Câmara quer conceder auxilio moradia ao pinheirinho

Com a iminência da desocupação do acampamento sem-teto do Pinheirinho, a Câmara de São José dos Campos negocia com a prefeitura a concessão de aluguel social para as 1.704 famílias da ocupação. A meta é garantir assistência econômica para as famílias por até seis meses. O valor do benefício seria de R$ 500 por mês.

Se aprovado, o governo Eduardo Cury (PSDB) terá de desembolsar R$ 852 mil por mês com a distribuição do auxílio. A despesa total pode chegar a R$ 5,1 milhões durante os seis meses. De acordo com a Câmara, um projeto aprovado em outubro do ano passado garante a destinação de 200 aluguéis sociais para casos de emergência. A medida tinha o objetivo de garantir assistência a famílias atingidas por enchentes nos períodos de chuva.

A Câmara quer que o governo amplie essa cota e inclua as famílias do Pinheirinho que comprovadamente não tenham condições de se manter. “Meu desejo é que essas famílias permaneçam no Pinheirinho mas, caso a desocupação aconteça, elas precisam ter um apoio financeiro”, disse o vereador Luiz Mota (DEM).

O vereador Cristiano Pinto Ferreira (PV) também defendeu o aluguel social. “É um caminho. A prefeitura não pode retirar aquelas famílias do Pinheirinho e não oferecer nada a elas. Alguma coisa a prefeitura deve oferecer, porque essas famílias não podem ir para a rua.”

Para o vereador Tonhão Dutra (PT) o aluguel social não resolve o problema. “Meu desejo é que as famílias permaneçam na casa que construíram. No Rio Comprido, foi dado aluguel social por algum tempo e depois aquelas famílias foram abandonadas.”

O líder do Pinheirinho, Valdir Martins, o Marrom, disse que a Câmara deveria trabalhar pela manutenção das famílias, e não prevendo a desocupação da área. “Aluguel social não resolve o problema de moradia. Hoje a cidade nem teria 1.200 casas para alugar”, disse Marrom.

“O que se percebe é que a prefeitura trabalha sempre contra a população mais pobre”, acrescentou. Nenhum representante da prefeitura quis falar sobre o assunto ontem. Por meio de sua assessoria de imprensa, a Secretaria de Desenvolvimento Social de São José informou que ainda não estudou a proposta formulada pela Câmara.

A pasta informou que, no momento, está centrando esforços no acolhimento das 1.704 famílias que deverão ser removidas do Pinheirinho.

O Vale

Municipalização do terminal é a resposta cobrada pela Prefeitura

A Prefeitura de São José irá procurar, nas próximas semanas, a Secretaria de Aviação Civil a fim de obter uma resposta do órgão federal sobre sua proposta de municipalização do aeroporto da cidade. A intenção é usar a redução dos voos da companhia aérea Azul no aeroporto de São José para agilizar a posição da SAC sobre o assunto.

“Ainda não tomamos essa atitude, pois estávamos no final do ano (quando a empresa decidiu reduzir sua operação na cidade)”, disse o prefeito Eduardo Cury (PSDB).

Ele afirmou que a Trip, outra companhia que opera na cidade, não deverá tomar a mesma decisão da Azul.
“A Trip tem bons horários. O problema é que não se pode colocar novas rotas pois o terminal não suporta que duas aeronaves desembarquem no mesmo horário. Isso é um absurdo. Não é problema da pista, mas sim do terminal.

Não há como colocar passageiros de duas aeronaves ao mesmo tempo com a atual estrutura”, disse o prefeito. A atual concessão do aeroporto de São José é da Infraero e termina em 2013. A empresa implantará esse ano uma estrutura montada para aumentar a estrutura do local.

O Vale

Prefeito entrega novas obras e mais verba para 2012

Em ano de eleição, o prefeito de São José, Eduardo Cury (PSDB), pretende inaugurar um pacote com pelo menos 30 obras avaliado em R$ 154 milhões. A lista inclui o novo Fórum, o Cefe (Centro de Formação Educacional), o Centro de Referência da Juventude e a Arena Municipal de Esportes, além de mais três Casas do Idoso (na Vista Verde, Bosque dos Eucaliptos e Santana).

