Cidade começa a ser afetada com a Greve dos Bancários

Pagamento de boletos atrasados, saques de quantias superiores a R$ 1.000 e pedidos de benefícios trabalhistas como Fundo de Garantia são os serviços mais prejudicados com a paralisação dos bancários, que completou uma semana ontem.

No Vale, a adesão passa dos 50%. Na base de São José, 98 das 168 agências estão fechadas. Na de Taubaté, a adesão ficou em 50% e, na de Guará, 40 das 62 agências não abriram. Os bancários reivindicam reajuste de 10,25%, piso de R$ 2.416,38 e PLR (Participação nos Lucros ou Resultados) de três salários mais R$ 4.961,25 fixos.

O aposentado João Lucena, 70 anos, de São José, diz que está com dificuldade de usar os caixas de autoatendimento. “Eu tenho problemas na vista. Até para ver a senha eu tenho dificuldade. Eu preciso de alguém para me ajudar”, afirmou o aposentado.

A dica é ligar para o banco, ir a agências que não entraram em greve e procurar alternativas. No site www.febraban.org.br, há uma tabela com todos os serviços que podem ser feitos por outros meios. Hoje, os bancários vão analisar a proposta feita ontem pela Fenaban (Federação Nacional dos Bancos). Assembleias vão acontecer em todo o país.

Os bancos ofereceram aumento salarial de 7,5% e reajuste de 8,2% para os pisos salariais e o vale-alimentação. Para a PLR, a fórmula é de 90% do salário mais R$ 1.544.

O Vale

Depois de adesão completa, greve dos Bancários continua

A greve nacional dos bancários completa nesta terça-feira (25) uma semana com adesão recorde no Vale do Paraíbae sem previsão de término. A mobilização atingiu na última segunda-feira (24), 47,2% das 309 agências instaladas em 25 cidades da região. Nesta terça-feira (25), ainda não há um balanço do sindicato que representa a categoria.

O levantamento é do Sindicato dos Bancários de São José dos Campos e Taubaté e a expectativa é que a adesão à mobilização aumente ainda mais nos próximos dias. Os trabalhadores dos bancos pedem reajuste salarial de 10,25%, aumento no valor da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), além do  fim da rotatividade dos trabalhadores, combate ao assédio moral e maior segurança para os bancários.

Em São José dos Campos permaneceram fechadas nesta segunda-feira, 55 das 88 agências. Em Taubaté não funcionaram 27 estabelecimentos na ocasião. Para a diretora da entidade em São José, Débora Ferreira Machado, sem um posicionamento da Federação Brasileira de Bancos  (Febraban), a greve continua por tempo indeterminado.

Segundo Valdir Aguiar, presidente do sindicato em Taubaté, a expectativa é que o impasse chegue ao fim nesta semana. “Oficialmente, eles (Febraban) não nos procuraram para negociar. Apenas boatos dão conta de que uma nova proposta deve ser apresentada logo. Estamos esperando”.

Outro lado
Procurada, a Febraban informou por meio de sua assessoria de imprensa, que a negociação com os bancários não avançou na última semana. Em nota anterior, no início da greve, a entidade havia informado que “confia no diálogo para alcançar os entendimentos necessários ao fechamento do acordo e renovação da convenção coletiva de trabalho entre bancos e bancários”. A proposta dos bancos oferecia à categoria reajuste salarial de 6%.

G1 (Vnews)

Univerdade Unifesp define reposição de aulas

A Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), de São José dos Campos, definiu nesta quarta-feira (19) o novo calendário acadêmico para a reposição de aulas na unidade após a greve que começou em maio. O ano letivo no campus vai se estender até abril de 2013.

O prazo foi definido pelo Conselho de Graduação da Unifesp. Apesar do tempo de paralisação, não está prevista redução no tempo de recesso em dezembro.  A Universidade tem 850 alunos. Segundo a assessoria de imprensa da instituição, o conteúdo será reposto sem prejuízo de conteúdo para os estudantes

As universidades federais de todo o país voltaram a funcionar normalmente a partir desta quarta-feira (19). Os professores universitários encerraram a greve que durou quatro meses. A paralisação dos funcionários das universidades federais foi a mais longa da história do ensino superior do Brasil.

G1 (Vnews)

Agora é a vez dos Correios, Agências entram em greve

Na terça, os bancários cruzaram os braços. Ontem, foi a vez dos carteiros entrarem em greve. Para o consumidor, problemas à vista. Isso porque contas e outros títulos terão que ser pagos normalmente e em dia, independente de o cliente não receber o boleto em casa ou não conseguir efetuar o pagamento no caixa. Além disso, depósitos, saques e outros serviços bancários podem ser prejudicados. Mesmo assim, o consumidor precisa buscar uma alternativa para efetuar seus serviços.

