Mesários já começam com treinamento na cidade

Começou nesta segunda-feira (3), o treinamento de 3.841 mesários que vão trabalhar nas eleições 2012 em São José dos Campos e Taubaté – maiores colégios eleitorais no Vale do Paraíba. Nas duas cidades foram convocados 7.248 voluntários, segundo estimativa do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SP).

As turmas participam de quatro horas de capacitação em grupos de até 50 pessoas. Eles recebem instruções teóricas e também aprendem os mecanismos de operação das urnas eletrônicas para o pleito do próximo dia 7 de outubro. Os mesários receberam ainda apostilas com informações e orientações que devem ser aplicadas no dia da eleição.

Para cada dia à disposição da Justiça Eleitoral, o mesário terá direito ao dobro de dias de folga no trabalho. Ou seja, se o voluntário trabalhar nos dois turnos e passar por um dia de treinamento dá o direito de seis dias de folga. Além disso, eles recebem um vale-alimentação de R$ 22 na data da eleição.

Na tarde desta segunda-feira, um grupo participou do treinamento na Escola  Estadual João Cursino, em São José. Em Taubaté, o encontro ocorreu no prédio do Departamento de Comunicação Social da Universidade de Taubaté (Unitau).

Entre os voluntários, a maioria já tem experiência nas funções. “Começamos hoje e vamos até o dia 13. A maioria dos escolhidos são funcionários públicos”, disse Hernande Ramos da Silva, chefe do 127º cartório de São José dos Campos.

Na função de mesário pela quarta vez, o analista de sistemas Antônio Rodrigues Júnior, estava no treinamento. “Eu gosto de fazer parte deste processo eleitoral. Todas as vezes em que trabalhei foi bem tranquilo. Apesar da experiências com as urnas, é sempre bom relembrar como elas (equipamentos) funcionam”, afirmou. Entre os novatos, houve quem se oferecesse para a função. “Eu pedi para ser convocado.

Gosto de atuar como voluntário em várias causas, e por que não também nas eleições?”, afirmou o estudante Victor Bertollo, de 18 anos. Dois cartórios de São José dos Campos já concluiram o treinamento dos mesários – um deles nesta segunda-feira. Juntos, eles capacitaram 3.242 pessoas.

G1 (Vnews)

Disputa Eleitoral destrincha guerra no setor da Saúde

A campanha pela Prefeitura de São José dos Campos contrapõe dois modelos de gestão para a área de saúde. De um lado, o candidato da situação, Alexandre Blanco (PSDB), defende a continuidade das terceirizações na administração dos hospitais Municipal e de Clínicas Norte.

O Hospital Municipal é comandado pela SPDM (Associação Paulista para o Desenvolvimento da Saúde) desde 2006 e o atual contrato tem vigência até 2015. Já a gestão do Hospital de Clínicas Norte foi assumida pela Organização em Saúde Próvisão em abril último para contrato de um ano.

“A parceria com Organizações Sociais é uma forma moderna de gestão da saúde. Ela permite maior controle e agilidade na compra, na contratação de serviços e na administração de recursos humanos. Costuma ser mais eficiente do que a gestão direta”, afirmou o político tucano.

Do outro lado, o candidato do PT, Carlinhos Almeida, sustenta que cumprirá os contratos com as OSs (Organizações Sociais), mas promete cobrar mais transparência e melhores resultados. Para diminuir a espera por consultas e exames, o petista pretende também ampliar as parcerias com hospitais e entidades filantrópicas, como a Santa Casa de Misericórdia e os hospitais Antoninho da Rocha Marmo e Pio 12.

“Vou cumprir os contratos com a SPDM e o Próvisão, mas vou cobrar com rigor o cumprimento das metas e dos itens dos contratos. Também vou ampliar as parcerias com os hospitais particulares e com as entidades filantrópicas para podermos resolver os gargalos de consultas, exames e cirurgias”, disse Carlinhos.

