Rodovias da Região terão novos Radares

O governo do estado licita a compra de 61 novos radares fixos que devem começar a ser instalados entre agosto e setembro nas principais rodovias estaduais que cortam o Vale do Paraíba, Serra da Mantiqueira e Litoral Norte, como a SP-99 (Tamoios) e SP-125 (Oswaldo Cruz). A compra, que vai aumentar em quase seis vezes os equipamentos de fiscalização em operação nas estradas da região, vai exigir que os motoristas redobrem a atenção para respeitar os limites de velocidade e evitar multas.

Atualmente, apenas 12 radares fixos operam nas estradas que cortam a região, de acordo com os dados do Departamento de Estradas de Rodagem (DER). Os aparelhos estão distribuídos em apenas três rodovias, sendo dois radares na SP-99 (Tamoios), dois na SP-123 (Floriano Rodrigues Pinheiro) e oito na SP-55 (Padre Manoel da Nóbrega).

O G1 apurou que os novos equipamentos de fiscalização que estão em licitação são divididos em dois tipos – 32 radares fixos e 29 lombadas eletrônicas. As lombadas possuem um visor informativo que mostra a velocidade que o motorista passou pelo trecho monitorado.

Entre as rodovias que irão receber os aparelhos estão as duas que já são fiscalizadas, Tamoios e Padre Manoel da Nóbrega, além da SP-66 (Geraldo Scavone) e SP-77 (Nilo Máximo, ambas em Jacareí. Parte dos novos aparelhos também serão instalados na SP-62 (Padroeira do Brasil), que fica em Aparecida. A SP-123 não está prevista no pacote.

Pacote
Os aparelhos que devem começar a operar nas estradas do Vale do Paraíba fazem parte do pacote de 425 radares fixos e lombadas eletrônicas que está sendo licitado para operar nas estradas de todo o estado.

Por nota, o DER informou que a licitação tem o objetivo de ‘garantir melhores condições de segurança aos usuários das rodovias não concedidas’. Segundo o órgão, a licitação tem como base um levantamento de pontos críticos nas rodovias, onde há maior incidência de excesso de velocidade pelos motoristas, realizado entre 2005 e 2011.

Motoristas da cidade ficam confusos com a sinalização

Com uma frota de 380 mil carros e um perfil voltado à tecnologia com vocação para o setor aeroespacial, São José dos Campos esbarra em um problema na malha viária: a falta de coerência nas sinalizações horizontal e vertical de trânsito. O VALE percorreu ruas e avenidas da cidade e constatou sete situações em que motoristas e motociclistas se confundem com as sinalizaç ões indicadas.

O problema se agrava pelo fato de os agentes de trânsito ficarem de ‘mãos atadas’ e não poderem notificar as infrações cometidas. Os repórteres Rodrigo Machado e Cláudio Vieira percorreram as vias com problemas nas últimas segunda, terça e quarta-feira. Logo no início da rua Teopompo Vasconcelos, na Vila Adyana, na calçada ao lado esquerdo há uma placa informando proibido parar e estacionar, na altura do número 574. A confusão começa quando o motorista vê a guia pintada de amarelo, mas a faixa na rua pintada na cor branca.

Outro endereço que apresenta irregularidade é a rua Manoel Rodrigues de Moraes, em Santana, na altura da curva sentido ponte Minas Gerais. A placa ‘Cruzamento Perigoso’ está virada para uma residência e não para os motoristas que trafegam no sentido centro-bairro.

A falta de informação também prejudica motoristas na estrada municipal Juca de Carvalho, mais conhecida como Estrada do Bonsucesso (altura do número 2.305). No local há duas placas em ambos sentidos que deveriam informar sobre a curva, mas elas estão sem nenhuma sinalização impressa. Até um problema de grafia foi identificado por O VALE.

Na avenida Carmerino dos Santos (Marginal B), no Jardim Motorama, há um erro na placa de ‘Limite de Velocidade’. Lá a fiscalização é ‘eletrôniça’. No trevo de acesso ao DCTA (Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial), a placa ‘Trevo do CTA/ITA’ esconde outra placa. Já na Antonio Saes, em frente à maternidade da Santa Casa há uma placa ‘E’ autorizando o estacionamento na faixa branca de segunda a domingo, 24horas, mas o espaço é destinado apenas para ambulâncias.

