Fabrica desiste de fabricar Helicopteros na cidade

A Embraer, de São José dos Campos, desistiu de firmar parceria com a companhia italiana AgustaWestland, do grupo Finmeccanica, para a produção de helicópteros no Brasil. Em comunicado distribuído sexta-feira à noite ao mercado financeiro, a fabricante brasileira informou que as “empresas anunciam a decisão conjunta de encerrar negociações sobre o tema sem que tenha sido alcançado acordo para o estabelecimento de uma joint-venture no Brasil”.

A Embraer não detalha as razões pelas quais o acordo com a Agusta não foi firmado. As tratativas entre as duas empresas foram anunciadas em janeiro deste ano. A Embraer demonstrou interesse em diversificar e ingressar nesse segmento aéreo. À época, a maior fabricante mundial de jatos regionais disse que estudos preliminares indicavam grande potencial de mercado para helicópteros bimotores, de capacidade média, principalmente para atender o setor de óleo e gás.

A companhia apontou que o crescente orçamento de defesa do Brasil e a demanda privada em cidades congestionadas pelo trânsito também criam oportunidades para esse ramo de negócio. A intenção seria personalizar e produzir helicópteros da italiana e alguns de seus componentes no Brasil para venda em toda a América Latina.

O Vale

Publicado em: 22/04/2013

Cidade tem vaga aberta de estágio para Embraer

A Embraer, de São José dos Campos, abriu 200 vagas de estágio para estudantes do penúltimo e último anos de engenharia. O processo seletivo é conduzido pelo Ciee (Centro de Integração Empresa-Escola), de São José. As oportunidades são voltadas a estudantes dos penúltimo e último anos de cursos superiores de engenharias da computação, eletrônica, mecânica e produção, além dos ligados à tecnologia da informação.

Os candidatos devem residir em São José dos Campos, Caçapava, Jacareí ou Taubaté, informa o Ciee. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas pelo e-mail: [email protected], indicando “Embraer” no campo assunto. O Ciee informa que as inscrições permanecerão abertas até o preenchimento de todas as vagas.

A Embraer oferece bolsa-auxílio de R$ 1.176 (para estudantes do penúltimo ano) e R$ 1.363 (para estudantes do último ano), além de transporte fretado, refeição no local e assistência médica. Conhecimento na língua inglesa é pré-requisito.

Após enfrentar um período de turbulências, entre 2009 e 2011 por causa da crise econômica internacional, a companhia voltou a recompor o seu quadro de funcionários em São José. No final do ano passado, a Embraer possuia 18.223 empregados, mais próximo do pico de contratação, que aconteceu em 2008, quando a empresa registrou quadro de pessoal com mais de 20 mil empregados em suas unidades. Segundo a companhia, 58% dos seus empregados possui ensino médio. Outros 34% dos funcionários têm graduação em nível superior. Os que possuem pós-graduação somam 5% dos trabalhadores.

O Vale

Publicado em: 16/04/2013

Embraer amplia produção para Jatos na cidade

A Embraer Aviação Executiva concentrou em São José dos Campos e nos Estados Unidos as atividades de produção e entregas de jatos executivos. No ano passado, a empresa transferiu da fábrica da Embraer em Gavião Peixoto, interior paulista, a linha de produção dos jatos Phenom 100 e 300. Na fábrica de São José dos Campos já são montados o Legacy e o Lineage.

A mudança está atrelada a vários fatores. Entre eles, permitir à Embraer Defesa e Segurança ampliar suas atividades em Gavião Peixoto, principalmente com a produção do cargueiro militar KC-390, que vai entrar em operação em 2015. “Houve necessidade de otimizar espaço. Em São José temos a competência da montagem final, do interior da aeronave, da aceitação do avião em voo. Toda essa dinâmica favorece a concentração das atividades em um único local”, explicou o vice-presidente de Operações da Embraer Aviação Executiva, Marco Túlio Pellegrini.

Além disso, o executivo destaca outro fator favorável à fábrica de São José: o setor produtivo e o corpo de engenharia estão na planta local. A localização da cidade, no eixo Rio-São Paulo, favorece as entregas. “O cliente normalmente fica hospedado em São Paulo, que está há 15 minutos de voo de São José, e que tem mais ofertas de hotéis, restaurantes e lazer e vem à Embraer para receber o seu jato”, disse Pellegrini.

