Devido a chuva forte, Avenida Guadalupe é interditada

A Prefeitura de São José dos Campos interditou a Avenida Guadalupe, região sul da cidade, a partir das 12h deste sábado (23). A liberação da via ainda não tem data determinada. A interdição foi necessária em função de um desmoronamento no cruzamento entre a Avenida Guadalupe e a Rua Lira, o que afetou a ponte da região.

O desmoronamento foi provocado pela chuva da tarde dessa sexta-feira (22). A interdição, que afeta importante trecho da região sul da cidade, é necessária porque a estrutura da ponte da Avenida Guadalupe foi abalada. Além disso, o desmoronamento provocou o rompimento da adutora da Sabesp, resultando no desabastecimento de água de parte do Jardim Satélite. O bloqueio vai garantir a realização de uma obra emergencial de reconstrução da rede adutora da Sabesp e de estabilização do pilar de sustentação da ponte.

O trânsito será desviado no sentido centro/bairro, pela Rua Shigemasa Otta retornando pela Avenida Guadalupe. No sentido bairro/centro será desviado pela Avenida Henrique da Cunha Pontes. Será permitido o trânsito local para acesso aos prédios. Toda a operação será devidamente sinalizada pela Secretaria de Transportes.

Antes de o trânsito ser liberado a Defesa Civil fará uma nova avaliação do local, que poderá permanecer interditado em caso de continuidade das chuvas. O bloqueio permanecerá no sentido centro/bairro para que a obra de contenção da ponte da Avenida Guadalupe continue.

O transporte público também será afetado e os ônibus que circulam na avenida terão que fazer o mesmo desvio previsto para os carros. As linhas afetadas são: 117, 119, 122, 230, 300,  303,  307, 314, 320 e 325. Os usuários deverão ficar atentos aos locais em que costumam pegar o transporte coletivo, pois poderá haver alterações em alguns pontos. As orientações serão devidamente sinalizadas no interior dos ônibus e o usuário que tiver dúvida sobre o trajeto pode entrar em contato com o serviço 156 da Prefeitura.

Prefeitura Municipal de São José

Publicado em: 25/03/2013

Nesta Quarta Tamoios tem limite de velocidade reduzida

A partir desta quarta-feira, o limite de velocidade na rodovia dos Tamoios, no trecho de Planalto, cai de 80 km/h para 60 km/h.  Segundo a Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A),a redução da velocidade acontece porque as obras de duplicação na rodovia entram em uma nova etapa, com a ampliação de intervenções na pista em toda a sua extensão.

Para garantir a segurança dos motoristas durante o processo, a faixa auxiliar será transformada em acostamento e a velocidade máxima será reduzida de 80 km/h para 60 km/h. As auxiliares serão mantidas apenas nos trechos de aclive, permitindo a passagem de veículos mais lentos. As mudanças são informadas em faixas de orientação colocadas ao longo da via desde o dia 27 de fevereiro. Todos os trechos envolvidos terão a sinalização reforçada.

“Haverá um reforço na sinalização além da que já colocamos ao longo da via desde o dia 27 de fevereiro. Além disso, a Polícia Rodoviária ficará responsável pela fiscalização com radares colocados em diversos pontos”, afirmou o diretor de operações da Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A), João Henrique Poiani.

O aumento das intervenções na Tamoios já estava programado. Segundo a assessoria da imprensa, já foram removidos 190 mil metros cúbicos de rochas em nove meses de obra e, até o final de dezembro, término previsto da obra, serão retirados mais 202 mil metros cúbicos.

A Tamoios está sendo duplicada do km 11,5 ao km 60,48, cortando os municípios de São José, Jacareí, Jambeiro e Paraibuna. É a maior intervenção executada na rodovia nos últimos 40 anos. A entrega da pista está prevista para dezembro de 2013. O custo da obra é de R$ 557,4 milhões, com desconto de 32% em relação ao valor inicial previsto. Com a mudança na velocidade máxima da pista, estima-se que o tempo de 37 minutos que o motorista levava para atravessar o trecho de planalto entre Caraguatatuba e São José suba para 49 minutos

O Vale

Publicado em: 06/03/2013

Levantamento aponta que trânsito do Vale é o mais perigoso

Mais de dois motociclistas são internados por dia, em média, na Região Metropolitana do Vale do Paraíba, em razão de acidentes no trânsito. Inédito, o levantamento foi feito pela Secretaria de Estado da Saúde com base no atendimento feito nos hospitais públicos estaduais em todo o Estado de São Paulo.

