Leilão no Prédio da Argon tem resultado sem sucesso

A tentativa de venda de duas das quatro torres da Argon, localizadas na Orla do Banhado, em São José, fracassou. Nenhuma das 36 empresas que retiraram o edital compareceu ao leilão na última quinta-feira. Agora, o Ipplan (Instituto de Pesquisa, Administração e Planejamento) vai realizar pesquisa para avaliar por que as construtoras não se interessaram pelo negócio.

A venda dos prédios faz parte do projeto ‘Centro Vivo’, que é gerenciado pelo Ipplan e prevê uma série de ações para revitalizar o centro da cidade. “Nós não abrimos um edital para não ter interessados mas, dentro de nossa vivência, é uma coisa que pode acontecer”, disse a diretora geral do Ipplan, Cynthia Gonçalo. Segundo Cynthia, o procedimento de pesquisa com as construtoras é normal nesses casos. Após o término da avaliação, será publicado um novo edital. “Não vai demorar muito tempo”, disse.

Cynthia não descartou mudanças no novo edital. O resultado da pesquisa de avaliação irá indicar os ajustes necessários. “As construtoras podem ter desistido por causa dos preços, dos documentos pedidos, do prazo, etc. Vamos avaliar tudo isso”, disse.

Mas ela garantiu que a finalidade continua a mesma transformar as duas torres em prédios residenciais. “Vai ser mantida a finalidade. A ação é parte da requalificação do centro. É importante ter pessoas morando lá”, afirmou Cynthia. A principal justificativa de representantes de construtoras para a falta de interesse é o preço do lance mínimo que seria alto demais R$ 8,6 milhões.

A prefeitura publicou dia 14 do mês passado o edital do leilão para a venda das duas torres de prédios. A construtora vencedora do leilão teria 24 meses para concluir as obras e transformar os prédios em unidades habitacionais populares. Cada prédio possui 16 andares e 128 apartamentos.

Após a conclusão, os apartamentos deveriam ser comercializados por meio do programa federal ‘Minha Casa, Minha Vida’. O preço das unidades prontas deve ser de até R$160 mil, para famílias com renda entre R$ 1.600 e R$ 3.100 já inscritas no programa habitacional do município.

Os prédios da Argon começaram a ser construídos em 1990 e as obras foram paralisadas dois anos depois com a falência da construtora. Em 2009, a prefeitura comprou cada torre por R$1,5 milhão. Na Câmara, foi decidido que as torres seriam leiloadas para uso habitacional. Não foi decidido o que será feito com as outras torres.

O Vale

Cidade tem alto indice de Novos Microempresários

São José dos Campos registrou aumento no número de empresas abertas no primeiro semestre de 2012. Segundo levantamento da Junta Comercial do Estado de São Paulo (Jecesp), foram 2.945 novas empresas na cidade. Uma alta de 13% com relação ao mesmo período do ano passado. O que alavancou esse número foram os microempreendedores individuais, responsáveis por 2.212 novas empresas abertas.

Com o registro nacional de pessoa jurídica, o CNPJ, o micro-empreendedor também pode contratar um empregado com menor custo, emitir nota fiscal e participar de licitações. Além de ter isenção de taxa para abertura de empresa.

Segundo o administrador regional da Junta Comercial, Cláudio Mendonça, os impostos que devem ser pagos custam menos do que se imagina. “O valor da contribuição previdenciária, mais ICMS, ISS, se a atividade exigir, é R$ 37,10 por mês. Então, é vantagem econômica também para o empreendedor se formalizar”, explicou.

Maria de Fátima da Silva passou 27 anos vendendo pamonhas e bolos nas ruas de São José dos Campos. Agora, ela tem orgulho do documento que regulariza sua micro-empresa. “Para mim agora vai ser importante, porque agora eu vou começar a pagar meu INPS e ter meu comércio próprio”, disse.

O Vale