de antecipar a aposentadoria de funcionários para evitar a demissão de outros trabalhadores. “Precisamos conversar com esse pessoal”, disse Antônio Ferreira de Barros, presidente do sindicato.

Novos carros.
Na avaliação do sindicato, o acordo ficou no meio do caminho entre o que defendia a entidade e o que pretendia a GM, que admitiu o fechamento do complexo em São José caso não se chegasse a um entendimento.

Para Antônio Ferreira de Barros, o ‘Macapá’, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José, a ‘briga’ agora será para a vinda de novos carros para a fábrica. “Lutar pelos empregos significa batalhar para trazer novos projetos para São José. A fábrica não fecha com novos carros na linha de produção”, disse. No sábado, Luiz Moan, diretor de Relações Institucionais da GM e responsável pelas negociações, afirmou que a empresa fará uma oferta de novos modelos para a planta de São José “em breve”, e que isso poderá trazer de volta o nível de produção na cidade.

Tranquilidade.
A aprovação do acordo aplacou um pouco a angústia na qual viviam os metalúrgicos da GM, que temiam pelo pior: o fechamento do complexo de São José. Ontem, nas assembleias realizadas na portaria da empresa, às 5h30 e 14h30, o clima era de serenidade, bem diferente do estado de tensão dos últimos seis meses, quando a crise se agravou.

“Acho que o sindicato acertou em fazer o acordo. O pessoal já está bem mais tranquilo na linha de produção. Quem esperava o pior está respirando aliviado”, afirmou José Antônio dos Santos, 44 anos, trabalhador da GM.

Outro metalúrgico, que está no grupo do lay-off e que pediu para não ser identificado, disse que o acordo “acalma a tensão dentro e fora da fábrica”. “Na verdade, a gente já estava esperando a demissão, mas o acordo trouxe benefícios e deu um tempo para pensar na vida fora da GM.” Com a aprovação do acordo, advogados da GM e do sindicato redigirão o texto que será assinado pelas partes, com validade de dois anos.

GM recusa rodízio de lay-off
Uma das propostas recusadas pela GM na negociação de sábado, segundo sindicalistas, foi a de fazer um rodízio com trabalhadores de São José em lay-off para evitar demissões na fábrica. O grupo de 759 metalúrgicos que está com o contrato de trabalho suspenso desde agosto de 2012 teve a medida estendida por mais dois meses. Depois disso, eles poderão ser demitidos.

Sindicato vai reunir funcionário afastado

O Sindicato dos Metalúrgicos de São José irá reunir, na próxima quinta-feira, os trabalhadores da GM que estão com o contrato de trabalho suspenso (lay-off) desde 27 de agosto do ano passado. Eles estão sendo convocados para participar de uma assembleia, na sede da entidade, no centro de São José, para discutir o acordo com a GM. Hoje, 759 funcionários estão em lay-off. “Não é o acordo que nós queríamos, mas também não é aquele que a GM queria aprovar. Desde o começo, a empresa queria demitir os trabalhadores. Isso a gente conseguiu evitar. A luta continua”

Antonio Ferreira de Barros, Macapá, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José “Garantimos o nível de emprego no período de produção do Classic em São José. O investimento não é baixo. Mas o mais importante é colocar a cidade na rota dos investimentos” Luiz Moan,  diretor de Relações Institucionais da GM

O Vale

Publicado em: 29/01/2013

Futuro de Metálurgicos começam a ser decidido hoje (16)

General Motors e Sindicato dos Metalúrgicos iniciam hoje a série de três reuniões para definir o futuro de 1.500 funcionários considerados excedentes e que podem ser demitidos no próximo dia 26 em São José. O risco é iminente. Pelo menos é a opinião de dirigentes empresariais ligados à indústria e representantes do poder público.

O próprio sindicato admite que a montadora já deixou claro que só aceita negociar novos investimentos para a planta da cidade se o grupo for dispensado. O dia 26 de janeiro é o prazo final de negociação, segundo acordo fechado no ano passado que deu uma trégua temporária nas dispensas e colocou 779 operários em layoff (contrato de trabalho suspenso).

