Mudanças no Transporte Público tem melhorias na cidade

Valdemir Alves utiliza todos os dias o sistema de transporte público de São José dos Campos. Há cinco anos a rotina é a mesma. Ir para o ponto de ônibus às 6h15, descer na rodoviária meia hora depois e pegar outra condução até chegar ao trabalho. Na última semana, no entanto, o vendedor de 40 anos passou a economizar no tempo de viagem e no preço da passagem. Implantado pela Prefeitura desde o dia 27 de julho, o sistema de bilhete único, que permite a utilização de até quatro ônibus pagando apenas o valor de uma tarifa, vai poupar cerca de R$ 150 por mês à família de Alves. Para sair do Altos da Vila Paiva, zona norte, e chegar até o Satélite, na região sul da cidade, ele desembolsava pouco mais de R$ 300 do salário mensal.

“Não tenho nenhuma ajuda de custo no meu emprego, por isso, já calculei quanto vou conseguir poupar com esse sistema. É importante ter o controle dos gastos, ainda mais por não ter uma renda fixa”, explicou o vendedor antes de embarcar no ônibus e seguir para o trabalho. “Agora, dá para chegar mais cedo. O ônibus entra no corredor aqui na Avenida São José e vai embora”, disse. As faixas exclusivas para o transporte público, que também começaram a funcionar na última semana, são apontadas pela doméstica Maria José Pereira dos Santos, de 35 anos, como uma das principais melhorias realizadas no setor. Deixar o Parque Novo Horizonte, bairro onde mora na zona leste, e ir até o Esplanada do Sol, região oeste do município, leva até 20 minutos a menos, segundo ela.

“Pode parecer pouco, mas para quem depende de ônibus todos os dias, esse tempo faz muita diferença. Principalmente depois de um dia inteiro de trabalho”, garantiu. O bilhete único é outro beneficio ressaltado por ela. “Eu gostei muito e meu patrão também, agora ele gasta menos com a minha passagem”, brincou. Com menos tempo dentro do ônibus e com um período de duas horas para usar o bilhete único, Maria José aproveita para resolver assuntos particulares no centro e, até mesmo, fazer compras antes de voltar para casa. “Dá para passar na padaria, na lotérica, comer um lanche. É uma facilidade que temos.”

Laildes Barbosa de Souza, 25 anos, mora na zona leste e trabalha no centro da cidade. Para ela, a lotação dos ônibus nos horários de maior movimento é um dos principais incômodos no sistema de transporte público. O problema, segundo avaliou, foi minimizado com a volta dos ônibus articulados em algumas linhas do município. “Eles são confortáveis, cabem mais pessoas”.

Trânsito muda na cidade com o novos corredores de ônibus

A 12 dias de implantar mudanças que irão mexer com a vida de quem anda de ônibus e carro na região central de São José dos Campos, a Secretaria de Transportes começou a fazer ontem um trabalho de orientação para tentar esclarecer as dúvidas de usuários de ônibus e motoristas sobre as mudanças. No próximo dia 27, entra em operação a primeira fase do projeto de corredores de ônibus, com a entrega de 8,6 quilômetros de vias com novas sinalizações.

Os corredores serão implantados nas avenidas São José, Madre Tereza, Adhemar de Barros, José Longo, João Guilhermino, São João e nas ruas Luiz Jacinto, Antonio Saes, Francisco Rafael, Siqueira Campos, Francisco Paes e Paraibuna. As vias foram divididas em faixas exclusivas onde só ônibus e vans do transporte alternativo podem trafegar; faixas preferenciais carros podem trafegar pelo local, dando preferência aos ônibus e faixas que serão divididas por carros, motos e também os táxis. Segundo a prefeitura, os motoristas terão um tempo de adaptação. Depois, começa a segunda fase do projeto que é a da fiscalização, com aplicação de multas.

Para usuários de ônibus, a mudança é tida como positiva porque os veículos poderão andar com mais velocidade. “A gente vai poder ir mais rápido para casa” disse a auxiliar de limpeza Auremi Augusta. “A mudança pode levar mais pessoas a andar de ônibus, tirando muitos carros das ruas”, afirmou ontem o frentista Leandro Pereira. Já os motoristas não estão convencidos e acham que serão prejudicados, porque terão menos faixas para circular e menos pontos de estacionamento. “Essas ilhas que a prefeitura fez na avenida São José só prejudicaram o trânsito. Os carros ficaram apertados e corremos o risco de bater”, reclamou Alexandre Leite. “Na avenida José Longo, ficou pior. A gente não vai ter onde parar para descarregar”, disse o entregador de água, Adiel Serafim.