Em frente ao prédio da Ciretran (Circunscrição Regional de Trânsito), na avenida São José, há um estacionamento específico para motos, mas a ‘saia justa’ surge quando o motociclista vê uma segunda placa com a informação de que é ‘Proibido Motocicletas’. Na opinião de especialistas e engenheiros de tráfego, o conflito de sinalização pode induzir a ocorrência de acidentes ou trazer prejuízo ao fluxo de veículos. “Há outros problemas como a falta de sinalização para pedestres, falta de faixas em cruzamentos e de sinais de tempo para os pedestres atravessarem vias com segurança”, disse o especialista em trânsito, Ronaldo Garcia.

Segundo ele, há casos em as árvores crescem e obstruem os sinais ou ventos fortes que viram as placas. “Os engenheiros e agentes de trânsitos devem ficar atentos dia e noite.” O motoboy Mario Lima, de 32 anos, que já se confundiu com uma placa na zona leste e foi multado, nem tinha percebido o erro na área permitida para motos em frente ao Ciretran. “É confuso. Qual, afinal, está valendo?”

Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria de Transportes de São José, a rua Teopompo Vasconcelos foi vistoriada pela equipe de trânsito e haverá readequação da sinalização existente no local. Quanto aos outros locais apontados por O VALE, eles serão vistoriados e, em havendo constatação de desconformidade na sinalização, ela será readequada.

O Vale

Publicado em: 20/05/2013

Fiscalização da Lei Seca suspende mais de 20 motoristas

Vinte e dois motoristas de São José dos Campos terão suspenso por um ano o direito de dirigir e ainda pagarão multa de R$ 1.915,40. Do total, seis condutores foram detidos e tiveram que pagar fiança para não permanecerem na cadeia. Todos eles foram flagrados dirigindo com quantidade de álcool no organismo acima do permitido pelas regras da Lei Seca.

Eles foram autuados durante megaoperação comandada pelo Detran-SP (Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo) na última terça-feira, em São José. Foi a primeira ação do programa ‘Direção Segura’, lançado em fevereiro último pelo governo estadual, deflagrada na região. Cerca de 60 agentes do Detran e das polícias Civil e Militar, com quase 30 viaturas, realizaram duas blitze em dois pontos da cidade: no Satélite, zona sul, e no Jardim Aquarius, na zona oeste.

Ao todo, os fiscais fizeram 426 testes de detecção de álcool no organismo. Em 16 deles, os motoristas apresentaram índice de até 0,33 miligrama de álcool por litro de ar expelido no etilômetro, punível com multa, suspensão da CNH (Carteira Nacional de Habilitação) por um ano e sete pontos na carteira (infração gravíssima). mOutros seis motoristas foram flagrados com índice acima de 0,34 miligrama. Além da multa e da perda do direito de dirigir, eles infringiram o limite penal e foram detidos. Só não ficou preso quem pagou fiança, estabelecida por um delegado da Polícia Civil.

Um dos detidos foi um aposentado de 54 anos morador da região sul de São José. Ele estava com o filho no carro e havia bebido em casa antes de dirigir. “Bebi um pouco e vim buscar meu filho no trabalho. Nem imaginava que seria preso”, afirmou. “Mas acho que a lei está certa em ser rígida”. Para o diretor do Deinter-1 (Departamento de Polícia Judiciária do Interior), João Barbosa Filho, a operação é válida pelo caráter preventivo e educativo dela.

“As pessoas até se assustam um pouco com a quantidade de pessoas e viaturas, e isso acaba tendo um caráter educativo. Se beber, não pode dirigir de jeito nenhum”, disse. Com 3.119 testes feitos desde fevereiro deste ano, o diretor-presidente do Detran-SP, Daniel Annenberg, considerou positiva a operação em São José e disse que ela será expandida. “Além disso, a fiscalização continua a ser feita pela Polícia Militar na região”.

O Vale

Publicado em: 03/05/2013

Blitze da Lei Seca ficam em portas de Baladas na cidade

A Polícia Militar tem apostado em uma nova tática para fechar o cerco aos motoristas que desrespeitam a Lei Seca nas cidades da Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte. Desde janeiro, quando entrou em vigor a resolução federal que tornou mais rigorosa a fiscalização, a PM tem montado blitze especiais nas saídas de casas noturnas, bares e restaurantes. A medida tem reflexo no número de autuações de motoristas embriagados. Balanço dos primeiros quatro meses do ano aponta que foram realizados pela PM 1.300 pontos de bloqueio do programa ‘Direção Segura’ em toda a região.