Também disputam o governo Antonio Alwan (PSB), Cristiano Pinto Ferreira (PV), Fabrício Correia (PSDC), Ernesto Gradella (PSTU) e Gilberto Silvério (PSOL).  A saúde tem sido o principal mote das campanhas pela Prefeitura de São José desde 2004.

Mesmo com orçamento para este ano de R$ 452,5 milhões, o setor é o que recebe mais críticas da população, principalmente em relação à demora para realização de consultas e exames. Para o secretário-executivo do Conasems (Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde), José Ênio Servilha Duarte, os modelos defendidos por Carlinhos e Blanco são semelhantes e para ter sucesso dependerão de um controle mais efetivo da prefeitura sobre a prestação dos serviços.

“Não há grandes diferenças. Independentemente se há ou não terceirização, o prefeito não pode abrir mão de ter o controle da saúde, tem que ter a palavra final e tem que cobrar com rigor o cumprimento dos itens dos contratos.”

O Vale

Em meio a corrida eleitoral, antigos candidatos somem

O que têm em comum a ex-secretária de Governo de São José Claude Mary de Moura (PSDB), a ex-prefeita Ângela Guadagnin (PT) e o empresário Apóstole Lázaro Chryssafidis, o ‘Lack’? Figuras centrais em diversas campanhas pelo Paço, neste ano eles são personagens ‘invisíveis’ da corrida sucessória.

Secretária de Governo até abril, quando se desincompatibilizou do cargo para disputar a indicação do PSDB para a prefeitura, Claude ‘sumiu’ depois de ser derrotada por Alexandre Blanco. Não voltou ao governo Eduardo Cury (PSDB) nem tem aparecido em eventos e atividades da coligação encabeçada por Blanco. Bem diferente de 2008, quando coordenou a campanha de Cury à reeleição.

Já Ângela, que governou São José de 1993 a 96 e atualmente é vereadora, tem sido ‘escondida’ pelo prefeiturável Carlinhos Almeida (PT), a exemplo do que já aconteceu nos pleitos de 2004 e 2008. Apontada pelos tucanos como tendo deixado uma ‘herança maldita’, Ângela que também foi a protagonista da ‘Dança da Pizza’ em 2006 defendendo petistas acusados de fazerem parte do mensalão não tem sido vista nas ruas ao lado de Carlinhos.

Embora negue, o candidato petista não quer associar sua imagem a uma prefeita que teve governo mal avaliado pela população. Mas o campeão em termos de rejeição é ‘Lack’, presidente da Abetar (Associação Brasileira das Empresas de Transporte Aéreo Regional). Investigado por supostas irregularidades no uso de verbas públicas federais, o empresário vive situação inusitada.

Ele ainda não foi visto em atividades da campanha de Blanco, apesar de seu partido, o PP, fazer parte da coligação tucana. Também não apareceu ao lado de Carlinhos, de quem foi o coordenador da campanha ao Paço em 2008. Claude e Ângela minimizaram os efeitos do ostracismo na corrida sucessória.

“A escolha do candidato a prefeito já é um fato superado. Não tenho participado de panfletagens devido a compromissos particulares, mas tenho ajudado o partido sempre que me pedem”, disse Claude. “Não tenho ido para as ruas com o Carlinhos porque estou fazendo minha campanha à reeleição na Câmara. Mas estamos juntos”, afirmou Ângela. Lack não foi localizado ontem para comentar o assunto.

Carlinhos negou ‘racha’ com Ângela. “A Ângela está cuidando da campanha dela, mas de vez em quando participamos de eventos juntos. Quanto ao Lack, ele fez parte da coordenação da minha campanha em 2008 porque era de um partido aliado. Agora, não é da coligação e portanto não tem motivos aparecer na minha campanha.”

Já o coordenador da campanha de Blanco, Anderson Faria, garantiu que Claude tem ajudado na campanha. “Ela tem colaborado bastante, como sempre fez. Quanto ao Lack, ele é amigo do Carlinhos e não nosso.”

