Estado define PPPs de hospital e obra na serra

O governador Geraldo Alckmin anunciou ontem que o conselho gestor do Programa Estadual de Parcerias Público-Privadas irá aprovar, no próximo dia 19, as PPP’s que serão feitas para construir o trecho de serra da Rodovia dos Tamoios e o Hospital Regional de São José dos Campos. Depois da aprovação, o Estado abrirá prazo de 30 dias para consulta pública aos projetos. Alckmin prevê lançar o edital de licitação de ambas as obras em novembro deste ano, com a assinatura dos contratos no início de 2014.

Outra obra que beneficiará a região, segundo o governador, é a ligação das rodovias Carvalho Pinto e Oswaldo Cruz. “Começamos a obra em dezembro”, disse Alckmin. Amanhã, às 17h, o Consema (Conselho Estadual do Meio Ambiente) realiza uma audiência pública sobre a passagem entre as rodovias. O encontro será na no auditório do Departamento de Engenharia Civil da Unitau (Universidade de Taubaté), no centro da cidade. Estimado em R$ 2,1 bilhões, o trecho de serra da Tamoios é o mais caro de toda a obra de duplicação. Dos 21,5 quilômetros de pista que serão construídos no trecho de serra, 12,6 serão de túneis e 2,5 de viadutos.

A construção do Hospital Regional de São José tem custo estimado de R$ 77 milhões. Estão previstos ainda a liberação de outros R$ 16 milhões para compra de equipamentos para a unidade. Antes previstas para começar em setembro deste ano, as obras da unidade terão início em 2014, após a assinatura do contrato, no começo do ano. “São José terá um hospital cirúrgico e especializado em trauma”, disse Alckmin. Segundo o governador, o Estado vai lançar em outubro a licitação para contratar o projeto executivo do Hospital Regional do Litoral Norte. A obra, que será custeada pelo governo estadual, será licitada no início de 2014.

Hospital da cidade teve dia de silêncio como campanha

Psiuuu!!! O Hospital Pio XII, de São José dos Campos, comemora o Dia do Silêncio nesta terça – feira (7) com uma campanha de conscientização que envolveu visitantes, pacientes e funcionários. O objetivo da campanha foi incentivar, de forma divertida, a prática do silêncio no ambiente hospitalar. “Estudos apontam que o excesso de barulho aumenta a sensibilidade dos pacientes à dor e acelera os batimentos cardíacos”, explica a gerente de enfermagem do Hospital Pio XII, Cristiany Faria.

Durante toda a terça-feira, um grupo de funcionários circularam pelos principais setores do Hospital Pio XII pedindo silêncio às pessoas que estiverem no local. Para garantir uma abordagem bem humorada, eles se vestirão de “doutores” com os rostos pintados de branco e de pacientes. Os funcionários farão um teatro mudo e usarão cartazes e adesivos para enfatizar a importância do silêncio.

Quando for a um hospital, lembre-se:

  • Evite o uso do celular. Em último caso, abaixe o volume da campainha e fale somente o necessário;
  • Evite conversar nos corredores e salas de tratamento. Se necessário, procure um local adequado e fale em voz baixa;
  • Evite levar crianças para visitas ou como acompanhante para uma consulta. Elas se estressam mais facilmente e são menos sensíveis ao nosso apelo;
  • Evite buzinar em área hospitalar. Além de prejudicar a recuperação dos pacientes, você está sujeito a multa e perda de 3 pontos da carteira.

O Hospital Pio XII é uma instituição filantrópica administrada pelo Instituto das Pequenas Missionárias de Maria Imaculada.

Publicado em: 08/05/2013

Gestão do Hospital Municipal da cidade é renovada

O contrato entre o governo do Estado e a empresa que vencer a PPP (Parceria Público-Privada) para construção do Hospital Regional de São José dos Campos será de 20 anos. A empresa terá direito de explorar serviços sem relação com a área médica, como de portaria, lanchonete e transporte. O edital da PPP deverá ser lançado ainda este mês, com previsão de início das obras em setembro próximo e conclusão até julho de 2015.

