Cidade é vista com olhos de Candidatos ao Paço

A disputa pelo Paço em São José em pleno período que antecede o 245º aniversário da cidade ajuda a trazer à tona a relação de cada candidato com o município. A convite de  O VALE, os sete candidatos a prefeito responderam uma breve entrevista na qual cada um relacionou a cidade a um ponto específico, descrevendo como liga a cidade a diferentes temas.

Os candidatos responderam como resumir São José em: um lugar, uma música, uma paisagem, uma qualidade marcante, um desafio, uma alegria, uma tristeza e também uma palavra. Ao responder sobre como resumir São José em um lugar, o candidato Alexandre Blanco (PSDB) citou quatro. O DCTA, Parque Tecnológico, o Parque da Cidade e o Banhado integraram a lista dele.

“São José tem essa dicotomia entre o tecnológico e o rural. O Banhado traduz exatamente essa ligação de São José como falei: você olha para a esquerda e vê a potência econômica. À direita, tem a São José rural, com o Rio Paraíba ao fundo”, disse.

O candidato petista ao Paço, Carlinhos Almeida (PT), também elegeu o Banhado como referência de lugar. “A vista do Banhado sempre mostra o que temos preservado e também a cidade com seu crescimento e pujança”. O candidato Fabrício Correia (PSDC) elegeu o Parque da Cidade, pelo encontro entre as histórias da cidade e a sua pessoal.

“Tenho uma relação afetiva com o local porque foi lá que conheci minha esposa, mãe dos meus sete filhos”, afirmou o candidato. No quesito música, muitos candidatos titubearam ao eleger uma canção ou referência musical que identifique São José.

Depois de pedir alguns minutos para pensar, o candidato Ernesto Gradella (PSTU) elegeu o grupo Trem da Viração como o que melhor representa a cidade. Gilberto Silvério (PSOL) escolheu os versos “Quero nossa cidade sempre ensolarada/ Os meninos e o povo no poder, eu quero ver/ São José da Costa Rica, coração civil” eternizados por Milton Nascimento na canção “Coração Civil”, de 81.

Fabrício Correia elegeu “Grandes Coisas”, canção do cantor gospel Fernandinho como ícone.  O “Hino do Bicentenário de São José” foi citado por Blanco e por Antônio Alwan (PSB). Já “Minha Cidade”, de Sérgio Weiss foi citada por Carlinhos Almeida e Cristiano. O urbanista Flávio Mourão explica que é comum que o Banhado e o Parque da Cidade sejam citados como ícones, mas salientou que é um bom momento para se falar de preservação da memória.

“A cidade precisa consolidar suas memórias e desenhos para não depender só de cosias naturais”, disse. Ele ainda ressaltou que há outros pontos importantes na cidade, como o prédio da faculdade de direito da Univap. “Aquelas grades, por exemplo, são irregulares, porque ali é uma praça”.

Para o músico e produtor musical Fábio Alba, da gravadora Oversonic Music, o fato de quatro dos candidatos terem citado músicas ligadas à cidade com no mínimo quatro décadas, não implica que São José não tenha referências novas. “Só acho que o estereótipo mudou. A ‘velha guarda’ da cultura joseense insiste em colocar a música da cidade como se ela ainda fosse representada por moda de viola ou folclore”, afirma.

O Vale

Candidatos apostam em Padrinho Políticos nesta eleição

Candidatos à Prefeitura de São José dos Campos apostam em ‘padrinhos políticos de luxo’ para alavancar suas campanhas. O candidato do PT, Carlinhos Almeida, vai utilizar a imagem da presidente Dilma Rousseff e do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva em seu material de campanha.

Em banners, placas e folhetos de apresentação, o petista vai aparecer ao lado das duas lideranças. “Em todo material que for possível iremos colocar as imagens de Dilma e do Lula. Nós queremos, com o Carlinhos como prefeito, aumentar a parceria de São José com o governo federal”, disse Wagner Balieiro, coordenador de campanha.