A reunião de hoje começa às 9h na planta de São José. Os próximos encontros serão na sexta e na terça-feira. Os 1.500 operários ameaçados de demissão atuam no MVA, setor onde antes eram montados quatro modelos e hoje restou apenas o Classic. “O sindicato não aceita a demissão dos trabalhadores”, disse Luiz Carlos Prates, o ‘Mancha’, diretor do sindicato local.

Entre lideranças empresariais, o temor de cortes é grande, já que afetaria toda a cadeia produtiva da GM na região. Estima-se que mais 4.500 empregos, além dos 1.500 da montadora, seriam afetados. Para Mário Sarraf, diretor da Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos), o sindicato precisa mudar sua postura frente às negociações.

“Essa posição inflexível do sindicato não é inteligente. Essa linha de divergência não está dando certo, está na hora de mudar e concordar com a empresa para evitar que ela deixe de investir na cidade”, disse Sarraf. Segundo Almir Fernandes, diretor do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) de São José, um acordo para novos investimentos acertado hoje demoraria de dois a três anos para ser concretizado, o que não afastaria o risco imediato de cortes.

“A empresa vai investir, produzir onde tenha mais lucros. O sindicato não aceitou investimentos em 2008, agora precisa entender que não há como manter esses funcionários considerados excedentes que para a empresa”, afirmou ele.

As propostas feitas pelo sindicato, desde a primeira reunião realizada em agosto de 2012, são a continuidade da fabricação do Classic em São José, a produção local de modelos que hoje são importados, a retomada da produção de caminhões, novos investimentos e acordo que garanta a estabilidade do emprego. “A empresa disse que pretende negociar novos investimentos. Mas antes, quer demitir 1.500”, disse Mancha.

Anteontem, o prefeito Carlinhos Almeida (PT) se reuniu com a direção da GM. Em nota, Carlinhos informou que fez um apelo à empresa para que reveja a situação e evite a demissão dos trabalhadores. A nota ainda diz que a prefeitura se colocou à disposição para intermediar o diálogo entre sindicato e montadora. A GM teria se comprometido a se reunir com o sindicato.

“Estamos realmente muito preocupados com a situação e vamos esgotar todas as possibilidades para reverter as demissões”, disse o petista em nota. Procurada ontem, a GM informou por meio da assessoria que não comentaria o assunto.

Em entrevistas anteriores, o diretor de assuntos institucionais da GM, Luiz Moan, confirmou o excedente não só de funcionários no complexo de São José, mas também de maquinário e espaço físico. O complexo de São José, inaugurado na década de 50, já chegou a empregar mais de 12 mil pessoas mas hoje não passa de 7.500.

O Vale

Publicado em: 16/01/2013

Concursos de 2013 tem mais de 100 mil vagas pelo País

Boa notícia para quem sonha com estabilidade no emprego e também financeira. Em 2013 serão abertas 103 mil vagas em concurso público no Brasil. As oportunidades são para todos os níveis: municipal, estadual e federal.

A carreira no setor público é muito atrativa, desde os salários que variam de R$ 1.800 para escriturário do Banco do Brasil a R$ 22 mil para juiz federal e Ministério Público aos benefícios. “A carreira no setor público é mais atrativa e há ainda um grande déficit de funcionários públicos no país. O mercado está bem aquecido”, disse Felipe Angelin, gestor da unidade do Complexo Educacional Damásio de Jesus, em São José.

No Estado de São Paulo, são 1.793 vagas autorizadas para concursos. Em São José, um dos mais procurados é para o cargo de papiloscopista e auxiliar de papiloscopista da Polícia Civil. Ao todo, são 103 vagas. O salário é de R$ 2.848,36 e a inscrição deve ser feita exclusivamente no site www.vunesp.com.br de 14 de janeiro até as 16h do dia 15 de fevereiro, horário de Brasília. A taxa de inscrição é de R$ 40,57.

