Fármacias da cidade tem variação de preços em remédios

Quem compra remédio sem pesquisar o melhor preço pode sair no prejuízo em São José dos Campos. Pesquisa feita na última semana por O VALE, em nove farmácias, mostrou variação significativa nos preços dos medicamentos. Um único produto chegou a ter 391,95% de diferença entre um estabelecimento e outro. Foi o caso do Salonpas, anti-inflamatório e analgésico, que foi encontrado por R$ 1,99 e por R$ 9,79 nas farmácias.

O VALE levou às farmácias e drogarias da região central da cidade uma lista baseada em um estudo feito, em 2008, pela IMS Health, instituto que audita a indústria farmacêutica, sobre os remédios mais vendidos no país. Foram acrescentados ainda outros remédios populares.

A pesquisa mostrou que os descontos que o consumidor pode conseguir, quando não fazem parte de um plano de fidelidade comprovada via carteirinha, variam de acordo com uma boa conversa com o vendedor.“O balconista, geralmente, tem autorização para dar descontos. Quando o consumidor consegue falar com o gerente, o percentual retirado do preço final é ainda maior”, afirmou Sérgio Werneck, diretor do Procon de São José. “Isso demonstra que as farmácias têm condições de dar descontos. Cabe ao cliente pechinchar”, disse.

A auxiliar de serviços gerais Maria Aparecida Ramos, 52 anos, tem um gasto médio de R$ 350 por mês com remédios. “Pesquiso o preço sempre. Como na minha família somos em oito pessoas, compramos remédios mensalmente. Alguns são muito caros, como os de controle da pressão, então tem que procurar mesmo.”

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) disponibiliza em seu site a lista Preços Máximos dos Medicamentos criada pela Cmed (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos), atualizada regularmente. Esta mesma lista, de acordo com o Procon, deve estar disponível ao consumidor em todas as farmácias e drogarias.

Segundo a Secretaria de Saúde, 200 drogarias estão licenciadas na Vigilância Sanitária do município. De acordo com elas, todas cumprem as normas de legislação sanitária vigente. As principais reclamações recebidas pela secretaria são sobre o comércio de produtos alheios à atividade e a ausência de responsável técnico legalmente habilitado disponível em todo o horário de atendimento.

O Vale

Smartphones tem baixa nos preços e eleva expectativas

O barateamento no preço dos smartphones fará dos aparelhos a principal aposta dos lojistas da região para as vendas de Natal. A previsão é de fechar o ano vendendo 50% a mais na comparação com o mesmo período de 2011.Na próxima semana, segundo revelou o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, a presidente Dilma Rousseff assina medida provisória reduzindo impostos para a fabricação e importação de smartphones no país.

Os preços podem cair até 27% e bons aparelhos, disse o ministro, poderão ser vendidos por até R$ 200. O que já era bom ficou ainda melhor. Dominando mais de 90% das vendas em lojas especializadas, os smartphones quebrarão todos os recordes na região. É o que dizem lojistas e empresas do ramo.

“Poucas pessoas procuram um celular comum. A maioria quer um smartphone, que tem tudo. Essa é a principal tendência de presentes para o Natal”, disse Anderson Quireli, proprietário da Nexar, nova loja especializada em telefonia, informática e eletrônicos aberta na área de expansão do Vale Sul Shopping, em São José.

Com 14 modelos para os clientes escolherem, Quireli acredita que a redução no preço fará os aparelhos baterem todos os recordes de venda, chegando a 50% de crescimento na comparação com 2011. “Estamos muito otimistas para as vendas de Natal neste ano, embora a economia esteja um pouco pior.”

Consumidores encontram muita variação de preço entre os modelos de smartphone, que vão de R$ 249 a R$ 2.000, dependendo das opções e da funcionalidade. Para evitar sair da loja com um produto muito acima da utilização pretendida pelo cliente, especialistas recomendam pesquisar antes de efetivar a compra do aparelho.

“Um smartphone é como um computador. Tem que saber exatamente para o que vai usar antes de comprar, senão corre o risco de gastar muito e usar pouco”, afirmou a economista Ana Amélia Castro, da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).

Oferecendo mais de 20 modelos de smartphones, Luiz Rosa, gerente da loja da TIM no CenterVale Shopping, em São José, também aposta nos aparelhos como o principal presente para o final de ano. “Cerca de 95% dos clientes já querem comprar um smartphone. Essa é a tendência do mercado”, disse.

