Empresa NovaDutra completa 17 anos de administração

Já se vão 17 anos desde que a concessionária CCR Nova Dutra assumiu o controle da rodovia mais importante do país. Esta é a primeira vez que a Rodovia Presidente Dutra está sob a responsabilidade de uma empresa privada e sai das mãos do Governo Federal.

A concessão da empresa à administração da rodovia vai até o janeiro de 2022. De acordo com a rodovia, em 17 anos, foram injetados na estrada cerca de R$ 11 bilhões, incluindo a realização de obras, aquisição de equipamentos e operação da rodovia, a Via Dutra está entre as melhores rodovias do País, de acordo com a Pesquisa CNT de Rodovias 2012, da Confederação Nacional do Transporte.

Segundo a rodovia, desde 1996 quando começou a concessão, foram construídos 54 quilômetros de pistas marginais, 334 quilômetros de muros de concreto, 31 novas pontes e viadutos, 46 novas passarelas e recuperação de 96 pontes, 49 viadutos e 23 passarelas.

Atualmente, a CCR NovaDutra emprega 1.400 funcionários. Nos últimos anos, foram implantados, ainda, 58 pontos de fiscalização eletrônica de velocidade ao longo da rodovia. O resultado deste conjunto de ações, de acordo com a empresa, foi a redução de 62% no número de mortes na Via Dutra entre 1996 e 2012, com queda de 520 para 195 registros.

Publicado em: 04/03/2013

Rodovias do Tamoios terá pedágio de cobrança

A Rodovia dos Tamoios deverá ser concedida à iniciativa privada e ganhar cobrança de pedágio, como ocorreu com o sistema Ayrton Senna/Carvalho Pinto. O modelo da concessão está ligado ao término das obras de duplicação da rodovia, especialmente ao trecho de serra, cujo projeto está em fase de licenciamento ambiental. O custo é avaliado em R$ 2 bilhões.

Caso o governo estadual opte por manter a obra pública, licitando a construção da serra, como vem sendo feito no trecho de planalto e nos contornos de São Sebastião e Caraguatatuba, a concessão seria feita após o términos das obras, até 2018. Mas se o Estado resolver fazer a obra da serra em uma PPP (Parceria Público-Privada), a concessão poderia entrar no pacote antes disso.

A empresa ou o consórcio vencedor da PPP construiria os 22 quilômetros do trecho de serra e, em contrapartida, administraria toda a rodovia, podendo cobrar pedágio dos usuários. “Entendo que a rodovia será concedida. Se houver PPP para a serra, deverá ser concedida nesse processo. Senão, mais para a frente. E teremos a cobrança de pedágio”, disse Laurence Casagrande Lourenço, presidente da Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A).

A decisão pela PPP ou não dependerá do custo total da obra, que só será conhecido após a fase de licenciamento ambiental do trecho de serra, que deve terminar até maio deste ano. A previsão da Dersa é que as obras comecem ainda em 2013.

O modelo de pedágio a ser adotado na Tamoios, segundo Lourenço, seria o mesmo que está em fase de testes em duas rodovias estaduais, a Engenheiro Constâncio Cintra (SP-360), entre Itatiba e Jundiaí, e a Santos Dumont (SP-75), que liga Sorocaba a Campinas.

Trata-se do sistema ‘Ponto a Ponto’, parecido com o ‘Sem Parar’ adotado na via Dutra. Nele, todos os usuários que trafegam pela rodovia pagam pelo trecho rodado, e não mais em praças de pedágio. Paga-se pela quantidade de quilômetros rodados na estrada. O controle é feito em pórticos fixos colocados em pontos definidos da rodovia que “contam” os quilômetros rodados de cada veículo, que deverão ter um equipamento instalado.

O pagamento por ser feito por créditos ou pela internet. “A tarifa é por quilômetro e é menor. Paga-se o trecho que for usar, e todos pagam”, disse Lourenço.  Motoristas dividem-se quanto à cobrança de pedágio na Tamoios. Quem mora na região, não gostou da medida. Já turistas elogiaram o sistema por causa da segurança e da manutenção da via. “A gente convive com esse tráfego há anos e nunca tivemos nenhum benefício”, disse o aposentado Antônio Castro, 60 anos, de Paraibuna.

O Vale

Publicado em: 28/02/2013

Em obras na Tamoios, rodovia terá túneis para animais

Sapos e outros animais da fauna regional terão lugar privilegiado na nova Rodovia dos Tamoios, que está sendo duplicada. Em todos os trechos da estrada planalto, serra e contornos entre São Sebastião e Caraguatatuba haverá passagens especiais para os bichos.

