Prefeitura entrega mais 4 novos PEVs na cidade

A Prefeitura de São José dos Campos iniciou nesta terça-feira (4) o funcionamento de quatro novos PEVs (Pontos de Entrega Voluntária) na cidade. As unidades foram instaladas nos bairros Dom Pedro II e Residencial Gazzo, na região Sul; na Vila Progresso (Martins Pereira), região Central e na Vila Jaci, na Zona Norte.

O município já tem sete PEVs nos bairros Campo dos Alemães, Galo Branco, Parque Interlagos, Conjunto 31 de Março, Novo Horizonte, Altos de Santana, Jardim Satélite. Com as novas unidades o número de PEVs sobre para onze.

A Secretaria de Meio Ambiente realizou todo o processo de licenciamento das áreas para instalação dos PEVs e coordenou a execução das obras. A gestão dos PEVs é realizada pela Secretaria de Serviços Municipais (SSM), com apoio da Secretaria de Desenvolvimento Social. A Cooperativa Futura realiza a operacionalização dos PEVs, recepcionando, separando e armazenando temporariamente os resíduos.

O PEV é parte de um sistema integrado de gestão de resíduos da construção civil e é voltado para os pequenos geradores, usuários domésticos que produzem até um metro cúbico de resíduos, o equivalente a uma carroça ou caçamba de um pequeno utilitário.

Onde são implantados, os PEVs facilitam a vida da população e de carroceiros, contribuindo para que este tipo de resíduo não seja jogado na beira de córregos, em áreas verdes e outros terrenos da cidade, evitando a poluição e a contaminação do solo.

Novos PEVs

  • D.Pedro II
    Rua 37
  • Residencial Gazzo
    Rua Arcilio Moreira da Silva (ao lado do cemitério Colônia Paraíso)
  • Vila Progresso (Martins Pereira)
    Rua Ana Gonçalves da Cunha
  • Vila Jaci
    Esquina das ruas Xavantes e João Batista Lopes.

 

Prefeitura Municipal de São José

Publicado em: 05/12/2012

Aeroporto tem aviões abandonados na cidade

Quem já embarcou no Aeroporto de São José ou mesmo passou pela avenida vizinha ao local, sentido Avibrás, deve ter reparado nos aviões estacionados no pátio, sem condição de voo. Eles ficam em uma parte isolada do aeroporto, perto da pista secundária e dos hangares. De fora, pela avenida doutor Amin Simão é possível vê-los. São quatro, no total, formando assim um pequeno cemitério de aviões.

Eles pertencem à massa falida de companhias aéreas, ou seja, os credores habilitados no processo de falência. Todas as aeronaves estão sob custódia da Justiça. Só haverá definição do que será feito com eles após conclusão do processo de falência das empresas. Tem avião parado desde 2003.

A Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária), administradora dos aeroportos nacionais, é considerada a fiel depositária das aeronaves.  O CNJ (Conselho Nacional de Justiça) criou em fevereiro do ano passado, o Programa Espaço Livre. O objetivo é remover dos aeroportos brasileiros as aeronaves que estão sob custódia da Justiça ou que foram apreendidas em processos criminais.

A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), parceira do CNJ no programa, avalia quais aeronaves ainda estão em condições de uso e quais não estão. As que estão sucateadas, serão removidas e desmontadas. As peças serão leiloadas.

O dinheiro arrecadado deve ser usado para quitar dívidas com os credores da empresa, e principalmente para pagamento de direitos trabalhistas. Os quatro aviões inutilizados que estão em São José dos Campos e integram o programa. Ainda não há uma definição do que serão feitas com elas e nem quando o processo se encerra.
Enquanto o processo rola na Justiça, as aeronaves são utilizadas para outros fins.

No último dia 31, a Infraero organizou um treinamento de resgate após pouso forçado de uma aeronave. Participaram equipes do Corpo de Bombeiros e do Hospital Municipal.  As equipes simularam um resgate de feridos presos nas engrenagens dos aviões.

O destino mais comum das aeronave sob custódia é o desmanche e o leilão. Os lotes de sucata são vendidos em média por R$ 30 mil. Além da carcaça, são leiloadas turbinas, pneus, mesas de refeição, tapeçaria, peças de freios e motor, válvulas de pressão e combustível.

