Cidade terá instalação de Centro de Pesquisa da Boeing

A gigante da indústria aeronáutica e espacial norte-americana Boeing anunciou ontem que implantará seu Centro Brasileiro de Pesquisa e Tecnologia no Parque Tecnológico de São José. Inicialmente, a Boeing vai ocupar uma área de 400 metros quadrados no núcleo do Parque Tecnológico, mas a empresa tenciona comprar uma área no entorno do núcleo para a expansão do novo Centro de Pesquisa e Tecnologia no Brasil.

A previsão é que o novo polo de pesquisas seja inaugurado em novembro deste ano, segundo informou a assessoria da empresa. O valor do investimento não foi divulgado. O anúncio ocorreu na LAAD (Feira Latino-Americana de Defesa e Segurança), aberta ontem, no Riocentro, no Rio de Janeiro.

O centro será composto por até 12 pesquisadores e cientistas da Boeing que vão investigar e desenvolver projetos de tecnologia aeroespacial com instituições de tecnologia do governo brasileiro, incluindo o DCTA (Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial) e o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) bem como empresas brasileiras como a Embraer.

O Centro de Pesquisa e Tecnologia da Boeing Brasil servirá como ponto central de colaboração da empresa com universidades de todo o Brasil, incluindo a Universidade de São Paulo e a Universidade Federal de Minas Gerais. “O ambiente inovador do Parque Tecnológico de São José dos Campos, a proximidade com instituições de pesquisa parceiras e o apoio municipal tornam o local ideal para o trabalho de pesquisa e tecnologia da Boeing no Brasil”, disse Al Bryant, vice-presidente da Boeing Pesquisa e Tecnologia Brasil.

“Estamos muito animados em dar esse próximo passo no fortalecimento do nosso relacionamento com a comunidade brasileira de pesquisa e desenvolvimento para desenvolver tecnologia para o mundo”, acrescentou Donna Hrinak, presidente da Boeing Brasil. Presente ao evento, o prefeito de São José, Carlinhos Almeida (PT), disse que “como uma cidade que busca estar na vanguarda da inovação para o Brasil, é fundamental que estabeleçamos parcerias com empresas como a Boeing, que desenvolvem tecnologia para uso global”.

Sendo o sexto centro de pesquisa avançada da Boeing fora dos Estados Unidos, o Centro de Pesquisa e Tecnologia da Boeing Brasil concentrará seu trabalho em biocombustíveis sustentáveis para aviação, gestão avançada de tráfego aéreo, metais e biomateriais avançados e tecnologias de suporte e de serviços. A companhia já possui parceria com a Embraer em pesquisas de combustível limpo.

O Vale

Publicado em: 10/04/2013

Cidade tem evento para Noivas e Noivos em Maio

Noivas e noivos de São José dos Campos e região terão mais uma chance de escolher os melhores produtos para o tão esperado dia.  De 17 à 19 de maio acontece em São José dos Campos mais uma edição do evento ‘Estilo Festas e Noivas’, promovido pela ‘Ativa Eventos’.

Neste ano a feira será mais uma vez no Espaço Cassiano Ricardo, local onde o evento acontece desde 2007.  Este é o segundo grande evento para o público de noivas em 2013 na cidade. Em março a 11ª edição do ‘Expo Noivas’, além de expor o mercado local de noivas, arrecadou 1.200 latas de leite em pó que foram doadas para quatro instituições carentes da cidade.

A 10ª edição da feira  ‘Estilo Festas e Noivas’, espera receber cerca de 6 mil pessoas, mesmo público alcançado nas últimas cinco edições do evento.  A ascenção do setor obrigou os empresários a mudar o nome do evento, que, desde o ano passado, passou a se chamar ‘Estilo Festas, produção e Eventos’.

O público que comparecer ao evento terá à disposição os melhores produtos das empresas do ramo que atuam na região. O evento também será uma oportunidade de negócios para empresários do setor.  Informações sobre a feira podem ser obtidas pelo telefone: 3942-7808

Publicado em: 08/04/2013

Parque Tecnológico ganhará laboratório na cidade

A Prefeitura de São José lançou licitação para adequação de um espaço de 4.000 metros quadrados no núcleo do Parque Tecnológico para a implantação do Laboratório de Estruturas Leves, no valor teto de R$ 2,5 milhões. O laboratório é resultado de uma parceria entre o município, IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas) e Fapesp (Fundo de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo).

