Novo Projeto de implementação de novos postos do PEVs

A Prefeitura de São José dos Campos tem 11 Pontos de Entrega Voluntária (PEV’s), espalhados por todas as regiões da cidade, e estuda a implementação de outros quatro novos pontos em breve. O objetivo é oferecer à população um local adequado para vários tipos de resíduos e manter a cidade limpa.

Para se ter uma ideia do volume de entulho e lixo jogados em terrenos baldios e ruas de São José, a Secretaria de Serviços Municipais recolheu em apenas 15 dias, durante um mutirão na região leste, 150 metros cúbicos, o equivalente a 30 caminhões, de entulhos, móveis e outros utensílios domésticos.

Além da preservação da limpeza de São José, depositar esses materiais nos PEV’s ajuda no combate à dengue. A água parada nos objetos abandonados é um possível criadouro do mosquito transmissor da doença, que pode sobreviver aos ambientes mais adversos.

Os PEV’s estão preparados para receber restos de obras de construção, como tábuas, tijolos, telhas, tubulações, pisos; além de móveis como sofás, cadeiras, geladeiras e equipamentos domésticos. Os pontos também recebem pilhas, baterias, lâmpadas fluorescentes inteiras, restos de poda, tinta e óleo de cozinha.

Os moradores podem depositar, gratuitamente, esses resíduos em pequenas quantidades, de até um metro cúbico, o que equivale ao volume de uma carroça pequena, um porta-malas de carro de passeio ou caçamba de um utilitário pequeno.

Os PEV’s funcionam de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h, e aos sábados, domingos e feriados das 8h às 17h.

Prefeitura Municipal de São José

Publicado em: 19/02/2013

Aulas de alfabetização para idoso recomeçam na cidade

O primeiro dia das aulas de alfabetização marcou o recomeço do processo de educação escolar dos idosos que frequentam as unidades da Casa do Idoso. Na primeira aula, os professores explicaram aos idosos o cronograma de ensino, buscando conscientizá-los sobre a importância de manter a freqüência no curso. “Eu admiro muito todos esses idosos porque eles não se acomodaram e tiveram a iniciativa de vir estudar”, comentou Débora Ribeiro, professora da Casa do Idoso Sul.

Inicialmente foi aplicada uma avaliação para dividir os idosos entre aqueles com conhecimento de nível iniciante ou avançado. A partir disso serão definidas as turmas e também os dias das respectivas aulas. “Nunca tive condições de estudar, me sinto feliz como uma criança agora que estou estudando”, relatou a idosa Maria das Graças.

Iraci Gabriel Oliveira, 73 anos, começou a fazer o curso de alfabetização em junho de 2010. Aprendeu a ler e escrever no curso da Casa do Idoso. “O que me motiva fazer o curso é poder ler a Bíblia e entender os textos. É uma ótima iniciativa”, disse. As aulas de alfabetização ocorrem de segunda à sexta-feira no período da manhã e da tarde nas três unidades da Casa do Idoso, que registraram cerca de 200 matrículas. Os professores são cedidos pela Secretaria de Educação.

Prefeitura Municipal de São José

Publicado em: 19/02/2013

Prefeitura cobre rombo que empresa de ônibus deixou

Para implantar o novo modelo de transporte coletivo de São José dos Campos, o ex-prefeito Eduardo Cury (PSDB) teve que cobrir um rombo de cerca de R$ 15,9 milhões deixado pela Viação São Bento, que operou o transporte público da cidade por mais de 25 anos.

Antes de sofrer intervenção judicial, a Viação São Bento comercializou até junho de 2008, créditos eletrônicos e bilhetes de papel aos usuários. No entanto, na prática foram as empresas CS Brasil e Expresso Maringá, além de motoristas do transporte Alternativo e Escolar que transportaram os passageiros que adquiriram o crédito da São Bento.

E para evitar prejuízo ao sistema e às operadoras, a administração anterior pagou a conta e entrou com uma ação na Justiça pedindo o ressarcimento da São Bento aos cofres públicos. O processo ainda corre na Justiça. Para pagar o rombo no sistema, o governo anterior usou recursos de três fontes: da Fazenda, da rúbrica de multas e do Fundo Municipal de Transportes onde foram depositados recursos da outorga onerosa valor pago pelas empresas de ônibus para exploração do serviço de transporte coletivo na cidade. Só do fundo, saíram R$ 7,9 milhões. Esses recursos que reforçaram os caixas das empresas poderiam ter sido utilizados em obras viárias, recapeamentos, sinalização e novos pontos de ônibus.

