Crise da GM ainda continua e metálurgicos tem planos

Metalúrgicos da General Motors aprovaram nesta quarta – feira (20) um novo plano e luta em defesa do emprego. Os trabalhadores decidiram que vão organizar uma passeata na cidade e uma manifestação em Brasília. Uma nova reunião está marcada para a próxima semana entre a General Motors e o Sindicato para dar continuidade às negociações sobre o acordo que prorrogou o lay-off até o final de março e estendeu a produção do Classic na fábrica de São José dos Campos até dezembro deste ano.

Mesmo com o acordo, o sindicato mantém as propostas para a nacionalização da produção dos veículos que hoje são importados pela GM. “Vamos continuar insistindo para que o Governo Federal interfira em favor dos trabalhadores. Já fomos a Brasília diversas vezes e iremos novamente para reforçar nossa pauta de reivindicações junto à presidente Dilma”, disse o presidente do Sindicato, Antonio Ferreira de Barros, o Macapá.

Desde julho de 2012 a GM ameaça fechar o setor MVA (Montagem de Veículos Automotores) e demitir mais de 1.500 trabalhadores. Desde então os funcionários tem se mobilizado com o objetivo de sensibilizar a direção da fábrica e a opinião pública.

Publicado em: 21/02/2013

Empresa fecha e demite mais de 100 pessoas na cidade

A empresa Johnson Controls, instalada há cerca de 17 anos na região leste de São José dos Campos, vai fechar as portas na cidade e demitir 118 funcionários. A fábrica, fornecedora de bancos para carros produzidos pela General Motors da cidade, não renovou contrato com a montadora, segundo o Sintricom (Sindicato da Construção Civil).

De acordo com a entidade, os trabalhadores serão desligados no próximo dia 4 de março, quando acaba a produção na fábrica. A Johnson Controls produzia bancos para o Corsa, modelo da linha MVA que deixou de ser fabricado em São José, para a Blazer e S10.

Ainda segundo o Sintricom, a empresa teria perdido a concorrência para o fornecimento dos bancos da S10 para uma fábrica de Caçapava. “É uma grande perda, até porque em São José era a única que produzia esses bancos”, disse Antônio Santos do Nascimento, diretor do sindicato.

Segundo ele, parte dos operários recebeu proposta de trabalhar nas unidades da empresa em São Bernardo do Campo ou Pouso Alegre (MG). O sindicato não informou se houve adesão. Ontem à tarde houve reunião entre empresa e sindicato para assinar o acordo.

Para Fabiano de Sousa, gerente regional do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) de São José, as demissões agravam o nível de emprego na região perda de 2.100 vagas nos últimos 12 meses e impacta negativamente nos setores de comércio e serviços.

“A perda de emprego influencia em outros setores. É sempre preocupante”, disse. Segundo ele, o fechamento da empresa é reflexo de 2012, quando a GM anunciou o fim da linha MVA. “É o mercado que determina”, afirmou. Procuradas por O VALE, a prefeitura não quis se manifestar e, na empresa, nenhum representante foi encontrado para comentar o assunto.

O Vale

Publicado em: 21/02/2013

Ex- Metalurgicos perde o plano Collor na cidade

Pelo menos seis mil pessoas devem ser beneficiadas pelo processo movido pelo Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos para correção da inflação referente às perdas dos planos Collor (1990) e Verão (1989), sobre multa de 40% do FGTS.

Na próxima quarta – feira (6) o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos realiza assembléia com ex- trabalhadores da General Motors para informar sobre o pagamento da correção. Devem comparecer na reunião, ex- funcionários da GM que estiveram na fábrica entre fevereiro de 1989 e março de 1990 e foram demitidos até março de 2006.

O Sindicato entrou com uma ação coletiva na Justiça, em 2003, cobrando a correção da inflação sobre a multa de 40% do FGTS para os demitidos naquele período. A sentença favorável aos trabalhadores foi dada pela Justiça do Trabalho de São José dos Campos há cerca de seis anos. Mas em razão do alto número de trabalhadores beneficiados, o cálculo demorou três anos para ser concluído.

Para que o pagamento seja efetuado, é necessária a homologação judiciária, o que deve acontecer nos próximos meses. O valor das indenizações varia de acordo com cada trabalhador. A assembléia será às 9h, na sede do Sindicato dos Metalúrgicos em São José dos Campos.Informações podem ser obtidas pelo telefone:3946-5333.

