Fundação Cultural tem inscrições abertas para Coro Jovem

A Fundação Cultural Cassiano Ricardo (FCCR) recebe até o dia 18 de maio as inscrições para profissionais e novos integrantes para o Coro Jovem Sinfônico de São José dos Campos. São 112 vagas para os jovens cantores, que farão parte dos núcleos iniciante, semiprofissional e avançado, além de duas vagas para monitor de técnica vocal e uma vaga para chefe de naipe.

As inscrições são gratuitas e devem ser feitas pessoalmente na sede d Fundação Cultural (Avenida Olivo Gomes, 100, no Parque da Cidade), em Santana, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.

Para os interessados em participar dos núcleos Semiprofissional e Avançado é necessário entregar currículo artístico e duas cópias de uma música, de livre escolha, que será apresentada (cantada) na audição.

Para o núcleo iniciante, com 60 vagas, os candidatos deverão ter entre 16 e 26 anos de idade e não é necessário experiência, basta se encaixar em uma das categorias de canto como: tenor, mezzo soprano, contralto, soprano, barítono ou baixo.

Para o núcleo semiprofissional, com 26 vagas, os interessados devem ter entre 16 e 34 anos de idade, conhecimento e experiência anterior na prática de canto coral e para o núcleo avançado, também com 26 vagas, o candidato deve ter entre 16 e 30 anos e possuir experiência e conhecimento anterior em canto. Para todas as categorias, o interessado deve residir em São José dos Campos.

Os integrantes da categoria iniciante recebem uma bolsa auxílio de R$ 120; os da categoria avançado R$ 150 e os do semiprofissional R$ 360. O escolhido para chefe de naipe terá remuneração de R$ 1.320 e os monitores de técnica vocal receberão R$ 1.285.

Audições

A audição para o núcleo iniciante será no dia 26 de maio, às 9h, na sede da Fundação Cultural, e terá três fases: apresentação de canção de livre escolha, apresentação de vocalize e teste de percepção auditiva, entrevista e disponibilidade de horários para participar do coral.

Os candidatos ao núcleo avançado também passam pela audição no dia 26 de maio, mas às 14h. Serão três fases: apresentação de uma Ária antiga ou Ária de oratório ou Ária de ópera ou Canção Erudita de livre escolha, leitura rítmica e melódica, entrevista e disponibilidade de horários para participar do coral.

Para o núcleo semiprofissional, a audição será realizada no dia 25 de maio, a partir das 17h, na sede da FCCR. Serão duas fases: apresentação de uma Ária antiga ou Ária de oratório ou Ária de Ópera ou Canção Erudita de livre escolha e solfejo.

Profissionais

A seleção dos profissionais será realizada dia 25 de maio, a partir das 14h, na sede da FCCR, por uma comissão composta por cinco membros, sendo três especialistas na área artística e dois empregados da FCCR. Serão quatro fases: análise de currículo, documentação e entrevista, apresentação de uma peça de livre escolha, apresentação de um vocalize, apresentação de uma peça escolhida pela banca.

O resultado final com a classificação dos selecionados será divulgado dia 30 de maio no site da Fundação Cultural. A contratação dos jovens cantores será concluída até o dia 2 de junho e dos profissionais em até três dias úteis, a partir da publicação oficial do resultado.

Mais informações pelo telefone (12) 3924-7356.

Prefeitura Municipal

Prefeitura entrega novo Poliesportivo na Zona Leste da cidade

A Prefeitura de São José dos Campos entrega neste sábado (14), às 10h, o novo poliesportivo de Eugênio de Melo, que atenderá a comunidade da região leste. Com 14 mil metros quadrados, a unidade, que recebeu o nome de Centro Poliesportivo João Molina, fica na Avenida Ambrósio Molina, 370, no distrito.

No poliesportivo, foram construídos salões para ginástica e convivência para a terceira idade; dojô para artes marciais; quadra poliesportiva coberta; quadras para vôlei e futebol de areia; área administrativa e banheiros. O novo espaço tem ainda playground e uma Academia ao Ar Livre com equipamentos para Pessoas Com Deficiência (PCD).

