Lincença atrasa impasse das obras da Tamoios

O governo do Estado adiou pela segunda vez o envio, para o Consema (Conselho Estadual do Meio Ambiente), do relatório de análise ambiental do trecho de serra da obra de duplicação da Rodovia dos Tamoios. São os conselheiros do órgão que dão o aval para a aprovação da licença prévia da obra, prevista para começar em novembro deste ano.

O governo depende da avaliação para definir o modelo da PPP (Parceria Público-Privada) para a construção da obra, que terá 22 km de extensão e custará cerca de R$ 2,13 bilhões. Na última sexta-feira, o presidente da Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A), Laurence Casagrande Lourenço, disse que a expectativa era de que o Consema avaliasse a obra na reunião de maio, que será realizada no dia de hoje.

Mas os conselheiros não receberam a documentação e a serra não entrou na pauta do órgão. No último dia 21 de março, o governador Geraldo Alckmin (PSDB), em visita às obras, disse que a licença prévia poderia ser obtida na reunião do Consema de 26 de março, mas o tema acabou não entrando na pauta. Mesmo assim, segundo a Dersa, o processo de licenciamento da obra está dentro do prazo esperado.

A expectativa do governo estadual é lançar o edital da PPP no próximo mês de junho e assinar o contrato da obra em outubro. Em nota, a Dersa informou que falta a manifestação da APA dos Mananciais do Rio Paraíba do Sul para enviar o relatório do trecho de serra ao Consema.

O Vale

Publicado em: 21/05/2013

Obras da Tamoios chega a 2 mil trabalhadores este ano

As empresas responsáveis pelas obras de duplicação do trecho de planalto da Rodovia dos Tamoios, entre São José dos Campos e Paraibuna, retomaram as contratações de mão de obra com o objetivo de chegar ao pico de 2.700 operários até o final de junho. Atualmente, os canteiros contam com cerca de 2.000 trabalhadores. Ao completar um ano ontem, as obras alcançaram 35% do total, índice considerado dentro do cronograma pela Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A).

A meta do governo estadual é entregar em 16 de dezembro deste ano os quase 50 quilômetros do trecho de planalto duplicado. “O cronograma está em dia, dentro do previsto e com nada que nos preocupe. Mas não estamos adiantados também”, disse Laurence Casagrande Lourenço, presidente da Dersa. Lourenço disse que a primeira fase das obras é a de terraplanagem, considerada mais difícil e demorada. Corte de morros para suavizar o traçado da nova pista, que terá curvas menos acentuadas, estão entre as justificativas para o andamento mais lento dos trabalhos.

A expectativa da Dersa é de que, com a manutenção do período de estiagem, sem chuvas, os trabalhos corram mais rápido, com a entrega de trechos duplicados a partir de junho. Em abril, a Dersa entregou o primeiro trecho duplicado da Tamoios, entre os km 39 e 42. Segundo Lourenço, o limite de velocidade na Tamoios continuará reduzido até que se tenham um longo trecho duplicado, o que só deve ocorrer no segundo semestre, provavelmente a partir de agosto. Hoje, em toda a extensão das obras, a velocidade máxima permitida é de 60 km/h. Antes, era de 80 km/h. “Só com um trecho maior liberado, principalmente no início da estrada, é que podemos pensar em voltar ao limite de 80 km/h”, afirmou Lourenço.

A Dersa informou que os contratos para as obras de construção dos contornos entre Caraguatatuba e São Sebastião já foram assinados. A estatal aguarda a aprovação da licença prévia, que é concedida pelo Consema (Conselho Estadual do Meio Ambiente), para que as obras comecem. A expectativa é que isso ocorra até o final de maio. No trecho de serra, as obras devem começar entre novembro e dezembro deste ano, com prazo de conclusão de 48 meses. O Consema também está avaliando o projeto.

O Vale

Publicado em: 16/05/2013

Sítio Arqueológico é descoberto na Rodovia dos Tamoios

Durante as obras de duplicação do trecho de planalto da SP-99 (rodovia dos Tamoios), arqueólogos contratados pela Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A) descobriram um sítio arqueológico no bairro Colinas, em Paraibuna. Trata-se de uma área de cerca de 5.000 metros quadrados, na altura do km 28 da Tamoios, à beira da represa de Paraibuna, que abrigou uma aldeia de índios aratu.

A população indígena era rara na região, dominada pelos tupis-guaranis, e teria migrado da região central do Brasil. O arqueólogo Wagner Gomes Bornal, da Origem Arqueologia, disse que o sítio tem origem há “milhares de anos”,  muito antes da chegada dos portugueses ao país.