Na RMVale, o número de internações de motociclistas cresceu 18,76% em três anos, saltando de 762 em 2008 para 905, em 2011. A região está em quarto lugar no ranking estadual que enumera a quantidade de internações de motociclistas feitas em 2011.

Das 16 regionais de Saúde do Estado, descontando a Grande São Paulo, a RMVale perde apenas para Ribeirão Preto (1.472), Campinas (1.353) e Sorocaba (1.120) em número de internados. Segundo a Secretaria da Saúde, a pesquisa servirá de referência para campanhas de conscientização dos motociclistas, principalmente para usarem equipamentos de segurança, participarem de cursos e respeitarem as normas de trânsito.

“A imprudência é a principal causa dos acidentes”, disse o cirurgião Caio Soubhia Nunes, diretor técnico do Hospital Regional do Vale do Paraíba, em Taubaté. Por si só, segundo ele, andar de motocicleta oferece um risco inerente ao veículo. O problema é ainda maior quando entra a imprudência.

“Cair com a moto parada já pode causar uma fratura exposta, que deixa o motociclista seis meses sem poder trabalhar”, afirmou o médico. Tendo chefiado a unidade de emergência do Hospital Regional por sete anos, Nunes está acostumado a atender motociclistas.

Para ele, as lesões que eles apresentam estão entre as mais graves entre todos os motoristas. São traumas graves que, não raro, levam à morte ou deixam sequelas incapacitantes. “O pior é que a maioria dos acidentados tem entre 20 e 40 anos, faixa economicamente ativa da população. Isso atrapalha demais e causa prejuízos à economia”, disse.

De acordo com o levantamento da Secretaria da Saúde, o Estado de São Paulo gastou R$ 27,2 milhões com internações de motociclistas em 2011, valor 76% maior do que os R$ 15,4 milhões aplicados em 2008. “O aumento se deve à maior complexidade dos casos. Os acidentes estão cada vez mais violentos”, disse Julia Greve, médica do Instituto de Ortopedia e Traumatologia da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo).

Presidente do SindimotoVale, Benedito Carlos dos Santos, o ‘Natu’, defende a separação entre os motociclistas profissionais, que trabalham com o veículo, daqueles eventuais. Segundo ele, a primeira categoria tem mais cuidado com a segurança, em razão de depender do trabalho. Mas ele admite que há profissionais que exageram sobre rodas. “Defendemos o curso obrigatório para os motoristas profissionais, além dos equipamentos se segurança”, disse Santos. “Não é sem motivo, mas para aumentar a segurança dos motociclistas.”

O Vale

Publicado em: 21/02/2013

Motorista da cidade confundem mudanças na Jorge Zarur

A mudança do limite de velocidade na avenida Jorge Zarur (Marginal do Vidoca), na zona oeste de São José, de 80 km/h para 60 km/h tem confundido os motoristas. A alteração foi feita em outubro do ano passado, no sentido bairro-centro, com a troca das placas de sinalização. Acontece que a pintura da pista continua indicando que a velocidade máxima permitida na via é de 80 km/h. “Pego de surpresa, você não sabe qual é a velocidade correta”, disse o aposentado José Carlos de Souza, 60 anos. A prefeitura informou que uma tinta preta que recobria a sinalização do solo se desgastou com o tempo, mas que o local será vistoriado e a pintura definitivamente retirada.

O Vale

Publicado em: 07/02/2013

Escolas terão teatro para educação no trânsito na cidade

O esquete “Agente 100%, 100% a gente” será apresentado nesta quarta-feira (30) para pais e professores do Educandário Jesus Eucarístico. A peça faz parte das ações do projeto Maternidade, que leva orientações sobre o uso correto dos dispositivos de segurança para bebês e crianças de até sete anos e meio.

A pequena peça será apresentada durante uma reunião promovida pela escola. Com uma linguagem divertida, três atores contam a história do agente de trânsito que ensina pais e responsáveis a cuidar da segurança dos pequenos no trânsito.

A lei estabelece que o bebê conforto deve ser usado até um ano de idade. Já a cadeirinha de 1 a 4 anos. Crianças de 4 a 7 anos e seis meses ou até atingirem 1,45m devem ser transportadas no assento de elevação.

