Completa 4 anos obras do Teatro Municipal na cidade

Há quatro anos paralisadas, as obras do novo Teatro Municipal de São José dos Campos continuam sem data para recomeçar, e o espaço, uma das principais promessas do prefeito Eduardo Cury (PSDB), não será entregue na atual administração.

Com os alicerces construídos de forma invertida, a obra foi parar na Justiça e hoje encontra-se suspensa para coleta de provas e apuração de possível prejuízo aos cofres municipais e, consequentemente, culpados. O novo teatro, que deve ficar em Santana, na zona norte da cidade, começou a ser erguido com a frente virada para a avenida Olivo Gomes, quando a mesma deveria ficar voltada para o Parque da Cidade.

O erro foi descoberto dois anos depois, já com as obras paralisadas. Na época, o PT acionou a Justiça pedindo a condenação do prefeito e o ressarcimentos aos cofres públicos dos valores gastos até aquele momento. Iniciados em agosto de 2007, os serviços foram paralisados em maio do ano seguinte por determinação de Cury, que alegou atrasos no cronograma da obra. A paralisação completará quatro anos no próximo sábado.

Até então, a empreiteira Teto Construções e Comércio, que trabalhava na fundação do prédio, recebera R$ 685,4 mil do governo. Ainda em 2009, Cury tentou retomar os serviços em nova licitação, mas nenhuma empresa foi habilitada.

Então, por R$ 22,9 milhões, o tucano repassou a obra à Urbam (Urbanizadora Municipal S/A). O Tribunal de Justiça, contudo, suspendeu o reinício até que as irregularidades fossem apuradas. Desde então, o governo tucano diz que só definirá o futuro do Teatro Municipal após a decisão da Justiça. Cury acusa o PT de politizar o assunto e afirma que o erro na execução do projeto não trará prejuízo ao erário.

A apuração da Justiça, conduzida pelo juiz da 2ª Vara da Fazenda Pública de São José, Luiz Guilherme Cursino de Moura Santos, está em fase de coleta de depoimentos. Cury eximiu-se de culpa no processo e apontou sete servidores municiais como responsáveis por eventuais falhas.

A Justiça tem encontrado dificuldades para acioná-los, já que alguns estão morando em outros Estados.
O processo, sem previsão de conclusão, ainda contará com perícias judiciais. Apesar do pedido de Cury, o juiz o manteve como réu na ação.

Enquanto a Justiça avalia o caso, e a administração municipal aguarda, o terreno que deveria abrigar um moderno espaço cultural, com capacidade para 1.000 espectadores e infraestrutura para receber grandes eventos, tornou-se um grande matagal. Ao lado da portaria do Parque da Cidade, o que deveria ser o teatro é um espaço com mato alto, ferros enferrujados expostos, muitos já retorcidos, alguns pedaços de concreto quebrados e só.

“É uma pena vermos o aniversário da paralisação das obras do teatro invertido, quando seria importante a cidade ter um Teatro Municipal”, afirmou a presidente da Companhia Cultural Bola de Meia, Jacqueline Baumgratz.

Atriz e produtora em São José, Andréia Barros também lamenta o impasse em torno do Teatro Municipal.
“Acho que sinto falta não ter o teatro não só enquanto atriz, mas enquanto espectadora. Um teatro desse porte iria permitir a vinda de peças grandes a São José, como óperas, musicais”, afirmou.

“Acredito também”, continuou Andréia, “que o novo teatro teria um valor simbólico, auxiliando na formação de público, no fomento da cultura”. Jaqueline avalia que o novo Teatro, aliado a uma política descentralizadora, com “polos de teatro na periferia”, fortaleceria a arte na cidade.

O Vale

Definição do novo Diretor do Inpe demorará dois meses

A definição do novo diretor do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), de São José dos Campos, deve demorar ainda pelo menos mais dois meses. A previsão foi feita pelo ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, a diretores do Sindict (Sindicato Nacional dos Servidores Públicos Federais na Área de Ciência e Tecnologia do Setor Aeroespacial) na semana passada.

O presidente da entidade, Ivanil Elisiário, relatou que Raupp informou que deseja ter na direção do Inpe uma pessoa que tenha afinidade com o presidente da AEB (Agência Espacial). “Ele disse que quer trabalhar em sintonia com os comandos do Inpe e da AEB”, afirmou o dirigente.

Segundo Elisiário, Raupp prevê que ainda serão necessários pelo menos mais 60 dias para a conclusão do processo de definição do presidente da AEB e do Inpe. O impasse está relacionado à demora na nomeação do atual diretor do Parque Tecnológico de São José, José Raimundo Coelho, para a presidência da AEB.

