Em meio a Eleição, candidatos prometem Subsidios

Para diminuir o déficit habitacional de 19 mil moradias, os candidatos a prefeito de São José prometem subsídios e parcerias com a CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional Urbano) e com o governo federal para garantir residências para a população de baixa renda.

Alexandre Blanco (PSDB)prometeu criar o programa ‘Casa de São  José’, que usará recursos do governo federal, estadual e da iniciativa privada, além de subsídios municipais no valor de até R$ 20 mil para a construção de moradias.

O valor do subsídio municipal vai levar em consideração a infraestrutura de serviços da região onde serão construídas as casas. Quanto maior a infraestrutura, maior o valor do subsídio. A ideia é estimular a construção de moradias em regiões já dotadas de infraestrutura.

De acordo com a coordenação da campanha de Blanco, o programa é semelhante ao ‘Casa Paulista’ do governo estadual, com a diferença que os subsídios municipais não serão fixos. Para viabilizar a proposta, Blanco pretende enviar projeto de lei para a Câmara autorizando o uso de recursos municipais para definir as regras.

Antonio Alwan (PSB) foi o primeiro a apresentar a proposta de subsidiar a construção de moradias para a baixa renda. Ele prometeu investir R$ 49 milhões em subsídios para a construção de 4.000 moradias. Carlinhos Almeida (PT) aposta na parceria com o governo federal e com a CDHU para contratar 8.000 casas para a baixa renda. Ele irá avaliar a necessidade de subsidiar moradias para a baixa renda.

“Minha meta é contratar 8.000 casas em parceria com programas como o Minha Casa, Minha Vida e com a CDHU, além de programas da própria prefeitura, utilizando inclusive os instrumentos previstos no Estatuto da Cidade.”

O Vale

Novo desafio da prefeitura é conviver com máquinas

Carro-chefe da Prefeitura de São José dos Campos, o funcionalismo será um dos maiores desafios do próximo ocupante do gabinete principal do 7º andar do Paço. As terceirizações das gestões do Hospital Municipal, do Hospital de Clínicas Norte, do Parque Vicentina Aranha e do Parque Tecnológico ampliaram os gastos fixos com pessoal, mesmo que indiretamente, comprometendo a capacidade de investimentos.

De acordo com dados fornecidos pelo governo Eduardo Cury (PSDB), hoje a prefeitura possui 13.052 servidores, sendo 9.090 na administração direta e 3.962 na administração indireta (Urbam, Fundação Cultural, Fundhas e Instituto de Previdência do Servidor).

A folha de pagamento mensal é de R$ 40 milhões, comprometendo 42,52% do orçamento municipal.  No entanto, este valor não inclui os funcionários contratados pelas OSs (Organizações Sociais) que administram os hospitais, o Vicentina Aranha e o Parque Tecnológico.  Os salários dos cerca de 2.000 servidores são pagos através dos repasses que o governo faz para estas entidades para custeio.

Além da ‘máquina’ administrativa mais cara, o próximo prefeito de São José terá que conviver com pressões para aumento de salários e realização de novos concursos públicos e terá que resolver as divergências geradas pelos novos planos de carreira.

A exemplo das outras áreas discutidas na campanha eleitoral, os candidatos Alexandre Blanco (PSDB) e Carlinhos Almeida (PT) divergem em relação ao modelo de gestão para o funcionalismo. Candidato da situação, o tucano rebate as críticas do Sindicato dos Servidores e promete manter e ampliar os novos planos de carreira e o sistema de meritocracia.

Ele também defende as terceirizações como forma de garantir mais agilidade e qualidade no serviço público. “Vou investir fortemente em capacitações e em treinamento para que os servidores dos planos de carreira novo e antigo possam ascender, garantindo a eles que o mérito os levará a obter melhores condições salariais e funcionais”, disse Blanco.

Principal candidato da oposição, Carlinhos adota uma postura mais cautelosa quando questionado sobre os planos de carreira, meritocracia e terceirizações. Ele disse que irá fazer avaliação rigorosa para decidir se os modelos serão mantidos. “Tudo que estiver funcionando bem será mantido. Sobre os planos de carreira, vou avaliar em conjunto com o servidor. Os direitos adquiridos serão mantidos e os méritos serão valorizados com critérios transparentes.”

