Os sete candidatos a prefeito de São José dos Campos projetaram gastar juntos até R$ 11,3 milhões na corrida pelo Paço, que começa oficialmente hoje. Esse valor representa a soma das previsões de gastos apresentadas ontem pelos postulantes à Justiça Eleitoral, junto com os registros de candidaturas.
O candidato do PSDB, Alexandre Blanco, lidera a lista com teto de despesa de R$ 2,9 milhões, seguido pelo candidato do PSB, Antonio Alwan, que prevê gastar até R$ 2,7 milhões na corrida pelo Paço. O candidato do PT, Carlinhos Almeida, estimou as despesas de sua campanha em até R$ 2,5 milhões. O PV estimou os gastos da campanha de Cristiano Pinto Ferreira em até R$ 1,9 milhão.
Entre os pequenos partidos, a maior projeção de despesas é do candidato do PSDC, Fabrício Correia: R$ 1 milhão. O PSTU informou à Justiça Eleitoral que irá gastar até R$ 200 mil na campanha de Ernesto Gradella. O PSOL estimou as despesas do seu candidato a prefeito, Antonio Gilberto Silvério, em até R$ 150 mil.
Na eleição municipal de 2008, o PSDB previu gastar até R$ 2,4 milhões na campanha de reeleição de Eduardo Cury. O PT fixou teto de R$ 1,2 milhão para Carlinhos. Na avaliação dos candidatos e partidos, dificilmente os gastos irão atingir o teto informado à Justiça Eleitoral.
“O cálculo foi feito de acordo com base em outras campanhas, mas não vamos atingir o previsto”, disse o coordenador da campanha tucana ao Paço, Anderson Farias Ferreira. Avaliação similar tem o presidente do diretório do PT, vereador Wagner Balieiro. “A previsão informada não significa que necessariamente será atingida”, afirmou.
“Não vamos gastar o que foi previsto. É mais para termos uma margem de segurança”, pontuou o candidato do PSB, Antonio Alwan. Para o candidato do PSTU, Ernesto Gradella, o valor apresentado representa a possibilidade de arrecadação do partido. “Trabalhamos dentro das nossas possibilidades”, disse.
Em Jacareí, o atual prefeito e candidato à reeleição Hamilton Ribeiro Mota (PT) instituiu como teto à campanha o valor de R$ 2 milhões, segundo sua assessoria. Em seguida no ranking aparece o candidato Izaías Santana (PSDB), com R$ 1, 5 milhão, seguido de Adriano da Ótica (PPS), com previsão de R$ 500 mil, e Suzete Chaffim (PSOL), com R$ 100 mil.
Para a consultora política Gil Castillo, o custo de uma campanha pode variar de acordo com a proposta de marketing de cada candidato. “Cada candidatura é específica. Desde TV até a gasolina gasta na campanha. É uma questão proporcional. Quanto maior a cidade, maiores serão as demandas de ação”.
O eleitor poderá acompanhar pelo site do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) a prestação de contas dos candidatos. Durante a campanha, os partidos terão que apresentar duas prestações de contas e, ao final do pleito, o balanço geral do montante arrecadado e do gastos efetivados.
O Vale