O Vale

Blitz é intensificado para evitar poluição visual da Eleição

A Justiça Eleitoral de São José iniciou uma megaoperação contra a propaganda irregular e a poluição visual nas ruas da cidade. Oficiais de Justiça percorrem as principais avenidas da região sul desde a última sexta-feira para apreender publicidades irregulares.

A operação deflagrada pelo juiz eleitoral Gustavo Alexandre Beluzo, da 412ª Zona Eleitoral, tem o objetivo de remover o material “abandonado” pelos candidatos e fixado em áreas proibidas. O magistrado editou portaria que determina a remoção compulsória do material irregular por meio de mandados de busca e apreensão.

Antes da portaria, os candidatos eram notificados e tinham até 48 horas para remover a propaganda, sem punições. Desde o início da campanha eleitoral, o cartório já recebeu 35 denuncias. Nas blitz, oficiais de justiça acompanhados de policiais militares e um caminhão baú recolhem todo tipo de material que estiver em desacordo com a lei eleitoral.

Já foram realizadas blitze nas avenidas Andrômeda, Cidade Jardim e Bacabal. Segundo o chefe do cartório Luis Fernando Vaz Castilho, 45 anos, foram apreendidas 23 peças entre placas, bandeiras e cavaletes fixados de maneira irregular. Foram recolhidas placas e bandeiras de candidatos a vereador de três coligações PT, PSDB e PSB.

“Estamos fazendo retiradas compulsórias de placas e cavaletes abandonados durante a madrugada ou que dificultam a visibilidade em canteiros centrais”, disse Castilho. A lei permite a fixação de materiais publicitários de campanha somente entre 6h e 22h.

“Também faremos blitze educativas durante o dia. Em comércios de uso comum, jardins, praças, árvores, postes e terrenos públicos é proibida a publicidade eleitoral”, disse Castilho. Segundo ele, todo material apreendido será objeto de processo de descarte.

A Justiça também mantém as notificações nos casos de fixação de material publicitário em locais públicos e particulares sem autorização. Um dos alvos da Justiça é a fixação de material em uma área pública localizada ao lado da via marginal da Dutra, na avenida Sebastião Henrique da Cunha, entulhada de placas de candidatos.

A Justiça determinou a remoção do material em 48h. O prazo venceu às 9h de ontem, mas, até o final da tarde, ainda havia 16 placas afixadas. No terreno, há placas de candidatos ao Legislativo e para prefeito do PT e do PSB. A Justiça avalia uma forma de punição aos candidatos. Apesar da lei dar um brecha de 48 horas para a remoção da propaganda irregular, em casos de reincidência o candidato pode ser alvo de representação pelo Ministério Público. A multa varia de R$ 2.000 até R$ 8.000.

O Vale

Bairros Clandestinos são questionados por Blanco

O candidato do PSDB a prefeito de São José dos Campos, Alexandre Blanco, questionou ontem a existência de 94 loteamentos clandestinos na cidade, número divulgado pelo próprio governo tucano. “A gente fala em 94 bairros, mas, na verdade, você tem parte desses bairros com casas de alto padrão. Uma grande parte desses 94 bairros tem três ruas”, afirmou Blanco.

Durante sabatina promovida pelo Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) em parceria com O VALE, com apoio do Grupo Bandeirantes de Comunicação, o tucano rebateu críticas de adversários sobre a postura do PSDB frente ao problema. “Em todos os loteamentos irregulares, Emanuel [Fernandes, ex-prefeito] e Cury [Eduardo Cury, atual prefeito] levaram água, esgoto, iluminação nas vias públicas e residências”, disse.