Para Balieiro, “o mais importante é mostrar que São José pode avançar nas parcerias com o governo federal”. O tucano Alexandre Blanco postou em seu site uma mensagem que recebeu de Geraldo Alckmin (PSDB) para mostrar ao eleitorado que tem sua candidatura o aval do governador. Em seus primeiros mini-outdoors, o candidato também aparece ao lado do deputado federal Emanuel Fernandes, seu padrasto, e do prefeito Eduardo Cury.

Obras tocados pelo governo do Estado, como a duplicação da rodovia dos Tamoios e o projeto de um Hospital Regional em São José também têm destaque no material.

“A imagem de Cury e Emanuel estão no primeiro material de campanha de Blanco em razão do legado do PSDB na cidade e da aprovação do governo”, disse o coordenador da campanha tucana, Anderson Farias Ferreira.
Segundo ele, na próxima leva de material, em agosto, Alckmin também estará presente em placas, folhetos e mensagens de televisão.

Quem também pretende investir na imagem de lideranças com projeção nacional é o PSB de Antonio Alwan. O candidato vai buscar o apoio de alguns dos principais nomes do partido, como o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, a ex-prefeita de São Paulo, Luiza Erundina, e o presidente estadual do PSB, Marcio França.

“Eles devem fazer gravações para mostrar que o nosso candidato é qualificado”, disse o vereador Walter Hayashi. O PSB também pretende trazer o deputado federal Romário a São José. O candidato do PV, Cristiano Pinto Ferreira, disse que o partido também deve trazer estrelas do esporte para reforçar a campanha, como o ex-jogador Roque Júnior.

“A presença do Roque deixa clara nossa proposta de trabalhar projetos socio-esportivos voltados principalmente para a recuperação de jovens com dependência química”, afirmou o vereador. O candidato do PSDC, Fabricio Correia, aposta no apoio do presidente nacional do partido, José Maria Eymael.

“Vamos ter a presença do Eymael, que fez questão de apoiar nossa candidatura. Ele vai estar na campanha, seja nos programas de TV ou presencialmente. A foto de Eymael será exponencial nos próximos materiais”, disse. O PSTU, de Ernesto Gradella, pretende convocar a força sindical para reforçar a campanha do partido, entre eles o ex-candidato a presidente da República, José Maria de Almeida.
O PSOL também vai apostar em lideranças nacionais.

O Vale

Partidos que disputam a Prefeitura liberam ‘doação oculta’

Os dois principais partidos que disputam a Prefeitura de São José dos Campos, PSDB e PT, vão utilizar comitês financeiros unificados na captação de verbas para candidatos a prefeito e vereador, dificultando a identificação de doadores. A prática é considerada legal.

Com os comitês unificados, os recursos são repassados à coligação, e não diretamente ao candidato quem transfere o dinheiro ao candidato acaba sendo o comitê, sem identificar a fonte. Essa triangulação permite que pessoas físicas e jurídicas financiem campanhas sem associar o próprio nome ao candidato favorito.

As coligações têm até manhã para registrar seus comitês na Justiça Eleitoral. Tanto os candidatos, quanto os comitês serão obrigados a prestar contas de tudo o que gastam e arrecadam. Na prática, ao ser doado ao comitê, o dinheiro pode ser carimbado a um candidato, passando pelo caixa unificado em caráter meramente ilustrativo.

Saindo do comitê, os valores doados serão expostos na prestação de contas individual do candidato como sendo oriundo do comitê, e não de doador físico ou jurídico. Somente na prestação de contas dos comitês financeiros será possível ver a relação de doadores, mas dentro do ‘bolo’ da coligação impedindo que o eleitor saiba, de fato, quem financiou a campanha de seu candidato.

“Esse é um dos problemas mais graves que temos no sistema político”, afirma o cientista político da Unitau, José Maurício Cardoso do Rêgo. “São mecanismos escusos, que são tolerados, que apesar de legais são imorais, que sustentam candidaturas também escusas. É uma prática constante em todos os partidos, que macula o processo.”

