Começa hoje a movimentação nas Obras da Tamoios

As primeiras movimentações de máquinas e a instalação do canteiro de obras para a duplicação da Rodovia dos Tamoios (SP-99) começam hoje, segundo promessa do governador Geraldo Alckmin (PSDB). As empresas Encalso e S.A. Paulista, que em consórcio venceram a licitação para a obra no trecho de planalto, avaliada em R$ 557,4 milhões, deverão se instalar no km 50 da rodovia.

Ontem, a assessoria de imprensa da Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A), responsável pelo projeto, confirmou que, assim como prometido pelo governador, a instalação do canteiro de obras começa hoje. “Contrato assinado, sinalização começa amanhã (último dia 25), vamos esperar passar o feriado para começar”, afirmou Alckmin, na terça-feira passada, ao anunciar o começo das obras.

A duplicação da Tamoios, principal ligação entre o Vale do Paraíba e o Litoral Norte, é aguardada há quase 18 anos na região. Promessa recorrente dos governos tucanos desde 1994, a duplicação da SP-99 nasceu durante a campanha do governador eleito naquele ano, Mário Covas.

Depois, ela voltou a ser objeto de campanha eleitoral com o próprio Alckmin, em 2002, posteriormente eleito, e com o ex-governador José Serra, em 2006, também eleito. Ao assumir, no ano passado, Alckmin prometeu o início das obras para janeiro deste ano, prazo posteriormente revisto para março e, agora, para este mês.

O trecho do planalto deverá sem duplicado em 20 meses. Divididos em dois lotes, os serviços devem se encerrar em 20 meses cruzando a próxima temporada de verão 2012/2013 e chegando até janeiro de 2014. O consórcio Encalso – S.A. Paulista, segundo informações da Dersa, já vinha realizando serviços de topografia há algumas semanas na SP-99.

Na semana passada, eles instalaram placas dando publicidade à obra. Com o início das atividades no planalto, o governo do Estado direciona sua atenção ao restante da rodovia. A duplicação do trecho da serra e a construção dos contornos viários em Caraguatatuba e São Sebastião, parte mais custosa do projeto, avaliada em R$ 4,4 bilhões, ainda estão sob estudo. Alckmin promete finalizar esta etapa até novembro deste ano.

O Vale

Obra de Duplicação pode ser assumida pelo Estado

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) estuda a possibilidade de assumir integralmente os custos de duplicação de toda a Rodovia dos Tamoios (SP-99), estimados em R$ 4,9 bilhões. Quando anunciou a obra, em junho de 2011, a proposta era dividir esse montante com uma concessionária por meio de uma PPP (Parceria Público-Privada).

A ideia era viabilizar a PPP para dar início à duplicação do trecho da serra e dos contornos viários no Litoral Norte, etapa mais custosa do projeto da Nova Tamoios. Entretanto, a carga tributária aplicada pelo governo federal em investimentos por meio de PPP fez Alckmin repensar o projeto.

“A questão tributária é uma questão importantíssima. Quando você paga para o privado, que está te financiando a obra, PPP é isso, o governo federal tributa em 25%”, afirmou o secretário de Logística e Transporte, Saulo de Castro Abreu.

“Só na Tamoios, se tivermos que pagar isso, você acrescenta R$ 1,2 bilhão, só de imposto federal. Você quase inviabiliza o projeto”, emendou o secretário. Enquanto estuda como duplicar o trecho de serra e dos contornos, Alckmin prometeu, já com recursos do Estado, iniciar a duplicação do trecho de planalto esta semana.

Serão duplicados 49 quilômetros por R$ 557,4 milhões. “Queremos ganhar tempo, só estamos começando já o trecho de planalto se não estaríamos todos parados esperando licença”, disse o governador. O restante duplicação de 39 quilômetros no trecho da serra, sendo os 21,4 quilômetros existentes mais 17,6 quilômetros de uma nova pista, e a construção de 38,1 quilômetros de contornos viários em São Sebastião e Caraguatatuba depende da escolha de um modelo para custear a obra.

O Estado promete correr contra o tempo para não correr o risco de ter a duplicação paralisada. “Estamos otimistas que até novembro esteja tudo resolvido para poder licitar a obra duplicação da serra e contornos”, disse Alckmin.