Ainda em fase de recuperação, após atravessar sérias turbulências entre 2008 e 2012 por causa da crise da economia mundial, a aviação executiva mostra sinais de retomada. “A aviação executiva caminha em paralelo com a situação da economia. Em 2008, foram entregues 1.100 jatos no mundo. No ano passado, 663.

Esperamos que a partir deste ano ocorra uma estabilização e até um certo crescimento.” Nesse contexto, o desempenho da Embraer foi positivo se comparado com a concorrência. Nos últimos dois anos a empresa despachou 188 jatos executivos. O restante da indústria mundial registrou redução de 6%. Foram 703 aviões em 2011 e 663 no ano passado. A empresa também registrou crescimento de receita no período, de 15%. No ano passado, faturou US$ 1,2 bilhão. A previsão para este ano é atingir receita de até US$ 1,6 bilhões e aumentar sua participação na receita global da empresa de 21% para 25%.

A estimativa do mercado mundial para a aviação executiva nos próximos dez anos é de negócios em torno de US$ 200 bilhões, com demanda de 9.300 jatos. A Embraer trabalha para abocanhar uma boa fatia desse mercado, informou o vice-presidente de Operações da Embraer Aviação Executiva, Marco Túlio Pellegrini.
O executivo relatou que os Estados Unidos deve consumir 50% dessa demanda.

Atualmente, o país tem uma frota de 11 mil jatos executivos, a maior do mundo. Por isso, a Embraer investe nos EUA, onde já possui uma unidade industrial em Melbourne, na Flórida, para a montagem final do Phenom. Pellegrini disse que o mercado brasileiro também é promissor. “O Brasil tem mercado potencial com perspectivas de crescimento”, disse.

A China é outro mercado promissor. A Embraer montou uma unidade industrial no país para produzir o Legacy. A empresa estima que o primeiro Legacy montado em território chinês será entregue até o final do ano para um cliente da própria China. Apesar da crise econômica, a Europa também tem mercado potencial. O Oriente Médio é visto como uma promessa para o futuro.

O Vale

Publicado em: 08/04/2013

Demissões da GM são confirmadas pela General Motors

A General Motors confirmou ontem a demissão de 598 trabalhadores do complexo industrial da empresa em São José dos Campos. O grupo estava afastado do trabalho desde agosto de 2012. Agora, o Sindicato dos Metalúrgicos e a prefeitura vão buscar alternativas para a recolocação dos demitidos que estavam em regime de lay-off (contrato de trabalho suspenso) no mercado de trabalho.

O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Antonio Ferreira de Barros, o Macapá, disse que a entidade iniciou o cadastramento dos interessados em disputar uma vaga na montadora chinesa Chery, que vai contratar para a sua fábrica em fase de construção em Jacareí.

“A Chery já demonstrou interesse em contratar demitidos da GM, porque é mão de obra especializada”, afirmou o sindicalista. Segundo ele, a montadora chinesa pode recrutar funileiros, eletricistas, mecânicos, entre outros.
Macapá relatou que o sindicato planeja procurar outras montadoras da região e até de outros Estados em busca de vagas para os demitidos da GM.

“A gente tentou manter os empregos até onde foi possível. Havia alternativas, mas a empresa insistiu na sua decisão”, afirmou. O secretário municipal de Relações do Trabalho, José Luís Nunes, informou que serão colocados à disposição dos demitidos os programas de requalificação de mão de obra oferecidos pela administração municipal.

Nunes disse que os trabalhadores poderão se cadastrar no PAT (Posto de Atendimento ao Trabalhador) em busca de recolocação. “Vamos ainda buscar alternativas para a recolocação do pessoal junto aos RHs das empresas que temos contato”, afirmou.

No momento, ele descartou outras possibilidades de auxílio, como doação de cesta básica. “O serviço social da prefeitura está atento e vai acompanhar o caso, mas não está prevista doação de cesta básica”, afirmou Nunes. Segundo o sindicato, além das verbas rescisórias, os demitidos terão direito a receber três salários a mais como indenização pela dispensa.

O presidente da ACI (Associação Comercial e Industrial), Felipe Cury, disse que o desfecho do episódio mostra “que houve intransigência de ambas as partes”. “Quando existe celeuma entre duas entidades e ambas se comportam mal, o prejuízo, o grande prejudicado é a cidade”, afirmou Cury.