Publicado em: 06/02/2013

Trabalhadores fazem protesto para vaga em refinaria

Trabalhadores da construção civil de São José fizeram dois protestos ontem cobrando a abertura de vagas para o setor na Revap (Refinaria Henrique Lage), da Petrobras, na zona leste da cidade. O Sintricom (sindicato da categoria) diz que três novas empresas terceirizadas passarão a prestar serviços na refinaria em março, com abertura de 3.000 vagas.

A categoria exige que esses postos de trabalho sejam ocupados por mão de obra local. Eles afirmam que as terceirizadas não têm cumprido o acordo de contratar pelo menos 60% de trabalhadores residentes no município e região.

Os protestos ocorreram em frente à Revap e ao Paço Municipal. A prefeitura prometeu ajudar nas negociações. A assessoria da Revap diz que as contratações são de competência das empresas terceirizadas. Nos últimos dois anos, a construção civil fechou 1.615 postos em São José, segundo dados do Ministério do Trabalho.

Logo no início da manhã, às 6h, cerca de 2.000 trabalhadores ficaram acampados em frente à Revap por duas horas. Depois, aproximadamente 300 deles seguiram para a frente do Paço, onde também fizeram manifestações por duas horas, das 10h às 12h. Não houve confusão.

Representantes do sindicato foram recebidos pelo chefe de Gabinete da prefeitura, Paulo Roitberg, e o secretário-interino de Relações do Trabalho, José Luis Nunes. “A prefeitura ficou de nos dar uma posição sobre o agendamento da reunião com a Petrobras em 48 horas. Vamos aguardar”, disse o diretor do Sintricom, Ivan Rodrigues. O sindicato recolheu vários currículos dos trabalhadores presentes ao protesto para tentar obter as vagas. Aqueles com comprovação de residência em São José terão prioridade.

Em nota, a assessoria da prefeitura diz que uma das propostas discutidas durante a reunião foi a de que as contratações futuras na Revap sejam feitas por meio do cadastro único mantido pelo PAT (Posto de Atendimento ao Trabalhador), que facilita a visualização de empregados residentes na cidade.

“A prefeitura já entrou em contato com a refinaria e um encontro será marcado para debater o assunto. O prefeito Carlinhos Almeida (PT) deverá participar dessa reunião”, diz a nota. A assessoria da Petrobras informou, em nota, que orienta as empresas contratadas que priorizem a contratação de mão de obra local, cumprindo o acordo coletivo. Porém, o comunicado destaca que a Petrobras contrata serviços e, não, mão de obra. “O dimensionamento da mão de obra é de responsabilidade das contratadas”, diz o texto.

O Vale

Publicado em: 05/02/2013

Em 2012 industrias da região tem baixo desempenho

As indústrias da região fecharam no ano passado 4.400 empregos formais, com carteira assinada, segundo levantamento divulgado ontem pelo Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo). Os números contrastam com o balanço dos dois últimos anos, quando o saldo foi positivo, de 2.200 em 2011 e 7.150 em 2010, mesmo ainda com o rescaldo da crise de 2008 que afetou a indústria.

Para os empresários, o mau desempenho é resultado da concorrência com produtos importados, principalmente os chineses. “O poder de compra do consumidor aumentou, mas a indústria não conseguiu acompanhar o ritmo e nem competir com os preços dos importados porque o ‘Custo Brasil’ é muito alto”, disse Almir Fernandes, diretor do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) de São José.

Entre as três regionais, São José teve o pior resultado do ano com o fechamento de 2.200 postos de trabalho, contra a abertura de 1.300 vagas em 2011. Segundo Fernandes, os ‘vilões’ são os setores de aeropeças e autopeças que desde a crise de 2008 não conseguiram recuperar mercado. A regional de São José é formada por oito cidades, entre elas, Caçapava, Caraguatatuba e Jambeiro.

Formada por 28 cidades, a regional de Taubaté registrou saldo negativo de 1.950 empregos em 2012 contra saldo positivo de 100 postos de trabalho em 2010. Os setores de metal, borracha, plástico e químico foram os que mais demitiram na regional. “O crescimento da importação faz cair a produção dos nossos produtos. A competição é muito difícil”, disse José de Arimathéa Campos, diretor executivo do Ciesp de Taubaté.