Paralelamente, o tucano irá iniciar novas obras nas áreas de Educação, Saúde e Esportes, que juntas somam R$ 77,6 milhões, levando os investimentos em 2012 para R$ 231 milhões 58% a mais que o investido nos últimos anos (R$ 146 milhões).

Cury considerou natural o aumento no volume de obras. “Muitos projetos executivos terminaram nesse ano. Outros, fizemos os projetos e iniciamos as obras. Então é natural que no último ano se tenha sempre a conclusão”, disse.

Segundo ele, conclusão de obra é mais cara porque os custos dos materiais de acabamento são mais altos.
“Obra da prefeitura é igual obra de casa, no final fica mais cara.” Cury diz que 99% do Orçamento de São José para 2012 (R$ 1,7 bilhão) já está reservado. “O próximo ano já está todo planejado. Pode surgir alguma outra coisa sem grandes custos, porque o dinheiro já está comprometido.”

O maior volume de investimentos está previsto nas áreas de mobilidade urbana e educação. Construções de novos acessos, ligações e pavimentações irão consumir cerca de R$ 60 milhões. Entre as ‘vitrines’ do governo estão a duplicação do Viaduto Kanebo, no Parque Industrial, avaliada em R$ 8 milhões e a ligação Embraer/Tamoios em parceria com governo do Estado com R$ 20 milhões.

A pasta também pretende dar início a construção de parte da Via Banhado e licitar o projeto executivo da Via Cambuí ambas com verba do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento). Na Educação, estão previstas a construção de creches e escolas no valor de R$ 49 milhões. A Saúde desponta em terceiro lugar com R$ 10,7 milhões em investimentos como a construção de uma UPa, de UBS e da ampliação do Centro de Zoonoses.

A secretária de Obras Flavia Pitombo afirmou que o volume de investimentos não se alterou nos últimos anos, sendo congelado em R$ 140 milhões. Segundo ela, em 2010 foram entregues R$ 57 milhões em obras. Nesse ano, a estimativa era entregar R$ 80 milhões em obras, capitaneadas pelas obras do Cefe e do novo Fórum, que devem ser inaugurados somente em 2012.

“Nosso trabalho é continuo. Ninguém deixa obra para inaugurar no último ano. É que algumas obras são complexas. Já as obras novas não são eleitoreiras. Muitas só serão concluídas em 2013 e 2014.” Com o grande volume de inaugurações, Cury terá de enfrentar uma maratona de entregas até julho, já que após esse período há restrições da Justiça Eleitoral (leia mais).

O vereador Tonhão Dutra (PT) criticou a demora na entrega de obras importantes. “O prefeito tem que fazer obra durante o ano inteiro, não tem que esperar o eco de eleição. Eu lamento que ele ignorou obras como as de contenção de enchentes.”

O Vale

São José ganhará mais três novos Shopping

São José vai receber três novos shoppings em 2012. O anúncio foi feito pelo prefeito Eduardo Cury (PSDB) na última semana durante audiência pública no bairro Novo Horizonte, zona leste. O maior dos empreendimentos deve ser instalado na zona leste, em uma área às margens da rodovia Presidente Dutra, ao lado do Parque Tecnológico, pertencente à família Penido, dona do grupo Serveng.

O centro comercial faz parte de um complexo em que a empresa ainda planeja construir mais dois condomínio um residencial e um industrial, projeto conhecido como ‘minicidade’, que ainda não foi aprovado pela prefeitura. Detalhes como local e valores dos investimentos são mantidos em sigilo.

Por meio de nota, a prefeitura informou ontem que a “instalação de empreendimentos para a criação de centros de compras está em fase de negociação com potenciais investidores e, até o momento, não existe definição a respeito do tipo de empreendimento, local e data de início de atividade e/ou quantidade de novos empregos que serão criados”.

A Serveng, por meio da assessoria, informou que, diferentemente do Serramar Parque Shopping, em Caraguá, o empreendimento não será construído pelo grupo. O projeto de construção dos outros dois shoppings também não foi divulgado.

O presidente da Associação Comercial e Industrial de São José, Felipe Cury, afirmou que, em reuniões da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), ouviu a possibilidade do Iguatemi abrir uma unidade na cidade.

No entanto, o grupo, que possui 15 shoppings no país, informou que São José não está entre os projetos futuros da empresa, que anunciou a expansão de sua rede para São José do Rio Preto, Ribeirão Preto, Jundiaí, Votorantim e um novo centro comercial em São Paulo.