O investimento para implantação do laboratório está avaliado em R$ 90,5 milhões e consiste na terceira fase do CDTA (Centro de Desenvolvimento de Tecnologia Aeronáutica) do Parque Tecnológico. O objetivo é desenvolver materiais para a estrutura de aeronaves que sejam mais resistentes e mais leves.  Estruturas leves também são aplicadas na indústria automobilística, no setor de petróleo e gás e na construção civil.

O laboratório é vinculado ao Centro de Integridade de Estruturas e Equipamentos do IPT, que é subordinado à Secretaria de Desenvolvimento do Estado de São Paulo. O convênio que resultou na criação do laboratório foi firmado em 2009 e prevê o investimento de R$ 90,45 milhões para construir, equipar e operar o laboratório –R$ 44,1 milhões em infraestrutura e R$ 46,2 milhões em projetos de pesquisa.

Do montante, R$ 27,6 milhões serão financiados por meio do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Os projetos de pesquisa estruturante ficarão a cargo da Embraer; do ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica); do Instituto de Aeronáutica e Espaço do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial; da Universidade Estadual de Campinas.

Também participam do projeto a Faculdade de Engenharia de Guaratinguetá da Universidade Estadual Paulista a Escola de Engenharia de São Carlos e a Escola Politécnica, ambas da USP, entre outros institutos de pesquisa. A Prefeitura de São José vai fazer as adequações necessárias para o laboratório, como instalações hidráulica e elétrica, sistema de ar condicionado, pisos, forros, paredes, entre outros serviços necessários para a implantação dos equipamentos.

O Vale

Publicado em: 05/04/2013

Associação do GACC reivindica mais verbas do Estado

A presidente do GACC (Grupo de Assistência à Criança com Câncer), Rosemary Sanz, entidade com sede em São José mas que atende toda a região, se reúne no dia 1º de abril com o secretário de Estado da Saúde, Giovanni Guido Cerri, para reivindicar um aumento de 70% no repasse mensal do governo.

O encontro foi articulado pelo deputado Padre Afonso Lobato (PV), que faz parte da Frente Parlamentar em Defesa da Região Metropolitana do Vale do Paraíba. Por mês, o repasse estadual ao GACC é de R$ 275 mil. O valor não muda desde 2009 e, segundo Rosemary, é insuficiente para cobrir os gastos da entidade, que atende mais de 500 pacientes e acumula déficit mensal de R$ 200 mil.

“O governo tem que se sensibilizar tanto quanto a sociedade”, disse ela, mencionando as ações que surgiram após campanha lançada pelo jornal O VALE em prol do GACC. Uma delas é da PIB (Primeira Igreja Batista) de São José, que “abraçou” a instituição. Fabrício Correia, apresentador de um programa da PIB, vai lançar um livro infantil ilustrado por Maurício de Sousa. Toda a venda da obra será revertida ao GACC.

O Vale

Publicado em: 25/03/2013

Prefeitura desiste de adotar a Termelétrica na cidade

A Prefeitura de São José desistiu de implantar o projeto da URE (Unidade de Recuperação Energética) na cidade, que envolve processo de queima de lixo (termelétrica) para gerar energia. Orçado em R$ 200 milhões, a URE era considerada pelo ex-prefeito Eduardo Cury (PSDB) a solução definitiva para o problema do lixo em São José. Instalado no bairro Torrão de Ouro, na zona sul, o atual aterro sanitário da cidade recebe 700 toneladas diárias de lixo e tem só mais 10 anos de vida útil.

Em outubro de 2012, Cury ‘congelou’ a usina alegando falta de tempo para implantá-la. O projeto ficou em consulta pública até o final do ano, e deve permanecer na gaveta. O governo do prefeito Carlinhos Almeida (PT) não tem a intenção de construir a usina nos moldes da gestão tucana.

“A solução de queima de resíduos é opção extrema, que precisa ser analisada com o máximo cuidado”, afirmou Andréa Bevilacqua, secretária de Meio Ambiente, por nota. “Exige que, antes, todas outras etapas de melhoria de eficiência tenham sido cumpridas.”