“São várias formas de financiamento. A PPP é uma das formas, só que temos a questão tributária. Isso está no governo federal para ser decidido, não é só um problema de São Paulo, é de todos os governadores”, afirmou Abreu. “Você tem ainda bancos de fomento, com taxas de juros razoáveis, estamos estudando, e outra hipótese é fazer com recursos do tesouro, conforme vc consegue encaixar com o orçamento”, emendou.

“Agora, essa parte do financiamento não interrompe processo da obra, que, de um ou de outro, sairá.” A obra de duplicação da Tamoios é prometida pelo governo do Estado há 18 anos. Ela passou pelos governos Covas, Alckmin e Serra.

O Vale

Governo Federal inicia obras de Duplicação da Tamoios

Após quase 18 anos de espera, o governo do Estado começa hoje a obra de duplicação da Rodovia dos Tamoios (SP-99), com o trabalho de sinalização da via. A obra efetiva tem início no próximo dia 2. As datas foram anunciadas ontem pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB), em evento no Palácio dos Bandeirantes, na capital.

Na ocasião, ele assinou os contratos para execução do serviço, a ser prestado pelas empresas Encalso e S.A. Paulista, que, em consórcio, venceram os dois lotes da licitação para duplicar o trecho de planalto da rodovia. Promessa recorrente dos governos tucanos desde 1994, a duplicação da Tamoios nasceu na campanha do governador eleito naquele ano, Mário Covas, a partir de demanda apresentada pelos prefeitos da região.

Depois, ela voltou a ser objeto de campanha eleitoral com o próprio Alckmin, em 2002, posteriormente eleito, e com o ex-governador José Serra, em 2006, também eleito. Em 2010, antes das eleições, Alckmin classificou a duplicação como a principal obra estadual a ser realizada no seu governo.

“A duplicação é uma obra estratégica sob o ponto de vista do desenvolvimento de São Paulo, para atrair novas empresas, para a indústria do pré-sal, para o turismo, para a indústria do Vale do Paraíba e do Estado”, afirmou, ontem, o governador.

Ao assumir, no ano passado, Alckmin prometeu o início das obras para janeiro deste ano, prazo posteriormente revisto para março e, agora, para maio. Ontem, o diretor-presidente da Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A), Laurence Casagrande Lourenço, afirmou que o consórcio Encalso – S.A. Paulista já tem um terreno separado, no km 50 da Tamoios, para instalar seu canteiro de obras.

Já há alguns dias, funcionários do consórcio estariam realizando serviços de topografia na rodovia. No cronograma apresentando pelo governador, está prevista a colocação de 22 placas de sinalização indicando as obras ao longo da SP-99 até a próxima sexta-feira. No dia 2, as obras começam efetivamente. Divididos em dois lotes, os serviços devem durar 20 meses cruzando a próxima temporada de verão 2012/2013 e chegando até janeiro de 2014.

O consórcio Encalso – S.A. Paulista realizará a duplicação de todo o trecho de planalto, cerca de 49 quilômetros, por R$ 557,4 milhões. O restante do projeto, que abrange a duplicação do trecho de serra e contornos viários no Litoral Norte, está em fase de análise. Os estudos, segundo Alckmin, devem ser concluídos até novembro.

No trecho de planalto, a duplicação se dará em pista contígua à existente. Após as obras, a Tamoios contará com duas faixas de tráfego por sentido com 3,60 metros cada, mais acostamento e faixa de segurança. “Você também tem 14 obras de arte ao longo da Tamoios entre viadutos, pontes, e passarelas”, afirmou o secretário de Logística e Transportes, Saulo de Castro Abreu Filho.

O projeto ainda prevê desapropriações (leia mais ao lado) e a construção oito quilômetros de ciclovia em trechos da rodovia em Paraibuna. Lourenço garantiu que os trabalhos não devem causar grandes transtornos aos usuários da SP-99, mesmo àqueles que moram às margens da via. “Haverá um cuidado muito grande com a operação da pista justamente para que esse transtorno seja minimizado. Não haverá em nenhuma hipóteses segregação ou isolamento de bairros”, disse.

O Vale

Duplicação da Tamoios tem grupo definido

O Consórcio Encalço S/A Paulista apresentou a melhor proposta comercial para a obra de duplicação da rodovia dos Tamoios, no valor global de R$ 557,4 milhões para executar os dois lotes do projeto. A Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A) publicou ontem a relação com a classificação das melhores propostas comerciais para as obras de duplicação do trecho de planalto da estrada.

