Sítio Arqueológico é descoberto na Rodovia dos Tamoios

Durante as obras de duplicação do trecho de planalto da SP-99 (rodovia dos Tamoios), arqueólogos contratados pela Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A) descobriram um sítio arqueológico no bairro Colinas, em Paraibuna. Trata-se de uma área de cerca de 5.000 metros quadrados, na altura do km 28 da Tamoios, à beira da represa de Paraibuna, que abrigou uma aldeia de índios aratu.

A população indígena era rara na região, dominada pelos tupis-guaranis, e teria migrado da região central do Brasil. O arqueólogo Wagner Gomes Bornal, da Origem Arqueologia, disse que o sítio tem origem há “milhares de anos”,  muito antes da chegada dos portugueses ao país.

A datação definitiva depende da análise de resíduos de carvão retirados do subsolo em escavações, o que ainda não foi feito. Porém, segundo Bornal, pedaços de cerâmica e de urnas funerárias encontrados no sítio, e que estão em análise em laboratórios, podem até determinar que a aldeia seja pré-histórica.

“Os índios viviam da pesca, navegavam no rio Paraíba e faziam peças rústicas de cerâmica. Há indícios de uma grande população vivendo aqui há milhares de anos.” Descoberto há oito meses, o sítio arqueológico só foi divulgado ontem por questões de segurança do local, que está cercado. “Ele passa a ser patrimônio da União.

Vamos apoiar o projeto de transformar o lugar em um sítio-escola, para estudantes da região aprenderem sobre arqueologia”, disse Marcelo Arregui, gerente ambiental da Dersa. Ontem, estudantes de Paraibuna da ONG Instituto Fauser visitaram a descoberta.

O Vale

Publicado em: 09/05/2013

Com obras paralisadas do Teatro prossegue sem soluções

Há cinco anos paradas, as obras do novo Teatro Municipal de São José continuam sem data para recomeçar.
Com os alicerces construídos de forma invertida, o caso foi parar na Justiça e atualmente o processo encontra-se na fase de produção de um laudo pericial. O objetivo é apurar um possível prejuízo aos cofres públicos e, consequentemente, os responsáveis pelas irregularidades. O novo teatro, que deve ser instalado em Santana, na zona norte, começou a ser erguido em 2007 com a frente virada para a Avenida Olivo Gomes, quando a mesma deveria ficar voltada para o Parque da Cidade.

O erro foi descoberto dois anos depois, já com as obras paralisadas. Na época, a bancada do PT na Câmara acionou a Justiça, pedindo a condenação do então prefeito Eduardo Cury (PSDB) e o ressarcimento aos cofres públicos dos valores gastos até aquele momento a Teto recebeu R$ 685,4 mil. Cinco anos depois da paralisação das obras, completados anteontem, as fundações invertidas continuam expostas ao sol e à chuva do dia a dia.

Agora, com o agravante de que no local há mato alto por todo lado, denunciando um estado de abandono. O VALE não teve acesso ao processo que corre na 2ª Vara da Fazenda Pública, já que os autos foram remetidos no último dia 23 de abril ao perito que realizará o laudo. Após o parecer técnico, o juiz Luiz Guilherme Cursino de Moura Santos deverá anunciar sua sentença, mas ainda não há previsão de data.

Agora no comando da prefeitura, o PT sustenta que aguarda a decisão judicial para definir o destino da obra, mas não coloca a construção do novo Teatro Municipal entre as prioridades do governo Carlinhos Almeida. “Primeiro, temos que aguardar a decisão judicial. Segundo, a nossa prioridade é concluir obras em andamento. Esta obra do novo teatro está paralisada na sua fundação. Nós vamos avaliá-la num segundo momento. Tenho feito o seguinte: se temos duas obras e uma está começando e outra está na metade, vamos priorizar a que está na metade”, disse Carlinhos a O VALE no dia 10 de abril, durante balanço de 100 dias de gestão. A posição foi reafirmada pela Secretaria de Obras.

