Vendedores do Camelódromo fecham as portas na cidade

Ambulantes instalados no camelódromo da praça João Mendes (Sapo), no centro de São José dos Campos, pediram ao prefeito eleito, Carlinhos Almeida (PT), para serem removidos para outro local, com a alegação de que o espaço não tem infraestrutura adequada.

Uma comissão de informais se reuniu anteontem com vereadores na Câmara e pediu ‘socorro’. Segundo os camelôs, o movimento de final de ano no espaço de compras está abaixo das expectativas.

“O camelódromo fica vazio a maior parte do dia e muitos ambulantes nem abrem seus estabelecimentos”, disse o ambulante Sérgio Luiz da Silva. Os ambulantes que antes ocupavam ruas e praças do centro foram removidos no final de abril deste ano para os camelódromos da praça João Mendes e da Rodoviária Velha, como um dos projetos do Plano Estratégico Centro Vivo, que prevê a revitalização do centro.

O camelódromo da João Mendes tem 42 boxes. Ontem, 13 estabelecimentos estavam fechados. O grupo relatou que é “impraticável” trabalhar no local por causa do calor. “Este mês, a temperatura aqui dentro já chegou a 43°C”, disse Joelson Vieira, um dos integrantes da comissão de informais.

Segundo ele, é preciso encontrar outro local para os informais da praça. “Não adianta, não tem como adequar esse espaço. A única solução a remoção do pessoal para outro lugar”, afirmou Vieira. Uma das sugestões apresentadas pela comissão de ambulantes seria acomodar os informais em uma das laterais da praça João Mendes.

O vereador Luiz Mota (DEM), que participou do encontro, informou que vai encaminhar um relatório ao novo governo municipal, que assuma a prefeitura no dia 1º de janeiro. “Realmente a situação desse centro de compras é complicado. O pessoal não tem mesmo condição de permanecer no local”, afirmou.

Mota conversou ontem informalmente sobre o assunto com o vereador Wagner Balieiro, coordenador da comissão de transição do PT. A conversa aconteceu durante a solenidade de diplomação dos eleitos, no novo Fórum da cidade. Balieiro afirmou que o novo governo vai analisar a questão, mas já adiantou que é preciso mesmo encontrar uma solução para os ambulantes. “Temos que verificar alternativas”, disse o vereador.

O Vale

Publicado em: 20/12/2012

13° aquece mais de 100% o comércio da cidade

O comércio da região comemora o movimento do último final de semana, classificado como o segundo melhor do ano em vendas e movimento de consumidores. Entre sábado e domingo, cerca de 500 mil pessoas passaram pelos shoppings de São José e Taubaté. Já no comércio de rua das duas maiores cidades do Vale, o fluxo foi 20% maior do que nos finais de semana comuns, comparado com o mesmo período de 2011.

Para lojistas, o motivo do aumento foi pagamento da primeira parcela do 13º Salário, na sexta-feira. “Foram dois dias excelentes. Não esperávamos tanta gente. Superou todas as nossas expectativas. Isso nos mostra que o comércio ficará bem aquecido nos próximos fins de semana que antecedem ao Natal”, disse a gerente de Marketing do Taubaté Shopping, Martha Serra.

De acordo com a assessoria de imprensa do Vale Sul Shopping, em São José, nos três dias sexta, sábado e domingo foram registrados 250 mil pessoas circulando pelo centro de compras. Os cerca de 100 mil consumidores que passaram pelo CenterVale Shopping renderam 650 notas trocadas na promoção de Natal. De acordo com a assessoria, o ticket médio por pessoa foi de R$ 1.600 no sábado e R$ 1.500 domingo.

O Colinas Shopping, em São José, também registrou aumento nas vendas e no fluxo de pessoas. Segundo sua assessoria de imprensa, o centro de compras deve receber 840 mil pessoas no mês de dezembro, um aumento de 12% comparado com o mesmo período do ano passado.

“Recebi parte do meu décimo terceiro e resolvi antecipar as compras de Natal. Além da família, tenho afilhados e amigos queridos”, disse a funcionária pública, Janete Barros. Em Taubaté, os lojistas estão otimistas. De acordo com a presidente da Acit (Associação Comercial e Industrial de Taubaté), Sandra Morales, o fim de semana foi comparado com o do Dia das Mães, quando o comércio registra o segundo melhor evento do ano.