O Vale

Cidade tem alto indice de Novos Microempresários

São José dos Campos registrou aumento no número de empresas abertas no primeiro semestre de 2012. Segundo levantamento da Junta Comercial do Estado de São Paulo (Jecesp), foram 2.945 novas empresas na cidade. Uma alta de 13% com relação ao mesmo período do ano passado. O que alavancou esse número foram os microempreendedores individuais, responsáveis por 2.212 novas empresas abertas.

Com o registro nacional de pessoa jurídica, o CNPJ, o micro-empreendedor também pode contratar um empregado com menor custo, emitir nota fiscal e participar de licitações. Além de ter isenção de taxa para abertura de empresa.

Segundo o administrador regional da Junta Comercial, Cláudio Mendonça, os impostos que devem ser pagos custam menos do que se imagina. “O valor da contribuição previdenciária, mais ICMS, ISS, se a atividade exigir, é R$ 37,10 por mês. Então, é vantagem econômica também para o empreendedor se formalizar”, explicou.

Maria de Fátima da Silva passou 27 anos vendendo pamonhas e bolos nas ruas de São José dos Campos. Agora, ela tem orgulho do documento que regulariza sua micro-empresa. “Para mim agora vai ser importante, porque agora eu vou começar a pagar meu INPS e ter meu comércio próprio”, disse.

O Vale

Concruso aberto para contratação de funcionários no Inpe

O Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) lançou ontem dois editais para contratar 107 funcionários. Do total de vagas, 83 são para trabalhar na região: 52 na unidade de São José dos Campos e 31 em Cachoeira Paulista.

O MCT (Ministério da Ciência e Tecnologia) também vai contratar 482 funcionários. Quatro dessas vagas serão para trabalhar em São José. Nos três editais dois do Inpe e um do MCT, os cargos são para nível médio, intermediário e superior, em carreiras como pesquisador em Ciência e Tecnologia, Desenvolvimento Tecnológico e Gestão. Pode-se ler e abaixar os documentos no site do Inpe (www.inpe.br).

O primeiro edital é para 17 pesquisadores (10 em São José e 5 em Cachoeira) com nível superior e salário entre R$ 6.936,07 e R$ 11.205,36. O prazo de inscrição é de 2 a 31 de julho, com taxa de R$ 150. As provas serão em 27 e 28 de agosto.

O segundo edital é para Desenvolvimento Tecnológico, nível superior e médio, com 62 vagas, sendo 22 para São José e 26 para Cachoeira. A inscrição vai de 5 de julho a 9 de agosto, com taxas de R$ 60, R$ 110 e R$ 180, dependendo do cargo. O salário varia entre R$ 2.504,68 e R$ 12.685,16. A data da prova é 16 de setembro.

O edital do MCT prevê 510 vagas, sendo 28 para o Inpe, na carreira de Gestão (nível superior e intermediário). A inscrição vai de 29 de junho a 18 de julho no site da Cespe (www.cespe.unb.br). A taxa custa R$ 64 e R$ 87. O salário vai de R$ 1.885,33 a R$ 9.157,15. A prova será em 26 de agosto.

Segundo os pesquisadores do Inpe Antonio Padilha e Nélia Leite, membros da comissão do concurso, as provas podem ser adiadas caso não haja pelo menos um candidato a mais para o número de vagas de cada carreira. “Além disso, quem for aprovado passa por um estágio probatório de três anos, para só depois ser efetivado como funcionário”, disse Padilha.

Na avaliação de Fernando Morais, vice-presidente do Sindicato dos Servidores Públicos de Ciência e Tecnologia, o Inpe precisa contratar 800 funcionários até 2014. “Senão, corre o risco de ter que parar projetos.”

O Vale

Cidade tem mais de 5 mil novos imovéis para vendas

São José dos Campos tem 5.587 novas unidades imobiliárias casa, apartamento ou sala comercial disponíveis para a venda hoje, entre as 16.746 unidades construídas entre novembro de 2011 e fevereiro deste ano. É o que aponta pesquisa divulgada ontem pela Aconvap (Associação das Construtoras do Vale do Paraíba).

No período, foram construídos 143 novos empreendimentos na cidade, com 53 deles erguidos na região sul, 35 na oeste e 28 na central. O valor dos imóveis novos alcança R$ 5,65 bilhões. Para o presidente da Aconvap, Cleber Córdoba, o mercado imobiliário de São José continua forte, mas sentiu as restrições impostas pela nova lei de zoneamento da cidade.

