Primeiro mês do mandado de Carlinhos, tem altos e baixos

O primeiro mês da gestão do prefeito de São José dos Campos, Carlinhos Almeida (PT), foi marcado por polêmicas e descumprimento de promessa. O mutirão da saúde prometido pelo petista durante a campanha eleitoral para os primeiras semanas de governo não se realizou. Os mutirões que estão sendo feitos, como na área de oftalmologia, foram programados no governo do ex-prefeito Eduardo Cury (PSDB).

Na área das finanças, o primeiro mês foi pontuado por embate entre o PT e o PSDB sobre a situação financeira da prefeitura. A administração petista afirma que os recursos financeiros são insuficientes para cobrir os gastos programados no orçamento, estimado em R$ 1,837 bilhão. Carlinhos, aconselhado pelo secretário da Fazenda, José Walter Pontes, determinou contenção de até 10% das despesas para avaliar a arrecadação geral.

O aumento de salários foi outra polêmica que marcou o primeiro mês. Carlinhos sancionou aumentos salariais de 5% para ele próprio e sua equipe de governo e de 103% para o vice-prefeito Itamar Coppio (PMDB). Com a medida, subsídio do prefeito subiu de R$ 19.395 para R$ 20.365, o dos secretários, de R$ 9.697 para R$ 10.182, e o do vice, de R$ 6.658 para R$ 13.576. A prática da partilha de cargos em troca de apoio político que aconteceu nos 16 anos de governo do PSDB foi mantida pelo petista.

O prefeito também procurou construir uma agenda positiva para o início do seu governo. No período, assinou o primeiro convênio com o programa Minha Casa, Minha Vida, para a construção de 1.404 moradias para famílias com renda até três salários mínimos. Recebeu também a confirmação do governo federal que São José terá uma parada do Trem-Bala. Para o secretário de Governo, Marcos Aurélio dos Santos, o primeiro mês de gestão foi marcado por “avanços e preocupações”.

Ele rebateu a tese de que o mutirão da saúde não ocorreu dentro do prazo prometido. “Os mutirões estão acontecendo. Em dezembro, Carlinhos garantiu com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, uma verba de R$ 1,7 milhão, que foi repassado para a área”, declarou o secretário.

Santos pontuou ainda que o governo iniciou uma nova fase de diálogo com a comunidade e citou como exemplo o envolvimento conjunto da prefeitura e da Defensoria Pública em busca de solução para famílias que moram em áreas de risco. Defendeu também o reajuste do salário do vice. “O salário estava equiparado a cargo de terceira divisão. Foi a Câmara que fez a correção”.

Na avaliação do presidente do PSDB, Alexandre Blanco, o governo do PT “tropeçou” no primeiro mês. “Fazer promessa em campanha é fácil. A questão é a realidade. Nós sempre procuramos mostrar o que era possível fazer dentro da realidade.”

O Vale

Publicado em: 01/02/2013

Hospitais da cidade farão multiram para realizar cirurgia

A diarista Lúcia Maria Amorim da Silva, de 55 anos, foi uma das pacientes atendidas no mutirão de cirurgias, realizado nesse sábado (26) no Hospital Municipal (HM). A moradora do Parque Industrial disse que esperava a operação na mão havia quatro anos. O problema se agravou e ela já não conseguia trabalhar.

Lúcia já teve alta e se recupera em casa. “Me ligaram dizendo que tinha o mutirão e eu tinha sido incluída. Nem acreditei, fiquei aliviada”, contou a diarista. Assim como Lúcia Maria, outras oito pessoas passaram por cirurgias ortopédicas de alta complexidade no HM. Outras cinco cirurgias vasculares também foram realizadas.

Nesta sexta-feira e no sábado (1º e 2 de fevereiro), serão realizadas mais 14 cirurgias. Desta vez, para pacientes com problemas de vesícula. A Secretaria de Saúde já contratou quase 2.400 cirurgias, que serão realizadas neste semestre. Além do Hospital Municipal, os procedimentos também ocorrem no Hospital Próvisão e no Hospital Pio XII.

Até junho, o Hospital Municipal vai fazer 480 cirurgias gerais e 94 ortopédicas de alta complexidade. No mesmo período, o Hospital Pio XII realizará 135 cirurgias de varizes até o fim do semestre.  Já o Hospital Próvisão tem contrato para 1.500 cirurgias oftalmológicas, entre elas, 900 de catarata. A entidade também se comprometeu, em reunião com a Secretaria de Saúde, a fazer 120 cirurgias gerais por mês, até o fim do ano.

