Prefeitura inicia obras para construção de Galerias

A Prefeitura de São José dos Campos iniciou nesta terça-feira (24) as obras para a construção das Galerias do Empreendedor nos bairros Putim e Campo dos Alemães, respectivamente na região sul e sudeste da cidade. No Putim, o terreno fica na Avenida João Rodolfo Castelli 1.661, e no Campo dos Alemães na Avenida Adonias da Silva 660, ambos em áreas institucionais da Prefeitura.

Entre os serviços que serão executados para as construções estão: o nivelamento, terraplanagem e compactação do solo; fundação; estrutura de concreto armado; cobertura em estrutura metálica; execução de pavimentação intertravada; instalações hidráulicas e elétricas; entre outros.

A conclusão das obras está prevista para o segundo semestre. As Galerias serão construídas em terrenos com padrão de 1500 metros quadrados. A área construída será de 547 metros quadrados com 10 boxes de 20 metros quadrados cada um, provido com mezanino de 10 metros quadrados.

De acordo com João Veturiano, diretor de fomento econômico da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia, o projeto buscar incentivar o empreendedorismo nas regiões periféricas da cidade, além de gerar novas oportunidades de emprego e renda para a população. “O projeto é ambicioso e inovador, pois amplia a ação empreendedora na cidade. Além dos empreendimentos nas Galerias, outros poderão ser desenvolvidos no entorno”, explica o diretor.

Além do Putim e do Campo dos Alemães, a unidade do bairro Jardim Mariana II, na região leste, está com processo licitatório em andamento até o fim de abril. O terreno do Jardim Mariana II fica na Rua Gonçalo Soares 933, também em área institucional da Prefeitura.

Ao todo seis bairros da cidade serão contemplados com o projeto, que manterá sua formatação padrão em todas as unidades. Além do Campo dos Alemães, Putim e Jardim Mariana II, os bairros Jardim Santa Inês III, na região leste, Altos da Vila Paiva, na região norte e Parque Interlagos, na região sul receberão as Gelarias. Nestes espaços estão previstos a inclusão de entidades âncoras, sendo uma para viabilização de micro crédito produtivo e outra destinada a serviços. Os demais boxes serão ofertados por um prazo de até 30 meses para os microempreendedores individuais da região, previamente selecionados por meio de Edital de Chamamento.

A criação das Galerias do Empreendedor tem como objetivo fomentar a formação do empreendedorismo de comércio e serviços e da cidadania nos aglomerados urbanos mais dependentes da cidade, especialmente em relação à melhoria dos aspectos econômicos e sociais das comunidades locais, com base na geração do emprego e da renda, incentivo de alternativas empresariais de baixo investimento e que utilizem mão de obra disponível na micro região, capacitação de pessoas que apresentam potencial empreendedor para abrir o    próprio negócio e apoio as micro e pequenas empresas já existentes.

Prefeitura Municipal

Nas feiras livres, Prefeitura da Orientação de Hipertesão

A equipe de profissionais da saúde estará na feira livre da Vila Maria (Avenida dos Estados) nesta quarta-feira (25). O grupo vai orientar a população sobre os riscos da hipertensão, das 7h às 12h. Na manhã desta terça-feira (24), o trabalho foi realizado na feira livre do Parque Santos Dumont, onde mais de cem pessoas passaram pela avaliação.

Para atender os munícipes individualmente, uma tenda é montada. Os interessados fazem uma avaliação de risco cardiovascular. Eles recebem informações para diminuir os riscos de doenças cardiovasculares, de acordo com o resultado da avaliação.

Até o próximo dia 27, a Prefeitura de São José dos Campos realiza a Semana de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial nas feiras livres do município. Na quinta-feira (26), a tenda será montada na feira de Santana (Rua Raul Ramos de Araújo) e na sexta-feira (27) na feira do Bosque dos Eucaliptos (Rua Pedro Martins Ribeiro).

O objetivo dessa semana é ampliar a adesão ao tratamento e estimular um novo estilo de vida para as pessoas com hipertensão. Outra preocupação é alertar as pessoas que não são portadores dessa doença a preveni-la.

A Prefeitura mantém nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) um trabalho educativo para a promoção de hábitos e estilo de vida saudáveis. Eles incluem caminhadas e grupos de prevenção de complicações de doenças crônicas que discutem temas relacionados com os fatores de risco da hipertensão e do diabetes.