“Um representante da Secretaria de Assuntos Jurídicos tem acompanhado a ação judicial, que ainda não tem sentença. A Secretaria de Obras, em parceria com a Fundação Cassiano Ricardo, vem estudando a construção e a viabilidade econômica do projeto original para avaliar o melhor destino para a obra”, disse a secretaria, por meio de nota. Líder do PT na Câmara e uma das autoras da ação judicial, Angela Guadagnin foi direta. “Com a falta de dinheiro e o orçamento como recebemos, esta obra não é a prioridade.”

Diante do impasse envolvendo a obra de construção do novo Teatro Municipal, lideranças da área cultural em São José dos Campos defendem a reabertura do Cine Teatro Benedito Alves, que está desativado há mais de 8 anos. O governo Eduardo Cury (PSDB) chegou a desenvolver um projeto para conceder o espaço à iniciativa privada, mas a administração do prefeito Carlinhos Almeida engavetou a proposta. O prefeito delegou à Fundação Cultural a missão de definir o destino do prédio, localizado na região central.

“São José precisa de um teatro do porte daquele que começou a ser construído, até porque as grandes atrações não estão vindo mais para São José. Mas diante de todo este impasse, o mais viável seria reabrir o Cine Teatro e a iniciativa privada construir um teatro de grande porte”, afirmou o produtor teatral Juca Pugliesi. “É preciso solução rápida. Neste sentido, a melhor saída será revitalizar e reabrir o Cine Teatro”, disse o ator e diretor teatral André Ravasco.

O Vale

Publicado em: 06/05/2013

Ponte da Avenida Guadalupe afunda novamente

Em obras desde o dia 10 deste mês, a ponte da avenida Guadalupe, que liga o Jardim Satélite ao Parque Industrial, região sul de São José dos Campos, cedeu ontem novamente e terá que ser refeita por completo. A parede de concreto que sustenta a ponte na cabeceira da rua Lira cedeu.

O incidente aconteceu por volta das 10h. Um caminhão e uma máquina da empreiteira que trabalhavam na recuperação do local afundaram junto com a ponte. O prefeito Carlinhos Almeida (PT) esteve no local e afirmou que terá que ser construída uma nova ponte. “Não é possível mais recuperar, vamos ter que fazer outra.”

Segundo ele, as obras anteriores feitas no local foram todas paliativas. A prefeitura não tem previsão para a construção de uma nova ponte. “Vamos ter que fazer novo projeto”, disse o secretário de Transportes de São José, Wagner Balieiro. A Sabesp interrompeu o abastecimento de água em vários bairros da região para analisar se não houve comprometimento da adutora que passa ao lado da ponte. A previsão da empresa é de normalização do abastecimento a partir das 10h.

O Vale

Publicado em: 22/04/2013

Alckmin assina contrato para construção de Contornos Viários

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) assina amanhã, a partir das 12h30 no Palácio dos Bandeirantes, contratos para as obras de construção dos contornos viários de Caraguatatuba e São Sebastião da Nova Tamoios. As obras, que serão tocadas pelas empresas Serveng/Civilsan S/A e Queiroz Galvão S/A e preveem a implementação de 37 quilômetros, serão iniciadas no mês que vem e terão custo total de R$ 1,9 bilhão este valor inclui as desapropriações de 400 imóveis e reassentamento de 700 famílias.

O lote 1 (da Martim de Sá, em Caraguá, até o entroncamento com a Tamoios) e o lote 2 (do entroncamento com a Tamoios até o bairro Jaraguá, na divisa entre Caraguá e São Sebastião) devem ser concluídos em 20 meses. Já o lote 3 (do Jaraguá até o bairro São Francisco, também em São Sebastião) e o lote 4 (do São Francisco até o Porto de São Sebastião) têm prazo de execução de 36 meses.

