Bairro da cidade não recebe Sedex pelo correio

Moradores do bairro Campos de São José, na zona leste de São José dos Campos, deixaram de receber encomendas em casa por meio dos Correios. O motivo alegado pela empresa para suspender as entregas é a violência no bairro. A situação, que já se arrasta por mais de um ano, dificulta a vida dos moradores. Há um ano os correios pararam de entregar encomendas e pacotes no local.

“Paguei por um produto pela facilidade da entrega, para chegar rápido e entregar para o cliente de forma rápida aí o correio faz esse impasse com a gente de ter que ir lá retirar e enfrentar fila. Eles, nem ao menos tem o respeito de atender a gente com gentileza. Parece que eles estão fazendo um favor para a gente”, reclama o empresário Wellington Souza.

A situação, segundo os donos de uma locadora no bairro, está gerando prejuízos. “Estou até parando de pegar DVDs de produtoras de São Paulo, começando a pegar aqui e pagando um preço mais alto, com lucratividade menor porque o correio não me atende”, afirmou o comerciante Ivanir Mezzono.

Por telefone, a produção do Link Vanguarda conversou com um funcionário dos correios que justifica a suspensão da entrega alegando falta de segurança no bairro. Segundo informações disponíveis no site dos correios, a entrega domiciliar não é feita em algumas cidades, na área rural, em áreas de difícil acesso ou em regiões consideradas de risco. Segundo a Polícia Militar, a empresa nunca procurou a instituição alegando falta de segurança.

“Não há nenhum ofício dos correios endereçado à Polícia Militar noticiando o fato ou solicitando providências. Também não há registro envolvendo os correios naquela região”, explicou o tenente da PM Marcelo Mendes. Mesmo assim, em nota, os Correios disseram que os serviços continuarão suspensos por tempo indeterminado.

A PM esclareceu também que os índices não apontam que a área seja perigosa e que faz o patrulhamento de rotina. A PM orienta os moradores para que acionem a polícia pelo 190 ou 181 e não deixem de registrar boletim de ocorrência.

Segundo o Procon de São José dos Campos, a falta de policiamento no bairro é uma questão que deve ser resolvida entre empresa e polícia e não pode afetar o consumidor que paga pelo serviço. Portanto é só procurar a instituição e registrar a reclamação. Os Correios podem ser punidos e pagar multa.

G1 (Vnews)

Publicado em: 25/01/2013

Violência na Região deve diminuir segundo Delegado

O Vale do Paraíba continua sendo a região mais violenta do interior do Estado de São Paulo, mas a tendência é que os índices da criminalidade diminuam nos próximos meses. Essa é a análise de João Barbosa, delegado do Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo (Deinter-1), em São José dos Campos.

A afirmação foi feita durante entrevista por telefone ao G1, um dia depois da divulgação dos dados da Secretaria de Segurança Pública (SSP). Os índices mostram que a região, que inclui ainda cidades da Serra da Mantiqueira e Litoral Norte, já contabiliza nos sete primeiros meses do ano 242 vítimas de homicídio doloso – quando há a intenção de matar.

No comparativo com os primeiros sete meses do ano passado, houve alta de 5,67% no número de casos. Foram contabilizados 229 assassinatos em 2011. Para Barbosa, os números devem cair nos próximos meses. “Estamos trabalhando para diminuir os índices. Estamos em um caminho bom. As operações e flagrantes estão mais constantes e isso faz com que os números também caiam”, explica.

Além dos homicídios, o delegado também repercutiu os casos de latrocínio – roubo seguido de morte – que também subiram na região. “Isso é preocupante e por isso a gente pede que as pessoas mantenham a calma, que não reajam a assaltos”, afirma.  De janeiro a julho do ano passado, foram 16 ocorrências contra 23 em 2012. Uma alta de 43,75%. O número de latrocínios é próximo ao registrado durante todo o ano passado, 26.

Ainda de acordo com o delegado, os latrocínios tem relação com um outro crime. “É também decorrência do aumento no roubo de veículos, pois é quando as pessoas reagem e qualquer movimento brusco é motivo para o criminoso puxar o gatilho”, diz.

Até o mês de julho, foram registrados 1.665 roubos de veículos, um aumento de 332 casos a mais com relação ao mesmo período do ano passado.