O Vale

Em meio a eleição, Educação abre portas para Guerra

Representantes do governo Eduardo Cury (PSDB) atacaram ontem as propostas apresentadas pelo prefeiturável Carlinhos Almeida (PT) para a área de educação, acirrando ainda mais a disputa pelo governo de São José dos Campos. Carlinhos prometeu no horário eleitoral na TV municipalizar todas as escolas estaduais de ensino fundamental, ampliar as escolas de ensino integral e disponibilizar um tablet para cada estudante do ensino fundamental hoje, são 38 mil.

O Estado possui 66 mil alunos, dos quais cerca de 50 mil poderão migrar para rede municipal, dobrando o número de alunos atendidos. O petista prometeu incluir 9.100 alunos do 1º ao 5º anos de 22 escolas estaduais. Para isto, quer usar repasses do Fundeb, que hoje são de cerca de R$ 2.900 por aluno ao ano. Nos dois governos Cury, foram municipalizadas dez escolas estaduais.

“Ele Carlinhos pode municipalizar todas as escolas, mas a qualidade do ensino vai para o ralo. O PT também só municipaliza até o 5º ano. Nós em São José fazemos a municipalização completa até o 9º ano. A municipalização é uma tendência, mas tem que ser feita com responsabilidade”, disse o secretário de Educação, Alberto ‘Mano’ Marques.

Segundo ele, o custo médio de um aluno na rede é de cerca de R$ 6.000. “Quando se municipaliza uma escola, todo o custo de manutenção, professor e merenda vem para a prefeitura. E a prefeitura passa apenas a receber repasse do Fundeb por aluno e tem que complementar o restante.”

Outro ponto polêmico foi a promessa do petista de distribuir tablets aos alunos da rede um investimento estimado em R$ 45,6 milhões, -de acordo com o preço de mercado. “Este projeto será uma realidade no futuro, após a formação do professor no uso de novas tecnologias. Não adianta entregar tablet na mão do aluno sem proposta pedagógica. Isso só mostra desconhecimento do candidato. Eu tenho mais o que fazer com esse dinheiro”, afirmou Mano.

Por meio da assessoria, Carlinhos afirmou que a distribuição de tablets irá priorizar alunos do 6º ao 9º ano, que são hoje 17.500. Disse ainda que pregão realizado pelo Ministério da Educação para compra destes equipamentos educacionais reduziu preço da unidade para cerca de R$ 184, o que torna o projeto viável. Carlinhos também prometeu implantar escolas de tempo integral com ensino profissionalizante, fortalecendo a atuação da Fundhas.

O Vale

Candidatos a vereadores escondem nome de Prefeitos

Candidatos a vereador da coligação liderada por Alexandre Blanco (PSDB) estão ‘escondendo’ o nome do tucano em propagandas de rua da zona leste da cidade. No caso do PT, a situação é inversa. O próprio candidato Carlinhos Almeida tem abolido o vermelho (cor oficial do partido) e o nome da legenda de seu material de campanha.

Na periferia da zona leste, o nome de Alexandre Blanco quase não aparece no material de campanha da maioria dos candidatos do PP e do PTN. Em alguns casos, o nome de Blanco é escondido com adesivos ou fitas. “Não estamos divulgando muito o nome dele, porque as pessoas se afastam. A maioria aqui vai votar no Carlinhos, então a gente fala mais sobre o candidato a vereador”, disse uma liderança da zona leste, que preferiu não se identificar.

Na zona leste, o candidato Alexandre Blanco registrou seu pior desempenho na pesquisa O VALE/Mind divulgada no último domingo, com 18,8% das intenções de voto, contra 61% de Carlinhos Almeida.  Em bairros como Santa Hermínia, Bom Retiro e Primavera 1 e 2, o nome do candidato tucano ainda é desconhecido.

“Sei do candidato Carlinhos Almeida. O resto, eu não conheço. Só sei que o candidato do PSDB é enteado do prefeito”, disse a comerciante Silvana Evangelista, 50 anos, moradora do Bom Retiro. Blanco é enteado do ex-prefeito Emanuel Fernandes (PSDB), hoje deputado federal.

