Transporte Público pode ter aumento na tarifa de ônibus

Quem anda de ônibus em São José dos Campos (SP) corre o risco de pagar mais caro pelo bilhete a partir de fevereiro. As três empresas que compõem o sistema de transporte público na cidade Saens Peña, Expresso Maringá e CS Brasil pediram aumento da tarifa, que atualmente é de R$ 2,80. Um dos pedidos é que a cobrança ultrapasse os R$ 4.

O pedido de reajuste foi protocolado na Câmara e na Secretaria de Transportes. O último reajuste foi aplicado em janeiro de 2011,  quando a tarifa subiu de R$ 2,50 para R$ 2,80. Antes, havia sido aplicado aumento em julho de 2009 e em 2007.

Segundo a prefeitura, a Saens Peña pediu aumento da tarifa para R$ 3,73, a CS Brasil pediu um reajuste para R$ 3,96 e a Expresso Maringá, R$ 4,09. O secretário de Transportes, Wagner Balieiro, afirmou por telefone que, por contrato, janeiro é o mês previsto para essa solicitação de reajustes da tarifa.

Segundo ele, os valores solicitados serão analisados pela equipe técnica e o prazo para resposta é de 10 dias. Ele disse ainda que está conversando com os moradores para saber qual é a avaliação do serviço que está sendo oferecido pelas concessionárias.

G1 (Vnews)

Publicado em: 28/01/2013

Escolas Particulares tem reajuste para 2013 na mensalidade

A mensalidade das escolas particulares da região deve sofrer reajuste de até 12% em 2013. O aumento deve impactar no orçamento das famílias de 103 mil alunos matriculados na rede privada no Vale do Paraíba.  A alta para o próximo ano supera a estimativa dos analistas dos bancos para a inflação no próximo ano, projetada em 5,48%.

A região conta com mais de 500 estabelecimentos de ensino particular. São 39 mil alunos apenas em São José dos Campos. O período de matrícula e rematrículas começou na maioria das unidades no mês passado. De acordo com o sindicato das escolas particulares do Vale do Paraíba, Serra da Mantiqueira e Litoral Norte (Sieeesp), o índice de reajuste é definido pelas entidades, sem interferência do sindicato.

A média de reajuste encontrada em todo o Estado varia de 8% a 15%. “O que recomendamos às escolas é bom senso na hora de estabelecer o reajuste. Em anos anteriores tivemos até escolas que optam pelo congelamento das mensalidades”, disse Maria Helena Dutra Baeza, diretora regional do Sieeesp. As escolas têm até o mês de dezembro – prazo de 45 dias antes do início do próximo ano letivo – para definir o índice de reajuste.

Segundo o sindicato, o aumento é calculado com base em melhorias pedagógicas que a unidade pretenda oferecer, reformas, compra de equipamentos, materiais e até o índice de inadimplência médio. Além disso, a projeção do dissídio dos professores, em março, também é levado em consideração.

“O que já se sabe para o ano que vem, por exemplo, é que um acordo coletivo com o sindicato dos professores prevê aumento real para a categoria. Então precisamos somar a inflação do período, mais esse índice de aumento real às nossas projeções de custos”, disse Heloísa Marques Silva, diretora financeira do Colégio Jardim das Nações, em Taubaté.

Índices
Em São José dos Campos, o Poliedro vai aumentar as mensalidades em até 10% em 2013. O colégio Anglo não reajustou as mensalidades para o ensino médio e no ensino fundamental o aumento foi de 2%. As escolas Mater Dei e Moppe foram procuradas pelo G1, mas até a publicação da reportagem não haviam informado se haverá reajuste e quais os índices que serão aplicados. Em Taubaté, o Colégio Idesa vai reajustar 7%, o Saad, 8% e o Jardim das Nações entre 10,66% e 12%.

Recomendação
Para o diretor técnico do Procon de São José, Sérgio Werneck, é fundamental que os pais peçam para ver a planilha de custos feita pela escola antes de fazer a matrícula. “O reajuste indicado pela escola tem que ser condizente com a planilha de custos apresentada. Senão tem algo errado, pode ser um aumento abusivo”, disse, por telefone, ao G1.