Dados da secretaria de Transportes apontam que a operadora Expresso Maringá recebeu R$ 8,1 milhões e a CS Brasil, R$ 7,4 milhões. O Simpro (Sindicato dos Motoristas de Transporte Alternativo) recebeu R$ 271 mil e operadores do Transporte Escola, R$ 37,7 mil.

Procurada por O VALE, a Avetep (Associação das Empresas de Transporte do Vale do Paraíba), que representa as empresas operadoras do sistema de transporte em São José, não quis comentar o caso. O secretário de Transportes de São José, Wagner Balieiro (PT) criticou o modelo de transição do sistema de transporte público que não estabeleceu regras claras para que a antiga operadora Viação São Bento arcasse com o rombo das novas empresas.

Além dos R$ 15,9 milhões já desembolsados dos cofres públicos, entre 2008 e 2009, as contas deixadas pela São Bento não param de chegar. As atuais operadoras cobram mais R$ 350 mil da prefeitura pelo atendimento de usuários que pagaram a viagem com créditos adquiridos na São Bento entre 2011 e 2012. Em janeiro desse ano, R$ 4.000 foram somados a dívida.

“Estamos esperando um posicionamento jurídico. Não vou tomar iniciativa de pagar sem embasamento jurídico e com a garantia de que esse dinheiro será devolvido à população. O caminho para recuperar judicialmente é difícil”, disse Wagner Balieiro. Ele criticou o pagamento dos passivos anteriores sem prévia consulta à população e a Câmara. “Quando esse pagamento aconteceu ele deveria ter sido feito de forma transparente e passado pela Câmara. A população tinha o direito de saber”, disse.

O ex-secretário de Transportes de São José, Anderson Farias Ferreira reconheceu o pagamento do passivo deixado pela São Bento. “Fizemos a cobertura de créditos vendidos pela São Bento após uma auditoria realizada, mas existe um processo de cobrança na Justiça”.

Ele afirmou que o novo sistema prevê, que no caso de nova transição, o consórcio das três empresas se responsabilize pelo pagamento dos créditos vendidos anteriormente. “Hoje o dinheiro vai para um conta do consórcio, mas a empresa só recebe depois que o passageiro passa pela catraca”, disse.

O Vale

Publicado em: 18/02/2013

Prefeitura da cidade começa a entrega do IPTU

Para auxiliar o contribuinte, a Prefeitura de São José dos Campos lança nesta segunda-feira (18) o hotsite IPTU 2013 no site oficial da administração. O contribuinte vai encontrar orientações sobre as formas de pagamento, pedidos de isenção e de redução, emissão de segunda via do carnê, entre outros serviços. Cerca de 180 mil carnês serão distribuídos pelos Correios em um prazo de dez dias úteis. O vencimento da primeira parcela e da quota única varia entre 11 e 15 de março.

Nesta semana as prefeituras da região começam a entregar os carnês, veja como será a cobrança:

Em São José, como todos os anos, os contribuintes terão duas opções para efetuar o pagamento do imposto parcela única ou parcelamento da fatura via carnê. Quem optar por pagar de uma só vez terá 5% de desconto no valor total. O vencimento dos boletos acontece entre os dias 11 e 15 de março. Quem preferir o pagamento parcelado poderá fazê-lo em até oito vezes, com parcela mínima de R$ 21,59. Atrasos acarretam multa de 3% e juros de 1% ao mês.

As três datas de vencimento para a parcela única, entre os dias 19 e 21 de fevereiro, foram prorrogadas  pela Prefeitura de Taubaté por mais uma semana, com novas datas entre os dias 26 e 28, de acordo com a data estipulada para cada região da cidade. Neste caso, o desconto para o boleto pago em fevereiro é de 10%. O contribuinte pode ainda parcelar o imposto em dez vezes.

Em Jacareí os contribuintes que optarem por pagar a parcela única o desconto é de 5%. E quem tiver fechado 2012 em dia com a prefeitura, o desconto sobe para 10%. As datas de vencimentos variam entre 15 e 18 de março. Parcelamentos podem ser feitos em até dez vezes, com valor mínimo de R$ 47,26.