A regularização dos loteamentos clandestinos foi promessa do PSDB em 2008. O tema é um dos mais explorados pelos adversários de Blanco na corrida deste ano pelo Paço Municipal. Os candidatos do PSB, Antonio Alwan, do PT, Carlinhos Almeida, e do PV, Cristiano Pinto Ferreira, prometem criar uma secretária específica para cuidar do problema.

O petista chegou a afirmar, na primeira sabatina Ciesp/ O VALE, no último dia 20, que a atual administração não conseguiu regularizar bairros clandestinos “por ter meia dúzia de pessoas trabalhando para isso”. Ele diz que o número de loteamentos irregulares é ainda maior: chegaria a 160. “Foi criado um departamento de regularização, temos mais de 30 bairros em processo, mas depende do cartório, do juiz. Falar que vai regularizar em quatro anos é demagogia”, afirmou Blanco.

Durante a sabatina, Blanco também se comprometeu a viabilizar incentivos fiscais para a atração e manutenção de empresas. “Se a empresa vai gerar mais empregos, mais valor agregado, maior cadeia produtiva, a gente pode dividir o IPTU e o ISS, que são tributos municipais, com possibilidade de devolver também o ICMS, um tributo estadual.”

Diferentemente de Carlinhos Almeida, que se comprometeu a aceitar uma indicação dos empresários para definição de seu secretário de Desenvolvimento Econômico, Blanco disse que, caso eleito, apenas consultará o setor. “Vamos olhar a competência, a vocação. O que não dá para fazer é, em época de campanha, prometer que vai nomear alguém. Sou contra, por princípio político”, afirmou.

Na sabatina, o tucano ainda isentou o governo Cury de qualquer responsabilidade no processo de redução produtiva da GM em São José. “A culpa é do Sindicato [dos Metalúrgicos], que a apesar do governo do PSDB e de toda a sociedade civil alertarem que se não se flexibilizasse a negociação com a GM poderíamos perder empregos, o sindicato, ligado à oposição, pagou pra ver”, afirmou Blanco.

Ele também não poupou críticas ao governo federal. “O próprio governo federal falou que tanto faz gerar emprego em São José ou São Caetano, preferindo que se gerasse essa crise em São José. O prefeito Cury, ao contrário, tentou até o último momento evitar”.

O Vale

Propaganda Políticas voltam a poluir região

Apesar da decisão da Justiça de remover todas as placas com propaganda de candidatos fixadas no entorno do Anel Viário, aos poucos candidatos ao Legislativo começam a ocupar novamente o terreno. Dois candidatos a vereador do DEM e do PV fixaram sete placas no local, que já chegou a ser ocupado por mais de 50 placas, inclusive de candidatos à prefeito.

O local, apelidado de “morro da vergonha” em razão da elevada poluição visual, tem muita visibilidade, já que passam por ali cerca de 90 mil carros por dia. A via liga a região sul à zona central. Dos sete candidatos à Prefeitura de São José, três chegaram a fixar lacas no local: Alexandre Blanco (PSDB), Carlinhos Almeida (PT) e Antonio Alwan (PSB). Todas foram removidas e não há previsão de serem reinstaladas.

A Justiça havia solicitado a remoção de toda a publicidade da via há três semanas. Muitos candidatos não tinham autorização dos proprietários para manter a publicidade no terreno. A área no entorno do Anel Viário possui pelo menos três proprietários uma das razões que pode ter gerado problemas quanto à emissão das autorizações.

A remoção da publicidade havia sido feita após denuncia anônima ao juiz da 127ª zona eleitora, José Loureiro Sobrinho. Os vereadores Luiz Mota (DEM) e Wagner Balieiro (PT), que mantinham publicidade no local, descartaram fixar novas placas. Balieiro disse que, apesar de ter a autorização do proprietário, já realocou as suas placas.

Ontem a Justiça Eleitoral de São José confirmou que a colocação de propaganda em terreno particular só é permitida se autorizada pelo proprietário. Outros pontos foram tomados pela publicidade eleitoral. Na rotatória de acesso ao Campos de São José e ao Novo Horizonte, por exemplo, a exposição de placas dificulta a visualização do semáforo.