Segundo ela, o governo vai estudar “tecnologias diferentes que ofereçam alternativas, inclusive para ampliar a sobrevida do aterro sanitário”. “Essa é uma área em que novas tecnologias evoluem rapidamente. A cidade precisa analisar as opções disponíveis”.

A decisão é oposta a de outra prefeitura do PT, a de São Bernardo do Campo, que implantará uma URE com um sistema considerado modelo. Segundo o prefeito Luiz Marinho (PT), serão gastos até R$ 600 milhões para implantar um sistema de processamento e aproveitamento de resíduos, incluindo a URE, que entrará em operação até 2015.

A meta é queimar lixo e gerar 30 MW/H de energia, suficiente para abastecer uma cidade de 300 mil habitantes. Ex-secretário de Meio Ambiente de Cury, André Miragaia disse que, se a prefeitura desistir da URE, vai ter que encontrar uma alternativa, e rápido. “Senão, vai ser problema de planejamento.”

O Vale

Publicado em: 20/03/2013

Aeronaves são apostas da Embraer em investimentos

Principais estrelas do portfólio da Embraer Defesa e Segurança, a aeronave turboélice de treinamento avançado e ataque Super Tucano e o jato cargueiro KC-390 têm juntos mercado potencial de US$ 54,1 bilhões até 2025, segundo estimativas da companhia. A estimativa de demanda por aeronaves da classe do Super Tucano para os próximos anos é de 344 unidades, um mercado de US$ 4,1 bilhões.

A Embraer Defesa e Segurança tem 210 encomendas de Super Tucanos, tendo entregues 170 unidades. A aeronave é operada por Forças Aéreas de nove países, como do Brasil, Chile, Colômbia, Angola e Indonésia. A Embraer Defesa e Segura teve anteontem a confirmação do contrato que irá assinar para o fornecimento de 20 Super Tucanos para a Força Aérea dos Estados Unidos, no valor de US$ 427 milhões.

Para o presidente da unidade de negócios da Embraer, Luiz Carlos Aguiar, o novo recurso apresentado pela Beechcraft para tentar barrar o negócio não prosperaria. A Embraer, associada à norte-americana Sierra Nevada, ganhou, pela segunda vez, a licitação para a venda do Super Tucano, mas Beechcrat, concorrente da brasileira, contestou o resultado.

Para Expedito Bastos, especialista em assuntos militares da Universidade Federal de Juiz de Fora, a venda das aeronaves abrirá novas oportunidade para a fabricante nacional. “Esse contrato é muito importante porque poderá abrir novos nichos de mercado para o Super Tucano, inclusive para países da Europa”, disse. Para o especialista, a Embraer deve crescer nos próximos anos no segmento defesa.

Já o jato cargueiro KC-390, em fase de desenvolvimento, tem demanda potencial de pelo menos 700 aeronaves nos próximos anos. É um mercado de US$ 50 bilhões, avalia a Embraer. Aguiar relatou que atualmente há 2.000 aeronaves dessa categoria em operação no mundo e são aviões que precisarão ser renovados. “A nossa meta é conquistar pelo menos 15% desse mercado.”

O primeiro voo do KC-390 está programado para o próximo ano e o início de operações a partir de 2016. O cargueiro será produzido nas instalações industriais de Gavião Peixoto. O jato tem emprego multiuso. Além da versão militar, terá uma civil para transporte de carga para missões de socorro e humanitária, entre outras. A Embraer já assinou carta de intenção de venda de 60 aeronaves com Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, República Tcheca e Portugal.

O segmento de aeronaves de ISR (Inteligência, Vigilância e Reconhecimento) é outro nicho que a Embraer aposta que pode fechar negócios. Esse segmento tem potencial de demanda de 232 aeronaves nos próximos anos, mercado estimado em US$ 26,6 bilhões. A família dessas aeronaves disponibilizada pela Embraer ao mercado é derivada da plataforma do jato ERJ 145.

O Vale

Publicado em: 18/03/2013

De olho na Copa, Alckmin começa a agir com prefeitos

De olho na reeleição, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) promove amanhã encontro com os prefeitos paulistas em busca de reaproximação política para pavimentar o caminho para o novo mandato. O evento será realizado das 9h às 18h30 no Memorial da América Latina, na capital, e foram convidados os prefeitos das 645 cidades.