Para o lote 1, o Consórcio Encalço ofertou valor de R$ 279,1 milhões. Para o lote 2, R$ 278,3 milhões. A quantia, em relação ao valor de referência para as obras de engenharia, no valor de R$ 821 milhões, representa uma redução de R$ 264 milhões e deságio de 32% para cada um dos lotes, segundo informou a Dersa.

O lote 1 compreende o trecho entre o km 11,5, em São José dos Campos, ao km 35, em Paraibuna. O lote 2 compreende o trecho entre os km 35,8 e 60,48, ainda em Paraibuna. A Dersa informou que nos próximos dias fará a análise das propostas apresentadas, verificando os valores descritos nas planilhas de custo.

Com o resultado final do certame e divulgado os vencedores, a previsão é que as obras sejam iniciadas na última semana deste mês. A previsão é que as obras de duplicação levem cerca de 20 meses, até dezembro de 2013, para conclusão.

O processo lici- tatório para a duplicação da rodovia foi lançado em setembro do ano passado. No total, 17 empresas foram habilitadas para apresentar propostas. Oito dos concorrentes organizaram-se em consórcios de duas empresas cada um e outros nove concorreram isoladamente.

A Dersa recebeu 26 propostas para as obras. A empresa publicou ontem também resultados de licitações para a contratação de empresas e ou consórcios para supervisão das obras de duplicação e para a de serviços técnicos de consultoria especializada para apoio à Supervisão Ambiental das obras.

O prefeito de Caçapava e presidente do Codivap (Consórcio de prefeitos da região), Carlos Vilela (PSD), disse que a duplicação da Tamoios é uma obra aguardada há muito tempo pela região. “Com certeza, todas as cidades do Vale serão beneficiadas, pois o acesso ao Litoral Norte será facilitado”, disse.

Vilela afirmou que agora o Estado deve também voltar sua atenção para melhoria no trecho litorâneo. Para o prefeito de Paraibuna, Antonio de Barros (DEM), as obras de duplicação da Tamoios deve aquecer a economia do município. “Ela vai gerar emprego, impostos e aquecer o setor imobiliário”, disse Barros.

O Vale

Governo do Estado faz proposta para duplicação da Tamoios

O governo do Estado vai acelerar a análise das propostas comerciais que serão apresentadas hoje pelas empresas interessadas em executar as obras de duplicação da Tamoios (SP-99). A força-tarefa da Dersa (Desenvolvimento Rodoviário) tem objetivo de garantir que os serviços comecem ainda neste mês. Hoje, 17 participantes vão apresentar quanto cobram para executar a obra de engenharia da duplicação, estimada em R$ 820 milhões.

Vencerá quem apresentar o menor valor pelo serviço, entretanto, a vencedora só será anunciada após a análise da documentação. Caso alguma das empresas concorrentes recorra da decisão, o andamento das obras sofrerá um novo atraso. A previsão inicial é que a duplicação da rodovia de ligação ao Litoral Norte tivesse início em março.

Entretanto, uma guerra de recursos entre as gigantes da construção civil na fase de pré-qualificação atrasaram em três semanas o processo licitatório. A partir das 10h, oito consórcios de duas empresas cada um e nove empreiteiras que concorrem isoladamente ao serviço vão apresentar suas propostas comerciais. O evento de abertura dos envelopes deve se estender até a tarde.

As obras de engenharia estão divididas em dois lotes. O lote 1 vai dos kms 11,5, em São José, ao km 35, em Paraibuna. O lote 2 é entre os kms 35,8 e 60,48, ambos em Paraibuna. Dos oito consórcios, cinco deles concorrem aos lotes 1 e 2, enquanto três escolheram o lote 1. Das nove construtoras, duas concorrem pelo lote 1, duas pelo lote 2 e as cinco últimas nos dois lotes.

O cronograma de duplicação prevê que a duplicação do trecho de planalto seja concluído em 20 meses. Ou seja, até dezembro de 2013. O prefeito de Paraibuna, Antônio Marcos de Barros (DEM), afirmou que a obra é essencial para garantir a segurança dos moradores. Segundo ele, ao menos dez pessoas da cidade morreram atropeladas ou em acidentes na rodovia nos últimos cinco anos. “Queremos que seja construído uma ciclovia no trecho da estrada que corta Paraibuna. O estado afirmou que isso seria feito”, disse.

A duplicação do trecho de planalto da Tamoios foi aprovado pelos órgãos ambientais em dezembro do ano passado. Enquanto as obras de duplicação do trecho de planalto não começam, o Estado trabalha para a duplicação dos demais trechos da rodovia dos Tamoios.