E os cargos mais cobiçados pelos melhores salários são para juiz e fiscal da Receita Federal. Os vencimentos iniciais são de R$ 13 mil e os interessados devem ter ensino superior. Mas também são os mais difíceis. Segundo Angelin, em média, é necessário estudar de 5 a 8 horas diária entre 3 a 5 anos. “Os salários chamam a atenção por serem altamente atrativos. Assim, são as provas mais difíceis”, disse ele.

Mas não basta sonhar, é preciso muito estudo, dedicação, disciplina, repetição e atualização. A dica de especialistas na área é ter acesso a provas anteriores, estudar editais e saber como a banca que analisa a prova se comporta.

Para quem trabalha, o ideal é estudar de 3 a 4 horas por dia. E para quem ainda não está empregado, a dica é se ‘jogas’ nos livros de 6 a 8 horas diárias. “Para quem vai fazer um concurso, a primeira orientação é fazer um propósito e se dedicar aos estudos. Tem que ser um projeto de vida, porque vai mudar a vida da pessoa se ela passar no concurso. Mas um emprego estável e bem remunerado não se conquista da noite para o dia e sim de médio a longo prazo. Afinal, os salários das carreiras públicas são melhores do que nas carreiras privadas, muitas vezes”, disse José Roberto Panziera, diretor da Unicursos em São José.

Geralmente, as pessoas que buscam concurso público, buscam também cursinhos presenciais, tele-presenciais ou à distância que ofereçam estrutura para que esse sonho ou necessidade se concretizem. Em São José e Taubaté, cursos presenciais especializadas em concursos públicos cobram, em média, entre R$ 130 e R$ 250 por mês. Há também a possibilidade de estudar em casa. Seja qual for, o importante é manter o foco.

O perfil do candidato que corre atrás de estabilidade financeira tem mudado nos últimos anos, de acordo com José Roberto Panziera, diretor do Unicursos em São José. Antes, a regra era: fazer faculdade e depois prestar concurso público. Agora, a maioria das pessoas busca primeiramente estabilidade financeira para depois de especializar em uma universidade.

“As pessoas estão fazendo o caminho inverso. Cada vez mais, jovens nos procuram atrás de cursos preparatórios. Isso é muito interessante”, disse Panziera. Um exemplo é o servidor público, Daniel Vadó, 25 anos. Após concluir o ensino médio, se dedicou 8 horas por dia durante 2 anos em cursinho e hoje é Fiscal Federal da ANTT (Agência Nacional de Transporte Terrestre), com um salário que passa os R$ 5 mil. Hoje,

Daniel cursa o 5º ano de Engenharia Civil. “É necessário muita dedicação. Deixei de sair muitas vezes, perdi feriados e fins de semana, mas vale muito a pena”, afirmou ele. Agora, Daniel quer ir mais longe, ou melhor, conquistar um salário melhor em concurso para ensino superior.

O Vale

Publicado em: 14/01/2013

Instituto Inpe deve gerar mais de 400 empregos na cidade

O Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) pretende gerar, até 2016, cerca de 400 novos empregos em São José. A perspectiva é do diretor do Instituto, Leonel Perondi, e foi revelada ontem durante a comemoração dos 25 anos do LIT (Laboratório de Integração e Testes), na sede do Inpe.

Segundo ele, a previsão orçamentária para 2013 deverá ser de R$ 200 milhões, repetindo o valor deste ano. “O valor é suficiente. Para o que está previsto para o ano que vem é suficiente”, disse o diretor. Ainda de acordo com ele, os projetos para 2013 são a continuidade do Cbers-3, a construção do Cbers-4, que deve ser feita logo após o lançamento de seu antecessor, o programa Amazônia e a proposta de um satélite internacional como o Sabiá-Mar, em parceria com a Argentina.

Para 2013, Perondi vai priorizar o término de projetos em andamento. “É preciso ter eficácia. As missões com atraso precisam ter resultados. É necessário esforço de todos nós”, afirmou. Uma das prioridades do novo diretor do Inpe é gerar empregos.

