De janeiro a agosto, polícia faz 7.562 prisões na RM, diz Estado

O problema da superlotação dos CDPs (Centro de Detenção Provisória) de São José dos Campos e de Taubaté está longe de ter um fim. Isso porque, de acordo com os dados da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo, divulgados no último dia 25, de janeiro a agosto foram presas 7.562 pessoas na RMVale. Esse número equivale à lotação de quase 15 CDPs, como o de São José, que tem capacidade para 512 presos. Hoje, a população carcerária do CDP de São José é de 1.673 detentos. Enquanto Taubaté tem 2.161 presos para apenas 768 vagas.
No mesmo período do ano passado, foram presas 7.373 pessoas houve um aumento de pouco mais de 2% em relação a 2013.

De acordo com o Major Paulo Luiz Junior, chefe da divisão de operações do CPI-1 (Comando de Policiamento do Interior) é possível enxergar um ponto positivo nos números divulgados. “A polícia vai todo dia para a rua fazer o seu trabalho. Do ano passado para cá, são aproximadamente 200 bandidos a menos nas ruas”, afirmou o major. Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Estado, em oito meses foram presas 5.471 pessoas em flagrante e 2.091 por mandados. Para ele, o aumento no número de criminosos nas ruas é causado por uma série de fatores, como falta de políticas públicas e também de uma reformulação na legislação. “Muitas vezes as pessoas pensam que o problema de criminalidade é exclusivo da polícia. Mas é preciso ter um investimento em educação, saúde, saneamento básico para que aconteça uma prevenção. Nas leis também. Hoje um adolescente é detido e ele sabe que vai voltar rápido para as ruas”, disse.

Opinião semelhante tem Paulo de Palma, promotor de Justiça de execuções criminais de Taubaté. Para ele, o tráfico de drogas está tomando o lugar de prefeituras e do Estado. “É preciso fazer um trabalho nas periferias das cidades da região. Não adianta nada você colocar uma quadra nos bairros e deixar lá. Hoje o tráfico ajuda as famílias com segurança, saúde, ou seja, obrigações do poder público”, explicou Palma. Sobre o destino das pessoas presas na região, o major da PM não deu mais detalhes. Apenas afirmou que, quando detidos, são levados para as delegacias e lá é decidido para onde eles são levados. Segundo Luiz Henrique Righeti, coordenador regional dos presídios do Vale do Paraíba, não são todas as pessoas presas que são levadas para os CDPs da região.

Ele afirmou que, de fato, a superlotação dos centros de detenção é um problema grave que precisa ser resolvido. Uma das saídas para o problema seria a construção de mais CDPs na região, para desafogar os dois que já existem. “Estamos procurando novas áreas, conversando com as prefeituras do Vale do Paraíba. Nossa meta agora é conseguir as áreas até o final do ano”, afirmou Righeti. O coordenador regional dos presídios afirmou também que outro problema enfrentado nos CDPs é a falta de agilidade da Justiça de julgar os casos, o que diminuiria o número de presos nessas unidades. “Alguns presos estão esperando o julgamento há muito tempo. Se esse processo fosse mais rápido, o número de detentos não chegaria ao que estamos hoje”, disse Righeti. “Nós temos uma falha no mecanismo penal grande. Cerca de 30% dos detentos provisórios já poderiam ter sido julgados e desocupariam os presídios”, completou Palma.

Hospitais querem aumentar captação de órgãos para transplantes

Hoje é o último dia da Semana Nacional de Doação de Órgãos que, em todo país, serviu de alerta para a necessidade de aumentar o número de doações, Mais de 60 mil pessoas aguardam na fila por transplantes, segundo o Ministério da Saúde. Embora São José não tenha programado nenhuma atividade, a cidade conta com a Santa Casa de Misericórdia, único hospital a efetuar transplante de fígado em todo o Vale do Paraíba. Desde maio de 2009, quando fez o primeiro transplante, já foram realizados outros 90. Espera-se que este número chegue a 100, até o final do ano. Na cidade, vários outros hospitais fazem cirurgias para captação de órgãos. Um deles é o Hospital Municipal, que desde 2010 capta órgãos a serem transplantados em outros hospitais, faz a manutenção da viabilidade desses órgãos e aborda as famílias sobre o processo de morte encefálica e eventual doação. Morte encefálica é a completa e irreversível parada de todas as funções do cérebro, segundo o Ministério da Saúde.