A construção consumirá investimentos de R$ 77 milhões, mas o governo Geraldo Alckmin (PSDB) não informou ontem quanto será disponibilizado pelo Estado e o montante de verba que será aplicado pela vencedora da PPP. Outros R$ 16 milhões serão investidos pelo governo do Estado para compra de equipamentos para a unidade. A Secretaria de Estado da Saúde informou que após a conclusão das obras será contratada uma OS (Organização Social) para administrar a parte clínica do Hospital Regional de São José.

A nova unidade terá cerca de 180 leitos, sendo 44 de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e 10 cirúrgicos.
Ontem, o hospital de São José foi discutido em audiência pública, que reuniu cerca de 150 pessoas, na Secretaria de Estado da Saúde, na região central de São Paulo. Durante o evento, o deputado estadual Marco Aurélio de Souza (PT), que é de Jacareí, pediu a realização de nova audiência pública, desta vez no Vale do Paraíba.

“É importante a audiência pública na nossa região, até para que a população possa participar e apresentar sugestões”, disse o parlamentar. O pedido vai ser estudado pelo governo do Estado. O governo Alckmin também pretende implantar um Hospital Regional no Litoral Norte e o local deve ser definido ainda neste mês. O Vale já conta com um Hospital Regional em Taubaté.

O Vale

Publicado em: 07/05/2013

Governo do Estado revisa projeto para novos Hospitais

O governo do Estado realiza audiência pública no próximo dia 6 para apresentar as diretrizes e a modelagem final do projeto de PPP (Parceria Público-Privada) para construção do Hospital Regional de São José. O projeto envolve a implantação, construção, aquisição de equipamentos e de mobiliários e gestão de serviços de apoio. O evento, que será realizado às 10h na Secretaria de Estado da Saúde, na Consolação, região central de São Paulo, também será referente aos outros três hospitais que serão construídos por meio de PPPs dois na capital e um em Sorocaba.

A audiência pública é o último passo antes da publicação do edital para as obras, o que deve acontecer também no mês que vem. A construção do Hospital Regional de São José tem custo estimado de R$ 77 milhões. Está prevista ainda a liberação de outros R$ 16 milhões para compra de equipamentos para a unidade. A expectativa do governador Geraldo Alckmin (PSDB) é de que as obras tenham início em setembro próximo e sejam concluídas até julho de 2015.

“O projeto do Hospital Regional de São José está bem avançado e já vamos realizar a audiência pública no próximo dia 6. Nosso objetivo é começar as obras até setembro”, disse Alckmin durante visita ontem a São José. Segundo a diretora regional de saúde do Vale do Paraíba, Sandra Tutihashi, a audiência pública do próximo dia 6 será um passo importante dentro do processo de construção do novo hospital de São José.

“Será neste evento que vamos apresentar a modelagem final da PPP, apontando o tamanho do Hospital Regional de São José e o perfil assistencial que terá. É também a última etapa antes de lançarmos o edital para construção do hospital”, afirmou Sandra. Ela e a Secretaria de Estado da Saúde não anteciparam a modelagem que foi definida.

Durante a visita de ontem a São José, Alckmin ministrou palestra na Faap (Fundação Armando Álvares Penteado) sobre os investimentos do governo do Estado na Região Metropolitana do Vale. Na ocasião, também assinou os contratos para as obras de construção dos contornos viários de Caraguatatuba e São Sebastião na Nova Tamoios.

A implantação dos 37 quilômetros será iniciada no mês que vem e consumirá investimentos de R$ 1,9 bilhão, incluindo as desapropriações de 400 imóveis e reassentamentos de cerca de 700 famílias. Na próxima quinta-feira, serão entregues os três primeiros quilômetros duplicados (39, 40 e 41) no trecho de planalto da Tamoios.

O governo Geraldo Alckmin negocia com o Instituto das Pequenas Missionárias de Maria Imaculada a compra da Santa Casa de Caraguatatuba (Hospital Stella Maris) para implantação do Hospital Regional do Litoral Norte. Por meio da assessoria, o instituto informou ontem a O VALE que “o Estado manifestou interesse em comprar o Hospital Stella Maris e deverá apresentar uma proposta para negociação”.

Nos últimos dias 18 e 19, representantes da Secretaria de Estado da Saúde estiveram na Santa Casa de Caraguá fazendo uma vistoria. Durante a visita de ontem de manhã a São José, Alckmin admitiu a possibilidade, mas disse que a decisão só será anunciada no mês que vem. “Estamos estudando duas possibilidades: construir um hospital ou adquirir, reformar e ampliar a Santa Casa de Caraguá. Se a decisão for esta última, será mais rápido.”