A regra limitou o espaço de terreno que pode ser utilizado para novos empreendimentos e a altura deles. Dos 143 lançados, em construção ou já prontos na cidade, nenhum foi aprovado sob a ótica da nova lei. “Os empreendimentos dos últimos quatro meses foram aprovados com a regra antiga, por isso essa grande quantidade”, explicou Córdoba.

Ele se mostra preocupado com as restrições na cidade. “Há empresários preferindo construir fora de São José.” Para Marco Antônio Vasconcelos, vice-presidente da Asseivap (Associação das Empresas Imobiliárias do Vale do Paraíba e Litoral Norte), a ‘avalanche’ de imóveis novos, principalmente os de 4 dormitórios, pode resultar em encalhe nas vendas. “As unidades deveriam ser ofertadas gradativamente.”

O Vale

Reserva de áreas para construção de conjunto na cidade

O governo do prefeito de São José, Eduardo Cury (PSDB), pode ter deixado de cumprir com uma obrigação prevista em lei que visa ao combate do déficit habitacional do município. O Plano Diretor da cidade, aprovado em lei municipal de 2006 para vigorar por 10 anos, obriga o governo a formar um banco de terras para construção de moradias populares, de acordo com a fila pela casa própria.

No entanto, a partir de uma avaliação inicial da Promotoria de Urbanismo e Habitação do Ministério Público, é possível que o governo Cury (PSDB) esteja pendente com essa obrigação. “É muito claro também que o estoque de terras no município de São José dos Campos está escasso”, disse o promotor Gustavo Medici.

Hoje, segundo informações da administração municipal, existem apenas duas áreas na cidade capazes de receber conjuntos habitacionais. Juntas, elas podem receber 1.100 casas. Ao mesmo tempo, a fila da habitação reúne quase 28 mil pessoas atualmente. O índice representa um aumento de 100% no acumulado dos quatro governos tucanos em São José Emanuel Fernandes, de 1997 a 2004, e Eduardo Cury, de 2005 a 2012.

No período, a média de casas populares construídas no município foi de 387 por ano. Com isso em mente, o Ministério Público vai instaurar um procedimento administrativo para apurar como o governo municipal tem formado esse banco de terras nos últimos seis anos.

“A lei fala sobre a necessidade de continuação de formação de um banco de terras para fins de política habitacional. A Promotoria pretende fazer algumas indagações para a Prefeitura para saber como está a formação desse banco de terras”, disse Medici.

A movimentação do MP ocorre logo após o cumprimento da ordem de reintegração de posse do antigo acampamento do Pinheirinho. Em 22 de janeiro passado, cerca de 1.250 famílias foram retiradas da ocupação, inchando ainda mais a fila da habitação de São José.

Como consequência da desocupação, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) anunciou a construção de 5.000 unidades habitacionais em São José destinadas a famílias de baixa renda. A maioria das casas devem ser construídas por meio de uma parceria com o governo federal.

Contudo, apenas 1.100 unidades serão construídas de imediato. Não há terrenos suficientes para a construção das demais casas. Ou seja, considerando a fila da habitação antes do Pinheirinho, de 27 mil, a Prefeitura de São José tinha uma reserva de terra suficiente para atender apenas 4,07% da fila, mesmo com o Plano de Desenvolvimento Integrado vigorando desde 2006.

Os números, segundo o vereador de oposição Wagner Balieiro (PT), indicam que o atual governo não “estabeleceu nenhuma política específica para moradia”. “O Plano Diretor possui vários instrumentos acerca do uso da terra que até hoje não foram regulamentados, isso porque o plano é para 10 anos e já estamos no sexto”, disse. “A reserva de terras é um desses instrumentos, mas, pelo que sei, temos só duas áreas hoje.”

O governo Cury não quis se manifestar sobre o assunto. Integrante da Comissão de Planejamento Urbano, Habitação e Obras da Câmara, a vereadora governista Renata Paiva (DEM) saiu em defesa de Cury.

“Além das áreas no Putim e Altos de Santana, a prefeitura adquiriu áreas no Interlagos, Santa Inês, Vila São Geraldo, Vila Leila”, listou a democrata. O procedimento administrativo do MP também vai exigir da prefeitura informações detalhadas sobre a atual fila da habitação.

Caso o estudo da prefeitura esteja defasado, o MP pedirá a confecção de um novo. Nele, também deverão ser avaliadas variantes que podem inchar ainda mais a fila. “Para fins desse cálculo do déficit, o município precisa saber com uma precisão bastante razoável quantas casas ele vai precisar retirar das áreas de risco, essas casas vão ter que ser inseridas no déficit, vão impactar diretamente”, afirmou Medici.