A legislação eleitoral permite, mas não obriga, a constituição de até dois comitês, um para a campanha majoritária e outro para a proporcional. Além de PSDB e PT, outros partidos também devem utilizar comitês financeiros únicos. Caso do PSB, que também tem candidato ao Paço. O PV, outra sigla que disputa a prefeitura, não respondeu ontem a O VALE.

“A legislação permite que existam essas desconfianças. Por isso, defendo a revisão de todo o sistema, com o financiamento público de campanha”, afirmou o presidente do PT, Wagner Balieiro. “O comitê único existe para facilitar e integrar as movimentações. Nunca fizemos no passado e não faremos nenhuma triangulação. Se alguém quer doar direto para um candidato, que o faça assim”, disse o coordenador da campanha do PSDB, Anderson Ferreira.

O Vale

Campanha eleitoral prevê gasto de mais de R$10 Milhões

Os sete candidatos a prefeito de São José dos Campos projetaram gastar juntos até R$ 11,3 milhões na corrida pelo Paço, que começa oficialmente hoje. Esse valor representa a soma das previsões de gastos apresentadas ontem pelos postulantes à Justiça Eleitoral, junto com os registros de candidaturas.

O candidato do PSDB, Alexandre Blanco, lidera a lista com teto de despesa de R$ 2,9 milhões, seguido pelo candidato do PSB, Antonio Alwan, que prevê gastar até R$ 2,7 milhões na corrida pelo Paço. O candidato do PT, Carlinhos Almeida, estimou as despesas de sua campanha em até R$ 2,5 milhões. O PV estimou os gastos da campanha de Cristiano Pinto Ferreira em até R$ 1,9 milhão.

Entre os pequenos partidos, a maior projeção de despesas é do candidato do PSDC, Fabrício Correia: R$ 1 milhão. O PSTU informou à Justiça Eleitoral que irá gastar até R$ 200 mil na campanha de Ernesto Gradella. O PSOL estimou as despesas do seu candidato a prefeito, Antonio Gilberto Silvério, em até R$ 150 mil.

Na eleição municipal de 2008, o PSDB previu gastar até R$ 2,4 milhões na campanha de reeleição de Eduardo Cury. O PT fixou teto de R$ 1,2 milhão para Carlinhos. Na avaliação dos candidatos e partidos, dificilmente os gastos irão atingir o teto informado à Justiça Eleitoral.

“O cálculo foi feito de acordo com base em outras campanhas, mas não vamos atingir o previsto”, disse o coordenador da campanha tucana ao Paço, Anderson Farias Ferreira. Avaliação similar tem o presidente do diretório do PT, vereador Wagner Balieiro.  “A previsão informada não significa que necessariamente será atingida”, afirmou.

“Não vamos gastar o que foi previsto. É mais para termos uma margem de segurança”, pontuou o candidato do PSB, Antonio Alwan.  Para o candidato do PSTU, Ernesto Gradella, o valor apresentado representa a possibilidade de arrecadação do partido. “Trabalhamos dentro das nossas possibilidades”, disse.

Em Jacareí, o atual prefeito e candidato à reeleição Hamilton Ribeiro Mota (PT) instituiu como teto à campanha o valor de R$ 2 milhões, segundo sua assessoria. Em seguida no ranking aparece o candidato Izaías Santana (PSDB), com R$ 1, 5 milhão, seguido de Adriano da Ótica (PPS), com previsão de R$ 500 mil, e Suzete Chaffim (PSOL), com R$ 100 mil.

Para a consultora política Gil Castillo, o custo de uma campanha pode variar de acordo com a proposta de marketing de cada candidato. “Cada candidatura é específica. Desde TV até a gasolina gasta na campanha. É uma questão proporcional. Quanto maior a cidade, maiores serão as demandas de ação”.

O eleitor poderá acompanhar pelo site do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) a prestação de contas dos candidatos. Durante a campanha, os partidos terão que apresentar duas prestações de contas e, ao final do pleito, o balanço geral do montante arrecadado e do gastos efetivados.