O resultado, segundo o comandante regional da PM, coronel Cássio Roberto Armani, foi a autuação de 138 pessoas por embriaguez ao volante (média de mais de uma por dia), com 42 motoristas presos. “As ações são necessárias mesmo com os investimentos em campanhas educativas. A Lei Seca é recente e as pessoas ainda estão se acostumando como aconteceu com a legislação do cinto de segurança. Aos poucos elas se convencem sobre a importância da preservação da vida”, disse.

A fiscalização na saída de bares, restaurantes e casas noturnas gerou polêmica entre empresários do setor, mas apoiada pelo Sinhores (Sindicato dos Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares) de São José dos Campos, que classifica o reforço como ‘necessário’. “A nossa missão visa coibir e fiscalizar condutores que tenham ingerido bebida alcoólica ou substância psicoativa que determinem dependência, principalmente em locais de concentração, como bares, restaurantes, casas de espetáculos e eventos, com ações de policiamento preventivo e que refletem em flagrantes”, afirmou o com andante regional da PM.

Com a nova Lei Seca, qualquer quantidade de álcool detectada no teste do bafômetro que ultrapasse a margem de erro do equipamento de 0,05 miligrama de álcool por litro de sangue passa a ser considerada infração de trânsito gravíssima com multa de R$ 1.915,40 (podendo dobrar em caso de reincidência). E se o motorista for flagrado com mais de 0,34 miligrama de álcool por litro de sangue teste de bafômetro ou 0,6 decigrama de álcool por litro de sangue no exame de sangue, vai responder criminalmente, sujeito a pena de seis meses a três anos de prisão, suspensão do direito de dirigir e multa.

A PM também monta operações em parceria com as polícias rodoviárias estadual e federal. Apenas no último final de semana, 17 pessoas foram autuadas em flagrante por dirigirem alcoolizadas nas estradas que cortam a região. As autuações ocorreram em bloqueios nas rodovias Floriano Rodrigues Pinheiro, Pedro Celeste, Nilo Máximo e Presidente Dutra. Dos 17 autuados, 6 acabaram presos.

A presença de blitze em frente aos estabelecimentos instalados em bairros e regiões com grande concentração de bares, restaurantes, casas noturnas e espaço para eventos é vista por alguns empresários como uma forte pressão da fiscalização. “Apesar de ser negativo para os negócios, as operações das polícias em frente aos estabelecimentos comerciais noturnos devem ser respeitadas”, disse o presidente do Sinhores (Sindicato dos Hotéis, Restaurantes, Bares e Similiares) de São José, Antonio Ferreira Junior.

Ele reconheceu a realidade que a nova lei impôs aos empresários de toda a RMVale. Segundo ele, os proprietários de bares e casas noturnas devem agora apostar em campanhas de incentivo do tipo ‘amigo solidário’ (um escolhido pelo grupo de amigos ou familiares para não beber), uso de táxis e desenvolver opções que garantam a presença dos clientes em seus negócios.

“Eu acredito que tanto a Polícia Militar quanto à Polícia Rodoviária têm feito os seus trabalhos. Está previsto em lei e eles têm de garantir o cumprimento da legislação. Resta aos que saírem e optarem por ingerir álcool o uso de meio de transporte que não comprometa a si próprio e aos demais.” Um dos exemplos é uma casa noturna da região central de São José que oferece o chamado ‘Volta Segura’, que conduz o frequentador que ingeriu bebida alcoólica com seu automóvel de volta para casa ao custo de R$ 20. O percurso é limitado a um raio de 15 quilômetros.

O Vale

Publicado em: 30/04/2013

CCR NovaDutra tem projeto para transformar Rodovia

A CCR NovaDutra e a Ernst & Young Terco apresentaram ontem em Brasília projeto para transformar a rodovia Presidente Dutra na primeira estrada sustentável do Brasil. Para isto, ]até o final deste semestre, a intenção é criar o Instituto Estrada Sustentável. A previsão é de que sejam aplicados R$ 6 milhões anuais paras ações do programa em um prazo de cinco anos. O primeiro balanço será feito em 2014.

O plano foi debatido no 2° Encontro de Municípios com o Desenvolvimento Sustentável Desafios dos novos governantes locais, em painel mediado pelo prefeito de São José dos Campos, Carlinhos Almeida (PT). Ricardo Catto, sócio da Ernest & Young Terco, uma das parceiras do empreendimento, disse que a transformação da Dutra em estrada sustentável envolve a implementação de ações em sete eixos: segurança viária, resíduos, educação, empreendedorismo, mobilidade, infraestrutura verde, saúde e alimentação.