“O comércio está muito aquecido. Todas as lojas estavam lotadas. Até estendemos o horário de última hora”, afirmou a presidente. Em São José não foi diferente. Quem aproveitou o dia de descanso para ir às compras, precisou de disposição e paciência. “É uma loucura, mas é necessário”, disse a secretária Jurema Nascimento.

O Vale

Publicado em: 04/12/2012

A partir de Segunda-feira (03), comércio fica aberto até as 20H

A corrida pelo presente de Natal vai ganhar mais tempo a partir da próxima segunda- feira em São José dos Campos. A partir do dia 3 de dezembro o comércio ficará aberto até as 20h. O horário deve ser estendido ainda mais, com a proximidade do Natal. Do dia 10 ao dia 14 de dezembro, o comércio ficará aberto até as 21 horas e a partir do dia 17 até o dia 21 de dezembro, o comércio de São José funcionará até as 22 horas.

Na véspera do Natal, dia 24 de dezembro, as lojas funcionarão das 9h às 18h. Aos sábados os comerciantes atenderão até as 18h e nos domingos de dezembro o comércio funcionará das 9h até as 15 horas. A expectativa dos comerciantes, no entanto, é grande. Para cerca de 20% deles a ‘lembrancinha’ de natal poderá custar mais de R$ 200 neste ano.

Os dados foram divulgados pela Associação Comercial de São José dos Campos que entrevistou 50 estabelecimentos durante o mês de novembro. A pesquisa mostrou ainda que a faixa de preço dos presentes comprados deverá ser de até R$50 para 18% dos comerciantes, de R$51 a R$100 na opinião de 28%, de R$101 a 200 para 34% dos comerciantes entrevistados.

No que depender da Prefeitura de São José dos Campos, no entanto, a decoração natalina não deve dar uma forcinha para os comerciantes neste ano. A administração cortou pela metade os gastos com decoração que será de R$ 254 mil em 2012. No ano passado a prefeitura autorizou R$ 500 mil para decorar a cidade no fim do ano.

Com informações da Associação Comercial de São José dos Campos

Publicado em: 29/11/2012

Vale do Paraíba tem lugar no Ranking Nacional da Anatel

O Vale do Paraíba ocupa hoje o 4º lugar no ranking nacional da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) de teledensidade, que considera o número de linhas de telefonia móvel por habitante. O código 12 possui 160,4 linhas para cada 100 habitantes, superior à média nacional (131,70) e inferior apenas aos prefixos 71 de Salvador (198), 61 de Brasília (186) e 19 de Campinas (162,8). O levantamento foi divulgado ontem pela Anatel e se refere ao mês passado.

De janeiro até outubro, o índice de teledensidade saltou de 149,5 para 160,4. Somente nos últimos seis meses, houve 69.366 novas habilitações na região. Passou de 3457.381 para 3526.747. Segundo o professor de economia da Univap (Universidade do Vale do Paraíba) Roque Mendes o nível econômico da região frente às outras é o principal motivo pela posição no ranking.

“O Vale, em termos econômicos, é de nível médio para alto. É uma região onde as pessoas têm um poder aquisitivo grande”, afirmou. Mendes cita também a questão cultural, a importância do celular na vida profissional, a concorrência entre operadoras e a facilidade na aquisição de aparelhos e linhas como fatores para crescimento de habilitações.

O estudante de educação física Vinícius Braga, 31 anos, possui quatro números de celular um de cada operadora. Segundo ele, é para facilitar o contato. “Às vezes o sinal de uma está fraco e da outra não. E também tem pessoas que só ligam para determinada operadora”, disse.

Mesmo com quatro números, ele garante que gasta R$ 50 por mês. “Os números são para facilitar quem me liga e não para eu ficar gastando. São todos pré-pagos e só uso bônus.” Dos mais de 3,5 milhões de linhas na região, a TIM lidera com 29,48%. Logo atrás estão Claro (26,77%), Vivo (25,66%) e OI (18,09%).

O Vale

Publicado em: 21/11/2012

Prefeitura realiza o ultimo dia de cadastro para Finados

A Prefeitura de São José dos Campos encerra nesta sexta-feira (26) o cadastro de vendedores ambulantes que quiserem vender velas, flores ou alimentos em frente dos cemitérios da cidade no dia 2 de novembro, feriado de Finados. Até agora mais de 130 ambulantes já fizeram inscrição. Os interessados devem procurar a Divisão de Abastecimento da Prefeitura (Rua Felício Savastano 401, 1º andar, Vila Industrial), das 8h às 16h. Somente pessoas residentes na cidade podem trabalhar nessa atividade.