Em nota, a operadora TIM disse que a redução do preço irá beneficiar “operadoras, fabricantes e consumidores com a popularização do produto” e que trabalha para “ampliar o acesso à internet móvel no Brasil e aumentar a penetração de aparelhos com acesso à web”. Em Taubaté, César Medina, gerente da loja InfoCel, na região central, disse que vai preparar promoções exclusivas para a oferta de smartphones aos consumidores. “Vai ter mais desconto até o Natal.”

O Vale

Semi-Novos estão com preços mais baixo na cidade

Boa notícia para o consumidor: o preço do carro seminovo caiu em média 10% na região. Os descontos podem chegar a R$ 3.000, de acordo com ano e modelo. A redução de preços foi a alternativa dos lojistas para evitar queda em vendas após os modelos zero quilômetro ‘baratearem’ com o corte em parte da alíquota do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados).

Para manter a competitividade do seminovo frente ao zero, os comerciantes foram obrigados a baixar também os preços dos usados. Para o proprietário da Santa Terezinha Veículos, em Taubaté, Francisco Gonçalves Carvalho, a redução do IPI facilitou na compra do carro 0km, mas atrapalhou as vendas de seminovos. “Desde o anúncio da redução do IPI, as nossas vendas caíram cerca de 40<MD>%. Todo mundo tem o sonho de comprar um carro 0km”, disse

Em São José dos Campos, o gerente da Colinas Veículos, Renato Sousa, disse que baixou o preço do seminovo para evitar a queda nas vendas. “Não sentimos que as vendas caíram, mas os carros 0km estão vendendo mais”, disse Sousa. O decreto que reduziu o IPI foi assinado em maio e vale até o dia 31 deste mês.

Os descontos nos seminovos variam de acordo com o modelo, mas os que mais tiveram queda foram os populares. Um Gol 1.0 quatro portas 2011, que era vendido em abril por R$ 26,1 mil, hoje sai por R$ 23,5 mil. Já o Palio 1.0 Economy 4 portas 2011, que era vendido a R$ 25,3 mil, hoje está R$ 22,3 mil. Além de baixar os preços, as concessionárias têm oferecido outros atrativos ao cliente como tanque cheio, taxas de licenciamento e IPVA, além parcelar a entrada.

“É preciso dar atrativos para as pessoas. Mostrar que tem vantagem em comprar um carro usado”, disse o vendedor da Tony Veículos de São José, João Tonhá. O cozinheiro Emerson Bernardes, 32 anos, está há seis meses pesquisando para comprar um carro. Ainda não decidiu qual será. “Estou em dúvida, mas estou querendo comprar um usado, o preço está melhor”, disse.

O aposentado José Lucas da Silva, 70 anos, percebeu a queda nos preços e comprou na semana passada um seminovo. Para ele, não compensava comprar um 0km. “O preço final dos carros novos é diferente daquele que a propaganda mostra. As concessionárias incluem muitas taxas”, disse Silva.

Com o fim da redução do IPI, donos de lojas de seminovos esperam uma melhora nas vendas, além de aumento nos preços. “Estou otimista. Com o fim da redução do IPI, espero que pelo menos as vendas normalizem. Eu tive uma queda de 70% nas vendas”, afirmou o proprietário da Benecar de Taubaté, Carlos Eduardo Inácio.

O Vale

Produtos de limpeza tem indice de alta no preço

Deixar a casa limpa e manter a higiene pessoal não tem sido tarefa fácil para os moradores da região. Não que as donas de casa estejam encontrando dificuldades para fazer o serviço, mas a inflação dos produtos de limpeza e higiene tem pesado no bolso dos consumidores.

Em um ano, a alta do setor de higiene pessoal chega a 15% e a de limpeza doméstica a 5,77%, ambos acima dos 4,9% de elevação do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) no mesmo período. Somente em 2012, a alta dos produtos de higiene pessoal chega a 9,41%, com destaque para a inflação do barbeador, que subiu 30% entre maio de 2011 e o mesmo mês deste ano, e do absorvente, que ficou 11,52% mais caro.

A dona de casa Gelcy Shinzato, 65 anos, de São José dos Campos, percebeu a alta dos produtos. “Está tudo mais caro. Xampu, sabonete e até a pasta de dente, que era algo tão barato que você nem sabia o preço. Agora, a cada fórmula nova, o preço vai lá para cima, chega a R$ 8, R$ 9”, disse Gelcy.