Ele disse que o sindicato foi intransigente no passado ao negociar com a GM novos acordos para permitir investimentos na planta de São José, mas a GM também não demonstrou interesse em “convencer o sindicato e nem procurou ajuda da comunidade para isso”, afirmou Felipe Cury. “Há um ano a GM ameaça demitir. Isso gerou um pânico entre os familiares dos funcionários da empresa e impactou o comércio. Quem se sente ameaçado, não consome”.

O Sindicato dos Metalúrgicos informou que a GM teria convocado 151 trabalhadores que estavam afastados desde agosto do ano passado para voltarem ao trabalho, a partir de hoje. Esses operários formam o grupo de funcionários que têm estabilidade, principalmente por motivos de saúde.

No entanto, a direção do sindicato informa que o número de trabalhadores nessa condição é maior e pode chegar a 300 pessoas. “Encaminhamos hoje (ontem) uma listagem com as pessoas que têm direito à estabilidade. Vamos esperar a empresa analisar o caso”, disse o presidente do sindicato, Antonio Ferreira de Barros. A GM não se pronunciou sobre o assunto. Na nota que divulgou ontem, a montadora informa apenas o número de funcionários demitidos.

O Vale

Publicado em: 27/03/2013

Protesto contra as demissões da GM na cidade fracassa

Fracassou ontem o último protesto contra a ameaça de demissão dos trabalhadores da General Motors, de São José dos Campos, que estão em lay-off (suspensão temporária do contrato de trabalho). O lay-off termina hoje e um grupo de 602 trabalhadores corre risco de demissão a partir de amanhã.

Na semana passada, a empresa informou o sindicato que admite apenas o retorno dos empregados que têm estabilidade. Segundo o sindicato, 739 operários que estão afastados desde agosto do ano passado. Desse total, apenas 80 compareceram ontem à assembleia convocada pelo Sindicato dos Metalúrgicos.

Durante a reunião, o presidente do sindicato, Antonio Ferreira de Barros, o Macapá, propôs que o grupo fizesse uma caminhada pelas ruas do centro, até a praça Afonso Pena, mas a manifestação acabou não ocorrendo por falta de adesão. Mais cedo, o sindicato também havia cancelado a assembleia na portaria da GM, programada para as 5h. Segundo o dirigente, a manifestação não teve a aprovação dos operários da montadora. “O sindicato é dos trabalhadores ”, disse.

No encontro com o grupo afastado, Macapá relatou que a GM informou que a sua listagem de operários com estabilidade soma 137. Para o sindicato, no entanto, esse número pode ser de cerca de 300. “Esse número é maior. Vamos conversar com a empresa caso a caso”, disse.

Se considerar o número da montadora, 602 empregados correm risco de demissão. Macapá afirmou que o sindicato vai “continuar lutando para que não ocorra demissões”. “O jogo ainda não acabou. Esperamos que a prefeitura pressione a empresa ou peça ao governo federal para evitar demissões, disse. O dirigente orientou os trabalhadores para não assinarem carta de demissão. Operários informaram que até ontem não haviam recebido nenhuma correspondência da empresa a respeito.

A prefeitura informou, por meio de assessoria, que conversou com a direção da GM e que a empresa mantém a decisão de cumprir o acordo firmado em janeiro, que prevê o fim do lay-off a partir de hoje. Entre os trabalhadores, o clima é de descrença quanto à possibilidade de retorno. “Acho difícil uma solução para o retorno do pessoal”, disse Elzon Antonio Querido de Olivera, 50 anos, funcionário da GM há 28 anos.

Para Marcelo Chagas, 43 anos, funcionário da montadora há 17 anos, o sentimento dos trabalhadores é de “abandono”. “Parece que fomos abandonados pela empresa e pelo sindicato”, desabafou. Na semana passada, a GM, em reunião com a direção do sindicato, informou que vigora o acordo fechado em janeiro que prorrogou por 60 dias o afastamento do grupo.