No site da Febraban (Federação Brasileira dos Bancos), há uma tabela com todos os serviços que podem ser feitos por meios eletrônicos (www.febraban.org.br). O diretor do Procon de São José, Sérgio Werneck, disse que a obrigação de pagar é do devedor. Ele aconselha primeiro a procurar alternativas. Caso não consiga pagar, é necessário entrar em contato com as empresas.

“Ao procurar empresas, tente documentar. As empresas precisam criar alternativas”, disse. Werneck disse que, caso os clientes tentem pagar e não consigam, devem procurar o Procon. No Vale, dos 1.200 funcionários, ao menos 60% aderiram à greve, segundo o sindicato da categoria.

Os serviços nas agências funcionaram normalmente ontem. Mas as entregas de encomenda devem ser prejudicadas, já que a maioria dos grevistas é do setor operacional. O balconista Aguinaldo Barbosa dos Santos, 25 anos, espera que a greve não atrapalhe suas encomendas. Ontem ele postou um pacote para a China. “A atendente garantiu que em cinco dias chega minha encomenda”, disse.

A categoria reivindica reajuste de 43,7% , tíquete-alimentação de R$ 35 por dia, fim das terceirizações, melhores condições de trabalho e a contratação de 30 mil trabalhadores. Para a região, o pedido é de 700 novos funcionários.

As negociações começaram há mais de um mês e os Correios ofereceram 5,2% de reajuste equivalente à inflação dos últimos 12 meses. Ontem, a audiência de conciliação entre empresa e categoria no TST (Tribunal Superior do Trabalho) terminou sem acordo e a greve continua. Agora o caso vai a julgamento. O TST determinou que os sindicatos garantam efetivo mínimo de 40%, sob pena de multa diária de R$ 50 mil.

A adesão à greve dos bancários aumentou ontem, no segundo dia da paralisação. Na base de São José, 1.033 bancários pararam. Das 90 agências, 43 estão em greve. Em Taubaté, Pinda, Caçapava e Ubatuba, a adesão ficou em 30%. Já na base de Guará, 524 dos 810 bancários pararam, mais de 60%. A categoria quer reajuste de 10,25%. Os bancos oferecem 6%.

O Vale

Em meio a crise, 30% dos bancos aderirão a Greve

A adesão à greve dos bancários chegou a 30% no Vale do e Litoral Norte ontem, no primeiro dia da paralisação, que é nacional e foi deflagrada por tempo indeterminado por conta do impasse na campanha salarial. Na base de São José, 885 dos 3.116 bancários cruzaram os braços. Na de Taubaté, não foi contabilizada a adesão. Na de Guará, 22 das 60 agências pararam.

Em todo a região, são cerca de 400 agências e 5.500 bancários. A expectativa da categoria é que a adesão aumente até o final da semana. As agências mais afetadas ficam na região central das cidades. Cartazes nos bancos avisavam ontem da greve. Nas agências, somente as os caixas de autoatendimento funcionaram.

Entre as reivindicações, os trabalhadores pedem reajuste salarial de 10,25%, sendo 5% de aumento real. Os bancos oferecem 6%. Em nota divulgada em seu site, a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) lamentou a decisão de greve e afirmou que confia no diálogo. A federação também lançou comunicado na internet com as alternativas para serviços bancários.

O aposentado Benedito Alves Siqueira, 72 anos, criticou a atitude dos bancários. “O que eu vou fazer agora? Estou no meio de umas operações e não gosto de usar a internet.” A situação pode piorar a partir de hoje. Isso porque funcionários dos Correios ameaçam entrar em greve também por conta de impasse salarial. Na região, são 1.200 trabalhadores. A empresa diz que os serviços serão mantidos. Na segunda, funcionários das lotéricas podem parar.

O Vale

Em passe de negociação, Bancários cruzam os braços

Cerca de 5.500 bancários podem cruzar os braços a partir de hoje na região em função do impasse nas negociações da campanha salarial da categoria. A greve, que é nacional e por tempo indeterminado, deve atingir até 400 agências no Vale.

Ontem à tarde, em função do aviso de greve, a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) divulgou em seu site uma tabela com os serviços que podem ser feitos pelo correntista em caixas eletrônicos e pela internet, caso não consiga utilizar os caixas tradicionais.