Para vender flores e velas, não há necessidade de ser registrado na Prefeitura como vendedor ambulante. Basta levar os documentos originais: cédula de identidade, CPF, título de eleitor e comprovante de residência. O cadastramento é gratuito. No caso da venda de alimentos (salgados, água, refrigerantes e doces), o ambulante deve ter registro na Prefeitura e ainda assim se cadastrar para o feriado de Finados.

As marcações (pintura) das bancas autorizadas em frente dos cemitérios serão feitas de segunda (29) a quarta-feira (31). A montagem pode ser feita a partir das 18h do dia 1º de novembro para o funcionamento no dia 2.
Quem quiser tirar dúvidas sobre o cadastramento pode ligar para 3901-1080, das 8h às 16h.

G1 (Vnews)

Publicado em: 26/10/2012

Mesmo em meio a crise, Embraer mantém as vendas

Mesmo com retração nas vendas, a Embraer, de São José dos Campos, descarta, por enquanto, reduzir o ritmo de produção. A carteira de pedidos firmes da empresa recuou 22,5% nos últimos 12 meses, segundo os dados do balanço financeiro do terceiro trimestre, divulgado anteontem à noite. A carteira fechou o terceiro trimestre de 2012 em US$ 12,4 bilhões em pedidos a entregar, ante US$ 16 bilhões de um ano antes.

A empresa efetivou de janeiro a setembro deste ano 30 vendas de jatos para a aviação comercial, carro-chefe da companhia, ante 62 no mesmo período de 2011. O vice-presidente executivo financeiro da empresa, José Antônio Filippo, disse que a cadência produtiva será mantida, pois a companhia trabalha com boas perspectivas de negócios para os próximos meses.

No entanto, para manter o mesmo ritmo produtivo no próximo ano, a Embraer precisará fechar novas vendas de jatos comerciais nos próximos seis meses. Segundo a empresa, há pequeno risco de redução do ritmo produtivo em 2013. Filippo evitou detalhar as perspectivas futuras de curto prazo com relação a vendas.

“Estamos com campanhas em andamento, principalmente nos Estados Unidos, e esperamos resultados nos próximos meses”, afirmou o executivo na teleconferência sobre o balanço financeiro. Um dos potenciais negócios pode ser com a aérea Delta Air Lines, que anunciou ontem que até o final do escolherá o fornecedor da frota de 70 aeronaves de até 76 lugares que pretende comprar.

Além da Embraer, com o jato 175, a canadense Bombardier também está na disputa. A carteira de encomendas firmes de jatos comerciais totalizou 178 unidades no final do terceiro trimestre.  Filippo afirmou também que a empresa espera bons resultados na aviação executiva no quatro trimestre, após fraco desempenho nos anteriores.

Até o final de setembro, foram despachados 46 jatos executivos 40 leves e 6 grandes. “O quatro trimestre sempre é mais forte para a aviação executiva”, disse Filippo. Embora tenha revertido no terceiro trimestre o prejuízo registrado um ano antes, a companhia informou que o resultado do lucro líquido poderia ter ser maior não fosse a situação relacionada à proposta feita pela fabricante para reestruturar financiamentos pendentes da cliente Chautauqua Airlines, controlada pela Republic Airways.

No balanço, a fabricante informa que o impacto foi da ordem de R$ 85,1 milhões. A Embraer fechou o terceiro trimestre com lucro líquido de R$ 132,5 milhões ante prejuízo de R$ 200 no mesmo período do ano passado. Ontem, a cotação das as ações da companhia fecharam em baixa.

O Vale

Publicado em: 25/10/2012

Smartphones tem baixa nos preços e eleva expectativas

O barateamento no preço dos smartphones fará dos aparelhos a principal aposta dos lojistas da região para as vendas de Natal. A previsão é de fechar o ano vendendo 50% a mais na comparação com o mesmo período de 2011.Na próxima semana, segundo revelou o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, a presidente Dilma Rousseff assina medida provisória reduzindo impostos para a fabricação e importação de smartphones no país.