O Hospital Municipal de São José dos Campos está em primeiro lugar em notificações de morte encefálica em 2013 no Vale do Paraíba, região Bragantina e grande Campinas. Este número só vem aumentando. Feitos o treinamento e a reestruturação da equipe envolvida no processo, o HM efetuou sua primeira captação em 2010. Em 2011, houve aumento de 400% nas doações e nos primeiros nove meses deste ano, 11 captações foram feitas. Para o coordenador da Comissão Intra-hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante, Rogério Xavier do Nascimento, “a doação de órgãos é um ato de amor e solidariedade”. Somente por esse ato generoso é que o pintor aposentado Onofre do Prado Filho, de 63 anos, teve sua vida resgatada, há três anos. Por causa da falência total de seus rins, Prado Filho aguardou na fila de espera para um transplante por dois anos e oito meses.

Durante esses anos, quase não urinava e chegou a perder 3 quilos a cada sessão de hemodiálise. Quando estava prestes a perder a esperança, recebeu o telefonema crucial para que fizesse o teste de compatibilidade, pois havia um doador. “Achei que era trote, mas quando entendi e percebi que era mesmo do hospital, chamei meu colega de madrugada e fomos para o hospital, em São Paulo. Esse rim foi como um milagre na minha vida, foi uma graça”, conta o pintor, que cuida bem da saúde e faz projetos de vida. Estou construindo minha casinha de veraneio em Minas, só vou esperar minha mulher aposentar pra gente aproveitar mais”, diz.

Prefeito cobra documento para autorizar obra do contorno sul

No que depender do prefeito Ernani Primazzi (PSC), a emissão da licença de ocupação do solo, que permitirá a tramitação para o início das obras do contorno sul da rodovia dos Tamoios em São Sebastião, só vai sair após a apresentação de um documento oficial do governo do Estado concordando com as alterações no projeto. A cautela do prefeito é justificada pela polêmica envolvendo o projeto do contorno viário, que chegou agora em seu terceiro modelo. As duas propostas anteriores apresentadas pela Dersa foram alvo de críticas de moradores, parlamentares e do próprio prefeito em função do número de desapropriações necessário. A postura do prefeito esfria os ânimos da Dersa, que esperava a emissão do documento pelo prefeito já amanhã, de acordo com o presidente da empresa, Laurence Casagrande Lourenço.

Na esfera política, uma força tarefa composta pelo trio de deputados petistas Marco Aurélio, Carlos Zarattini e Telma de Souza ajudou Primazzi a sensibilizar a direção da Transpetro para liberar o uso de 2.000 m² de espaço e reduzir o número de remoções no bairro da Topolândia. Já entre os tucanos do governo do Estado, o prefeito procurou mostrar o ganho social com a medida. “Por mais boa vontade que eu tenha, chega uma hora em que você fica precavido. Acabei de conversar hoje (ontem) com o secretário Edson Aparecido (Desenvolvimento Metropolitano) e disse que preciso de um documento da Dersa ou da Secretaria de Transporte informando que houve as alterações”, afirmou o prefeito.

Outro ponto a ser definido entre as esferas federal e estadual de governo é o valor deste terreno da Transpetro. “Deve ter um custo sim. O Sérgio Machado (presidente da Transpetro) ratificou que vai ser possível, mas tem que ter um acordo administrativo. O Estado não pode desapropriar uma área da União”, disse Primazzi. Do lado do Estado, na Dersa a postura é de expectativa. “A coisa toda ainda está em negociação. Esperamos que esta seja uma cessão não onerosa. O compromisso de liberação da área foi feito ao prefeito de São Sebastião”, afirmou Laurence. Segundo o presidente da Dersa, com a liberação do uso do solo em São Sebastião, a expectativa é que as obras do contorno sul sejam iniciadas entre dezembro e janeiro. Já em Caraguatatuba, as obras do contorno norte devem começar a partir do próximo mês. “O Ibama liberou a licença de instalação. Após a autorização da Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) poderemos iniciar as obras, já em outubro”, disse Laurence.

