Multirão da Saúde é fechado pelo Prefeito Carlinhos

O prefeito de São José dos Campos, Carlinhos Almeida (PT), assinou ontem as primeiras parcerias para a realização de mutirões de consultas e cirurgias, promessa de campanha que estava prevista para ser cumprida nos primeiros dias de governo, mas que somente começará a sair do papel nos próximos dias.

Foram assinados contratos para 2.307 cirurgias e 23.154 consultas e exames, no valor de R$ 3,638 milhões. Os hospitais envolvidos na parceria são Santa Casa, Pio 12, Antoninho da Rocha Marmo e GACC (Grupo de Apoio à Criança com Câncer). Nos próximos dias está prevista também a assinatura de parceria com o Próvisão. As cirurgias fazem parte do pacote lançado pelo governo para a realização de 4.200 procedimentos cirúrgicos nos próximos seis meses.

O governo do PT afirma que os mutirões já estão sendo realizados desde o início do ano, com o apoio do governo federal. No entanto, as cerca de 2.200 cirurgias que a gestão petista afirma terem sido feitas são resultado de convênios firmados pelo governo anterior, do ex-prefeito Eduardo Cury (PSDB).

“Esta é a segunda etapa do mutirão que iniciamos no começo do governo”, disse o prefeito Carlinhos. Ele destacou que planeja pedir mais recursos ao governo federal para ampliar os mutirões. “Já conversei com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e ele orientou protocolar pedidos junto ao Sistema de Convênios do Governo Federal”, afirmou. “Orientamos a Secretaria de Saúde para cuidar disso”, completou o prefeito.

O secretário municipal de Saúde, Álvaro Machuca, disse que os mutirões fazem parte do esforço do governo de reduzir a fila de espera pelos procedimentos. Machuca declarou que, pelos dados da pasta, a fila tem 17 mil inscritos. “É um número que precisa ser verificado. Muita gente já pode ter sido atendido na rede pública ou na particular”, disse o secretário. Na avaliação do prefeito, a demanda seria de no máximo 40% desse total.

No pacote divulgado ontem, a Santa Casa foi o hospital que recebeu maior parcela, no total de R$ 2,883 milhões, para a realização de 1.467 cirurgias e 16.074 consultas e exames clínicos. Após oito anos, o hospital volta a prestar serviço para o município. “Sempre estivemos à disposição. A Santa Casa é da população”, afirmou Benjamin Bueno, secretário da Mesa Diretora do hospital.

O Vale

Publicado em: 02/04/2013

Novas instalações de Hospitais e Senai na cidade

O prefeito de São José dos Campos protocolou na Câmara Municipal nesta quinta-feira (7) projetos que propõem alterações em leis de doação de áreas do município. Aprovadas, as mudanças permitirão retomar empreendimentos que estavam parados, um deles com risco de ser implantado em outra cidade.

A medida abre caminho para a instalação pelo governo estadual de um Hospital Regional (HR), no Parque Industrial, e do Centro Senai de Tecnologias Aeronáuticas, no Parque Tecnológico. O Senai chegou a receber proposta para implantar a escola em São Carlos, que também possui um polo aeronáutico.

“Algumas exigências que constavam nas Leis de doação faziam com que o Governo Estadual e o Senai não assinassem os contratos. Agora, com as mudanças propostas o caminho estará aberto para a consumação destas parcerias que beneficiam São José dos Campos e toda região do Vale do Paraíba”, disse o prefeito.

No caso do Hospital Regional do Estado, um dos artigos da lei exigia que a área doada pelo município fosse devolvida à municipalidade com todas as benfeitorias “quando o interesse público assim o exigir”. Quanto ao Senai, o impedimento para a assinatura era quanto a devolução do imóvel em 20 anos, com todas as benfeitorias.

Como ambos os projetos exigem grandes investimentos, as cláusulas restritivas inviabilizariam a parceria. Com as alterações nas leis, as doações das áreas para esses empreendimentos poderão ser concluídas e os projetos viabilizados.