A chegada de novos centros de compras anima as entidades ligadas ao comércio da cidade. O presidente do Sincomercio (Sindicato do Comércio Varejista), José Maria de Faria, destacou que há demanda para novos shoppings.

“A expansão dos três grandes shoppings da cidade mostra que há demanda para mais. A chegada de novos centros ajuda a aumentar o número de investimentos em São José e ampliar o nível de empregos”, disse Faria. São José tem hoje seis shoppings. Os maiores são CenterVale, Colinas e Vale Sul. Na região central, o Shopping Centro recebeu no início do mês a companhia do recém inaugurado Faro. Há ainda o Shopping Esplanada.

O Vale

Apoio do prefeito é pedido para compra de terreno invadido

Terminou sem acordo a reunião realizada ontem entre representantes do governo federal e da Prefeitura de São José dos Campos para discutir a possibilidade de regularização do acampamento sem-teto do Pinheirinho, na zona sul da cidade.

A União se disse disposta a adquirir a área, mas condicionou o investimento a uma contrapartida financeira por parte do município e do Estado, que pode chegar a 10% do valor total do projeto para cada um dos poderes. A prefeitura, porém, reafirmou que não vai investir nenhum recurso na ocupação se propõe a oferecer somente suporte técnico ao governo federal.

O valor venal da área do Pinheirinho está fixado em R$ 84 milhões. Laudos contratados pela massa falida da empresa Selecta, dona da área, apontam valores bem mais altos, entre R$ 130 milhões a R$ 180 milhões. O governo federal pretende agendar para a próxima semana uma nova reunião para tratar do assunto, agora com a participação de representantes do Estado.

“Ainda não chegamos ao ponto do que será feito de fato. Isso vai exigir um pouco mais de trabalho técnico para depois estabelecermos um termo de responsabilidade para cada parte”, disse o assessor da Secretaria Geral da Presidência, Wlamir Martines.

Segundo ele, o estudo técnico deverá apontar como será feita a compra da área, a alteração do zoneamento, a elaboração do projeto urbanístico e a implantação de infraestrutura. “Há um limite de investimento do governo federal.”

Martines afirmou que o objetivo é evitar a desocupação da área, já determinada pela Justiça. Uma reunião com o Judiciário deverá ser agendada. “Nossa preocupação é uma desocupação forçada. Queremos um prazo para avançarmos na regularização.”

A secretária de Habitação de São José, Irene Marttinen, disse que a prefeitura não irá investir recursos na aquisição do terreno. O apoio da pasta se limitará a um suporte técnico para a elaboração do projeto urbanístico e a alteração do zoneamento da gleba.

“A prefeitura mantem seu posicionamento de fazer a alteração de zoneamento e de dar apoio técnico desde que a terra seja adquirida pela União, Estado ou pelos próprios moradores. A prefeitura não irá contribuir financeiramente com a aquisição do terreno.”

Para Irene, o maior entrave na regularização é a questão judicial. “O problema hoje de toda essa situação é que não é uma área simples de se lidar, como as outras que estão na fila da regularização. Enquanto não for feita a aquisição do terreno não temos como avançar”, afirmou.

Reação. Lideranças sem-teto lamentaram as limitações impostas pela prefeitura. “Falta vontade política para regularizar a área. A prefeitura está se escondendo atrás de uma liminar”, disse o advogado dos sem-teto, Antonio Donizete Ferreira, o Toninho.

O Vale

Prefeito tem 15 dias para vetar ou sancionar Bico

O prefeito Eduardo Cury (PSDB) terá 15 dias úteis para vetar ou sancionar o projeto que implanta o ‘bico oficial’ da Polícia Militar em São José dos Campos. A Atividade Delegada prevê que policiais militares trabalhem para a prefeitura em seus dias de folga e recebam uma remuneração extra.

Caso o texto seja sancionado, terá início então uma nova etapa para a implantação do projeto a análise técnica por parte da PM em São Paulo e jurídica por parte da SSP (Secretaria da Segurança Pública) do Estado. Começará então o calvário 17 cidades aguardam a aprovação por parte da PM e da SSP para que o convênio entre prefeitura e Estado tenha início na prática.