Homicídios
Em 2012, São José dos Campos contabiliza 38 assassinatos, o que coloca a cidade no topo da estatística de violência na região. Foram 10 mortes em julho deste ano, número cinco vezes maior que o registrado no mesmo período de 2011, quando duas ocorrências foram registradas. “Os números dessa cidade são atípicos e a tendência é caírem nos próximos meses”, afirma Barbosa.

Taubaté somou 2 homicídios dolosos em julho de 2012 – quatro a menos do que o registrado no mesmo período do ano passado. No acumulado do ano foram contabilizadas 35 vítimas. O número de roubos e furtos caiu na região. Foram 793 roubos em 2011 contra 674 registros neste ano. Já os furtos caíram de 2.385 no ano passado para 2.269 em 2012.

G1 (Vnews)

Combate contra violência doméstica realizam Protesto

Em celebração ao aniversário de criação da lei Maria da Penha, um grupo de mulheres ligadas a movimentos de combate a violência doméstica realizou ontem um ato em frente ao Fórum de Justiça de São José dos Campos, no Jardim São Dimas, região central da cidade.

Elas exibiram cartazes na avenida José Longo e rua Paulo Setúbal. Entre as reivindicações das manifestantes está a instalação de medidas protetivas no município.  Estas medidas formam um mecanismo previsto pela legislação e que visa dar proteção a mulheres vítimas de violência, principalmente violência doméstica.

“Hoje em São José dos Campos, nem o Judiciário nem a prefeitura oferecem qualquer infraestrutura de proteção a estas mulheres”, disse Marcela de Andrade, integrante do Centro Dandara, que atua no atendimento de mulheres vítimas de violência.

“Exigimos o fim da violência institucional, que é quando o Estado não oferece proteção a essa mulher vítima de violência. A tentativa de homicídio de uma mulher no Fórum há algumas semanas é um exemplo desse tipo de violência. O próprio fórum não oferece segurança para que estas mulheres se encorajem a pedir ajuda”, disse Marcela.  Outra reivindicação do movimento é o funcionamento da Delegacia da Mulher em período integral, 24h por dia.

O Vale

Governo do Estado aumenta PMs nas ruas da região

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) visitou várias cidades do Vale do Paraíba nesta sexta-feira (27) e anunciou o aumento de efetivo do policiamento na região. No Batalhão da Polícia Militar em Taubaté, foram apresentados 210 policiais militares que serão integrados às corporações.

Serão 32 policiais que vão trabalhar em Taubaté e 66 em São José dos Campos. Os demais PMs serão divididos entre outras 15 cidades do Vale do Paraíba.

O reforço chega no momento em que a violência é o maior problema da região. O número de vítimas de latrocínio no Vale do Paraíba subiu de 16 para 22 nos seis primeiros meses desse ano, em comparação com o mesmo período de 2011, uma alta de 37%. Já os homicídios passaram de 198 para 211. Um crescimento de 6%. “É uma tarefa permanente, esse esforço. E com um grande problema que é a questão da droga”, disse o governador.

Outra medida anunciada para tentar combater a criminalidade é a implantação de novas equipes da Força Tática. Elas irão trabalhar nos moldes da Rota de São Paulo. “Nos próximos15 dias nós já estaremos em condição de operar essa Força Tática remodelada, com quatro integrantes. Nós estamos mandando o pessoal da Rota pra interagir com esse novo tipo de policiamento”, explicou o secretário de Segurança Pública do Estado, Antônio Ferreira Pinto.

Saúde
Sobre Saúde, o governador anunciou a criação de um hospital em São José dos Campos e de clínicas para dependentes químicos em Taubaté e Campos do Jordão. “Na região, nós queremos ter duas referências: Taubaté, com o HU (Hospital Universitário), e estamos estudando um dos ex-sanatórios de Campos do Jordão”, disse Alckmin.

Estradas
A comitiva do governador seguiu para Lagoinha, onde visitou as obras da SP-153, que liga a cidade a Cunha. O tucano garantiu que em dois anos todas as estradas vicinais do estado estarão reformadas. “Pinda para Piracuama, Taubaté a Campos do Jordão, no Vale Histórico, Redenção, Natividade e São Luiz do Paraitinga. Todas elas”, garantiu o governador.