O Vale

Publicado em: 26/03/2013

Novas batalhas são travadas com a crise da GM na cidade

Com capacidade para produzir 25.900 carros mensais, o setor denominado MVA (Montagem de Veículos Automotores) do complexo da General Motors de São José dos Campos está praticamente ocioso, segundo dados do Sindicato dos Meta-lúrgicos de São José, que planeja iniciar campanha contra a desativação dessa linha, prevista pela empresa para dezembro deste ano.

Até o ano passado, eram produzidos no MVA quatro modelos de carros: Meriva, Corsa, Zafira e Classic. Atualmente, o setor produz apenas o Classic, a uma cadência de 160 carros por dia, ou 3.000 mensais, informa a direção do sindicato. Dos 1.800 empregados do setor, permaneceram na ativa 950, que têm emprego garantido somente até o mês de dezembro. Nos próximos dias, pelo menos 500 dos 739 operários do setor que estavam afastados devem ser demitidos. O clima é de apreensão na unidade.

A situação atual desse setor retrata a queda-de-braço que ocorre entre a GM e o sindicato desde 2008, quando foi pactuado acordo para a produção do nova S10 em São José. De lá pra cá, não foi firmado nenhum acordo que resultasse em investimentos na planta de São José. A GM levou novos investimentos para outras unidades da montadora no país.

O embate está centralizado em questões trabalhistas. A montadora condiciona a produção de novos modelos em São José se houver flexibilização da jornada de trabalho e redução salarial, pontos considerados “intocáveis” pelo sindicato. Em janeiro deste ano, sob a ameaça de demissão de cerca de 1.500 operários, o sindicato concordou com flexibiliza-ções trabalhistas. A GM decidiu manter o MVA ativo até dezembro e prorrogou por mais 60 dias a licença dos operários afastados.

O presidente do sindicato, Antonio Ferreira de Barros, o Macapá, afirma que a entidade vai continuar sua batalha pela manutenção dos empregos na montadora, mas o foco principal será contra a desativação do MVA.
“O nosso foco até dezembro é encontrar alternativas para manter o MVA”, afirmou.

Ele relatou que o setor é o maior do complexo da GM e tem capacidade para produzir 300 mil carros por ano. “É o dobro da capacidade que terá a Chery em Jacareí”. O dirigente afirmou que o sindicato vai lançar campanha pela manutenção do setor. “Queremos negociar coma empresa a produção de novos modelos nessa linha, que é uma das mais modernas que existem no país”, afirmou. Segundo ele, o sindicato planeja mobilizar os trabalhadores da GM, a comunidade e procurar esferas governamentais para evitar que o MVA seja fechado em dezembro.

O Vale

Publicado em: 25/03/2013

Crise da GM ainda não teve fim e contam com demissões

O futuro dos 779 trabalhadores da General Motors em São José dos Campos que estão com o contrato de trabalho suspenso (layoff) desde agosto do ano passado continua indefinido. Eles podem ser demitidos em 26 de março, quando termina o prazo do layoff. Desde agosto, a medida foi renovada duas vezes, em novembro e janeiro.

Os trabalhadores participam hoje de assembleia na sede do Sindicato dos Metalúrgicos, na região central de São José, para definir uma pauta de mobilizações em defesa do emprego. O sindicato, que defende o retorno imediato dos funcionários à produção e a chegada de novos modelos para fabricar na cidade, não acredita que a GM possa renovar o layoff por mais tempo.

“A empresa cancelou duas reuniões com o sindicato após o Carnaval. Deve haver uma na semana que vem. Eles estão com a ideia fixa de demitir”, disse Antônio Ferreira de Barros, o ‘Macapá, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos. “Vamos conversar com os trabalhadores hoje sobre uma agenda de mobilizações. É preciso lutar pelo emprego.” A GM informou que não se manifesta enquanto durar o processo de negociação. Tampouco confirmou a demissões dos trabalhadores em layoff.

A ‘quebra de braço’ entre GM e sindicato se arrasta desde 2008, quando a entidade e os trabalhadores não aceitaram a proposta da empresa de trazer investimentos para São José condicionados uma grade salarial menor e a abertura de banco de horas.

Desde então, a GM ameaça fechar a linha de produção MVA, responsável pela fabricação do Classic, e demitir até 1.800 trabalhadores, considerados excedentes. Após diversas reuniões, sindicato e GM chegaram a um acordo, em agosto do ano passado, que evitou a demissão e suspendeu o contrato de trabalho de 800 funcionários.