O Vale

Publicado em: 18/02/2013

Transporte Público da cidade fica sem fiscalização

Os mecanismos de fiscalização do sistema de transporte público em São José estão praticamente inoperantes. Esses mecanismos deveriam atuar na avaliação do sistema, que transporta cerca de 83 milhões de usuários por ano e contabiliza um lucro de cerca de R$ 155 milhões.

A omissão das comissões veio a tona após o polêmico reajuste da tarifa de ônibus em 17,86%, que fez o valor da passagem aumentar de R$ 2,80 para R$ 3,30. A Defensoria Pública ingressou com uma ação na Justiça questionando a falta de participação popular nos estudos sobre o reajuste.

Na avaliação do defensor público de São José, Jairo Salvador de Souza, não houve participação do usuário na definição do reajuste. Segundo o governo não há exigência legal que obrigue a participação popular na definição da tarifa.

Só agora após a polêmica do reajuste da tarifa é que a Comissão de Transportes da Câmara pretende cobrar do governo petista um plano de ações para o setor. Eles pretendem acompanhar o andamento de obras viárias e as melhorias prometidas no sistema coletivo.

“O reajuste da tarifa não passa pelo Legislativo. Também ficamos dois anos sem debater reajuste na administração passada porque não houve aumento de tarifa”, disse o relator da Comissão de Transportes da Câmara, Macedo Bastos (DEM). Ele presidiu a comissão nos últimos dois anos.

Segundo Bastos, a Comissão não foi acionada. “Eu acredito que nas próximas discussões a Câmara deverá ser ouvida embora o reajuste siga parâmetros técnicos”, disse. A Comissão solicitou uma reunião com a pasta para cobrar informações sobre a previsão de entrega de obras viárias, projetos, transporte escolar e público.

“Queremos saber quais decisões serão tomadas para melhorar o transporte público na cidade”, disse. Criado em 2009, o Comiths (Conselho Municipal Integrado de Transportes, Habitação e Saneamento) implantado para avaliar o sistema de transporte, está inoperante desde a gestão passada.

Nas ruas, usuários do transporte coletivo já sabem que melhorias querem. Pedidos de ampliação de oferta de linhas em horários de pico para reduzir a superlotação e a redução no tempo de viagem são os mais frequentes. “Para valer os R$ 3,30 que estão cobrando, no mínimo tinha que ter espaço dentro do ônibus. Quem anda na linha que faz Novo Horizonte/Aquários, além de ir em pé, ainda vai apertado”, disse a diarista Elizabete Aparecida Oliveira, 31 anos.

O prefeito de São José, Carlinhos Almeida (PT) pretende reforçar o canal de diálogo com a população no setor de transportes. Segundo o secretário de transportes, Wagner Balieiro, embora não haja uma obrigação legal da participação da sociedade na discussão do reajuste da tarifa, ele pretende convocar a população nos próximos estudos.

“Podemos tomar a iniciativa de chamar representantes da Câmara, sindicato e sociedades Amigos de Bairro por meio de decreto para fazer a discussão da tarifa. Iremos tomar essa iniciativa, apesar da legislação não nos obrigar”, disse Balieiro.

Segundo ele, a sociedade será convocada para participar de uma auditoria sobre o atual sistema no segundo semestre. O atual contrato prevê auditorias anuais. O edital prevê a participação de cinco representantes da sociedade na auditoria do sistema. Serão convocados representantes da Câmara, estudantes, empresas, sindicato e SABs.

Atualmente a prefeitura disponibiliza um canal de diálogo com os usuários por meio de um 0800 e do 156. A pasta pretende dar visibilidade ao serviço por meio de cartazes nos ônibus. São José possui um único conselho que trata de transportes, o Comiths (Conselho Municipal Integrado de Transportes, Habitação e Saneamento) que não está operando.

Sem poder participar das discussões, os usuários do sistema recorrem somente ao 8007727730 do consórcio ou ao 156. Em dezembro de 2012 foram 29. 848 ligações para pedidos de informações diversas como horário de linha, problemas de vias e atrasos

O Vale

Publicado em: 18/02/2013

Cidade tem projeto de transportar passageiros pelo Paraíba

O Brasil concentra 12% da água doce do mundo, mas constrói suas cidades de costas para os rios. Abandonados, hoje eles são alvos de projetos de revitalização do poder público. E quando ou se forem recuperados, qual o destino ou função que essas águas terão?