G1

Vale tem recuo de homícidios mas lidera violência ainda

Maio foi o mês com o menor número de homicídios no Vale do Paraíba desde 2011, segundo dados divulgados ontem pela Secretaria da Segurança Pública. De acordo com a SSP, 25 pessoas foram assassinadas no mês, uma redução de 34% na comparação com maio do ano passado, quando houve 38 vítimas de homicídio doloso com intenção de matar.

Apesar do bom resultado, a região continua como a mais violenta do Interior do Estado em 2012. No mês de maio, apenas Santos teve tantas vítimas como o Vale. O dado preocupante, no entanto, é o número de latrocínios. Foram quatro pessoas assassinadas após roubos na região. No total, já são 17 latrocínios até maio contra 12 no mesmo período do ano passado.

A Polícia Militar atribui o bom índice a ações em cidades que tiveram índices elevados em março e abril, como Pindamonhangaba e Guará, por exemplo. “O crime é dinâmico e a Polícia Militar também precisa ser. Houve cidades que fugiram do controle e nós intervimos para obter a redução”, diz o coronel Leônidas Pantaleão de Santana, comandante da PM na região.

O comandante também aponta uma tendência de queda, já que na comparação mês a mês, os números vêm em queda constante desde fevereiro, quando 46 pessoas foram mortas. “Às vezes, uma cidade tem uma alta e nós agimos rápido para controlar. Outras cidades merecem uma atenção maior. Cada região tem sua peculiaridade.”

Uma das cidades que recebe essa atenção maior da corporação é Taubaté. O município foi o mais violento da região com seis pessoas assassinadas cinco vítimas de homicídio e uma de latrocínio. São José e Caraguatatuba tiveram cinco pessoas assassinadas: quatro vítimas de homicídio e uma de roubo seguido de morte em cada cidade.

Ao longo do ano, São José é a cidade mais violenta com 27 pessoas assassinadas, se somados homicídios dolosos e latrocínios. Taubaté teve 26 pessoas mortas, enquanto, em Jacareí, foram 23 assassinatos. “Em junho, nossa preocupação é Taubaté, as outras regiões estão com índices estáveis. Vamos trabalhar forte naquela região ”, diz o diretor da Polícia Civil na região, João Barbosa Filho. Para reduzir latrocínios, a PM pede para que pessoas nunca reajam ao serem vítimas de roubos.

O Vale

Prefeitura pretende instalar mais de 150 câmeras novas na cidade

São José aposta na tecnologia para combater o crime. Com 328 câmeras de vigilância instaladas e espalhadas por todas as regiões, a prefeitura quer instalar outras 181 até o final deste ano, chegando a 509. Elas serão instaladas para o monitoramento, em tempo real, de ocorrências de diversos tipo. O sistema é considerado um dos mais eficientes para prevenir e combater a criminalidade.

Em Taubaté, a Secretaria de Segurança monitora 32 câmeras na região central e quer mais sete ainda em 2012, além de outras 900 câmeras em escolas. Outros municípios, como Jacareí, Guaratinguetá e Aparecida, buscam recursos para implantar ou também ampliar o sistema de monitoramento eletrônico.

Em parceria com as forças de segurança pública, a tecnologia é capaz de monitorar áreas extensas nas cidades através de equipamentos eletrônicos. As imagens auxiliam a polícia a prender criminosos em flagrante. Para as polícias, as imagens fornecidas em tempo real são uma ferramenta fundamental na prevenção de crimes, no acompanhamento de ocorrências e na prisão de bandidos.

A rede de câmeras em São José é operada pelo COI (Centro de Operações Integradas), sob a gestão da Secretaria de Defesa do Cidadão. Além dos 80 funcionários do COI, o sistema conta com policiais militares e civis que trabalham em parceria para identificar ocorrências.

As imagens podem ser enviadas, em tempo real, para o Copom (Centro de Operações da Polícia Militar) do CPI-1 (Comando de Policiamento do Interior), em São José, ou fornecidas para a Polícia Civil, que as utiliza na identificação de criminosos.

“Elas tanto podem ajudar policiais a prender bandidos em flagrante como auxiliar na investigação de crimes”, disse Jefferson Donizetti de Lima, inspetor da Guarda Civil Municipal e chefe do COI. Desde 2009, as câmeras foram usadas em cerca de 4.000 ocorrências policiais, resultando em 434 pessoas presas. O equipamento conta com um zoom que chega a até quatro quilômetros de distância e é capaz de verificar a placa de um veículo, uma arma escondida no bolso de um bandido ou uma atitude suspeita.