O fechamento de 250 vagas no ano passado é resultado da má fase dos setores de transformação, borracha, papel, têxtil e metal em Jacareí. “Desde 2009, temos perdido empregos com carteira assinada. É preciso ser mais competitivo para voltar a crescer”, disse Ricardo de Souza Esper, diretor do Ciesp de Jacareí.

Os dados do Ciesp apontam que só em dezembro São José contratou 100 pessoas com carteira assinada, Taubaté demitiu 600 no mesmo período e Jacareí fechou 200 postos de trabalho. Após um ano ruim, as indústrias da região esperam a recuperação a partir do primeiro trimestre de 2013. O otimismo se deve às medidas tomadas pelo governo federal, como desoneração na folha de pagamento e redução nos juros e de encargos sociais. “Vamos sentir o impacto este ano. Tomara que 2013 seja melhor”, disse Fernandes.

O prefeito de São José, Carlinhos Almeida (PT), decidiu reavaliar o projeto de lei de incentivos fiscais elaborado pelo seu antecessor, Eduardo Cury (PSDB). A proposta chegou a ser encaminhada à Câmara, mas encontrou resistência, o que levou o ex-prefeito tucano a recuar. Carlinhos disse anteontem, em um encontro com empresários da cidade, que vai retomar a discussão sobre a proposta com os vereadores.

“Vamos discutir o que é preciso para retomar esse projeto para que possamos definir se vamos retirar, apresentar outro, aperfeiçoar ou negociar com a Câmara alterações na proposta”, afirmou o prefeito. Carlinhos declarou ao empresariado que já determinou ao secretário de Desenvolvimento Econômico de São José, Sebastião Cavali, para que trate da questão.

Quando em tramitação no Legislativo, a proposta da nova lei de incentivos fiscais para dar mais competitividade ao município gerou muita polêmica entre vereadores do bloco governista. Entre os principais questionamentos estava a proposta de criação de um fundo para financiar a instalação de empresas com recursos públicos.

O projeto também foi taxado de muito elitista e de privilegiar apenas o segmento de alta tecnologia e deixar micros e pequenas empresas em segundo plano. Para o diretor regional do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) de São José, Almir Fernandes, a proposta de Cury foi elabora sem consulta aos segmentos interessados.

O Vale

Publicado em: 23/01/2013

Férias Coletiva de montadora é suspendida na cidade

Com a venda de carros em alta nas lojas, as montadoras da região devem suspender as tradicionais férias coletivas de final de ano. Elas deverão se limitar às licenças programadas de Natal e Ano Novo, cujos dias de folga foram compensados durante o ano.

A medida é a resposta da indústria para atender a demanda por veículos zero quilômetros que, por causa da prorrogação do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) até 31 de dezembro, tem provocado fila de espera de até dois meses pelos novos modelos.

O quadro é bem diferente do final do ano passado, quando os estoques estavam cheios e os funcionários foram dispensados da linha de produção. Na General Motors, em São José, 1.110 trabalhadores das linhas de produção da picape S10 e do setor de motores entraram em recesso antecipado em dezembro de 2011. Eles saíram no dia 12 e voltaram entre 2 e 15 de janeiro.

Em Taubaté, Volkswagen e Ford se anteciparam ainda mais e deram férias coletivas em setembro do ano passado. A Volks parou por uma semana. A Ford deu férias a 1.300 funcionários da fábrica. Uma parte parou entre 19 e 30 de setembro e a outra, de 26 de setembro a 14 de outubro.

Neste ano, porém, o recorde de vendas em outubro o segundo melhor mês do ano elevou as expectativas do setor e garantiu a permanência dos trabalhadores nas linhas de produção. Segundo Cledorvino Belini, presidente da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), as montadoras estão alterando de dezembro para janeiro e fevereiro de 2013 as férias coletivas dos funcionários. O objetivo é atender a demanda de veículos num mercado nacional ainda aquecido.

“Essa movimentação é um arranjo natural”, disse ele anteontem, em entrevista coletiva na sede da Anfavea. Sindicalistas confirmaram que a produção está reforçadas nas montadoras da região. Segundo Antônio Ferreira de Barros, o ‘Macapá’, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José, trabalhadores na GM estão tendo que fazer hora extra para dar conta da demanda.

