Ex-Prefeito Emanuel pretende volta ao Paço em 2016

Com apenas sete meses do governo Carlinhos Almeida (PT) em São José dos Campos, o deputado federal e ex-prefeito Emanuel Fernandes (PSDB) avisa: o PSDB vai vencer a eleição de 2016 e reconquistar a prefeitura, que comandou por 16 anos consecutivos. “Quem decide quem vai ganhar a eleição é a população. Mas estou confiante de que vamos vencer. Temos legado de 16 anos de bom trabalho reconhecido pela população e somos uma força na cidade”, afirmou Emanuel, em entrevista exclusiva a O VALE . Ele reconheceu que o PSDB perdeu a “sensibilidade das ruas”, criticou o aumento da tarifa de ônibus e disse que o governo Carlinhos ainda está devendo na área de saúde.

Legado do PSDB.
Depois de 16 anos de governos, acredito que deixamos legado de melhoria em todos os serviços públicos. A cidade teve uma urbanização bastante acelerada e bem feita. Todo mundo que vem conhecer São José vai embora encantado com nossa infraestrutura e a qualidade dos nossos serviços públicos. Eu acredito que em todas as áreas nós avançamos bastante.

Derrota na eleição.
Havia um sentimento de mudança, que detectamos ainda antes da eleição e que não significa reprovação ao nosso trabalho. E este sentimento não foi só em São José, aconteceu nas maiores cidades de São Paulo. É um sentimento que aconteceu, está acontecendo e acho que vai se repetir na eleição do ano que vem. Acho que foi o maior motivo para a nossa derrota.

Recusa de candidatura.
Não fui candidato por questão bastante pessoal. Tinha que tomar conta da Juana [Blanco, sua mulher que morreu em março último]. Não faria campanha com cabeça no lugar. Não teria sido bom candidato e acho que não seria bom prefeito. Se fosse candidato teria ganho? Não sei. Fazendo uma análise política, acho que poderia ter ganho porque saí do governo com avaliação positiva alta. Vamos disputar a próxima eleição para ganhar. Vou estar junto para isto, mas não sei se serei candidato. Insisto na tese do novo.

Mea-culpa.
Obviamente que depois de 16 ano de governos há certo desgaste e acomodação. Era preciso reciclar e por isto procuramos um candidato novo e atrair gente nova para o time. Porque você acaba perdendo um pouco a sensibilidade das ruas e perde aquela sensibilidade aguda de quem está fora do governo. Você passa a ouvir menos. Não sei se foi um erro ou se foi algo normal. Mas não é por má vontade nem por salto alto. Nós estamos na oposição agora e é incrível como você readquire esta sensibilidade das ruas. Para o PSDB, estar fora do governo vai propiciar que voltemos com nova mentalidade e novo gás.

Governo Carlinhos.
O problema de São José continua sendo a saúde. É preciso investir de R$ 30 milhões a R$ 40 milhões acima do orçamento e é isto que faríamos se tivéssemos vencido a eleição. Iríamos fazer mais convênios, contratar mais médicos e enfermeiras. Enfrentar com mais vigor esta demanda. Já tivemos mudança de secretário, os problemas persistem e a população continua reclamando. Ainda estamos esperando o governo fazer o que prometeu na campanha para a área de saúde. Teve também o aumento da passagem de ônibus, que foi muito salgado e muito pesado.

PSDB na oposição.
Temos que fiscalizar o governo, mas também temos que estar mais nas ruas ouvindo as pessoas para nos prepararmos para a próxima eleição. O PSDB tem que aprender algumas lições enquanto está no processo eleitoral, procurar solucionar os eventuais erros que tenha cometido para quando chegar na próxima eleição propor o que a população está querendo.

Eleição de 2016.
Quem decide quem ganhará a eleição é a população. Mas estou confiante de que venceremos. Temos um legado de 16 anos de bom trabalho reconhecido pela população e nosso grupo tem espírito público e preocupação com ética. Nós perdemos a eleição, mas somos uma força na cidade.