Caraguá, a única cidade da região que enviou o texto para São Paulo, aguarda uma resposta desde setembro sobre o convênio. Em São Paulo, duas cidades têm a ‘Atividade Delegada’ em funcionamento capital e Mogi das Cruzes. No Vale, são cinco cidades que tiveram a Atividade Delegada aprovada pelas Câmaras Lorena, Taubaté,

Caraguá, Pindamonhangaba e São José. Taubaté e Pinda já sancionaram o texto, mas estudam o plano de ação antes de formalizar a proposta. Lorena e São José aguardam a sanção do prefeito.

Como o texto da ‘Atividade Delegada’ é de autoria do Executivo, a expectativa é que seja aprovado sem dificuldades. O prefeito irá analisar as emendas aprovadas pela Câmara junto com o projeto. O texto original previa que os policiais nos dias de folga agissem como fiscais. A ideia gerou polêmica e os debates em torno da função do PM fizeram com que o projeto ficasse estacionado por sete meses antes da votação.

No final, ficou definido que o policial poderá apoiar ações de fiscalização, mas sem o poder de um fiscal. Além disso, a prefeitura terá que enviar relatórios mensais à Câmara sobre a ação dos policiais. A previsão é que 30 policiais por dia reforcem o efetivo. O valor previsto é de R$ 12,43 por hora para quem trabalha na rua e R$ 16,57 para o oficial de comando.

Em Mogi das Cruzes, o convênio entre município e Estado foi firmado em março. Um mês depois, os policiais de folga passaram a atuar. A função dos PMs na cidade é parecida com a ideia original de São José fiscalização de comércio ambulante. Além disso, os valores pagos e o número de policiais são semelhantes. Segundo Eli Nepomuceno, secretário de Segurança de Mogi, em oito meses, o comércio irregular acabou na região central da cidade.

“O policial tem o poder de chegar ao ambulante para ver a licença. Mas a autuação só o fiscal da prefeitura pode fazer. Temos um padrão de barracas no centro. Então, é fácil saber quem é o clandestino”, disse (leia entrevista nesta página). O secretário também ressalta a queda nos roubos e furtos devido à presença permanente de policiais no centro.

O Vale

Prefeitura realiza hoje curso de Liberação de Licença Sanitária

A Prefeitura de São José dos Campos promove nesta segunda-feira (5) o curso sobre Liberação de Licença Sanitária, exclusivamente para salões de beleza e estética (das 8h30 às 12h) e drogarias (13h30 às 17h). O treinamento será no auditório da Câmara Municipal (Rua Desembargador Francisco Murilo Pinto, 33), Vila Santa Luzia.

Foram convocados 145 empresários para participar do evento: 73 do ramo de drogarias e 72 de serviços de embelezamento. A proposta da capacitação é orientar os responsáveis pelos estabelecimentos e atividades que necessitam de licença sanitária para que eles próprios consigam verificar os itens exigidos pela legislação, garantindo a segurança do consumidor.

Já foram feitas três capacitações em outubro na Câmara Municipal com os setores de Medicamentos e Drogarias, Serviços de Psicologia e Comércio de Alimentos. Ao término do curso o estabelecimento vai estar licenciado e seus responsáveis terão conhecimento para corrigir qualquer irregularidade. O objetivo desta proposta, aprovada em dezembro (2010), é agilizar o processo de licenciamento sanitário.

A Licença Legal não elimina a fiscalização, apenas muda a sua ordem, dando mais agilidade nos casos de prioridade, que apresentam maior risco à saúde. Também está sendo feita inspeção por amostragem e sempre que necessário a avaliação de risco.

Prefeitura Municipal

Prefeito quer alterar pedido para permitir a termelétrica

Para reduzir a rejeição, a Prefeitura de São José decidiu rever o projeto de lei do Executivo que libera a instalação de usinas de geração de energia na cidade. A nova proposta vai permitir somente a instalação de usinas movidas a lixo.

O texto original, que está em análise na Câmara desde 2010, abre brecha para uso de outras fontes de energia alternativas como gás natural, biomassa, etanol e combustíveis sustentáveis.

“O projeto que está na Câmara não será votado daquela forma. Existe um entendimento de que ele pode abrir brecha para a instalação de termelétricas na cidade. A mudança no texto deixará claro que o objetivo do município é resolver o problema do lixo e não o de querer gerar energia”, disse o secretário de Meio Ambiente de São José, André Miragaia.