A hipertensão é o mais importante fator de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, com destaque para o acidente vascular cerebral (AVC) e o infarto do miocárdio, as duas maiores causas isoladas de mortes no país.

Dados do Ministério da Saúde apontam que a hipertensão já atinge 30% da população adulta, chega a mais de 50% na terceira idade e está presente em 5% das crianças e adolescentes. A hipertensão também é responsável por 40% dos infartos, 80% dos acidentes vasculares cerebrais (AVC) e 25% dos casos de insuficiência renal terminal.

Junto com a Semana de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial também acontece a 5ª Semana Municipal de Promoção à Alimentação Saudável, cujo objetivo é atingir quem não costuma participar dos grupos educativos realizados nas Unidades de Saúde, ampliando o horizonte de atuação do nutricionista.

Para isso, está sendo montado todos os dias o Armazém da Saúde. Ele tem diversos tipos de alimentos para ajudar os profissionais da área a explicar de forma concreta e lúdica as melhores combinações alimentares.

Prefeitura decide criar novo SubDistrito na cidade

O prefeito de São José, Eduardo Cury (PSDB), deve anunciar hoje a criação da subprefeitura da região norte, que será implantada na sede regional da SSM (Secretaria de Serviços Municipais), localizada no bairro Jardim Telespark.

O anúncio será feito na audiência pública que o governo tucano promoverá à noite em Santana. A criação da subprefeitura vem sendo negociada por moradores da zona norte, com apoio de vereadores com base política na região, há mais de dois anos.

O governo tucano inclusive mencionou a criação da subprefeitura nos panfletos que distribuiu em Santana para convidar a comunidade a participar da audiência. Hoje, já existem subprefeituras em Eugênio de Melo e São Francisco Xavier.

Serviços. “Pelo menos no panfleto da prefeitura já está sendo divulgada a criação da subprefeitura”, disse José Amaury Delfino, coordenador da comissão de moradores que tratou do assunto. O grupo vai se reunir com Cury no evento para sugerir que a oficialização da subprefeitura seja feita no próximo dia 14 de maio.

“É uma conquista importante para toda a região”, afirmou Delfino. Para o vereador Miranda Ueb (PPS), a subprefeitura da zona norte irá facilitar o acesso da comunidade aos serviços municipais. “É uma reivindicação antiga da região e que irá ajudar muito a comunidade”, disse o parlamentar.

Também trabalharam no projeto de criação da prefeitura os vereadores João Tampão (PTB) e Renata Paiva (DEM). Inicialmente, a subprefeitura oferecerá apenas serviços da esfera municipal, mas o governo tucano pretende fazer esforços para que concessionárias de serviços públicos, como Sabesp e Bandeirante Energia, e os governos federal e estadual ofereçam serviços na unidade, que servirá de modelo para outras regiões.

A região norte reúne 71 bairros, tem 59.800 habitantes e ocupa área de 70,52 quilômetros quadrados. Cury planeja implantar a unidade até fim do ano. Segundo ele, ideia é verificar funcionamento da subprefeitura para criar serviços similares em outras regiões da cidade.

O Vale

Fabrica desativa modelos e coloca em risco Vagas

A General Motors planeja suspender até julho a produção de três modelos fabricados em São José Corsa, Meriva e Zafira. A medida ameaça o emprego de quase 1.500 trabalhadores que atuam no MVA (Montagem de Veículos Automotores).

Como os substitutos destes modelos serão produzidos em outras plantas da GM no país, o MVA (setor que mais emprega em São José com dois turnos e 3.000 trabalhadores) ficaria responsável apenas pela fabricação do Classic, que também é feito em São Caetano do Sul e em Rosário, na Argentina.

Para ajustar a produção à futura demanda, um turno do MVA deve ser extinto. Restaria a São José, além do Classic, a fabricação da picape S10, de motores e transmissões, além de CKDs (veículos desmontados para exportação). A planta, que já empregou 12 mil na década de 90, hoje tem pouco mais de 8.000 funcionários.

O prefeito Eduardo Cury (PSDB) admite o risco de demissões e afirmou que estuda alternativas ao problema. A GM passa por um processo de reestruturação de produção no país, tema que já teria sido abordado com funcionários em reuniões internas. O sindicato da categoria diz não ter sido comunicado da mudança, mas garantiu que luta para que novos investimentos sejam feitos em São José.