Na semana passada, o Grupo de Assistência à Criança com Câncer (GACC) confirmou que realizará 40 cirurgias pediátricas por mês, num total de 240 no semestre. O próximo passo da Secretaria da Saúde para reforçar o mutirão de cirurgias serão as parcerias com a Santa Casa e com o Hospital Antoninho da Rocha Marmo, em fase final de negociação.

Além dos procedimentos cirúrgicos e da ampliação no número de consultas, a Secretaria de Saúde está organizando a rede de assistência, com melhor definição nos protocolos e ordenação dos fluxos, para dinamizar o atendimento na rede pública de saúde.

Prefeitura Municipal de São José

Publicado em: 29/01/2013

Cidade apresenta hopitais sem consultas para moradores

A Secretaria de Saúde de São José dos Campos realizou, desde agosto do ano passado, 28 Atendimentos Ampliados no Hospital Municipal, na zona leste, os chamados “mutirões”. No total, foram oferecidas 7.500 consultas médicas em especialidades como ortopedia e dermatologia. O problema está no índice de faltas da população, que não compareceu a 35% dos atendimentos oferecidos.

Mesmo assim, segundo a prefeitura, os mutirões surtiram efeito. De acordo com os dados, 64 mil pessoas esperavam por consultas antes da força-tarefa. Hoje, a fila é estimada em 37 mil redução de 42%. Apesar da redução estatística, a eficácia do sistema de mutirões é questionado por especialistas, que apontam falta de investimento nas UBSs (Unidades Básicas de Saúde) tidas como a solução para o gargalo do setor.

O VALE tentou por dois dias contato com o secretário de Saúde, Danilo Stanzani, para que ele fizesse um balanço dos mutirões, mas não houve retorno.  Para o presidente da APM (Associação Paulista de Medicina) em São José dos Campos, Sérgio Ramos, os mutirões não resolvem os problemas da saúde pública. “Se a gente conseguisse que as pessoas fossem atendidas na rede básica de saúde mais de 90% dos problemas seriam resolvidos”, disse Ramos.

Para ele, além de um maior investimentos nas UBSs, é necessário mudar o que ele afirma ser um problema cultural. “Hoje, se a pessoa tem uma dor de cabeça, vai no neurologista. Mas pode ser um stress, um mal estar qualquer, que no clínico geral já resolveria. Os mutirões são para atendimentos de especialistas, mas quem diz que determinado problema é de especialista?”, afirmou.

Em relação ao elevado índice de faltas aos atendimentos nos mutirões, o representante da APM em São José disse que essa é uma realidade também do setor privado. “De 10% a 30% dos atendimentos nos consultórios não acontecem porque o paciente faltou. Essa é uma cultura do brasileiro, infelizmente. Acredito, que para diminuir essa realidade, seja preciso a adoção de algumas sanções”, afirmou Ramos.

Para a diretora do Sindicato dos Servidores de São José, Zelita Ramos, os mutirões só deveriam ser adotados em casos emergenciais, como algum surto na cidade. “O mutirão não oferece o acompanhamento contínuo do paciente. É preciso mais médicos nas UBSs, onde se for detectado um problema mais sério será possível fazer algo. Os mutirões foi só servem para diminuir a fila de consultas”.

O Vale

Publicado em: 13/12/2012

Multirão realiza limpeza de propaganda politica na cidade

Desafiando a legislação, placas e cavaletes de candidatos a vereador e prefeito continuam prejudicando pedestres e motoristas que circulam pelas principais vias de São José dos Campos. De acordo com levantamento feito por O VALE nos cartórios eleitorais da cidade, desde o início da campanha, em julho, foram apreendidos 246 materiais que estariam irregulares, entre bandeiras, cavaletes e placas.

O maior número de ocorrências foi registrado na região sul, da cidade onde 175 peças de propaganda já foram retirados. “A última grande apreensão que tivemos aconteceu há uma semana. Tiramos cerca de 135 itens e acabou enchendo um caminhão. Levamos para a Urbam, onde eles trituram ou reciclam no caso da madeira”, afirmou Luís Fernando Vaz, chefe do cartório da 412ª Zona Eleitoral.

A única região que não registrou nenhuma ocorrência foi a leste. Isso porque os candidatos retiraram as propagandas no prazo de 48 horas após terem sido notificados, como manda a legislação eleitoral. Os cartórios não informaram, no entanto, quais os candidatos, partidos ou coligações que mais infringiram as regras nesta campanha.

De acordo com o juiz da 411º Zona Eleitoral, Luís Guilherme Cursino de Moura, os cavaletes móveis podem ficar nas ruas das 6h às 22h, desde que não atrapalhem a passagem dos pedestres e a visão dos motoristas. Os cavaletes também não devem estar em lugares públicos como praças, templos e áreas verdes.