Segundo ele, o instituto corre o risco de perder 40% do quadro atual até 2016. Hoje, o Inpe tem cerca de 1.100 servidores. “Boa parte deste número deverá se aposentar. É preciso renovar porque poderemos enfrentar grandes dificuldades”, afirmou.

Previsto para ser lançado em órbita primeiramente em 2007 e depois em novembro deste ano, o Cbers-3 continua em fase de testes. A expectativa de Perondi é lançá-lo até o fim do primeiro semestre de 2013. “Não podemos falar em atraso. É preciso entender que, uma vez em órbita, não há como repará-lo. É preciso ter garantia, confiança e os requisitos necessários para voos”, disse Perondi.

O LIT é o único laboratório do Hemisfério Sul capaz de integrar e realizar testes completos de satélites e seus subsistemas. Para o diretor, o LIT é fundamental no programa espacial. O laboratório conta com cerca de 60 servidores.

No local, são feitos testes de qualificação e certificação, desde antenas, veículos de grande porte até atender às necessidades de vários programas na área espacial como a série Cbers, do VLS, veículo lançador de satélites do Brasil; do HSB, carga útil meteorológica desenvolvida para equipar um satélite da Nasa, entre outros.

O Vale

Publicado em: 04/12/2012

Sem acordo ainda, Metálurgicos prometem protesto

A direção do Sindicato dos Metalúrgicos de São José tenta evitar a demissão de 1.840 trabalhadores da General Motors na cidade com mobilizações e protestos. Hoje, em São José, os sindicalistas esperam reunir boa parte dos 940 funcionários da GM que estão com o contrato de trabalho suspenso até 30 de novembro em uma passeata pelo centro da cidade.

Ontem, sindicalistas e representantes da empresa se encontraram para um nova rodada de negociação, que terminou sem acordo. Segundo Antônio Ferreira de Barros, o ‘Macapá’, presidente do sindicato, a GM manteve a meta de fechar a linha de produção MVA e colocar 1.840 trabalhadores na rua no final de novembro.

“Condicionamos qualquer discussão de propostas à manutenção dos empregos em São José”, disse Barros. Uma nova rodada de negociação está marcada para a próxima quinta-feira. Segundo o sindicato, a GM deverá responder se aceita ou não a proposta de manter os empregos e aumentar a produção do Classic em São José.

O modelo e a nova caminhonete S10 são os únicos fabricados atualmente na planta de São José. Na linha MVA, deixaram de ser montados Corsa, Zafira e Meriva. Barros informou ainda que os trabalhadores com o contrato de trabalho suspenso foram convocados para uma assembleia no sindicato hoje, às 10h. Eles serão informados dos rumos da negociação e da agenda de mobilizações.

“Estivemos em Brasília na última terça para envolver o governo federal nessa luta e evitar as demissões”, disse.  A GM não comentou o assunto ontem.

O Vale

Cidade tem queda de emprego em Agosto

O saldo de empregos formais, com carteira assinada, se manteve positivo em agosto nas três maiores cidades da Região Metropolitana do Vale do Paraíba, mas registrou retração na comparação com o mês de julho. Pesquisa do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), divulgada ontem pelo Ministério do Trabalho e Emprego, mostra que São José dos Campos, Taubaté e Jacareí tiveram saldo positivo de 694 postos de trabalho em agosto, contra 1.179 vagas em julho. A retração foi de 41,13%.

No acumulado de 2012, as três cidades aparecem com saldo positivo de 4.012 vagas. Taubaté lidera com 2.073 postos de trabalho, depois vem São José, com 1.128, e Jacareí, com 811. Comércio foi o setor que mais gerou postos de trabalho formais nas cidades. Foram 460 vagas em agosto, contra 193 em julho.

A área de serviços registrou retração de 81,5% entre um mês e outro, gerando 91 postos de trabalho em agosto ante 492, em julho. O setor industrial fechou agosto com saldo negativo de 101 empregos. Em julho, o resultado havia sido positivo, com 288 vagas. A construção civil manteve o saldo positivo de 213 postos de trabalho em agosto, mas gerou menos do que em julho, com 265 empregos.