“Em maio, temos a discussão sobre a PLR (Participação nos Lucros ou Resultados) e nela a GM tem que apresentar a previsão de metas de produção. Se houver paralisação da fabricação desses veículos, vamos querer que São José concentre a produção do Classic”, disse o presidente eleito do sindicato Antonio Ferreira Barros, o Macapá, que toma posse no final de maio.

O metalúrgico não acredita na extinção de um dos turnos do MVA e garante que, se toda a produção do Classic ficar em São José, o total de empregados no setor não seria suficiente para dar conta da demanda, de cerca de 140 mil carros por ano.

O diretor do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo), Almir Fernandes, diz temer que a fábrica fique ociosa até um novo projeto ser implantado na cidade. “Se em 2008 os projetos que a GM apresentou tivessem sido aprovados, essas mudanças na fábrica já teriam sido feitas. Um projeto demora para ser implantado e esse período não se recupera mais. Se o trabalhador não tem o que fazer na fábrica, todos sabem o que irá acontecer”, disse.

Macapá se defende e alega que a GM não apresentou projetos ao sindicato em 2008. “O único projeto apresentado foi aprovado, que foi o da S10. O sindicato tem total interesse em discutir a situação da fábrica, mas não tivemos resposta do pedido de reunião com a GM”, disse o sindicalista.

Se na unidade de São José há demissões quase que diárias, a situação na planta do ABC é outra. O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano, Aparecido Inácio da Silva, disse que a fábrica vem admitindo para atender à demanda dos novos projetos. “Desde 2011, cerca de 1.700 pessoas foram contratadas e, em março (de 2011), tivemos a abertura do terceiro turno”, disse.

Silva destaca que teve que buscar investimentos que inicialmente foram oferecidos a São José. “Não houve acordo com São José e essa produção iria para fora do país. Consegui trazer esses projetos depois de reuniões com a empresa.”

As minivans Zafira e Meriva chegaram a São José em 2001 e 2002, respectivamente. O projeto PM7, que desenvolveu o veículo substituto dos modelos, chamado de Spin, tem previsão de ter a produção iniciada no ABC até agosto. A direção da GM foi procurada ontem, mas não comentou o assunto.

O Vale

Arena Esportiva custará mais caro e será entregue atrasado

A Arena de Esportes do Jardim das Indústrias, maior obra do governo Eduardo Cury (PSDB) em São José dos Campos, vai custar mais caro que o inicialmente projetado e será entregue à população com um atraso de pelo menos três meses.

Prevista para ficar pronta em agosto próximo, a arena somente deve ser concluída no final de outubro. Inicialmente, o valor da obra era de R$ 33,3 milhões, mas a construção do complexo vai custar cerca de R$ 36,2 milhões, considerando serviços complementares no valor de R$ 2,8 milhões realizados pela Urbam (Urbanizadora Municipal S/A) no terreno onde está sendo executado o serviço.

A secretária de Obras, Flávia Pitombo, informou que até o começo de abril, quando foi efetuada a oitava medição dos serviços realizados pela empreiteira Recoma, Comércio e Construções Ltda, responsável pela obra, apenas 13% do projeto foi executado. Pelo que foi feito até o momento, a empresa recebeu cerca de R$ 4,3 milhões do total de R$ 33,3 milhões previsto inicialmente.

Flávia garante que os serviços estão dentro do cronograma e que a dilatação do prazo ocorreu em função de serviços paralelos que foram executados pela Urbam. Ela afirmou que as chuvas de outubro de 2011 a janeiro deste ano também colaboraram para o atraso.

“Tivemos 30 dias de chuvas neste período, o que contribuiu para atrasar os serviços”, afirmou a secretária.
A arena terá capacidade para 4.400 pessoas, com área total de 51.971metros quadrados e área construída de 10.213 metros quadrados.

A arena se transformou em uma obra emblemática do governo. A licitação foi alvo de disputa judicial que ainda não teve desfecho. A Sérgio Porto Engenharia acionou a Justiça depois de ser considerada inabilitada pela prefeitura, que alegou que a empresa não demonstrou capacidade técnica para o serviço.

Antes, o certame havia sido suspenso pelo TCE (Tribunal de Contas do Estado) após denúncias de irregularidades no edital feitas pelo vereador oposicionista Wagner Balieiro (PT). O parecer foi revisto pelo próprio TCE.