Protestos.
É uma manifestação política da população contra todo o sistema político. Como foram bastante expressivas as manifestações, é hora de darmos uma resposta. O Congresso deve fazer a reforma política urgentemente.

Ações judiciais.
Tem a ação penal do STF no caso dos tíquetes- alimentação de quando era prefeito e a questão das festas nos bairros. Mas nos dois casos não houve nenhuma ilegalidade. Não tem ninguém mais honesto do que eu e vou provar minha inocência. Não estou enquadrado na Ficha Limpa e estas questões não vão atrapalhar eventuais novas candidaturas.

Prefeitura quer que o Estado libere antiga Tecelagem Parahyba

O governo estadual e a Prefeitura de São José dos Campos iniciaram tratativas para a definição de uma proposta com o objetivo de estabelecer a utilização compartilhada do complexo da antiga Tecelagem Parahyba, um dos marcos da industrialização do município. O prefeito Carlinhos Almeida conversou c om o governador Geraldo Alckmin (PSDB) e disse que o município tem interesse em ocupar parte das instalações da antiga fábrica, que enfrenta processo de degradação. “Conversei com o governador e demonstrei a nossa preocupação com o patrimônio histórico que está deteriorando”, disse Carlinhos. Ele relatou que o município tem interesse em assumir pelo menos parte do complexo e cuidar da manutenção e conservação das edificações.

“O que não pode é continuar do jeito que está. A parte da antiga tecelagem ocupada pelo município está bem cuidada, mas existem áreas degradadas infestadas de cupim”, disse o prefeito. Carlinhos contou que o telhado de um dos galpões caiu e outros correm o mesmo risco. Segundo o prefeito, a intenção do município é implementar no complexo um centro de ciências para a educação, para a formação de jovens, similar aos que existem em outras cidades do país e no exterior. Em São Paulo há a Estação Ciência, mantida pela Universidade de São Paulo, e Estação Catavento Cultural e Educacional. “Quando estivemos na Holanda, conhecemos o Nemo. Acertamos que vamos fazer uma parceria para nos ajudar na criação do centro de ciências”, disse.
Carlinhos afirmou que aguarda um posicionamento do Estado para prosseguir nas negociações. A Secretaria Estadual de Desenvolvimento Metropolitano informou que há interesse em formatar uma parceria com o município.

Atualmente, o complexo da antiga tecelagem Parahyba é administrado informalmente pelo Erplan (Escritório Regional da Secretaria Estadual de Planejamento e Desenvolvimento Regional) em São José. Em ofício encaminhado ao setor de patrimônio do Estado, o diretor regional do Erplan, Ailton Barbosa, relata que o complexo tem necessidade urgente de obras de restauração, até mesmo para que o imóvel possa ser melhor utilizado, com possibilidade até de abrigar todos os escritórios regionais do Estado sediados no município. O Erplan foi o primeiro órgão estadual a ocupar espaço no complexo após o Estado assumir o patrimônio, em 1995, como pagamento de débitos fiscais da empresa com o Fisco Estadual. Depois outros órgãos se mudaram para as instalações.  A Fundação Cultural Cassiano Ricardo, mantida pelo município, foi transferida para o complexo em 1995 e ocupa área de 8.800 metros quadrados do total de 50,7 mil metros quadrados de área construída que forma a antiga tecelagem.

“Creio que o Estado não tem condições de manter todo esse complexo”, disse o diretor regional do Erplan. Na semana passada, O VALE visitou instalações e constatou que muitas edificações estão em processo de deterioração. “Não há plantas das instalações”, disse Barbosa. Em 2004, o complexo da antiga Tecelagem Parahyba foi declarado pelo município “Elemento de Preservação 2”. Nessa categoria, é possível promover modificações internas nas edificações, mas ficam preservadas as fachadas, volumetria e outras características arquitetônicas do complexo. A lei de preservação foi editada pelo ex-prefeito Emanuel Fernandes (PSDB).