O Vale

Parlamentares tentam reeleição na cidade

Quase a metade dos 20 vereadores de São José que tentam a reeleição neste ano poderá chegar pelo menos ao quarto mandato na Câmara. São nove candidatos à reeleição com pelo menos 12 anos atuando como parlamentar.

Do grupo, os principais casos são dos vereadores Macedo Bastos (DEM), que está no sétimo mandato, e Amélia Naomi (PT) e Miranda Ueb (PPS), ambos na sexta legislatura. Também candidatos, Alexandre da Farmácia (PP), Cristóvão Gonçalves (PSDB), Dilermando Dié (PSDB), Valdir Alvarenga (PSB) e Walter Hayashi (PSB) tentam chegar a quinta eleição consecutiva, enquanto Dulce Rita (PSDB) está em seu terceiro mandato.

A longevidade dos mesmos nomes dentro da Câmara, para o sociólogo político Alacir Arruda, presta um desserviço à democracia. “São os políticos de carreira”, diz. Os vereadores rebatem. Para eles, sua permanência no poder está associada aos bons serviços prestados. “As pessoas reconhecem nosso trabalho”, afirmou Miranda Ueb.

Dos atuais vereadores candidatos à reeleição, outros seis –Fernando Petiti e Juvenil Silvério, do PSDB; Tonhão Dutra e Wagner Balieiro, do PT; Luiz Mota (DEM) e Robertinho da Padaria (PPS)– tentam o terceiro mandato. Angela Guadagnin (PT), Jairo Santos (PV), Renata Paiva (DEM), João Tampão (PTB) e Vadinho Covas (PSDB) buscam a primeira reeleição.

Na atual composição da Câmara, só Cristiano Pinto Ferreira (PV) não é candidato no Legislativo, já que disputa a eleição majoritária. “À medida que o vereador fica três, quatro mandatos, ele cria uma rede de poder. Isso não é saudável para o processo democrático”, disse Arruda.

“O pior é que a renovação, que acontece em escala mínima, atinge só os novatos, eles que acabam sendo trocados”, diz o coordenador do Gedesp (Grupo de Estudos do Desenvolvimento Econômico Social e Político), Almir Fernandes.

Os próprios vereadores, candidatos que são, reconhecem que “eternizar” nomes no poder não é saudável. “A alternância é sempre positiva. Mas isso não significa que temos que trocar sempre”, afirmou Hayashi.
“Às vezes, os novos chegam e ajudam muito. Mas, para mim, ter 20 anos de vida política não é negativo, pelo contrário”, disse Ueb.

O vereador Macedo Bastos (DEM), candidato ao seu oitavo mandato na Câmara de São José, defende que só a “renovação dos vereadores” não seria uma solução para o Legislativo. “É preciso que se renove com qualidade”, diz. Contudo, ele defende as eleições ilimitadas para o cargo.

O Vale

Imagem: Senado

Em meio as Eleições, PT usa programa para contrapor PSDB

O candidato do PT à Prefeitura de São José dos Campos, Carlinhos Almeida, aposta em parcerias com o governo federal para resolver os problemas da Saúde, maior gargalo da administração tucana.  O sistema enfrenta problemas como filas para especialidades médicas, cirurgias e redução de médicos.

Para reverter o quadro, Carlinhos definiu 13 pontos que irão nortear um possível governo. A maior parte prevê parcerias com o governo federal para implantar programas como Samu, Farmácia Popular, Brasil Sorridente, Programa de Saúde da Família e Rede Cegonha.

“Os programas do governo federal tem mostrado bons resultados até mesmo em cidades governadas por aliados do PSDB, como Aparecida e no Litoral Norte, que já aderiram a Farmácia Popular e ao Samu”, disse o vereador Wagner Balieiro, coordenador da campanha de Carlinhos. “A Prefeitura de São José não faz parcerias porque não quer. E quem perde o é a população”, completou.