A intenção é que eles não sejam obrigados a cruzar as pistas para se movimentar, evitando serem atropelados.
Segundo o presidente da Dersa, Laurence Casagrande Lourenço, serão construídos túneis para os sapos e passarelas para animais maiores ao longo da rodovia. Só para os sapos, por exemplo, os contornos terão mais de 20 túneis.

“Serão espaços pequenos que permitirão aos sapos, que existem em grande quantidade no litoral, cruzar a estrada sem passar por cima dela. Evitaremos a morte de muitos animais dessa maneira”, disse. As passarelas unirão pontos altos ao longo da estrada, como morros, que concentram espécies da fauna regional que terão um caminho alternativo para cruzar a estrada em segurança. Essas espécies foram estudadas durante o planejamento da obra na Tamoios.

O Vale

Publicado em: 27/02/2013

Velocidade é diminuida para acelerar obras na Tamoios

A Rodovia dos Tamoios terá uma redução de 25% no limite máximo de velocidade permitido na estrada a partir de 6 de março, em razão da intensificação das obras de duplicação. Os motoristas serão obrigados a trafegar no limite de 60 km/h nos quase 50 quilômetros do trecho de planalto, entre os kms 11,5 e 60,48, entre São José dos Campos e Paraibuna, até 16 de dezembro deste ano, data prevista para o término da obras. Hoje, a velocidade máxima permitida no trecho é de 80 km/h.

Quem não respeitar o limite de velocidade será multado. Também as faixas adicionais na rodovia serão eliminadas em vários pontos, com exceção das áreas de subida. A partir de 6 de março, as faixas funcionarão como acostamento para emergência e suporte nas operações das obras.

A justificativa da Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A) para adotar as medidas é a segurança na rodovia. “É importante que o motorista respeite o limite de velocidade para não termos acidentes”, disse Laurence Casagrande Lourenço, presidente da Dersa. “Esse limite tem uma só razão: garantir a segurança dos motoristas, dos trabalhadores e das pessoas que moram perto da via.”

As mudanças começam a ser divulgadas na rodovia a partir de hoje, em faixas de orientação. O volume de obras será ampliado e vai gerar 700 empregos com a implantação do terceiro turno de trabalho. Os atuais 1.500 trabalhadores saltarão para 2.200.

“Os canteiros serão ampliados porque as áreas desapropriadas já estão disponíveis para receber as obras”, disse Lourenço, que evitou aumentar o serviço na estrada desde o começo do ano por causa da temporada. “A gente entende que a redução da velocidade é necessária para fazer as obras, mas acho que isso vai dar muita confusão. Tem gente que não vai entender e vai criar problemas na estrada”, disse Manoel Pereira Santos, caminhoneiro.

Iniciada em maio de 2012, com custo de R$ 900 milhões, a duplicação do trecho de planalto da Tamoios vai entrar na reta final a partir de março. Serão terminadas a construção de uma nova pista e a restauração do pavimento da pista existente. Uma ficará ao lado da outra, separadas por uma barreira de concreto tencionada, e não rígida, que é novidade nas estradas brasileiras e dispositivo comum na Europa. “Há um cabo de aço que passa por dentro das barreiras que é tencionado. Se houver colisão, a barreira se move e absorve parte do impacto”, disse Lourenço.

A Rodovia dos Tamoios recebe tráfego de 16 mil veículos por dia, em média. Nos feriados e no período de temporada, durante o verão, o movimento diário pode chegar a 25 mil veículos. Principal ligação para o Litoral Norte, a Tamoios será toda duplicada.

O feriado prolongado da Páscoa, entre 29 e 31 de março, será o primeiro com redução de velocidade na Tamoios. O limite máximo baixará de 80 para 60 km/h por causa das obras de duplicação. Com a supressão de faixas adicionais, deixando apenas nas subidas para veículos lentos, os carros terão que andar mais em fila indiana do que hoje.

O Vale

Publicado em: 27/02/2013

SP-50 tem inícios a obras para prevenir erosões

O trabalho para conter a erosão no km 97 da Rodovia SP-50, que liga São José dos Campos a Monteiro Lobato, já começou. As obras de contenção tiveram início na quarta-feira (30) e são de responsabilidade da empresa CSO Engenharia, contratada pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER).

A previsão é de que os trabalhos sejam concluídos no prazo de quatro meses. Na sexta-feira (1º), técnicos da Prefeitura de São José dos Campos, da Sabesp e do DER estiveram no local para planejar os trabalhos da CSO e da Sabesp. A Secretaria de Transportes, em regime de colaboração, fará a sinalização do local.

