Corredores de Ônibus geram dúvidas para motoristas

A implantação de corredores exclusivos para ônibus em São José dos Campos, deve ser uma medida positiva para melhorar o trânsito na região central, mas precisa de uma comunicação mais eficiente voltada para a educação no trânsito. E, principalmente, para explicar melhor o funcionamento do novo sistema para motoristas e pedestres. As observações são de duas pessoas acostumadas a encarar o transporte urbano em seu dia a dia: um especialista em trânsito, Eduardo Ramalho, diretor geral da empresa Sentran, e de um motorista da CS Brasil, Adão Vitor de Carvalho, ouvidos ontem pelo O VALE.

Ambos apontam que o projeto dos corredores, em fase inicial de implantação no centro, terá um benefício maior em relação ao ganho de tempo se for expandido para as regiões mais afastadas. O motorista Carvalho cita como exemplo a linha 231, que liga a Vila Tesouro a Vila Dirce. Segundo ele, o ônibus consegue andar bem nas avenidas José Longo e João Guilhermino, mas quando chega na avenida Barbacena, na região leste da cidade, o trânsito volta a ficar complicado. Além da ampliação para os bairros, o engenheiro da Sentran diz que uma medida fundamental é a integração com outros modais como o Veículo Leve sobre Trilho (VLT), bicicletas e uso de carros articulados com maior capacidade.

Para o motorista de ônibus, o grande desafio para a prefeitura será a educação no trânsito, fazendo com que motoristas de carro respeitem os locais dos ônibus. “Os carros não querem esperar. Eles andam ultrapassando o tempo todo, agora vão ter que respeitar as faixas exclusivas para os ônibus”, disse Carvalho a O VALE. Um dos pontos críticos da implantação do novo sistema é na avenida São José. Os motoristas reclamam que as duas ilhas instaladas no meio da via para separar o corredor de ônibus, estão prejudicando o trânsito para carros de passeios, motos e táxis, que vão ter que se “espremer” para andar na avenida. O engenheiro diz que será preciso reforçar a sinalização horizontal e vertical, para evitar riscos de acidentes.

As faixas exclusivas para os ônibus na região central começam a funcionar a partir do dia 27 de julho, data do aniversário de São José. As vans do transporte alternativo também poderão circular nas mesmas faixas dos ônibus. Carros de passeio, motos e táxis, serão multados, futuramente, se estiverem trafegando pelas vias exclusivas. Esses veículos poderão usar as faixas preferenciais, mas terão que dar prioridade aos veículos do transporte público. A partir do dia 27, a Prefeitura de São José dos Campos vai implantar o Bilhete Único. Todo passageiro que possuir o cartão eletrônico poderá integrar suas viagens, utilizando qualquer linha, em qualquer sentido, pelo período de duas horas, pagando uma única passagem e utilizando até quatro ônibus. A medida vai beneficiar 415.468 usuários que tem cartão eletrônico.

Trânsito muda na cidade com o novos corredores de ônibus

A 12 dias de implantar mudanças que irão mexer com a vida de quem anda de ônibus e carro na região central de São José dos Campos, a Secretaria de Transportes começou a fazer ontem um trabalho de orientação para tentar esclarecer as dúvidas de usuários de ônibus e motoristas sobre as mudanças. No próximo dia 27, entra em operação a primeira fase do projeto de corredores de ônibus, com a entrega de 8,6 quilômetros de vias com novas sinalizações.

Os corredores serão implantados nas avenidas São José, Madre Tereza, Adhemar de Barros, José Longo, João Guilhermino, São João e nas ruas Luiz Jacinto, Antonio Saes, Francisco Rafael, Siqueira Campos, Francisco Paes e Paraibuna. As vias foram divididas em faixas exclusivas onde só ônibus e vans do transporte alternativo podem trafegar; faixas preferenciais carros podem trafegar pelo local, dando preferência aos ônibus e faixas que serão divididas por carros, motos e também os táxis. Segundo a prefeitura, os motoristas terão um tempo de adaptação. Depois, começa a segunda fase do projeto que é a da fiscalização, com aplicação de multas.