Para zerar a fila de espera por consultas, que chega a 37 mil pessoas, e de cirurgias, com 2 mil, Carlinhos aposta em mutirões e na contratação de mais médicos.  Ele também pretende retomar a proposta de ampliação dos horários das UBS, defendida pelo prefeito Eduardo Cury (PSDB), mas abandonada após a campanha.

Candidato a vice de Carlinhos, Itamar Coppio (PMDB) disse que a coligação estuda a criação de uma central de transplantes em São José.  “Há três anos implantamos o serviço de transplante de fígado na Santa Casa com dinheiro que vem de Brasília. Agora pretendemos fazer transplantes de rins, pâncreas e coração”, afirmou o peemedebista, que é médico.

Itamar também defende a integração do sistema Resgate Saúde com o Samu. O plano inclui ainda a criação de um canal direto de comunicação sobre saúde com a população e a ampliação de parcerias com hospitais filantrópicos como o Pio 12, Santa Casa e Antoninho da Rocha Marmo.

O secretário de Saúde de São José, Danilo Stanzani, afirmou que o município não ignora os projetos federais, mas ponderou que alguns deles são onerosos. “O Samu, sozinho, não é interessante para nenhum município, porque sua estrutura é muito cara. Hoje, o Resgate Saúde, com seis unidades de resgate e uma de suporte avançado, custa R$ 150 mil por mês. A mesma estrutura para o Samu custaria R$ 400 mil.”

O resgate saúde realiza cerca de 1.300 atendimentos por mês em São José. “O Samu é um programa interessante para quem não tem atendimento pré-hospitalar. Estamos pleiteando o Samu regional, para recebermos investimentos para a construção de uma UPA”, disse.

Com relação à Farmácia Popular, Stanzani afirmou que o município investe R$ 1 milhão por mês na compra de medicamentos, material hospitalar e odontológico para 100 mil pessoas por mês. O governo afirma estar credenciado à Rede Cegonha e que tem planos de ampliar o PSF.

O Vale

Campanha Eleitorais são retiradas no Anel Viário

A Justiça Eleitoral de São José dos Campos determinou a remoção de todas as placas com propagandas de candidatos fixadas em terrenos no entorno Anel Viário.

A notificação foi encaminhada anteontem pelo juiz eleitoral da 127º zona eleitoral, José Loureiro Sobrinho, às coligações dos candidatos Alexandre Blanco (PSDB), Antonio Alwan (PSB) e Carlinhos Almeida (PT). No documento, o magistrado determina a remoção do material publicitário afixado no Anel Viário, em frente a uma concessionária de veículos, e na marginal da rodovia Presidente Dutra.

Loureiro estabeleceu um prazo de 48 horas para a retirada das placas a partir da notificação, sob pena de prosseguimento de processo fiscalizador que pode culminar com ingresso de representação no Ministério Público e aplicação de multa.  O juiz não comentou a ação fiscalizadora.

Funcionários do cartório da 127ª zona eleitoral confirmaram o envio das notificações, que teriam partido do magistrado após recebimento de uma denúncia por meio do site do TRE (Tribunal Regional Eleitoral). A área que concentra o maior número de placas fica no Anel Viário, próximo à concessionária da Toyota. O terreno, de propriedade particular, recebeu mais de 50 placas publicitárias nas duas últimas semanas de candidatos à Câmara e à prefeitura.

No barranco, oposição e situação ficaram lado a lado para chamar a atenção dos motoristas. Candidatos ao Paço também ocuparam esse filão de visibilidade. Dos sete candidatos à Prefeitura de São José, três mantinham placas no local: Alexandre Blanco, Carlinhos Almeida e Antonio Alwan (PSB).