O Vale

Poupatempo vai a abrigos para emissão de novos Documentos

O Poupatempo vai desenvolver um esquema especial de atendimento e emissão de documentos pessoais para as famílias que saíram do Pinheirinho e estão nos abrigos montados pela Prefeitura de São José dos Campos.

Neste sábado (28), uma equipe de servidores administrativos da Prefeitura fará a triagem das pessoas que perderam documentos durante a reintegração de posse da área. Para receber o auxílio-aluguel (R$ 500), que será pago pela Prefeitura, essas pessoas precisam da documentação em dia.

Após a triagem, o Poupatempo desenvolverá, a partir desta terça-feira (31), uma ação nos quatro abrigos: CAIC Dom Pedro, Centro Esportivo Vale do Sol, Centro Esportivo do Jardim Morumbi e Centro Esportivo Dom Pedro.

A Prefeitura vai dar suporte logístico para o trabalho, disponibilizando 20 servidores administrativos. Só após a triagem prevista para este sábado, a Prefeitura saberá quantas famílias perderam os documentos e serão atendidas.

Auxílio-mudança – Além do auxílio-aluguel, a Prefeitura vai pagar a cada família do Pinheirinho uma parcela única de R$ 500 a título de auxílio-mudança. O valor é uma ajuda para as famílias poderem transportar seus pertences para o local onde vão morar.

O auxílio deverá ser pago juntamente com a primeira parcela do auxílio-aluguel. A Câmara Municipal já foi convocada para uma sessão extraordinária na terça-feira (31), para votar o projeto de lei que cria o auxílio-aluguel e o auxílio-mudança para as famílias do Pinheirinho.

Prefeitura Municipal

Depois de 3 anos, prefeitura tornou publicas as regras de contrução

Depois de três anos, a Prefeitura de São José tornou públicas as regras para construção de empreendimentos considerados PGTs (Polos Geradores de Tráfego). A partir de agora, quem construir um prédio, abrir um consultório ou reformar uma padaria saberá que investimentos extras terá que fazer para reduzir os impactos no trânsito.

A contrapartida viária dos imóveis em construção ou em reforma é exigida pela prefeitura desde 2008, no entanto, não havia regras claras e a avaliação ficava a critério da prefeitura. Neste período, grandes projetos foram aprovados, como a ampliação dos principais shoppings.

Agora, uma tabela baseada no tamanho e impacto do imóvel definirá a contrapartida viária a ser efetuada.  A regulamentação da regra ainda gera polêmica entre os empresários da construção civil, que afirmam que a exigência encarece as obras e dificulta o surgimento de novos empreendimentos na cidade.

“Esse investimento é repassado ao consumidor, porque o empresário não pode ter prejuízos. Na prática, quem paga é o cidadão, que já contribui com impostos para que a prefeitura custeie obras de melhoria viária”, afirmou o diretor regional do SindusCon (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado), José Luiz Botelho.

Já Carlos Eduardo de Vilhena Paiva, presidente da AEA (Associação de Engenheiros e Arquitetos) é favorável à norma. “Se ela não existir, compradores de imóveis e seus vizinhos serão prejudicados e caberá somente à prefeitura resolver o problema”, disse.

De acordo com a regulamentação da lei feita por meio de decreto, os futuros imóveis serão divididos em três grupos de baixo, médio e grande impactos ao trânsito. Nos empreendimentos classificados como de baixo impacto, será necessário realizar obras como faixas de aceleração e pontos de embarque dentro da própria área reservada para o estabelecimento.

Nos empreendimentos de médio impacto, serão exigidas obras dentro e fora da área, como recapeamento de vias. Para os empreendimentos de grande porte serão exigidas, além de melhorias viárias dentro e fora, a elaboração do RIT (Relatório de Impacto no Tráfego). Desde 2010, 53 obras de grande impacto foram aprovadas pela prefeitura.

O Vale

São José ganhará mais três novos Shopping

São José vai receber três novos shoppings em 2012. O anúncio foi feito pelo prefeito Eduardo Cury (PSDB) na última semana durante audiência pública no bairro Novo Horizonte, zona leste. O maior dos empreendimentos deve ser instalado na zona leste, em uma área às margens da rodovia Presidente Dutra, ao lado do Parque Tecnológico, pertencente à família Penido, dona do grupo Serveng.