Entidades do setor industrial e de comércio acreditam numa tendência de crescimento no saldo de empregos formais na região nos quatro últimos meses do ano. Também apostam na queda do número de demissões, com exceção de casos pontuais, como a General Motors em São José, que ameaça demitir 1.840 funcionários, em dezembro, considerados excedentes.

Comércio e serviços devem puxar o saldo positivo de geração de postos de trabalho até o final do ano em razão das contratações temporárias para o período de Natal. “Serviço é um setor que responde rápido à oscilação entre demissão e contratação. E comércio vai aumentar as vagas temporárias. As duas áreas vão puxar a alta no saldo de empregos formais na cidade”, disse Ricardo Dinelli, secretário de Relações do Trabalho de São José dos Campos.

Na avaliação dele, as indústrias sofreram os impactos da retração na economia internacional, cujos efeitos foram sentidos dentro do Brasil. “É uma área muito mais sensível às oscilações do mercado.” Quanto à situação na GM, que pode impactar negativamente o saldo de emprego em São José, Dinelli ainda acredita na possibilidade de que empresa e sindicato cheguem num acordo.

Ao contrário de São José e Taubaté, cujo saldo de empregos formais foi menor em agosto na comparação com julho, Jacareí aumentou a oferta de vagas de trabalho no mesmo período. José Carlos Peloia, 2º vice-diretor do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) de Jacareí, confirma a fase otimista na cidade.

Segundo ele, as diversas empresas que estão com obras de instalação e de ampliação na cidade irão gerar milhares de empregos nos próximos meses e ao longo de 2013. “Não são ideias, mas projetos com cronogramas definidos. A fase é muito boa para a geração de emprego na cidade. A preocupação é se a infraestrutura vai acompanhar”, afirmou Peloia.

Gerente administrativo do Ciesp de Taubaté, José de Arimathéa Campos disse que as indústrias ainda sentem a crise internacional. Na cidade, as empresas tiveram saldo de apenas seis empregos formais em agosto, contra 178 em julho.

“A competitividade do setor está reduzida. Esperamos que as medidas adotadas pelo governo federal, como a redução do custo da energia elétrica, tenham impacto positivo.” Ele aposta que as empresas de serviços e comércio compensem a retração na indústria com as contratações para o final do ano. “Elas costumam abrir muitas vagas”, disse.

O Vale

Pesquisa aponta Sindicato culpado por crise na GM

O Sindicato dos Metalúrgicos é o responsável pela crise dos empregos na fábrica da General Motors em São José dos Campos. É o que aponta pesquisa O VALE/Mind. A sondagem, realizada entre os dias 29 e 30 de agosto, mostra que, para 30% dos eleitores pesquisados, o sindicato é o culpado pela crise trabalhista na montadora.

Para 20,3% dos entrevistados, a culpa é da própria GM. Outros 13% disseram que o governo federal é o culpado e para 7%, a responsabilidade é da prefeitura. Segundo o levantamento, para 0,7% dos pesquisados, a crise tem outros motivos e 16,5% responderam que todas as partes têm parcela de culpa.

A pesquisa mostra ainda que 3,3% não apontaram nenhuma das opções apresentadas e outros 9,2% não souberam ou não responderam. Foram ouvidas 600 pessoas e a margem de erro é de quatro pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral.

Em julho, a montadora encerrou a produção dos modelos Corsa, Meriva e Zafira na linha de montagem MVA, que permanece produzindo apenas o Classic. A GM alega que a planta de São José é a menos competitiva do grupo no país e possui um excedente de 1.840 trabalhadores. No começo de agosto, a empresa e o sindicato firmaram acordo que possibilitou a suspensão temporária da demissão em massa na unidade.

Um grupo de 925 empregados teve o contrato de trabalho suspenso até novembro. Para voltar a investir na fábrica, a GM quer adotar medidas de flexibilização trabalhista, como redução e nova grade de salário, entre outras.

A sondagem foi estratificada por sexo, idade, escolaridade, religião, zona geográfica da cidade e renda familiar mensal.Considerando a idade, o maior percentual dos entrevistados, 34,2%, que apontaram o sindicato como o culpado pela crise têm de 25 a 34 anos.