A Dersa solicitou a licença ambiental para a construção dos contornos de Caraguatatuba e São Sebastião. Segundo a pasta, o EIA/Rima (Estudo e Relatório de Impacto Ambiental), dos 21,4 quilômetros do trecho de serra será protocolado na Secretaria Estadual do Meio Ambiente ainda neste primeiro semestre.

O Vale

Obras de Duplicação da Tamoios vira disputa por empresas

A disputa pela obra de duplicação da Rodovia dos Tamoios (SP-99) se resume agora a 13 empresas quase metade das 25 ‘gigantes’ da construção civil que concorreram pelo serviço. A informação foi divulgada ontem em edital da Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A). Agora, vence quem cobrar o menor valor para realizar o serviço previsto para começar em março.

De acordo com a Dersa, as finalistas foram escolhidas com base na documentação e a metodologia apresentadas. O último edital para apresentação da proposta comercial deve ser publicado em março, se não houver recurso das empresas desqualificadas.

O crivo da Dersa tirou de fora da concorrência grandes empresas do país como a Carioca Christiani e Nielsen Engenharia. Outras grandes empresas do setor continuam no páreo como a Andrade Gutierrez, Norberto Odebrecht e Camargo Corrêa. A Andrade Gutierrez doou R$ 19,2 milhões para as eleições do PSDB nas eleições de 2010.

As obras estão divididas em dois lotes o primeiro, que vai do km 11, em São José, até o km 35, em Paraibuna, e o lote 2, que vai do km 35 ao km 60, ambos em Paraibuna. As obras de engenharia para os dois lotes estão estimadas em cerca de R$ 775 milhões. Das 13 empresas finalistas no processo licitatório, três estão interessadas em fazer somente o primeiro lote e duas querem executar o segundo. Ao todo, oito concorrem pela execução dos dois lotes.

O projeto prevê que uma nova pista seja construída ao lado da atual e prevê apenas duas mudanças de traçado uma na curva da Rosa Mística, que terá seu raio de curva ampliado do lado oposto de quem está se dirigindo ao Litoral Norte. A segunda ocorre na ponte entre os kms 26 e 28.

De acordo com a Dersa, as obras vão transformar a Tamoios em uma rodovia modelo. A proposta é implantar na pista novos recursos de segurança como a sinalização anti-ofuscante, que evita que o farol do veículo sentido contrário prejudique o motorista. Também está prevista a construção de passarelas e barreiras de concreto nas margens do acostamento para evitar que os carros invadam a pista usada pelos pedestres.

As obras devem durar cerca de 20 meses, até novembro de 2013, e vão gerar impactos no tráfego da rodovia como interdições parciais em alguns trechos e mudanças de acessos. Principal acesso às cidades do Litoral Norte, a Tamoios recebe hoje cerca de 12 mil carros por dia. A previsão é que o tráfego diário supere os 30 mil veículos em 2035. Estudo da CNT (Confederação Nacional do Transporte) publicado no final do ano passado põe a Tamoios como a pior estrada do Vale do Paraíba.

O Vale

Governo libera empresas para começar obras na Tamoios

O governo de São Paulo obteve o licenciamento ambiental prévio da Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) para dar início às obras de duplicação da Rodovia dos Tamoios (SP-99) no trecho de planalto, entre São José dos Campos e Paraibuna.

Na prática, a licença ambiental prévia permite ao governador Geraldo Alckmin (PSDB) finalizar a licitação para escolha das empreiteiras que ficarão responsáveis por duplicar um trecho de 49 quilômetros entre os kms 11 e 60.

No entendimento da Cetesb, o projeto apresentado pelo governo do Estado para a duplicação atende aos critérios de preservação ambiental. Ao todo, Alckmin destinará R$ 1,05 bilhão para a obra. Serão cerca de R$ 775 milhões para as empreiteiras que oferecerem o menor preço pelo serviço e o restante em desapropriações e consultorias.

A promessa do governo tucano é dar início às obras em meados de março. O serviço terá prazo máximo de execução em 20 meses, devendo ser finalizado até novembro de 2013. O restante da duplicação, que abrange o trecho de serra e contornos viários ligando Caraguatatuba a São Sebastião e melhorando o acesso a Ubatuba, está orçado em R$ 3,3 bilhões. O projeto ainda está em fase de elaboração e precisará ser submetido à análise de órgãos ambientais.