Para o arquiteto jossense Fábio Gouvêa, 24 anos, a saída é mais simples e barata do que se imagina. Inspirado em projetos europeus e para as cidades de São Paulo e Recife, ele planejou um sistema de transporte fluvial de passageiros para Jacareí, utilizando o rio Paraíba do Sul que corta o município.

Gouvêa desenvolveu o projeto para a conclusão do curso de Arquitetura e Urbanismo da Unip (Universidade Paulista), no fim do ano passado. Intitulado como “Sistema de Transporte Fluvial: O Rio Paraíba como Meio de Transporte”.

O trajeto projetado é de 1,5 quilômetros, no trecho do rio que corta o centro de Jacareí, desde a ponte da prefeitura, na altura da avenida Pensilvânia, até próximo a avenida Industrial. O barco, um catamarã com capacidade para 120 passageiros, faria o transporte a partir de uma plataforma de embarque de três pavimentos. No entorno, um parque linear arborizado e opções de lazer como quadras de esporte, quiosques e ciclovias.

O custo previsto é de U$ 34 mil para uma embarcação, mais a limpeza e o desassoreamento do rio (a plataforma de embarque e a área de lazer não estão inclusos). “O rio existe, só precisa adequa-lo ao transporte”, disse Gouvêa. Segundo ele, um trecho de 1,5 quilômetros de ferrovia não sai por menos de U$ 1,4 milhão e de rodovia, U$ 440 mil. “A gente espera que, no futuro, o rio se torne parte da cidade. Hoje, ele é esquecido”.

O embarque para os barcos é feito no térreo da chamada Estação Hidroviária. O acesso pode ser feito por escadas, elevadores e rampas para pessoas com deficiência. Com três pavimentos, a estação é também uma espécie de mini-shopping, com direito a um amplo restaurante.

O projeto visa criar uma alternativa sustentável de transporte, com a implantação de um parque linear no entorno do rio Paraíba. Hoje, grande parte da área é ocupada pela favela Mississippi. A ideia é recuperar 15 metros de APP (Área de Proteção Permanente) às margens do rio com árvores nativas e utilizar o espaço para oferecer opções de esportes e lazer. São tidos como exemplos de revitalização espaços em cidades como Madri, Londres, Paris e Amsterdã. No Brasil, existem projetos de transporte fluvial para São Paulo e Recife, mas só no papel.

Para o urbanista Flávio Malta, o projeto pode esbarrar na falta vontade do poder público. “É uma boa ideia, o nosso problema é que a gente trata mal os rios urbanos. Precisa também ver se tem viabilidade e interesse público”, disse.

Malta também duvida das condições de navegabilidade do rio Paraíba. “A hidrovia Tietê-Paraná, que serve pra transporte de cargas e turismo, é o melhor exemplo brasileiro. Só que, nesse caso, eles estão aproveitando um rio que tem condições de navegabilidade. Agora no nosso caso, aqui o rio não apresenta mais navegabilidade nos trechos municipais”, afirmou.

No Brasil, já existe a Estação Charitas, que transporta passageiros entre o Rio de Janeiro e Niterói, e o Projeto Beira-Rio, que revitalizou o entorno do rio Piracicaba, no interior de São Paulo

O Vale

Publicado em: 18/02/2013

Região tem mais de 600 vagas de empregos disponivéis

Boa notícia para quem está atrás de oportunidade no mercado de trabalho na região. O Programa Emprega São Paulo/Mais Emprego está com 649 vagas abertas, sendo 169 em Taubaté, 144 em São José e 73 em Jacareí.
Destaque para 50 vagas de operador de telemarketing em São José, 10 de auxiliar de produção em Caçapava, 10 de armador de ferros em Lorena e 11 de técnico de redes para várias cidades.

Para ter acesso às vagas é preciso acessar o site www.empregasaopaulo.sp.gov.br, criar login, senha e informar os dados solicitados. Segundo Anderson de Martino, supervisor regional da Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho, é importante que o interessado compareça no PAT (Posto de Atendimento ao Trabalhador) de sua cidade com RG, CPF, PIS e Carteira de Trabalho. “Assim, é possível avaliar o perfil e encaminhá-lo para concorrer a uma vaga”, disse ele. Ao todo, a região tem 16 PATs e três Poupatempos São José, Taubaté e Caraguá.