No caso dos produtos de limpeza, os itens que mais tiveram inflação foram o sabão em pó (9,38%), sabão em pedra (9,07%) e desinfetante (7,47%). A dica do Nupes (Núcleo de Pesquisas Econômico-sociais) da Universidade de Taubaté, responsável pelo levantamento, é para que o consumidor pesquise o preço dos produtos em locais diferentes e troque as marcas mais caras por outras mais baratas.

O problema é que, para muitas donas de casa, a marca usada em determinados produtos é de confiança, o que dificulta novas experiências. “Não tem como deixar de comprar certos produtos. São coisas básicas. A estratégia é aproveitar quando essa marca está em oferta e comprar em maior quantidade”, disse a psicopedagoga Veronica Lessa, de 35 anos.

Presente no supermercado pelo menos uma vez por semana para repor os produtos de limpeza e higiene em falta, ela reparou no reajuste. “Desde o início do ano a compra está mais cara. Reparei principalmente a alta do amaciante e do sabão em pó”, disse Veronica.

Para o economista do Nupes, Edson Trajano, a inflação desses produtos está relacionada ao aumento do consumo em 2011, o que refletiu na falta de mercadoria. “No caso do barbeador, o preço do aço aumentou em 21,20% em 2011 e pode ter contribuído”.

O Vale

Cidade tem redução de preços em Imóveis

Aqueles que não puderam visitar o Feirão da Casa Própria promovido no último final de semana pela Caixa Econômica Federal em São José dos Campos ainda podem aproveitar as taxas reduzidas de financiamento. As condições especiais continuam valendo por tempo indeterminado.

As ofertas restantes dos 10 mil imóveis oferecidos em São José, Jacareí e Caçapava oferecidos na feira podem ser conferidas nas agências da Caixa e nas imobiliárias presentes ao feirão. Nos três dias de evento, 10.069 pessoas passaram pela feira, que gerou R$ 191,6 milhões em negócios, aumento de 22% em relação a 2011 e acima da expectativa de R$ 170 milhões.

Para o superintendente da Caixa no Vale do Paraíba, Julio Cesar Volpp Sierra, uma conjuntura de fatores contribuiu para o maior número de negócios fechados. “O mercado se reacendeu com a redução das taxas de financiamento anunciadas antes do feirão. Além disso, tivemos uma oferta maior de imóveis, também em função da RMVale (Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte), que subiu o teto do Minha Casa Minha Vida”, disse Sierra.

O programa do governo federal para moradia foi responsável por 70% das vendas do feirão. “A grande massa de pessoas procura aquele imóvel padrão, com dois quartos, sendo uma suíte e garagem, entre R$ 105 mil e R$ 130 mil”, disse o superintendente.

De janeiro a abril, a Caixa financiou na região R$ 500 milhões em crédito imobiliário correspondente a 6.000 imóveis quase metade da meta de R$ 1,3 bilhão para o ano. “Se nada mudar no cenário nacional, podemos alcançar essa meta em agosto, setembro”, disse Sierra. No ano passado, o total financiamento pela Caixa foi de R$ 1,1 bilhão.

O Vale

Em São José o preço do Bacalhau tem grande variação

Prato salgado por natureza, o bacalhau pode ficar ainda mais picante na mesa do consumidor por causa do preço, que varia até 190% na região. Levantamento do Nupes (Núcleo de Pesquisas Econômico-Sociais), da Unitau (Universidade de Taubaté), mostra que o quilo do peixe pode ser encontrado nos supermercados do Vale do Paraíba entre R$ 18,90 e R$ 56,25.

Na comparação com a Semana Santa de 2011, o quilo do bacalhau aumentou neste ano 3,16%, em média, saltando de R$ 28,47 para R$ 29,37. Para o economista Luiz Carlos Laureano, pesquisador do Nupes, o segredo para a receita do bacalhau não desandar é pesquisar preço e qualidade.

“Não adianta procurar só preço também, porque se trata de um alimento consumido quase apenas uma vez por ano e que exige qualidade”, disse. Resumindo: o barato pode sair caro. Levar qualquer peixe para casa, sem se preocupar com a procedência, é pedir para salgar o almoço da Sexta-Feira Santa.

A chefe da Divisão de Vigilância Sanitária da Secretaria de Saúde de São José, Juliana Martins, explica que os peixes exigem cuidados na hora da compra e do armazenamento. O bacalhau, por exemplo, não pode ser oferecido abertamente nos estabelecimentos e sem refrigeração, com a manipulação liberada para qualquer pessoa.