A datação definitiva depende da análise de resíduos de carvão retirados do subsolo em escavações, o que ainda não foi feito. Porém, segundo Bornal, pedaços de cerâmica e de urnas funerárias encontrados no sítio, e que estão em análise em laboratórios, podem até determinar que a aldeia seja pré-histórica.

“Os índios viviam da pesca, navegavam no rio Paraíba e faziam peças rústicas de cerâmica. Há indícios de uma grande população vivendo aqui há milhares de anos.” Descoberto há oito meses, o sítio arqueológico só foi divulgado ontem por questões de segurança do local, que está cercado. “Ele passa a ser patrimônio da União.

Vamos apoiar o projeto de transformar o lugar em um sítio-escola, para estudantes da região aprenderem sobre arqueologia”, disse Marcelo Arregui, gerente ambiental da Dersa. Ontem, estudantes de Paraibuna da ONG Instituto Fauser visitaram a descoberta.

O Vale

Publicado em: 09/05/2013

Alckmin assina contrato para construção de Contornos Viários

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) assina amanhã, a partir das 12h30 no Palácio dos Bandeirantes, contratos para as obras de construção dos contornos viários de Caraguatatuba e São Sebastião da Nova Tamoios. As obras, que serão tocadas pelas empresas Serveng/Civilsan S/A e Queiroz Galvão S/A e preveem a implementação de 37 quilômetros, serão iniciadas no mês que vem e terão custo total de R$ 1,9 bilhão este valor inclui as desapropriações de 400 imóveis e reassentamento de 700 famílias.

O lote 1 (da Martim de Sá, em Caraguá, até o entroncamento com a Tamoios) e o lote 2 (do entroncamento com a Tamoios até o bairro Jaraguá, na divisa entre Caraguá e São Sebastião) devem ser concluídos em 20 meses. Já o lote 3 (do Jaraguá até o bairro São Francisco, também em São Sebastião) e o lote 4 (do São Francisco até o Porto de São Sebastião) têm prazo de execução de 36 meses.

Atualmente, estão sendo realizadas as obras de duplicação do trecho de planalto, previstas para terminar em 16 de dezembro próximo. “A assinatura dos contratos é mais um passo importante da Nova Tamoios. Os contornos viários vão melhorar muito o trânsito em Caraguá e São Sebastião e alavancar o Porto de São Sebastião”, disse o presidente da Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A), Laurence Casagrande Lourenço.

O Vale

Publicado em: 22/04/2013

Governador realiza visitas nas obras da Tamoios

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) anunciou ontem que pretende iniciar em novembro as obras de duplicação do trecho de serra da Rodovia dos Tamoios. O cronograma, no entanto, depende de aval do Consema (Conselho Estadual do Meio Ambiente), que ainda não liberou a licença ambiental para o serviço. Alckmin disse ontem que espera que a licença seja concedida na próxima reunião do Consema, programada para a próxima terça-feira.

“Esta questão está bem adiantada e nossa expectativa é de que nesta próxima reunião do Consema a licença ambiental já seja liberada. Confirmando essa expectativa, acredito que poderemos começar a obra em novembro”, afirmou o governador, durante visita ontem às obras de duplicação do trecho de planalto. Segundo ele, o cronograma traçado pelo Estado prevê obtenção da licença prévia em abril, assinatura do decreto da PPP (Parceria Público-Privada) e realização da consulta pública em maio, lançamento do edital em junho e assinatura do contrato em outubro.

Na serra serão duplicados 22 quilômetros, sendo que 12 serão em túneis e 2,5 em viadutos. O custo estimado é de R$ 2,4 bilhões (já com as desapropriações). “Nosso objetivo é ainda este ano, possivelmente em novembro, ter obras no planalto, na serra e nos contornos viários. Estamos trabalhando em ritmo forte para que toda a Nova Tamoios esteja concluída em 2017.”

A ambientalista Sueleide Prado, da ONG (Organização Não-Governamental) Vale Verde, de São José, demonstrou preocupação com o impacto ambiental da duplicação no trecho de serra. “O impacto ambiental na serra é muito grande, já que há muita vida animal e vegetal neste trecho da Tamoios. No planalto, em que a duplicação é menos complexa, já está havendo vários acidentes e problemas para remoção dos animais. Vamos acompanhar de perto o trabalho na serra.”