O centro comercial faz parte de um complexo em que a empresa ainda planeja construir mais dois condomínio um residencial e um industrial, projeto conhecido como ‘minicidade’, que ainda não foi aprovado pela prefeitura. Detalhes como local e valores dos investimentos são mantidos em sigilo.

Por meio de nota, a prefeitura informou ontem que a “instalação de empreendimentos para a criação de centros de compras está em fase de negociação com potenciais investidores e, até o momento, não existe definição a respeito do tipo de empreendimento, local e data de início de atividade e/ou quantidade de novos empregos que serão criados”.

A Serveng, por meio da assessoria, informou que, diferentemente do Serramar Parque Shopping, em Caraguá, o empreendimento não será construído pelo grupo. O projeto de construção dos outros dois shoppings também não foi divulgado.

O presidente da Associação Comercial e Industrial de São José, Felipe Cury, afirmou que, em reuniões da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), ouviu a possibilidade do Iguatemi abrir uma unidade na cidade.

No entanto, o grupo, que possui 15 shoppings no país, informou que São José não está entre os projetos futuros da empresa, que anunciou a expansão de sua rede para São José do Rio Preto, Ribeirão Preto, Jundiaí, Votorantim e um novo centro comercial em São Paulo.

A chegada de novos centros de compras anima as entidades ligadas ao comércio da cidade. O presidente do Sincomercio (Sindicato do Comércio Varejista), José Maria de Faria, destacou que há demanda para novos shoppings.

“A expansão dos três grandes shoppings da cidade mostra que há demanda para mais. A chegada de novos centros ajuda a aumentar o número de investimentos em São José e ampliar o nível de empregos”, disse Faria. São José tem hoje seis shoppings. Os maiores são CenterVale, Colinas e Vale Sul. Na região central, o Shopping Centro recebeu no início do mês a companhia do recém inaugurado Faro. Há ainda o Shopping Esplanada.

O Vale

Embraer da cidade lança novos jatos até 2018

A Embraer, de São José, marcou para 2018 a entrega da primeira aeronave batizada provisoriamente de EV (Evolution), uma nova versão da família de E-Jets.

O projeto do novo modelo prevê a remotorização dos aviões e mudanças nas asas. A expectativa é que a adaptação resulte no aumento de até 10 assentos por aeronave e um crescimento de até 15% na eficiência dos E-Jets.

A decisão de permanecer no segmento de voos regionais foi motivada pela escolha das líderes do mercado acima de 120 lugares, Boeing e Airbus, de também apostarem na modernização de suas aeronaves e desistirem, num primeiro momento, de lançar novos projetos.

“Vamos nos concentrar no mercado de 120 passageiros pois não vemos uma janela de oportunidade em outro segmento”, disse o diretor-presidente da Embraer, Frederico Curado, ontem, em almoço de final de ano com a imprensa em São Paulo.

Futuro. Outro fator que pesou na decisão da empresa foi a projeção do mercado da aviação comercial que hoje representa 67% da receita da empresa para o futuro. Em 20 anos, a estimativa é que 7.000 aeronaves sejam adquiridas no segmento de até 120 lugares. A Embraer, atual líder desse segmento, pretende manter sua participação no mercado de 43%, o que representaria a venda de cerca de 3.000 aeronaves.

A empresa ainda não decidiu se o ‘Evolution’ envolverá os atuais quatro modelos de E-Jets Embraer 170, 175, 190 e 95. Segundo o presidente de Aviação Comercial da Embraer, Paulo Cesar de Souza e Silva, pelo menos três modelos receberão as mudanças.

O investimento para o novo projeto, que começa já em 2012, não foi revelado. O primeiro voo teste do EV está programado para 2016. Apesar de serem uma versão atualizada dos E-Jets, as ‘novas’ aeronaves terão que receber novos certificados de voo da Anac (Agência Nacional e Aviação Civil) e demais agências internacionais reguladoras.

Planejamento. Até o lançamento do EV, para se manter competitiva no mercado, a Embraer planeja revitalizar os E-Jets, com novo interior e redução da queima de combustível em cerca de 4%. Para atender à atual demanda de projetos, a Embraer planeja contratar 200 engenheiros em 2012. Hoje, a empresa conta com 3.500 profissionais mais de 3.000 só em São José.

No evento, Curado aproveitou para fazer um balanço do ano na Embraer. Ele se mostrou satisfeito com os resultados e estimou crescimento de 5% de receita em relação a 2010.

O Vale