O local apelidado, de ‘morro da vergonha’ pela própria classe política, em razão da elevada poluição visual, é trajeto de cerca de 90 mil carros por dia. A via liga a região sul à zona central. Quem trafega pelo corredor se divide sobre a decisão da Justiça Eleitoral. “A gente acaba prestando um pouco de atenção nessas propagandas. E essa distração pode até provocar um acidente. Esse trecho da via exige muita atenção”, disse o empresário Gustavo Monteiro, 31 anos, que considerou acertada a decisão da Justiça.

Já o aposentado Givaldo Nascimento da silva, 67 anos, acredita que as placas não dificultam em nada o trânsito.
“Foi um exagero. Tanta coisa errada acontecendo na cidade e eles se preocupam com as placas”, disse.  Para Givaldo, as placas não representam perigo, mas poluição visual. “Essas placas ajudam o eleitor a escolher em quem não irá votar. Isso só faz sujeira na cidade”.

Para o especialista em legislação eleitoral, Alberto Rolo, se a área for particular e o candidato tiver autorização do proprietário, não há impedimentos, desde que respeitado o limite de no máximo quatro metros quadrados de material por candidato exposições acima desse limite podem ser punidas com multa.  “Se a área é particular, só depende da autorização do proprietário. Agora se existir passeio público, mesmo que seja de terra, a publicidade deve ser removida”, disse.

O Vale

Tucanos e Petista se opõem perante aos Dados da Educação

Tucanos e petistas travaram um novo duelo sobre a Educação nas redes sociais. O candidato do PSDB à Prefeitura de São José, Alexandre Blanco, postou pela primeira vez em sua página oficial no Facebook dados da atual administração tucana que mostram cenário positivo na área educacional.

Ele destacou que nos oito anos do governo Eduardo Cury, foram criadas 9.500 vagas de ensino infantil na rede municipal, sendo 1.850 delas, vagas de creche. “O trabalho resultou em uma das mais amplas redes de atendimentos de creche no Brasil”, diz a mensagem divulgada por Blanco.

Os petistas reagiram à propaganda, apontando que o déficit de vagas em creche em São José chega a 6.207, de acordo com dados do Ministério da Educação. A ‘resposta’ foi publicada na página do coordenar de campanha de Carlinhos Almeida (PT), o vereador petista Wagner Balieiro.

“Uma em cada três crianças não tem acesso a creche em São José. Nesta semana obtivemos mais uma decisão da Justiça obrigando a prefeitura a abrir vaga de creche para uma criança da Vila Tatetuba. Já são dezenas de casos semelhantes onde a vaga é obtida através de decisão judicial”, disse Balieiro.

“São José tem recursos e projetos de creches prontos que não saem do papel. A prefeitura não cumpriu sequer o combinado com o Ministério Público de construir creches. Por duas vezes, o acordo teve de ser aditado para o prefeito não ser condenado.”

Carlinhos Almeida disse ser possível ampliar a rede de atendimento. “Na eleição passada, a atual administração disse que iria atender 100% e eles não cumpriram essa meta, mesmo tendo receita e capacidade de investimento”, disse. Por meio de sua assessoria de imprensa, Blanco disse que em nenhum momento das duas campanhas em que participou o prefeito Eduardo Cury prometeu zerar o déficit de vagas em creches.

“O compromisso do prefeito foi universalizar o atendimento da pré-escola, e isso será cumprido”, informou. Dados do MEC apontam a existência de 33 mil crianças com até três anos de idade em São José. Destas 10,6 mil são atendidas em creches. Os números mostram um déficit de cerca de 6.200 vagas.

“No segmento de creche, o ensino não é obrigatório. A meta do MEC é atender 50% da demanda até 2020, e nós já atendemos cerca de 75%”, disse o secretário de Educação Alberto ‘Mano’ Marques. Segundo ele, além das 1.850 vagas em novas creches, outras 1.000 foram criadas com a ampliação das unidades já existentes. Há três creches em construção, totalizando mais 600 vagas até 2013.

O Vale