Durante a inauguração, estão previstas atividades em toda a nova instalação. Atividades de lazer com brinquedos infláveis, cama elástica para a garotada e show musical, na Avenida Ambrosio Molina. Na área verde interna serão realizadas atividades da Rua de Lazer para as crianças da comunidade e na Academia ao Ar Livre, orientação com monitores do Programa Cidade em Movimento.

Programação

  • Piscina: 10 às 11h – apresentação de natação para Pessoas Com Deficiência (PCD) e das 11h às 17h atividades aquáticas.
  • Salão de ginástica: aula aberta de alongamento.
  • Salão de convivência da 3ª idade: Atividades de lazer.
  • Salão dojô: Apresentação dos alunos de taekwondo local.
  • Quadra poliesportiva: das 10h às 12h, jogos das equipes de basquete do programa Atleta Cidadão.
  • Quadra de futebol de areia: das 10h às 12h, Torneio de Futebol (categoria chupetinha – 7 a 9 anos).
  • Quadra de vôlei de areia: às 10h, torneio de futevôlei.

Aulas gratuitas

Após a entrega do poliesportivo, serão ministradas aulas das modalidades de: alongamento, ginástica, ginástica terceira idade, judô, taekwondo, handebol, futsal, vôlei, dança conteporânea, natação, natação pais e filhos e hidroginástica.

Prefeitura Municipal

Até dia 30, prazo para destinar o Imposto de Renda

Pessoas físicas têm até o dia 30 de abril para destinar parte do Imposto de Renda devido ao Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (Fumdicad), ligado ao Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA). As deduções poderão ser abatidas já na declaração de ajuste de 2011.

Uma das principais novidades anunciadas pela Receita Federal este ano é a possibilidade de doações que o contribuinte fizer aos Fundos dos Direitos da Criança e do Adolescente. Esta é a primeira vez que a Receita Federal permite que uma doação possa ser deduzida no mesmo ano em que é feita. Sem essa permissão, as doações feitas entre 1º de janeiro e 30 deste mês somente poderiam ser abatidas na declaração que será entregue no próximo ano.

Mas para as doações feitas até o final deste mês há uma regra: o abatimento só será permitido até o limite de 3% do IR devido na declaração, observado o limite global de 6% do imposto devido.

Significa dizer o seguinte: se o contribuinte fez doações de até 2% em 2011, agora só poderá usar mais 3%, totalizando no máximo 5%; se fez doações de 4%, agora só poderá usar mais 2%. A dedução só vale para quem optar pelo modelo completo.

O Fumdicad é um instrumento de captação e aplicação de recursos a serem utilizados segundo as deliberações do CMDCA. Qualquer pessoa ou empresa pode contribuir com as ações em defesa das crianças e adolescentes.

No site do CMDCA de São José dos Campos o contribuinte poderá fazer uma simulação da doação e da dedução em sua declaração de Imposto de Renda. Os recursos do Fundo são aplicados em projetos, programas e ações de atendimento à criança e ao adolescente.

Mais informações no Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (Avenida Dr. João Guilhermino, 429 – 1° andar – sala 11 – CEP 12210-131), no Edifício Saint James, centro de São José dos Campos. O telefone é o (12) 3941-6393.

Prefeitura Municipal

Audiência Pública na cidade é aprovada por Moradores

A segunda audiência pública de 2012 foi realizada na noite dessa quarta-feira (11) na Escola Municipal Maria de Melo, no Parque Industrial, região sul de São José dos Campos. O encontro reuniu 256 moradores do bairro e adjacências. Foram feitas 259 perguntas e reivindicações com ênfase por melhorias no trânsito e transporte público, segurança e saúde.

A novidade para o bairro, anunciada pelo secretário de Transportes, foi a ciclovia que vai ligar as regiões sul e oeste. De acordo com o secretário, atualmente 22 quilômetros estão em construção e outros 18 em programação e finalização de projeto.