O projeto extrapola a rodovia e envolve os 36 municípios do eixo da estrada entre Rio e São Paulo. No quesito segurança viária, por exemplo, a proposta é melhorar os postos de serviço da rodovia, para o acolhimento do usuário, redução de acidentes com vítimas, redução do custo social para os municípios nas áreas de saúde e previdenciária.

Na área de educação, o foco é conscientizar o usuário para o destino correto do lixo, para que não seja jogado na rodovia. A Ernst identificou 50 grandes empresas do eixo da Dutra que desenvolvem projetos ligados à sustentabilidade, mas aponta que não há interação entre os programas.

Catto citou como exemplo programas de saúde de caminhoneiros. “Além da CCR NovaDutra, há outros programas para os caminhoneiros, mas executados distintamente. Queremos que haja sinergia entre os projetos”, disse. No total, a Ernst aponta que é possível implementar 430 projetos sustentáveis que podem mudar o panorama da rodovia e entorno. “Estamos em busca de parcerias privadas e governamentais”, disse Catto.

Especialistas em transportes apontam que a sustentabilidade da rodovia está vinculada ao conforto e segurança do usuário. “A sustentabilidade passa, por exemplo, pela ampliação da capacidade da estrada”, disse o professor Nilson Santos, da Unitau, cuja opinião é partilhada por Ronaldo Garcia, da Univap. “É fundamental que a Dutra não seja apenas um marco de desenvolvimento econômico, mas que possamos ganhar em sustentabilidade e qualidade de vida”, disse o prefeito Carlinhos Almeida. A diretora de Transportes da Prefeitura de Taubaté, Dolores Pino, disse que o município apoia a iniciativa.

A ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) passou a disponibilizar em sua página um mapeamento georeferenciado com detalhes de todas as rodovias federais concedidas. A primeira rodovia na página da ANTT é a Via Dutra.

O mapa oferece informações como localização de postos de combustíveis, praças de pedágio, postos da Polícia Rodoviária Federal, bases operacionais, postos de pesagem (quando existentes na rodovia), controladores de velocidade, e dos postos de Serviços de Atendimento ao Usuário. Com essas informações, o motorista pode ajustar seu aparelho de GPS e planejar melhor a viagem, paradas para abastecer e se alimentar.Caso o usuário precise de apoio do Serviço de Atendimento ao Usuário ou da Polícia Rodoviária Federal, ao consultar o site, ele saberá em qual ponto da rodovia encontrará o serviço.

Para ter acesso ao serviço, o usuário pode acessar o site da ANTT, clicar na aba infraestrutura e, em seguida, em concessões rodoviárias. A NovaDutra também oferece uma série de serviços para orientar os usuários, como informações on-line da situação do tráfego ao longo da estrada, se há acidentes e cuidados com os trechos onde há obras, entre outras.

O Vale

Publicado em: 25/04/2013

Mais de 4 mil pessoas tem a CNH perdida na cidade

Cerca de 4.000 motoristas das nove maiores cidades da Região Metropolitana do Vale do Paraíba podem ter o direito de dirigir suspenso, seja por acúmulo de pontos na CNH (Carteira Nacional de Habilitação) ou por ter cometido uma única infração gravíssima. O número de condutores ameaçados é referente aos meses de janeiro a março deste ano.

Todos eles vão receber uma carta do Detran-SP (Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo) alertando para o acúmulo de pontos na CNH. As mensagens começaram a ser enviadas na última segunda-feira. Estão sendo encaminhadas cerca de 50 mil cartas por mês, desde o final de março, para motoristas em vias de perder o direito de dirigir no interior, litoral e na Região Metropolitana de São Paulo.

Segundo o Detran, a carta terá um quadro com as multas registradas no nome do condutor até a data de sua emissão. Ele será informado da data da infração, qual órgão aplicou a multa e em que cidade, o número da autuação, o artigo da infração no CTB (Código de Trânsito Brasileiro) e a pontuação gerada na CNH. Quem atinge ou ultrapassa 20 pontos pode ficar impedido de renovar ou transferir a CNH e ter o direito de dirigir suspenso, entre outras penalidades previstas pela legislação federal.

