Crise da GM tem interfêrencia do novo Prefeito

O prefeito de São José dos Campos, Carlinhos Almeida (PT), vai intermediar a negociação entre a General Motors e o Sindicato dos Metalúrgicos para tentar evitar a demissão de 1.500 trabalhadores da empresa na cidade. Eles podem perder o emprego em 26 de janeiro.

Ontem, o petista confirmou que irá receber os sindicalistas no Paço para ouvir as reivindicações da categoria. O encontro, que será realizado até a próxima semana, foi pedido pela entidade por meio de ofício protocolado anteontem.

“O prefeito tem todo o interesse em ajudar no que for possível para resolver esse impasse”, afirmou o secretário de Desenvolvimento Econômico, Sebastião Cavali. Carlinhos também fez contato ontem com a direção da GM para agendar uma reunião. Ele quer ouvir os dois lados antes de se envolver como intermediador da negociação. “A solução para a questão depende do entendimento entre a empresa e o sindicato”, disse o prefeito, por meio de nota.

A reunião de Carlinhos com os sindicalistas e a empresa devem ser agendadas antes do dia 16 de janeiro, quando as duas partes se encontrarão para mais uma rodada de negociação haverá outras nos dias 18 e 23. As discussões começaram em agosto de 2012, quando a empresa anunciou o fechamento da linha de produção MVA, na qual eram fabricados os modelos Corsa, Zafira e Meriva. Atualmente, apenas o Classic é feito lá. Para a GM, 1.840 trabalhadores são excedentes.

Desde agosto, segundo o sindicato, 340 empregados já teriam saído no PDV (Programa de Demissão Voluntária) aberto pela montadora. “A luta é para manter 1.500 empregos em São José. Na nossa avaliação, a demissão vai gerar perda de até 13 mil vagas se considerarmos os empregos indiretos”, afirmou Antônio Ferreira de Barros, o ‘Macapá’, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José.

Para ele e o secretário-geral Luiz Carlos Prates, o ‘Mancha’, o problema é muito mais político do que de mercado. “A empresa não tem problema de mercado. Está vendendo e faturando muito no país. Por isso, acreditamos que Carlinhos Almeida tem que assumir publicamente que é contra a demissão na GM.”

O Vale

Publicado em: 09/01/2013

Situação da GM cobra Carlinhos no início do mandato

A direção do Sindicato dos Metalúrgicos de São José vai cobrar do prefeito Carlinhos Almeida (PT) a intervenção dele para tentar evitar a demissão de 779 trabalhadores da General Motors que estão com o contrato de trabalho suspenso desde 27 de agosto do ano passado. O prazo do ‘layoff’ termina no dia 26 deste mês.

O grupo fez um pedido oficial há dois meses para uma reunião, mas até ontem não havia obtido retorno. “O prefeito pode nos ajudar de maneira que consigamos chegar até a presidente Dilma (Roussef) em Brasília. Ela precisa saber do que acontece na GM”, disse Antônio Ferreira de Barros, ‘Macapá’, presidente do sindicato.

Segundo a assessoria de imprensa do prefeito, ainda não há data para um encontro, mas que ele vai trabalhar como mediador e que o caso da GM é uma questão de urgência. A assessoria informou ainda que a prefeitura está disposta a receber tanto a GM que segundo ela, já foi procurada, como o sindicato.

“Nós entendemos que essa posição é muito pouco. Em campanha, o prefeito assumiu um compromisso de trazer empresas para São José e também de negociar a fabricação de novos carros na cidade. E agora nós vamos cobrar dele”, afirmou Macapá.

O mês será marcado por inúmeras manifestações programadas pelo sindicato. A primeira será no dia 10 quando todos os trabalhadores em layoff devem fazer uma passeata no centro da cidade. Logo depois, de acordo com Macapá, seguirão até a prefeitura na tentativa de serem recebidos pelo prefeito. “Será um mês de luta em defesa do emprego”, disse ele.

No dia 16, haverá uma reunião entre GM e sindicato. A direção da GM não se pronunciou ontem sobre o assunto, alegando que tal atitude é em respeito aos funcionários. Crise começa em 2008 quando a GM condicionou a fabricação de três novos modelos à redução do piso salarial para novas contratações. Após assembleias, o sindicato não aceitou acordo.