Os bancários reivindicam reajuste de 10,25%, sendo 5% de aumento real, piso de R$ 2.416,38 e PLR (Participação nos Lucros ou Resultados) de três salários mais R$ 4.961,25 fixos. Já os bancos oferecem reajuste de 6%, piso de R$ 2.014,38 e PLR de no máximo 2,2 salários mais fixo de R$ 1.484.

Os bancários também pedem mais contratações, proteção contra demissões, combate ao assédio moral e mais segurança. Os sindicatos dos bancários que cobrem o Vale do Paraíba informaram que a greve serve para pressionar os bancos a aumentarem a proposta salarial. A Fenaban, entidade que representa os bancos, informou ontem por meio de nota que só iria comentar o assunto hoje.

Segundo a presidente do Sindicato dos Bancários de São José e região, Maria de Lourdes de Oliveira, o ideal era que todos os bancos entrassem em greve, mas que dificilmente todos os bancários aderem ao movimento. “No começo, o movimento não tem 100% de adesão, mas depois os agentes vão percebendo que o movimento está crescendo e aumentam a mobilização.”

Hoje em São José um carro de som percorrerá o centro avisando a deflagração da greve. A base do sindicato de São José engloba 203 agências e 3.116 bancários em 11 cidade. Na base de Taubaté, são 140 agências e 1.600 funcionários em 12 cidades e, na de Guará, mais 60 agências e 822 agentes em 16 municípios.

Correntistas precisam ficar atentos aos serviços que podem ser feitos mesmo com as agências fechadas. Serviços de financiamento, saques, depósitos e transferências devem ser os mais prejudicados. Mesmo com a greve, pagamento de contas e boletos deve ser feito normalmente por outros meios.

Para o comerciante Carlos Eduardo, 36 anos, de São José, a greve vai atrapalhar o dia-a-dia de seu estabelecimento. “Eu uso mais a internet mas, como eu tenho comércio, tem coisas que não dá para fazer pelo computador. Essa greve vai complicar”, disse.

Já a estudante Vanessa Oliveira, 22 anos, disse que a greve vai vir em má hora. Ela está resolvendo assuntos burocráticos do pai que morreu. “A greve vai atrapalhar porque estou resolvendo problemas referentes à pensão, seguro e fundo de garantia do meu pai”, afirmou ela.

Outro que será prejudicado com a greve dos bancos é o professor de xadrez José Maria Soares, 59 anos. Ele precisa dos bancos para retirar o pagamento que recebe das escolas onde leciona.

O Vale

Devido a protesto, GM deve parar hoje na cidade

Metalúrgicos da região dão início hoje a uma escalada de paralisações nas indústrias para pressionar pelo fechamento dos acordos salariais deste ano. A primeira a ser afetada deve ser a General Motors, de São José. Não foi divulgado se o protesto será por 24 horas ou somente atraso nas entradas dos turnos.

Os protestos fazem parte da campanha salarial da categoria. Segundo os sindicatos, nenhuma empresa fechou acordo ainda em São José. Já em Taubaté, apenas Volkswagen e Ford já fecharam acordos antecipados, em 2011, com validade de dois anos.Ontem, houve mais uma rodada de negociação entre sindicato e GM. Até as 19h30, a reunião não havia terminado. Em São José, a pauta prevê 7% de aumento real mais inflação, que foi 5,5%. Já em Taubaté, o pedido é de 4,5% de aumento real, mais inflação.

Ontem à noite, na sede do sindicato de São José, lideranças sindicais da cidade se reuniram para definir como e onde seriam as paralisações nesta semana. Os detalhes mão foram divulgados. Segundo os sindicatos, as paralisações servem para pressionar as empresas a aceitarem as propostas da categoria. O sindicato de São José representa cerca de 44 mil trabalhadores e o de Taubaté, mais 22 mil.

O Vale

GM teme ter nova greve na cidade

Após quase dois meses da última greve da General Motors de São José dos Campos, uma nova paralisação dos trabalhadores está a caminho. Dessa vez, os protestos fazem parte da campanha salarial. Em julho, foi para evitar a demissão de 1500 funcionários.

A empresa tem até amanhã para atender as reivindicações da categoria. Caso não haja acordo, a greve pode começar na terça-feira.  O aviso de greve já foi protocolado pelo sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região.

Segundo o sindicato, a empresa ofereceu 2% de aumento real mais inflação. Proposta rejeitada na última quinta-feira. A categoria pede 7% mais inflação, chegando a 12%. Contando com os funcionários que estão em layoff contratos suspenso, a montadora possui 7.540 operários.