Ele alertou ainda sobre as reservas de vagas, feitas normalmente nesta época do ano. “Reserva de vaga só pode ser cobrada de aluno novo e, ainda assim, o valor tem que ser abatido da anuidade na efetivação da matrícula”, afirmou.

G1 (Vnews)

Publicado em: 13/11/2012

Aumento das passagens está nas mãos de Carlinhos

O prefeito de São José dos Campos, Eduardo Cury (PSDB), vai deixar a decisão sobre o aumento da passagem de ônibus para o governo Carlinhos Almeida (PT). Hoje, a tarifa custa R$ 2,80. Ontem, o secretário de Transportes Anderson Farias disse que administração municipal vai elaborar um estudo sobre o custo do sistema em dezembro, e que esse levantamento poderá apontar a necessidade de alteração no valor da tarifa.

O último reajuste da passagem ocorreu em janeiro de 2011, quando subiu de R$ 2,50 para os atuais R$ 2,80. “Independentemente da empresa pedir ou não reajuste, todos os anos nós fazemos o cálculo da tarifa. É regra de contrato analisar o custo operacional das empresas, os gastos com diesel, quadro de funcionários e a quantidade de passageiros transportados por quilômetro quadrado”, disse.

Segundo Ferreira, “não houve necessidade de reajuste” até o momento. “Fazemos esse cálculo do custo operacional periodicamente. O estudo será feito em dezembro e poderá ficar para o próximo [prefeito] a gestão de uma discussão sobre a revisão”, afirmou.

Os contratos das três de concessão das três empresas que exploram atualmente o sistema Expresso Maringá, Júlio Simões e Saens Peña libera a revisão anual da tarifa, mas não obriga. O secretário de Transportes informou que o resultado da análise técnica poderá indicar necessidade de aumento, redução ou até de manutenção do valor da tarifa.

Em janeiro deste ano, as três empresas que operam o sistema pediram à prefeitura um aumento de 7,2% no valor da tarifa do ônibus. Com o reajuste, o preço da passagem passaria para R$ 3. O pedido gerou uma série de protestos da na cidade e acabou sendo negado pelo prefeito Eduardo Cury. Na época, o governo do PSDB informou que estudos apontaram que não havia necessidade de aumento, mas não os detalhou.

Ferreira reconheceu o desequilíbrio financeiro da Saens Peña, que teria chegado a operar com 8% de déficit. “Não houve pedido de aumento de tarifa. O que houve foi um pedido da Saens Peña de reequilíbrio contratual em relação ao número de linhas que estava operando e ao número de passageiros”, disse.

Segundo ele, a criação das linhas 142 (Corredor Sul 2) e 140 (Corredor Norte 1), além do aumento de viagens na linha 331 (Campo dos Alemães/Aquarius) contribuiram para o reequilíbrio. A Saens Peña opera atualmente 34 linhas.

O prefeito eleito Carlinhos Almeida não comentou o caso. Por meio de sua assessoria, ele informou que irá tratar do assunto só após sua posse. “Essa questão será avaliada no momento oportuno, após a posse, em janeiro. Vamos utilizar critérios técnicos, jurídicos e sociais antes de qualquer decisão”, disse.

O Vale

Publicado em: 09/11/2012

Reajuste salarial da GM é aprovado pelos Metalurgicos

Metalúrgicos da General Motors de São José dos Campos aprovaram ontem em assembleias a proposta de 8,24% de reajuste salarial mais R$ 3.250 de abono oferecidos pela montadora. Somente o abono irá injetar R$ 24,37 milhões na economia da cidade em outubro.

O reajuste representa 5,39% de reposição da inflação mais 2,7% de aumento real. O sindicato reivindicava aumento de 12%, sendo 7% de aumento real. Os trabalhadores já haviam recusado uma outra oferta da montadora de 2% de aumento real mais inflação e abono de R$ 2.500.

O secretário-geral do sindicato, Luiz Carlos Prates, o ‘Mancha’, comemorou a aprovação e disse que as empresas da cadeia produtiva têm condições de conceder reajustes similares. “O acordo foi um avanço, conseguimos um aumento maior que foi previsto no ano passado”, afirmou.