Muitos moradores alegaram que algumas mudanças em horários e itinerários dos ônibus prejudicaram o transporte na região. Além disso, a comunidade pediu mais faixas de pedestres e uma atenção especial em ruas com trânsito intenso e sem sinalização adequada. O secretário de Transportes garantiu que tudo será analisado pelos técnicos da pasta.

O secretário de Saúde anunciou a contratação de novos médicos por concurso público que será realizado neste domingo (15) e lembrou a população sobre a necessidade de integrar a luta contra a dengue.

Na área de segurança, a secretária de Defesa do Cidadão afirmou que a intensificação das rondas no bairro e região será estudada.

Além das respostas, os secretários também aproveitaram o tempo para explicar como funcionam alguns serviços prestados pela Prefeitura. O secretário de Meio Ambiente falou sobre a importância dos Pontos de Entrega Voluntária (PEV), destacando que até móveis são aceitos e levados para reciclagem.

Mais uma vez, a audiência foi aprovada pelos moradores do Parque Industrial e adjacências. A dona de casa Viviane Aparecida Rosa Fagundes, de 35 anos, a reunião foi muito proveitosa. “Gostei. Espero que nossas reivindicações sejam atendidas e que outros encontros como esses ocorram no bairro”, afirmou.

A funcionária pública Lizete Gonçalves, de 56 anos, considerou a reunião “ótima” e também espera que a administração resolva parte dos problemas. Para ela, o grande desafio do bairro é o trânsito em algumas vias do bairro, “que pode colocar a vida dos moradores em perigo.”

Imagem: Secretaria de Desenvolvimento

Prefeitura Municipal

Dom Pedro 2° completa 20 anos e ainda é clandestino

Há 20 anos, os 10 mil moradores do Dom Pedro 2º, na zona sul de São José dos Campos, espera pela regularização do bairro. Eles ainda não conseguiram as escrituras das casas e reclamam de infraestrutura insuficiente. O Dom Pedro 2º surgiu em 1992, a partir de um loteamento da CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano) em parceria com a Prefeitura de São José.

No local, há 1.726 casas e os moradores aguardam a regularização da documentação dos imóveis. O comerciante Geraldo Rodrigues da Silva, de 65 anos, é morador do Dom Pedro 2º há 11 anos e não consegue alvará de funcionamento para seu estabelecimento comercial.

“A prefeitura não reconhece o bairro e não oferece alvará para o funcionamento do comércio. Tenho apenas o CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica). Não é bom você trabalhar de forma irregular”, disse. Por não ter alvará, o comerciante já teve problemas para tocar o seu negócio. “Só agora que vou conseguir colocar máquinas de cartão no mercado. Os bancos não queriam oferecer máquina aos clientes porque não tenho o alvará”, afirmou.

Os moradores acreditam que por o bairro não ser regularizado, há pouco investimento na infraestrutura do local. “Por aqui faltam creches para as crianças, segurança e área de lazer para a prática de exercícios. Tem dois postes de luz com problemas na rua onde moro que desde o ano passado não foram consertados”, disse a dona de casa Sônia Maria da Silva, de 48 anos.

“Fui tentar colocar seguro para a minha casa e não consegui, por causa da situação do bairro”, afirmou.
Segundo Rodrigues, alguns serviços não chegam até o bairro, como a revitalização de praças e a pintura de faixas de trânsito nas ruas.

Para a regularização do Dom Pedro 2º, uma série de medidas precisam ser tomadas. De acordo com o gerente regional da CDHU no Vale, Francisco de Assis Vieira Filho, o loteamento foi construído há 20 anos em cinco áreas distintas. Para sua regularização, foi necessário unifica-lo.

“O Dom Pedro 2º é a nossa maior prioridade no Vale do Paraíba. As pessoas não tem ideia da aflição que temos em relação a essa pendência, mas em breve viraremos essa página”, disse Vieira. O sonho de ver o bairro regularizado continua. “É um desejo de todos por aqui. Esperamos que isso aconteça o quanto antes”, afirmou Sônia.