Na última sexta-feira, um grupo de 25 servidores do Inpe foi em caravana ao Rio de Janeiro pressionar Raupp, que cumpriu agenda em instituições na cidade. Pela manhã, diretores do Sindict estiveram com o ministro na Pontifícia Universidade Católica. No período da tarde, os servidores se encontraram com Raupp em outra solenidade.

Em ambos os eventos, ele foi cobrado pelo grupo. “Ele afirmou que pretende chamar o primeiro nome da lista tríplice dos candidatos.” O presidente do Sindict relatou que 350 servidores do Inpe assinaram uma carta aberta entregue ao ministro em que pedem pressa na escolha do novo diretor.

O temor dos funcionários é que o impasse na definição do nome possa provocar prejuízos aos projetos do Inpe.
Hoje completam 263 dias que o diretor demissionário do Inpe, Gilberto Câmara, pediu para deixar o cargo.

O Vale

Campus da Urbanova é tomado a posse pelo novo Reitor

O reitor eleito da Univap (Universidade do Vale do Paraíba), Jair Cândido de Melo, será empossado oficialmente hoje à tarde, em cerimônia no campus Urbanova da instituição, em São José dos Campos, às 14h. Melo assumirá o comando da universidade no lugar do atual reitor, Antonio de Souza Teixeira Júnior, que ocupava o cargo desde outubro do ano passado, após a saída de Baptista Gargione Filho, que ficou 20 anos à frente da Univap.

O novo reitor assume prometendo uma gestão mais democrática e promete batalhar para recuperar a credibilidade da instituição. Para O VALE, Melo afirmou que atenderá as principais reivindicações dos estudantes, reforçando o currículo escolar e melhorando o processo seletivo de ingresso à universidade.

Dentre funcionários e professores, a posse de Melo também significa “tempos de mudanças”. “Ficamos 20 anos sob uma administração que não tinham muitas brechas, não era nada democrática. Agora, o ambiente vai ter uma oxigenação. O clima interno é de esperança e vontade de trabalho”, afirmou o representante do Corpo Técnico Administrativo da FVE (Fundação Valeparaibana de Ensino), mantenedora da Univap, Afonso Celso Monteiro.

“A gente espera o retorno dos alunos para a Univap. Tivemos queda grande nos último anos. Ele Melo nos ouve, busca o entendimento geral”, disse o coordenador do curso de Enfermagem e um dos representantes dos docentes, João Benicio de Almeida.

O Vale

Prefeitura lança na cidade Museu de Flora Nativa

A Prefeitura de São José dos Campos lança nesta segunda-feira (9), às 9h, mais um bosque do Programa Museu da Flora Nativa, em área de preservação do Rio Paraíba. A área fica na Avenida Shishima Hifumi, no bairro Urbanova, região oeste da cidade.

O lançamento será marcado pelo plantio das primeiras mudas que vão compor o Museu, cerca de 80 espécies, entre elas Aldrago, Araçá, Aroeira, Cedro, Copaíba, Embaúba, Jequitibá, Jatobá, Paineira, Pau-Brasil, Palmito Jussara e Pitanga. As mudas terão padrinhos especiais: um grupo de servidores veteranos da Prefeitura fará o plantio, simbolizando a vivência e a história no serviço público municipal. A iniciativa faz parte das comemorações para os servidores que estão em processo de aposentadoria.

O Museu da Flora Nativa é um Programa da Secretaria de Meio Ambiente e consiste na criação de novos bosques na cidade, que abrigarão espécies de árvores nativas da mata atlântica e do cerrado, que representam o patrimônio arbóreo do município.

Cada um desses museus oferecerá um recanto para o lazer e educação ambiental, coleta de sementes de espécies raras, e também pesquisas científicas. Neles a população poderá conhecer o desenvolvimento das mudas em todas as etapas do crescimento até a fase adulta. As espécies do museu serão catalogadas e georeferenciadas para compor um banco de dados contendo nome científico, nome popular e outras informações importantes, disponibilizadas pela internet à população.

Parte das espécies, que serão plantadas nos bosques, é cultivada no viveiro municipal e outras serão importadas das regiões do país, por não serem mais encontradas no Vale do Paraíba. O Museu da Flora Nativa será formado continuamente, como um acervo que aos poucos ganhará obras raras.