Segundo o secretário-geral do sindicato, as empresas recebem incentivos fiscais mas não repassam os lucros para os trabalhadores. A GM possui 7.500 funcionários em São José. Destes, 925 estão em layoff com os contratos de trabalho suspensos.

Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos, o acordo prevê o reajuste de 8,24% para salários de até R$ 8.000. Acima disso, será pago um fixo de R$ 659,20. O abono será igual para todos os trabalhadores, inclusive para os que estão em layoff. O piso salarial teve reajuste de 8,58%, passando de R$ 1.576,68 para R$ 1.712.

O diretor regional do Ciesp (Centro de Indústrias do Estado de São Paulo) de São José, Almir Fernandes, considerou o reajuste concedido pela GM “fora da realidade”. Segundo ele, as outras indústrias não têm condição de manter aumento. “As outras não tem como acompanhar esse aumento. Se mantiverem esse reajuste, muitas indústrias vão quebrar”, afirmou.

Segundo Fernandes, esse ano foi muito ruim para as empresas, o que provocou a demissão de funcionários. “O sindicato está matando a galinha dos ovos de ouro.” A General Motors não fez um pronunciamento oficial, apenas informou via assessoria de imprensa que o acordo foi importante para a empresa.

Para o economista Edgard Pereira, o setor automobilístico tem mais condições de aumentos devidos aos incentivos do governo no setor. A Prefeitura de São José não quis se manifestar, pois considera o assunto restrito à empresa e aos funcionários.

O Vale

Parque Tecnologica ganha reajuste de mais de 300%

Sob investigação do TCE (Tribunal de Contas do Estado), o contrato de gestão do Parque Tecnológico de São José, firmado entre a prefeitura da cidade e uma OS (Organização Social), vai ter seus repasses reajustados de R$ 3,6 milhões para R$ 12,8 milhões por ano.

O reajuste de 355,1% foi aprovado no mês passado. Nos próximos cinco anos, a Associação Parque Tecnoló-gico deverá receber R$ 64,2 milhões da prefeitura para conduzir políticas públicas de fomento à produção tecnológica junto às empresas do ramo.

Formalizado em maio de 2009, o contrato em questão recebeu pareceres negativos do TCE em investigações preliminares. Auditorias do órgão concluíram que o governo do prefeito Eduardo Cury (PSDB) feriu “princípios constitucionais da legalidade” ao escolher a associação como vencedora do processo.

“Entendemos que seria descabido qualificar uma associação que havia sido constituída em agosto de 2007, que não possuía patrimônio próprio, sede própria, vida própria e que pretendia viver por conta do contrato de gestão com o poder público”, afirmam os auditores em relatório.

O caso ainda não foi julgado pelos conselheiros do TCE, que pediram, no ano passado, explicações à prefeitura e à associação. Em 2009, o governo tucano escolheu a Associação Parque Tecnológico por meio de um processo de seleção denominado “Chamada Pública” instrumento também considerado irregular pelo TCE. Na época, o contrato foi firmado, para cinco anos, por R$ 18 milhões.

O reajuste contratual é defendido pela prefeitura e pelo parque. Novos investimentos e metas justificariam o aumento. Vereador e presidente do PT em São José, Wagner Balieiro criticou o reajuste. “Os parques devem buscar a autossustentabilidade. Aqui, vemos uma injeção de dinheiro público sem uma política para o parque se gerir”, disse.

Reconhecida como expert na concepção e instalação de parques tecnológicos, Désirée Moraes Zouain afirmou que é “muito difícil divorciar os parques da possibilidade de receber recursos públicos”. “Eles estão inseridos e são importantes ferramentas para políticas públicas regionais.” Contudo, Désirée apontou que “um projeto de parque tecnológico deve buscar, na estruturação do seu plano de negócios, a sustentabilidade econômico-financeira.”

O Vale

Prefeitura realiza reajuste na Bolsa Auxilio na cidade

A Prefeitura reajustou em 33,92% o valor do programa Bolsa Auxílio Qualificação, passando de R$ 516 para R$ 691, a partir do dia 1º de abril. O projeto de lei solicitando autorização para o reajuste foi enviado à Câmara Municipal nesta quinta-feira (22). O último reajuste da bolsa havia sido em abril de 2009.