Além de ficar atento às ofertas de trabalho, é importante se qualificar, segundo Martino. Os cursos são oferecidos gratuitamente pelo PEC (Programa Estadual de Qualificação) e variam de pedreiro, mecânico de aeronave e almoxarifado. “Esse ano devem abrir novos cursos também pelo Time do Emprego”, afirmou.

SERVIÇO:

Empresa São Paulo
Oferece 649 vagas de emprego na região. Em São José, são
144novas ofertas de trabalho.
Em Taubaté, 169 e em Jacareí, 73 oportunidades

Como concorrer
Basta se cadastrar no site www.empregasaopaulo.sp.gov.br, criar login e senha e fornecer os dados solicitados. É importante comparecer ao PAT de sua cidade, veja os endereços:

  • PAT de São José: rua Pedro Ernesto, 111, Vila Sanches, região central
  • PAT de Taubaté: Largo Santa Luzia, 25, bairro Santa Luzia
  • PAT de Jacareí: rua Alfredo Schürig, 283, centro

Horário: 8h às 17h
O que levar: RG, CPF, PIS e Carteira de Trabalho

O Vale

Publicado em: 15/02/2013

Comerciantes temem volta dos camelôs para ruas

A direção da ACI (Associação Comercial e Industrial), de São José dos Campos, planeja promover debate sobre a situação dos camelódro-mos da cidade. O presidente da entidade, Felipe Cury, afirmou que há preocupação do comércio com a possibilidade de os ambulantes voltarem a ocupar ruas e praças do centro.

“Não podemos retroceder. Por isso, estamos colocando a ACI à disposição para debater a situação e buscar soluções para ajudar os ambulantes, especialmente para os do camelódromo da praça João Mendes, que enfrentam sérias dificuldades” declarou o dirigente. Na avaliação de Felipe Cury, o governo do prefeito Carlinhos Almeida (PT) precisa dar atenção para o grupo. “Não é admissível pensar na volta dos informais para as ruas”, frisou.

A decisão da direção da ACI partiu após a reportagem publicada por O VALE no domingo último, que mostrou a real situação dos dois Centros de Compras Populares, da praça João Mendes (Sapo), e da Rodoviária Velha. Os dois espaços estão em funcionamento há quase 10 meses.

A situação mais crítica é a do camelódromo da praça João Mendes. Dos 42 boxes, 28 estão fechados e muitos ambulantes já abandonaram o espaço, que praticamente não atrai público. Na Rodoviária Velha, que abriga 90 informais, as queixas são da iluminação precária, sistema de câmeras de monitoramento que não funciona, piso inadequado e do banheiro que, segundo os comerciantes locais exala mal cheiro para os boxes vizinhos.

Felipe relatou que pretende, nos próximos dias, propor ao governo municipal uma reunião na sede da entidade. “Vamos convidar o secretário de Defesa do Cidadão, José Luís Nunes, representantes dos camelôs e de outras entidades para avaliar o assunto. É preciso fazer alguma coisa”, salientou Felipe. A ACI e o Sindicato do Comércio Varejista apoiaram a criação dos camelódromos, plano elaborado e executado na administração do ex-prefeito Eduardo Cury (PSDB).

Camelôs consultados ontem por O VALE apoiaram a iniciativa da ACI. “É uma medida interessante. Se formos convidados, iremos”, disse Joelson Vieira, que trabalha no Centro de Compras Popular da João Mendes. O presidente da ADI (Associação de Economia Informal), Antonio Gonçalves Batista, o Tonico Pipoqueiro, afirmou que a reunião pode ser positiva, “se não houver conotação política”.

O Vale

Publicado em: 15/02/2013

Prefeitura não considera aumento indevido de passagem

Os usuários do transporte coletivo de São José dos Campos que recarregaram o cartão até o último domingo ainda estão pagando R$ 2,80 na tarifa, apesar do leitor magnético apontar R$ 3,30 no momento em que eles passam pela catraca eletrônica.

A informação é da Secretaria de Transportes, que ontem apresentou a O VALE os extratos dos cartões de alguns passageiros para comprovar que as cobranças têm sido feitas com base no valor antigo para todos os passageiros que compraram créditos antes da vigência do reajuste.