“Não há nenhuma negociação para dar férias coletivas na fábrica, apenas a licença programa de final de ano. A realidade nossa é de muito trabalho com gente fazendo hora extra”, disse. Claudemir Monteiro, vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté, disse que Volks e Ford também não vão parar. Só haverá dispensa entre Natal e Ano Novo. “A produção está em alta nas duas montadoras”, afirmou. A GM informou que ainda está estudando se haverá ou não férias coletivas. A Volks confirmou que só terá o período de licença. A Ford não comentou o assunto.

O Vale

Publicado em: 09/11/2012

Operário da Tamoios entram em greve na obra

Os operários que trabalham nas obras de duplicação da Rodovia dos Tamoios entraram em greve ontem, por tempo indeterminado. A categoria reivindica melhores condições de trabalho, convênio médico, PLR (participação nos lucros e resultados) de R$ 2.500 e ajuda de custo de R$ 250.

Segundo informou o Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil, todos os 900 funcionários aderiram à paralisação. Eles são contratados do Consórcio Encalso-S.A. Paulista, que venceu a licitação para a obra no trecho de Planalto, que começou em maio. O valor do contrato é de R$ 557,4 milhões.

No total, o governo do Estado vai gastar na duplicação da Tamoios R$ 4,9 bilhões. A previsão de término das quatro fases do projeto é para dezembro de 2013. Segundo o diretor do sindicato, Jorge Luiz da Costa, os operários são coagidos a se submeterem a uma jornada de trabalho considerada excessiva.

“Eles trabalham 12 horas por dia, mas são obrigados a fazer hora extra, inclusive aos sábados e domingos. E caso se neguem a trabalhar, os encarregados ameaçam com punição”, disse Costa. O sindicalista afirmou ainda que a alimentação é ruim. “As marmitas são frias, a carne é ruim, o arroz é sem tempero. É péssimo”, disse.

Costa afirmou que, por enquanto, as empresas só apresentaram proposta de ajuda de custo de R$ 30. As negociações já estariam ocorrendo há cerca de 20 dias. O VALE entrou em contato ontem, durante todo o dia, com a assessoria do Consórcio Encalso-S.A. Paulista, que não retornou as ligações.

Na entrada do turno das 6h, os funcionários ficaram às margens da Rodovia dos Tamoios, nos trechos de Jambeiro e Paraibuna. Após uma assembleia com o sindicato na porta da sede do consórcio, os operários foram orientados a voltar para casa.

Segundo a Polícia Rodoviária Estadual, não houve lentidão no trânsito por conta do movimento grevista. Porém, a Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A) cancelou uma detonação de rochas que estava prevista para ocorrer ontem no km 17 e km 52. O órgão não confirmou se motivo da mudança foi a greve.

Para hoje, está prevista a interdição total em dois trechos da rodovia para a detonação de rochas: do km 15,9 ao km 16,9 e do km 49 ao km 50. A pista será bloqueada a partir das 12h. A previsão é que a via seja liberada até as 14h. A Secretaria de Estado dos Transportes não comentou a paralisação dos operários.

O Vale

Publicado em: 09/10/2012

Funcionários da Petrobrás paralisam na cidade

Funcionários da Petrobras decidiram cruzar os braços na manhã desta terça-feira (11) em São José dos Campos, no interior de São Paulo. O motivo é a falta de pagamento do salário e ajuda de custo que deveriam ter sido pagos no primeiro dia do mês de setembro.

A paralisação envolve cerca de 3.000 funcionários terceirizados da Refinaria Henrique Lage (Revap). De acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos, cerca de 500 trabalhadores de uma empresa da construção civil não receberam o vencimento até o quinto dia útil deste mês.

O salário médio dos trabalhadores que ficaram sem receber é de R$ 1.500 e a ajuda de custo R$ 300. O grupo, que trabalha na área de manutenção da refinaria, começou a fazer uma assembleia na porta da unidade às 8h para discutir outras formas de mobilização.

“A empresa não deu nenhuma justificativa do porque não pagou. Os encarregados disseram que até sexta-feira agora (dia 14) o pagamento pode sair, mas se for isso os funcionáios vão ficar sem trabalhar até essa data”, afirmou Joselino Marçal, diretor do sindicato da Construção Civil em São José.

“Isso é bom para deixar a empresa em alerta porque já aconteceu com cinco empresas terceirizadas da Petrobras de não pagar os funcionários e depois fechar as portas e deixar os funcionários na mão”, disse ao G1. A Petrobras foi procurada, mas ainda não comentou o assunto.