779 metalúrgicos ficam em layoff até o dia 26 de janeiro. No dia 10 do mesmo mês, haverá uma passeata no centro de São José e dia 16, uma nova reunião entre GM e sindicato.

O Vale

Publicado em: 03/01/2013

Cidade apresenta hopitais sem consultas para moradores

A Secretaria de Saúde de São José dos Campos realizou, desde agosto do ano passado, 28 Atendimentos Ampliados no Hospital Municipal, na zona leste, os chamados “mutirões”. No total, foram oferecidas 7.500 consultas médicas em especialidades como ortopedia e dermatologia. O problema está no índice de faltas da população, que não compareceu a 35% dos atendimentos oferecidos.

Mesmo assim, segundo a prefeitura, os mutirões surtiram efeito. De acordo com os dados, 64 mil pessoas esperavam por consultas antes da força-tarefa. Hoje, a fila é estimada em 37 mil redução de 42%. Apesar da redução estatística, a eficácia do sistema de mutirões é questionado por especialistas, que apontam falta de investimento nas UBSs (Unidades Básicas de Saúde) tidas como a solução para o gargalo do setor.

O VALE tentou por dois dias contato com o secretário de Saúde, Danilo Stanzani, para que ele fizesse um balanço dos mutirões, mas não houve retorno.  Para o presidente da APM (Associação Paulista de Medicina) em São José dos Campos, Sérgio Ramos, os mutirões não resolvem os problemas da saúde pública. “Se a gente conseguisse que as pessoas fossem atendidas na rede básica de saúde mais de 90% dos problemas seriam resolvidos”, disse Ramos.

Para ele, além de um maior investimentos nas UBSs, é necessário mudar o que ele afirma ser um problema cultural. “Hoje, se a pessoa tem uma dor de cabeça, vai no neurologista. Mas pode ser um stress, um mal estar qualquer, que no clínico geral já resolveria. Os mutirões são para atendimentos de especialistas, mas quem diz que determinado problema é de especialista?”, afirmou.

Em relação ao elevado índice de faltas aos atendimentos nos mutirões, o representante da APM em São José disse que essa é uma realidade também do setor privado. “De 10% a 30% dos atendimentos nos consultórios não acontecem porque o paciente faltou. Essa é uma cultura do brasileiro, infelizmente. Acredito, que para diminuir essa realidade, seja preciso a adoção de algumas sanções”, afirmou Ramos.

Para a diretora do Sindicato dos Servidores de São José, Zelita Ramos, os mutirões só deveriam ser adotados em casos emergenciais, como algum surto na cidade. “O mutirão não oferece o acompanhamento contínuo do paciente. É preciso mais médicos nas UBSs, onde se for detectado um problema mais sério será possível fazer algo. Os mutirões foi só servem para diminuir a fila de consultas”.

O Vale

Publicado em: 13/12/2012

Pib faz recusar a RMVale devido a crise da industria

Em uma década, a Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte recuou de 6,5% para 4,9% sua participação no PIB (Produto Interno Bruto) do Estado de São Paulo, revela estudo divulgado ontem pelo Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados). A pesquisa é referente ao período de 2000 a 2010.

O PIB conjunto dos 39 municípios somou em 2010 total de R$ 61,7 bilhões. A queda foi puxada por São José, o maior PIB da região, com R$ 24,1 bilhões. Segundo o estudo, o PIB estadual atingiu R$ 1,247 trilhão em 2010. A participação do município no PIB paulista recuou de 3,2% para 1,9%.

A cidade despencou do 2º para o 8º lugar no ranking do PIB dos municípios paulistas. Na contramão, Taubaté, segundo maior PIB da RMVale (R$ 9,7 bilhões), avançou três posições no ranking e passou de 19º para 16º lugar entre os 20 maiores municípios. O bom desempenho foi puxado pelos valores adicionados dos setores industrial e de serviços.

O PIB representa a soma das riquezas geradas pelos diversos setores e mede a diferença entre o custo de se produzir e o que se obtém como fruto dessa produção. Os números têm impacto no cotidiano e podem refletir na qualidade de vida da população.