Mudanças no trânsito da Vila Industrial geram polêmica

Moradores da Vila Industrial, na região leste de São José dos Campos, reclamam das recentes modificações feitas pela Secretaria de Transportes no trânsito de quatro ruas do bairro. As ruas Adhemar Figueiredo Lira, Engenheiro Demerval Veras, Alfredo Pereira Filho e Waldomiro Rosendo de Oliveira passaram a ter circulação em mão única desde o último dia 22. Os acessos e saídas dessas ruas também foram alterados pela prefeitura. De acordo com a Secretaria de Transportes, a alteração no sentido é feita quando a demanda por estacionamento não é compatível com a circulação de veículos. Com a mão única, a expectativa da pasta é que haja mais segurança para motoristas e pedestres e melhor fluidez no tráfego de veículos.

Para alguns comerciantes da região, porém, a alteração teve efeito contrário. “Essa região é de muito comércio, fica complicado proibir acesso nas ruas. É ruim não só porque não pode mais estacionar em frente ao comércio, mas porque com a mão única fica bem pior quando é horário de pico. As mudanças em toda a Vila Industrial foram muito significativas, mas para o lado ruim”, disse o funcionário de bar Lucas Luiz Baptista. A Secretaria de Transportes informou que as alterações no sistema viário do bairro estão sendo implantadas gradativamente e que quatro semáforos serão instalados na avenida Juscelino Kubitscheck. Essas medidas visam reduzir o número de acidentes na região.

Social e Esportes têm piores avaliações entre vereadores

Após nove meses de governo, cinco secretários municipais de São José dos Campos estão em baixa na avaliação de integrantes do bloco aliado do prefeito Carlinhos Almeida (PT) na Câmara. Consulta feita pelo O VALE a vereadores que apoiam o governo aponta que estão com baixo desempenho os titulares das pastas de Desenvolvimento Social, Obras, Esportes e Lazer, Turismo e Comunicação que, na realidade, está sem chefia desde a saída do jornalista Levi Soares do governo. Das cinco pastas, as críticas mais ácidas são para as pastas de Desenvolvimento Social e de Esportes e Lazer. Na avaliação dos parlamentares consultados, a secretária Rosângela Sossolote Rosim, embora tenha experiência técnica, não conseguiu implementar projetos para o Social.

“Sobra técnica e falta humanismo, conversa com a comunidade”, afirmaram vereadores aliados. Uma das principais queixas é que a cidade está com “invasão” de andarilhos e pedintes e nenhuma providência é tomada para equacionar a questão. Ainda segundo vereadores, os projetos para a área social não “deslancham”. Na área de Esportes, é quase censo comum entre aliados que o secretário João Bosco da Silva está “completamente perdido e não tem noção da importância da pasta”. “Ele sabe muito pouco da área e tem delegado para sua equipe”, pontuou um parlamentar aliado. Também há queixas de que estaria ocorrendo redução de atendimento nos projetos esportivos na periferia. Na pasta de Turismo, a avaliação é que a titular, Maria Emília Cardoso, também ainda não se deu conta da importância do setor para a cidade.

“Uma cidade como São José precisa de planos para a área. A secretaria é nova, mas os projetos ainda não apareceram”, disseram. Já na Comunicação, a avaliação é que o governo também não conseguiu implementar um projeto tanto de comunicação interna como externa. “O vaivém de assessores mostra que alguma coisa tá errado”, ponderou um aliado. A secretária de Obras, Soraya de Paula Rosado, é tida como de pouco diálogo e também não conseguiu fazer deslanchar projetos. Outras cinco pastas foram avaliadas como ‘razoáveis’: Promoção da Cidadania, Meio Ambiente, Regularização Fundiária, Emprego e Relações do Trabalho e Defesa do Cidadão.