Segundo a legislação federal, esses motoristas podem apresentar defesa e não têm a habilitação suspensa imediatamente. A lei garante o direito de recorrer das multas junto aos órgãos autuadores. Para quem não atingiu a pontuação máxima, o efeito suspensivo de multas é anulado após 12 meses da data da infração.

O infrator tem 30 dias para apresentar defesa junto ao Detran. Segundo o órgão, quem tiver os recursos negados estará em situação irregular e deverá comparecer ao órgão de trânsito onde a CNH está cadastrada para entregar o documento espontaneamente, conforme a legislação. Os habilitados que tiverem a CNH suspensa perdem o direito de dirigir por um período que varia de um mês a um ano, dependendo da gravidade das infrações cometidas.

Para reincidentes no período de 12 meses após cumprir o período de suspensão, a penalidade varia de seis meses a dois anos. Os condutores com CNH suspensa devem fazer o curso de reciclagem. Uma vez cumprido o período de suspensão e o curso, o motorista terá sua CNH restituída. “Nossa intenção é alertar o condutor de que ele deve redobrar a atenção para não ter suspenso o direito de dirigir”, disse, em nota, o diretor do Detran, Daniel Annenberg.

Motoristas apoiaram a iniciativa do Detran de enviar cartas para os condutores em risco de perder o direito de dirigir por pontos na CNH (Carteira Nacional de Habilitação). Para o aposentado Roberto Sousa, 64 anos, de São José, a medida é uma forma de ajudar aqueles que não acompanham a pontuação da carteira e podem ser surpreendidos por multas. “Levei recentemente uma multa de estacionamento e depois de excesso de velocidade, e ainda não sei quantos pontos terei na carteira.”

“Eu mesmo posso ser beneficiado com esse serviço, que mantém o motorista em alerta para sua situação. Isso é muito bom para todos.” Proprietário de uma auto-escola em São José, Walter Siena disse que uma das principais causas de pontuação na CNH é a desatenção dos motoristas, principalmente com regras de transferência de veículos.

“Muita gente não sabe que há prazo para se fazer a transferência de um veículo. Quem não cumpre a regra leva cinco pontos na carteira”, disse. Siena disse que esse tipo de pontuação acaba se somando a outras de infração de trânsito e podem levar o motorista a perder o direito de guiar.

O Vale

Publicado em: 18/04/2013

Cidade terá ampliação de Radares no Trânsito

A Prefeitura de São José dos Campos vai reforçar a fiscalização no trânsito da cidade com a implantação de mais oito radares fixos e duas lombadas eletrônicas. Hoje, o município conta com 24 radares fixos, dois móveis, 23 sensores de velocidade em semáforos e sete lombadas eletrônicas.

Os novos equipamentos já foram contratados no final de março, por R$ 426 mil, junto à empresa Fotosensores Tecnologia Eletrônica, que opera radares fixos e lombadas na cidade. Mesmo assim, a prefeitura ainda não sabe onde serão instalados os novos aparelhos. A Secretaria de Transportes informou que está fazendo um estudo para definir as vias que receberão os equipamentos.

Segundo a pasta, o estudo cruza informações sobre as vias com maior fluxo de veículos e pedestres e aquelas com maior incidência de acidentes. O resultado indicará os pontos que receberão os radares e lombadas. A compra dos equipamentos teve que ser feita por meio de um aditivo de 25% ao valor do contrato de R$ 1,710 milhão assinado com a Fotosensores em julho do ano passado, com validade até abril de 2014.

“Um aumento acima disso extrapolaria o contrato. Isso só poderia ser feito após uma criteriosa avaliação da real necessidade da cidade”, disse Wagner Balieiro, secretário de Transportes de São José, justificando a limitação de 10 novos aparelhos para a cidade. O contrato assinado com a empresa prevê fornecimento, instalação, operação e manutenção do sistema de fiscalização eletrônica veicular.

O sistema é formado por radares e lombadas que medem e registram a velocidade dos veículos, capturando imagens daqueles que ultrapassarem o limite máximo permitido para a via fiscalizada. Além de contar com radares fixos e lombadas, a fiscalização do trânsito usa dois radares estáticos móveis para medir o limite de velocidade em 97 ruas e avenidas da cidade.