Para o gerente da área de Indicadores Econômicos do Seade, Wagner Bessa, a queda da participação da RMVale no PIB paulista é explicada por problemas conjunturais, mas a região permanece com um grande polo econômico de São Paulo.

“Podemos dizer que, no caso de São José, um problema identificado que colaborou para a queda da participação do município no PIB paulista foi o desempenho da indústria de petróleo e gás”, afirmou. Bessa explicou que essa cadeia tem grande peso no PIB e a variação para baixo do preço internacional do petróleo aliada à política do governo federal de “represamento” do preço interno dos derivados influenciou na composição final do PIB do município.

“Mesmo tendo registrado queda, São José é o terceiro colocado no ranking estadual considerando a participação dos municípios no valor adicionado da indústria, atrás apenas da capital e de São Bernardo do Campo”, disse. Já o bom desempenho de Taubaté foi avaliado pelo gerente da Seade como resultado do crescimento dos polos industrial, sobretudo do setor automotivo, e de serviços na cidade. “A cidade registrou avanços nos polos varejista, atacadista e automotivo.”

O economista Edson Trajano, da Unitau (Universidade de Taubaté), ponderou que o polo industrial de São José é afetado pela crise econômica internacional. “As indústrias de São José exportam para países ricos da Europa e para os Estados Unidos, que enfrentam crise. Aliado a esse fator há a questão do setor de óleo e gás que enfrenta problema de preços”, disse.

“Com Taubaté acontece o contrário. As indústrias fornecem para o mercado interno e para o Mercosul, que não estão em crise ”, afirmou Trajano. O secretário de Desenvolvimento Econômico de São José dos Campos, José de Mello Corrêa, afirmou que o resultado do PIB de 2010 mostra que a situação de São José permanece estável. “A expectativa é positiva par os próximos anos”, disse.

O Vale

Publicado em: 13/12/2012

Empregos ficam ameaçados na industria devido a crise

As dificuldades para competir no mercado brasileiro diante da ‘invasão’ de produtos fabricados na China podem levar a multinacional japonesa Panasonic a encerrar uma história de 40 anos em São José. A empresa, que só produz pilhas e baterias na cidade, mas já fez micro-ondas e tubos para televisão, estuda levar a produção para Minas Gerais, atrás da promessa de benefícios fiscais do governo.

A ‘guerra fiscal’ entre São Paulo e Minas Gerais pode ceifar 400 empregos em São José e piorar a situação na região. O Vale do Paraíba acumula perda de 3.250 empregos formais, com carteira assinada, entre janeiro e outubro deste ano, segundo levantamento do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo).

Em Taubaté, outra crise na indústria preocupa. Os cerca de 700 trabalhadores da MP Plastics, antiga Pelzer, estão com os empregos ameaçados. Para evitar o fechamento da unidade, a Panasonic aguarda uma redução de impostos e outros benefícios por parte do governo estadual.

A empresa entregou uma pauta de reivindicação para a administração estadual, no dia 3 de dezembro, e aguarda a análise da Comissão de Avaliação da Política de Desenvolvimento Econômico. Fazem parte da comissão técnicos das secretarias de Desenvolvimento Econômico, fazenda e Planejamento.

Sem prazo para a análise ser concluída, a situação na empresa é de tensão e preocupação. A direção não descarta a mudança para Minas Gerais, onde a empresa já possui uma unidade em Extrema. José Mariano Filho, gerente de Relações Externas da Panasonic, disse que a empresa precisa aumentar a competitividade para enfrentar a enxurrada de pilhas e baterias produzidas na China e vendidas no país.

Única fábrica a produzir pilhas alcalinas no Brasil, segundo Mariano Filho, a Panasonic espera reduzir impostos estaduais e municipais para manter a unidade em São José. “Já conversamos com o governo estadual e a decisão está com eles. Buscamos apoio para ficar em São José. Temos custos muito altos para competir com produtos de fora, que chegam a preços baixos.”

O problema da multinacional japonesa foi tratado no final de novembro em uma reunião do secretário de Estado em exercício de Desenvolvimento Econômico, Luiz Carlos Quadrelli, e a empresa. O encontro foi intermediado pelo deputado estadual Hélio Nishimoto (PSDB) e contou ainda com o diretor da Secretaria de Desenvolvimento Econômico de São José, Toshihiro Yosida.