Segundo a assessoria da pasta, apenas a indicação de valor na catraca eletrônica é que está incorreta. O aparelho seria programado sempre para exibir somente um valor no caso, os R$ 3,30 atuais. Nem a prefeitura, nem o Consórcio 123 (formado pelas três empresas operadoras do transporte coletivo) comunicaram com antecedência que isso poderia acontecer. Com o problema, para saber se o desconto foi correto é necessário subtrair o valor da tarifa pelo saldo do cartão este sim apresentado de forma precisa, segundo o governo.

A Secretaria de Transportes montou uma verdadeira operação de guerra para rebater as queixas feitas por usuários à imprensa desde a última segunda-feira, quando entrou em vigor o reajuste. Em pleno feriado de Carnaval, assessores da pasta fizeram uma lista com os nomes de todos os passageiros ouvidos por O VALE e por emissoras de TV, e de posse desses dados tiraram extratos dos cartões para provar que a cobrança da tarifa estava ocorrendo com base no valor antigo.

A prefeitura ainda telefonou aos usuários para dar satisfações sobre o ocorrido. A Avetep (Associação das Empresas de Transporte do Vale do Paraíba) confirmou que os cartões recarregados antes do reajuste terão a tarifa de R$ 2,80 cobrada até o fim dos créditos. Já o equipamento responsável pela leitura dos cartões só informa uma única tarifa padrão.

A situação ainda confunde muita gente. “A gente não tem como ficar fazendo conta. Tinha de mostrar o valor correto”, disse Suellen de Souza, 26 anos. A analista de Recursos Humanos Flávia Lúcia, 37 anos, disse que vai aguardar o fim do mês para ter certeza de que o desconto foi correto.

“Vou esperar pra ver se foi tudo certo quando eu for fazer a recarga novamente”, disse. A prefeitura orienta os usuários a procurar o Consórcio 123 (avenida Rui Barbosa, 15) ou ligar para o 0800-772-7730 (ligação gratuita) para esclarecer eventuais dúvidas sobre a cobrança da tarifa.

O Vale

Publicado em: 14/02/2013

Cidade contou com mais de 40 mil pessoas no Carnaval

As 78 atividades programadas pela Prefeitura de São José dos Campos para o Carnaval 2013 atraíram cerca de 40 mil pessoas durante os quatro dias de folia. Com o tema ‘Carnaval no Bairro’, a festa teve uma programação variada voltada para a família e diferente faixas etárias com eventos realizados na Casa do Idosos, matinês para crianças em praças e quadras poliesportivas do município e desfiles de escolas de samba nas ruas da cidade. Além de shows diários, nos distritos de São Francisco Xavier e Eugênio de Melo.

No último dia de folia na cidade, crianças e adultos puderam se divertir em matinês em oito bairros de São José das 15h às 18h. “É como se fosse um resgate da tradição de um Carnaval de rua, e é muito importante para as crianças ter esse espaço. No ano passado levei minha filha de quatro anos para brincar o Carnaval em outra cidade, mas se tiver um Carnaval como este de novo ela pode fica aqui mesmo. É tranqüilo e ela se diverte muito”, afirmou Ana Paula Leite que esteve em Santana com a pequena Ana Júlia aproveitando a matinê na praça do bairro.

Caroline Santos de seis anos estava animada com a festa, ao lado da avó, aproveitava para brincar de confete com os amigos. “É mais legal do que qualquer festa porque você coloca fantasia, brinca na praça, dança com todo mundo”, afirmou Caroline.

Além das matinês, três escolas de samba desfilaram no período da tarde pelas ruas da Vila Letônia na região sudeste e na zona leste nos bairros Campos de São José e Novo Horizonte. A passagem das escolas pelas ruas foi acompanhada pelos moradores das regiões e também pelo prefeito, o presidente da Fundação Cultural e a assessora de Eventos e Turismo da Prefeitura.

Apesar da chuva, o prefeito assistiu ao desfile da Escola Acadêmicos do Satélite no Campos de São José e da Escola Raízes Jovem do Campo dos Alemães, que se apresentou pelas ruas do Novo Horizonte. Muitos moradores saíram nas sacadas e as ruas para ver a passagem da bateria e da ala de passistas e baianas. “É o clima de Carnaval no bairro. É bom porque a gente se sente prestigiado de ter a oportunidade de ver um evento assim tão perto da gente”, disse a aposentada Claudenir Vieira.

Prefeitura Municipal de São José

Publicado em: 13/02/2013