Para usuários de ônibus, a mudança é tida como positiva porque os veículos poderão andar com mais velocidade. “A gente vai poder ir mais rápido para casa” disse a auxiliar de limpeza Auremi Augusta. “A mudança pode levar mais pessoas a andar de ônibus, tirando muitos carros das ruas”, afirmou ontem o frentista Leandro Pereira. Já os motoristas não estão convencidos e acham que serão prejudicados, porque terão menos faixas para circular e menos pontos de estacionamento. “Essas ilhas que a prefeitura fez na avenida São José só prejudicaram o trânsito. Os carros ficaram apertados e corremos o risco de bater”, reclamou Alexandre Leite. “Na avenida José Longo, ficou pior. A gente não vai ter onde parar para descarregar”, disse o entregador de água, Adiel Serafim.

Os agentes de educação para o trânsito informaram aos usuários que os pontos da rua Coronel Moraes (subida do Paço) e rua Major Antonio Domingues serão desativados a partir do dia 21 de julho. Os pontos serão realocados em vias próximas. A Associação Comercial e Industrial de São José dos Campos vai reunir na próxima quinta-feira, comerciantes da região central para esclarecerem as dúvidas com os técnicos da Secretaria de Transportes, com relação aos novos corredores de ônibus.

A reunião será a partir das 8h30 na sede da entidade. A principal reclamação dos comerciantes é em razão da perda de vagas para os clientes estacionarem e para carga e descarga de mercadorias. Entre os pontos críticos das mudanças, estão os da a rua Paraibuna e avenida Adhemar de Barros, que vão perder vagas de estacionamento. Na Paraibuna, 16 vagas de deixarão de existir. A prefeitura afirma que vai implantar o sistema Zona Azul no entorno dessas duas vias e que vai liberar o estacionamento para carga e descarga. A rua Inconfidência, paralela à Paraibuna, terá mão dupla.

O especialista em transporte, engenheiro Sérgio Ejzenberg, afirma que a implantação de faixas exclusivas de ônibus melhora a fluidez do trânsito e pode levar mais pessoas para o transporte público. Ele diz que para otimização do sistema, quando não for horário de pico, as faixas de ônibus podem ser compartilhadas entre ônibus e táxis. A Secretaria de Transportes vai intensificar o trabalho de orientação aos motoristas e pedestres a partir do dia 27, com a implantação dos corredores de ônibus. Na avenida São José, a secretaria vai desenvolver um trabalho com pedestres para que eles apertem a botoeira e esperem o sinal fechar, para não atravessar no corredor enquanto o sinal estiver aberto para o ônibus.

Corredores de ônibus começam a ser testados por motoristas

Motoristas das empresas de ônibus prestadoras de serviços em São José dos Campos começaram ontem a receber treinamento específicos com foco nos corredores de ônibus, previsto para entrar em funcionamento no próximo dia 27. O objetivo do treinamento é apresentar a sinalização, alterações no itinerário e explicar mudanças que serão feitas nos pontos de ônibus na região central da cidade. A Secretaria de Transporte fez na última sexta-feira um treinamento de 4 horas para cerca de 20 representantes das empresas gestores, monitores e diretores da Expresso Maringá, CS Brasil e Saes Peña.

“Eles funcionarão como multiplicadores desse conhecimento e já começaram a treinar os seus motoristas”, afirmou a engenheira civil Athanasía Michalopoulos, uma das responsáveis pela implantação do projeto. Segundo ela, o projeto tem sido bem recebido. “Eles gostaram da maioria das ações e concordaram que as medidas vão diminuir o tempo de viagem e a espera do passageiro”, disse. Uma das principais reclamações da população é sobre a velocidade de alguns ônibus.

