Por entre fios

[sinopse datas=”true” imprensa=”4″]

Nos dias 7,8,13,14 e 15 acontece a Exposição multimídia Por Entre Fios, que reconta os 89 anos de história da Tecelagem Parahyba com vídeos, fotografias e instalações lúdicas que retratam a memória industrial joseense.

EXPOSIÇÃO MULTIMÍDIA POR ENTRE FIOS

 

Local: Galpão Parahyba

Data: 07, 08, 13, 14 e 15 de novembro

Horário: quintas e sextas-feiras (das 14h às 18h) e sábados (das 9h às 13h)

Endereço: Av. Olivo Gomes, 100 – Santana, São José dos Campos/SP (acesso pelo Parque da Cidade)

 

Sobre o Coletivo Criamundo

 

O Coletivo Criamundo não é uma agência e também está longe de ser uma produtora comum. Não tem sede ou qualquer escritório. Está em todos os lugares reais e virtuais. É livre e aberto. Nas ruas sonha, resgata memória e se coloca como força criativa e operacional nas parcerias com empresas e organizações para a realização de projetos culturais e sociais desde 2012.

A equipe com know-how audiovisual propõe a produção de documentários em vídeo e fotolivros, catalogação de imagens de arquivos dos parceiros, exposições itinerantes, oficinas e palestras educacionais.

 

Programacao-exposicao Tecelagem Parahyba-novembro

BNDES vai colocar a leilões diversos bens da Tecelagem

O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) vai leiloar 168 bens da antiga Tecelagem Parahyba, de São José, avaliados em R$ 937 mil. O montante arrecadado no leilão marcado para o dia 18 de maio será usado para quitar uma dívida de quase R$ 500 mil da empresa referente a um financiamento feito junto ao BNDES para tentar salvar a Tecelagem, uma das mais tradicionais empresas da cidade, fundada em 1949 e extinta em 1995.

Os bens estão em desuso e não têm relação com a atual Coopertêxtil, cooperativa que assumiu a produção da fábrica com o fechamento da Tecelagem Parahyba. “São produtos muito antigos e que não são usados pela cooperativa. Muitos equipamentos são da década de 50. Para nós, esse leilão será até bom, pois teremos mais espaço para aumentar nosso parque industrial”, afirmou o diretor-presidente da Coopertêxtil, Paulo Roberto Palmeira.

Entre os bens a serem leiloados estão centrífugas, máquinas de costura, de vaporização, desfiadeiras, entre outros equipamentos. Questionado sobre quem poderia adquirir equipamentos tão antigos, Palmeira disse torcer para que alguém apareça no leilão.

“Acabamos assumindo esses equipamentos, que são sucata e que tomam espaço de vários setores”, disse o diretor-presidente da Coopertêxtil. Atualmente, a cooperativa atua em área de cerca de 56 mil metros quadrados, que representa um terço do total da área da Tecelagem Parahyba.

A Coopertêxtil vive a expectativa de assumir o controle do imóvel onde atua. Como garantia pelo pagamento de dívidas oriundas de ICMS (Imposto Sobre Operações de Mercadorias e Serviços) atrasado, a então Tecelagem ofereceu ao governo do Estado seu imóvel.

No entanto, segundo Palmeira, o imóvel foi comprado pelos trabalhadores da cooperativa junto à empresa, como forma de perdoar dívidas trabalhistas referentes à rescisão dos demitidos com o encerramento das atividades em 1995.

A cooperativa alega que já foi notificada de 113 processos envolvendo dívidas trabalhistas e ordem judicial para pagamento de ICMS da época da Tecelagem Parahyba. O deputado estadual Hélio Nishimoto (PSDB) negocia junto ao governo do Estado o repasse do imóvel à Prefeitura de São José. “O Estado não tem interesse na área”, defende o parlamentar.

Imagem: Consuelo Lima

O Vale