De acordo com a secretária de Obras, quem passa pelo local não percebe o ritmo dos trabalhos. Ela relatou que fundações estão praticamente prontas e que arquibancadas de concreto e cobertura metálica estão sendo fabricadas.

A previsão é de que a cobertura seja colocada até agosto, o mesmo ocorrendo em relação às arquibancadas. Para Balieiro, pelo andamento da obra a arena não deve ficar pronta este ano. “A obra deveria ter 70,9% dos serviços prontos, mas apenas 11% da obra foi executado.”

O Vale

Prefeitura realiza alterações em linhas de ônibus na cidade

As linhas 202 – Bom Retiro e 242 – Majestic vão sofrer alterações no horário a partir desta segunda-feira (23). A mudança é para aumentar o atendimento dos usuários.

Na 202 – Bom Retiro/Terminal Central, as modificações de horário atenderá os moradores do bairro Santa Lúcia nos dias úteis e fins de semana. O bairro fica na região leste de São José dos Campos. Em relação à linha 242 – Majestic/Praça Afonso Pena, haverá ajuste nas partidas no sentido centro em dias úteis para atender a demanda de horários escolares.

Prefeitura Municipal

Com participação da População, Prefeitura cria Cidade do Futuro

A cidade abaixo dos seus pés começa acima da sua cabeça. O sonho é o germe da realização. Como escreveu o poeta e escritor português Fernando Pessoa (1888-1935): “Somos do tamanho de nossos sonhos”. Instituições de São José resolveram sonhar a cidade de forma coletiva, atraindo cada vez mais pessoas a imaginar uma ‘São José dos Campos e dos Sonhos’, como foi batizado o projeto do grupo, com mais qualidade de vida.

Participam o Sesc de São José, as secretarias de Meio Ambiente e Educação, a Fundação Cultural Cassiano Ricardo, a Fundhas (Fundação Hélio Augusto de Souza) e o Ipplan (Instituto de Pesquisa, Administração e Planejamento). Eles querem encontrar, de forma coletiva, os caminhos que apontem o futuro da cidade. Imaginar como será São José daqui a 5, 10, 20 e 50 anos. Para eles, muito mais do que esperar pelas ações do poder público, a qualidade de vida na cidade depende dos moradores.

“A cidade nos pertence. O bairro ser melhor ou pior depende da minha atuação. Não só do poder público, que pode fazer muitas coisas e, tempos depois, estar tudo destruído”, diz Vera Assis, educadora ambiental da Educação. Construir a cidade com o envolvimento de todos os cidadãos. Sonhar coletivamente. Imaginar um futuro melhor para todos. Utopia? O grupo admite que sim, mas uma utopia que seja factível.

Sérgio Seabra, coordenador de Programação do Sesc, diz que o grupo se pôs a pensar em quais sonhos deveria ter sobre a cidade. Segundo ele, não adianta sonhar com uma esteira rolante cruzando São José de ponta a ponta, como no desenho dos Jetsons. “Queremos discutir propostas que, não necessariamente, o prefeito queira implantar imediatamente, mas que permitam sonhar como a cidade será daqui para frente. Nada de soluções mágicas ou impossíveis, mas sonhos factíveis”.

O primeiro passo foi definir uma agenda de trabalho que contempla quatro momentos. O primeiro, o de lançamento do projeto, ocorrerá nas próximas terça e quarta-feira.  Três palestras marcarão a abertura do projeto. Na terça, a importância de sonhar a cidade será tratada pelo teólogo e filósofo Leonardo Boff. No dia seguinte, a urbanista e superintendente do Instituto Inverde, Cecilia Herzog, e a jornalista Natália Garcia explorarão o tema “a cidade” e contarão suas experiências de como colocar sonhos em prática.

Um seminário internacional com especialistas de várias áreas será realizado em junho, para ampliar o debate com conhecimentos e ações que estão sendo aplicadas em várias partes do mundo. “Tudo o que precisamos aprender não está apenas em São José. Vamos buscar experiências fora daqui que nos ajudem a sonhar uma cidade melhor”, afirma o gerente do Sesc de São José, Oswaldo Ferreira de Almeida Jr. Em outubro, o projeto apresentará uma mostra de trabalhos de 120 jovens da Fundhas e de profissionais de São José.