“Tenho meu comércio neste local há 18 anos, vejo todos os dias casos de imprudência no trânsito, tanto dos motoristas que usam carro de passeio quanto dos condutores de ônibus. É complicado. Quero ver quando começar a funcionar de vez”, afirmou a comerciante Rosemeire Ferrera da Silva, dona de uma banca de acessórios próximo à Unesp (Universidade Estadual Paulista). Ainda de acordo com a comerciante, a cooperação entre ambos é a única solução para convivência pacífica.

“Os ônibus passam em alta velocidade aqui e, às vezes, nem param. Eles também vão ter de aprender a usar a nova via”, afirmou. O secretário de Transporte, Wagner Balieiro, em reunião realizada anteontem à tarde com comerciantes da rua Paraibuna, informou que não é porque os ônibus têm espaço livre à frente que ele poderá “pisar no acelerador”. “A terceira fase do projeto contempla a fiscalização. Na semana passada, os agentes de trânsito receberam o treinamento. Os motoristas também estão sendo treinados”, disse.

A prefeitura garantiu que inclusive os motoristas de ônibus serão fiscalizados e, se houver excessos, poderão receber multa. “As regras são iguais para todos as pessoas”, disse Anathasía.
Procurados, representantes do Sindicato dos Condutores não foram encontrados parar comentar o assunto. O advogado José Renato de Azevedo Luz enviou anteontem uma petição ao Ministério Público pedindo a suspensão do projeto de implantação dos corredores de ônibus em São José. O advogado defende que haja, pelo menos, um debate sobre as repercussões econômicas e sociais em relação à população.

Segundo documento, estão sendo realizadas interferências importantes na cidade e que irão impactar negativamente a mobilidade urbana, com faixas exclusivas e preferenciais. “Acho complicado o que estão fazendo. O trânsito está ficando confuso em alguns lugares”, afirmou o Luz. “Transporte público se dá ofertando-se ao usuário alternativos ao carro, como metrô, VLT, aeromóvel, táxi, moto-táxi e bicicletas, e não impedir o uso dos carros obrigando o usuário à alternativa arcaica que é o ônibus, caro, inseguro, demorado e desconfortável”. O Ministério Público de São José não comentou o assunto.

Segundo a prefeitura, estão sendo realizadas reuniões com entidades, comerciantes, varejistas, vereadores e moradores. “A Secretaria de Transportes fará, ao longo da implantação dos corredores e mesmo após sua conclusão, diversas ações no sentido de esclarecer os benefícios desse serviço. O projeto corredores é uma ação de mobilidade para melhorar a vida das pessoas e democratizar o espaço público”, informou nota oficial.

Região Central ganham corredores de ônibus

Quatorze das principais vias da região central de São José serão marcadas com faixas exclusivas e preferenciais de ônibus até o final deste mês. Além disso, dois pontos de ônibus mudarão de lugar já no dia 21. As linhas azuis já marcadas no chão de algumas vias ainda causam estranheza. A Secretaria de Transporte diz que o objetivo do novo desenho viário é diminuir em até 30% o tempo de viagem das 72 linhas de ônibus que trafegam pelo centro da cidade.

Até o momento as avenidas Adhemar de Barros, José Longo e a rua Paraibuna já contam com a sinalização. Até o dia 27, quando o sistema começará a funcionar, as avenidas São José/Madre Tereza e São João e as ruas Luiz Jacinto, Siqueira Campos, Antônio Saes/ Francisco Rafael, Francisco Paes, João Guilhermino, Dolzani Ricardo e Euclides Miragaia, também receberão as linhas azuis.

Segundo o planejamento da prefeitura, o primeiro ponto de ônibus da Adhemar de Barros será desativado, assim como o da rua Major Antônio Domingues. A demanda de ambos será suprimida por um ponto que funcionará na praça da Sabesp. Na rua Coronel Morais, o ponto próximo da igreja Universal, será transferido para a rua Francisco Paes. Assim, os ônibus que irão passar pela rua Francisco Rafael eliminam uma parada.

“Novos pontos serão modificados, mas no início do ano que vem, com a chegada dos Pontos de Embarque, como o último ponto da Madre Tereza – que será eliminado – e último da José Longo, que irá para a frente do antigo fórum”, afirmou Athanasía Janet Michalopoulos, engenheira civil, uma das responsáveis pelo projeto.