Prefeitura da cidade tem vagas de estágio para Nível Superior

A Prefeitura de São José dos Campos abre nesta terça-feira (6), as inscrições para o preenchimento de vagas de estágio em diversas áreas. As oportunidades são para estudantes do nível superior. Para concorrer a uma das vagas, os interessados devem se inscrever no site do Centro de Integração Empresa-Escola (Ciee) até dia 28 de agosto. Os estagiários selecionados receberão bolsa-auxílio no valor de R$ 450,37 (quatro horas) e R$ 675,54 (seis horas).

Para se inscrever o candidato precisa ter mais de 16 anos de idade, ser morador de São José dos Campos ou São Francisco Xavier, estar regularmente matriculado no ano letivo de 2013, não ter realizado estágio por período igual ou superior a dois anos neste órgão e estar cadastrado no Ciee. O candidato que não tiver acesso a computador poderá utilizar os equipamentos disponíveis nos locais públicos para acesso à internet. O processo seletivo terá duas fases: prova objetiva e entrevista. A prova objetiva será realizada no dia 1° de setembro na Faculdade Anhanguera Educacional com 20 questões sobre Língua Portuguesa, Matemática e Conhecimentos Gerais, de acordo com o nível de escolaridade exigido.

Vagas de Estágio

São José dos Campos

  • Administração e cursos afins: 10
  • Direito (4º e 5º ano com inscrição na OAB): 01
  • Educação Física (Bacharelado): 01
  • Geografia (para Secretaria de Meio Ambiente): 01
  • Informática e cursos afins: 01
  • Pedagogia: 01
  • Turismo: 01

São Francisco Xavier

  • Informática e cursos afins (para São Francisco Xavier): 01
  • Pedagogia (para São Francisco Xavier): 01

O Ciee fica na Rua Coronel João Cursino, 53, na Vila Adyanna. O telefone para mais informações é o 3904-9900. Informações no site do Ciee.

Prefeitura tem acordo para instalação do SAMU

Prefeitos de oito cidades da RMVale assinaram ontem o protocolo de intenções para o consórcio do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência). A parceria prevê a aquisição de 20 ambulâncias e a contratação de 300 profissionais até o final deste ano. Agora, cada prefeito encaminhará para a Câmara de sua cidade projeto de lei que pedindo autorização para participar do consórcio. Fazem parte do consórcio São José dos Campos, Jacareí, Caçapava, Paraibuna, Monteiro Lobato, Santa Branca, Igaratá e Jambeiro. A parceria foi assinada ontem por todos os prefeitos durante solenidade na Prefeitura de São José. Com a projeção de custo mensal de R$ 1,2 milhão, as cidades terão de desembolsar 50% do total do valor gasto com a manutenção das ambulâncias, a folha de pagamento dos funcionários e a Central de Regulação (controle dos atendimentos emergenciais.

“O valor será rateado entre as prefeituras e de acordo com a demanda de cada município. Os outros 50% virão do governo federal”, disse o prefeito de São José, Carlinhos de Almeida (PT). Segundo ele, a assinatura do protocolo de intenções segue uma etapa para a implantação do Samu na Região Metropolitana do Vale do Paraíba. “É o nosso primeiro passo para termos um sistema muito eficiente para o socorro. O Samu será um salto na qualidade de atendimento emergencial para todas as oito cidades que fazem parte do consórcio”, disse Carlinhos. A Central de Regulação será instalada na sede do Espaço Mário Covas, onde funcionava a antiga Câmara de São José e atualmente abriga o COI (Centro de Operações Integradas). “O Samu vem para atender a demanda não só de São José, mas de todas as cidades envolvidas. É um grande passo dos oito municípios, pois sabemos que muitas vítimas de acidentes, por exemplo, sofrem com a demora para serem socorridas”, afirmou o secretário de Saúde de São José dos Campos, Paulo Roitberg.