Prefeitura Municipal de São José

Publicado em: 05/02/2013

Prefeitura defini critérios para obras de melhorias na SP-50

A Prefeitura de São José dos Campos e o Departamento de Estradas de Rodagem (DER) definiram os critérios e prazos para viabilizar as obras de contenção da erosão no km 97 da SP-50, a Rodovia Monteiro Lobato. O trecho fica entre os bairros do Costinha e Taquari, zona rural do município.

O DER informou que já iniciou o processo para a contratação de uma empresa especializada e que os trabalhos devem começar no prazo de 30 dias.

De acordo com o DER, a erosão atinge a margem da rodovia e parte do acostamento. Ainda conforme o órgão estadual, a sinalização já instalada no trecho será reforçada. O valor das intervenções é de R$ 357 mil.

Prefeitura Municipal de São José

Publicado em: 30/01/2013

Tamoios terá tunel Rodoviário considerado o maior

Principal rodovia de acesso ao litoral norte de São Paulo, a Rodovia dos Tamoios (SP-99) terá o maior túnel rodoviário do país com 6,7 km de extensão. O megatúnel está previsto na obra do novo trecho de serra da rodovia, prevista para iniciar no final deste ano com duração de 48 meses, até 2017.

O presidente da Dersa, Laurence Casagrande Lourenço, afirmou nesta quarta-feira (23) ao G1 que o novo trecho contará com cinco túneis que juntos somam 13 km de extensão,  sendo que quatro deles terão entre dois a três quilômetros de extensão. A maior passagem subterrânea de veículos do país ficará bem no meio da Serra do Mar – entre Paraibuna e Caraguatatuba.

A Dersa informou que o início da obra da futura pista estimada em R$ 2,1 bilhões está condicionada a definição de como a obra será custeada se somente pelos cofres públicos ou em parceria com a iniciativa privada. Ou seja, a previsão de início do serviço pode sofrer alterações e podem ser iniciadas apenas em 2014.

A nova pista, que terá 21 km de extensão e um traçado totalmente diferente da atual, será utilizada apenas pelos motoristas que estão saindo do litoral norte sentido ao Vale do Paraíba, no interior de São Paulo. Já a pista atual ficará para os motoristas que estão descendo a serra sentido à praia.

“Como a pista atual tem muitas curvas sinuosas, que não tem como serem modificadas, a difuculdade maior do motorista hoje é para subir a serra, por isso fizemos essa separação”,  afirmou Laurence ao G1. Ele disse ainda que o Estado deve definir até junho se a construção da nova pista, será feito somente pelo poder publico ou em parceria com a iniciativa privada.

“O Estado vai analisar o que é melhor para os cofres públicos. Se for somente o Estado, podemos adiantar um pouco o processo e abrir a licitação logo depois de abril, quando deve sair a licença ambiental. Se for por meio de parceria público-privada, o processo demora mais um pouco”, disse Laurence.

Planalto
As obras e duplicação do trecho de planalto foram iniciadas em maio de 2012. Ao todo, dois quilômetros de pista foram criados durante os seis meses da obra. A duplicação vai custar  cerca de R$ 560 milhões aos cofres do Estado.

G1 (Vnews)

Publicado em: 24/01/2013

Via Dutra comemorou no sábado 62 anos de rodovia

A ‘idosa’ Via Dutra completa neste sábado, 19 de janeiro, 62 anos. A rodovia, que liga São Paulo ao Rio de Janeiro ultrapassa seis décadas de existência, ainda como a principal rodovia do país e agora está dentro de uma Região Metropolitana.

Hoje a rodovia transporta 50% do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro e serve 23 milhões de pessoas em 36 municípios.

A via foi inaugurada no dia 19 de janeiro de 1951, pelo então Presidente da República general Eurico Gaspar Dutra em solenidade realizada na altura da cidade de Lavrinhas (SP). A liberação para o trafego se deu, no entanto, sem que a rodovia estivesse completamente terminada: apenas 339 quilômetros, dos atuais 405, haviam sido  concluídos para a inauguração.

Durante seis décadas, diversas personalidades faleceram em acidentes na Via tais como o ex-presidente Juscelino Kubitschek em 1976, próximo a Resende (RJ) e o cantor Claudinho, da dupla Claudinho e Buchecha em 2002. Desde 1996 a rodovia é administrada pela Nova Dutra S/A e tem hoje sete praças de pedágio.