O projeto Maternidade é desenvolvido pelo Núcleo de Educação para o Trânsito (NET), da Secretaria de Transportes. As escolas que se interessarem podem contatar o NET para agendar uma apresentação pelos telefones 3925-2036 ou 3925-2069.

Prefeitura Municipal de São José

Publicado em: 31/01/2013

Cidade será contemplada com mais setor de trânsito

Oito cidades da RMVale serão contempladas com novas unidades do Detran (Departamento de Trânsito) no Estado: São José, Taubaté, Caçapava, Lorena, Cruzeiro, Campos do Jordão, Caraguá e São Sebastião. Com atendimento mais ágil, no mesmo modelo do Poupatempo, as unidades irão substituir as Ciretrans (Circunscrições Regionais de Trânsito), alvo de reclamações de usuários por conta da demora e burocracia.

O anúncio foi feito pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB), ao sancionar a lei que transforma o Detran em autarquia. Assim, o órgão deixou de estar ligado à Secretaria e Segurança Pública e passou para a Secretária de Planejamento e Desenvolvimento Regional. O novo Detran já tem 11 sedes do Estado. A primeira da região foi inaugurada em setembro de 2011 em Aparecida. O governo estadual pretende abrir pelo menos 100 unidades até o fim de 2013.

A cada inauguração do novo Detran um time novo de servidores substitui os policiais civis locados nos Ciretrans, que são devolvidos à Secretaria de Segurança Pública. Desde o ano passado, a Polícia Civil recebeu de volta 430 agentes. Até o fim do ano, outros 1.000 serão devolvidos.

Para ocupar o posto dos policiais, será aberto um concurso público que vai oferecer 1.200 mil vagas em todo o Estado para oficial de trânsito, que exige nível médio, e agente de trânsito, de nível superior. O governo informou que novas vagas poderão ser abertas.

Os prédios atuais dos Ciretrans passarão por estudo para saber se têm condições de serem adaptados para receber o novo modelo. Caso contrário, outros poderão ser alugados ou firmadas parcerias com as administrações públicas para adequação.

O VALE apurou que o governo do Estado está à procura de áreas que possam receber as unidades em São José e Taubaté. Os Ciretrans são considerados obsoletos e sem condições de comportar as novas sedes. Em São José, por exemplo, a população enfrenta filas e demora no atendimento e sofre com a falta de estrutura do prédio, que fica na avenida São José, no centro.

Os usuários reclamam também da burocracia e da falta de informação. A Ciretran de São José tem 40 funcionários e atende 19 mil pessoas por mês. O Detran reconhece que os serviços prestados pela Ciretran estão fora do ideal, mas afirma que o novo modelo implantado no Estado vai solucionar os problemas.

Foi o que afirmou o coordenador do Detran de São Paulo, Daniel Annenberg. “Enquanto não houver o novo padrão, com autonomia administrativa e financeira, não tem como solucionar os problemas”. Quem já usou as novas instalações do Detran em Aparecida aprovou o serviço oferecido. “Fui fazer o licenciamento do carro, levei toda a documentação por volta das 10 e meia e voltei para buscar tudo às 4 e meia da tarde. Antes, levava mais de uma semana”, disse o policial militar Gustavo Santos, 25 anos, morador de Aparecida.

O Vale

Publicado em: 23/01/2013

Radares da Dutra faz um ano sem dar multas na cidade

Os radares instalados no trecho paulista da via Dutra, a estrada mais movimentada do país, completaram um ano neste mês de janeiro sem entrar em operação definitiva. Em resumo, eles flagram, mas não multam.  A instalação dos novos equipamentos começou em setembro de 2011 e foi concluída em janeiro de 2012. O trecho da Dutra que corta o Vale do Paraíba já contava com quatro radares.

O problema havia sido apontado por O VALE em agosto de 2012. Desde esse período, a justificativa da PRF (Polícia Rodoviária Federal), órgão habilitado em multar os motoristas, continua a mesma: problemas no convênio com a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres).

A documentação é exigência para viabilizar a operação dos equipamentos por parte da NovaDutra, concessionária que administra a rodovia federal. O VALE também apurou que houve necessidade de ajustes no software que gera as multas no sistema em Brasília, na central de operações da PRF. Nenhum outro órgão pode gerar as autuações, em razão de ser a Dutra uma rodovia federal sob concessão.