Estão previstas duas unidades equipadas com UTI para São José dos Campos e sete de suporte básico. Jacareí terá uma unidade de suporte avançado e três básicas e Caçapava receberá duas unidades básicas. Já Paraibuna, Santa Branca, Igaratá, Jambeiro e Monteiro Lobato receberão uma ambulância básica cada uma delas. A Central de Regulação tem papel fundamental no funcionamento do Samu, segundo a diretora regional de Saúde, Sandra Tutihashi. “O passo mais importante para o Vale do Paraíba é a formação do consórcio, o termo de compromisso. O sistema do Samu é uma receita que deu certo em algumas regiões e será um avanço para as oito cidades que aderiram o projeto”, disse Sandra.

Médicos são recadastrados na cidade pela Prefeitura

A Prefeitura de São José dos Campos inicia no próximo dia 12 de agosto o recadastramento de todos os médicos da rede municipal de saúde. O objetivo da ação, segundo o secretário de Saúde, é traçar um raio x de toda a rede municipal de saúde, para otimizar a mão de obra disponível e planejar as próximas contratações. “Queremos saber onde exatamente estão os médicos da rede pública e como estão distribuídos. Com base nisso poderemos fazer uma redistribuição dos profissionais para otimizar a mão de obra existente e tentar assim minimizar o déficit de médicos em unidades com maior demanda”, disse o secretário.

A partir da próxima semana, todos os médicos da rede serão convocados e orientados sobre a necessidade e a importância do recadastramento. Os profissionais serão avisados via email e por SMS. Além disso, um comunicado interno será enviado a todas as unidades de saúde. Para o recadastramento, um formulário eletrônico será disponibilizado, pela intranet, para que os profissionais possam acessar e preencher. Além da atualização de dados pessoais, será solicitado que o médico informe em quais unidades trabalha, qual a carga horária que cumpre em cada unidade e em quais dias da semana. Após o preenchimento, os profissionais deverão imprimir o formulário, assinar e entregar no Departamento de Recursos Humanos da Secretaria Municipal de Saúde, até o final do mês.

Afastamentos

A Prefeitura também está fazendo um levantamento do número de profissionais que estão afastados de suas funções, sem vencimentos. A ideia é chamar esses médicos para conversar e saber se eles têm interesse em continuar trabalhando na rede pública de saúde. “Só pra exemplificar o prejuízo dos afastamentos para a rede pública de saúde, imagine 10 médicos afastados, de 20 horas semanais. Juntos, eles totalizariam 800 horas de atendimento/mês, que corresponde a 3.200 pacientes/mês que estão deixando de ser atendidos, se considerarmos que cada médico atenda quatro pacientes por hora. Um número significativo, que faz muita diferença”, disse o secretário.

Cidade tem Semana do Aleitamento Materno para Mães

A Prefeitura de São José dos Campos vai intensificar em todas as unidades de saúde a orientação à população sobre a importância do aleitamento materno. Isto será feito na semana de 1º a 7 de agosto, com distribuição de material informativo e abordagens aos usuários. A ação faz parte das comemorações da Semana Mundial de Aleitamento Materno (SMAM) e tem a coordenação da Secretaria de Saúde.

Essa semana foi idealizada pela Aliança Mundial para Ação em Aleitamento Materno (WABA), que define um tema central unificando as comemorações no mundo. Este ano, o tema é “Apoio às Mães que Amamentam – Próximo, Contínuo e Oportuno”, enfatizando a importância do apoio às mães para que elas iniciem e mantenham a amamentação. O aleitamento materno deve ser exclusivo até o sexto mês de vida e continuado até os dois anos de idade ou mais. Se a maioria dos bebês fosse amamentada exclusivamente ao seio até os seis meses de idade, isso salvaria milhões de crianças no mundo todos os anos. Se a criança continuar amamentada até dois anos ou mais, seu desenvolvimento pode ser muito melhor. Com seis meses, deve-se introduzir a alimentação complementar, de forma lenta e gradual, com orientações adequadas para a prática da alimentação saudável.