Publicado em: 21/01/2013

Radares da Dutra faz um ano sem dar multas na cidade

Os radares instalados no trecho paulista da via Dutra, a estrada mais movimentada do país, completaram um ano neste mês de janeiro sem entrar em operação definitiva. Em resumo, eles flagram, mas não multam.  A instalação dos novos equipamentos começou em setembro de 2011 e foi concluída em janeiro de 2012. O trecho da Dutra que corta o Vale do Paraíba já contava com quatro radares.

O problema havia sido apontado por O VALE em agosto de 2012. Desde esse período, a justificativa da PRF (Polícia Rodoviária Federal), órgão habilitado em multar os motoristas, continua a mesma: problemas no convênio com a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres).

A documentação é exigência para viabilizar a operação dos equipamentos por parte da NovaDutra, concessionária que administra a rodovia federal. O VALE também apurou que houve necessidade de ajustes no software que gera as multas no sistema em Brasília, na central de operações da PRF. Nenhum outro órgão pode gerar as autuações, em razão de ser a Dutra uma rodovia federal sob concessão.

Os radares operam normalmente na rodovia, fazendo imagens em tempo real dos motoristas apressadinhos. Os dados são criptografados e enviados para a PRF, que faz uma triagem das informações. Daí em diante, quando o sistema deveria gerar as multas e encaminhá-las aos condutores, o processo emperra.

Com essa situação, apenas quatro radares fixos estão em operação no trecho paulista em São José dos Campos (dois), Caçapava e Lavrinhas. A previsão do comando da Polícia Rodoviária Federal é que os 11 radares estejam em operação completa até o final da temporada de verão, pelo menos antes do mês de março. Na região, inspetores da PRF minimizaram o problema alegando que os radares já cumprem a sua função.

“A arrecadação de dinheiro não é a primeira preocupação da polícia. Os radares, onde foram instalados, já provocaram uma diminuição no número de acidentes. Eles têm uma importante função educativa e preventiva”, disse o inspetor Waldiwilson dos Santos, da PRF de Taubaté.

No entanto, especialistas em trânsito e acidentes criticaram o atraso na operação completa dos radares. Eles acham que vidas podem ter sido perdidas nesse período sem as multas. Na estrada, motoristas fazem piada com os radares inoperantes. “É bem típico do Brasil. Gasta-se uma grana para colocar os radares e em campanhas na TV e, na hora de funcionar, eles não cumprem o papel”, disse o projetista Ramon Castrillo, 39 anos.

O Vale

Publicado em: 11/01/2013

Governador quer acelerar obras da Tamoios

O governo Geraldo Alckmin (PSDB) enfrenta hoje seu primeiro teste político após as eleições municipais com a votação do projeto que autoriza a obtenção de empréstimos para a obra de duplicação da Rodovia dos Tamoios e para a expansão do metrô em São Paulo.

O governo tucano quer acelerar a obtenção dos empréstimos e evitar a aprovação de emendas do PT, que tenta condicionar a ajuda do governo federal à proibição da privatização ou concessão da rodovia. O valor do empréstimo é de R$ 1,958 bilhão e será contratado junto a instituições federais. A mensagem solicitando autorização para a operação de crédito foi encaminhada pelo governador Alckmin à Assembleia Legislativa em agosto último e tramita em regime de urgência.

O governo não definiu o montante do empréstimo que será aplicado nas obras de duplicação da rodovia dos Tamoios, que já está em execução. A Secretaria de Transportes e Logística informou que a alocação de recursos se dará conforme o ritmo das obras, tanto da Tamoios como do Metrô. A pasta informou ainda que a verba da obra da Tamoios já está garantida no orçamento.

A bancada do PT na Assembleia apresentou um pacote de 15 emendas. Entre elas, a que pretende impedir que o governo do Estado realize a concessão, privatização ou transferência, a qualquer título, do controle acionário do Metrô e da nova Tamoios .

O deputado Gerson Bittencourt (PT), membro da Comissão de Transportes da Casa, disse que não faz sentido o governo contrair empréstimo para duplicar a rodovia e depois conceder à iniciativa privada. “A nossa proposta é para que a Tamoios não seja privatizada enquanto o governo não terminar de pagar o empréstimo”, afirmou o parlamentar.

Com relação às demais emendas, ele frisou que a intenção é dar mais transparência ao contrato da operação de crédito. Para o deputado Marco Aurélio de Souza (PT), de Jacareí, o pedido de empréstimo do governo é “genérico”.

“Não informa quando será efetivado, qual o prazo e condições de pagamento e não detalha a aplicação dos recursos.” As emendas da bancada petista foram rejeitadas pelo relator especial do projeto, deputado Samuel Moreira (PSDB), líder do governo na Casa, mas serão votadas em plenário.

O Vale

Publicado em: 16/10/2012