“Caso os cartórios recebam denúncias, o candidato com o cavalete irregular é notificado e tem 48 horas para retirar a propaganda. Caso contrário, ele pode ser multado por desrespeitar a lei”, disse o juiz. A multa para as propagandas irregulares com cavaletes, placas ou bandeira varia de R$ 2.000 a R$ 8.000.

O VALE constatou ontem excesso de propagandas eleitorais em locais de grande fluxo de pessoas e carros, como a avenida Nelson D’Ávila, na avenida dos Astronautas e na orla do Banhado. O grande volume de materiais espalhados pelos candidatos foram criticados pelos eleitores.

“Tem cavalete que atrapalha demais os motoristas, desviando a atenção. Acho que os políticos deveriam colocar algo mais decente e menos chamativo”, disse o pedreiro Manoel Rosa, 56 anos. Opinião semelhante tem o operador de máquinas Luciano Marcelo Silva, 40 anos. Ele acredita que as propagandas que ficam no meio da rua não ajudam o eleitor a definir seu voto.

“Se a pessoa vai votar, ela estuda antes, assiste a pessoa falando na televisão e na rádio. Não é uma foto em um cavalete ou em uma placa que vai definir meu voto. Isso pode até prejudicar os próprios candidatos”, afirmou Silva.

Na opinião do cientista político da Unitau (Universidade de Taubaté) José Maurício Cardoso Rego, os eleitores têm que denunciar as propagandas irregulares para impedir que elas se proliferem. “É importante que as pessoas postem fotos nas redes sociais ou até mesmo façam denúncias pelo site do Tribunal Regional Eleitoral para que essas infrações não se repitam”, afirmou o especialista.

Para ele, os candidatos são os culpados pelos erros na divulgação de seus nomes e têm que orientar corretamente seus auxiliares. “Não importa se quem colocou os cavaletes ou placas tenha sido o cabo eleitoral. O candidato deve orientar sua equipe para que ele não venha a ser punido”, disse o cientista político da Unitau.

O Vale

Multirão de audiências é realizados pelo Procon e Univap

Em comemoração ao aniversário do Código de Defesa do Consumidor, o Procon (Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor), em parceria com a Univap (Universidade do Vale do Paraíba), realizará na próxima terça-feira um Mutirão de Audiências, no núcleo de Prática Jurídica da Faculdade de Direito, no campus Centro.

A previsão é que, entre 13h30 e 16h30, sejam realizadas 100 audiências de consumidores que registraram queixas entre junho e julho deste ano. “Esta é a terceira vez que realizamos esse evento. Nos anteriores, que aconteceram há dois anos atrás, conseguimos 70% de conciliações. Isso nos motivou a repetir a experiência”, afirmou Denise Passos da Costa Plínio, coordenadora do Núcleo de Prática Jurídica da universidade. “Nosso objetivo neste ano é conseguir, ao menos, 90%”, disse.

Serão 50 estagiários de direito do núcleo, divididos em 25 mesas de audiência. Além do apoio de profissionais da área, os estudantes receberam treinamento ontem para melhor atender a população.  “Eles trabalharão sob a orientação de seis advogados e de uma equipe de funcionários do Procon”, disse Denise.  A escolhas dos casos que participarão do mutirão foi feita pelo próprio Procon. E, as pessoas que deverão participar das audiências serão comunicadas por carta.

De acordo com a assessoria de imprensa da universidade, os objetivos da ação são agilizar o atendimento aos consumidores que registraram queixas no Procon e permitir que os estagiários coloquem em prática o aprendizado da faculdade.

“Essa é uma oportunidade de mostrar ao alunos, de maneira prática, como funciona as tarefas do Procon”, afirmou Sérgio Werneck diretor do Procon de São José.  “A ideia é também fomentar a conciliação evitando assim sobrecargas no poder judiciário”, disse Denise. “É uma ação que beneficia a todos. Enquanto os alunos ganham experiência no currículo, para a população nós conseguimos adiantar processos que demandariam quatro meses, em média, para serem concluídos”, afirmou.

O Vale

Secretária da Saúde tem alto indice de falta em consultas

A Secretaria de Saúde de São José dos Campos contabiliza em cerca de um ano 1.480 consultas desperdiçadas por conta de pacientes que faltaram aos mutirões de especialidades médicas realizados no período. De acordo com levantamento da secretaria, desde agosto do ano passado foram realizados 18 mutirões de saúde para consultas com especialistas, o que representa a oferta de mais de 3.700 procedimentos.