Seminário

O Seminário de Aleitamento Materno 2013 será realizado na segunda-feira (5 de agosto), das 13h30 às 17h, na Câmara Municipal. O evento faz parte das comemorações da Semana Mundial de Aleitamento e é dirigido aos profissionais de saúde: médicos, dentistas, fonoaudiólogos, enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem da rede municipal de Saúde. O objetivo do evento é promover uma atualização sobre as orientações para a promoção e a importância do apoio e aconselhamento para incentivar o aleitamento materno, além dos riscos do desmame precoce e terceirização da infância. O seminário será ministrado pelo professor José Martins Filho, médico pediatra que é professor doutor titular, emérito da Unicamp e membro da Academia Brasileira de Pediatria.

Vantagens da amamentação

Para o bebê

  • Protege o bebê de diarréia, otites, doenças que a mãe já teve, alergias;
  • Acentua seu desenvolvimento;
  • Diminui o risco de diabetes, câncer, infecções;
  • Diminui problemas de face dos dentes e da linguagem;
  • Melhora as relações emocionais e sociais;
  • Melhora a inteligência;
  • Diminui a mortalidade infantil;

Para a mãe

  • Estimula o vínculo afetivo mãe-filho;
  • o útero e previne hemorragias;
  • Retarda a menstruação e ajuda a proteger de nova gravidez;
  • Protege contra o câncer de mama e ovário;
  • Diminui o trabalho de preparação de alimentos;

Dicas importantes para a amamentação

  • Levar o bebê ao seio sempre que ele tiver vontade. Quanto mais ele sugar mais leite a mãe produzirá;
  • Deixe o bebê esvaziar bem a mama, somente depois ofereça a outra. Na próxima mamada, comece pela mama que ele mamou por último;
  • Nos primeiros dias o leite que sai do peito é o colostro, muito importante para proteger o bebê;
  • Não existe leite fraco. O leite materno é o que de melhor o bebê pode receber. A criança que mama no peito não precisa de chá, água ou suco até 6 meses. A partir daí dê também outros alimentos e continue amamentando até 2 anos ou mais. Com 6 meses, iniciar a papa de fruta e a papa salgada, com 7 meses, a segunda papa salgada, com 8 meses gradativamente vai se passando para a alimentação da família, e quando completa 12 meses a criança já deve estar com a comida da família, mantendo-se o aleitamento materno;
  • Não usar cremes, pomadas ou óleos nos seios, o banho diário é suficiente para a higiene;
  • A mãe deve procurar uma posição confortável para amamentar, a barriga do bebê deve estar sempre encostada no corpo da mãe. A boca do bebê deve estar bem aberta, de frente para a mama, o lábio virado para fora e o queixo encostado na mama. O bebê deve abocanhar o bico e a aréola;
  • Em caso de dúvidas, procure a UBS mais próxima ou o Projeto Casulo.

Áreas em torno do Aeroporto são desapropriado pela Prefeitura

Um ano após o governo do Estado lançar edital para a construção da avenida que vai ligar o Aeroporto de São José dos Campos à Rodovia dos Tamoios, a prefeitura começou a fazer agora as desapropriações das áreas para viabilizar o novo acesso. De acordo com o Boletim Oficial do Município, foram desapropriados cerca de 20 mil metros quadrados no Putim, na zona sudeste. Segundo a Secretaria de Transportes, ainda faltam ser desapropriados 56 mil metros quadrados. No entanto, o governo Carlinhos Almeida (PT) não informou quando o processo será concluído. A prefeitura também não informou ontem o valor que será gasto com as desapropriações e nem por que só começou a fazer agora as desapropriações.

Segundo o ex-secretário de Transportes Anderson Farias Ferreira, o levantamento topográfico e as negociações para desapropriações foram iniciadas em junho do ano passado no governo Eduardo Cury (PSDB). O processo ficou parado de julho a outubro devido às restrições do período eleitoral. Já o presidente da Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A), Laurence Casagrande Lourenço, disse que a ordem de serviço para a empresa fazer a obra já está assinada desde dezembro. “Temos conversado com a prefeitura para que agilize as desapropriações, já que esta obra é muito importante para o Aeroporto de São José dos Campos.” A via facilitará o acesso ao aeroporto, que será ampliado.