Os agentes de educação para o trânsito informaram aos usuários que os pontos da rua Coronel Moraes (subida do Paço) e rua Major Antonio Domingues serão desativados a partir do dia 21 de julho. Os pontos serão realocados em vias próximas. A Associação Comercial e Industrial de São José dos Campos vai reunir na próxima quinta-feira, comerciantes da região central para esclarecerem as dúvidas com os técnicos da Secretaria de Transportes, com relação aos novos corredores de ônibus.

A reunião será a partir das 8h30 na sede da entidade. A principal reclamação dos comerciantes é em razão da perda de vagas para os clientes estacionarem e para carga e descarga de mercadorias. Entre os pontos críticos das mudanças, estão os da a rua Paraibuna e avenida Adhemar de Barros, que vão perder vagas de estacionamento. Na Paraibuna, 16 vagas de deixarão de existir. A prefeitura afirma que vai implantar o sistema Zona Azul no entorno dessas duas vias e que vai liberar o estacionamento para carga e descarga. A rua Inconfidência, paralela à Paraibuna, terá mão dupla.

O especialista em transporte, engenheiro Sérgio Ejzenberg, afirma que a implantação de faixas exclusivas de ônibus melhora a fluidez do trânsito e pode levar mais pessoas para o transporte público. Ele diz que para otimização do sistema, quando não for horário de pico, as faixas de ônibus podem ser compartilhadas entre ônibus e táxis. A Secretaria de Transportes vai intensificar o trabalho de orientação aos motoristas e pedestres a partir do dia 27, com a implantação dos corredores de ônibus. Na avenida São José, a secretaria vai desenvolver um trabalho com pedestres para que eles apertem a botoeira e esperem o sinal fechar, para não atravessar no corredor enquanto o sinal estiver aberto para o ônibus.

Lei de Zoneamento terá audiência na cidade

Pelos menos 400 pessoas participaram ontem da audiência pública realizada pela Prefeitura de São José dos Campos para debater a proposta do prefeito Carlinhos Almeida (PT) de revisão da Lei de Zoneamento. A expectativa do governo é encaminhar o projeto à Câmara até o final deste mês. A Câmara também planeja promover audiência pública para debater o projeto.

A presidente do Legislativo, vereadora Amélia Naomi (PT), disse que vai convocar audiência pública e dará conhecimento público das emendas que forem apresentadas pelos vereadores à proposta. “Vamos tratar o assunto com a maior transparência”, afirmou a parlamentar. A audiência de ontem foi realizada no Teatro Municipal, que tem capacidade para cerca de 500 pessoas. Representantes da construção civl e de entidades de classe, como da AEB.

A proposta do governo é de revisão de 67 dos 309 artigos da norma em vigor. “Avaliamos que é necessário fazer uma revisão geral da Lei de Zoneamento e do Plano Diretor. Não adianta alterar apenas parte da lei”, disse o presidente da AEA, Carlos Eduardo Vilhena. “A lei atual é muito restritiva”, pontuou o engenheiro e construtor Paulo Grou.

Durante a audiência, 47 pessoas se inscreveram para manifestação oral. Pelas regras para a realização de audiências, foi reservado um tempo de 120 minutos para manifestações. O defensor público estadual em São José, Jairo Salvador, um dos inscritos, relatou que reforçaria as sugestões que encaminhou ao governo. “Uma das sugestões é a transformação da área do Pinheirinho em Zeis Zona Especial de Interesse Social”, afirmou o defensor.

O secretário de Planejamento Urbano, Emmanuel dos Santos, disse que os técnicos da pasta devem analisar as contribuições feitas pela população em até uma semana. O prazo para envio de sugestões é de cinco dias úteis, a contar de hoje.

O Vale

Publicado em: 16/04/2013

Teatrão da cidade pode virar centro esportivo para moradores

O prefeito de São José, Carlinhos Almeida (PT), vai levar adiante a proposta de retomar o controle público do Teatrão, na Vila Industrial, para a construção de um complexo poliesportivo na zona leste da cidade. Carlinhos pretende negociar com a diretoria do São José a permuta do espaço por um centro de treinamento e uma nova sede social para o clube.