“Funcionários devidamente treinados devem manipular o alimento”, disse Juliana. Para escolher bem o bacalhau, o peixe não deve conter manchas vermelhas, que significam que está contaminado por bactérias resistentes ao sal. Pintas pretas no dorso indicam deterioração ou bolor e manchas de cor marrom acinzentado ou com fina camada de pó indicam contaminação por fungos e armazenamento inadequado.

Em São José, mesmo podendo custar até R$ 65 o quilo do bacalhau, a venda do peixe tem crescido nos supermercados, que projetam até 25% de aumento nas vendas na comparação com 2011. Gerente de desenvolvimento do Villarreal Supermercados, Hilton da Silva aposta em prateleiras especiais para oferecer o peixe nas lojas.

“Já vendemos 22% a mais de bacalhau do que em 2011 na cinco unidades da rede. É um produto muito procurado nessa época do ano”, afirmou. Domingo é dia de almoço especial com bacalhau na casa de Sonia Zanoni, 61 anos, de São José. “Se deixar, meu marido quer comer bacalhau o ano inteiro.”

A Prefeitura de São José e a Associação dos Feirantes promovem amanhã e sexta-feira a campanha do peixe. Além do Mercado Municipal, 14 pontos espalhados pela cidade terão bancas montadas para a venda do produto. A campanha será realizada das 7h às 17h, amanhã, e das 7h às 13h, na sexta. Em quatro bairros Campo dos Alemães, Cruzeiro do Sul, Colonial e Galo Branco os moradores serão atendidos nos dois dias.

Nos demais Satélite, Interlagos, Parque Industrial, Vila Industrial, Jardim Ismênia, Novo Horizonte e Santana será apenas em um dia. De acordo com a prefeitura, cada local terá uma banca oferecendo diversos tipos de pescado, principalmente as espécies de consumo popular, como sardinha, cação, corvina, tilápia e bagre. Com a ampliação da oferta, os consumidores terão mais opções na compra de peixes. A medida visa também evitar o aumento no preço da mercadoria, comum nesta época.

O Vale

Depois de período Etanol resolve subir de novo no Vale

Apesar de uma queda de até R$ 0,10 desde o final de fevereiro, o preço do litro do etanol na região já deve voltar a subir no início da próxima semana, fazendo com que a gasolina volte a ser mais vantajosa. A última safra de cana-de-açúcar, abaixo do esperado, impactou em uma menor produção de etanol, fazendo com que os usineiros repassassem o aumento aos postos de combustível.

Em alguns estabelecimentos, já há falta do produto. “Estão falando que essa falta é causada pela greve dos caminhoneiros em São Paulo, mas a verdade é que as usinas não têm mais álcool”, afirmou a gerente do posto Chiquinha de Mattos, em Taubaté, Marília Faria.

Ela conta que os distribuidores aumentaram nesta semana o preço do litro do etanol em R$ 0,10, valor que ainda não foi repassado aos consumidores pelo estoque dos postos. “Na semana que vem, o álcool deve voltar a subir para perto dos R$ 2”, disse. Em São José, o gerente de um posto da Shell na região central, Edival Batista, afirmou também estar tendo dificuldades no recebimento do combustível.

“Ontem (anteontem), não veio nada. Hoje (ontem), mandaram metade da encomenda”, disse Batista. Em meio à variação dos preços, resta ao consumidor pesquisar o valor dos combustíveis. Em alguns postos, ainda é possível encontrar o percentual entre gasolina e etanol abaixo dos 70%, fazendo com que o álcool seja mais vantajoso.

A advogada Helen Pires, 40 anos, de São José, migrou para o etanol com a queda das últimas semanas. “Coloco o que compensar mais. Faz quatro semanas que estou abastecendo com etanol.” Já a professora de inglês Clarissa Ludwig, 25 anos, não pensa em voltar a abastecer com álcool tão cedo.

“Há uns seis meses só coloco gasolina. O etanol está caro, ainda mais sendo um produto feito no Brasil. No exterior, as pessoas pagam menos pelo combustível”, disse. Wilson José da Costa, gerente do posto Chaparral, na zona oeste de São José, afirmou que os postos estão com estoque de etanol pela redução na venda do produto, registrada há pelo menos seis meses.