Em média, as faltas de pacientes representam 40% das consultas, índice que se mantém elevado desde o início dos mutirões em agosto do ano passado. A prefeitura chegou a investigar o motivo para o número excessivo de faltas, mas não chegou a uma conclusão à época.

A demanda reprimida de consultas com especialistas não foi divulgada ontem pelo governo Eduardo Cury (PSDB). O número de consultas eletivas (aquelas que são agendadas previamente) antes do início dos mutirões era de 64 mil e caiu para cerca de 48 mil.

Os mutirões que têm sido programados pela administração tucana incluem especialidades médicas como ortopedia, dermatologia, urologia, gastroenterologia e endocrinologia. Especialistas em saúde pública consultados por O VALE criticaram a forma com que o governo do PSDB faz a divulgação dos mutirões e o acompanhamento da frequência dos pacientes.

Para eles, é preciso um aprimoramento para que os mutirões sejam efetivos e seja diminuído o desperdício de consultas. No último sábado, por exemplo, o mutirão de ortopedia programado pela prefeitura ofereceu 210 consultas, mas 34% das pessoas que confirmaram presença por telefone faltaram ao atendimento, o que representa 71 consultas desperdiçadas.

As próximas etapas do atendimento ampliado com ortopedistas serão realizadas nos próximos dias 11 e 18 de agosto. Os mutirões são realizados no Hospital Municipal, na Vila Industrial, na região leste de São José. De acordo com a Prefeitura de São José, as pessoas que confirmam presença mas faltam às consultas, têm que voltar à UBS (Unidade Básica de Saúde) para passar por uma nova avaliação clínica.

Segundo o governo, quem não comparece ao atendimento acaba prejudicando os demais pacientes, tirando a vez de outras pessoas que também aguardam consultas com especialistas.

O Vale

Catadores iniciam multirão de Divulgação na cidade

Os catadores da Cooperativa Futura iniciaram esta semana um mutirão de divulgação dos Pontos de Entrega Voluntária – PEVs. Nesta terça-feira (22), uma equipe com 27 catadores começou a percorrer todas as casas do Jardim Morumbi entregando um folheto contendo informações sobre o descarte correto dos materiais recicláveis.

Nesta quarta (23) e quinta-feira (24) os catadores estarão nas ruas do Galo Branco. Na sexta (25) e na segunda-feira (28) o grupo estará no distrito de Eugênio de Melo. O mutirão prossegue nos dias 29 e 30 em Altos de Santana; nos dias 31 e 1º de junho em Interlagos.

A Cooperativa Futura, que recebe apoio da Prefeitura, assumiu a operacionalização dos PEVs no ano passado, por meio de um convênio assinado com a Secretaria de Serviços Municipais para a implantação do programa Bairro Limpo.

Um dos objetivos do programa é promover a conscientização ambiental da população do entorno destes postos. Atualmente, a cooperativa mantém 80 catadores trabalhando nos sete PEVs em funcionamento na cidade: Jardim Satélite, 31 de Março, Galo Branco, Campo dos Alemães, Altos de Santana, Novo Horizonte e Interlagos.

Os postos funcionam de segunda a sexta-feira das 8h às 20h e aos sábados, domingos e feriados das 8h às 17h. No local, são recebidos materiais como móveis, utensílios domésticos, pilhas, baterias, lâmpadas, materiais elétricos, sobras de obras de construção, sobras de podas de jardim, pneus, óleo de cozinha usado, entre outros.

Prefeitura de São José

Hospital Municipal realiza multirão para atendimento

A Prefeitura de São José dos Campos realizou nesse sábado (14) 166 consultas com ortopedistas durante o atendimento ampliado no Hospital Municipal (Rua Saigiro Nakamura, 800), na Vila Industrial. Foram oferecidas 250 consultas, mas quase 34% das pessoas que confirmaram a presença durante a chamada telefônica, faltaram ao atendimento, prejudicando a assistência aos outros pacientes.

Além do atendimento ampliado, a Prefeitura vem reorganizando a rede de assistência, com protocolos bem definidos e gerenciados para que se reduza a espera no atendimento com especialistas. Outra etapa do atendimento ampliado com ortopedistas está agendada para o próximo dia 21 no Hospital Municipal. Estão previstas 250 consultas.

Prefeitura Municipal

Devido ao novo Projeto, Prefeitura fecha o último abrigo

A Prefeitura de São José dos Campos começou a desativar ontem o último abrigo destinado a receber famílias do Pinheirinho, que foram despejadas no dia 22 de janeiro pela Justiça. Instalado no ginásio poliesportivo do Jardim Morumbi (região sul), o abrigo provisório deve ser fechado totalmente hoje com a remoção de seis famílias e mais quatro pessoas.