Atualmente, estão sendo realizadas as obras de duplicação do trecho de planalto, previstas para terminar em 16 de dezembro próximo. “A assinatura dos contratos é mais um passo importante da Nova Tamoios. Os contornos viários vão melhorar muito o trânsito em Caraguá e São Sebastião e alavancar o Porto de São Sebastião”, disse o presidente da Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A), Laurence Casagrande Lourenço.

O Vale

Publicado em: 22/04/2013

Obras da Avenida Guadalupe será liberada em 45 dias

A secretaria de Obras de São José deve liberar em 45 dias o trânsito avenida Guadalupe, no Jardim Satélite, zona sul da cidade. As obras de recuperação da ponte – que começaram ontem – estão sendo realizadas em caráter emergencial. Segundo a prefeitura, o trabalho será realizado pela empresa Copav Construtora e Pavimentadora Ltda. e está orçado em R$ 443.737,14.

A reforma da ponte, cuja estrutura da cabeceira ficou comprometida com a enchente do córrego Senhorinha no último dia 22, ocorrerá em duas etapas. A primeira delas será o estaqueamento da ponte. Na sequência, será feita a contenção do córrego. “A capacidade da ponte será aumentada, o que irá ampliar a vazão do rio e evitar novos desmoronamentos”, informou em nota oficial a secretária de Obras, Soraya de Paula Rosário.

A ponte da avenida Guadalupe ficou comprometida após a forte chuva do em 22de março. O temporal elevou o nível do córrego Senhorinha em seis metros e comprometeu parte da estrutura da cabeceira da ponte. A Sabesp realizou uma obra emergencial na rede de abastecimento para garantir que não falte água para a população da região. Já a prefeitura fez uma limpeza ao redor do córrego para a retirada de entulho.

Apenas pessoas e motos podem circular sobre a via. Automóveis devem evitar a área. Ônibus estão fazendo um novo caminho. Segundo a prefeitura, o trânsito no entorno da Guadalupe está sendo monitorado diariamente por agentes para evitar a ocorrência de congestionamentos.

Outras três pontes, além da Guadalupe, têm apresentado sinais de erosão em São José. Na Maurício Cardoso, no Jardim Oriente, um trecho da parede lateral do córrego Senhorinha desabou. A via parece não ter sido afetada. Já na Shigemasa Ota, no Jardim Terras do Sul, uma faixa de grama rente à ponte cedeu, formando um buraco de cerca de um metro de profundidade. Na Frei Galvão, um buraco foi aberto no terreno que fica ao lado da parede de sustentação do viaduto. Segundo a prefeitura, uma equipe está sendo formada para vistoriar as pontes da cidade.

A demora da Prefeitura de São José na conclusão das obras e liberação do tráfego na ponte da avenida Guadalupe atrapalha a vida de comerciantes locais, que reclamam de prejuízos. Os mais afetados são aqueles que dependem do tráfego de automóveis no local. Esse é o caso do funileiro Valter de Santana, 51 anos, proprietário de uma oficina.

Santana disse que a demanda por serviço caiu tanto que foi obrigado a dispensar funcionários. “Tive de dispensar dois funcionários. Não tinha mais serviço para eles. Como não sei quando ficará pronta a via, não pude mantê-los aqui”, afirmou Santana.

Segundo ele, aos sábados, quando o movimento de clientes era maior, a funilaria chegava a fazer até oito orçamentos. No último dia 6, nenhum carro entrou no estabelecimento. “É complicado porque tenho de pagar o fornecedor de peças e funcionários. Além disso, tenho a minha casa. Preciso pagar pensão, fazer compras e pagar as contas”, afirmou o funileiro.

Quem mora na região também reclama. “Passo por aqui todos os dias, levei um susto quando vi o estrago que a chuva fez. A prefeitura tem de agir logo, antes que novas chuvas acabem com o que restou”, afirmou a babá Katia Santos, 48 anos. Segundo ela, São José está como um “pão bolorento”. “Por fora a cidade é linda. Quem transitava por aqui não via qualquer problema com a avenida Guadalupe. No entanto, em torno dela havia diversos problemas estruturais.”