O Vale

Projeto Executivo para criação de Parque no Banhado

A Câmara de São José dos Campos começou a analisar ontem o projeto do Executivo que cria o Parque Natural do Banhado, um dos cartões postais da cidade. O projeto foi encaminhado pelo prefeito Eduardo Cury (PSDB) ao Legislativo em dezembro do ano passado em regime de urgência, com prazo de 40 dias para votação, mas ontem a proposta passou a ser apreciada em rito normal e foi distribuída às comissões temáticas da Casa para análise.

O prazo para apresentação de emendas dos vereadores vence no dia 26 de abril. O presidente da Câmara, Juvenil Silvério (PSDB), e o líder do governo, vereador Fernando Petiti (PSDB), afirmaram que o projeto deve ser aprovado até o final de abril. “A preservação do Banhado é uma proposta importante para a cidade”, disse Juvenil.

A concha do Banhado possui 5,1 milhões de metros quadrados, mas inicialmente o núcleo da nova unidade de conservação e proteção natural terá apenas 1,515 milhão de metros quadrados. A proposta exclui áreas que estão em litígio judicial.

Do total da gleba que forma a concha, o município é proprietário de apenas 532 mil metros quadrados. Outros 4,639 milhões de metros quadrados são áreas pertencentes a particulares. O perímetro proposto para criação da reserva é uma faixa contínua que se estende da ponta final da avenida Borba Gato, no Jardim Esplanada, até as proximidades do Altos de Santana, na região norte da cidade.

Na gleba está localizada a comunidade da favela do Banhado, denominada Jardim Nova Esperança. Pelo menos 90 famílias em área pública terão que ser removidas, além das que moram em propriedades particulares.

O Parque Natural do Banhado será criado com recursos da Petrobras, como contrapartida pelas obras de ampliação e modernização da Revap (Refinaria Henrique Laje). O total dos recursos é de R$ 10,3 milhões. A verba destinada para o Banhado é de R$ 9,2 milhões.

O restante dos recursos da compensação ambiental, R$ 1,1 milhão, foi destinado para a criação do Parque Natural Augusto Ruschi, conhecido como Horto Florestal, no bairro do Costinha, região norte.

Favorável à criação do parque natural, o vereador Wagner Balieiro (PT) afirmou que é preciso conciliar a preservação da área com a presença as famílias que moram na gleba. “Há seis anos o governo estuda a criação do parque, mas ainda não chegou a um consenso com os moradores.”

A Prefeitura de São José dos Campos prevê destinar este ano uma verba de R$ 1,072 milhão para a implantação do Parque Natural do Banhado. A partir do próximo ano, a verba anual para a manutenção e continuidade do programa de criação da reserva será de R$ 686,4 mil. Esse valor poderá ser suplementado em até 20%, se necessário.

O Vale

Câmara da cidade cria brecha para Lei de Zoneamento

Após flexibilizar ontem a possibilidade de alterações na Lei de Zoneamento, a Câmara de São José já se prepara para aprovar um pacote de mudanças no uso e na ocupação do solo. Inicialmente, os parlamentares descartam mexer na limitação de gabaritos dos prédios, mas afirmam que correções de comprovado interesse público podem ser aprovadas.

O VALE apurou que pelo menos três projetos de alterações pontuais já estão em estudo. Entre eles, está a transformação de uma área industrial ao lado do Parque Tecnológico. A proposta é alterar o uso exclusivamente destinado à empresas de base tecnológica para permitir a construção de um shopping center para a zona leste.

Outro projeto em estudo prevê a construção de um resort com clube de golfe às margens da Rodovia Carvalho Pinto. Também há propostas de alteração no zoneamento em diversas áreas da cidade para viabilizar a construção de moradias populares.