São dois tipos de faixas: exclusivas para ônibus (linha azul contínua) e preferencial para ônibus, mas que também podem ter circulação de carros (linha azul seccionada). Algumas vias receberão apenas faixas preferenciais, como a Paraibuna – que terá o estacionamento eliminado -, e a São João. Outras, terão ambas faixas, como a José Longo. “Na Adhemar de Barros, a faixa de ônibus é a terceira pista em vez de a quarta. Adotamos a medida para não prejudicar comércios e escolas do lado direito”, disse Athanasía. O estacionamento em toda a via será eliminado. E, as calçadas do ponto de ônibus próximo ao Santos Dumont e ao bar Gogó da Ema serão ampliadas até a pista exclusiva. Assim, carros que estiverem na quarta pista (direita) deverão virar em uma das vias à direita.

Na avenida São José, uma calçada está sendo construída no meio da pista. O objetivo é quebrar a travessia de pedestre. As duas primeiras faixas serão para carros, após o calçamento, a última via será exclusiva para ônibus. As mudanças nas vias ainda geram dúvidas na população. O vendedor Alexandre Vezzani, 48 anos, acredita que com a alteração, alguns pontos de ônibus irão ficar muito distantes.

“Fico pensando em como será, se por acaso, alguém perder o ponto e tiver de descer no próximo. Ou mesmo quem trabalha entre os dois. À noite, é perigoso caminhar por aqui”, afirmou o usuário que pega ônibus no ponto que será desativado na Adhemar de Barros. A comerciante Rosemeire Ferreira da Silva, 35 anos, nem imagina como será a briga por vagas no entorno das vias que terão os estacionamentos eliminados. “Já é complicado parar hoje, imagina como será sem essas vagas?”, indagou.

Segundo a Secretaria de Transporte, o objetivo de todas as mudanças foi a democratização da via. “Essa é uma discussão ampla e que deve ser feita. Será que aquele que usa carro tem de ter maior privilégio em detrimento do transporte coletivo e do pedestre?”, disse a engenheira Athanasía Michalopoulos, uma das responsáveis pela implantação do projeto. A ideia é que os corredores de ônibus que estão sendo implantados pela primeira vez na região central de São José dos Campos sejam, aos poucos, estendidos aos bairros. As ruas em torno de todas as vias centrais serão zona azul. A estimativa é que 265 mil passageiros sejam beneficiados com a implantação dos corredores de ônibus e o novo sistema de transporte.

Cidade tem implantação de novos radares

Pensando na qualidade de vida da população e na segurança viária, a Prefeitura de São José dos Campos anunciou a entrega de um pacote de novos radares. A implantação começou nesta sexta-feira (21), com previsão de término para a primeira quinzena de julho.

Está programada a instalação de seis equipamentos fotosensores e uma lombofaixa em vias estratégicas de São José. A definição desses locais foi baseada em estudos técnicos da Secretaria de Transportes, que considerou os pontos críticos da cidade e também as demandas apontadas pela comunidade.

O objetivo da implantação é reduzir o número de acidentes nas ruas e avenidas. Outras medidas vêm sendo adotadas pela Prefeitura para reduzir os acidentes na cidade, como melhoria viária e ações educativas, envolvendo motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres.

Locais que terão os novos radares

  • Avenida Pedro Friggi (Vista Verde)
  • Avenida Cassiano Ricardo (Jardim Aquarius)
  • Praça Bandeirantes (Vila Anchieta)
  • Rua Bahia (Jardim Paulista)
  • Rua Lênin (Dom Pedro I) – lombofaixa
  • Rua Maurício Cardoso (Jardim Sul)
  • SP-50 (Vila Cândida)

Trânsito da cidade é tema da RMVale

Os desafios da educação para o trânsito, Lei Seca, crimes no ‘volante’ e casos de acidentes envolvendo motociclistas e pedestres serão alguns dos temas abordados no 1º Seminário de Educação para o Trânsito da Região Metropolitana do Vale do Paraíba, em São José. O evento, que acontece entre os dias 13 e 14 de junho no Parque Tecnológico, deve atrair profissionais do setor de todo o país.