Os radares operam normalmente na rodovia, fazendo imagens em tempo real dos motoristas apressadinhos. Os dados são criptografados e enviados para a PRF, que faz uma triagem das informações. Daí em diante, quando o sistema deveria gerar as multas e encaminhá-las aos condutores, o processo emperra.

Com essa situação, apenas quatro radares fixos estão em operação no trecho paulista em São José dos Campos (dois), Caçapava e Lavrinhas. A previsão do comando da Polícia Rodoviária Federal é que os 11 radares estejam em operação completa até o final da temporada de verão, pelo menos antes do mês de março. Na região, inspetores da PRF minimizaram o problema alegando que os radares já cumprem a sua função.

“A arrecadação de dinheiro não é a primeira preocupação da polícia. Os radares, onde foram instalados, já provocaram uma diminuição no número de acidentes. Eles têm uma importante função educativa e preventiva”, disse o inspetor Waldiwilson dos Santos, da PRF de Taubaté.

No entanto, especialistas em trânsito e acidentes criticaram o atraso na operação completa dos radares. Eles acham que vidas podem ter sido perdidas nesse período sem as multas. Na estrada, motoristas fazem piada com os radares inoperantes. “É bem típico do Brasil. Gasta-se uma grana para colocar os radares e em campanhas na TV e, na hora de funcionar, eles não cumprem o papel”, disse o projetista Ramon Castrillo, 39 anos.

O Vale

Publicado em: 11/01/2013

Festas de Fim de ano lotam trânsito no centro da cidade

O início da temporada de compras de Natal e de festas de fim de ano tem gerado tumulto no trânsito da região central de São José. Diante da dificuldade para conseguir vagas de estacionamento e do excesso de carros, muitas pessoas têm optado por deixar seus veículos em casa, indo a pé ou de ônibus para o centro.

É o caso da confeiteira Fatima Camilotti, 52 anos, moradora do Jardim Santa Inês, na zona leste. “Penso duas vezes antes de vir de carro. Na maioria das vezes, peço para o meu marido me deixar aqui e me buscar depois. Quando ele não pode e eu não quero pegar trânsito, prefiro vir de ônibus”.

Ontem, O VALE percorreu as ruas centrais da cidade e constatou que algumas pessoas demoraram até 15 minutos para encontrar uma vaga para estacionar. “Dei cinco voltas entre as ruas Sebastião Humel e Coronel Monteiro. Perdi uns 15 minutos. E o pior é que fui pagar conta, o que levou menos de 10 minutos. Passei mais tempo rodando em busca de vaga do que fazendo o que precisava fazer no centro”, afirmou a dona de casa Lucimara Amaral, 44 anos.

O trabalhador rural Romildo Augusto Angelo, 32 anos, teve mais sorte. Assim que chegou no centro, viu uma vaga sendo desocupada. “Hoje foi rápido, mas geralmente levo 10 minutos passeando entre as ruas.” A comerciante Mari Sampaio, 60 anos, que trabalha em uma loja na Coronel Monteiro, disse que as ruas começam a ser ocupadas por volta das 9h30. “Quando chego aqui, não encontro mais vagas. Uma vez desisti, entrei em um estacionamento e, no final do dia, paguei R$15”.

A escolha de Mari é a mesma de muitos consumidores. O fluxo de carros nos estacionamentos chega a aumentar 50% nesta época do ano. “Temos acompanhado os horários do comércio para atender a crescente demanda desta época do ano”, afirmou Helena Farias, gerente de um estacionamento do centro.

“Acredito que o trânsito caótico pode atrapalhar o comércio. Para amenizar isto, os pedestres devem ser privilegiados sempre”, afirmou Felipe Cury, presidente da Associação Comercial e Industrial. Segundo ele, nesta época do ano as vendas das lojas aumentam até 50%.

O Vale

Publicado em: 07/12/2012

Institutos ganham selo de ouro em projeto na cidade

A 7ª edição do projeto Escola Amiga do Trânsito foi encerrada nesta terça-feira (4) com apresentações de dança, música, mostra de vídeos e homenagens. Das 16 instituições de ensino participantes, 14 garantiram a classificação máxima, sendo premiadas com o selo ouro. As escolas restantes também tiveram bom desempenho e ficaram com o selo prata.