O deputado estadual Marco Aurélio de Souza (PT), de Jacareí, disse que a bancada de oposição na Assembleia Legislativa vai intensificar a fiscalização dos cronogramas e da qualidade das obras. “Temos visto um esforço do governo do Estado para acelerar as obras, até para recuperar o atraso, já que a duplicação da Tamoios foi prometida em 2002 e já deveria ter sido concluída há pelo menos cinco anos”,afirmou o parlamentar.

Ontem, o governador Geraldo Alckmin esteve nas obras de duplicação do planalto, em Paraibuna, quando instalou a primeira viga que dará suporte às novas pontes. No total, serão 270 vigas para 23 ‘obras de arte’, entre pontes, viadutos e passagens. Durante a visita, o governador anunciou que serão instalados um polo industrial e um centro de agronegócios às margens da Tamoios no trecho de Paraibuna, além da construção de uma ciclovia com 6 quilômetros de extensão.

O Vale

Publicado em: 22/03/2013

Obras da Tamoios enfrenta novas etapas para conclusão

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) lança hoje a primeira viga de concreto da nova ponte que está sendo construída no km 51,75 da Rodovia dos Tamoios. O ato simbólico, programado para as 10h30, contará ainda com as presenças do secretário de Estado de Logística e Transportes, Saulo de Castro Abreu Filho, e do presidente da Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A), Laurence Casagrande Lourenço.

A partir das 14h, o governador estará em São Sebastião para conferir os estragos causados pelas enchentes dos últimos dias, que já atingiram pelo menos 2.355 pessoas (leia mais no caderno Brasil &). Com 40 metros de comprimento, a viga de concreto que será lançada hoje faz parte da estrutura da obra de arte especial que terá 204 metros de extensão e duas faixas de rolamento.

A nova ponte sobrepõe um dos braços do Reservatório de Paraibuna. Quando concluída, será utilizada pelos veículos que trafegam no sentido São José dos Campos, enquanto a ponte já existente será mantida para o tráfego no sentido Caraguatatuba. As obras de duplicação do trecho de planalto da Rodovia dos Tamoios começaram em maio do ano passado.

Elas abrangem 48,98 quilômetros de pista, ao custo de R$ 880 milhões (incluindo as desapropriações). O governo do Estado marcou para o dia 16 de dezembro a entrega do serviço. Neste mês, as obras no trecho de planalto foram aceleradas, com o número de funcionários aumentando de 1.500 para 2.200. Segundo o Estado, dos 48,98 quilômetros de extensão do trecho, 39,8 quilômetros passam atualmente por terraplenagem e 5 quilômetros já foram pavimentados.

“O lançamento da viga é um processo importante da Nova Tamoios e deixará as obras mais visíveis para os usuários da rodovia”, afirmou o presidente da Dersa. As obras no trecho de planalto da Tamoios começaram em maio de 2012 para duplicação de 48,98 quilômetros com custo de R$ 880milhões (já comas desapropriações). O Estado marcou a entrega do serviço para 16dedezembropróximo. Segundo o Estado, a partir de maio já estarão liberados para os usuários os primeiros quilômetros duplicados.

A construção dos contornos viários de Caraguatatuba e São Sebastião será dividida em quatro lotes que somam 36,9 quilômetros de extensão e terão custo de R$ 1,8 bilhão (já com as desapropriações). A previsão é de que as obras comecem até o mês que vem. Segundo o governo do Estado, as novas pistas serão construídas já com espaço para futuras duplicações.

A duplicação do trecho de serra depende do licenciamento ambiental, que deve ser aprovado pelo Conselho Estadual de Meio Ambiente até maio. São22 quilômetros de extensão com custo estimado de R$2,4 bilhões (já com as desapropriações).A expectativa é de que as obras comecem até o fim deste ano, com prazo de 48 meses para serem concluídas.

O Vale

Publicado em: 21/03/2013

Governador visita obras e decide acelerar obras da Tamoios

O governo do Estado vai liberar a partir de maio os primeiros trechos duplicados da Rodovia dos Tamoios. O término da obra, que compreende um trecho de 49 quilômetros na área de planalto, está previsto para o dia 16 de dezembro.

Segundo o presidente da Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A), Laurence Casagrande Lourenço, a partir de maio as obras ficarão mais visíveis para os usuários. “Em maio, os motoristas já andarão nos quatro primeiros quilômetros duplicados e a liberação dos demais será feita progressivamente. Enquanto isso, vamos construindo a nova pista e recuperando a antiga”, afirmou Lourenço.

Segundo ele, os acessos à Nova Tamoios também serão melhorados, garantindo mais segurança aos motoristas e pedestres. “Não haverá mais cruzamento de nível e ninguém mais terá que se arriscar atravessando a pista. As passagens serão por baixo da rodovia, com os túneis, ou por cima, com as passarelas.”