Na avaliação de Sérgio Ejzenberg, mestre em engenharia de transportes pela USP (Universidade de São Paulo) e consultor de engenharia de tráfego, os radares são uma maneira eficiente de “educar” os motoristas nas cidades. “Não se pode ser contra a fiscalização de motoristas que trafegam pelas ruas acima da velocidade permitida”, disse. Mas ele defende que a prefeitura coloque avisos ostensivos nos lugares onde houver radares e lombadas eletrônicas, além de investir em campanhas educativas.

O Vale

Publicado em: 12/04/2013

Obras de melhorias na avenida da GM é entregue

A Prefeitura de São José dos Campos entrega nesta terça-feira (9) a obra da Avenida General Motors (GM), um mês antes do prazo previsto, que era 10 de maio. O trabalho havia sido abandonado pela empresa vencedora da licitação no dia 19 de dezembro do ano passado.

A obra vai beneficiar aproximadamente 17 mil veículos, estimativa média de circulação diária na via nos dois sentidos. Os trabalhos foram concluídos pela Urbanizadora Municipal (Urbam) que, além dos itens previstos no contrato original, executou serviços como drenagem, reparos de trabalhos danificados em função da paralisação das obras.

A extensão total do trecho é de 380 metros, com uma área de 6.716 metros quadrados. O valor do trabalho executado pela Urbam foi de R$ 443.228,26.

Histórico

No dia 6 de janeiro de 2013, a nova gestão da Secretaria de Transportes montou uma força tarefa para agilizar o processo previsto em edital e começou o trabalho de notificação da empresa e as negociações para o acordo de finalização do contrato.

Após o encerramento do contrato com a Potencial, a Secretaria de Transportes realizou contato com as 14 empresas envolvidas na licitação. Cada uma das empresas consultadas negou a continuidade do trabalho pelo valor previsto no contrato, indicando que havia de fato uma defasagem entre os valores do contrato e do serviço. Na sequência, foi definida a contratação da Urbanizadora Municipal (Urbam) em caráter urgente para a realização da obra. A Urbam concluiu os trabalhos um mês antes do prazo de dois meses estabelecido para a conclusão do trabalho.

Prefeitura Municipal de São José

Publicado em: 10/04/2013

Estradas da região ficam cheias neste feriado de Páscoa

As estradas que cortam a Região Metropolitana do Vale do Paraíba devem receber m torno de 472 mil veículos entre hoje e amanhã, em razão do feriado da Páscoa. Congestionamentos e lentidão são esperados na Rodovia dos Tamoios, entre São José dos Campos e Caraguatatuba, por causa das obras de duplicação da estrada.

No trecho de planalto, entre os km 11 e 60 (São José e Paraibuna), o limite de velocidade foi reduzido para 60 km/h, não há mais faixa adicional, que foi transformada em acostamento, e não é permitida a ultrapassagem. A Polícia Rodoviária Estadual, que espera 59.904 veículos cruzando a Tamoios, será rigorosa com os excessos. Desde o início da redução da velocidade, em 6 de março, 300 motoristas já foram autuados por descumprir a norma.

“Trabalharemos com reforço na fiscalização, com 230 homens e 55 viaturas, em toda a região, para conter os excessos nas estradas, principalmente na rodovia dos Tamoios”, disse o tenente Alexandre Vieira Santana, comandante do policiamento em São José dos Campos. O tráfego na rodovia Carvalho Pinto deverá ser de 86.516 veículos, na Oswaldo Cruz de 25.247 e na Floriano Rodrigues Pinheiro de 31.187.

O movimento começa a aumentar, segundo a Polícia Rodoviária Estadual, a partir das 13h de hoje até a meia-noite. Amanhã, os motoristas encontrarão trânsito entre 6h e 14h. “Pedimos que os motoristas verifiquem a documentação e os itens de segurança dos veículos antes de viajar, além de trafegar com cautela pelas estradas para não haver acidentes”, afirmou Santana. “A maioria dos problemas ocorre por imprudência do motorista”, afirmou

Serão utilizados na fiscalização radares fotográficos capazes de flagrar o veículo sem licenciamento. Uma atenção especial será dada no cumprimento da Lei Seca, tornada mais rigorosa desde 29 de janeiro deste ano. Não se tolera nenhum resíduo de álcool no organismo dos motoristas. Segundo Santana, os policiais trabalharão com 20 etilômetros (bafômetro) nas estradas da região, sendo quatro deles na Tamoios. “Motorista alcoolizado será detido e autuado. Não haverá tolerância para a mistura de bebida e direção.”