A retomada do Teatrão pela prefeitura vem sendo negociada há dois anos e ganhou força com uma ação do Ministério Público que investiga o desvio de finalidade do espaço doado pelo Poder Público ao São José há 31 anos.

A rejeição do conselho deliberativo do clube foi o maior entrave enfrentado pela antiga administração, mas Carlinhos conta agora com a simpatia do grupo. Segundo o prefeito, o Teatrão pode ser melhor aproveitado se voltar ao controle da prefeitura, mas o São José não pode ser prejudicado. Defensor da ideia de que o prefeito deve ser parceiro do clube na promoção do futebol, Carlinhos afirma que a construção de um centro de treinamento pode ajudar o time. “Acho que poderemos estabelecer uma relação com o São José e com o conselho deliberativo. Eu acredito que é viável construirmos uma solução que não prejudique o São José, mas que permita que a cidade recupere seu espaço”, disse Carlinhos.

Na avaliação do petista, o espaço pode ser transformado em uma área de lazer. “Acho que ali podemos ter um equipamento para região leste bastante interessante, evidentemente podemos fazer isso, também apoiando o São José.”

Segundo ele, a questão será discutida entre a direção do São José e o secretário de Esportes. “Nós queremos e achamos que é melhor que a cidade receba de volta o Teatrão. Essas tratativas serão feitas pela secretaria competente.”

Presidente do São José, o vereador Robertinho da Padaria (PPS) também considera viável à proposta de permuta do Teatrão. Segundo ele, a iniciativa pode garantir ao clube as instalações necessárias para alojar e treinar de modo adequado a equipe de futebol. “Hoje o Teatrão está sub judice e esse processo pode levar anos.

Até lá, todo o complexo pode ruir. Esse espaço poderia retornar à prefeitura desde que o São José fosse recompensado com um centro de treinamento e uma sala para as reuniões.” A direção do São José avalia que o clube não tem condições financeiras de manter as instalações do Teatrão. O custo de manutenção chega a R$ 30 mil por mês. Hoje, o equipamento vem sendo subutilizado, cedido para treinos de equipes de boxe da prefeitura e transformado em depósito de material esportivo.

O Vale

Publicado em: 07/01/2013

Mudanças na Lei de Zoneamento tem pressão por Adin

Empresários da construção civil de São José dos Campos acreditam que o questionamento judicial sobre a legalidade da atual Lei de Zoneamento do município deve apressar a revisão da norma pelo prefeito eleito Carlinhos Almeida (PT), tese defendida pelo setor.

Dirigentes de entidades ligadas ao segmento avaliam como correto o questionamento judicial, principalmente o fato relativo “à falta de debates sobre a nova lei”. O questionamento partiu da Procuradoria Geral de Justiça do Estado, que ajuizou uma Adin (Ação Indireta de Inconstitucionalidade) no Tribunal de Justiça para anular a legislação municipal, aprovada em 2010.

A ação foi motivada por uma representação do Ministério Público de São José, “em razão de inúmeras reclamações de munícipes, empresas e associações”. Entre as irregularidades apontadas pelo MP estão “Violação ao Princípio da Participação Popular” e “Ausência de Processo Legislativo”. No momento, o TJ aguarda esclarecimentos da Câmara e da prefeitura.

Para o presidente da Aconvap (Associação das Construtoras do Vale do Paraíba), Cléber Córdoba, a prefeitura não promoveu audiências públicas sobre a norma. “Deveriam ter ocorrido debates altamente técnicos, o que não aconteceu”, disse. “Esperamos que o prefeito eleito faça uma revisão da lei no começo do seu governo, para evitar a paralisação da cidade.”

Mesma avaliação tem o diretor do Secovi (Sindicato da Habitação), Frederico Marcondes Cesar. “A posição do Ministério Público está correta. Não houve audiências sobre a nova lei. Esperamos agora que o prefeito Carlinhos apresse a revisão”, declarou.

O SindusCon (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado) e a Asseivap (Associação das Empresas Imobiliárias do Vale do Paraíba) compartilham da tese. “A revisão da lei é importante para a cidade”, disse José Luiz Botelho, diretor regional do SindusCon.

A Lei de Zoneamento foi um dos temas centrais da campanha eleitoral. Carlinhos acusou o governo Eduardo Cury (PSDB) de engessar o setor da construção civil com as novas regras e se comprometeu a revê-las. Cury, por sua vez, insinuou que o petista estaria interessado em obter doações de empreiteiras à sua campanha.