O objetivo é desafogar o trânsito na avenida dos Astronautas, que liga a região central ao Jardim da Granja e facilitar a circulação de veículos entre as regiões sul e sudest e. “Esta obra será importante para suportar o aumento do fluxo de veículos que deverá ocorrer com a ampliação do aeroporto e também ajudará a desafogar o trânsito do Anel Viário”, disse o vereador governista Luiz Mota (DEM). A obra é uma parceria da prefeitura com o governo do Estado. A licitação foi lançada pela Dersa em agosto do ano passado. A empresa que venceu a licitação foi a Construtural Engenharia e Construções pelo valor de R$ 9,9 milhões. A previsão é de que a avenida seja construída em 15 meses. O projeto prevê a implantação de pista duplicada de 2,5 quilômetros a partir da estrada velha de Paraibuna, na Tamoios, até a Embraer. A via terá duas faixas de rolamento em cada sentido, com calçadas para pedestres e ciclovia paralela à pista com 1,6 quilômetro de extensão.

A Infraero começou a montar o canteiro de obras para a ampliação do Aeroporto de São José. A expansão já deveria ter começado após a emissão da ordem de serviços em 5 de julho último. Ontem, funcionários estavam colocando tapumes na área onde funcionava o escritório da empresa Webjet. A assessoria de imprensa da Infraero informou ontem quando os trabalhos serão iniciados. O prazo para execução dos serviços é de 360 dias. O investimento na obra será de R$ 16,68 milhões. O projeto prevê a ampliação e a reforma do Terminal de Passageiros. A área atual de 864 metros quadrados será ampliada para cerca de 5.000 metros quadrados. O aeroporto, que atualmente tem capacidade para 190 mil passageiros/ano, deve conseguir atender 490 mil passageiros/ano, com as demandas projetadas para período de 5 anos. O aeroporto terá nova área de embarque e desembarque. Está prevista ainda a criação de 320 vagas de estacionamento, com vagas exclusivas para idosos e pessoas com deficiência.

Cidade tem inauguração do Banco de Alimentos hoje

O Fundo Social de Solidariedade de São José dos Campos e a Ceagesp (Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo) inauguram nesta quarta-feira (31), às 9h, o primeiro Banco de Alimentos da Região Metropolitana do Vale do Paraíba. A cerimônia será na sede da Ceagesp em São José (Rodovia Presidente Dutra, km 138,5), no distrito de Eugênio de Melo.

O Banco se destina a receber doações de alimentos considerados impróprios para a comercialização, mas adequados ao consumo. Esses alimentos serão repassados para instituições da sociedade civil sem fins lucrativos e filantrópicas, cadastradas pelo Fundo Social de Solidariedade. De acordo com o gerente da Ceagesp José Roberto Teles de Faria, as doações já existiam antes, mas a distribuição não era feita de forma organizada. “O projeto, que está sendo possível agora graças à abrangência da parceria firmada, poderá distribuir melhor os produtos arrecadados e beneficiar um grande número de famílias”, declarou.

A captação de produtos ficará sob responsabilidade da Ceagesp, que buscará as doações entre os permissionários da companhia. O Fundo Social e a Prefeitura serão responsáveis pela distribuição dos alimentos para as entidades cadastradas. O Banco de Alimentos de São José dos Campos integra o projeto Fome Zero do Governo Federal e é executado em parceria com diversas empresas da região, Fundo Social de Solidariedade, Ceagesp e Prefeitura de São José dos Campos.

Moradores da cidade cobram melhorias da Sabesp

A Prefeitura de São José dos Campos vai exigir mais qualidade dos serviços prestados pela Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) ao município. Essa é uma das propostas em estudo pelo governo Carlinhos Almeida (PT) no processo de revisão do contrato firmado pelo município com a concessionária em 2008 para operar o serviço de saneamento básico da cidade por 30 anos. Diretor de Concessionárias da Secretaria Municipal de Obras, Renê Vernice relatou ontem que há descontentamento com os serviços prestados pela empresa. Segundo ele, o município quer estabelecer uma série de mudanças no contrato para melhorar o desempenho da concessionária em São José dos Campos.