O Vale

Publicado em: 11/04/2013

Obras de melhorias na avenida da GM é entregue

A Prefeitura de São José dos Campos entrega nesta terça-feira (9) a obra da Avenida General Motors (GM), um mês antes do prazo previsto, que era 10 de maio. O trabalho havia sido abandonado pela empresa vencedora da licitação no dia 19 de dezembro do ano passado.

A obra vai beneficiar aproximadamente 17 mil veículos, estimativa média de circulação diária na via nos dois sentidos. Os trabalhos foram concluídos pela Urbanizadora Municipal (Urbam) que, além dos itens previstos no contrato original, executou serviços como drenagem, reparos de trabalhos danificados em função da paralisação das obras.

A extensão total do trecho é de 380 metros, com uma área de 6.716 metros quadrados. O valor do trabalho executado pela Urbam foi de R$ 443.228,26.

Histórico

No dia 6 de janeiro de 2013, a nova gestão da Secretaria de Transportes montou uma força tarefa para agilizar o processo previsto em edital e começou o trabalho de notificação da empresa e as negociações para o acordo de finalização do contrato.

Após o encerramento do contrato com a Potencial, a Secretaria de Transportes realizou contato com as 14 empresas envolvidas na licitação. Cada uma das empresas consultadas negou a continuidade do trabalho pelo valor previsto no contrato, indicando que havia de fato uma defasagem entre os valores do contrato e do serviço. Na sequência, foi definida a contratação da Urbanizadora Municipal (Urbam) em caráter urgente para a realização da obra. A Urbam concluiu os trabalhos um mês antes do prazo de dois meses estabelecido para a conclusão do trabalho.

Prefeitura Municipal de São José

Publicado em: 10/04/2013

Com obras na Rodovia, Tamoios tem velocidade de 60 Km/h

Pelo menos 155 mil veículos devem descer a serra pela rodovia dos Tamoios durante o feriado prolongado de Páscoa, segundo a Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A). A viagem em direção ao Litoral Norte exigirá muita paciência por parte do motorista, uma vez que a estrada continua em obras. Na ida, o maior fluxo deve acontecer na quinta-feira entre 12h e 0h e na sexta-feira, das 6h às 14h. Segundo a Dersa, os turistas deverão ter atenção redobrada no trecho de planalto, em função dos desvios e afunilamentos da pista.

As obras de duplicação entre os quilômetros 11,5 e 60,48 São José dos Campos e Paraíbuna devem deixar a viagem mais longa. A velocidade máxima no trecho será de 60 km/h, contra os 80km/h originais. Ainda que faixas auxiliares sejam mantidas nos trechos de aclive e que as detonações de rocha e interdições totais da pista estejam suspensas entre os dias 28 de março e 1º de abril, deverá acontecer um acréscimo de ao menos 12 minutos no tempo de viagem.

Motoristas que quiserem fugir das obras podem optar por rotas alternativas, ainda que mais longas, como as rodovias Mogi-Bertioga (SP-098), Oswaldo Cruz (SP-124) e até mesmo a rodovia Rio-Santos (SP-055). “Acredito que o tempo nublado e as dificuldades em chegar ao Litoral Norte pela Tamoios podem diminuir o movimento de turistas neste feriado, até porque, nesta época do ano, já começamos a concorrer com os destinos montanhosos, mais característicos do frio”, afirmou José Carlos de Souza, presidente do Sinhores (Sindicato dos Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares), do Litoral Norte e região.

Ainda não há dados sobre a ocupação de pousadas e hoteis na cidades litorâneas.  O final de semana promete ser nublado em toda a região, segundo o Cptec/Inpe (Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos). “A temperatura tende a cair ainda mais, mas não há previsão para chuvas fortes, exceto para o litoral, onde poderá ocorrer pancadas isoladas”, afirmou o meteorologista Gustavo Escobar. Nas cidades do Litoral Norte, as temperaturas variam entre 19ºC e 27ºC. Em São José dos Campos, a mínima será de 17ºC e a máxima, de 25ºC. Em Taubaté, a máxima chega a 27ºC.