A empresa chegou a anunciar, em janeiro deste ano, um pacote de investimentos de R$ 500 milhões no complexo industrial de São José, até 2017. O pacote, porém, não prevê a manutenção do emprego dos trabalhadores com o contrato suspenso. Alguns deles já dão a demissão como certa. Outros já deixaram a empresa. “Eles não vão aproveitar nenhum desses funcionários. Não adianta. Eu já estou procurando outro emprego”, disse Antônio Silva, 36 anos.

O Vale

Publicado em: 15/03/2013

Embraer tem vistoria para garantir o mercado no Vale

A confirmação da Embraer Defesa e Segurança como fornecedora de 20 aeronaves Super Tucano para a Força Aérea dos Estados Unidos, anunciada anteontem, abre uma perspectiva positiva de mercado para o setor aeronáutico na região.

Para especialistas, a medida pode ‘desencantar’ o programa F-X2, que prevê a compra de 36 caças para a Força Aérea Brasileira. Para empresários e lideranças da área, a Embraer, com sede em São José dos Campos, garante entrada no maior mercado de defesa do mundo, que deve beneficiar e fortalecer a cadeia produtiva no Vale do Paraíba.

“Avião brasileiro é símbolo de avião de qualidade. É mais uma demonstração de competência e tende a nos ajudar quando formos nos apresentar no mercado dos Estados Unidos”, disse Graciliano Campos, presidente da Novaer Craft, empresa incubada na Univap (Universidade do Vale do Paraíba). O objetivo de Campos é fabricar aviões monomotores de quatro lugares que devem ser vendidos no mercado brasileiro, América do Sul e, futuramente, nos EUA.

“Tudo o que a Embraer vende tem reflexo positivo na cadeia produtiva”, disse Agliberto Chagas, gerente do (Centro para Competitividade e Inovação do Cone Leste Paulista). Para ele, a vitória da Embraer pode gerar novos empregos na região e garante a manutenção de milhares de postos de trabalho. “Entrar no mercado da maior potência do mundo é o carimbo da competência”, afirmou Chagas. Segundo Sebastião Gilberti Cavali, secretário de Desenvolvimento Econômico e Ciência e Tecnologia de São José, a Embraer é um motivo de orgulho. “Sinônimo de competência e vitrine para o mundo”.

A vitória da Embraer na concorrência nos EUA trouxe à tona o programa F-X2 da FAB (Força Aérea Brasileira), que se arrasta desde 2001. Para Expedito Bastos, pesquisador de assuntos militares da Universidade Federal de Juiz de Fora (MG), a notícia pode, de alguma forma, apressar o andamento da escolha do vencedor.

“Quem sabe agora o F-X2 desencanta. A escolha da Embraer para fornecer equipamentos e aeronaves para o setor militar dos Estados Unidos é muito importante para todo o Brasil”, afirmou ele. O anúncio da vitória pode beneficiar o caça norte-americano F-18 Super Hornet, produzido pela Boeing já apontado pela FAB como melhor opção para modernizar a frota brasileira. Em junho do ano passado, Embraer e Boeing assinaram um acordo de cooperação para o programa KC-390, que é um  projeto da Força Aérea Brasileira, para o qual a Embraer foi contratada, em abril de 2009, para desenvolver um cargueiro militar.

O acordo prevê o compartilhamento de conhecimentos técnicos específicos e a avaliação conjunta de mercados onde poderão estabelecer estratégias de vendas no segmento de aeronaves de transporte militar de médio porte. “É um ganho de integração de sistema e transferência de tecnologia”, disse Bastos.

Concorrência.
Ontem, a Força Aérea dos Estados anunciou a Embraer Defesa e Segurança como vencedora da concorrência avaliada em US$ 427 milhões para o fornecimento inicial de 20 aeronaves Super Tucano para o programa LAS (Light Air Support), ou apoio aéreo leve. Há expectativa de compra de mais aeronaves, podendo chegar a 55, em um contrato de até US$ 1,1 bilhão.
As aeronaves serão fornecidas em parceria com a Sierra Nevada Corporation e utilizadas em missões de treinamento avançado em voo, reconhecimento aéreo e apoio aéreo tático, com finalidade de operar em missões de vigilância de fronteira e ataques contra insurgência no Afeganistão e segurança nacional.