O Vale

Reitor cria novo projeto para o futuro do ITA

Referência no ensino de engenharia no país, o ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), de São José dos Campos, se prepara para uma reformulação. Entre as mudanças estão a duplicação da capacidade de alunos formados, ampliação de sua estrutura física e alterações na formatação dos cursos.

Em entrevista a O VALE, o reitor do ITA, Carlos Américo Pacheco, explica que a discussão sobre como ensinar engenharia tem sido feita pelas principais instituições de ensino do mundo, a fim de formar profissionais preparados para “um mundo mais globalizado, com mais ênfase em inovação, diferente de 30 anos atrás”.

Pacheco, no comando do ITA há pouco mais de cinco meses, também falou sobre a parceria com o MIT (Escola de Engenharia do Instituto de Tecnologia de Massachusetts), o reconhecimento do ITA no exterior e as principais dificuldades nessa fase de expansão.

Há uma definição sobre as novas áreas em que o ITA pretende atuar?
Temos algumas coisas que achamos que seja prioridade, mas acabamos de criar uma comissão que irá discutir essa estratégia de expansão. Ela será instalada em maio e tem um ano para definir o que vamos fazer. Temos algumas áreas que temos quase certeza que devemos atuar que são engenharia de materiais e de sistemas, mas ainda vamos discutir isso com mais detalhes. A grande discussão não é só da área que vamos atuar, mas de como estamos ensinando engenharia. Há uma ideia de aumentar o núcleo de disciplinas, diminuindo as áreas de especialização, mantendo por exemplo engenharia só aeronáutica, só mecânica, uma formação mais ampla (Hoje, o ITA possui graduação em engenharia aeronáutica, eletrônica, mecânica-aeronáutica, civil-aeronáutica, computação e aeroespacial).

Quem forma a comissão?
São nove membros internos do ITA e nove externos, formados por ex-reitores e professores conceituados. Posso citar alguns nomes como Alvaro Prata, da Universidade Federal de Santa Catarina, Brito Cruz, da Unicamp e Fapesp, João Fernando de Oliveira, do IPT, Reginaldo dos Santos, que foi reitor do ITA, Silvio Meira, da Universidade Federal de Pernambuco, e Emílio Matsui, da Embraer.

O MIT também participará desse processo?
Um dos temas da cooperação assinada com o MIT é sobre a renovação do ensino de engenharia que eles também estão fazendo. As principais escolas de engenharia tem feito essa discussão de como renovar o ensino para que o profissional que a gente forma esteja mais preparado para atuar no mundo que é diferente de 30 anos atrás, um mundo mais globalizado, com mais ênfase em inovação. Então, o MIT vai sim participar dessa discussão.

Como está a ampliação do campus para receber o dobro de alunos?
O projeto de licitação para construção dos novos alojamentos já se iniciou. Vamos lançar o edital daqui a um ou dois meses. O começo das obras está previsto para setembro ou outubro. Esse novo alojamento terá capacidade para 1.200 alunos (hoje, são 600), é uma obra que demora 3 anos para ficar pronto, dividida em três blocos (o novo alojamento terá 53 mil metros quadrados. Já toda a obra da duplicação do ITA fica pronta em 3 ou 4 anos com laboratórios novos e células novas.

E o que será feito com o atual alojamento?
Será destinado aos alunos da pós-graduação, o que será um atrativo, pois hoje eles não têm esse alojamento.

Quando o ITA estará pronto para receber maior número de alunos?
No próximo vestibular, sem ser este (de dezembro), já vamos para 240. E em cinco anos alcançamos a capacidade máxima, pois, a cada ano, 120 novos alunos vão entrando e demoramos cinco anos para formar uma turma. Por isso, esse aumento será gradual.

Hoje, há mais competição pelos melhores alunos com universidades do exterior?
Acho que há uma diferença no perfil dos alunos que recebemos hoje em relação a antigamente que é o grau de informação que eles têm. Eles são mais globalizados. Muito pouca gente sai para fazer uma graduação no exterior. Sinceramente, acho que não é muito vantajoso. Recebi aquele aluno que passou aqui e foi para Harvard e conversei com os pais dele. É muito melhor fazer a graduação no ITA e eventualmente fazer um doutorado ou pós doutorado no exterior. Em nossa ida a Boston (EUA), um professor do MIT disse claramente que o ITA seleciona melhor seus alunos que o próprio MIT. O ITA não deve nada para universidades de fora pela qualidade dos seus alunos de graduação.