O Vale

Publicado em: 27/03/2013

Governador realiza visitas nas obras da Tamoios

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) anunciou ontem que pretende iniciar em novembro as obras de duplicação do trecho de serra da Rodovia dos Tamoios. O cronograma, no entanto, depende de aval do Consema (Conselho Estadual do Meio Ambiente), que ainda não liberou a licença ambiental para o serviço. Alckmin disse ontem que espera que a licença seja concedida na próxima reunião do Consema, programada para a próxima terça-feira.

“Esta questão está bem adiantada e nossa expectativa é de que nesta próxima reunião do Consema a licença ambiental já seja liberada. Confirmando essa expectativa, acredito que poderemos começar a obra em novembro”, afirmou o governador, durante visita ontem às obras de duplicação do trecho de planalto. Segundo ele, o cronograma traçado pelo Estado prevê obtenção da licença prévia em abril, assinatura do decreto da PPP (Parceria Público-Privada) e realização da consulta pública em maio, lançamento do edital em junho e assinatura do contrato em outubro.

Na serra serão duplicados 22 quilômetros, sendo que 12 serão em túneis e 2,5 em viadutos. O custo estimado é de R$ 2,4 bilhões (já com as desapropriações). “Nosso objetivo é ainda este ano, possivelmente em novembro, ter obras no planalto, na serra e nos contornos viários. Estamos trabalhando em ritmo forte para que toda a Nova Tamoios esteja concluída em 2017.”

A ambientalista Sueleide Prado, da ONG (Organização Não-Governamental) Vale Verde, de São José, demonstrou preocupação com o impacto ambiental da duplicação no trecho de serra. “O impacto ambiental na serra é muito grande, já que há muita vida animal e vegetal neste trecho da Tamoios. No planalto, em que a duplicação é menos complexa, já está havendo vários acidentes e problemas para remoção dos animais. Vamos acompanhar de perto o trabalho na serra.”

O deputado estadual Marco Aurélio de Souza (PT), de Jacareí, disse que a bancada de oposição na Assembleia Legislativa vai intensificar a fiscalização dos cronogramas e da qualidade das obras. “Temos visto um esforço do governo do Estado para acelerar as obras, até para recuperar o atraso, já que a duplicação da Tamoios foi prometida em 2002 e já deveria ter sido concluída há pelo menos cinco anos”,afirmou o parlamentar.

Ontem, o governador Geraldo Alckmin esteve nas obras de duplicação do planalto, em Paraibuna, quando instalou a primeira viga que dará suporte às novas pontes. No total, serão 270 vigas para 23 ‘obras de arte’, entre pontes, viadutos e passagens. Durante a visita, o governador anunciou que serão instalados um polo industrial e um centro de agronegócios às margens da Tamoios no trecho de Paraibuna, além da construção de uma ciclovia com 6 quilômetros de extensão.

O Vale

Publicado em: 22/03/2013

Obras da Tamoios enfrenta novas etapas para conclusão

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) lança hoje a primeira viga de concreto da nova ponte que está sendo construída no km 51,75 da Rodovia dos Tamoios. O ato simbólico, programado para as 10h30, contará ainda com as presenças do secretário de Estado de Logística e Transportes, Saulo de Castro Abreu Filho, e do presidente da Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A), Laurence Casagrande Lourenço.

A partir das 14h, o governador estará em São Sebastião para conferir os estragos causados pelas enchentes dos últimos dias, que já atingiram pelo menos 2.355 pessoas (leia mais no caderno Brasil &). Com 40 metros de comprimento, a viga de concreto que será lançada hoje faz parte da estrutura da obra de arte especial que terá 204 metros de extensão e duas faixas de rolamento.