O Hospital Regional ocupará uma área total de 10 mil metros quadrados na Avenida Goiânia, no Parque Industrial. A unidade hospitalar terá diversas especialidades médicas e 180 leitos, distribuídos entre os setores de observação, pronto-socorro, UTI, internação geral e sala de cirurgia, o que reduzirá a demanda por atendimento médico no município.

A instalação do Centro Senai de Tecnologia Aeronáuticas em São José dos Campos visa atender as demandas produtivas do setor, por meio da formação de recursos humanos especializados para as áreas de fabricação e manutenção de aeronaves. O projeto está orçado em 80 milhões.

Prefeitura Municipal de São José

Publicado em: 08/03/2013

Prefeitura contrata médicos para multirão de cirurgias

Com um mês e meio de atraso, o prefeito de São José, Carlinhos Almeida (PT), lançou ontem edital para a contratação de um pacote de 3.610 cirurgias na rede particular para dar início ao mutirão de saúde, prometido durante a campanha do ano passado.

O edital prevê um investimento de cerca de R$ 3,5 milhões para a contratação de cirurgias ginecológicas, pediátricas e gerais. O pacote também contempla a realização de consultas pré-operatórias e pós-operatórias, além do atendimento ambulatorial. A expectativa é que os procedimentos tenham início entre o final deste mês e o início de março.

O mutirão da saúde prevê a contratação de 2.120 cirurgias gerais no valor de R$ 2,2 milhões, outras 750 cirurgias pediátricas no valor de R$ 542 mil e 740 cirurgias ginecológicas no valor de 774 mil. Segundo a Secretaria de Saúde, um novo edital de credenciamento será aberto ainda esta semana para contratação de cirurgias ortopédicas.

Segundo o secretário ajunto de Saúde, Eduardo Guadagnin, todos os hospitais interessados em prestar os serviços podem se credenciar na prefeitura. Segundo ele, a administração irá trabalhar com uma tabela diferenciada para o pagamento dos procedimentos. “Estamos trabalhando com uma tabela diferenciada para ter o interesse dos prestadores em oferecer o serviço no menor prazo”, disse Guadagnin, que é filho da vereadora e ex-prefeita Angela Guadagnin.

“Iremos trabalhar com blocos cirúrgicos e não de forma individualizada. Mas, de forma geral iremos trabalhar com duas tabelas”, completou. São José tem uma fila de espera de 17 mil cirurgias. As cirurgias gerais lideram a lista de espera com 5.000 pacientes na fila. Em média, os pacientes esperam até dois anos para fazer a cirurgia.

Outras 1.692 pessoas estão na fila de espera por cirurgias pediátricas. Para essa especialidade a demora chega a sete meses. Com uma demanda de 610 pacientes, a fila de espera das cirurgias ginecológicas é de seis meses em média. Guadagnin reconheceu que o pacote a ser contratado não atende toda a demanda, mas ponderou que as avaliações clínicas irão apontar a necessidade de novas contratações.

“Não atende tudo, mas só a avaliação cirúrgica vai apontar a real demanda. Dentro desses pacientes da fila, nem todos tem definição cirúrgica precisa, eles serão encaminhados para avaliação e de acordo com essa avaliação saberemos qual a necessidade de novas contratações”, disse.

Vereadores do PSDB criticaram o atraso para o início dos mutirões da saúde do governo petista. Os parlamentares apontam que o pacote de cirurgias já anunciado pela administração como parte dessa ofensiva foi contratado no ano passado, durante a gestão tucana.

“O governo anterior buscou recursos no governo federal para garantir o mutirão da saúde no início deste ano. Parte da verba chegou em junho ao ano passado, onde foram utilizados cerca de R$ 600 mil. O restante chegou em dezembro do ano passado para ser utilizado este ano”, disse Fernando Petiti (PSDB).