O Vale

Publicado em: 21/11/2012

Para mudanças, Fórum fecha por 9 dias na cidade

As atividades no Fórum de São José dos Campos serão suspensas por nove dias em dezembro para que seja feita a mudança dos processos para o novo prédio do Judiciário, no Jardim Aquarius, região oeste da cidade. Os prazos processuais e o atendimento ao público serão interrompidos entre 10 e 19 de dezembro, após determinação do Tribunal de Justiça de São Paulo.

A inauguração do novo prédio está marcada para 17 de dezembro, às10h30, com a presença do governador Geraldo Alckmin (PSDB) e do presidente do TJ, desembargador Ivan Sartori. O evento ocorrerá depois de seis adiamentos da data, o último deles em 9 de novembro. As obras foram iniciadas em 2005, com orçamento de R$ 4,6 milhões, e tiveram um histórico de abandono e mudança no projeto, terminando por custar mais de R$ 30 milhões.

No período da mudança, segundo o TJ, serão mantidas apenas a recepção de petições por meio de protocolo integrado, a realização de audiências já designadas e o atendimento a casos urgentes. O regime de plantão ocorrerá até 14 de dezembro no prédio velho, na região central da cidade. No dia 15, o plantão passa a ser feito já no prédio novo, mas ainda mantendo o período de exceção no atendimento até dia 19. Entre 20 de dezembro e 6 de janeiro de 2013, o Judiciário estará em recesso. Os trabalhos recomeçam dia 7.

“Vamos crescer até meados de fevereiro para chegar ao funcionamento pleno. É um período normal de transição”, disse o juiz José Loureiro Sobrinho, diretor do Fórum. Segundo ele, todas as pendências que provocaram adiamentos da inauguração neste ano foram resolvidas e o Fórum estará funcionando na data da inauguração.

Entidades do meio jurídico mostram-se preocupadas com dois aspectos da mudança: a operacionalidade do novo prédio, que poderia estar comprometida por medidas que serão tomadas a posteriori, e a administração do estacionamento.

Sobrinho informou que as 160 vagas de estacionamento criadas no anexo ao prédio serão concedidas à iniciativa privada, que irá cobrar pelo uso. O custo não foi definido. Sobre o funcionamento pleno do novo Fórum, o diretor admitiu que haja necessidade deste período de transição, mas que todo o aparato estará apto a atender a demanda.

“Ar condicionado, sistema de telefonia, adequação de salas, informática. Tudo está sendo resolvido para garantir o funcionamento do novo prédio”, afirmou o magistrado. Com a mudança, segundo Sobrinho, o prédio do Fórum na região central abrigará os quatro cartórios eleitorais da cidade, que deverá ganhar mais duas zonas eleitorais. “Temos espaço para aumentar as zonas e atender melhor os eleitores”, disse o juiz. O prédio velho terá um centro de conciliação e cidadania e um núcleo de apoio ao Judiciário, com psicólogos e assistentes sociais.

O Vale

Publicado em: 16/11/2012

Cidade fecha 2012 com 30% de Calçada Segura atingida

A Prefeitura de São José dos Campos vai conseguir cumprir em 2012 apenas 30% das metas do projeto Calçada Segura, que entrou em vigor em 2010. Para o governo, o resultado pode ser explicado pelo número de residências e pontos comerciais que não foram reformados pelos proprietários. No começo do programa, foram indicados 62 locais, entre avenidas, praças e ruas, para adequação.

O VALE percorreu alguns dos locais identificados no projeto e encontrou problemas em vias como a avenida Uberaba, na zona leste, Nove de Julho, na região central e Rui Barbosa, na zona norte de São José. Segundo Luiz Antônio Ângelo da Silva, vice-prefeito e assessor de Políticas para Pessoas com Deficiência, mesmo com o trabalho de conscientização e de notificação feitos pela prefeitura, a dificuldade ainda existe.

“Temos 10% de calçadas que estão em estado ruim, mas que ainda não fizeram o conserto. O problema é que as pessoas pensam que a casa delas termina onde está o muro”, afirmou o assessor. “Mesmo assim, nós consideramos que essa meta está de bom tamanho. Outras calçadas que não estão em estado crítico ainda têm prazo para regularizar.”