Até ontem, a Secretaria de Transportes havia recebido 189 inscrições de representantes do Detran (Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo), Superintendência de Educação para o Trânsito de Resende, Chefia de Trânsito de Mogi-Guaçu, Corpo de Bombeiros, Polícia Federal, entre outras autoridades da RMVale. É a primeira vez que a cidade sedia um seminário sobre o tema para toda a região, segundo o supervisor do Educatran, antigo Núcleo de Educação para o Trânsito, André Correia. Segundo ele, são esperados 300 participantes nos dois dias do evento. Somente de janeiro a março deste ano, a cidade registrou 461 acidentes de trânsito, segundo balanço da Secretaria de Transportes.

“Essa é uma boa oportunidade para discutirmos o assunto e trocar experiências. Entre os participantes temos bastante pessoas, entre elas consultores, especialistas e representantes do setor de outras cidades como, por exemplo, Jundiaí, São Paulo, Litoral Norte e outras regiões do país”, disse Correia. Segundo ele, durante a semana serão realizadas ainda diversas atividades na cidade como blitz de trânsito, palestras educativas para estudantes, entre outras ações.

Entre os palestrantes está o jornalista J. Pedro Corrêa, reconhecido internacionalmente pela atuação na área de segurança no trânsito e o lançamento do livro “Cultura de Segurança no Trânsito – Casos Brasileiros”, elaborado para todos os públicos interessados na questão e o engenheiro Eduardo Alcântara Vasconcellos, assessor da ANTP (Agência Nacional de Transportes Públicos). As inscrições podem ser feita até o dia 12 de junho pelo site www.sjc.sp.gov.br. Na página na internet há a programação completa do evento.

Prefeitura realiza obras de Travessias na cidade

Dentro de um pacote que prevê melhorias viárias para São José dos Campos, a Prefeitura inicia nesta segunda-feira (3) a construção de 12 travessias elevadas. Os locais beneficiados são o distrito de Eugênio de Melo e os bairros Jardim Cerejeiras, Residencial Ribeira, Vila Tatetuba, Altos de Santana, Santana, Campo dos Alemães, satélite, Parque Industrial, Interlagos e Residencial Gazzo.

Também conhecidas como lombofaixas, as travessias elevadas têm a função de conter a velocidade dos veículos e proporcionar aos pedestres mais segurança na hora de atravessar a rua. As obras serão executadas pela Urbam e não vão interferir no trânsito nessas áreas.

Os primeiros cinco locais

  •     Rua Simião da Mata (em frente da creche), Campo dos Alemães
  •     Rua Juazeiro com Rua Icatu, Parque Industrial
  •     Rua Antares com Rua Pégaso, Satélite
  •     Rua 23 de Dezembro com Rua 19 de Fevereiro (em frente do poliesportivo), Cerejeiras
  •     Rua Valter Dellu (em frente do Instituto Materno-Infantil Dimeia Maria Ferreira Diniz), Campo dos Alemães

 

Prefeitura Municipal de São José dos Campos

Motoristas da cidade ficam confusos com a sinalização

Com uma frota de 380 mil carros e um perfil voltado à tecnologia com vocação para o setor aeroespacial, São José dos Campos esbarra em um problema na malha viária: a falta de coerência nas sinalizações horizontal e vertical de trânsito. O VALE percorreu ruas e avenidas da cidade e constatou sete situações em que motoristas e motociclistas se confundem com as sinalizaç ões indicadas.

O problema se agrava pelo fato de os agentes de trânsito ficarem de ‘mãos atadas’ e não poderem notificar as infrações cometidas. Os repórteres Rodrigo Machado e Cláudio Vieira percorreram as vias com problemas nas últimas segunda, terça e quarta-feira. Logo no início da rua Teopompo Vasconcelos, na Vila Adyana, na calçada ao lado esquerdo há uma placa informando proibido parar e estacionar, na altura do número 574. A confusão começa quando o motorista vê a guia pintada de amarelo, mas a faixa na rua pintada na cor branca.