Segundo Nishimoto, são grandes as chances de o governo estadual propor medidas para evitar o fechamento da Panasonic em São José. O principal pedido da empresa, ainda segundo o deputado, foi de cortes no ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços).

“Estou muito otimista com a situação e espero que o governo encontre uma solução para o problema.” Na avaliação do diretor da regional de São José do Ciesp, Almir Fernandes, a “guerra fiscal” não é boa para nenhum dos lados e expõe a alta taxa de encargos que mina a competitividade do setor industrial. “Não competimos mais com o vizinho do lado, mas com o mercado global. Essa guerra fiscal é política e não é boa para ninguém”, disse.

José Dantas Sobrinho, diretor do Sindicato dos Metalúrgicos, afirmou que a crise na Panasonic vem desde o final de 2010, quando surgiram os primeiros boatos de fechamento. Ele disse que os trabalhadores serão mobilizados para evitar demissão.

O Vale

Publicado em: 12/12/2012

Sindicato ameaça cortes da GM na cidade

Metalúrgicos da General Motors de São José dos Campos prometem partir para o ataque para evitar a demissão de 1.600 trabalhadores da empresa em janeiro, mês que concentrará as mobilizações da categoria. “Teremos um ‘janeiro vermelho’ em São José com paralisações, ocupações na via Dutra e greves. É um absurdo o que a GM quer fazer”, disse Antônio Ferreira de Barros, o ‘Macapá’, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José.

Hoje, sindicalistas e representantes da montadora terão uma nova reunião para discutir a situação dos 779 funcionários da GM que estão com o contrato de trabalho suspenso (layoff) desde 30 de novembro. Amanhã, o sindicato espera levar uma massa de trabalhadores à região central de São José, às 9h, para uma passeata de protesto, a segunda desde que a crise estourou.

Eles tentarão sensibilizar a empresa a reintegrar os trabalhadores em layoff e manter a linha de produção MVA, onde atualmente só é produzido o Classic. O prazo para término da suspensão temporária dos contratos de trabalho é 26 de janeiro de 2013.

Em declarações recentes, que revoltaram os sindicalistas, o presidente da General Motors América Latina, Jaime Ardila, teria sinalizado com a possibilidade de levar a produção do Classic para Rosário, na Argentina, e demitir em São José. A GM não fez comentários sobre o assunto ontem.

Pelas contas do sindicato, pelo menos 1.600 trabalhadores seriam colocados no olho da rua, sem contar os 200 que já teriam deixado a empresa por meio de um PDV (Programa de Demissão Voluntária). “Executivos da GM disseram que esperam um acordo com o sindicato para resolver a questão. Estamos abertos a fazer todos os acordos necessários para evitar as demissões, o que não vamos aceitar”, afirmou Barros.

O sindicalista acusa a GM de “radicalismo” e de não aceitar nenhuma proposta feita pelos trabalhadores. A crise na GM de São José começou em 2008, quando a empresa desistiu de investir na planta, trazendo novos veículos, por falta de acordo com o sindicato. Ela queria diminuir os salários. Os altos salários pagos na planta estariam afetando a competitividade da empresa.

O Vale

Publicado em: 06/12/2012

Sindicato dos Metalúrgicos acusa GM por demissões

Documento entregue ao governo federal, na última segunda-feira, pelo Sindicato dos Metalúrgicos de São José comprovaria mais de 1.300 demissões na General Motors em todo o país, sendo 1.228 somente na cidade, no período de agosto de 2011 a setembro deste ano.

O sindicato quer usar o documento para obter ajuda do governo contra possíveis demissões na cidade. Cerca de 1.800 funcionários estão ameaçados de dispensa na fábrica. Destes, 779 estão em layoff até 26 de janeiro de 2013, considerados excedentes pela empresa em São José.

“Nosso objetivo é agendar ainda para este ano uma audiência com a presidente Dilma Rousseff e o prefeito eleito em São José, Carlinhos Almeida. Queremos que nos ajudem a impedir as demissões”, disse o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Antonio Ferreira de Barros, o ‘Macapá’.