O Vale

Publicado em: 23/04/2013

Santa Casa começa atender pacientes pela Prefeitura

Após permanecer oito anos sem prestar serviços para a Prefeitura de São José dos Campos, a Santa Casa finaliza planilhas para fechar parceria com o governo do prefeito Carlinhos Almeida (PT) e participar dos mutirões de saúde lançados pela gestão municipal.

A direção do hospital informou ontem que está elaborando tabela de preços para participar do credenciamento que a Secretaria Municipal de Saúde lançou para a realização de cirurgias. O secretário da Mesa Provedora da Santa Casa, Benjamin Bueno, relatou que é praticamente certo que o hospital vai voltar a prestar serviços para o município.

“Estamos finalizando a documentação necessária para encaminhar o nosso pedido de credenciamento à prefeitura”, afirmou Bueno. “Com certeza, vamos voltar a trabalhar e a ajudar o governo municipal a atender a demanda que existe de consultas médicas e cirurgias”, disse Bueno.

Ele afirmou que a Santa Casa vai prestar serviços à pasta da Saúde, de acordo com as tabelas de preços previstas nos editais de credenciamento. “Vamos informar, dentro das tabelas divulgadas pela Saúde, quais os serviços que podemos oferecer. Os valores dos procedimentos apresentados pela são um pouco acima da tabela SUS ”, disse Bueno.

A Santa Casa tem hoje capacidade para realizar 300 cirurgias mensais, segundo a direção da entidade. Bueno afirmou que será preciso fazer adequações no hospital e também no corpo clínico para atender à demanda que for solicitada pela Secretaria de Saúde. Dados do hospital informam que a Santa Casa tem um corpo clínico de 608 médicos e uma equipe de enfermagem de 320 profissionais.

O executivo frisou ainda que o hospital tem condições de atender, além das cirurgias, à demanda de consultas clínicas e de exames laboratoriais. A prefeitura lançou em fevereiro quatro editais para o credenciamento de hospitais particulares para a realização de mais 4,2 mil cirurgias em diversas especialidades (gerais, pediátricas, ortopédicas e ginecológicas), além de 34 mil consultas. O gasto com os mutirões é de cerca de R$ 5,8 milhões.

Para o vereador oposicionista Fernando Petiti (PSDB), a Santa Casa é um hospital importante da cidade e o seu retorno à prestação de serviços para o município é um fato positivo. “Não foi o governo do PSDB que rompeu com o hospital. A Santa Casa pedia valores mais altos que os praticados pela prefeitura com outros parceiros do município”, afirmou. Petiti disse que é preciso “transparência nesse novo possível relacionamento”.

O Vale

Publicado em: 07/03/2013

Crise da Saúde prejudica moradores da cidade

A decisão da Secretaria de Saúde de São José de transferir um grupo de médicos supostamente ligado à administração do PSDB provocou uma nova crise na rede, que resultou em pedidos de demissão e manifestos por meio de carta aberta e pelas redes sociais.

Cinco profissionais foram remanejados pelo governo Carlinhos Almeida (PT), todos eles servidores de carreira que ocupavam cargos de chefia no Hospital Municipal e no serviço Resgate Saúde. Eles pediram exoneração da prefeitura na semana passada, após serem transferidos para plantões aos finais de semana nas UPAS do Novo Horizonte e Campo dos Alemães. Os cinco entraram na rede como médicos emergencistas.

Parte do grupo chegou a acionar a Justiça pedindo a revisão da transferência, mas na falta de uma decisão optaram pelo desligamento. O grupo produziu uma carta aberta e criou um blog para falar da situação da rede. O fato também será denunciado ao CRM (Conselho Regional de Medicina).

O grupo alega que o temor de novas ‘listas’ de transferência gerou um clima de instabilidade na rede. A administração teria elaborado duas listas de transferências a primeira previa dez remanejamentos, mas após críticas foi reduzida.