Os preços podem cair até 27% e bons aparelhos, disse o ministro, poderão ser vendidos por até R$ 200. O que já era bom ficou ainda melhor. Dominando mais de 90% das vendas em lojas especializadas, os smartphones quebrarão todos os recordes na região. É o que dizem lojistas e empresas do ramo.

“Poucas pessoas procuram um celular comum. A maioria quer um smartphone, que tem tudo. Essa é a principal tendência de presentes para o Natal”, disse Anderson Quireli, proprietário da Nexar, nova loja especializada em telefonia, informática e eletrônicos aberta na área de expansão do Vale Sul Shopping, em São José.

Com 14 modelos para os clientes escolherem, Quireli acredita que a redução no preço fará os aparelhos baterem todos os recordes de venda, chegando a 50% de crescimento na comparação com 2011. “Estamos muito otimistas para as vendas de Natal neste ano, embora a economia esteja um pouco pior.”

Consumidores encontram muita variação de preço entre os modelos de smartphone, que vão de R$ 249 a R$ 2.000, dependendo das opções e da funcionalidade. Para evitar sair da loja com um produto muito acima da utilização pretendida pelo cliente, especialistas recomendam pesquisar antes de efetivar a compra do aparelho.

“Um smartphone é como um computador. Tem que saber exatamente para o que vai usar antes de comprar, senão corre o risco de gastar muito e usar pouco”, afirmou a economista Ana Amélia Castro, da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).

Oferecendo mais de 20 modelos de smartphones, Luiz Rosa, gerente da loja da TIM no CenterVale Shopping, em São José, também aposta nos aparelhos como o principal presente para o final de ano. “Cerca de 95% dos clientes já querem comprar um smartphone. Essa é a tendência do mercado”, disse.

Em nota, a operadora TIM disse que a redução do preço irá beneficiar “operadoras, fabricantes e consumidores com a popularização do produto” e que trabalha para “ampliar o acesso à internet móvel no Brasil e aumentar a penetração de aparelhos com acesso à web”. Em Taubaté, César Medina, gerente da loja InfoCel, na região central, disse que vai preparar promoções exclusivas para a oferta de smartphones aos consumidores. “Vai ter mais desconto até o Natal.”

O Vale

Para queimar estoquesa, Concessionarias realizam Feirão

Consumidores que procuram comprar um carro zero mais barato podem aproveitar os feirões de montadoras e concessionárias neste final de semana para garantir o benefício da redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados).

O corte, feito pelo governo federal em maio para estimular a venda de carros, está previsto para acabar em 31 de agosto. O Ministério da Fazenda não decidiu se prorrogará a redução do imposto. As lojas trabalham com a expectativa da retomada do valor do imposto. O IPI dos carros nacionais 1.0 caiu de 7% para zero. Carros nacionais até 2.0 tiveram redução de 11% para 5,5% (flex) e 13% para 6,5% (gasolina).

Há veículos novos com descontos de até R$ 3.000 e modelos semi-novos com facilidades no pagamento, entre outras promoções. A expectativa das concessionárias é vender 30% a mais por causa da redução do IPI. Hoje e amanhã, as principais lojas de carros de São José estarão com ofertas para zerar os estoques, que passam de 2.700 carros, entre modelos novos e usados.

“Os vendedores cancelaram a escala de folga para atender o público”, disse Marco Aurélio Silva, gerente de vendas da Itavema Fiat. “O consumidor encontrará preços diferenciados e opções variadas de financiamento”, afirmou Carlos Alberto Soares, gerente de vendas da Original do Vale, especializada em carros da Volkswagen.

Viviane Batista da Silveira, gerente de vendas da Veibrás, concessionária Chevrolet, aposta nas promoções da marca para atrair os consumidores. “É um ótimo momento para trocar de carro”, disse.

O Vale

De olho na Copa, Embraer fica atento com vendas

A Embraer, de São José, desenvolve um plano para ampliar sua participação no mercado da aviação executiva no país que até 2014, por conta da Copa, deve se tornar o segundo maior do mundo, ficando atrás somente dos Estados Unidos.

Hoje em terceiro lugar no ranking global do segmento, o Brasil tem atualmente uma frota de 720 jatos executivos voando no país. Destes, 112 são só da Embraer pouco mais de 15%. Só nos últimos dois anos, foram entregues 70 aeronaves do segmento para clientes brasileiros.