Na avaliação de Petiti, o mutirão petista ainda não começou. “O edital prova que o início do mutirão está aqui. Precisamos acompanhar como é este contrato e quando as cirurgias irão começar”. Para o vice-presidente do PSDB, Juvenil Silvério, a população reclama a demora no mutirão da saúde que, segundo o PT, teria início nos primeiros dias de janeiro.

“Ao andar pela rua, vejo todo mundo esperando o mutirão que o Carlinhos prometeu. A população quer saber como será feito e em que posição da fila está. O Carlinhos vendeu essa ilusão ao eleitor e vai ter que cumprir”, disse. Para Juvenil, a administração se apropriou de ações da administração passada para iludir a população.

O Vale

Publicado em: 20/02/2013

Hospitais da cidade farão multiram para realizar cirurgia

A diarista Lúcia Maria Amorim da Silva, de 55 anos, foi uma das pacientes atendidas no mutirão de cirurgias, realizado nesse sábado (26) no Hospital Municipal (HM). A moradora do Parque Industrial disse que esperava a operação na mão havia quatro anos. O problema se agravou e ela já não conseguia trabalhar.

Lúcia já teve alta e se recupera em casa. “Me ligaram dizendo que tinha o mutirão e eu tinha sido incluída. Nem acreditei, fiquei aliviada”, contou a diarista. Assim como Lúcia Maria, outras oito pessoas passaram por cirurgias ortopédicas de alta complexidade no HM. Outras cinco cirurgias vasculares também foram realizadas.

Nesta sexta-feira e no sábado (1º e 2 de fevereiro), serão realizadas mais 14 cirurgias. Desta vez, para pacientes com problemas de vesícula. A Secretaria de Saúde já contratou quase 2.400 cirurgias, que serão realizadas neste semestre. Além do Hospital Municipal, os procedimentos também ocorrem no Hospital Próvisão e no Hospital Pio XII.

Até junho, o Hospital Municipal vai fazer 480 cirurgias gerais e 94 ortopédicas de alta complexidade. No mesmo período, o Hospital Pio XII realizará 135 cirurgias de varizes até o fim do semestre.  Já o Hospital Próvisão tem contrato para 1.500 cirurgias oftalmológicas, entre elas, 900 de catarata. A entidade também se comprometeu, em reunião com a Secretaria de Saúde, a fazer 120 cirurgias gerais por mês, até o fim do ano.

Na semana passada, o Grupo de Assistência à Criança com Câncer (GACC) confirmou que realizará 40 cirurgias pediátricas por mês, num total de 240 no semestre. O próximo passo da Secretaria da Saúde para reforçar o mutirão de cirurgias serão as parcerias com a Santa Casa e com o Hospital Antoninho da Rocha Marmo, em fase final de negociação.

Além dos procedimentos cirúrgicos e da ampliação no número de consultas, a Secretaria de Saúde está organizando a rede de assistência, com melhor definição nos protocolos e ordenação dos fluxos, para dinamizar o atendimento na rede pública de saúde.

Prefeitura Municipal de São José

Publicado em: 29/01/2013

Cidade apresenta hopitais sem consultas para moradores

A Secretaria de Saúde de São José dos Campos realizou, desde agosto do ano passado, 28 Atendimentos Ampliados no Hospital Municipal, na zona leste, os chamados “mutirões”. No total, foram oferecidas 7.500 consultas médicas em especialidades como ortopedia e dermatologia. O problema está no índice de faltas da população, que não compareceu a 35% dos atendimentos oferecidos.

Mesmo assim, segundo a prefeitura, os mutirões surtiram efeito. De acordo com os dados, 64 mil pessoas esperavam por consultas antes da força-tarefa. Hoje, a fila é estimada em 37 mil redução de 42%. Apesar da redução estatística, a eficácia do sistema de mutirões é questionado por especialistas, que apontam falta de investimento nas UBSs (Unidades Básicas de Saúde) tidas como a solução para o gargalo do setor.