Ativistas, delegados e diretores sindicais se reúnem amanhã, às 18h, na sede do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos para definir as estratégias a serem adotadas para a semana. Além da GM, as outras empresas, com funcionários ligados ao sindicato, podem parar a partir de terça. Os operários também estão em campanha salarial. A base do sindicato possui 44 mil trabalhadores.

“As empresas estão tendo exoneração fiscal do governo mas ao mesmo tempo dão um reajuste insuficiente”, disse o secretário-geral do sindicato, Luiz Carlos Prates, o ‘Mancha’. Em Taubaté, também pode haver greve em algumas indústrias como protesto ao impasse nas negociações. Na base, só as montadoras já fecharam acordo, que foi antecipado no ano passado por Volks e Ford.

O Vale

Começa na Sexta-feira (24) a greve das Policias Rodoviarios

A Polícia Rodoviária Federal promete para a 0h desta sexta-feira, o início de greve no Vale do Paraíba, por tempo indeterminado em sintonia com o movimento nacional da categoria. Somente um acordo com o governo federal poderá suspender o ato. Uma reunião está agendada para esta quinta-feira, em Brasília. Os policiais rodoviários reivindicam um plano de cargos e salários, além da realização de um concurso público com 4.000 vagas.

Se confirmada, a paralisação vai afetar as 3 delegacias e 6 postos policiais à margem da rodovia Presidente Dutra, em São José dos Campos, Taubaté e Cachoeira Paulista. Apenas 30% do efetivo de cerca de 150 policiais atenderá casos de emergência, como acidentes. O combate ao tráfico de drogas e de armas será suspenso. O movimento é extensivo a todo o Estado e já acontece desde o início da semana em algumas unidades da Federação, como Rio de Janeiro, Bahia e Rio Grande do Sul.

Os postos da PRF na Dutra serão fechados e as viaturas ficarão com a traseira voltada para a pista, em sinal de protesto. Serviços de emergência serão mantidos, como atendimento a acidentes. O combate a crimes como o roubo de cargas, tráfico de drogas, contrabando e exploração sexual de crianças e adolescentes serão totalmente paralisados.

“A gente vai tentar fazer com que o prejuízo à população seja o menor possível”, disse o policial rodoviário Orival Aguilar, que representa em São José o Sinprf-SP (Sindicato da Polícia Rodoviária Federal de São Paulo). Segundo ele, o pedido de concurso público uma das reivindicações da categoria seria para preencher uma lacuna no efetivo. “O país deveria ter 13 mil agentes, mas tem só 9.000”, disse Aguilar.

Está marcada para hoje, às 13h, em Brasília, uma nova reunião entre o Ministério do Planejamento e a Federação Nacional dos Policiais Rodoviários Federais (FenaPRF), quando serão discutidas as reivindicações da categoria. Em encontro na semana passada, não houve acordo.

Na última quinta-feira, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) proibiu os policiais rodoviários federais de realizar operação-padrão. Foi estabelecida uma multa de R$ 200 mil para a FenaPRF em caso de descumprimento. O STJ estendeu a decisão à Polícia Federal, em greve desde 7 de agosto em todo o país. Na região, a PF continua trabalhando com 30% do efetivo em São José dos Campos, São Sebastião e Cruzeiro.

O Vale

Sem acordo, Transporte Público da cidade ameaça Greve

Diante de novo impasse nas negociações salariais, os motoristas e cobradores de ônibus podem paralisar hoje novamente o transporte público de São José.  A ameaça foi feita ontem pelo Sindicato dos Condutores do Vale do Paraíba após reunião com a diretoria da Avetep (Associação das Empresas de Transporte do Vale do Paraíba) em que as concessionárias de ônibus ofereceram 4,88% de aumento o sindicato quer 8%.

A entidade também ameaça paralisações e protestos nos transportes coletivos de Taubaté e Jacareí. Em São José, desde o mês passado já foram realizadas três paralisações e operações tartaruga. Na última quinta-feira, os trabalhadores cruzaram os braços e deixaram 70 mil pessoas sem ônibus.

“Estão de brincadeira. Vamos atacar as empresas”, disse o presidente do sindicato, José Roberto Gomes, que não garantiu que a categoria trabalhará hoje em São José.  A greve poderá se estender a Caçapava, Jacareí e Taubaté nesta última cidade, já ocorreu operação tartaruga no último dia 28.

O advogado da Avetep, Victor Albuquerque, disse aguardar até fim do mês decisão do caso no Tribunal Regional do Trabalho. “A mobilização [do sindicato] não tem sentido, a não ser para colocar a população contra as empresas
A prefeitura também disse aguardar a decisão do TRT de Campinas e que não foi notificada sobre eventuais paralisações.

O Vale