O grupo será alojado provisoriamente em uma pousada próxima à Rodoviária Nova, no Jardim Augusta. Inicialmente, as famílias, um total de 18 pessoas e mais quatro adultos que estão sozinhos, seriam levados para o CEC (Centro de Emergência e Calamidades), no Monte Castelo, região centro. No entanto, o grupo se recusou a ir para o antigo albergue municipal. Segundo a SDS, as famílias se recusaram a dividir espaço com moradores de rua, que diariamente dormem no CEC.

Ontem, funcionários da prefeitura e da Urbam (Urbanizadora Municipal S/A) passaram o dia limpando parte das instalações e removendo pertences das famílias. De acordo com informação da Secretaria de Desenvolvimento Social, a prefeitura irá continuar prestando auxílio às famílias até que elas consigam um local fixo para morar, com a ajuda do aluguel social disponibilizado pelos governos estadual e municipal.

“Vamos continuar o trabalho auxiliando as famílias a encontrarem casas para alugar”, disse Maria Quitéria de Freitas, diretora de Desenvolvimento Social da pasta. O abrigo do Jardim Morumbi é o maior dos quatro locais preparados pela prefeitura no fim de janeiro para receber os ex-moradores do Pinheirinho. Cerca de 120 famílias ficaram alojadas no ginásio.

Os ex-moradores do Pinheirinho estão recebendo aluguel social no valor de R$ 500 por mês. O benefício será pago até que todos sejam contemplados com novas moradias no programa habitacional. Ao todo, cerca de 1.300 famílias viviam no Pinheirinho.

Não muito longe do abrigo, entidades sindicais e partidos de esquerda promoveram ontem à tarde um ato-show para celebrar os oito anos da ocupação, que seriam completados no último dia 26. O evento aconteceu em um terreno público conhecido como “Campão” embrião do acampamento do Pinheirinho.

“É um ato de resistência, de para dizer que vamos continuar lutando por moradia”, afirmou Antonio Donizete Ferreira, o Toninho, advogado dos sem-teto. A previsão era que o show terminaria por volta das 22h. Ao todo, 14 bandas participariam do show. A atração principal seria o rapper GOG. Entre as apresentações, lideranças sindicais fariam discurso.

A Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, no Campo dos Alemães, está convidando ex-moradores do Pinheirinho para um encontro com 12 psicólogos. A reunião acontecerá no próximo dia 12, na Igreja Matriz. O encontro foi dividido em duas partes: com crianças será às 14h30 e com os pais, às 19h30. O objetivo é oferecer orientação às famílias.

O Vale

Região Central da cidade ganha multirão de limpeza

A Urbam realiza ação de conscientização na Vila Maria nesta quarta-feira (30). A concentração será em frente à Igreja Nossa Senhora das Graças (Rua Paraná, 141), a partir das 7h30. As abordagens à população nas ruas terão início às 8h.

Os agentes ambientais farão a varrição das ruas do bairro num mutirão de limpeza, acompanhados por um grupo de teatro, equipe de conscientização da Urbam e da Secretaria de Meio Ambiente, moradores, Instituto Eco-Solidário, Cooperativa São Vicente e alunos de escolas do bairro.

O evento visa promover a integração dos agentes ambientais com a comunidade, conscientizando sobre a preservação da limpeza do bairro. Na ação, os atores vão estimular, de forma divertida, a população a encaminhar os entulhos, madeiras, restos de tintas e solventes, móveis e utilitários domésticos aos PEV´s (Pontos de Entrega Voluntária).

A proposta do evento é despertar no cidadão a consciência de ser corresponsável na preservação da cidade limpa. A tarefa dos agentes de varrer as guias e sarjetas das vias públicas, na verdade complementa um trabalho que começa nos lares de São José, com a limpeza da calçada pelos moradores, além de gestos simples como não jogar lixo nas ruas ou nos terrenos vagos.

Na abordagem, a equipe também vai informar sobre a necessidade de separar corretamente os materiais recicláveis e disponibilizá-los nos dias e horários corretos da coleta. Vai informar sobre a coleta especial de lixo eletrônico e de animais mortos de pequeno porte (que podem ser agendados pelo telefone: 3944-1000).

A ação de limpeza e conscientização já foi feita em vários bairros. O mutirão faz parte de um programa de conscientização permanente realizado pela Urbam e que conta com mobilizações periódicas nos bairros. A comunidade está convidada a integrar as equipes que farão a conscientização de casa a casa.

Prefeitura Municipal