O Vale

Publicado em: 01/03/2013

Fabrica de Helicoptero fecha parceria com a Embraer

A Embraer, de São José dos Campos, anunciou ontem parceria com a empresa AgustaWestland, controlada pela italiana Finmeccanica, para produzir helicópteros comerciais e militares no Brasil. O memorando de entendimentos visa a criação de uma joint-venture que será formada pelas duas companhias e deve focar os mercados nacional e da América Latina.

Para a empresa, este é um passo importante à continuidade da expansão de negócios. “Estamos certos de que a combinação de habilidades e competências da Embraer e da AgustaWestland gerará valor para os clientes da região”, disse Frederico Curado, presidente da Embraer, em nota.

De acordo com a companhia, estudos preliminares apontam um grande potencial de mercado para helicópteros bimotores, de capacidade média, especialmente para atender às demandas apresentadas pelo mercado de óleo e gás. Outros setores-chave como transporte executivo e o segmento militar também mostram um potencial promissor, avalia a Embraer.

A previsão dos parceiros é estabelecer a joint-venture em poucos meses, tão logo seja alcançado o acordo final e obtidas as aprovações necessárias. O VALE apurou que o primeiro helicóptero deve voar no prazo de três anos. “O Brasil é um importante mercado e acreditamos que ter uma presença industrial neste país ajudará nosso negócio a prosperar ainda mais em um dos mercados de maior crescimento do mundo”, afirmou Bruno Spagnolini, presidente da AgustaWestland, em nota.

A nova parceira da Embraer é fabricante de helicópteros com operações na Itália, Reino Unido, Polônia e EUA. Para Marcos José Barbieri Ferreira, pesquisador de indústria aeronáutica e defesa e professor da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), os estudos da Embraer estão corretos, com boa perspectiva de mercado.

São três os segmentos: óleo e gás para transporte de funcionários para as plataformas de petróleo na costa brasileira, o executivo, no qual a demanda é maior em grandes metrópoles, como São Paulo, em razão do trânsito, e o terceiro é o transporte militar.

“Com a expansão do pré-sal, a perspectiva de ampliar é muito grande. Um mercado muito bom”, afirmou Barbieri. Segundo ele, o helicóptero é essencial para as Forças Armadas. “O Brasil tem um consumidor razoável de helicópteros que deve renovar ou expandir ainda mais”, disse. O local da unidade não foi informado. Há especulações de que possa ser São José. Assim, a geração de recursos abrir vagas na cidade.

Segundo Barbieri, as grandes empresas aeronáuticas, como Boeing e Airbus, estão se tornando conglomerados e atuando em diversas áreas como defesa e segurança. “A Embraer está aproveitando o aumento da demanda que está em expansão e buscando oportunidade”, disse.

O Vale

Publicado em: 22/01/2013

Segundo levantamento, GM é a mais cara do País

O salário médio dos trabalhadores da General Motors em São José é quase 15% maior que o da planta de São Caetano do Sul e 185% superior ao de Gravataí (RS). A redução salarial em São José é o principal item da pauta de exigências da GM para manter os 1.598 empregos ameaçados na cidade.

Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos, os operários ganham em média R$ 4.000 por mês em São José, contra R$ 3.500 de São Caetano e R$ 1.400 de Gravataí, a planta mais barata da GM no país. Na semana passada, a montadora condicionou a possível manutenção de 1.598 funcionários considerados excedentes a um plano para reduzir custos na unidade de São José.

A proposta deve ser apresentada pelo sindicato amanhã, data prevista para a terceira reunião do ano. Para Aparecido Inácio da Silva, o ‘Cidão’, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano do Sul, diálogo e flexibilização são o melhor caminho para tentar evitar a demissão em massa.

“Acho que o sindicato não acreditou que a GM pudesse fazer isso. Agora, é hora de reavaliar”, disse ele. Em entrevistas anteriores, o presidente do Sindicatos dos Metalúrgicos de São José, Antônio Ferreira de Barros, o ‘Macapá’, disse que não concorda com a redução dos salários.

Amanhã, GM e sindicato se encontram no Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo), às 9h. No sábado, termina o prazo do layoff, no qual 779 estão com o contrato suspenso desde agosto de 2012. Sem acordo, pode haver a demissão.

O Vale

Publicado em: 22/01/2013