O programa é desenvolvido por meio da Secretaria de Desenvolvimento Social e oferece até 2 mil vagas aos moradores de São José dos Campos que estão desempregados. Além da bolsa, os participantes também recebem cesta básica e vale transporte.

Os bolsistas também participam, durante oito horas por semana, de cursos de capacitação profissional oferecidos pelos programas Qualifica (Senac) e Caminho do Saber (Senai) nos Prodecs.

Para concorrer a uma vaga, a pessoa tem que estar desempregada, morar em São José dos Campos há mais de dois anos e atender a critérios socioeconômicos como: possuir renda per capita até a metade do piso salarial vigente no Estado. O tempo máximo de permanência no programa é de dois anos.

Prefeitura Municipal

Reajuste no pedágio

Motoristas, preparem o bolso. O valor do pedágio da rodovia Presidente Dutra será reajustado a partir de segunda-feira, 1o de agosto. A tarifa simples terá reajuste de 4,35% e passará de R$ 9,20 para R$ 9,60 nas praças de Moreira Cesar (Pindamonhangaba), Itatiaia e Viúva Graça (RJ).

Na praça de Jacareí, a tarifa simples será majorada de R$ 4,10 para R$ 4,20. Nas praças Parateí Sul e Parateí Norte não haverá reajuste na tarifa, que permanece de R$ 2,30. O aumento foi autorizado pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) e publicado ontem no Diário Oficial.

Segundo a concessionária CCR NovaDutra, o reajuste anual é calculado com base em uma cesta de índices da Fundação Getúlio Vargas, conforme determina o contrato de concessão.

Caro. Para Manoel de Souza Lima, vice-presidente do Sindicato das Transportadoras de Cargas de São Paulo, a tarifa do pedágio da Via Dutra é cara.  Pelas regras, publicadas em abril, há possibilidade de aumento ou redução do valor da tarifa básica de pedágio, prorrogação do contrato e modificação de obrigações contratuais e mudanças de praças de pedágio, entre outras.

Balanço do primeiro trimestre de 2011 da CCR (holding que controla a NovaDutra), mostra que no primeiro trimestre deste ano, 34,069 milhões de veículos pagaram pedágio ante 32,3 milhões no mesmo período do ano passado. A concessionária informa que já investiu, em 15 anos de concessão, valor superior a R$ 3 bilhões na rodovia.

O Vale

Reajuste salarial

A direção do Sindicato dos Metalúrgicos de São José realiza hoje, às 9h, um seminário para definir o índice geral da campanha salarial da categoria neste ano.

No evento, que será no Hotel Comfort, jardim Paulista, também estarão representantes dos metalúrgicos de Santos, Limeira, Campinas e da federação de Minas Gerais, que formam a base do CSP Conlutas.

No último sábado, o sindicato promoveu assembleia geral para definir a pauta de reivindicações da campanha salarial deste ano. Entre os principais tópicos estão reposição de inflação, aumento real do salário-base e redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem redução dos salários.

Hoje, os metalúrgicos decidirão o índice que será proposto e a data de entrega da pauta à Fiesp (Federação das Indústriais do Estado de São Paulo).

Segundo ele, o reajuste salarial total da categoria será definido tomando como parâmetro a inflação calculada entre agosto de 2010 e julho de 2011, além de considerar a produtividade nas fábricas durante o período.

Na campanha deste ano, as cláusulas sociais debatidas a cada dois anos voltam a ser discutidas. Entre elas está o aumento da licença-maternidade de 120 para 180 dias.

O documento já foi entregue na sede da Fiesp. As reivindicações pouco diferem da pauta de São José. A base de Taubaté reivindica valorização do piso salarial, aumento real do salário, reposição da inflação, entre outros itens.

As negociações na Fiesp acontecem em grupos determinados divididos pela categoria dos trabalhadores e especialidade das empresas. O Sindicato dos Metalúrgicos São José atende também as cidades de Jacareí, Caçapava, Santa Branca e Igaratá e tem uma base com cerca de 40 mil trabalhadores.

Já o sindicato de Taubaté possui uma base com pouco mais de 20 mil trabalhadores. A Fiesp não comenta o tema enquanto não as negociações não tiverem início.

O Vale