Líder do governo na Câmara, Fernando Petiti (PSDB) não teme que a lei vire uma ‘colcha de retalhos’. “Acho que os vereadores só irão apresentar mudanças com comprovado interesse público e abaixo-assinado dos moradores do local. E a prefeitura irá avaliar a parte técnica.”

Para Miranda Ueb (PPS), só alterações de interesse público serão aprovadas. “Existem áreas a serem desapropriadas para a construção de moradias. Mas não há possibilidade de mudar a altura dos prédios.” Com 17 votos a favor e quatro contra, a Câmara derrubou ontem norma na Lei Orgânica que garantia que o zoneamento só poderia ser revisado a cada quatro anos. A proposta foi aprovada, em segunda votação, com cinco emendas.

As novas regras tornam obrigatória realização de audiências públicas nas regiões norte, sul, leste, oeste e centro durante revisão geral da proposta. O prazo da próxima revisão será definido pela prefeitura. Outra emenda prevê que mudanças só terão validade se tiverem comprovação técnica e de interesse público.

Com a mudança na lei, voltam as regras anteriores, onde qualquer parlamentar pode sugerir alterações na lei de acordo com seu interesse. Os empresários da construção civil já se mobilizam para tentar liberar ‘espigões’. Os quatro petistas votaram contra. “A lei foi feita há pouco mais de um ano. A prefeitura errou no passado por não conduzir o processo e agora a qualquer momento podem surgir emendas polêmicas. Em ano eleitoral, abrir brecha em lei que ordena o crescimento da cidade é perigoso”, disse Wagner Balieiro.

O Vale

Prefeitura criará megacreche para a população na cidade

A Prefeitura de São José dos Campos começou na última terça-feira as obras da nova creche do Jardim Paulista. A creche, destinada à educação infantil, será construída pelo Consórcio SJC e está estimada em R$ 7,3 milhões. A previsão é que as obras sejam concluídas em 18 meses.

A creche terá seis salas para berçário, cinco salas para atividades, além de espaço para leitura, sala de informática, sala de multimeios, pátio coberto e área de lanche e merenda. No total serão 4.660 m² de área construída, em um terreno de 6.500 m² localizado na esquina das ruas Ana Gonçalves da Cunha e Valdir Gaioso, ao lado da escola estadual Profª Maria Aparecida dos Santos Ranconi.

“A nova creche deverá atender de 300 a 350 crianças. O critério utilizado para conceder as vagas são para mães trabalhadoras e com a menor renda familiar”, disse o Secretário de Educação de São José dos Campos, Alberto Alves Marques Filho.

Para Maurílio de Oliveira, coordenador da secretaria de comunicação do Sindicato dos Servidores Municipais de São José dos Campos, a nova creche não atenderá a demanda da cidade. “A educação infantil é um ponto falho na atual administração. Os professores estão sobrecarregados e as creches lotadas”, disse. Mas, segundo Marques, a nova creche vai sim praticamente zerar a demanda de vagas na região do Jd. Paulista.

O Vale

Em Julho novo Forum sera inaugurado na cidade

O drama e a novela estão perto do fim. Em construção há 7 anos, o novo Fórum de São José dos Campos teve a data de inauguração marcada pelo Tribunal de Justiça: 5 de julho de 2012. A solenidade foi confirmada pelo presidente do TJ, Ivan Sartori, que reuniu-se anteontem com o diretor do Fórum, José Loureiro Sobrinho, e o desembargador Luiz Fernando Salles Rossi, coordenador da circunscrição de São José dos Campos.

Segundo Loureiro Sobrinho, a inauguração será na parte da manhã. No período da tarde, Sartori faz a primeira reunião de trabalho do novo prédio. Ele vai receber todos os juízes do Vale do Paraíba para saber deles as demandas da região. Loureiro Sobrinho comemorou a decisão. “Não é boato, mas fato. Nem pedido ou uma espécie de pré-agenda. Já está confirmada a inauguração do novo Fórum. É oficial”, afirmou

A novela da construção do prédio chega ao fim depois de, pelo menos, cinco anos de atraso e dois abandonos de empreiteiras. No período, a data de conclusão foi alterada cinco vezes. As obras consumiram mais de R$ 30 milhões de um orçamento inicial de R$ 4,6 milhões. A Secretaria de Estado da Justiça arcou com 84% do total.