Outro endereço que apresenta irregularidade é a rua Manoel Rodrigues de Moraes, em Santana, na altura da curva sentido ponte Minas Gerais. A placa ‘Cruzamento Perigoso’ está virada para uma residência e não para os motoristas que trafegam no sentido centro-bairro.

A falta de informação também prejudica motoristas na estrada municipal Juca de Carvalho, mais conhecida como Estrada do Bonsucesso (altura do número 2.305). No local há duas placas em ambos sentidos que deveriam informar sobre a curva, mas elas estão sem nenhuma sinalização impressa. Até um problema de grafia foi identificado por O VALE.

Na avenida Carmerino dos Santos (Marginal B), no Jardim Motorama, há um erro na placa de ‘Limite de Velocidade’. Lá a fiscalização é ‘eletrôniça’. No trevo de acesso ao DCTA (Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial), a placa ‘Trevo do CTA/ITA’ esconde outra placa. Já na Antonio Saes, em frente à maternidade da Santa Casa há uma placa ‘E’ autorizando o estacionamento na faixa branca de segunda a domingo, 24horas, mas o espaço é destinado apenas para ambulâncias.

Em frente ao prédio da Ciretran (Circunscrição Regional de Trânsito), na avenida São José, há um estacionamento específico para motos, mas a ‘saia justa’ surge quando o motociclista vê uma segunda placa com a informação de que é ‘Proibido Motocicletas’. Na opinião de especialistas e engenheiros de tráfego, o conflito de sinalização pode induzir a ocorrência de acidentes ou trazer prejuízo ao fluxo de veículos. “Há outros problemas como a falta de sinalização para pedestres, falta de faixas em cruzamentos e de sinais de tempo para os pedestres atravessarem vias com segurança”, disse o especialista em trânsito, Ronaldo Garcia.

Segundo ele, há casos em as árvores crescem e obstruem os sinais ou ventos fortes que viram as placas. “Os engenheiros e agentes de trânsitos devem ficar atentos dia e noite.” O motoboy Mario Lima, de 32 anos, que já se confundiu com uma placa na zona leste e foi multado, nem tinha percebido o erro na área permitida para motos em frente ao Ciretran. “É confuso. Qual, afinal, está valendo?”

Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria de Transportes de São José, a rua Teopompo Vasconcelos foi vistoriada pela equipe de trânsito e haverá readequação da sinalização existente no local. Quanto aos outros locais apontados por O VALE, eles serão vistoriados e, em havendo constatação de desconformidade na sinalização, ela será readequada.

O Vale

Publicado em: 20/05/2013

Policiais Militares voltam a realizar fiscalização de Trânsito

A Polícia Militar de São José dos Campos vai protocolar nesta semana pedido formal ao prefeito Carlinhos Almeida (PT) para que seja fechado um convênio que possibilite à PM fiscalizar o trânsito e aplicar multas em casos de imprudência ou irregularidades. Com a celebração do convênio entre a Secretaria de Transportes e o CPI-1 (Comando de Policiamento do Interior), os policiais militares dos 1º e 46º Batalhões do município darão o reforço na fiscalização e poderão até apreender veículos nas blitz realizadas no município.

“Serão mais de 1.000 policiais que contribuirão para a fiscalização do trânsito em toda a cidade. É uma iniciativa importante que possibilitará maior fiscalização dos veículos e seus condutores pelas vias públicas potencializando a segurança viária de pedestres, condutores e passageiros”, disse o tenente-coronel Takao Ikeda, comandante do 46º Batalhão da Polícia Militar.

Se a proposta for aceita pelo prefeito e aprovada por meio de um projeto de lei na Câmara, a PM terá plenitude em autuar motoristas que realizam fluxos do funk, pancadões e outros em vias públicas, além de atender reclamações sobre carros estacionados sobre as calçadas, guias rebaixadas e praças, estacionamento proibido ou qualquer outro tipo de violação a sinais de trânsito.