Segundo o secretário geral do sindicato, Luiz Carlos Prates, o ‘Mancha’, houve evolução nas negociações, mas o impasse continua. “É inaceitável que a empresa não abra mão dessas demissões. Estamos dispostos a fazer acordo, buscar uma solução”, afirmou.

Em coletiva ontem, o sindicato apresentou representantes de sindicatos da Espanha, Alemanha, Colômbia e Argentina que estão no Brasil para o Encontro Internacional que acontece hoje em São José. Eles também foram apresentados aos metalúrgicos em assembleia realizada na tarde de ontem na porta da GM. Uma segunda assembleia acontece hoje pela manhã na entrada do primeiro turno.

De acordo com o sindicato, a união dos sindicatos é uma forma de pressionar os governos municipal e federal e a própria fábrica. “A vinda deles é muito importante. São manifestações de apoio como essas que precisamos para nos fortalecer e resistir a essas demissões”, afirmou Macapá.

O único carro que sobreviveu à crise no MVA na planta de São José, o Classic, está com os dias contados. Segundo o sindicato, a produção do veículo deve ir para a fábrica da Argentina. “Estamos lutando para manter a produção do Classic em São José juntamente com os empregos”, disse ele. A GM não comenta o assunto.

Para Stefen Reichelt, vice-presidente da Comissão da Opel-GM, na Alemanha, os problemas vividos hoje pelos metalúrgicos de São José não é apenas local. “A GM em Bochum deve ser fechada até 2016. Serão 5.000 trabalhadores nas ruas. A crise de agora é a mais difícil”, disse. Reichelt ressaltou que desde o fim a 2ª Guerra nenhuma fábrica fechou na Alemanha.

O Vale

Publicado em: 21/11/2012

Mesmo em meio a crise, Embraer mantém as vendas

Mesmo com retração nas vendas, a Embraer, de São José dos Campos, descarta, por enquanto, reduzir o ritmo de produção. A carteira de pedidos firmes da empresa recuou 22,5% nos últimos 12 meses, segundo os dados do balanço financeiro do terceiro trimestre, divulgado anteontem à noite. A carteira fechou o terceiro trimestre de 2012 em US$ 12,4 bilhões em pedidos a entregar, ante US$ 16 bilhões de um ano antes.

A empresa efetivou de janeiro a setembro deste ano 30 vendas de jatos para a aviação comercial, carro-chefe da companhia, ante 62 no mesmo período de 2011. O vice-presidente executivo financeiro da empresa, José Antônio Filippo, disse que a cadência produtiva será mantida, pois a companhia trabalha com boas perspectivas de negócios para os próximos meses.

No entanto, para manter o mesmo ritmo produtivo no próximo ano, a Embraer precisará fechar novas vendas de jatos comerciais nos próximos seis meses. Segundo a empresa, há pequeno risco de redução do ritmo produtivo em 2013. Filippo evitou detalhar as perspectivas futuras de curto prazo com relação a vendas.

“Estamos com campanhas em andamento, principalmente nos Estados Unidos, e esperamos resultados nos próximos meses”, afirmou o executivo na teleconferência sobre o balanço financeiro. Um dos potenciais negócios pode ser com a aérea Delta Air Lines, que anunciou ontem que até o final do escolherá o fornecedor da frota de 70 aeronaves de até 76 lugares que pretende comprar.

Além da Embraer, com o jato 175, a canadense Bombardier também está na disputa. A carteira de encomendas firmes de jatos comerciais totalizou 178 unidades no final do terceiro trimestre.  Filippo afirmou também que a empresa espera bons resultados na aviação executiva no quatro trimestre, após fraco desempenho nos anteriores.

Até o final de setembro, foram despachados 46 jatos executivos 40 leves e 6 grandes. “O quatro trimestre sempre é mais forte para a aviação executiva”, disse Filippo. Embora tenha revertido no terceiro trimestre o prejuízo registrado um ano antes, a companhia informou que o resultado do lucro líquido poderia ter ser maior não fosse a situação relacionada à proposta feita pela fabricante para reestruturar financiamentos pendentes da cliente Chautauqua Airlines, controlada pela Republic Airways.

No balanço, a fabricante informa que o impacto foi da ordem de R$ 85,1 milhões. A Embraer fechou o terceiro trimestre com lucro líquido de R$ 132,5 milhões ante prejuízo de R$ 200 no mesmo período do ano passado. Ontem, a cotação das as ações da companhia fecharam em baixa.