Para o pedreiro Jaime Luiz Lima, 63 anos, do Primavera, a região foi esquecida pelos candidatos a prefeito. “Placa tem, mas ninguém vem aqui para dizer que vai urbanizar o bairro”, disse. O coordenador de campanha de Blanco, Anderson Faria Ferreira, negou boicotes dos candidatos aliados.  “São casos isolados”, disse.

Mas, segundo ele, o partido planeja uma campanha mais agressiva na região com o apoio dos candidatos Cristóvão Gonçalves (PSDB) e Alexandre da Farmácia (PP). O vermelho perdeu espaço para o azul nas placas oficiais do candidato do PT, Carlinhos Almeida. A sigla do partido também não aparece mais em destaque.

“A nossa campanha usa o azul porque é a cor da cidade. Não escondemos a identidade do PT. O Carlinhos tem história no PT, já foi presidente do partido, tem 30 anos de vida pública e é um candidato ficha limpa”, disse o coordenador da campanha do petista, Wagner Balieiro.  Segundo ele, o objetivo da publicidade é mostrar que o partido irá governar com aliados e pessoas da cidade.  “Não vamos governar não só com o PT.”

O Vale

Debate entre candidatos é sobre a Lei de Zoneamento

Em debate com moradores do Jardim Aquarius, na zona oeste de São José dos Campos, os candidatos a prefeito se comprometeram a manter o atual zoneamento do bairro, que limita a construção de novos prédios na região. A promessa foi feita, inclusive, pelos candidatos Carlinhos Almeida (PT), Antonio Alwan (PSB) e Cristiano Pinto Ferreira (PV), que defendem durante esta campanha alterações na nova Lei de Zoneamento, aprovada há dois anos.

Os demais postulantes, Alexandre Blanco (PSDB), Ernesto Gradella (PSTU) e Fabrício Correia (PSDC), que já tinham se posicionado pela manutenção das atuais regras, mantiveram suas posições durante debate organizado pela SAB (Sociedade Amigos de Bairro) do Aquarius e Adjacências.

O candidato Gilberto Silvério (PSOL) não esteve presente no encontro. Carlinhos Almeida, que cumpriu agenda como deputado federal em Brasília, mandou seu coordenador de campanha, o vereador Wagner Balieiro (PT), para representá-lo. No encontro, os candidatos também se comprometam a pensar numa nova ligação entre o bairro e o Anel Viário hoje, a única opção é a saída pela avenida Cassiano Ricardo, que já enfrenta sinais de saturação em horários de pico.

Outro compromisso feito pelos postulantes junto aos cerca de 80 moradores presentes no debate foi no sentido de buscar o reforço de policiamento na região, que passará a contar com três Fóruns atualmente, funcionam no Jardim Aquarius os fóruns Federal e Trabalhista. Em novembro, o Fórum Estadual deve ser transferido para o bairro.

Segundo a SAB, o Aquarius conta hoje com 101 prédios e outros 21 em construção.  O bairro também conta com nove áreas livres, que podem ter prédios com até 15 pavimentos.  Há ainda a área do pasto ao lado do condomínio Sunset Park, que tem seu zoneamento restrito a imóveis com até oito metros de altura (dois pavimentos).

“O prefeito comprou bastante briga, os vereadores compraram brigas, justamente para assegurar qualidade. Tenho o compromisso de manter a atual lei”, disse Blanco. “O Carlinhos tem dito em todos os debates que só promoverá mudanças na Lei de Zoneamento com um amplo debate. No Aquarius, não se deve mexer em mais nada, temos que parar com o crescimento”, afirmou Balieiro.

O Vale

Em meio a corrida eleitoral, antigos candidatos somem

O que têm em comum a ex-secretária de Governo de São José Claude Mary de Moura (PSDB), a ex-prefeita Ângela Guadagnin (PT) e o empresário Apóstole Lázaro Chryssafidis, o ‘Lack’? Figuras centrais em diversas campanhas pelo Paço, neste ano eles são personagens ‘invisíveis’ da corrida sucessória.