Em 2011 a Prefeitura lançou o primeiro museu na Avenida Alto do Rio Doce, Altos de Santana, região norte, e na área de preservação do Rio Pararangaba, na Rua Angelina B. Gregória, no Jardim Califórnia, região leste. Um museu está instalado no distrito de Eugênio de Melo, na área de preservação do Centro Embraer de Educação Ambiental Jequitibá. No total serão implantados sete Museus da Flora Nativa, beneficiando todas as regiões da cidade.

Prefeitura Municipal

Jato executivo é novo lançamento no mercado da Embraer

Após registrar queda de 31% na entrega de jatos executivos em 2011, a Embraer prepara a expansão do seu portfólio no segmento atrás da recuperação de mercado. Dois novos modelos chegarão ao mercado a partir do final de 2013. Tratam-se dos jatos Legacy 500 e 450, que ocuparão um espaço intermediário entre a já existente família Legacy, de modelos grandes, e a linha Phenom, de aeronaves leves.

O diretor de marketing e vendas da Aviação Executiva da Embraer para América Latina, Breno Corrêa, afirma que os novos modelos têm como diferencial o aumento da autonomia de voo em relação à família Phenom, que possui praticamente o mesmo número de passageiros que os aviões a serem lançados, entre 6 e 10 pessoas. “O que muda é a distância que precisa ser voada, a autonomia”, disse Corrêa, que explica que o crescimento do mercado de aviação civil pede a atualização do portfólio da empresa.

“Há uma tendência das empresas de expandirem seus negócios e, com isso, acaba-se tendo necessidade de jatos maiores, com mais autonomia”, afirma Corrêa. Enquanto o Phenom 100 tem 1.178 milhas náuticas de autonomia e o Phenom 300, 1.971, as novas aeronaves terão 2.300 milhas náuticas (no caso do Legacy 450) e 3.000 (Legacy 500).

O jato executivo com maior autonomia da Embraer é o Lineage 1000, com 4.500 milhas náuticas. A expectativa da Embraer é que o Legacy 500 faça seu primeiro voo teste no terceiro trimestre deste ano. Sua certificação deve ficar pronta até o final de 2013 e suas entregas começarem no final de 2013 ou início de 2014. Já o Legacy 450 passará pelo mesmo processo com um ano de defasagem.

Num primeiro momento, a Embraer estima que a venda dos novos modelos deva ficar entre a família Phenom, líder de vendas do segmento, e os modelos Legacy 600/650. Em 2011, a Embraer entregou 99 jatos executivos, segmento responsável por 19% da receita da empresa.

Os campeões de venda são os Phenom 100 e 300, que representaram 83% do total das aeronaves entregues pela empresa no ano passado. Corrêa destaca que um indicador do fortalecimento do segmento executivo da empresa é que, do total de Phenom 100/300 vendidos pela Embraer, metade foi para clientes que não possuiam aeronaves.

“É interessante coletar o feedback dos clientes. Depois que ele começa a utilizar o avião, consegue visitar mais clientes, estar mais perto das operações da empresa e passar mais noites em casa. Não é luxo. No final do ano, a empresa tem retorno deste investimento. Se você visita mais clientes, pode fechar mais negócios e isto acaba pagando o avião”, afirma o executivo.

A Embraer iniciou sua atuação do segmento executivo em 2001, com o programa do Legacy 600, modelo que teve sua 100ª entrega em 2007. A família Phenom 100/300 foi lançada em 2005. Dois anos depois de sua entrada em operação, o Phenom 100 alcançou o posto de aeronave executiva mais entregue do mundo. Já o Lineage 1000, modelo mais sofisticado do segmento executivo da empresa, de US$ 50 milhões, fez seu primeiro voo em 2007.

O Vale

Acesso da classe média a ‘Minha Casa’ aumenta no Vale

A Caixa Econômica Federal anunciou ontem o aumento do teto de financiamento do programa Minha Casa, Minha Vida nos 39 municípios da Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte, a RMVale. O novo limite foi unificado em R$ 170 mil para todas as cidades da região e representa um aumento de até 112% no valor negociado nas cidades pequenas. Antes, esse teto variava entre R$ 80 mil e R$ 130 mil.

Com a mudança, válida a partir de hoje, o número de empreendimentos para a classe média deve triplicar em 2012, com a estimativa de lançamento de 15 mil unidades para a população com renda entre R$ 1.600 e R$ 5.000, estima a Aconvap (Associação das Construtoras do Vale do Paraíba).