Segundo Lourenço, neste mês a duplicação do trecho de serra entrou em um ritmo mais acelerado. “Com o avanço das desapropriações, em dezembro já estavam liberados 95% da área de obra. Agora em março, adotamos medidas como redução da velocidade de 80 km/h para 60 km/h e aumento de 1.500 para 2.200 funcionários, para que possamos cumprir nosso objetivo de entregar a duplicação do planalto em 16 de dezembro”, disse.

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) fará nova visita às obras na quinta-feira, quando vai anunciar melhorias. “Em abril já devemos assinar os contratos para construção dos contornos viários de Caraguatatuba e São Sebastião e continuaremos trabalhando na licença ambiental para a duplicação na serra”, disse Alckmin.

O Vale

Publicado em: 18/03/2013

Nesta Quarta Tamoios tem limite de velocidade reduzida

A partir desta quarta-feira, o limite de velocidade na rodovia dos Tamoios, no trecho de Planalto, cai de 80 km/h para 60 km/h.  Segundo a Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A),a redução da velocidade acontece porque as obras de duplicação na rodovia entram em uma nova etapa, com a ampliação de intervenções na pista em toda a sua extensão.

Para garantir a segurança dos motoristas durante o processo, a faixa auxiliar será transformada em acostamento e a velocidade máxima será reduzida de 80 km/h para 60 km/h. As auxiliares serão mantidas apenas nos trechos de aclive, permitindo a passagem de veículos mais lentos. As mudanças são informadas em faixas de orientação colocadas ao longo da via desde o dia 27 de fevereiro. Todos os trechos envolvidos terão a sinalização reforçada.

“Haverá um reforço na sinalização além da que já colocamos ao longo da via desde o dia 27 de fevereiro. Além disso, a Polícia Rodoviária ficará responsável pela fiscalização com radares colocados em diversos pontos”, afirmou o diretor de operações da Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A), João Henrique Poiani.

O aumento das intervenções na Tamoios já estava programado. Segundo a assessoria da imprensa, já foram removidos 190 mil metros cúbicos de rochas em nove meses de obra e, até o final de dezembro, término previsto da obra, serão retirados mais 202 mil metros cúbicos.

A Tamoios está sendo duplicada do km 11,5 ao km 60,48, cortando os municípios de São José, Jacareí, Jambeiro e Paraibuna. É a maior intervenção executada na rodovia nos últimos 40 anos. A entrega da pista está prevista para dezembro de 2013. O custo da obra é de R$ 557,4 milhões, com desconto de 32% em relação ao valor inicial previsto. Com a mudança na velocidade máxima da pista, estima-se que o tempo de 37 minutos que o motorista levava para atravessar o trecho de planalto entre Caraguatatuba e São José suba para 49 minutos

O Vale

Publicado em: 06/03/2013

Duplicação da Tamoios recebe desconto do Governo

O governo estadual terá um desconto de R$ 600 milhões na construção dos contornos entre São Sebastião e Caraguatatuba na obra de duplicação da Rodovia dos Tamoios. Ontem, em São Paulo, foram abertas as propostas financeiras das 22 empresas que disputam os quatro lotes da obra, que tem 36,9 quilômetros de extensão no total.

O valor de referência para os quatro lotes, de R$ 1,871 bilhão, terá um desconto de 32% conforme a avaliação das propostas. A vantagem foi comemorada pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB). “Foi um processo bem sucedido que ainda gerou uma grande economia para o Estado”, disse ele.

“É um momento extremamente importante e vamos agilizar a construção da nova Tamoios”, afirmou o governador. A expectativa do governo é que, no prazo de 30 dias, no máximo, mesmo se tiver recursos jurídicos, a obra dos contornos seja iniciada. “A expectativa é que, até o final do ano, as três obras da Tamoios estejam sendo feitas paralelamente”, disse Alckmin, se referindo à duplicação do trecho de planalto, a construção dos contornos e a obra do trecho de serra da Tamoios.

Segundo Laurence Casagrande Lourenço, presidente da Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A), nenhuma das ofertas das 22 empresas atingiu o preço de referência dado pelo Estado. O desconto obtido nos contornos é o mesmo conseguido pelo governo na obra do trecho de planalto.

“Se juntar esses descontos todos, acabamos conseguindo um trecho inteiro saindo pelo valor economizado. Quem ganha é o contribuinte”, disse. A documentação das empresas concorrentes será analisada pela Dersa e, na semana que vem, a empresa publica a lista das vencedoras.