Secretária de Governo até abril, quando se desincompatibilizou do cargo para disputar a indicação do PSDB para a prefeitura, Claude ‘sumiu’ depois de ser derrotada por Alexandre Blanco. Não voltou ao governo Eduardo Cury (PSDB) nem tem aparecido em eventos e atividades da coligação encabeçada por Blanco. Bem diferente de 2008, quando coordenou a campanha de Cury à reeleição.

Já Ângela, que governou São José de 1993 a 96 e atualmente é vereadora, tem sido ‘escondida’ pelo prefeiturável Carlinhos Almeida (PT), a exemplo do que já aconteceu nos pleitos de 2004 e 2008. Apontada pelos tucanos como tendo deixado uma ‘herança maldita’, Ângela que também foi a protagonista da ‘Dança da Pizza’ em 2006 defendendo petistas acusados de fazerem parte do mensalão não tem sido vista nas ruas ao lado de Carlinhos.

Embora negue, o candidato petista não quer associar sua imagem a uma prefeita que teve governo mal avaliado pela população. Mas o campeão em termos de rejeição é ‘Lack’, presidente da Abetar (Associação Brasileira das Empresas de Transporte Aéreo Regional). Investigado por supostas irregularidades no uso de verbas públicas federais, o empresário vive situação inusitada.

Ele ainda não foi visto em atividades da campanha de Blanco, apesar de seu partido, o PP, fazer parte da coligação tucana. Também não apareceu ao lado de Carlinhos, de quem foi o coordenador da campanha ao Paço em 2008. Claude e Ângela minimizaram os efeitos do ostracismo na corrida sucessória.

“A escolha do candidato a prefeito já é um fato superado. Não tenho participado de panfletagens devido a compromissos particulares, mas tenho ajudado o partido sempre que me pedem”, disse Claude. “Não tenho ido para as ruas com o Carlinhos porque estou fazendo minha campanha à reeleição na Câmara. Mas estamos juntos”, afirmou Ângela. Lack não foi localizado ontem para comentar o assunto.

Carlinhos negou ‘racha’ com Ângela. “A Ângela está cuidando da campanha dela, mas de vez em quando participamos de eventos juntos. Quanto ao Lack, ele fez parte da coordenação da minha campanha em 2008 porque era de um partido aliado. Agora, não é da coligação e portanto não tem motivos aparecer na minha campanha.”

Já o coordenador da campanha de Blanco, Anderson Faria, garantiu que Claude tem ajudado na campanha. “Ela tem colaborado bastante, como sempre fez. Quanto ao Lack, ele é amigo do Carlinhos e não nosso.”

O Vale

Blitz é intensificado para evitar poluição visual da Eleição

A Justiça Eleitoral de São José iniciou uma megaoperação contra a propaganda irregular e a poluição visual nas ruas da cidade. Oficiais de Justiça percorrem as principais avenidas da região sul desde a última sexta-feira para apreender publicidades irregulares.

A operação deflagrada pelo juiz eleitoral Gustavo Alexandre Beluzo, da 412ª Zona Eleitoral, tem o objetivo de remover o material “abandonado” pelos candidatos e fixado em áreas proibidas. O magistrado editou portaria que determina a remoção compulsória do material irregular por meio de mandados de busca e apreensão.

Antes da portaria, os candidatos eram notificados e tinham até 48 horas para remover a propaganda, sem punições. Desde o início da campanha eleitoral, o cartório já recebeu 35 denuncias. Nas blitz, oficiais de justiça acompanhados de policiais militares e um caminhão baú recolhem todo tipo de material que estiver em desacordo com a lei eleitoral.

Já foram realizadas blitze nas avenidas Andrômeda, Cidade Jardim e Bacabal. Segundo o chefe do cartório Luis Fernando Vaz Castilho, 45 anos, foram apreendidas 23 peças entre placas, bandeiras e cavaletes fixados de maneira irregular. Foram recolhidas placas e bandeiras de candidatos a vereador de três coligações PT, PSDB e PSB.