Segundo avaliação da fabricante, em dez anos, o mercado brasileiro nesse nicho deve quase que dobrar com mais 550 aeronaves negociadas em uma cifra que pode ultrapassar US$ 8 bilhões. Uma das apostas da fabricante é reforçar sua participação em feiras do setor, como a Labace (Feira Latino-Americana de Aviação Executiva, que acontece até amanhã no aeroporto de Congonhas, em São Paulo.

Além disso, a empresa também prepara expansão de sua rede de serviços no Brasil, a fim de melhorar o atendimento ao cliente. Nesta semana, um novo simulador foi inaugurado em São Paulo. Outra frente é o novo centro de serviços para o segmento em Sorocaba.

Em termos globais, a Embraer detém uma fatia de 14% do mercado da aviação executiva em unidades. A meta é ampliar também a sua participação global no segmento, que é altamente competitivo, com empresas consolidadas no setor como Dassault (francesa) e Bombardier (canadense), entre outras fabricantes.

A Embraer prevê que o mercado mundial de aviação executiva no mundo pode movimentar US$ 260 bilhões no período entre 2012 e 2021,se a economia global conseguir crescer em ritmo sustentável. Isso representa a comercialização de 11.275 unidades. Se o cenário for negativo, esses números caem para US$ 205 bilhões e 8.660 unidades.

Para executivos da companhia, a participação de mercado da empresa brasileira vai crescer em ritmo mais acelerado quando começarem a ser entregues os novos jatos Legacy 450 e Legacy 500. A previsão é que as entregas do Legacy 500 comecem no final de 2013 e as do modelo 450 no final de 2014.

A Embraer entrou firme na aviação executiva a partir de 2005, mas a sua presença se fortaleceu após 2008. Essa unidade de negócio será responsável este ano por cerca de 20% da receita global da companhia, com faturamento estimado entre US$ 1,1 bilhão e US$ 1,3 bilhão.

O Vale

Procura por apartamento de 2 Dormitórios é maior na cidade

O balanço quadrimestral da Aconvap (Associação das Construtoras do Vale do Paraíba), de São José dos Campos, mostrou que a maior demanda do mercado imobiliário na cidade é por apartamentos de dois dormitórios.

Segundo a pesquisa, realizada entre março e junho pela associação, das 15.910 unidades imobiliárias lançadas nos quatro meses (em um total de 144 empreendimentos), 6.939 foram de dois dormitórios, cerca de 43%. “Os apartamentos de dois dormitórios tiveram maior volume para atender a demanda da classe C e D. E foram os empreendimentos que fizeram parte do programa Minha Casa, Minha Vida”, disse o presidente da Aconvap, Cleber Córdoba.

Para a coordenadora da pesquisa, Irene Tressoldi, os apartamentos de dois quartos também são mais fáceis de vender e por isso recebem mais investimentos. Das 6.939 unidades lançadas, já foram vendidas 4.659. A professora da rede pública de ensino Cleuza Rodrigues, 42 anos, comprou seu apartamento de dois quartos em maio com o pré[TXT]dio ainda em construção.

“Há muitos anos eu venho economizando para poder comprar um apartamento. Ainda moro de aluguel, mas logo logo estarei em minha casa”, disse Cleuza. A oferta da demanda e da procura tem se refletido nos valores das unidades.  O balanço anterior da Aconvap, entre novembro de 2011 e fevereiro de 2012, mostrou que o preço médio do apartamento de 2 quartos era de R$ 178 mil.

Já a última pesquisa indicou que o custo médio passou para R$ 191 mil. Um aumento de 7%.  “Nos últimos quatro anos, os imóveis tiveram uma valorização de 40% a 50%, dependendo da região da cidade”, disse Cleber Córdoba. Segundo a Aconvap, o valor deve continuar subindo pela falta de novos empreendimentos.

Todos os dados são referentes ao balanço feito pela Aconvap de março a junho. A cada quatro meses, a associação realiza essa pesquisa para analisar como está o mercado imobiliário. O último levantamento também mostrou que entre março e junho foram lançados 144 empreendimentos em todas as regiões de São José.

A região que concentrou o maior número de lançamentos foi a sul, com 56. A norte teve a menor, com 3. “Na região norte, a topografia não ajuda para a construção de prédios. A região sul é um lugar novo na cidade ideal para os novos empreendimentos” afirmou Cleber. As 15.910 unidades lançadas tem um preço de venda estimado em R$ 5,9 bilhões. Dessas, 11.197 já foram comercializadas.

O Vale