O Vale

Moradores da cidade protestão contra novas Cadeiras

A sociedade civil começou a reagir contra a ofensiva da Câmara de São José dos Campos de tentar retomar a discussão do aumento do número de cadeiras, que pode pular de 21 para até 27 a partir de 2013. O empresário Almir Fernandes, coordenador do Gedesp (Grupo de Estudos do Desenvolvimento Econômico, Social e Político), que reúne entidades de classe de São José, postou ontem mensagem nas rede sociais em que pede para a comunidade ficar atenta à qualquer manobra para aumentar as vagas no Legislativo.

“Temos que ser absolutamente contrários ao aumento da quantidade de cadeiras de vereadores, devendo permanecer o atual número de 21 para não onerar excessivamente e desnecessariamente os cofres públicos”, afirmou o empresário em sua mensagem postada no Facebook.

Fernandes, que também é diretor regional do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo), em São José, frisou ainda que “temos que fazer uma campanha contra a reeleição dos vereadores que querem aumentar o número de cadeiras, porque estes vereadores só pensam em si próprios e não estão preocupados com os gastos do município”.

Fernandes disse que a sua intenção foi lançar uma alerta para a cidade. “Se realmente os vereadores tentarem ampliar o número de cadeiras, a cidade tem que reagir contra”, declarou o empresário. “Estamos atentos. Acho que os estudantes também devem se posicionar, como aconteceu em outras ocasiões como na votação do reajuste dos salários dos vereadores”, destacou Fernandes.

Os vereadores, oficialmente, não admitem a possibilidade de revisão, mas o assunto voltou a ser tema de conversa nos bastidores do Legislativo. O vereador e pré-candidato do PP a prefeito, Alexandre da Farmácia, também confirmou ontem que o assunto vem sendo comentado por seus pares.

“Estão comentando, mas quero deixar claro que sou contra o aumento de cadeiras, posição que assumi desde que o assunto foi tratado na Casa pela primeira vez”, declarou. A bancada do PSDB, a maior, com cinco vereadores e de onde teria partido a iniciativa de retomada da questão, divulgou nota se posicionando contra o aumento das vagas.

O assunto foi alvo de comentários na sessão de ontem. Os dois vereadores do PSB, Valdir Alvarenga e Walter Hayashi, apresentaram moção em que rechaçam qualquer tentativa de aumento. A revisão das vagas pode ser feita até 30 de junho, conforme Resolução editada pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Para efetivar a mudança é necessário alterar a Lei Orgânica do Município com pelo menos 14 votos favoráveis (dois terços do total).

O Vale

Governador pressiona Emmanuel para Candidatura

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) voltou a pressionar o deputado federal e ex-prefeito de São José, Emanuel Fernandes, a lançar candidatura à prefeitura da cidade neste ano. Ainda há a esperança, entre dirigentes tucanos estaduais, de que Emanuel Fernandes reconsidere seu posicionamento e aceite disputar novamente o Paço.

Desde o começo das discussões no PSDB acerca da sucessão em São José, iniciadas oficialmente em março passado, Emanuel Fernandes, que governou o município de 1997 a 2004, tem afirmado que não está nos seus planos a candidatura.

Alckmin, porém, considera a presença do deputado, que foi secretário de Planejamento do atual governo estadual, indispensável no cenário de São José. Emanuel, segundo interlocutores do governador, é considerado o único nome com musculatura para disputar o Paço e impedir o crescimento do PT na cidade, estratégica no Estado.

Outra garantia seria a construção de uma base sólida no município, com mais de 438 mil eleitores, para a campanha de reeleição de Alckmin ao governo do Estado em 2014. Tais apontamentos foram tratados em encontro entre Alckmin e Emanuel Fernandes, na semana passada, na capital. Outra reunião para tratar do assunto, segundo fontes do governo, deve ocorrer na sexta-feira.

Enquanto caciques estaduais tucanos não conseguem convencer Emanuel, o PSDB de São José vive clima de indefinição. Atualmente, os tucanos trabalham com seis nomes como possíveis alternativas ao ex-prefeito.
Os dois mais cotados são os ex-secretários de Juventude, Alexandre Blanco, e de Governo, Claude Mary de Moura. O primeiro, enteado de Emanuel, conta com a bênção do deputado. A segunda é a preferida de Cury.