“Estamos fazendo retiradas compulsórias de placas e cavaletes abandonados durante a madrugada ou que dificultam a visibilidade em canteiros centrais”, disse Castilho. A lei permite a fixação de materiais publicitários de campanha somente entre 6h e 22h.

“Também faremos blitze educativas durante o dia. Em comércios de uso comum, jardins, praças, árvores, postes e terrenos públicos é proibida a publicidade eleitoral”, disse Castilho. Segundo ele, todo material apreendido será objeto de processo de descarte.

A Justiça também mantém as notificações nos casos de fixação de material publicitário em locais públicos e particulares sem autorização. Um dos alvos da Justiça é a fixação de material em uma área pública localizada ao lado da via marginal da Dutra, na avenida Sebastião Henrique da Cunha, entulhada de placas de candidatos.

A Justiça determinou a remoção do material em 48h. O prazo venceu às 9h de ontem, mas, até o final da tarde, ainda havia 16 placas afixadas. No terreno, há placas de candidatos ao Legislativo e para prefeito do PT e do PSB. A Justiça avalia uma forma de punição aos candidatos. Apesar da lei dar um brecha de 48 horas para a remoção da propaganda irregular, em casos de reincidência o candidato pode ser alvo de representação pelo Ministério Público. A multa varia de R$ 2.000 até R$ 8.000.

O Vale

Classe Nobre querem barrar crescimento de Prédios

Na contramão do lobby das construtoras para suspender os efeitos da nova Lei de Zoneamento por cinco anos, lideranças comunitárias de São José dos Campos decidiram se mobilizar para pressionar os candidatos ao Paço a manter as regras atuais em seus bairros.

A Associação dos Moradores do Jardim Esplanada, na região central, está preparando uma carta-compromisso, que será submetida a todos os sete postulantes ao governo, solicitando que o bairro continue residencial. O objetivo é evitar zoneamento misto como existe na Avenida Barão Rio Branco, onde estabelecimentos comerciais foram implantados ao lado das casas.

Já os moradores da Urbanova, na zona oeste, querem impedir que seja derrubada a limitação a 15 andares na altura dos prédios. Para reforçar esta posição, pretendem realizar uma sabatina com os candidatos no mês que vem.

A luta contra os espigões iniciada pela comunidade da Urbanova ganhou destaque nos últimos anos e ajudou a acelerar a implantação da atual Lei de Zoneamento, mais restritiva que a anterior. Segundo a presidente da Associação dos Moradores do Jardim Esplanada, Maria Lúcia Fonseca Garcia, a mobilização da comunidade ganhou força após a pressão das construtoras para flexibilizar as regras de ocupação do solo.

“A nova Lei de Zoneamento garantiu qualidade de vida à população do Esplanada e não queremos perder esta conquista. Vamos apresentar a carta a todos os candidatos ao governo para que eles assumam o compromisso de manter o bairro residencial.”

Uma das principais lideranças da Urbanova, o advogado Constantino Schwager disse que os moradores do bairro não abrem mão das restrições aos espigões. “A mobilização por uma Lei de Zoneamento mais restritiva começou aqui na Urbanova e vamos aproveitar a eleição para cobrar que o próximo prefeito não faça alterações.”

Já a Aleste, associação que reúne as SABs (Sociedades Amigos de Bairro) da zona leste, aproveitará o encontro com os sete prefeituráveis no próximo dia 29 para cobrar compromissos como diminuição da poluição e regularização dos bairros clandestinos.

“Antes do encontro com os candidatos, vamos distribuir cartas à população com nossas reivindicações”, afirmou o presidente Felipe Souza. “Depois do evento, cada SAB formulará um relatório, que será apresentado aos candidatos como um compromisso com os nossos bairros”, acrescentou.

O Vale

Parlamentares tentam reeleição na cidade

Quase a metade dos 20 vereadores de São José que tentam a reeleição neste ano poderá chegar pelo menos ao quarto mandato na Câmara. São nove candidatos à reeleição com pelo menos 12 anos atuando como parlamentar.