O diretor regional do Sincopetro (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo), Dirceu Augusto, disse não ter certeza do aumento do etanol já na próxima semana. Ele lembra que o reajuste foi anunciado pela própria Shell, que controla a distribuição de combustível no país, ao lado da BR.

“Estão falando que o álcool anidro (usado na composição da gasolina) vai subir bastante. Se subir, vai impactar também no valor da gasolina. Essa semana está quieta, mas a expectativa é de reajustes”, afirmou Augusto. De acordo com a Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar), a seca que atingiu as regiões produtoras de cana-no ano passado adiou a colheita do produto prevista para este mês para a segunda quinzena de abril.

O Vale

Depois de três meses com o preço em alta, preço da carne cai

Apesar da queda de quase 10% no último mês, o preço da carne vermelha ainda acumula alta de 20% nos últimos quatro meses no Vale. A expectativa é que o valor do produto caia nos próximos meses e chegue perto do patamar de setembro, antes da alta vertiginosa tradicional do final do ano.

“Nesta época, o abate aumenta e o consumo não é tão alto como o do final do ano. Se nada de anormal acontecer, o preço da carne deve voltar ao que era antes de outubro”, disse o economista do Nupes (Núcleo de Pesquisas Econômico-sociais) da Universidade de Taubaté, Luiz Carlos Laureano.

Em janeiro, o valor do contrafilé caiu 9,77% e o do acém, 9,25%. Já a alcatra registrou redução de 7,65%, segundo dados da pesquisa mensal da cesta básica, divulgada ontem pelo Nupes. O gerente do açougue Medalhão, no centro de São José, Clayton da Silva, 32 anos, conta que a maior queda foi apresentada pelos produtos de maior consumo no final do ano, as chamadas ‘carnes de festa’.

“Picanha, alcatra e contrafilé caíram de 10% a 15% em janeiro. Já nas outras carnes, essa queda não foi tão grande”, afirmou Silva. A dona de casa Sandra Bustamante, 58 anos, disse ter notado a queda do preço depois das festas. “Caiu sim, principalmente o contrafilé. É bom pois aproveito para comprar mais”, disse. Já a também dona de casa Marilene Tavares Rocha, 55 anos, acredita que a queda não deva passar da de janeiro.

“O preço nunca volta ao que era antes. Tem sempre a inflação que é usada como desculpa para que o valor fique lá em cima”, afirmou Marilene. O balanço da cesta básica na região mostrou que o custo de produtos tradicionais na mesa do brasileiro obtiveram alta em janeiro. É o caso do feijão carioquinha, tomate, batata e cenoura.

O feijão, aliás, deve continuar com o preço ‘salgado’ até abril, início da colheita da segunda safra do produto a primeira segue sendo prejudicada devido à seca na região Sul e o excesso de chuvas em Minas Gerais e São Paulo.
O tomate também sofre com o excesso de chuvas no Sudeste, que eleva a quantidade de bactérias nas lavouras e causa perda de produtividade, aponta análise do Nupes.

No geral, o valor da cesta básica praticamente se manteve estável no último mês em relação a dezembro de 2011, com alta de 0,17% quinta valorização positiva seguida, alcançando o valor médio de R$ 956,70. Em janeiro de 2011, a valorização em relação a dezembro de 2010 havia sido de 0,97%, maior alta dos primeiros seis meses do ano. Campos do Jordão segue como detentora da cesta mais barata entre as cidades pesquisadas pelo Nupes R$ 945,13.

A mais cara é a de Taubaté, com valor de R$ 969,77. A diferença da variação entre as cidades diminuiu de 2,66% no mês de dezembro de 2011 para 2,61% em janeiro passado. Comparando a quarta semana de dezembro de 2011 com a quarta semana de janeiro de 2012, dos 32 produtos de alimentação pesquisados pelo Nupes, 19 sofreram aumento de preços e 13 tiveram redução no valor.

Dos cinco produtos de higiene pessoal, três tiveram aumento de preço e dois redução. No setor de limpeza, três3 produtos tiveram aumento e quatro redução.

Queda no preço da carne
Contrafilé: -10,61
Alcatra: -8,37%

O Vale

Variação no preço de material escolar é grande na cidade

O Procon de São José dos Campos realizou na primeira quinzena de janeiro a pesquisa de preços de material escolar. Foram pesquisados 17 produtos em 15 papelarias em todas as regiões da cidade.