Aliados destacam que os secretários Roberti Costa (Regularização) e José Luís Nunes (Defesa do Cidadão) têm realizado bom trabalho, mas as ações são prejudicadas ou por entraves burocráticos, ou por falta de equipe técnica. Já Dimas Soares (Cidadania) é tido como “peixe fora d’água”. “Não é a área dele e falta à pasta uma equipe técnica”, avaliou um aliado. No Meio Ambiente, Andréa Bevilacqua “ainda não disse a que veio”, segundo os aliados. Dentre os oito secretários que estão em alta, na avaliação de aliados, destacam-se os de Educação, Célio Chaves, e de Habitação, Miguel Sampaio. “O Miguel está dinamizando a secretaria e os projetos habitacionais estão andando”, disseram vereadores aliados. Célio também recebeu elogios pelo trabalho para aumentar creches. Segundo aliados, Wagner Balieiro, de Transportes, “apesar de alguns tropeços”, tem “encarado os desafios”.

O secretário de Governo, Marcos Aurélio dos Santos, afirmou que a avaliação do desempenho da equipe de colaboradores do prefeito Carlinhos Almeida é constante. “Os deafios são grandes, mas o governo tem acompanhado o trabalho de cada secretaria. Isso ocorre constantemente”, disse. Ele ponderou que o prefeito tem monitorado o desempenho da sua equipe e não há constrangimento em “chamar secretários para cobranças”. “Ajustes são feitos quando precisos. Isso é normal e acontece em todo governo”, frisou Marcos Aurélio. Ele destacou que algumas pastas, “pelas suas próprias características”, até podem não ter boa avaliação. Ele exemplificou: “A Secretaria de Defesa do Cidadão desempenha serviços que nem sempre são bem vistos, como fiscalização, e não poderia ser o contrário”. Para o secretário, opiniões externas, da comunidade e do bloco aliado são importantes para ajudarem no processo de avaliação interna do trabalho realizado por cada pasta. “É importante a opinião da comunidade e de aliados”.

Mercado tem 4.100 imóveis à espera de locação em São José

As imobiliárias de São José dos Campos têm 4.100 imóveis vagos e disponíveis para locação, o maior volume de ofertas desde 2005. Apesar disso, o valor do aluguel aumentou 10% em São José nos últimos 12 meses em razão da queda no número de empreendimentos lançados no mercado. A subida dos preços superou a inflação do período, de 6,09%, medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo). Essas são conclusões da Asseivap (Associação das Empresas Imobiliárias do Vale do Paraíba e Litoral Norte), que divulgou ontem a 21ª edição da pesquisa do mercado imobiliário que a entidade faz desde 1993.

Segundo os diretores da associação, os dados mostram que as restrições impostas pela Lei de Zoneamento de 2010, que sofreu modificações pontuais neste ano, refletiram negativamente no mercado imobiliário. O primeiro reflexo foi na redução da oferta de novos empreendimentos. A cidade vai fechar 2013, segundo a Asseivap, com estoque de 500 imóveis novos para venda. “É pouco para quem precisa atender a demanda e se desenvolver”, disse Marcos Aurélio Peneluppi, presidente da Asseivap. A segunda consequência foi o aumento do preço do aluguel dos imóveis, o que também causou retração do mercado e a oferta recorde de 4.100 imóveis vagos.

Em 21 anos de pesquisa, o total de casas e apartamentos vagos neste ano só perde para o índice de 2005, quando havia 4.200 imóveis disponíveis. Na comparação com 2012, o número de imóveis vagos neste ano cresceu 10,81% 3.700 para 4.100 ofertas. Segundo Marco Antonio Vasconcelos, vice-presidente da Asseivap, o mercado imobiliário já está com tendência de queda nos preços cobrados pelas locações. Essa acomodação visa enfrentar a baixa produtividade das construtoras, que também reclamam das restrições da Lei de Zoneamento. Tanto que o prefeito Carlinhos Almeida (PT) prometeu começar, ainda neste ano, as discussões para uma revisão completa da norma. “São José ainda está travada. Precisamos deslanchar a cidade”, afirmou Vasconcelos.