Estatística da Polícia Civil mostra que, nas vias em que há câmera de vigilância, o índice de criminalidade cai em torno de 40%. “As imagens inibem os criminosos e ajudam os policiais a prender quem tenha cometido um crime”, afirmou Lima.

O Vale

Em meio a Campanha, Cidades pensam em implantar Delegacias

Em meio à mobilização que a campanha O Vale pela Paz tem promovido nas cidades do Vale, as câmaras têm se movimentado para criar leis que ajudem no combate à violência. Nos três maiores municípios da região, os vereadores querem agilizar a instalação da atividade delegada, em que os policiais militares são autorizados a fazer hora extra na segurança municipal mediante pagamento das prefeituras à PM.

Em Jacareí, o projeto de lei que regulamenta a atividade delegada está sob análise do setor jurídico da câmara e objetivo é acelerar votação. “Esta é uma alternativa para que possamos dar nossa contrapartida, enquanto Câmara, para a segurança pública em nossa cidade. Esse projeto de lei está passando pelo departamento jurídico”, disse o presidente da Casa, Itamar Alves (PDT).

Em São José, o presidente da Câmara, Juvenil Silvério (PSDB), também tem cobrado mais agilidade para instalação do ‘bico oficial’ da PM. “A lei já está aprovada, mas ainda não foi fechado um convênio entre prefeitura e Polícia Militar. Nesta quinta-feira, a Câmara vai indicar três vereadores para integrar um conselho que vai tratar exclusivamente desta parceria. Esperamos que seja agilizado.”

Em Taubaté, a lei da atividade Delegada também já foi aprovada, mas ainda não entrou em vigor. “Acho que a prefeitura não age em cima do mapa da violência que está disponível. Investe em cultura e educação, mas não em segurança. A Atividade Delegada está em um impasse na prefeitura”, disse o vereador Antonio Mário Ortiz (PSD), primeiro vice-presidente da Câmara de Taubaté.

Representantes das prefeituras de São José e de Taubaté não foram localizados após as 19h de ontem para comentar o assunto. Como propostas das câmaras para a segurança pública, os vereadores citaram projetos que proíbem o uso de celular em bancos e obrigam as agências a ter câmeras de monitoramento.

Reivindicada por diversos setores da sociedade, a lei do fecha-bar, que prevê fechamento dos bares durante as madrugas, não está entre as prioridade de votação dos vereadores de São José, Taubaté e Jacareí. “Basta uma fiscalização da prefeitura e da PM. Seria um retrocesso”, disse Mário Ortiz.

As adesões à campanha ‘O Vale pela Paz’ continuam em alta durante a última semana do projeto. O Comus (Conselho Municipal de Saúde) de São José dos Campos manifestou o apoio à causa. Em nota, assinada pela presidente Meire Ghilarducci, o colegiado informou que apoia integralmente a iniciativa e que classifica a violência como uma questão de saúde pública, uma vez que o setor de saúde está diretamente ligado aos resultados da violência.

A Câmara de Cachoeira Paulista também manifestou apoio à campanha. Em nota, o Legislativo parabeniza a iniciativa, se coloca à disposição para recolher assinaturas para a campanha e classifica como preocupante a violência na região. O texto também ressalta que fazem parte da realidade da Câmara pedidos constantes de ampliação do efetivo policial ao Estado.

No último domingo, o Quinteto de Sopros da Orquestra Sinfônica de São José se apresentou no Parque Vicentina Aranha e fez referência à cruzada pela paz. No mesmo dia, jogadores do Atlético Joseense e do Manhiqueira, times da região que disputam a quarta divisão do Campeonato Paulista, fizeram o gesto da campanha antes de jogo no estádio Martins Pereira, em São José.

O Vale

Em toda Região tem em média 10% de violência

A resposta nunca veio. A pergunta, como um eco em um desfiladeiro, insiste em ressoar pela cabeça do empresário A.A. até hoje: “Quem matou meu filho?”. Anderson Alves, 23 anos, foi brutalmente assassinado em um bar na região sul de São José, há dois anos. Ele cobrava uma dívida deixada por um homem na oficina do pai. Ao invés do dinheiro, recebeu uma paulada na cabeça e dois tiros na nuca.