Já entre os que acham que a GM é a maior responsável, o maior percentual, 32%, está entre os que têm de 16 a 24 anos. Considerando a renda, 39,7% dos que ganham acima de 5 salários mínimos disseram que a culpa é do sindicato, enquanto que para 21,7% que ganham até 3 salários a responsabilidade é da montadora.

A sondagem revela que 38,4% dos homens pesquisados apontam o sindicato como culpado e 22,2% das mulheres pensam o mesmo. Já para 18,3% dos homens e 22,2% das mulheres, a culpa é da empresa.

O Vale

Cidade de mais de 850 oportunidade de empregos

Mais de 850 vagas de emprego estão abertas em São José dos Campos e Taubaté em diversas áreas como atendente de lanchonete, motorista de caminhão, repositor de mercadoria, carpinteiro, pedreiro e garçom. Só em Taubaté são 714 vagas. Em São José dos Campos, são 150 oportunidades. Os interessados devem procurar as unidades do Poupatempo.

Em Taubaté, o posto fica na avenida Bandeirantes, no Jardim Maria Augusta. Em São José, o Poupatempo fica no Jardim Colinas. Além dessas vagas do Emprega São Paulo há mais oportunidades de emprego no Atacadão, novo supermercado que vai abrir em Taubaté, em áreas como cozinheiro, estoquista e assistente administrativo.

O novo estabelecimento abriu vagas também para pessoas com deficiência. Para trabalhar no supermercado é preciso levar o currículo na avenida Marechal Deodoro da Fonseca, no Jardim Santa Clara, em horário comercial. Mais informações no endereço eletrônico http://www.empregasaopaulo.sp.gov.br.

G1 (Vnews)

Cidade tem alto indice de Novos Microempresários

São José dos Campos registrou aumento no número de empresas abertas no primeiro semestre de 2012. Segundo levantamento da Junta Comercial do Estado de São Paulo (Jecesp), foram 2.945 novas empresas na cidade. Uma alta de 13% com relação ao mesmo período do ano passado. O que alavancou esse número foram os microempreendedores individuais, responsáveis por 2.212 novas empresas abertas.

Com o registro nacional de pessoa jurídica, o CNPJ, o micro-empreendedor também pode contratar um empregado com menor custo, emitir nota fiscal e participar de licitações. Além de ter isenção de taxa para abertura de empresa.

Segundo o administrador regional da Junta Comercial, Cláudio Mendonça, os impostos que devem ser pagos custam menos do que se imagina. “O valor da contribuição previdenciária, mais ICMS, ISS, se a atividade exigir, é R$ 37,10 por mês. Então, é vantagem econômica também para o empreendedor se formalizar”, explicou.

Maria de Fátima da Silva passou 27 anos vendendo pamonhas e bolos nas ruas de São José dos Campos. Agora, ela tem orgulho do documento que regulariza sua micro-empresa. “Para mim agora vai ser importante, porque agora eu vou começar a pagar meu INPS e ter meu comércio próprio”, disse.

O Vale

Rede Varejista abre e gera mais de 150 empregos na cidade

A rede varejista de materiais para construção Dicico inaugura amanhã sua nova unidade em São José dos Campos.
Foram investidos R$ 4 milhões na nova loja –a 56ª unidade da rede. Na fase da obras, foram gerados 150 postos de trabalho. Para a operação da loja, são 100 empregos diretos e 50 indiretos, todos já preenchidos.

Segundo o diretor regional da Dicico, Marcos Ferreira, todos os trabalhadores são de São José. A loja está localizada na avenida Francisco José Longo, no jardim São Dimas, região central. São 2,6 mil metros quadrados de área total e cerca de 40 mil itens à venda.

Em dezembro passado, a unidade de São José saiu do CenterVale pois procurava um novo local em ponto estratégico da cidade. “Procurávamos um ponto mais central, de fácil acesso e no meio do polo de materiais de construção. Nunca pensamos em abrir mão da cidade”, disse Ferreira.

O Vale