G1 (Vnews)

Com a antecipação do 13° salário, aquece a região

O pagamento antecipado da primeira parcela do 13º salário para aposentados e pensionistas da Previdência Social vai injetar cerca de R$ 169 milhões na economia da Região Metropolitana do Vale do Paraíba. O depósito do benefício começou a ser feito ontem pelo INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) para 345 mil aposentados e pensionistas da RMVale.

Na Agência Regional da Previdência Social em São José dos Campos, que reúne cinco cidades, o total de benefícios soma 169.748. O valor da primeira parcela do 13º salário é de aproximadamente R$ 84 milhões. Somente em São José dos Campos, a maior cidade, são 88.377 benefícios. O 13º é de cerca de R$ 47 milhões.

Na Agência Regional de Taubaté, que reúne 27 cidades, os benefícios somam 176.071 e a primeira parcela do 13º em torno de pelo menos R$ 85,5 milhões. Se considerada apenas Taubaté, o número de benefícios é de 54 mil e a primeira parcela do abono anual em torno de R$ 29,5 milhões.

Esses valores são aproximados, pois somente em setembro é que as agências da Previdência terão o montante real do depósito efetuado pelo governo federal. Os cálculos são baseados nos benefícios pagos em julho. “É um número aproximado, mas dá para se ter a grandeza do volume de recursos injetados na economia”, disse Marco Aurélio Ferreira de Morais, da agência de São José.

A antecipação da primeira parcela do abono ocorre pela terceira vez. O presidente da ACI (Associação Comercial e Industrial), de São José dos Campos, Felipe Cury, disse que é uma notícia positiva para toda a região. “Parte dos recursos vai para o comércio, para pagamento de débitos, o que possibilita a abertura de novos créditos. Esse dinheiro, com certeza, vai movimentar a economia”, afirmou o dirigente.

“Vou utilizar esse dinheiro para pagar contas e acho que não vai dar para economizar nada”, disse Benedito Jorge, 81 anos, de São José. Já os aposentados Lázaro Raimundo Monteiro, 68 anos, e Fernando Franco de Godoy, 73 anos, planejam usar o abono para complementar suas aposentadorias.

“Vou deixar na Poupança para render alguns filhotes”, disse Monteiro.“Vou gastar aos poucos porque, infelizmente, o valor da aposentadoria é uma vergonha”, afirmou Godoy.

O Vale

Acordo entre Sindicato e GM diminui risco de Demissões

Os funcionários da fábrica da General Motors de São José dos Campos aprovaram ontem o acordo firmado pelo Sindicato dos Metalúrgi-cos com a montadora que evita temporariamente a demissão de 1.840 trabalhadores considerados excedentes pela empresa.

O grupo trabalha na linha de produção MVA, que vai continuar operando até o final de novembro com 900 empregados, quando será totalmente desativada. O setor produz somente o Classic, com cadência de 20 unidades por hora.

Outros 940 operários da MVA terão os contratos de trabalho suspensos, medida denominada “layoff”, até o dia 30 de novembro, precedidos por 15 dias de licença remunerada a partir de amanhã, conforme prevê a legislação trabalhista.

O grupo vai receber um auxílio de R$ 1.163 mensais do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador) e complemento salarial da empresa. Os metalúrgicos afastados terão que frequentar curso de qualificação. Pelo acordo, firmado no sábado após nove horas de reunião, também será aberto hoje um PDV (Programa de Demissão Voluntária) em todo o complexo industrial, que emprega 7.540 pessoas.

O acordo foi aprovado em duas assembleias realizadas pelo sindicato na fábrica. A primeira aconteceu às 5h30 e reuniu cerca de 4.000 metalúrgicos. A segunda ocorreu no período da tarde, com a presença de 2.000 empregados da empresa.

Segundo o secretário geral do sindicato, Luiz Carlos Prates, o Mancha, só dez funcionários votaram contra. “Esse não é o acordo dos nossos sonhos, mas garante o emprego dos companheiros enquanto negociamos com a empresa a manutenção dos postos de trabalho e novos investimentos para a planta de São José”, disse o dirigente sindical.

Prates afirmou que será uma negociação difícil, mas que o sindicato vai enfrentar com mobilização da classe metalúrgica de São José e de outras localidades, além de pressionar os governos municipal, estadual e federal para a garantia do emprego.

O Vale