Na via Dutra, a concessionária CCR NovaDutra, que administra a rodovia, estima que 270 mil veículos deixem São Paulo e passem pelo trecho do Vale do Paraíba, que também terá reforço na fiscalização da Polícia Rodoviária Federal, incluindo radares e bafômetros. O horário de pico será das 16h às 20h de hoje e das 8h às 12h de amanhã.

Os motoristas que trafegarem pela Rodovia dos Tamoios, principal acesso ao Litoral Norte, terão que ter paciência redobrada para encarar o trecho de planalto, entre os km 11 e 60. Com a velocidade reduzida para 60 km/h e sem permitir ultrapassagens, o trecho pode exigir de 1h30 a 2h para ser percorrido, bem acima dos 30 minutos normais. Não há mais a faixa adicional no local.

O Vale

Publicado em: 28/03/2013

Lucro líquido da concessionária NovaDutra atinge um bilhão

No ano passado, pela primeira vez, a CCR NovaDutra faturou R$ 1 bilhão com a cobrança de pedágio na rodovia Presidente Dutra. Balanço divulgado ontem pela concessionária mostra que a receita de pedágio atingiu em 2012 R$ 1,058 bilhão ante R$ 993 milhões obtidos no ano anterior, o que representa crescimento de 5,8% . No total, a receita bruta da empresa atingiu R$ 1,270 bilhão no ano passado.

Segundo o relatório financeiro, o lucro líquido alcançado pela CCR NovaDutra em 2012 foi de R$ 229,7 milhões ante R$ 191,1 milhões no ano anterior, o que significa alta de 20%. A concessionária informa no balanço que o número total de veículos equivalentes pedagiados na rodovia aumentou de 177 milhões para 179 milhões.

A empresa também afirma que tem adotado medidas para melhorar a arrecadação, com acompanhamento de flutuações de tráfego, monitoramento de rotas de fugas e, quando necessário, negociação com prefeituras para inibir tráfego predatório nas respectivas cidades margeadas pela rodovia com a adoção, quando necessário, de cabines de bloqueio. A CCR NovaDutra informa que no ano passado foram aplicados R$ 287 milhões na rodovia.

O engenheiro Ronaldo Garcia, especialista em transportes, avalia que o serviço de manutenção da estrada é de bom nível. “O serviço pode até ser melhorado, mas as pistas estão boas. O problema da rodovia é o aumento do volume de tráfego”, disse o engenheiro. O engenheiro afirmou que já há sinais de saturação da estrada em outros trechos da região. “Em Taubaté percebe-se aumento do tráfego urbano na rodovia, que já precisa de pistas laterais”, disse.

Garcia avalia que a concessionária ainda “deve obras de ampliação, previstas no contrato, que não foram executadas”. “As marginais entre São José e Jacareí, por exemplo, não estão completas. O governo federal e as autoridades regionais deveriam ser mais exigentes com a concessionária”, afirmou o especialista.

A concessionária aponta que houve uma média mensal de 773 acidentes na estrada em 1997. No ano passado, o índice mensal de acidentes foi de 1005 ocorrências, 30% superior ao verificado em 1997, em “virtude do aumento considerável do tráfego no exercício”. A empresa aponta que houve redução de 55% de vítimas fatais se comparado 2012 com 1996, mas não detalha. Já o sistema de atendimento ao usuário registrou no ano passado 397.249 ocorrências. A empresa destaca que foram computados 37.978 acionamentos de ambulância/resgate e 216.436 de guinchos.

A concessionária CCR NovaDutra informa no balanço do ano passado que houve mudança no sistema de cálculo da tarifa do pedágio. Segundo os dados do relatório, em 2011, o reajuste tarifário era em função da média ponderada entre os índices de terraplanagem, pavimentação, obras de artes especiais e serviços de consultoria.

“Todavia, a partir de agosto de 2012, o cálculo passou a considerar como índice de reajuste a variação do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) entre os meses de agosto de 2011 e agosto de 2012”, informa o relatório. O documento informa que, quando comparado ao valor da tarifa básica de pedágio do quarto trimestre de 2012 com o mesmo período do ano anterior, verifica-se que houve um reajuste de 5,2% em seu valor, passando de R$ 9,60 para R$ 10,10.

As mudanças de cálculo da tarifa foi objeto de um novo termo de aditamento ao contrato de concessão, o 11°, assinado no ano passado entre a empresa e a Agência Nacional de Transportes Terrestres.

O Vale

Publicado em: 20/03/2013