Além dos dois, também se colocaram à disposição os ex-secretários Felício Ramuth (Comunicação) e Marina de Fática de Oliveira (Defesa do Cidadão), o ex-vereador Luiz Paulo Costa e o presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de São José, Julio Aparecido Costa Rocha.

Na última segunda-feira, o coordenador do processo da sucessão, o prefeito Eduardo Cury, afirmou aos pré-candidatos que finalizou as consultas que julgava necessárias para a definição do ‘nome ideal’.

O presidente do diretório estadual do PSDB, o deputado estadual Pedro Tobias, disse que a cúpula da legenda no Estado nem chegou a discutir os nomes dos que se colocaram à disposição. “Não discutimos nomes A, B ou C. Ainda não perdi a esperança no Emanuel. Todo mundo está torcendo para que ele saia”, afirmou.

Tobias disse que, em caso de recusa do Emanuel, “com certeza o diretório municipal, guiado por suas lideranças”, encontraria um novo nome. “Nós vamos ganhar em São José, mas com o Emanuel isso é garantido. Ele é um símbolo, tem uma maneira de governar exemplar, sem desmerecer os outros candidatos”, emendou o dirigente tucano. Emanuel Fernandes confirmou o encontro com o governador, mas não comentou o pedido pela candidatura.

O Vale

Eleição sem Emanuel, torna Carlinhos vencedor, diz Pesquisa

A disputa pela Prefeitura de São José dos Campos este ano pode repetir cenário das quatro eleições anteriores na cidade, com nova polarização entre o PSDB e o PT, revela pesquisa de intenção de votos para prefeito realizada por O VALE/Mind.

Foram avaliados dois cenários, o primeiro deles com o deputado federal Emanuel Fernandes (PSDB). Na pesquisa estimulada de intenção de voto, em que o entrevistado declara sua preferência por um dos nomes propostos no cartão, Emanuel Fernandes (PSDB) aparece como favorito, com 50,3% das intenções de voto.

Neste cenário, o pré-candidato do PT, deputado federal Carlinhos Almeida, obteve 31% dos votos. A seguir, o vereador Cristiano Pinto Ferreira (PV) obteve 2% e o advogado Antonio Donizete Ferreira, o Toninho, (PSTU), 1,8%.

Os indecisos somaram 9,2%. Brancos e nulos, 5,7%. Como Emanuel afirma que não será candidato, a pesquisa O VALE/Mind avaliou um cenário com a secretária de Governo, Claude Mary de Moura, como candidata do PSDB. Foi incluído o nome do vereador Alexandre da Farmácia (PP).

A pesquisa mostra que a ausência de Emanuel gera um “vácuo” eleitoral, pois não há nenhum candidato do grupo governista que consiga “herdar” consistentemente seus votos. Neste cenário, Carlinhos desponta como favorito na disputa pela prefeitura, com 40,7% dos votos. Alexandre da Farmácia aparece em segundo lugar, com 16,5% das citações.

Em seguida, vêm Cristiano Ferreira, com 3,5% dos votos, e Toninho, com 3%. A tucana Claude foi citada por 2,3% dos pesquisados. Os indecisos somaram 20%. Brancos e nulos, 14%. Na pesquisa espontânea, Carlinhos Almeida obteve 11,3%, Eduardo Cury (PSDB), 9,7%, Emanuel, 8,8%. Os demais citados não atingiram 1%.

O Vale

Ex-Prefeito da cidade, não entra na disputa eleitoral

O deputado federal Emanuel Fernandes (PSDB) reafirmou, na última sexta-feira, que não será candidato à Prefeitura de São José nas eleições deste ano e defendeu “sangue novo” na administração municipal.

A recusa do ex-prefeito (1997-2004) obrigará o PSDB a acelerar o processo de escolha do pré-candidato. Uma das metas do partido para este mês é a realização de uma pesquisa para identificar o perfil do candidato desejado pelos eleitores.