Além do governador, estarão presentes todos os secretários de Estado. Serão apresentados os projetos e programas do Estado, haverá estandes para atendimento aos prefeitos e será pedido aumento das parcerias. Será uma espécie de governo itinerante, a exemplo do que já foi feito por Alckmin em 2003 e 2011 em São José dos Campos.

Segundo a prefeita de Cruzeiro e presidente do Codivap (Conselho de Desenvolvimento Integrado do Vale do Paraíba), Ana Karin de Andrade, a expectativa é de que os 39 prefeitos da RMVale participem do encontro. O evento com os prefeitos é uma tentativa de reverter o desgaste do governo Alckmin e dos 18 anos de gestões do PSDB junto aos prefeitos e moradores, principalmente pela demora para solução de problemas em áreas como Saúde, Transportes e Segurança Pública.

Segundo Ana Karin, os prefeitos do Vale vão aproveitar a reunião para cobrar mais agilidade para construção dos hospitais regionais de São José e do Litoral Norte e para implementação do Gabinete Metropolitano de Segurança Pública, anunciado pelo governo semana passada.

“Este encontro com o governador e os secretários será importante principalmente para que novos prefeitos conheçam os projetos do governo do Estado que podem implantar em suas cidades e para que possamos cobrar mais agilidade para resolver os problemas de Saúde e Segurança Pública”, disse a presidente do Codivap. O subsecretário de Relacionamento com Municípios, Rubens Cury, disse que o encontro de amanhã é fundamental para ampliar as parcerias com as cidades.

“É uma forma de aproximação entre o governo do Estado e os municípios, para que possamos trabalhar conjuntamente pelo bem da população. Será bom para os prefeitos conhecerem os programas.” Deputados da região consideram o evento importante, mas esperam que as ações que forem prometidas saiam do papel rapidamente.

“É sempre importante encontros como este, mas infelizmente acabam tendo pouca funcionalidade e acabam sendo eventos políticos. Quando acabam, os prefeitos acabam voltando para casa com as mesmas angústias”, afirmou padre Afonso Lobato (PV). “É um evento sempre positivo. Só lamento que esteja sendo realizado próximo da eleição. O governo Alckmin é rápido em fazer anúncios e lento para executá-los”, disse Marco Aurélio de Souza (PT).

Para o presidente da ABCP (Associação Brasileira de Consultores Políticos), Carlos Manhanelli, o encontro de amanhã do governador Geraldo Alckmin (PSDB) com os prefeitos de todo o Estado já é uma antecipação da campanha eleitoral do ano que vem, em que ele tentará novo mandato.

“Não deixa de ser antecipação da campanha eleitoral, a exemplo do que foi feito pela presidente Dilma Rousseff ao se dirigir à população em cadeia de rádio e TV para anunciar redução da tarifa de luz e desoneração dos produtos da cesta básica.” Segundo o especialista, a antecipação da campanha tem se tornado uma prática corriqueira entre os governantes.

“Eventos como este, que acabam configurando antecipação da campanha, tornam-se uma arma dos governadores para discutir os problemas do Estado.” Manhanelli acredita que o evento de amanhã terá um efeito positivo para a tentativa de reeleição de Alckmin. “A campanha para governador, e o Alckmin sabe muito bem disto, é de atacado e não de varejo. Então, o governador fará esta nova aproximação para que os prefeitos possam trabalhar como cabos eleitorais para ele em suas cidades”, afirmou o cientista político.

O Vale

Publicado em: 14/03/2013

Embraer fecha o ano de 2012 em saldo positivo no mercado

A Embraer, de São José dos Campos, apurou no ano passado lucro líquido de R$ 697,8 milhões, o que representa crescimento de 346% no comparado com o ano anterior, quando somou R$ 156,3 milhões. A companhia também registrou em 2012 receita líquida de R$ 12,201 bilhões ante R$ 9,858 bilhões em 2011 um aumento de 24%. Os dados contábeis fazem parte do balanço financeiro divulgado ontem à noite pela fabricante de aeronaves.

No relatório, a Embraer atribui o bom resultado financeiro alcançado em 2012 à variação cambial ocorrida durante o período, que afetou positivamente a receita em real. Também contribuiu o mix de produtos e serviços com maior participação dos jatos executivos grandes, Legacy e Lineage, de valores mais elevados que os jatos leves da família Phenom. Outro fator positivo destacado pela companhia foi o crescimento da receita de Defesa & e Segurança em 44%, “dada também em parte pela variação cambial ocorrida durante o período, aumentando sua participação de 15% para 17% da receita total da Embraer”.