Bem maior do que o projeto original, que previa um prédio de 6.000 metros quadrados, o Fórum será entregue à população com três prédios que somam 19 mil m² de área construída, em 22 mil m² de terreno. O espaço abrigará todas as unidades do Judiciário espalhadas pela cidade, totalizando 22 varas. Mais de 500 funcionários e 30 juízes vão trabalhar no prédio.

No atual prédio do Fórum de São José, na região central, funcionarão os cartórios eleitorais e um centro de atendimento ao cidadão, com serviços de conciliação e resolução de conflitos. Até a inauguração, porém, há ainda muito trabalho. Segundo Sobrinho, deverão ser instalados o cabeamento e os computadores e feitos ajustes nos gabinetes. Faltará apenas o sistema de ar-condicionado.

“A previsão é de que até outubro o sistema de ar esteja totalmente instalado”, disse o diretor do Fórum. Para o desembargador Salles Rossi, a inauguração coroa o trabalho de Sobrinho à frente do Fórum. “Ele foi incansável na busca para a conclusão do prédio. Ganham também a população, os juízes, funcionários e advogados com o espaço adequado para o trabalho.”

O Vale

BNDES vai colocar a leilões diversos bens da Tecelagem

O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) vai leiloar 168 bens da antiga Tecelagem Parahyba, de São José, avaliados em R$ 937 mil. O montante arrecadado no leilão marcado para o dia 18 de maio será usado para quitar uma dívida de quase R$ 500 mil da empresa referente a um financiamento feito junto ao BNDES para tentar salvar a Tecelagem, uma das mais tradicionais empresas da cidade, fundada em 1949 e extinta em 1995.

Os bens estão em desuso e não têm relação com a atual Coopertêxtil, cooperativa que assumiu a produção da fábrica com o fechamento da Tecelagem Parahyba. “São produtos muito antigos e que não são usados pela cooperativa. Muitos equipamentos são da década de 50. Para nós, esse leilão será até bom, pois teremos mais espaço para aumentar nosso parque industrial”, afirmou o diretor-presidente da Coopertêxtil, Paulo Roberto Palmeira.

Entre os bens a serem leiloados estão centrífugas, máquinas de costura, de vaporização, desfiadeiras, entre outros equipamentos. Questionado sobre quem poderia adquirir equipamentos tão antigos, Palmeira disse torcer para que alguém apareça no leilão.

“Acabamos assumindo esses equipamentos, que são sucata e que tomam espaço de vários setores”, disse o diretor-presidente da Coopertêxtil. Atualmente, a cooperativa atua em área de cerca de 56 mil metros quadrados, que representa um terço do total da área da Tecelagem Parahyba.

A Coopertêxtil vive a expectativa de assumir o controle do imóvel onde atua. Como garantia pelo pagamento de dívidas oriundas de ICMS (Imposto Sobre Operações de Mercadorias e Serviços) atrasado, a então Tecelagem ofereceu ao governo do Estado seu imóvel.

No entanto, segundo Palmeira, o imóvel foi comprado pelos trabalhadores da cooperativa junto à empresa, como forma de perdoar dívidas trabalhistas referentes à rescisão dos demitidos com o encerramento das atividades em 1995.

A cooperativa alega que já foi notificada de 113 processos envolvendo dívidas trabalhistas e ordem judicial para pagamento de ICMS da época da Tecelagem Parahyba. O deputado estadual Hélio Nishimoto (PSDB) negocia junto ao governo do Estado o repasse do imóvel à Prefeitura de São José. “O Estado não tem interesse na área”, defende o parlamentar.

Imagem: Consuelo Lima

O Vale