E como estimular esses alunos a permanecerem no Brasil e atuarem no país?
O ITA forma engenheiros muitos especiais, muito bem preparados. Nosso problema é estimula-los a trabalhar no Inpe, na Embraer, nos institutos, nas empresas. Nós queremos fortalecer esse cluster aeroespacial. Essa é nova missão principal. Os institutos precisavam ter um plano de renovação no quadro de pesquisadores. Isso vale para o ITA, o Inpe e o DCTA. Para sermos atrativos, teremos que mostrar o quão interessante é trabalhar nas instituições, não apenas por salário, mas por motivação.

O Vale

Prefeitura Prevê revitalização das Praças do Centro da cidade

O Ipplan (Instituto de Pesquisa, Administração e Planejamento), de São José dos Campos, aguarda a transferência dos ambulantes do centro para camelódromos construídos pela prefeitura para iniciar o projetos de melhorias nas praças da região. De acordo com o Ipplan, serão feitas intervenções nas praças Afonso Pena, João Mendes (sapo) e João Pessoa. A praça Padre João (Matriz) será objeto de concurso de requalificação urbanística e arquitetônica.

“Dentro do Plano Estratégico Centro Vivo, as praças do Centro passarão por requalificação, cada uma com um grau de exigência devido à sua necessidade, considerando também o que foi apontado pelos usuários do centro durante as Oficinas Colaborativas e na Pesquisa Qualitativa realizadas dentro do Plano Estratégico”, disse a diretora do Ipplan, Cynthia Gonçalo.

Os 132 ambulantes que trabalham nas ruas do centro têm prazo até o dia 29 de abril. Pela proposta do Ipplan, que será executada pela prefeitura, a praça Afonso Pena terá a iluminação reforçada, serão feitas a manutenção das áreas que estão degradadas e será implantada uma academia da terceira idade.

O trecho da rua 15 de Novembro, próximo à praça Afonso Pena e entre as ruas Francisco Paes e Rubião Júnior, passará por ampliação da calçada, incorporando a faixa de estacionamento. As obras terão início após a remoção dos ambulantes.

A praça Cônego Lima terá ruas elevadas e o piso arrumado, com prioridade para o pedestre. “O privilégio absoluto ao pedestre e a criação de rotas acessíveis para uso efetivo têm como objetivo promover a acessibilidade e gerar segurança aos frequentadores”, afirmou a diretora do Ipplan.

Já na praça do João Mendes será possível a execução do projeto de restauração do espaço seguindo a proposta aprovada pelo Comphac (Conselho Municipal do Patrimônio Histórico) em 2008, que será feito em parceria com a iniciativa privada, segundo o Ipplan.

As obras vão começar logo após a inauguração dos Centros de Comércio Popular, informou o instituto. Os ambulantes já começaram a prepara os seus boxes nos camelódromos para efetivar a mudança. Muitos estão colocando piso, pintando e personalizando os novos espaços.

A previsão é que os camelôs mudem no domingo, dia 29. Eles devem aproveitar o sábado, dia 28, para se despedirem dos pontos atuais. Vão permanecer na rua apenas os ambulantes que trabalham com alimentação.

O Vale

Prefeitura realiza retirada de abelha na cidade

A Prefeitura de São José dos Campos realiza o serviço especializado de retirada de abelhas, vespas e marimbondos em locais onde há grande movimentação de pessoas. A atividade tem o objetivo de minimizar o risco de ocorrência de agravos à saúde das pessoas.

O serviço é coordenado pela Secretaria de Serviços Municipais (SSM) e executado por um apicultor para que a retirada dos insetos com ferrão ocorra de maneira segura e correta. Depois da retirada, feita com o auxílio de sacos, os enxames são transportados dentro de uma caixa até o apiário para garantir a preservação dos insetos.

Segundo dados do setor de assessoria de serviços públicos, de janeiro a abril desse ano, 66 pedidos foram atendidos. Além da retirada dos enxames, a SSM executa ações preventivas no controle de animais peçonhentos como roedores, baratas, carrapatos, formigas entre outros.

As atividades são realizadas via atendimento de solicitações pelo telefone 156, da Prefeitura.

Prefeitura Municipal