O investimento feito pela empresa no ano passado somou R$ 1,038 bilhão ante R$ 636,3 aplicados em 2011 (crescimento de 70%). No quarto trimestre do ano passado, a empresa obteve receita líquida de R$ 3,918 bilhões ante R$ 3,667 bilhões no ano anterior.

A empresa informa que no quarto trimestre foram despachadas 23 aeronaves comerciais e 53 jatos executivos. No total do ano passado, a fabricante informa que despachou 221 aeronaves ante 212 entregues em 2011. De acordo com o balanço financeiro, foram entregues 106 jatos para a aviação comercial. Do total, 62 do modelo Embraer 190.

No segmento da aviação executiva, a companhia entregou 99 aeronaves. Foram despachados 29 Phenom 100, 48 Phenom 300, 19 Legacy e 2 Lineage. Para área de Defesa & Segurança, a Embraer entregou 16 aeronaves -14 Super Tucano e 2 EMB 145. No relatório, a fabricante relata que na aviação comercial, no segmento de jatos de 61 a

A carteira de pedidos firmes da companhia totalizou no final de 2012 US$ 12,5 bilhões. Esse valor é bem inferior aos US$ 15,4 bilhões apurados no final de 2011. A empresa informou ainda que ao final de janeiro deste ano, tinha 18 mil funcionários.

O balanço financeiro anual da empresa aponta que o segmento de Defesa & Segurança foi o que apresentou maior crescimento percentual em 2012. Segundo os dados, o setor fechou o ano passado com receita de R$ 2,080 bilhões. No comparado com o ano anterior, o segmento registrou crescimento de 44%.

A aviação comercial, carro-chefe do faturamento da companhia, registrou alta de 16% no comparado com 2011. Esse segmento, representado pelos jatos da família Embraer 170/190, alcançou receita de R$ 7,371 bilhões. A aviação executiva também teve crescimento expressivo, de 34%, no período comparado. O segmento obteve receita de R$ 2,601 bilhões. O item outros negócios, como prestação de serviços, teve receita de R$ 147,7 milhões.

O Vale

Publicado em: 13/03/2013

Cidade tem central de desastres oferecido pelo Governo

O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, anunciou ontem a transferência da sede do Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais) de Cachoeira Paulista para o Parque Tecnológico de São José dos Campos.

O anúncio foi feito na prefeitura onde foi assinado protocolo de intenções entre o governo federal e o governo municipal para a transferência do Cemaden. O prefeito Carlinhos Almeida (PT) assinou projeto que será encaminhado à Câmara para a doação de uma área de 57 mil metros quadrados no Parque Tecnológico para a construção da sede do Cemaden.

De acordo com o ministro Raupp, inicialmente, o Cemaden ocupará, provisoriamente instalações no núcleo do Parque Tecnológico. “A nossa previsão é que o Cemaden seja transferido de Cachoeira Paulista para São José dos Campos em seis meses”, disse Raupp.

O governo federal irá investir R$ 50 milhões na construção da nova sede e na compra de equipamentos para os laboratórios do Cemaden. A expectativa é que a obra seja concluída em dois anos. Também está previsto a contratação de pelo menos mais 80 profissionais, por meio de concurso público.

Atualmente, o Cemaden tem cerca de 100 funcionários, segundo o ministro. A área que será doada pelo município é ao lado da empresa Vale Soluções em Energia. Desde a sua criação, em dezembro de 2011, o Cemaden funciona no Inpe em Cachoeira Paulista.

Segundo Raupp, o local era provisório. “No começo de operação, o Cemaden precisou do apoio do Inpe. Como a base de previsão de tempo está localizada em Cachoeira Paulista foi uma escolha natural, enquanto não havia a definição permanente do local”, disse ministro.

O secretário de Políticas e Programas de Desenvolvimento do ministério, Carlos Nobre, disse que a decisão de transferi o Cemaden para São José tem o objetivo de deixar o organismo próximo do polo científico e tecnológico da região, que sedia importantes centros de pesquisa, como o Inpe, o ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica e o DCTA (Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial).