“Chegaram a prender um cara, mas ele foi transferido e depois solto. A polícia nunca apontou o assassino do meu filho”, disse A. “Só nos recuperamos com o apoio dos amigos e a fé em Deus.” mSomando todos os crimes na região, a Polícia Civil esclarece, em média, 10% dos casos. Por esclarecido entende-se a identificação do autor, não necessariamente a prisão.

De janeiro a março deste ano, foram instaurados 6.289 inquéritos na região a partir do registro de 43.994. Descontando as ocorrência não-criminais, que somaram 15.973 no primeiro trimestre, sobraram 28.021 situações cuja investigação foi necessária. No período, segundo a Polícia Civil, foram resolvidos 3.840 casos taxa de 13,7% de resolução.

Segundo o Deinter-1 (Departamento de Polícia Judiciária do Interior), o índice tem alta considerável quando o assunto é homicídio. Priorizados pela corporação, 60% dos casos, em média, são resolvidos. Roubos e furtos de bens materiais vão ficando no final da fila. A prioridade é resolver assassinatos, latrocínios (roubo seguido de morte) e sequestros.

Excesso de boletins de ocorrência, déficit no efetivo policial, estrutura deficiente e burocracia são apontados como os principais obstáculos para a melhoria da eficiência da polícia.

O Vale

Combate a Violência ganha novos adeptos ao projeto

A campanha ‘O Vale pela paz’, cujo objetivo é abrir o debate sobre a violência epidêmica que atinge a região, ganhou adeptos entre pessoas com representatividade dentro e fora do Vale. Eles elogiaram a iniciativa dos jornais O VALE e ‘Bom Dia’ e afirmaram que, sim, a sociedade mobilizada pode mudar o panorama de violência.

Uma série de reportagens especiais irá tratar de temas relacionados à violência nas páginas dos periódicos. No site de O VALE (ovale.com.br), será disponibilizado mais conteúdo diariamente. Com isso, os veículos pretendem mobilizar a sociedade a cobrar do Estado medidas efetivas no combate à violência na região.

Doutor em Comunicação pela Universidade de Navarra e diretor do Master em Jornalismo, Carlos Alberto Di Franco elogiou a iniciativa por focar em “tema relevante da agenda pública. Segurança é um das maiores demandas da sociedade”.

Para ele, como o crime organizado migrou para regiões que, no passado, eram sinônimo de paz e convivência, a sociedade precisa reagir. “É preciso dar um basta, cobrar segurança pública e, sobretudo, promover uma campanha em favor da paz.”

Avaliando como uma “excelente ideia”, o presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de São José, Júlio Rocha, disse que a iniciativa “estimula e envolve toda a sociedade a refletir sobre os mecanismos de conquista da sonhada paz”.

Para ele, e a sociedade deve assumir a responsabilidade de sua parcela, para que se possa realizar o ideal da paz. Nesse contexto, Rocha defende que as pessoas se lembrem que a paz “começa em família, estimulando a cada membro, e principalmente as crianças, a viverem em harmonia, solucionando os problemas pelo diálogo”.

Mobilização. Na avaliação do deputado estadual Hélio Nishimoto (PSDB), a campanha pode conscientizar os leitores para a “importância de ajudar na melhoria da segurança”. Segundo ele, a força da mídia é capaz de despertar o interesse dos cidadãos. “O jornal ajuda a conscientizar a população.”

“Toda iniciativa que busque a mobilização da sociedade em torno das mazelas sociais é válida, sobretudo um tema tão complexo como a violência”, opinou o sociólogo e cientista político Alacir Arruda, professor da Unitau.

Para ele, a campanha pode incentivar os cidadãos a denunciar, se indignar e não aceitar a violência, seja ela de qualquer espécie, como algo natural. “Temos a maior carga tributária do planeta e o mínimo que o Estado deve fazer é nos dar condições seguras de ir e vir.”

Para enfrentar a violência, segundo a promotora Silvia Máximo, da Vara da Infância e Juventude de São José, a sociedade tem que assumir sua responsabilidade. “Deve se articular e cobrar a implementação de políticas públicas e rigor para o cumprimento das penas impostas aos sentenciados.”

Agostinho Gomes, delegado assistente do Deinter-1 (Departamento de Polícia Judiciária do Interior), reforçou que a segurança é responsabilidade de todos, não só das polícias. Quanto à participação da sociedade, estimulada pela campanha, ele defende o registro das ocorrências, denúncia de atividades suspeitas e confiança no trabalho policial.

O Vale