Do grupo, os principais casos são dos vereadores Macedo Bastos (DEM), que está no sétimo mandato, e Amélia Naomi (PT) e Miranda Ueb (PPS), ambos na sexta legislatura. Também candidatos, Alexandre da Farmácia (PP), Cristóvão Gonçalves (PSDB), Dilermando Dié (PSDB), Valdir Alvarenga (PSB) e Walter Hayashi (PSB) tentam chegar a quinta eleição consecutiva, enquanto Dulce Rita (PSDB) está em seu terceiro mandato.

A longevidade dos mesmos nomes dentro da Câmara, para o sociólogo político Alacir Arruda, presta um desserviço à democracia. “São os políticos de carreira”, diz. Os vereadores rebatem. Para eles, sua permanência no poder está associada aos bons serviços prestados. “As pessoas reconhecem nosso trabalho”, afirmou Miranda Ueb.

Dos atuais vereadores candidatos à reeleição, outros seis –Fernando Petiti e Juvenil Silvério, do PSDB; Tonhão Dutra e Wagner Balieiro, do PT; Luiz Mota (DEM) e Robertinho da Padaria (PPS)– tentam o terceiro mandato. Angela Guadagnin (PT), Jairo Santos (PV), Renata Paiva (DEM), João Tampão (PTB) e Vadinho Covas (PSDB) buscam a primeira reeleição.

Na atual composição da Câmara, só Cristiano Pinto Ferreira (PV) não é candidato no Legislativo, já que disputa a eleição majoritária. “À medida que o vereador fica três, quatro mandatos, ele cria uma rede de poder. Isso não é saudável para o processo democrático”, disse Arruda.

“O pior é que a renovação, que acontece em escala mínima, atinge só os novatos, eles que acabam sendo trocados”, diz o coordenador do Gedesp (Grupo de Estudos do Desenvolvimento Econômico Social e Político), Almir Fernandes.

Os próprios vereadores, candidatos que são, reconhecem que “eternizar” nomes no poder não é saudável. “A alternância é sempre positiva. Mas isso não significa que temos que trocar sempre”, afirmou Hayashi.
“Às vezes, os novos chegam e ajudam muito. Mas, para mim, ter 20 anos de vida política não é negativo, pelo contrário”, disse Ueb.

O vereador Macedo Bastos (DEM), candidato ao seu oitavo mandato na Câmara de São José, defende que só a “renovação dos vereadores” não seria uma solução para o Legislativo. “É preciso que se renove com qualidade”, diz. Contudo, ele defende as eleições ilimitadas para o cargo.

O Vale

Imagem: Senado

Anel Viário vira disputa para propaganda de Candidatos

Menos de um mês depois do início da campanha eleitoral, placas com propagandas de candidatos a prefeito e vereador já tomaram as margens do Anel Viário, principal corredor de São José dos Campos. Por enquanto, as coligações encabeçadas pelo PT, que lança Carlinhos Almeida ao Paço Municipal, pelo PSDB, com Alexandre Blanco, e pelo PSB, de Antonio Alwan, dominam as ruas da cidade com propagandas.

Além do Anel Viário, pontos de grande movimentação, principalmente perto de escolas e igrejas, já começam a ser tomados pela publicidade. A eles, devem se juntar os outros concorrentes já nos próximos dias. Mesmo os partidos menores, como PSTU e PSOL, planejam começar a instalar placas às margens de vias e em terrenos cedidos.

O uso de cavaletes, também autorizado neste ano, ainda não foi definido. PSDB e PT dizem que não vão utilizá-los.  Os partidos afirmam que procuram lugares estratégicos. “Não adianta gastar horrores com placas e não aparecer”, afirmou o presidente do PSB, Erivelto Wagno. “Escolas, igrejas, locais de grande trânsito são os mais procurados”, disse o presidente do diretório municipal do PT, Wagner Balieiro.

O PSDB afirmou que já instalou 100 placas e que outras 100 estão em confecção. Junto com as placas, os partidos têm intensificado os ‘bandeiraços’ nas principais vias da cidade. Só ontem, eram três na avenida Bacabal, zona sul. “Quem não é visto, não é lembrado. Esse é um princípio básico”, afirmoua coordenadora do curso de pós-graduação em Marketing Político da Unitau, Letícia Maria. “Agora, só a colocação de placas e cavaletes não é determinante para a campanha.”

O Vale