“Oficialmente, Emanuel Fernandes ainda não falou com o partido se irá disputar ou não as eleições. Se ele der certeza de que não irá participar do processo, iremos iniciar a busca por um novo nome”, disse o presidente do PSDB em São José, Alexandre Blanco.

Segundo ele, o primeiro passo será identificar quais lideranças têm interesse em participar da disputa. “Não sabemos quem quer ser candidato. Iremos perguntar a todas as nossas lideranças quem gostaria de ser candidato. Pode ser um secretário, um dos nossos vereadores ou um deputado. Temos uma lista com pelo menos 15 nomes.”

Segundo Blanco, além de preferências também serão avaliadas as rejeições aos nomes apresentados. Despontam como pré- candidatos cinco secretários do governo Eduardo Cury: Claude Mary de Moura (Governo), Marina de Oliveira (Defesa do Cidadão), Alfredo de Freitas (Urbam), Felício Ramuth (Comunicação) e Alexandre Blanco (Juventude). Mas o partido não comenta nomes.

O prefeito avalia que, antes de chegar à definição dos nomes, o partido que administra São José há 15 anos precisa traçar o perfil ideal para o seu sucessor. “Ser honesto é a primeira coisa. A segunda é gostar da cidade de coração e a terceira é ter humildade para trazer as melhores pessoas para o governo, independentemente de partidarismos”, disse Cury.

Principal adversário do PSDB na cidade, o PT já definiu a pré-candidatura do deputado federal Carlinhos Almeida ao Paço e tenta ampliar o arco de alianças. Segundo Carlinhos, o PT não teme nenhum candidato.

“Acho que o Emanuel é o candidato natural do PSDB pela sua trajetória. Agora, não cabe a nós escalar e até opinar sobre candidatura de outros partidos. Eu digo que não existe candidato que tenha chance zero de eleição e não existe candidato eleito de véspera.”

O Vale

Prefeitura da cidade inicia obras de Pavimentação

A Prefeitura de São José dos Campos iniciou as obras de pavimentação no bairro Jardim Mesquita, região sul da cidade. Com a chegada do asfalto os moradores terão mais tranqüilidade e segurança para circular pelas ruas.

Nesta primeira etapa, serão realizadas obras de drenagem e estabilização de solo, para em seguida começar a pavimentação. Ao todo, serão 686 metros de asfalto. A empresa responsável pela execução dos trabalhos é a Urbam. O prazo para conclusão das obras é de quatro meses. O valor da pavimentação é de R$ 456.381,50.

O bairro Jardim Mesquita foi regularizado pela Prefeitura, junto ao Cartório de Registro de Imóveis, em agosto deste ano. Com isso, os 97 lotes terão a devida inscrição imobiliária no município e matrícula em cartório.

Prefeitura Municipal

Tristes curiosidades do Brasil

Saber que:

– Um motorista do Senado ganha mais para dirigir um automóvel do que um oficial da Marinha para pilotar uma fragata !
– Um ascensorista da Câmara Federal ganha mais para servir os elevadores da casa do que um oficial da Força Aérea que pilota um Mirage.
– Um diretor que é responsável pela garagem do Senado ganha mais que um oficial-general do Exército que comanda uma Região Militar ou uma grande fração do Exército.
– Um diretor sem diretoria do Senado, cujo título é só para justificar o salário, ganha o dobro do que ganha um professor universitário federal concursado, com mestrado, doutorado e prestígio internacional.
– Um assessor de 3º nível de um deputado, que também tem esse título para justificar seus ganhos, , ganha mais que um cientista-pesquisador da Fundação Instituto Oswaldo Cruz, com muitos anos de formado, que dedica o seu tempo buscando curas e vacinas para salvar vidas.
– O SUS paga a um médico, por uma cirurgia cardíaca com abertura de peito, a importância equivalente ao que uma diarista cobra para fazer a faxina num apartamento de dois quartos (sem desmerecer, nem menosprezar o serviço executado por elas)

É triste, para não dizer vergonhoso.