“Não temos vinculação com qualquer partido político, mas nossos nomes foram escolhidos por sermos próximos do ex-secretário Danilo Stanzani. Não vemos uma ação de governo, mas um revanchismo”, disse o diretor clínico do Hospital Municipal, Marcos Antônio da Silva. Ele pediu exoneração do cargo de médico emergencista, mas manteve o vínculo com a SPDM, organização que administra o hospital Municipal.

“A decisão do governo ocorreu à revelia de diálogo até com a direção do Hospital Municipal”, disse Silva, que atuava na rede havia 13 anos. Segundo ele, o objetivo não é atacar a administração, mas fazer chegar à população e ao prefeito o que aconteceu. “Atitudes como essa trazem prejuízos à gestão de serviços importantes e criam um clima ruim”, afirmou.

O grupo também teme o desmonte do Resgate Saúde, programa de atendimento emergencial criado em 2005, na gestão do PSDB, e que realiza cerca de 1.300 atendimentos por mês. Pelo menos cinco dos oito médicos plantonistas estariam na lista de transferência. Três deles já pediram demissão.

“São médicos com perfil diferenciado e que receberam treinamento do Corpo de Bombeiros. Os que ficaram trabalham desmotivados”, disse o coordenador do Resgate Saúde, Fernando Fonseca Costa, que também pediu demissão. “Os boatos de novas listas criaram um clima de insegurança nos funcionários.”

O Vale

Publicado em: 14/02/2013

Hospital Municipal da cidade forma novo grupo de residente

Um grupo de 22 médicos se forma no programa de residência do Hospital Municipal de São José dos Campos. A cerimônia será nesta quinta-feira (31), a partir das 14h, no anfiteatro do hospital (Rua Saigiro Nakamnura, 800), na Vila Industrial.

Entre os formandos, três médicos se especializaram em anestesiologia, quatro em cirurgia geral, cinco em clínica médica, um em neonatologia, quatro em ginecologia e obstetrícia, três em pediatria e dois em neurologia. Cerca de 150 médicos já se formaram no programa de residentes do Hospital Municipal desde 2000, quando a primeira turma foi aberta.

A residência é uma especialização na qual o médico já formado se aperfeiçoa em alguma área da medicina. Além de oferecer suporte técnico e prático no cotidiano de trabalho, ela tem como objetivo incentivar e fomentar a pesquisa científica. Uma nova turma de médicos iniciará o programa de residência em março.

Prefeitura Municipal de São José

Publicado em: 31/01/2013

Prefeitura Concluí obras de Hospital da cidade

A Prefeitura de São José dos Campos concluiu a reforma e ampliação do Hospital de Clínicas Sul (Praça Natal, 55), no Parque Industrial.  Uma das novidades após a obra foi a construção de uma recepção para a pediatria, que está separada da entrada dos adultos.

A ampliação foi de 371 metros quadrados. Também foram construídos novos espaços para os serviços de nutrição e de rouparia. Houve a instalação de elevador para deficientes ou com mobilidade reduzida e uma readequação do laboratório de análises clínicas e da central de materiais e esterilização.

O hospital ganhou nova pintura, a parte hidráulica e a rede elétrica foram reformadas, o telhado agora está impermeabilizado e a brinquedoteca readequada. Também foram instalados novos computadores, aparelhos de ar condicionado e as janelas receberam telas de proteção.

Por mês, o Hospital de Clínicas Sul presta em média 12.500 consultas em clínica geral, 3.500 em pediatria e realiza cerca de 200 cirurgias de baixa complexidade. A unidade fica aberta 24 horas todos os dias.

Prefeitura Municipal de São José

Publicado em: 09/11/2012

Acordo com Santa Casa fica em risco na cidade

A Santa Casa de São José voltou a ser o foco das atenções na área da Saúde.  De um lado, o prefeito eleito Carlinhos Almeida (PT), que promete retomar o convênio com a instituição, cancelado em 2005 após uma crise institucional. O petista já teria até fechado um acordo nesse sentido, se comprometendo com a criação de uma tabela SUS (Sistema Único de Saúde) diferenciada para a instituição.

Do outro lado da história, o secretário de Saúde de São José, Danilo Stanzani Junior, que negou qualquer atrito com a Santa Casa e afirmou que o novo governo terá de apontar de onde sairá o dinheiro para formalizar um convênio com o hospital.