A cerimônia teve a participação de cerca de 600 estudantes de escolas públicas e particulares, professores e convidados das secretarias de Educação, Saúde e Juventude.

Durante o encerramento foram apresentados comerciais de TV produzidos pelas escolas e inspirados em temas de segurança e comportamento seguro no trânsito. Para transmitir a mensagem dos cuidados necessários para evitar acidentes, os estudantes utilizaram desenhos de animação, vídeos clips e criatividade na criação do roteiro, produção, escolha de trilhas e atores.

A cerimônia teve ainda a premiação para o comercial mais votado nas redes sociais. Em uma semana os vídeos foram vistos por aproximadamente 15 mil pessoas. A Escola Estadual Professor Rui Rodrigues Dória foi a vencedora, já que o comercial da unidade recebeu 224 votos.

O Escola Amiga do Trânsito é realizado pelo Núcleo de Educação para o Trânsito (NET) desde 2005. O projeto desenvolve atividades nas escolas, como blitze educativas, apresentação de palestras, estudos do trânsito da área escolar, monitoramento e orientação a motoristas e pedestres na porta das escolas, elaboração de jornal, comerciais de TV e a montagem de um portfólio de cada instituição de ensino.

Além dos alunos, o projeto envolve toda comunidade escolar, como professores, diretores, funcionários, pais e vizinhos das escolas. Neste ano, 17 mil pessoas foram abordadas no projeto.

Prefeitura Municipal de São José

Publicado em: 05/12/2012

Novo sistema funciona com mais qualidade de monitoração

São José dos Campos terá 568 câmeras de monitoramento integradas ao sistema de vigilância do COI (Centro de Operações Integradas) até o final do ano. E até janeiro, segundo a Secretaria de Defesa do Cidadão, o sistema deixará de operar de forma analógica e passará a ser totalmente digital, usando tecnologia ainda inédita no país.

O último lote de 181 câmeras vem sendo instalado desde julho, faltando 91 equipamentos para serem colocados nas ruas. O valor do investimento não foi divulgado pela administração. Ontem, a prefeitura inaugurou a modernização do COI, na região central, que ganhou aparelhos de última geração para monitorar todas as regiões de São José.

Em parceria com o Parque Tecnológico e usando um sistema de monitoramento de ocorrências desenvolvido pela empresa Ericsson, o Coordcom, o COI será capaz de dar um salto tecnológico. “Teremos mais eficiência com o novo sistema. Tudo que é digital dá ganho de qualidade de captação, monitoramento e transmissão de imagens e informações. Aumenta a segurança da população”, disse Maria de Fátima de Oliveira, secretária de Defesa do Cidadão.

Na sala de controle do COI, ao invés de monitores separados para exibir as imagens das câmeras, os agentes terão três telões digitais capazes de projetar até 36 câmeras ao mesmo tempo. “O agente pode aumentar ou diminuir o tamanho da tela como ele quiser. As imagens têm uma melhor resolução e todo o sistema é mais confiável”, explicou Jesse Segalla Francisco, gerente de operações da Ericsson.

Segundo ele, o sistema é inédito no Brasil, tendo sido implantado na Suécia, Dinamarca Espanha e Romênia. Para o gerente do COI, Jefferson Donizetti de Lima, o sistema digital otimiza o trabalho de monitoramento, permite maior controle de todos os serviços, como segurança e trânsito, e facilita a elaboração de estatísticas. “Tudo isso somado, teremos maior qualidade no serviço e na dimensão dos nossos recursos, conseguindo aproveitar todas as nossas ferramentas”, afirmou. “Isso vai ampliar a integração entre os órgãos que operam no COI.”

Atualmente, segundo Lima, oito órgãos públicos recebem as imagens gerados pelo sistema do COI. São eles: Guarda Civil Municipal, polícias Militar e Civil, Defesa Civil, Bombeiros e as secretarias de Desenvolvimento Social, Transporte e Saúde.

Aproveitando o evento para fazer um balanço da sua gestão na área de segurança, o prefeito Eduardo Cury (PSDB) destacou as 500 câmeras implantadas e o trabalho de integração com as forças públicas de segurança, além dos investimentos em infraestrutura dos bairros. “A sociedade tem que dar mais poder às polícias para combater o crime”, afirmou.

O Vale

Publicado em: 29/11/2012