A nova ponte sobrepõe um dos braços do Reservatório de Paraibuna. Quando concluída, será utilizada pelos veículos que trafegam no sentido São José dos Campos, enquanto a ponte já existente será mantida para o tráfego no sentido Caraguatatuba. As obras de duplicação do trecho de planalto da Rodovia dos Tamoios começaram em maio do ano passado.

Elas abrangem 48,98 quilômetros de pista, ao custo de R$ 880 milhões (incluindo as desapropriações). O governo do Estado marcou para o dia 16 de dezembro a entrega do serviço. Neste mês, as obras no trecho de planalto foram aceleradas, com o número de funcionários aumentando de 1.500 para 2.200. Segundo o Estado, dos 48,98 quilômetros de extensão do trecho, 39,8 quilômetros passam atualmente por terraplenagem e 5 quilômetros já foram pavimentados.

“O lançamento da viga é um processo importante da Nova Tamoios e deixará as obras mais visíveis para os usuários da rodovia”, afirmou o presidente da Dersa. As obras no trecho de planalto da Tamoios começaram em maio de 2012 para duplicação de 48,98 quilômetros com custo de R$ 880milhões (já comas desapropriações). O Estado marcou a entrega do serviço para 16dedezembropróximo. Segundo o Estado, a partir de maio já estarão liberados para os usuários os primeiros quilômetros duplicados.

A construção dos contornos viários de Caraguatatuba e São Sebastião será dividida em quatro lotes que somam 36,9 quilômetros de extensão e terão custo de R$ 1,8 bilhão (já com as desapropriações). A previsão é de que as obras comecem até o mês que vem. Segundo o governo do Estado, as novas pistas serão construídas já com espaço para futuras duplicações.

A duplicação do trecho de serra depende do licenciamento ambiental, que deve ser aprovado pelo Conselho Estadual de Meio Ambiente até maio. São22 quilômetros de extensão com custo estimado de R$2,4 bilhões (já com as desapropriações).A expectativa é de que as obras comecem até o fim deste ano, com prazo de 48 meses para serem concluídas.

O Vale

Publicado em: 21/03/2013

Governador visita obras e decide acelerar obras da Tamoios

O governo do Estado vai liberar a partir de maio os primeiros trechos duplicados da Rodovia dos Tamoios. O término da obra, que compreende um trecho de 49 quilômetros na área de planalto, está previsto para o dia 16 de dezembro.

Segundo o presidente da Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A), Laurence Casagrande Lourenço, a partir de maio as obras ficarão mais visíveis para os usuários. “Em maio, os motoristas já andarão nos quatro primeiros quilômetros duplicados e a liberação dos demais será feita progressivamente. Enquanto isso, vamos construindo a nova pista e recuperando a antiga”, afirmou Lourenço.

Segundo ele, os acessos à Nova Tamoios também serão melhorados, garantindo mais segurança aos motoristas e pedestres. “Não haverá mais cruzamento de nível e ninguém mais terá que se arriscar atravessando a pista. As passagens serão por baixo da rodovia, com os túneis, ou por cima, com as passarelas.”

Segundo Lourenço, neste mês a duplicação do trecho de serra entrou em um ritmo mais acelerado. “Com o avanço das desapropriações, em dezembro já estavam liberados 95% da área de obra. Agora em março, adotamos medidas como redução da velocidade de 80 km/h para 60 km/h e aumento de 1.500 para 2.200 funcionários, para que possamos cumprir nosso objetivo de entregar a duplicação do planalto em 16 de dezembro”, disse.

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) fará nova visita às obras na quinta-feira, quando vai anunciar melhorias. “Em abril já devemos assinar os contratos para construção dos contornos viários de Caraguatatuba e São Sebastião e continuaremos trabalhando na licença ambiental para a duplicação na serra”, disse Alckmin.

O Vale

Publicado em: 18/03/2013