O prefeito Carlinhos Almeida destacou que o Cemaden, além da sua importância, vai gerar postos de trabalho e demanda de serviços. “Isso é muito bom para a cidade”, disse. Atualmente, cerca de 300 cidades em todo o país são atendidas pelo sistema de monitoramento do Cemaden. Seis municípios da Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte estão nessa lista, como Campos do Jordão, cidades do litoral e São José dos Campos.

O Cemaden foi criado em 2011, após a catástrofe ocorrida na região serrana do Rio de Janeiro durante o verão de 2010passado, que resultou em mais de 900 mortes por causa das chuvas. A principal função do centro é justamente monitorar áreas de risco e dar alertas para evitar ou amenizar catástrofes naturais.

As operações de monitoramento iniciaram-se efetivamente em 2 de dezembro de 2011 e o sistema de monitoramento funciona em regime de plantão 24 horas por dia. O Cemaden trabalha em conjunto com o Cenad (Centro Nacional de Gestão de Riscos e Desastre Naturais), do Ministério da Integração, que recebe e divulga os alertas feitos pelo Centro de Monitoramento. Também participa a Defesa Civil.

No ano passado, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação anunciou a compra de 1.100 pluviômetros para ajudar o Cemaden no trabalho de monitoramento de áreas de risco em todo o país. Os equipamentos devem ser instalados este ano. Entre localidades que terão o equipamento estão a serra da Mantiqueira, a região serrana do Rio de Janeiro e o Vale do Itajaí (SC). O Cemaden também utiliza radares meteorológicos e dados de estações de outros órgãos já em funcionamento pelo país.

O Vale

Publicado em: 12/03/2013

Governo faz parcerias para novo Aeroporto na cidade

A Avibras Aeroespacial tem interesse em ser parceira do governo federal para a expansão do aeroporto de São José dos Campos, cuja estrutura está defasada. Em razão da importância regional do aeródromo, o aeroporto foi incluído no programa de investimentos para o setor anunciado pela presidente Dilma Rousseff (PT) no final do ano passado.

Na semana passada, uma comissão da Prefeitura de São José, incluindo o prefeito Carlinhos Almeida (PT), esteve em Brasília e propôs o uso de uma área de 90 mil metros quadrados, pertencente à Avibras, para a expansão do aeródromo. Sami Hassuani, presidente da empresa, disse ontem que a Avibras tem interesse em fazer uma parceria com o governo federal para concretizar o projeto. Mais do que apenas vender a área, ressaltou o executivo, a empresa estaria de olho nos novos negócios que o aeroporto poderia gerar.

“Temos muito interesse em nos associar para a expansão do aeroporto. Nossa ideia não é de vender aquela área, mas de investir em projetos no setor aeronáutico”, afirmou. A área, que fica ao lado da cabeceira da pista de pouso do aeroporto, perto da região do Putim, na zona leste da cidade, já não tem mais nenhuma atividade de produção da Avibras.

Toda a produção da empresa daquele local, conhecido como Fábrica 1, foi transferida para a unidade que fica na rodovia dos Tamoios. A Avibras aluga imóveis para empresas que prestam serviço para o setor aéreo, como na manutenção de aeronaves.

Segundo Hassuani, o plano de negócios da empresa prevê o uso da área em projetos do setor aeronáutico, o que inclui, eventualmente, a exploração de um aeroporto. “A proposta do uso daquela área partiu da prefeitura, mas conta com a nossa aprovação. Trata-se de uma expansão com baixo impacto”, disse. A proposta da prefeitura está em análise na SAC (Secretaria de Aviação Civil), órgão da Presidência da República.

A pasta informou que ainda não há prazo para a conclusão dos estudos. Além da avaliação da documentação entregue pela prefeitura, como fotos e plantas, o local deverá passar por uma avaliação presencial de técnicos da secretaria. A visita também não está marcada. Para Hassuani, a proposta entra como uma alternativa entre dois projetos que estão em estudo para a expansão do aeroporto de São José.

Um deles, avaliado pela Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária), prevê um aumento do atual terminal por meio de um MOP (Módulo Operacional de Passageiros) de até 5.000 m². O outro, encabeçado pelo DCTA (Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial), é mais ousado e caro e contempla a construção de um novo terminal do lado oposto da atual estrutura, que exigiria uma segunda pista. “A proposta da prefeitura não exclui nenhuma das duas e tem baixo impacto”, afirmou.

O Vale

Publicado em: 05/03/2013