Segundo ele, é preciso ficar claro que a parte de incineração corresponde a apenas 30% do lixo gerado.
“Nosso projeto prioriza a separação mecânica do lixo, a biodigestão e a compostagem”, afirmou o secretário. Miragaia já se reuniu com um grupo de vereadores em busca de uma nova redação para o texto da lei que está na Câmara.

“Há um consenso de que o projeto deve ser focado no uso do lixo para que ninguém se utilize da lei para instalar termelétricas.”A instalação da usina de geração de energia prevê investimento de cerca de R$ 190 milhões. Ela funcionará ao lado de onde está instalado o aterro sanitário da cidade, no bairro Torrão de Ouro, na zona sul.

A meta é ampliar o tempo de vida do aterro sanitário de 12 para 40 anos. O aterro recebe cerca de 650 toneladas de resíduos sólidos por dia, sendo que 60% dele é orgânico. Para o prefeito Eduardo Cury (PSDB), caberá à Câmara decidir quando o projeto será votado.

“Quando os vereadores acharem que está maduro, terá nosso apoio para votar e mudar a lei. Colocamos o projeto para discussão, republicamos na internet, ouvimos a cidade toda, entidades fizeram audiências e apontamentos. E a discussão tem caminhado bem.”

Mas nem mudanças no texto poderão garantir aprovação ainda este ano, já que o projeto encontra resistência até entre os vereadores governistas.

“Hoje, eu votaria contra o projeto que está na Câmara porque ainda não está estabelecida qual será a matriz de queima. Outra preocupação é a segurança na retenção dos gases gerados com a biodigestão”, disse o vereador Walter Hayashi (PSB).

Para ele, é preciso ampliar a reciclagem de lixo na cidade, limitada a 50 mil toneladas. O vereador Cristiano Pinto Ferreira (PV) defendeu a elaboração de um inventário ambiental antes de liberar a instalação da usina, que pode ampliar a poluição.

“Não me sinto à vontade para votar este projeto antes de sabermos como ele irá afetar o meio ambiente.”
Apesar da resistência, o presidente da Câmara, Juvenil Silvério (PSDB), e o líder do governo, Fernando Petiti (PSDB), trabalham em busca de um consenso para aprovar o novo texto.

“Havendo o entendimento entre a Câmara e a prefeitura, sou favorável à votação”, afirmou Juvenil.
“O aterro ficou pequeno e ninguém quer mandar o lixo para outra cidade. São José tem a necessidade de encontrar um espaço para tratar o seu lixo”, disse Petiti.

O Vale

Serviços de melhorias da cidade estão paralisados

Entre reformas e construções, pelos menos nove obras do governo de Eduardo Cury (PSDB) sofrem com paralisações ou atrasos em São José. Juntas, elas somam mais de R$ 130 milhões em investimentos públicos. A gestão de obras é um dos principais gargalos do atual governo tucano. No começo do ano passado, por exemplo, eram pelo menos 20 obras que enfrentavam atrasos, todas com custos superiores a R$ 1 milhão.

Desde então, o governo passou a apostar num “choque de gestão”, termo criado a partir da troca de comando na Secretaria de Obras. À época, a engenheira civil Flávia Pitombo assumiu a pasta, prometendo implantar mecanismos de qualidade do setor privado para acabar com problemas na execução de obras públicas.

Entretanto, mesmo em obras novas e estratégicas do governo, como a construção do novo Centro de Referência da Juventude, obra avaliada em R$ 14,1 milhões em construção desde junho na zona sul da cidade, atrasos já são acumulados.

Nos três primeiros meses de serviço, conforme cronograma enviado pela empresa responsável pelo Centro, a Tecsul Engenharia, apenas 27% do previsto foi efetuado. Ou seja, em três meses de obra já se acumula atraso de mais de 70%. O governo promete entregar a obra até junho de 2012.

“Isto mostra falta de fiscalização e projetos executivos ruins. A partir desses atrasos, vamos ver lá na frente aditamentos de valores e abandonos. Estamos falando de dinheiro público” afirmou o vereador oposicionista Wagner Balieiro (PT). Assim como o Centro de Juventude, outra obra nova do governo que já enfrenta atrasos é a Arena Municipal de Esportes, uma das vitrines do governo Cury que está sendo construída na zona oeste da cidade.