“A Santa Casa recebe recursos do governo estadual. Para São José, seria mais interessante conseguir aumentar esses recursos e, consequentemente, ampliar os serviços oferecidos para os usuários da cidade, do que gastar dinheiro da cidade em um convênio”, afirmou ele.

‘Capitão’ do time da Saúde de Carlinhos, o cirurgião Itamar Coppio, eleito vice-prefeito, vê na retomada do convênio com a Santa Casa uma forma de aumentar a oferta de atendimentos. E não só no hospital, do qual ele faz parte como membro do corpo clínico. Coppio defende ampliação do convênio com os hospitais Antoninho da Rocha Marmo e Pio 12.

“Houve nesses últimos anos uma diminuição do atendimento na Santa Casa a pacientes encaminhados pela prefeitura. Tem que categorizar o hospital e ver o que podem fazer pelo município, como na área de cirurgias”, disse Coppio. Para ele, as parcerias serão fundamentais para acelerar os atendimentos na Saúde, diminuir a fila por consultas, exames e cirurgias e até resolver o problemas da falta de médicos na rede municipal.

Em 2005, a então secretária de Saúde de São José, Marina de Fátima de Oliveira, rompeu o convênio com a Santa Casa, abrindo uma crise entre as instituições. Na época, após receber R$ 17 milhões do Estado para reformas estruturais e ampliação, a Santa Casa não aceitou manter convênios com o governo Eduardo Cury (PSDB) se a tabela SUS não ganhasse incremento municipal.

Por sua vez, a prefeitura disse que a entidade exigia valores acima dos praticáveis. Procurado pelo O VALE, o provedor da Santa Casa, Luiz Roberto Porto, não foi localizado para comentar o assunto. A direção do hospital preferiu não se manifestar.

Via Vale

Publicado em: 06/11/2012

Saúde afetada em todas as áreas da cidade

A demora na marcação de consultas, exames e outros procedimentos nas unidades de saúde de São José dos Campos afeta o atendimento no Hospital Municipal, na Vila Industrial, região leste. Maior e mais bem equipado hospital da Região Metropolitana do Vale do Paraíba, o HM tem por vocação, segundo a própria direção da unidade, atender casos de traumas e problemas de saúde de alta complexidade, incluindo cirurgias.

No entanto, milhares de pacientes da rede municipal de Saúde que deveriam ter seus problemas resolvidos nas unidades básicas procuram o hospital na tentativa de passar mais rapidamente pelo médico ou de conseguir um exame.

Os números do Pronto-Socorro do HM comprovam o desvio. De 24 mil pessoas atendidas por mês no PS, quase 15 mil não são casos de emergência ou urgência, vocação do hospital. Atender esse contingente de pessoas querendo trocar a receita do remédio, pedir atestado médico ou fazer um check-up, todos serviços que deveriam ser feitos nas unidades básicas, compromete 20% da estrutura do Hospital Municipal.

“É como ter um canhão para matar formigas”, disse o superintendente do HM, Carlos Maganha. A condição ideal, segundo ele, seria ampliar o atendimento na rede básica para desafogar o número de pacientes que recorrem ao HM sem necessidade. A mesma posição é defendida pelo médico Itamar Coppio, eleito vice-prefeito de São José dos Campos. “Deve ser restrito à emergência.”

O excesso de pacientes no PS do hospital acaba provocando demora no atendimento e insatisfação nos usuários. Desde 2007, foi adotada classificação de risco para demanda do PS. Os pacientes são atendidos por enfermeira que os separa em cores e prioriza atendimento.

Azul e verde são casos menos graves e que terão que esperar para ser atendidos por ordem de chegada. A maior parte da reclamação contra o hospital vem desse público. Já vermelho e amarelo são pessoas em estado grave e com risco de morte que devem ter o atendimento priorizado. Para esse público, segundo o hospital, o índice de satisfação é muito alto. “Não vemos reclamações destas pessoas”, afirmou Maganha.

Prestes a passar pela quinta operação no HM, Sebastião Sabino de Souza, 62 anos, elogia o serviço prestado na unidade, embora critique as instalações. “É preciso melhorar a acessibilidade”, disse ele, que é cadeirante. Quanto ao sucesso das cirurgias, porém, ele não tem do que reclamar. “Sou quase sócio do hospital e sou sempre muito bem tratado.”

O Vale

Publicado em: 31/10/2012