O Vale

Publicado em: 25/10/2012

Nova greve na cidade é dos funcionários da Avibras

Trabalhadores da Avibras em São José dos Campos entraram em greve nesta quinta-feira (4), de acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos. Os 300 funcionários que trabalham na unidade da Avenida Cassiano Ricardo (antiga Tectran) reclamam de atrasos nos salários.

Segundo a categoria, a empresa sinalizou que pretende parcelar o pagamento, medida que não é aceita pelos metalúrgicos que exigem o depósito dos vencimentos integrais até esta sexta-feira (5). “A empresa disse que vai acertar os salários dos funcionários que recebem até R$ 3 mil, líquido. Os demais devem ter o acerto só na quarta-feira que vem, dia 10. Essa mobilização foi para forçar uma atitude por parte da empresa que não sinalizava um acerto”, explicou o diretor do sindicato, Elias Osses, ao G1.

Osses afirma ainda que esse acerto deve abranger 800 funcionários da empresa, que estão nessa faixa salarial de R$ 3 mil. Ele diz ainda que nos últimos meses a Avibras vem passando por problemas financeiros. “A empresa esbarra na burocracia do governo federal. Os recursos estão disponíveis, mas não chegam e isso prejudica a todos”, afirmou.

A empresa, que realiza montagens de viaturas e integração eletrônica, emprega cerca de mil funcionários em duas unidades. Uma que fica às margens da rodovia dos Tamoios e a outra no Jardim Aquárius. O G1 tentou entrar em contato, por telefon, com o presidente da empresa para que ele comentasse o assunto, mas não obteve sucesso.

G1 (Vnews)

Publicado em: 05/10/2012

Pesquisa aponta Sindicato culpado por crise na GM

O Sindicato dos Metalúrgicos é o responsável pela crise dos empregos na fábrica da General Motors em São José dos Campos. É o que aponta pesquisa O VALE/Mind. A sondagem, realizada entre os dias 29 e 30 de agosto, mostra que, para 30% dos eleitores pesquisados, o sindicato é o culpado pela crise trabalhista na montadora.

Para 20,3% dos entrevistados, a culpa é da própria GM. Outros 13% disseram que o governo federal é o culpado e para 7%, a responsabilidade é da prefeitura. Segundo o levantamento, para 0,7% dos pesquisados, a crise tem outros motivos e 16,5% responderam que todas as partes têm parcela de culpa.

A pesquisa mostra ainda que 3,3% não apontaram nenhuma das opções apresentadas e outros 9,2% não souberam ou não responderam. Foram ouvidas 600 pessoas e a margem de erro é de quatro pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral.

Em julho, a montadora encerrou a produção dos modelos Corsa, Meriva e Zafira na linha de montagem MVA, que permanece produzindo apenas o Classic. A GM alega que a planta de São José é a menos competitiva do grupo no país e possui um excedente de 1.840 trabalhadores. No começo de agosto, a empresa e o sindicato firmaram acordo que possibilitou a suspensão temporária da demissão em massa na unidade.

Um grupo de 925 empregados teve o contrato de trabalho suspenso até novembro. Para voltar a investir na fábrica, a GM quer adotar medidas de flexibilização trabalhista, como redução e nova grade de salário, entre outras.

A sondagem foi estratificada por sexo, idade, escolaridade, religião, zona geográfica da cidade e renda familiar mensal.Considerando a idade, o maior percentual dos entrevistados, 34,2%, que apontaram o sindicato como o culpado pela crise têm de 25 a 34 anos.

Já entre os que acham que a GM é a maior responsável, o maior percentual, 32%, está entre os que têm de 16 a 24 anos. Considerando a renda, 39,7% dos que ganham acima de 5 salários mínimos disseram que a culpa é do sindicato, enquanto que para 21,7% que ganham até 3 salários a responsabilidade é da montadora.

A sondagem revela que 38,4% dos homens pesquisados apontam o sindicato como culpado e 22,2% das mulheres pensam o mesmo. Já para 18,3% dos homens e 22,2% das mulheres, a culpa é da empresa.

O Vale