Entre os imóveis particulares que ainda não regularizaram a situação está a loja de José Luiz Gonçalves, 49 anos, localizada na avenida Uberaba, no Jardim Ismênia. Segundo ele, a dificuldade está no preço para a reforma da calçada. “Como aqui tem entrada e saída de carreta, a calçada não aguenta muito. E, como a minha área é bem grande, fica muito caro”, disse.

O vice-prefeito afirmou que, além da Urbam (Urbanizadora Municipal), existem outras 15 microempresas cadastradas na prefeitura que podem fazer o serviço. “Se ficar muito caro para ele, a calçada pode ser feita com cimento, desde que não tenha desnível”, afirmou.

O programa também recebe críticas por causa da falta de rigor na aplicação das multas. “Só a rigidez da prefeitura na aplicação das multas faz com que o cidadão cumpra a legislação”, disse a aposentada Silvia Pacheco, 70 anos. Luiz Antônio afirmou que os prazos para adequação são definidos de acordo com a situação da calçada e que as multas são aplicadas. “A nossa média é de 10 multas por ano.”

O Vale

Publicado em: 23/10/2012

Horário de Verão começou neste domingo no Vale

O horário de verão começa às 0h deste domingo (21), quando os relógios devem ser adiantados em uma hora nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, além do Tocantins. A medida se estende até o dia 17 de fevereiro de 2013.

De acordo com a ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), a estimativa de redução no consumo de energia elétrica em todo o país chega a 4,5% da demanda para o horário de pico – entre as 18h e as 21h e deve representar uma economia de R$ 280 milhões para o governo.

A principal meta do horário de verão é estabilizar as redes de transmissão de energia nos períodos do dia em que o consumo é mais intenso. Na última edição do horário de verão, em 2011, a economia foi de 4,6%, de acordo com o relatório da ONS. Com os dias mais longos será possível aproveitar por mais tempo a luz natural do sol. Para o consumidor residencial, o impacto poderá ser percebido, em alguns casos, na redução no consumo de energia elétrica.

Já para o sistema, o impacto é bem maior, conforme explicou Marcos Scarpa, diretor-executivo da EDP Bandeirante, concessionária que atende 1,6 milhões de clientes no Vale do Paraíba, no interior de São Paulo. Destes consumidores, apenas 4 mil são do setor industrial. “Com a dispersão da carga normalmente necessária no horário de pico, o efeito é uma economia para o sistema, que não terá a necessidade de acionar usinas termelétricas, que são mais caras na geração de energia do que as usinas hidrelétricas”, afirmou ao G1.

A explicação para esta dispersão é que, com os dias mais extensos, muita gente prolonga a permanência fora de casa e contribui para não sobrecarregar o sistema na faixa de pico. “Imagine que normalmente a maioria das pessoas chega em casa após o trabalho ao mesmo tempo e fazem atividades parecidas, como tomar banho, ligar a televisão e o ar-condicionado. Essa ação sobrecarrega o sistema. Se as pessoas passam mais tempo na rua, essa necessidade de carga simultânea diminui”, explicou.

Vale do Paraíba
De acordo com o meteorologista Olívio Bahia do Sacramento Neto, do Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (Cptec/Inpe) de Cachoeira Paulista, durante o verão os dias são mais longos do que as noites. “Isso ocorre devido a inclinação da Terra, que a partir de agora começa gradualmente a receber mais radiação no Hemisfério Sul, que é onde está o Brasil. Em dezembro temos o ápice da incidência de radiação e os dias são bem mais longo do que no inverno”, disse.

Para exemplificar, o meteorologista informou à reportagem, que, no fim deste ano, no Vale do Paraíba – região de São José dos Campos – no dia 20 de dezembro (véspera do início do verão), o dia terá 2h52 a mais do que o dia em 20 de junho (início do inverno). Dia 20 de dezembro é a data em que a região estaria com a inclinação máxima  para a incidência de radiação e, portanto, com o dia mais longo – 13h34. No dia 20 de junho, o dia teve 10h42.

G1 (Vnews)

Publicado em: 22/10/2012

Ex-Prefeito se encontra com novo Prefeito para transição

O prefeito eleito de São José dos Campos, Carlinhos Almeida (PT), se reuniu ontem com o prefeito Eduardo Cury (PSDB) para estabelecer as diretrizes do processo de transição de governo. Foi o primeiro encontro entre Carlinhos e Cury após a eleição do último dia 7. A reunião reservada entre os dois ocorreu no Paço Municipal das 17hàs 17h40.