Iniciada em agosto último, apenas 4,9% do cronograma previsto da obra até agora foi cumprido. O cálculo é feito com base no Portal da Transparência do governo municipal. Até o começo deste mês, a prefeitura pagou à Recoma, empresa responsável pela obra, R$ 303,3 mil, enquanto a previsão era que a Recoma já tivesse executado R$ 6,1 milhões do total dos serviços.

O governo tucano promete entregar a arena até agosto do ano que vem. Além das duas obras, outras promessas de campanhas de Cury, com valores acima dos R$ 20 milhões, também apresentam problemas.

O caso mais emblemático é o do novo Teatro Municipal, na zona norte, obra de R$ 22,9 milhões iniciada em 2007 e que está abandonada desde maio de 2008. O teatro começou a ser construído com suas fundações invertidas e o erro é alvo de processo judicial.

Na lista das obras mais caras também aparece o novo Fórum (R$ 27,3 milhões), na zona oeste de São José, que depois de quatro promessas de entrega e seis anos de obra foi programado para ser inaugurado no começo deste mês, mas até agora as obras não foram concluídas.

Também prometido para o começo deste mês, o Cefe (Centro de Formação Educacional), na zona norte, não foi entregue. A um custo de R$ 25,7 milhões, o Cefe fora prometido para maio deste ano, prazo posteriormente estendido para 5 de novembro, prazo que não foi cumprido.

Completam a lista a ampliação do Hospital de Clínicas Norte (R$ 3,9 milhões), com mais de dois anos de atraso, a construção de um ginásio Poliesportivo na zona leste, obra que começou e deveria ter sido entregue em 2008, e reformas em uma escola e em um posto de saúde.

AS OBRAS COM PROBLEMAS

Arena de Esportes
Valor: R$ 33,3 milhões
Situação: em obra

Fórum
Valor: R$ 27,3 milhões
Situação: em obra

CeFe
Valor: R$ 25,7 milhões
Situação: em obra

Novo Teatro
Valor: R$ 22,9 milhões
Situação: obra paralisada

Centro da Juventude
Valor: R$ 14,1 milhões
Situação: em obra

Hospital Clínicas Norte
Valor: R$ 3,9 milhões
Situação: em obra

Poliesportivo de Eugênio de Melo
Valor: R$ 1,8 milhão
Situação: em obra

E.E. Juvenal Machado
Valor: R$ 1,4 milhão
Situação: em obra

UBS Interlagos
Valor: R$ 310,8 mil
Situação: em obra

O Vale

Camelódromo e Vans

São José dos Campos vai ter um final de ano decisivo. A meta da prefeitura é solucionar neste semestre alguns dos principais gargalos da cidade, que geram dúvida e, principalmente, reclamações entre os moradores.

Segundo o prefeito Eduardo Cury (PSDB), a ofensiva inclui uma solução para a inclusão das vans no sistema de transporte público integrado, a criação de um espaço exclusivo para abrigar os ambulantes e a conclusão dos prédios da Argon para comercialização em programas habitacionais.

As declarações foram dadas como resposta aos leitores de O VALE Robson Siqueira, do Alto da Ponte, João Bosco Prisco da Cunha, da Vila Ema, e Vicente Marins, da Vila São Paulo, respectivamente.

Em entrevista de comemoração aos 244 anos de São José dos Campos, celebrado na próxima quarta-feira, Cury respondeu a 17 perguntas de moradores enviadas para a Redação. O objetivo do jornal foi cumprir o seu principal papel de ser um fórum de debates, estabelecendo um diálogo direto entre os eleitores e o prefeito.

A direção da Redação selecionou 17 perguntas, que abrangem o maior número de interessados, para serem publicada nessa reportagem. A prefeitura entretanto aceitou responder todas as questões.

Em uma entrevista que misturou temas polêmicos, de serviço e de governo, Cury disse que o Pinheirinho é uma grande injustiça e que vai começar a asfaltar os corredores dos bairros clandestinos (são 94).

Ele afirmou ainda que a prefeitura não tem obrigação de manter um hospital de atendimentos de alta e média complexidade como o HM e que negocia a vinda de novas faculdades públicas, inclusive internacionais, para São José.

O Vale