Ontem, por meio de nota, a Dersa (Desenvolvimento Rodoviário), estatal responsável pela duplicação, informou que as empreiteiras pré-qualificadas para participar da licitação terão 30 dias para apresentar a proposta comercial a partir de um edital que deve ser publicado na primeira quinzena deste mês.

“Estima-se que até o início de março as empresas vencedoras sejam anunciadas”, informou a Dersa. Gigantes da construção civil no país, como Odebrecht, Serveng e Andrade Gutierrez, disputam o serviço. A duplicação do trecho de planalto será dividido em dois lotes. O primeiro, que vai do km 11, em São José, até o km 35, em Paraibuna, e segundo, que vai do km 35 ao km 60, ambos em Paraibuna.

Cada lote será licitado individualmente. A ideia, segundo Alckmin, é acelerar as obras com empreiteiras diferentes realizando os serviços em conjunto, em trechos diferentes.

Questionada ontem sobre os prazos apertados para licitar a duplicação, a Dersa mostrou-se confiante. Pelos trâmites normais, empresas derrotadas no certame podem recorrer, o que atrasaria o início das obras. “As empresas podem entrar com recurso no prazo legal de cinco dias (após a definição, prevista para início de março). Cabe à Dersa julgar e decidir sobre eventuais recursos”, informou a estatal.

Principal acesso às cidades do Litoral Norte, a SP-99 recebe hoje cerca de 12 mil carros por dia. A previsão é que o tráfego diário supere os 30 mil veículos em 2035.

 O Vale

Rodovia dos Tamoios será rodovia modelo

Após prometer por 16 anos duplicar a Tamoios (SP-99), o Estado agora informa que vai transformar a rodovia em uma das mais ‘modernas do país’. É o que afirma o presidente da Dersa (Desenvolvimento Rodoviário), Laurence Casagrande Lourenço, em entrevista concedida a O VALE.

Segundo ele, serão implementados na rodovia recursos novos de segurança como sinalização anti-ofuscante que evita que o farol do veículo sentido contrário prejudique o motorista.

Lourenço afirmou ainda que está prevista a construção de passarelas e barreiras de concreto nas margens do acostamento para evitar que os carros invadam a pista usada pelos pedestres. O motorista vai precisar de paciência porque as obras que devem durar cerca de 20 meses, até novembro de 2013, vão gerar impactos no tráfego da rodovia como interdições parciais em alguns trechos e mudanças de acessos.

Estimada em R$ 1,05 bilhão, a obra está em fase de licitação para contratação da empresa que executará o serviço 15 empresas entre as maiores construtoras do país estão na concorrência. A nova rodovia será construída ao lado da atual.

O Vale

Aprovado a duplicação da Tamoios pelo Meio Ambiente

Membros do Consema (Conselho Estadual de Meio Ambiente) aprovaram ontem a duplicação do trecho de planalto da Rodovia dos Tamoios. A votação foi realizada durante reunião que durou pouco mais de quatro horas em São Paulo. Trinta membros do foram favoráveis e um votou contra o projeto.

A duplicação da Tamoios irá exigir o desmatamento de 200 hectares de vegetação, sendo 22,9 hectares de Mata Atlântica o equivalente a 30 campos de futebol. O ‘aval’ dos ambientalistas encerra a série de procedimentos burocráticos exigidos para o início das obras, como audiências públicas e centros de consultas do Eia/Rima (Estudo e Relatório de Impacto Ambiental).

A licença prévia emitida ontem representa a primeira de três etapas de aprovação dos órgãos ambientais. As próximas são os licenciamentos de instalação e de operação. A Dersa (Desenvolvimento Rodoviária) publicará nos próximos dias a lista das empresas qualificadas para executar a obra.

No total, 27 empresas de construção concorrem aos serviços. Entre elas, estão algumas gigantes como Odebrecht, Serveng, Andrade Gutierrez e Camargo Corrêa. As construtoras qualificadas terão prazo de mais ou menos um mês para apresentar as propostas de preço para a obra.

Prevista para começar em março de 2012, a duplicação entre os quilômetros 11, em São José dos Campos, e 60, em Paraibuna, custará R$ 1,05 bilhão. Os serviços serão concluídos no final de 2013. Antes da votação realizada ontem, membros do Consema exigiram que fosse determinada a reposição florestal que será feita com o desmatamento da Mata Atlântica.