Foi definido que, na segunda quinzena de novembro, a atual administração entregará um relatório detalhado à equipe do prefeito eleito. “Ficou acertado, de comum acordo, que a atual administração vai elaborar um relatório até meados de novembro. Tendo esse documento como base, técnicos e assessores indicados por ambas as partes realizarão encontros para realizar a transição”, disse Carlinhos, por meio de sua assessoria.

O petista também cumprimentou Cury pela disposição em realizar a transição de governo com “a máxima transparência”. O prefeito Eduardo Cury cumprimentou Carlinhos Almeida pelo resultado da eleição e reiterou que sua equipe “prestará todas as informações necessárias ao novo governo, para que a transição seja tranquila e não prejudique o bom andamento da administração na cidade”, segundo nota divulgada por sua assessoria de imprensa

O vereador reeleito Wagner Balieiro (PT) vai conduzir os trabalhos da equipe de transição de Carlinhos, atuando como interlocutor junto ao governo Eduardo Cury. Coordenador da vitoriosa campanha do prefeito eleito, Balieiro foi o responsável pelo prime]iro contato entre petistas e tucanos.

Segundo ele, é importante que o prefeito eleito tenha acesso a informações da atual administração para garantir a manutenção do planejamento da prefeitura, dos projetos e programas existentes. Diagnósticos sobre o comprometimento financeiro e a capacidade de investimento da administração municipal também “serão fundamentais para o início da próxima gestão”, segundo Balieiro.

A equipe de técnicos que irá analisar os dados da prefeitura ainda será definida, afirmou Balieiro. “Iremos preparar um diagnóstico da cidade e quando obtivermos os dados da Prefeitura poderemos cruzar as informações que irão se complementar”, disse. O diagnóstico da área da saúde já foi iniciado pelo vice-prefeito eleito, Itamar Coppio (PMDB). Com a ajuda de médicos na rede, ele está levantando dados sobre as principais demandas da rede e quais os casos graves. O vice também está mapeando os hospitais que podem ser parceiros da prefeitura na ampliação de consultas, exames e cirurgias.

O Vale

Publicado em: 16/10/2012

Prefeitura realiza mudanças no trânsito e gera transtornos

Mais de cinco meses após o fechamento da alça de acesso à rodovia. Presidente Dutra pelo Viaduto Bandeirante, no Jardim da Granja, zona leste de São José dos Campos, o tráfego ficou carregado no local e é alvo de reclamações de motoristas.

A pista era utilizada para acessar a rodovia no sentido Rio de Janeiro, em direção ao bairro Vista Verde, mas foi bloqueada em 30 de março pela prefeitura de São José a pedido da PRF (Polícia Rodoviária Federal). Os motoristas que trafegam no viaduto e desejam acessar a via Dutra, devem seguir pela avenida dos Astronautas, efetuar o retorno na rotatória que existe no início da avenida.

A intenção da mudança foi diminuir o número de acidentes na saída para a via Dutra. Só que o trânsito no local aumentou consideravelmente desde a alteração. “Antes a gente levava 15 minutos da Embraer até a Dutra e agora demora de meia hora a 40 minutos”, disse Reynaldo Molina, funcionário da empresa.

As reclamações são principalmente em relação ao semáforo próximo à alça de acesso. Isso, porque agora os motoristas que trafegam no viaduto e desejam acessar a via Dutra utilizam o mesmo caminho dos ônibus que levam funcionários da Embraer de volta para casa.

A Secretaria de Transportes de São José dos Campos informou que encaminhou à ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) um projeto de alargamento de pista próximo ao viaduto Bandeirante, para melhorar o tráfego de veículos na área, e que aguarda a resposta da agência.

Tanto a PRF quanto a CCR (Concessionária Nova Dutra) descartam reabrir a alça de acesso à rodovia e apresentam números de queda nos acidentes como justificativa. Segundo balanço divulgado pela CCR a pedido de O VALE, os acidentes no trecho da Dutra próximo ao local caíram 30,14% de 2011 para 2012, de 73 para 51 entre 30 de março e 30 de julho. O trecho avaliado fica entre o km 146,9 e km 149, no sentido Rio. Ainda segundo o levantamento, os engavetamentos e as colisões entre veículos caíram mais de 50% no local.

O Vale