O VALE tentou por dois dias contato com o secretário de Saúde, Danilo Stanzani, para que ele fizesse um balanço dos mutirões, mas não houve retorno.  Para o presidente da APM (Associação Paulista de Medicina) em São José dos Campos, Sérgio Ramos, os mutirões não resolvem os problemas da saúde pública. “Se a gente conseguisse que as pessoas fossem atendidas na rede básica de saúde mais de 90% dos problemas seriam resolvidos”, disse Ramos.

Para ele, além de um maior investimentos nas UBSs, é necessário mudar o que ele afirma ser um problema cultural. “Hoje, se a pessoa tem uma dor de cabeça, vai no neurologista. Mas pode ser um stress, um mal estar qualquer, que no clínico geral já resolveria. Os mutirões são para atendimentos de especialistas, mas quem diz que determinado problema é de especialista?”, afirmou.

Em relação ao elevado índice de faltas aos atendimentos nos mutirões, o representante da APM em São José disse que essa é uma realidade também do setor privado. “De 10% a 30% dos atendimentos nos consultórios não acontecem porque o paciente faltou. Essa é uma cultura do brasileiro, infelizmente. Acredito, que para diminuir essa realidade, seja preciso a adoção de algumas sanções”, afirmou Ramos.

Para a diretora do Sindicato dos Servidores de São José, Zelita Ramos, os mutirões só deveriam ser adotados em casos emergenciais, como algum surto na cidade. “O mutirão não oferece o acompanhamento contínuo do paciente. É preciso mais médicos nas UBSs, onde se for detectado um problema mais sério será possível fazer algo. Os mutirões foi só servem para diminuir a fila de consultas”.

O Vale

Publicado em: 13/12/2012

Fila médica na cidade ultrapassa o 30 mil na cidade

A Secretaria de Saúde de São José dos Campos tem uma fila de espera por consultas eletivas (agendadas com especialistas) com quase o dobro da capacidade mensal de atendimento da rede. São 37 mil pedidos na espera para uma oferta mensal de até 20 mil consultas.

Para zerar a fila, a prefeitura precisaria parar de atender pacientes por dois meses, o que é impossível. Mesmo assim, em razão da falta de médicos de algumas especialidades, a fila seria mantida e continuaria crescendo. A demora para ser atendido gira em torno de três a seis meses, na maior parte dos casos, mas pode passar de um ano. Os maiores atrasos são para especialidades como reumatologia, ortopedia, oftalmologia e dermatologia, cuja demanda reprimida chega a 15 mil consultas.

Todas elas têm déficit de profissionais na rede e, segundo a Secretaria de Saúde, também no mercado. A pasta tem apostado na reestruturação da rede, em mutirões e parcerias para tentar reduzir a carência. A falta de médicos e a fila por consultas são as maiores reclamações dos moradores da cidade que dependem do SUS (Sistema Único de Saúde). Eles criticam o atraso e chegam a abandonar o tratamento por causa da demora.

Aconteceu com a aposentada S.P., 78 anos, que esperou por três meses uma consulta com ortopedista. Ela sentia dores fortes no joelho esquerdo. “Desisti do ortopedista da prefeitura. Meu joelho inchava a todo instante e a dor era terrível. Tinha que andar amparada em uma vassoura. Não aguentei.”

Em uma das várias vezes em que foi à UBS (Unidade Básica de Saúde) do Satélite, na região sul, ela chorou de dor e angústia na recepção. Sensibilizados, os atendentes sugeriram a ela que fosse ao Pronto-Socorro do Hospital Municipal, na zona leste.

Ela foi e não conseguiu passar pelo ortopedista. Teve nova crise de choro no hospital. “Pediram para voltar em três dias. Voltei e um médico me encaminhou para outra unidade. Comecei a me sentir jogada”. Quase seis meses depois que passou pela primeira vez na UBS por causa da dor no joelho, a aposentada conseguiu ser atendida por um ortopedista, que fez uma infiltração e lhe deu remédios. “Melhorou um pouco, mas agora está aparecendo uma dor no joelho direito. Não sei o que vou fazer. Na UBS eu não volto mais. Não tenho saúde para esperar tanto.”