Por outro lado, segundo a Asseivap, o número recorde de imóveis vagos também revela um outro lado do mercado, o do crescimento da oferta de crédito imobiliário. Nos últimos oito anos, ressaltou Vasconcelos, a entrada de dinheiro via crédito imobiliário impulsionou a venda de imóveis novos, abrindo espaço no setor de locação. “Muita gente casou e, ao invés de alugar, foi direto para o financiamento da casa, que ficou mais fácil.” As regiões central, oeste e sul estão entre as mais procuradas de São José para a locação de imóveis, segundo a pesquisa da Asseivap. Quem procura apartamento para alugar nos bairros Vila Adyana e Vila Ema, por exemplo, representa 27,5% do total de pesquisa pelo imóvel. Na segunda colocação, com 18%, aparece o Jardim Aquarius.

Os lugares com menor interesse em apartamentos são Vila Industrial e Vista Verde. Para casas, os mais procurados são Bela Vista e Vila Maria (23%), na região central, e Jardim Satélite (19%), na zona sul. Na ponta debaixo da tabela, as casas menos procuradas estão na Vista Verde e imediações, na região leste. Marco Antonio Vasconcelos, vice-presidente da Asseivap, disse que os locatários estão cada vez mais minuciosos na hora de fechar o contrato de um imóvel. A variação de preços na cidade é um dos fatores. O aluguel de uma mesma casa de dois dormitórios custa R$ 1.500 no centro e R$ 650, na zona leste. Uma casa de quatro dormitórios varia de R$ 5.000 (oeste) e R$ 1.600 (central). A pesquisa da Asseivap mostrou que apartamentos de dois dormitórios são os mais procurados para locação em São José. Com essa configuração, os imóveis representam 41,55% da oferta de apartamentos. Com as casas, a procura é maior para as de três dormitórios, que ficaram com 39,66% das ofertas. As casas de dois quartos foram 27,79%.

UFABC oferece pós-graduação a distância para professores

Estão abertas as inscrições no processo seletivo para o curso de especialização em Ciência e Tecnologia, oferecido pela Universidade Federal do Grande ABC (UFABC). O curso em nível de pós-graduação é feito por metodologia de ensino a distância e começará em março de 2014.

O curso é gratuito e destinado a professores em exercício, vinculados aos sistemas públicos de ensino. As inscrições podem ser feitas até 30 de setembro por meio do site da UFABC (http://selecao-uab.ufabc.edu.br/ ). As atividades presenciais serão desenvolvidas no Polo de Apoio em São José dos Campos, mediante convênio firmado pela Prefeitura com a UFABC, sediada em Santo André, e a Universidade Aberta do Brasil, ligada ao Ministério da Educação.

Mais informações pelo e-mail [email protected], ou no Polo de Apoio Presencial de São José dos Campos, na Avenida Olivo Gomes 250 – Santana, ou ainda pelos pelo telefone: (12) 3939-5010, (11) 437-8589 e (11) 3356-7286.

NovaDutra desvia tráfego na Dutra no trecho da Kanebo

A NovaDutra vai desviar o tráfego na via Dutra na altura do viaduto Kanebo, na zona sul de São José, em razão das obras realizadas pela prefeitura. O desvio será implanatdo a partir das 23h.  A previsão é que o tráfego seja normalizado às 2h de sexta-feira. Segundo a Novadutra, o desvio ocorrerá em duas etapas. A primeiras delas envolve a pista expressa sentido Rio de Janeiro. O tráfego da Dutra será desviado para a pista local na altura do km 152 (próximo da passarela do Carrefour). Os motoristas seguirão pela pista local até o Vale Sul Shopping, onde poderão retornar à Via Dutra.

A segunda etapa implica na liberação da pista sentido Rio e desvio do tráfego no sentido São Paulo, na altura do km 148, em frente ao Center Vale Shopping, seguindo pela pista marginal da Dutra até o km 151. Nesse ponto, em frente ao Novo Atacado Supermercado, o tráfego será desviado para a pista local e seguirá por ela até a saída para a Dutra, na altura do km 152, próximo à Gamaia. A concessionária informou ainda que SOS Usuário providenciou sinalização na região das obras. Viaturas da Polícia Rodoviária Federal, da concessionária e da Prefeitura de São José dos Campos estarão no local apoiando a operação.