O grupo definiu que a compensação seja quatro vezes maior que a suprimida. Ou seja, a cada hectare que for desmatado durante as obras, quatro deverão ser repostos. “Ficou acordado ainda que a reposição será feita no sentido de conectar os fragmentos de Mata Atlântica que temos ao longo do trecho de planalto da rodovia”, afirmou Jeferson Oliveira, um dos membros do Consema.

Além do desmatamento, os serviços vão exigir a desapropriação de 250 propriedades às margens da rodovia em São José e Paraibuna, incluindo terrenos, comércios e casas. O governo do Estado estima que as obras de duplicação gerem 900 empregos diretos ao longo de dois anos. A contratação será feita após a escolha da construtora.

O engenheiro Stanislaw Marka, que representou o DER (Departamento de Estradas de Rodagens) na reunião de ontem, afirmou que a obra melhorará acessibilidade e segurança da rodovia, além de otimizar o Porto de São Sebastião e o turismo no Litoral Norte.

O Vale

Obras de planalto irão gerar mais de 900 empregos

O governo do Estado estima que as obras de duplicação do trecho de planalto da Rodovia dos Tamoios gerem 900 empregos diretos ao longo de dois anos. O número aparece em relatório técnico elaborado pelo Departamento de Avaliação Ambiental de Empreendimentos, órgão ligado à Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo), para subsidiar o licenciamento ambiental da obra.

Na próxima terça-feira, o Consema (Conselho Estadual do Meio Ambiente) avalia os impactos do projeto para conceder ou não o licenciamento prévio, primeira de três etapas de aprovação dos órgãos ambientais as próximas são os licenciamentos de instalação e de operação.

Prefeituras da região comemoraram a estimativa de emprego como oportunidade de trabalho para desempregados e estudantes de cursos de qualificação. “Vamos disponibilizar para a empresa vencedora uma lista com os trabalhadores aptos a conseguir vagas”, disse Antônio Carlos de Barros (DEM), prefeito de Paraibuna. “Temos gente com capacidade para trabalhar.”

Licitação. A contratação só poderá ser feita após o processo de concorrência pública para escolher a empresa que duplicará a Tamoios. De acordo com a Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A), 27 empresas entre as maiores construtoras do país retiraram o edital de qualificação para a obra.

É desse grupo que sairão as companhias habilitadas para participar da licitação. O resultado das empresas selecionadas será conhecido até o final do mês. A expectativa do governo estadual é realizar o processo licitatório em um prazo de dois meses e iniciar as obras até o final de março do ano que vem.

A obra.Uma nova pista será construída ao lado da atual no trecho entre o km 11,5 e o km 60,4 da Tamoios, nas cidades de São José dos Campos, Jacareí, Jambeiro e Paraibuna. A previsão da Dersa é que as obras terminem em novembro de 2013. A duplicação está orçada em R$ 1,05 bilhão. Só o trecho do planalto irá custar R$ 1,05 bilhão.

Principal acesso às cidades do Litoral Norte, a estrada recebe hoje cerca de 12 mil carros por dia. A previsão é que o tráfego diário supere os 30 mil veículos em 2035. Pesquisa da CNT (Confederação Nacional do Transporte) revelou que a Tamoios é a pior estrada da região. A rodovia foi condenada por causa do número de acidentes, que subiu 145% entre 2005 e 2010.

A principal justificativa da duplicação, segundo o governo, é melhorar a segurança. Impacto.As interferências ambientais previstas na primeira etapa da duplicação da Tamoios a segunda irá contemplar o trecho de serra e a terceira, os contornos viários de Caraguatatuba e São Sebastião ainda não preocupam os ambientalistas.

“As encostas da estrada já estão bem depredadas. Não creio que a obra irá prejudicar ainda mais o ambiente”, disse o advogado Marcos Couto, do Instituto Ambiental Ponto Azul, de Caraguá. Para o deputado estadual padre Afonso Lobato (PV), presidente da Frente Parlamentar em Defesa do Vale do Paraíba, o licenciamento ambiental da obra segue um processo “satisfatório”.

“Está dentro do cronograma definido pelo governo estadual e não vai atrasar o início da obra, que é urgente para a região”, afirmou. A previsão do Estado é de começar em janeiro a desapropriação de 250 terrenos e propriedades particulares entre São José e Paraibuna que estão na área da duplicação. O governo reservou R$ 70 milhões para a compra dessas áreas.

O Vale