O Vale

Publicado em: 30/10/2012

Cidade poderá ficar sem médico nas redes de saúde

Alerta: o prefeito eleito de São José, Carlinhos Almeida (PT), corre o risco de assumir a prefeitura sem médicos para tocar os plantões de final de semana das unidades da rede pública de saúde. O VALE apurou que o contrato com a empresa Emercor, que presta atendimento médico de urgência no Hospital Clínicas Sul e nas Upas (Unidades de Pronto-Atendimento), irá terminar no próximo dia 14 de dezembro.

E, mesmo com alerta de profissionais da saúde sobre um possível colapso, o prefeito Eduardo Cury (PSDB) teria se recusado a prorrogar o contrato firmado por 12 meses, no valor de R$ 2,2 milhões. Desde dezembro do ano, a empresa Emercor disponibiliza médicos plantonistas 24 horas no Hospital Clínicas Sul e nas UPAS do Novo Horizonte, Eugênio Melo, Campo dos Alemães e São Francisco Xavier, nas especialidades de emergência adulto e pediátrico.

O governo não comentou o caso. Lideranças alinhadas a Cury afirmaram que aditamentos e novos contratos podem ser feitos para evitar um colapso na rede. “Não vai haver nenhum tipo de maldade para prejudicar o próximo governo”, disse o vice-presidente do PSDB, Juvenil Silvério. A ruptura do contrato pode reduzir ainda mais o número de médicos na rede pública em São José.

Nos últimos 14 meses, 71 médicos deixaram a prefeitura. Atualmente, a rede possui 1060 médicos. Desse total, 642 são funcionários públicos municipais, 384 da SPDM (Organização Social que administra o Hospital Municipal da Vila Industrial) e 34 do Provisão-Clínicas Norte –hospital instalado na região norte. O possível desfalque não preocupa Carlinhos. Para ele, o caso pode ser resolvido na transição.

“Isso será conversado na transição. A gente vai conversar com o prefeito durante a transição e eu tenho certeza que é possível resolver isso conversando. Nós vamos receber relatórios e levantar essas questões”, disse.
Coordenador do processo de transição, o vereador Wagner Balieiro (PT) disse que convênios considerados prioritários podem ser aditados durante o processo de transição.
“Precisamos levantar todos os contratos e convênios existentes com término nesse ano e no ano que vem para tomarmos medidas conjuntas para manter os serviços. Isso pode ser feito com aditamentos.”

Reação. Vereadores alinhados ao prefeito eleito defendem o aditamento dos convênios considerados estratégicos. “Desfalque médico é um problema. Esse contrato precisa ser renovado para que o novo prefeito tenha tempo”, disse Walter Hayashi (PSB).

O Vale

Publicado em: 29/10/2012

Setor da saúde é o que mais indica problemas na cidade

A Saúde é o principal problema de São José dos Campos e de Taubaté, revela a pesquisa O VALE/Mind. Os dados mostram que 22,8% dos entrevistados em São José dos Campos e o mesmo índice dos consultados em Taubaté apontaram o setor como o mais problemático.

Na estratificação do levantamento, considerando a idade, 27% dos entrevistados em São José na faixa etária de 45 a 59 anos, o maior índice, apontaram a saúde como o maior problema da cidade. Se considerada a faixa de renda familiar, os que ganham de 3 a 5 salários mínimos, 26%, são os que consideram a saúde o maior problema.

Considerada a zona geográfica, 26,7% dos consultados que moram na região sudeste disseram que a saúde é o grande problema de São José. Em Taubaté, 25% dos entrevistados com 60 anos ou mais apontaram o setor como o mais problemático na cidade.

Se considerada a renda familiar, o maior índice de crítica à saude, 24%, está entre os consultados com renda até 3 salários mínimos. Considerando a zona geográfica, 33,3% dos consultados que moram na região formada pelo Jardim Mesquita, Vila dos Comerciários, Esplanada Santa Terezinha e bairros adjacentes apontaram a saúde como o maior problema.