Em 2011, quando a renda familiar máxima liberada para o programa era de R$ 3.900, o banco contratou 5.096 moradias. Com a RMVale, o limite para se enquadrar no financiamento passa para R$ 5.000. Desde o início do ano passado, todas as regiões metropolitanas do país contam com parâmetros diferenciados para financiamentos do Minha Casa, Minha Vida. A RMVale foi criada pelo governo do Estado em janeiro deste ano.

Segundo o superintendente regional da Caixa, Júlio Cesar Volpp Sierra, todas as cidades da RMVale passam a ter o mesmo parâmetro de crédito no programa. “Para compra de imóvel usado ou na planta, o teto de financiamento passa a ser o mesmo em todas as cidades. Antes, o valor variava de acordo com a cidade. A unificação será boa para a população e para os empreendedores”, disse.

Antes da RMVale, as cidades com mais de 250 mil habitantes São José e Taubaté tinham um limite de R$ 130 mil para financiamento. O novo teto garante aumento de 30,7%. Nas cidades com até 250 mil moradores, onde o teto era de R$ 100 mil, o aumento foi de 70%. E nas pequenas cidades, com até 50 mil moradores, o aumento foi de 112%.

Para Sierra, a ampliação no valor do imóvel irá facilitar o acesso de famílias ao crédito imobiliário. “A ampliação da renda familiar vai oferecer taxas de juros mais populares para quem ganha até R$ 5.000 beneficiando a classe média.” Em 2011, a Caixa contratou R$ 1,3 bilhão em financiamentos imobiliários no Vale.

Mercado. O presidente da Aconvap, Cleber Córdoba, estima que o aumento no teto de financiamento pode triplicar o número de construções para a classe média. Faixa de renda que concentra 70% dos negócios na região. “Com um teto de R$ 170 mil, acreditamos que o número de unidades possa triplicar nos próximos três anos. Nas cidades pequenas, onde o valor era R$ 80 mil, agora será possível viabilizar moradias.”

Segundo ele, o baixo valor de financiamento era um complicador na produção de moradias. “Existia a dificuldade na aquisição de terrenos.” Córdoba estima que em 90 dias novos projetos já estejam sob a análise do banco. Segundo ele, a estimativa é que a região tenha um déficit de 50 mil moradias o que poderá ser reduzido com o novo pacote de financiamento.

Em cidades como São José e Taubaté, por exemplo, a diferença de R$ 40 mil no valor do teto poderá gerar benefícios como a ampliação no tamanho da área construída, melhor localização e acabamento.

O Vale

Futuro novo Reitor da Univap terá que apresentar projeto

O futuro reitor da Univap (Universidade do Vale do Paraíba) terá dois principais desafios: estancar a queda do número de alunos e reverter a situação econômico-financeira da instituição, que hoje opera no vermelho. A avaliação é da própria FVE (Fundação Valeparaibana de Ensino), mantenedora da Univap, que vai organizar ainda neste mês o processo interno de eleição para definir o novo reitor, que terá salário de até R$ 25 mil.

O cargo é disputado pelos docentes Jair Candido de Melo, 71 anos, Luiz Carlos Andrade de Aquino, 48 anos, e Sandra Maria Fonseca da Costa, 50 anos. Os três ocupam hoje cargo de diretores.

Em comum, eles também têm os desafios de atender aos anseios dos alunos, que sofreram com a gestão distante do professor Baptista Gargione Filho, que ficou à frente da universidade por 19 anos. A principal demanda dos alunos é pela melhor qualidade dos cursos que hoje são oferecidos em uma carga horária mínima de três horas de aula por dia.

“Todos os candidatos conhecem profundamente a Univap, pois aqui atuam há muito tempo desempenhando funções relevantes, o que entendo ser um requisito importante para uma boa gestão”, afirmou o presidente da FVE, Samuel Roberto Ximenes Costa a O VALE.

“Contudo, volto a repetir, estarão assumindo um desafio muito grande e portanto sujeitos a enormes pressões para as quais terão que demonstrar equilíbrio e convicção, por um lado, e decisão e ação, por outro”, disse. Os três candidatos prometem mudanças na instituição, que hoje atende cerca de 6.000 alunos, mas têm opiniões divergentes do que deve ser alterado.

Melo e Sandra, por exemplo, defendem a revisão dos currículos dos cursos de graduação. Aquino, por outro lado, acredita que os cursos têm boa qualidade. Segundo ele, a Univap está acima da média nas avaliações do Ministério da Educação.

Como atitude imediata no cargo de reitor, Melo defende uma ação consistente para reverter a condição operacional da Univap. “Atualmente a Univap opera abaixo do equilíbrio econômico-financeiro, exigindo suplementação extraída de reserva financeira FVE”, disse.