Segundo a Secretaria de Transportes, a previsão é que os trabalhos sejam encerrados às 2h de sexta-feira, porém podem ser prorrogados por mais tempo. Segundo a pasta, o tráfego no viaduto, que está com uma faixa da pista centro-bairro interditada desde segunda-feira, não será interditado.

Coletores entram em greve e lixo se acumula nas ruas

Os coletores de lixo de São José dos Campos, que prestam serviço por meio de uma empresa contratada pela Urbam, entraram em greve na quarta-feira e paralisaram todo o serviço de coleta de lixo orgânico. A prefeitura  montou um esquema emergencial, mas apenas 85 toneladas das 400 produzidas diariamente, em média, estão sendo recolhidas. Devido à força-tarefa montada pela prefeitura, a coleta seletiva de material reciclável foi suspensa por tempo indeterminado. Os cerca de 150 coletores que trabalham na coleta orgânica são funcionários da Vale Soluções Ambientais e reivindicam R$ 1.300 do PPR (Programa de Participação no Resultados). A empresa oferece cerca de R$ 500, o equivalente a 60% do salário pago atualmente aos trabalhadores.

A empresa faz o serviço de coleta de lixo orgânico com 20 caminhões e todos estão parados. Uma ordem judicial determina que pelo menos 50% dos coletores retornem ao trabalho nesta quinta-feira. O sindicato não confirmou se a determinação da Justiça será atendida. Para evitar que as 400 toneladas de lixo coletadas diariamente em São José se acumulem nas ruas da cidade, a prefeitura montou um esquema emergencial usando 16 caminhões da Urbam e 17 da SSM (Secretaria de Serviços Municipais).  No entanto, como a  capacidade dos veículos é menor do que a dos compactadores utilizados, cerca de 315 toneladas de lixo deixam de ser coletadas.

Para que evitar acúmulo de lixo nas ruas, a Urbam (Urbanizado Municipal) está solicitando aos moradores que, nesse período, evitem colocar o lixo reciclável nas ruas. Segundo a Urbam, o lixo comum é a prioridade, já que e o lixo reciclável, sendo seco e tendo durabilidade maior, pode ser guardado em casa por mais tempo. A Secretaria de Serviços Municipais informou que já notificou a empresa contratada em relação à paralisação na coleta e está tomando as medidas cabíveis em relação ao caso para sanar o problema no prazo mais curto possível. Os munícipes que tiverem dúvidas podem obter informações sobre as regiões em que ela está ocorrendo a coleta de lixo por meio do telefone 3944-1000.

Palestras e peças abordam guarda responsável de animais

A campanha de conscientização sobre a guarda responsável de animais está sendo desenvolvida nas escolas municipais pela Prefeitura de São José dos Campos. Nesta quarta-feira (25), a partir das 15h, a ação educativa estará em duas unidades, uma na zona norte e ou na zona leste. As palestras e uma peça de teatro devem ser acompanhadas por cerca de 200 alunos.

Os estudantes da EMEI Professora Cremilda Alves de Azevedo e NEI Vila São Pedro, vão assistir à peça “Meu Amigo Animal”. Encenado pela Cia. Teatro de Gravata, o espetáculo aborda de forma lúdica temas como os maus-tratos, superpopulação de cães e gatos, abandono, adoção de animais adultos, a importância da castração e o recolhimento das fezes em vias públicas.

A campanha educativa sobre a guarda responsável de animais é parte do apoio da Secretaria de Meio Ambiente (Semea) às ações do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) durante a campanha de vacinação antirrábica. Por meio de palestras e peças teatrais em escolas e entidades, a campanha promove a educação ambiental da comunidade, visando o bem-estar animal e a diminuição da população de animais abandonados.

A apresentação nas escolas é realizada na semana que antecede a vacinação naquela região. No dia da vacinação, uma profissional da Secretaria de Meio Ambiente visita alguns postos para conversar com proprietários e distribuir material educativo.