Em São José, a pesquisa foi realizada nos dias 30 e 31 de janeiro. Em Taubaté, nos dias 26 e 27 de janeiro. Foram ouvidas 600 pessoas em cada cidade e a margem de erro do levantamento é de 4 pontos percentuais para mais ou para menos.

O secretário de Saúde de Taubaté, Pedro Henrique Silveira, afirmou que, “apesar dos avanços ocorridos no setor nos últimos anos, a demanda está muito além da capacidade oferecida pela rede municipal de saúde”. “Reconhecemos que ainda falta muito, que há problemas pontuais, mas é preciso ressaltar que Taubaté também é referência para outras cidades”.

“Temos 1.380 funcionários. Não é suficiente, mas temos limitações”, declarou. Em São José dos Campos, o secretário municipal de Saúde, Danilo Stanzani, afirmou que a avaliação da saúde é um “sentimento individualizado”. “Tem muita gente que critica a saúde sem nunca ter usado”.

Para o secretário, a expectativa da população sempre é de melhoria. “As necessidades da saúde são contínuas e devem melhorar sempre. Desenvolvemos ações que muitas vezes não são percebidas pela população”, declarou. Para o presidente da APM (Associação Paulista de Medicina) em São José, Sérgio Passos Ramos, a rede de saúde do município é bem estruturada e atende toda a cidade, mas existem problemas pontuais.

“Um gargalo é a falta de médicos. Isso ocorre pelo baixo salário inicial oferecido”, afirmou Ramos. A violência aparece na pesquisa como o segundo maior problema nas duas principais cidades da região. Ela foi citada por 16,5% dos entrevistados em São José e para 13,3% dos consultados em Taubaté.

O Vale

Missionarias ampliam ajuda para doentes na cidade

Caridade espiritual e corporal em favor dos necessitados, especialmente os enfermos. É assim que, ao longo de 75 anos, as religiosas do Instituto das Pequenas Missionárias de Maria Imaculada, congregação que nasceu em São José dos Campos, dedicam a vida a encontrar nos doentes as figuras de Jesus e Maria.

Oficialmente reconhecida pela Igreja Católica em 8 de novembro de 1936, a congregação abraçou com fervor o carisma deixado pela fundadora, Madre Maria Teresa de Jesus Eucarístico, de acolher os doentes em suas necessidades mais básicas.

Os números reforçam a missão deixada pela fundadora. Atualmente, o Instituto das Pequenas Missionárias mantém sete hospitais que realizam dois milhões de atendimentos por ano através do SUS (Sistema Único de Saúde).

As religiosas atuam em 15 cidades espalhadas por quatro estados brasileiros, além do Distrito Federal e de outros três países Portugal, Itália e Moçambique. A relação de hospitais inclui o Pio 12 e o Antoninho da Rocha Marmo, em São José, o Stella Maris, em Caraguatatuba, e o São Paulo, em Campos do Jordão.

Além das unidades de saúde, a obra missionária inclui seis abrigos para idosos, duas creches e uma escola rural, mais centros de formação humana e religiosa, um pensionato e casas de assistência a sacerdotes. As religiosas atuam também na administração de residências episcopais, em pastorais e em missões humanitárias.

A congregação conta com 260 religiosas e mais de 3.500 funcionários. Juntos, os sete hospitais oferecem cerca de 1.000 leitos e realizam, em média, 7.000 partos por ano. Nos abrigos de longa permanência, creches e escola são atendidos 200 idosos e 390 crianças.

Quinta sucessora da fundadora, madre Teresa Isabel de Maria Imaculada, 77 anos, batizada como Maria Aparecida Koenigkam, de origem alemã, é a atual madre geral da congregação. Para ela, o trabalho realizada pelas religiosas pode ser resumido em “levar o Evangelho e assistir aos doentes, além de rezar para a santificação dos sacerdotes”.

“Temos fidelidade ao carisma de Jesus Cristo e ao legado da nossa fundadora, de ajudar a quem mais precisa”, disse madre Teresa Isabel.

O Vale