Já o reitorável Aquino, pretende criar um Fórum formado por professores, funcionários e estudantes. A candidata Sandra quer melhorar a infraestrutura da universidade. As diferenças de opiniões entre os candidatos não devem prejudicar a melhoria da universidade, de acordo com a promotora Ana Cristina Chami, da Curadoria de Fundações do Ministério Público.

Ela coordenou o processo de mudança de estatuto da instituição, que culminou com a saída de Gargione da reitoria. “Estou plenamente confiante que eles estarão assumindo as rédeas de um futuro da universidade mais antenado com os desejos sociais”, disse.

Segundo a promotora Ana Cristina, todos pretendem gerir a universidade com objetivo de descentralizar o poder das decisões e com o compromisso de fortalecer colegiados e manter uma maior comunicação com a comunidade.

Para ampliar a discussão sobre a escolha do novo reitor, O VALE convidou os candidatos a responder perguntas de interesse da comunidade, como a qualidade dos cursos e o valor das mensalidades. Leia ao lado os principais trechos das entrevistas dos reitoráveis da Univap.

O Vale

Hospital Municipal forma novo grupo de residentes

Um grupo de 23 residentes se formou na terça-feira (31) pelo programa de residência do Hospital Municipal de São José dos Campos.

Quatro médicos se especializaram em anestesiologia, cinco em cirurgia geral, cinco em clínica médica, um em neurocirurgia, quatro em ginecologia e obstetrícia e quatro em pediatria.Uma nova turma de médicos recém-formados vai iniciar a residência em março. O programa de residência do Hospital Municipal já formou 125 médicos. A primeira turma foi aberta em 2000.

Prefeitura Municipal

Novo grupo do Vale defini novo hospital na região

Secretários municipais de saúde da microrregião de São José dos Campos definiram o perfil assistencial do Hospital Regional que o Estado irá construir na cidade. O novo HR prestará atendimentos de alta e média complexidades em ortopedia, neurocirurgia e cirurgias eletivas em geral.

O perfil foi definido em conjunto com a Diretoria Regional de Saúde Estadual, sediada em Taubaté. “O próximo passo agora, para fechar o estudo do novo Hospital Regional, será definir o número de leitos”, disse o secretário municipal de Saúde de São José, Danilo Stanzani.

A expectativa dos secretários é que o HR de São José tenha até 150 leitos. O hospital vai atender à microrregião formada pelas cidades de Jacareí, Santa Branca, Igaratá, Caçapava, Monteiro Lobato, Jambeiro e Paraibuna, além de São José dos Campos.

A microrregião abriga uma população de 975 mil habitantes. São José é a maior cidade, com 636 mil, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). De acordo com Stanzani, o hospital também terá uma unidade de cirurgia ambulatorial. “Os pacientes são atendidos e liberados no mesmo dia”, afirmou.

A diretora regional de Saúde do Estado, Sandra Tutihashi, explicou que o HR será “portas fechadas”, ou seja, não atenderá emergências. “O atendimento de emergências permanecerá sob a responsabilidade dos municípios.” Segundo ela, até o começo de fevereiro será concluído o estudo de demanda da nova unidade hospitalar.

O HR será construído em uma área de 16,5 mil metros quadrados, no Jardim Satélite, região sul da cidade. O terreno está em fase final de avaliação pelos técnicos da Secretaria Estadual de Saúde. Para Stanzani, um equipamento desse porte não custaria menos de R$ 17 milhões.

Para a diretora de Atenção à Saúde de Caçapava, Maria Aparecida de Lima Graciano, o HR vai melhorar a eficiência no atendimento hospitalar, principalmente de alta complexidade.

“Os pequenos e médios municípios não têm condições de prestar assistência em alta complexidade e o HR vai suprir essa lacuna”, afirmou. Na avaliação da diretora, ortopedia de alta complexidade é um dos setores que mais necessita de atenção. “Vai ser um ganho importante para toda a região”, disse.

Para o prefeito de Jacareí, Hamilton Ribeiro Mota (PT), o HR vai reorganizar o atendimento hospitalar na microrregião de São José. “O atendimento hoje, de certa forma, já é compartilhado entre os municípios e o HR deve dar um novo perfil no compartilhamento do atendimento hospitalar”, disse.

De acordo com o secretário de Saúde de São José, a intenção é modificar o sistema de prestação de serviços existente hoje para evitar duplicidade de atendimento na rede pública e conveniada. O plano é que haverá uma distribuição de atendimento por especialidades entre os hospitais públicos e conveniados da microrregião.

O Vale