O Código de Trânsito Brasileiro estabelece competências para todos os órgãos e entidades que compõem o Sistema Nacional de Trânsito, União, Estados, Distrito Federal e Municípios pela Lei Federal número 9.503/97. “O artigo 25 possibilita a realização de convênios entre Estado e Município para que agentes públicos possam ter legitimidade para exercerem a atividade fiscalizadora objetivando mais segurança aos usuários das vias públicas”, disse Ikeda.

Estima-se que circulam pelas ruas e avenidas de São José um total de 380 mil veículos, entre carros, caminhões, ônibus e moto s, segundo o secretário de Transportes, Wagner Balieiro. “Nossa equipe de agentes é referência no país. Obviamente quando chegar a proposta vamos analisar visando os benefícios para a cidade”, disse.

A assessoria de imprensa da pasta informou que a corporação atua hoje com um efetivo de 80 agentes fiscalizadores do trânsito. “Todos têm poder de autuação dos infratores dos artigos previstos no Código de Trânsito Brasileiro.” O prefeito Carlinhos Almeida (PT) disse a O VALE que a iniciativa da PM em apresentar a proposta vem somar com o trabalho realizado pelos agentes de trânsito do município. “O pedido será analisado com critérios específicos juntamente com o secretário de Transportes a fim de garantir um convênio eficiente para ambas as partes.” Após estudo do Executivo, o projeto da PM será encaminhado aos vereadores.

O Vale

Publicado em: 14/05/2013

Cidade terá ampliação de Radares no Trânsito

A Prefeitura de São José dos Campos vai reforçar a fiscalização no trânsito da cidade com a implantação de mais oito radares fixos e duas lombadas eletrônicas. Hoje, o município conta com 24 radares fixos, dois móveis, 23 sensores de velocidade em semáforos e sete lombadas eletrônicas.

Os novos equipamentos já foram contratados no final de março, por R$ 426 mil, junto à empresa Fotosensores Tecnologia Eletrônica, que opera radares fixos e lombadas na cidade. Mesmo assim, a prefeitura ainda não sabe onde serão instalados os novos aparelhos. A Secretaria de Transportes informou que está fazendo um estudo para definir as vias que receberão os equipamentos.

Segundo a pasta, o estudo cruza informações sobre as vias com maior fluxo de veículos e pedestres e aquelas com maior incidência de acidentes. O resultado indicará os pontos que receberão os radares e lombadas. A compra dos equipamentos teve que ser feita por meio de um aditivo de 25% ao valor do contrato de R$ 1,710 milhão assinado com a Fotosensores em julho do ano passado, com validade até abril de 2014.

“Um aumento acima disso extrapolaria o contrato. Isso só poderia ser feito após uma criteriosa avaliação da real necessidade da cidade”, disse Wagner Balieiro, secretário de Transportes de São José, justificando a limitação de 10 novos aparelhos para a cidade. O contrato assinado com a empresa prevê fornecimento, instalação, operação e manutenção do sistema de fiscalização eletrônica veicular.

O sistema é formado por radares e lombadas que medem e registram a velocidade dos veículos, capturando imagens daqueles que ultrapassarem o limite máximo permitido para a via fiscalizada. Além de contar com radares fixos e lombadas, a fiscalização do trânsito usa dois radares estáticos móveis para medir o limite de velocidade em 97 ruas e avenidas da cidade.

Na avaliação de Sérgio Ejzenberg, mestre em engenharia de transportes pela USP (Universidade de São Paulo) e consultor de engenharia de tráfego, os radares são uma maneira eficiente de “educar” os motoristas nas cidades. “Não se pode ser contra a fiscalização de motoristas que trafegam pelas ruas acima da velocidade permitida”, disse. Mas ele defende que a prefeitura coloque avisos ostensivos nos lugares onde houver radares e lombadas eletrônicas, além de investir em campanhas educativas.

O Vale

Publicado em: 12/04/2013