A maior diferença, de 9.500%, foi registrada na borracha branca de látex 31x21x7mm. O produto foi encontrado por R$ 4,80 e R$ 0,05. A segunda maior diferença, de 4.614,3%, foi na tesoura sem ponta com cabo de plástico, vendida por R$ 9,90 e R$ 0,21.

Já a menor diferença de preço, de 65,83%, foi registrada no cento do papel sulfite de 0,75 gramas. O maior preço encontrado foi R$ 3,30 e o menor, R$ 1,99. A segunda menor diferença de valor foi constatada no caderno brochura ¼ para flexível com 96 folhas. O preço variou de R$ 2,40 a R$ 0,79, uma diferença de 203,80%.

Entre os 17 produtos pesquisados quatro tiveram diferença de valor entre 50% e 500% e 13 tiveram diferença de preço acima de 500%.

Recomendações

Além de pesquisar preços, o Procon recomenda que o consumidor busque outras formas de economia, como aproveitar materiais utilizados no ano anterior que ainda estejam em boas condições e de acordo com o projeto pedagógico da instituição de ensino na qual o aluno estuda.

Promova e participe da troca de livros didáticos entre alunos que cursam séries diferentes. Solicite sempre a nota fiscal na compra, pois ela é um documento importante caso os produtos – mesmo os importados – apresentem algum problema. Fique atento aos prazos para reclamar: 30 dias para produtos não duráveis e 90 dias para os duráveis.

Para mais informações ligue para o telefone 151 ou vá até o Procon, de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 17h15, na Rua Vilaça, 681, Centro.

Prefeitura Municipal

Inflação em alta deixa etanol mais caro este mês

O etanol fechou o ano com a maior média de preço para o mês de dezembro na região desde 2001, quando a ANP (Agência Nacional do Petróleo) passou a pesquisar os valores por cidade. A má notícia é que o combustível ainda pode subir neste mês, já que é período de entressafra. A média mais cara entre as maiores cidades da região foi a de São José, onde o valor do etanol estava em R$ 1,95 no fim de dezembro, contra R$ 1,62 de 2010.

Em Taubaté, o combustível saltou de R$ 1,68 para R$ 1,92 na mesma comparação. Por outro lado, o preço da gasolina subiu 18 centavos no período. Com a variação, o etanol deixou de ser mais vantajoso em diversos postos.

“O etanol está muito caro, faz cinco meses que só coloco gasolina. Produzimos o combustível no nosso país e o preço é um absurdo. Deveríamos todos parar de colocar etanol”, disse a administradora Caroline Pinheiro, 28 anos, de São José.

A mesma tática tem sido usada pelo representante comercial Vagner Luís Cezar, 29 anos, que deixou de colocar etanol há um ano. “O preço está bem longe do ideal.” Por estar em período de entressafra da cana-de-açúcar, um novo aumento pode chegar às bombas em breve. “O preço deu uma estabilizada mas, no final do mês, deveremos ter novo aumento”, disse o gerente do posto Chaparral, na zona oeste de São José, Wilson José Costa.

Em Taubaté, o funcionário do posto Independência, Ivo Damião informou que o último reajuste do etanol foi repassado na semana que antecedeu o Natal. “A gente nunca sabe o que o produtor vai fazer e que preço vai chegar até a gente.”

Segundo o Sincopetro (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo), o valor deve cair só em abril. “Não há menor possibilidade de baixar o preço nesse momento. Acredito que devemos ficar nesse patamar por um tempo. Dependendo da safra, poderemos ter uma queda em abril”, disse o diretor regional da entidade, Dirceu Augusto.

Etanol Segundo o frentista João Paulo Moura, 28 anos, dois em cada 10 clientes abastecem com etanol, a maioria, de carros de empresa. É o caso de Vitorio Santos, 65, que trabalha em uma empresa de pintura de automóveis. “Usamos o carro para serviços dentro da cidade. No final das contas, o carro acaba produzindo mais como etanol mesmo”, afirmou o pintor.

Já o estagiário Marcos Camerano, 20 anos, utiliza o combustível para melhorar o desempenho de seu carro. “Como ele é 1.0, ganho mais potência com etanol.”

ENTENDA

Etanol em São José
Dez 2011: R$ 1,95
Dez 2010: R$ 1,62
Dez 2009: R$ 1,57

Gasolina em São José
Dez 2011: R$2,60
Dez 2010: R$2,42
Dez 2009: R$ 2,39

Fonte: ANP, preços médios verificados nos postos

O Vale