Em seguida, abre-se prazo para contestação. A expectativa do governo é assinar o contrato em até o final de março e começar a obra em abril. A Dersa inicia na próxima quarta-feira a intensificação nas obras do trecho de planalto, entre São José dos Campos e Paraibuna.

O número de trabalhadores nos canteiros subirá de 1.500 para 2.200, o que levará a Dersa a reduzir a velocidade máxima na rodovia. O trecho de serra da rodovia está atualmente em processo de obter o licenciamento ambiental, que deve sair até maio. As obras podem começar ainda neste ano.

A Rodovia dos Tamoios terá uma redução de 25% no limite máximo de velocidade permitido na estrada a partir de 6 de março, em razão da intensificação das obras. Os motoristas serão obrigados a trafegar no limite de 60 km/h nos quase 50 quilômetros do trecho de planalto, entre os kms 11,5 e 60,48, entre São José e Paraibuna, até 16 de dezembro deste ano, data prevista para o término da obras.

Hoje, a velocidade máxima permitida no trecho é de 80 km/h. Quem não respeitar o limite será multado. Também as faixas adicionais na rodovia serão eliminadas em vários pontos, com exceção das áreas de subida. A partir de 6 de março, as faixas funcionarão como acostamento para emergência e suporte nas operações das obras.

A justificativa da Dersa para adotar as medidas é a segurança na rodovia. As mudanças começam a ser divulgadas na rodovia em faixa de orientação. O volume de obras será ampliado e vai gerar 700 empregos com a implantação do terceiro turno. Os atuais 1.500 trabalhadores saltarão para 2.200. Os canteiros serão ampliados porque as áreas desapropriadas estão disponíveis.

O Vale

Publicado em: 01/03/2013

Rodovias do Tamoios terá pedágio de cobrança

A Rodovia dos Tamoios deverá ser concedida à iniciativa privada e ganhar cobrança de pedágio, como ocorreu com o sistema Ayrton Senna/Carvalho Pinto. O modelo da concessão está ligado ao término das obras de duplicação da rodovia, especialmente ao trecho de serra, cujo projeto está em fase de licenciamento ambiental. O custo é avaliado em R$ 2 bilhões.

Caso o governo estadual opte por manter a obra pública, licitando a construção da serra, como vem sendo feito no trecho de planalto e nos contornos de São Sebastião e Caraguatatuba, a concessão seria feita após o términos das obras, até 2018. Mas se o Estado resolver fazer a obra da serra em uma PPP (Parceria Público-Privada), a concessão poderia entrar no pacote antes disso.

A empresa ou o consórcio vencedor da PPP construiria os 22 quilômetros do trecho de serra e, em contrapartida, administraria toda a rodovia, podendo cobrar pedágio dos usuários. “Entendo que a rodovia será concedida. Se houver PPP para a serra, deverá ser concedida nesse processo. Senão, mais para a frente. E teremos a cobrança de pedágio”, disse Laurence Casagrande Lourenço, presidente da Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A).

A decisão pela PPP ou não dependerá do custo total da obra, que só será conhecido após a fase de licenciamento ambiental do trecho de serra, que deve terminar até maio deste ano. A previsão da Dersa é que as obras comecem ainda em 2013.

O modelo de pedágio a ser adotado na Tamoios, segundo Lourenço, seria o mesmo que está em fase de testes em duas rodovias estaduais, a Engenheiro Constâncio Cintra (SP-360), entre Itatiba e Jundiaí, e a Santos Dumont (SP-75), que liga Sorocaba a Campinas.

Trata-se do sistema ‘Ponto a Ponto’, parecido com o ‘Sem Parar’ adotado na via Dutra. Nele, todos os usuários que trafegam pela rodovia pagam pelo trecho rodado, e não mais em praças de pedágio. Paga-se pela quantidade de quilômetros rodados na estrada. O controle é feito em pórticos fixos colocados em pontos definidos da rodovia que “contam” os quilômetros rodados de cada veículo, que deverão ter um equipamento instalado.

O pagamento por ser feito por créditos ou pela internet. “A tarifa é por quilômetro e é menor. Paga-se o trecho que for usar, e todos pagam”, disse Lourenço.  Motoristas dividem-se quanto à cobrança de pedágio na Tamoios. Quem mora na região, não gostou da medida. Já turistas elogiaram o sistema por causa da segurança e da manutenção da via. “A gente convive com esse tráfego há anos e nunca tivemos nenhum benefício”, disse o aposentado Antônio Castro, 60 anos, de Paraibuna.

O Vale

Publicado em: 28/02/2013