Entre os pontos mais críticos estão o serviço de tapa-buraco realizado pela empresa em suas obras e o estabelecimento de um cronograma de investimentos.Vernice relatou que a Sabesp precisa assumir, por exemplo, a sinalização do serviço de tapa-buraco para que a responsabilidade não seja atribuída à prefeitura. “Também é necessário melhorar esse serviço. A intenção é estabelecer indicadores e padrões de qualidade para que o município possa acompanhar e cobrar a empresa”, afirmou o diretor de Concessionárias. Ele citou o estabelecimento de prazos para a execução de serviços, como por exemplo, em caso de rompimento da tubulação da rede de abastecimento, como aconteceu no último sábado, na zona sul, na região da construção da ponte da avenida Guadalupe.

“A Sabesp precisa ter um plano de contingência para evitar falta d’água por muito tempo. No caso de falta de energia, o abastecimento sempre é afetado. A empresa deveria ter geradores próprio de energia para evitar isso.” Outro ponto que a prefeitura planeja mudar é o valor das multas que podem ser aplicadas à companhia. Atualmente, o valor máximo é de 0,1% do faturamento líquido mensal da empresa, o que representa no máximo em torno de R$ 10 mil. O município quer elevar esse percentual para 1%.

Maior interação entre os serviços de atendimento à população mantido pelas duas partes é outro ponto em discussão.  As negociações da revisão contratual são feitas com a participação da Arsesp (Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado). O superintendente de Negócios da Sabesp no Vale do Paraíba, Oto Elias Pinto, admitiu ontem que há problemas com o serviço de tapa-buraco realizado pela empresa e disse que o mesmo é terceirizado. “Já conversamos com a prestadora de serviços, mas sempre é possível melhorar.”

Ele frisou que a Sabesp mantém cronograma de investimentos. “Estamos investindo R$ 150 milhões para ampliar o sistema de esgotamento sanitário da cidade”, disse Pinto. O superintendente pontuou que nos próximos dias serão iniciadas obras para a troca de 24 quilômetros da rede de abastecimento de água. “São José tem 2.000 km de tubulação. Esses 24 kms que serão trocados são nas áreas mais críticas. É um investimento de R$ 24 milhões.”

Pinto disse que companhia está em tratativas com a prefeitura a respeito do contrato. “Vamos buscar maior entrosamento entre os serviços de atendimento à comunidade da Sabesp e os da prefeitura”. Segundo ele, ajudará no atendimento às ocorrências recebidas pelos serviços 156 (prefeitura) e 0800 (Sabesp). Já com relação à implantação de geradores para evitar paralisação do abastecimento, Pinto disse que é impraticável, pois seriam necessários pelo menos 700 geradores para atender toda a rede.

Prefeito pretende ampliar creches na cidade

A Secretaria de Educação de São José dos Campos vai priorizar as creches próprias, de administração direta, e os convênios com instituições especializadas e filantrópicas para ampliar as vagas na cidade. A meta é zerar, até o final de 2016, o déficit de cerca de 6.000 vagas em creches. Para tanto, serão reforçadas as parcerias com creches e escolas privadas. O modelo de creche conhecido como Cedin (Centro de Educação Infantil), no qual a prefeitura cede o prédio para a gestão de uma entidade contratada, vai perder espaço no plano de aumento das vagas.

Segundo Célio Chaves, secretário de Educação, esse modelo vai continuar em funcionamento, mas não será mais prioridade. A razão é o histórico de problemas trabalhistas que entidades administradoras de Cedin já enfrentaram, o que pode ser evitado nos outros modelos de creche prédio próprio e administração direta e o Cecoi (Centro de Convivência Infantil), que é todo terceirizado. “Prioridade é universalizar a educação infantil. Estamos priorizando todas as ações que gerem mais vagas.”