Cidade tem indices de aumento de raios

A incidência de raios em São José cresceu mais de cinco vezes no período de um mês, somando-se à destruição causada pela chuva em alguns bairros do município. De 20 de dezembro de 2012 a 20 de janeiro último, ocorreram 6.105 descargas elétricas na cidade contra 1.115 do mesmo período de tempo na virada de 2011 para 2012.

Em Pindamonhangaba, o número de raios foi seis vezes maior no período. Os dados são do Elat (Grupo de Eletricidade Atmosférica) do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). Cerca de 130 pessoas morrem todos os anos no Brasil vítimas do fenômeno. Especialistas alertam para os perigos dos raios e lembram do perigo da exposição em dias de tempestades.

No último dia 22 de dezembro de dezembro, um rapaz de 21 anos foi atingido por um raio e morreu enquanto andava a cavalo em Potim. Em 6 de janeiro último, um casal também morreu após receber uma descarga elétrica numa praia de Bertioga, no Litoral Sul de São Paulo.

O Brasil é um dos líderes em incidência de raios no mundo, com 50 milhões de descargas em média por ano, e o Vale do Paraíba é uma das regiões mais atingidas pelo fenômeno no país. Entre 1º e 20 de dezembro do ano passado, a incidência quadruplicou em Taubaté em relação ao mesmo período de 2011, passando de 383 para 1.558. Em São José, o crescimento neste intervalo de tempo foi de 65%.

O pesquisador do Elat, Daílton Guedes, aponta dois fatores principais para alta nos números: maior ocorrência de chuvas e monitoramento mais preciso das descargas. “O nosso sistema de contagem está trabalhando hoje com mais sensores e mais programas de computador, o que aumenta o registro do fenômeno”, afirmou o pesquisador. Ele também admite que os temporais têm sido mais frequentes na região. “A gente percebe que está chovendo mais a cada ano e pode ser que neste verão o Sudeste tenha mais chuva do que em outros anos”, disse Guedes.

O Vale

Publicado em: 25/01/2013

Novo prefeito da cidade ganha aumento de sálario

Os aumentos nos salários do prefeito, vice-prefeito e dos 27 secretários municipais de São José foram aprovados por unanimidade, mas sem parecer da assessoria jurídica da Câmara. A prática de votações sem parecer jurídico sempre foi condenada pelo PT nos governos tucanos dos ex-prefeitos Emanuel Fernandes e Eduardo Cury.

Com a extensão do gatilho dos servidores de 5% aos vencimentos do prefeito Carlinhos Almeida (PT) e dos 27 secretários, o subsídio do prefeito saltou de R$ 19.395 para R$ 20.365 e dos secretários, de R$ 9.697 para R$ 10.182. Já o salário do vice- prefeito saltou de R$ 6.658,03 para R$ 13.576,66 (equivale a 20 salários mínimos), amparado por suposto apontamento legal da mesa diretora.

Entretanto, não existe exigência legal para que o salário do vice-prefeito corresponda a dois terços do vencimento do prefeito, argumento utilizado pela mesa diretora para garantir um aumento de 103% para o vice Itamar Coppio (PMDB).

“Colocamos o aumento que corresponde a dois terços do salário do prefeito para seguir a lei. É importante acertar o salário do vice”, disse a presidente da Câmara, Amélia Naomi (PT), durante a sessão de anteontem. O peemedebista passou a ganhar R$ 13.576,66 o segundo maior salário entre os vice-prefeitos do Estado de São Paulo, ficando atrás apenas da vice-prefeita de São Paulo, Nádia Campeão (PCdoB), que recebe R$ 21.705.

O supersalário proposto pela Câmara a Itamar também supera o salário de vice-prefeitos de cidades maiores que São José, como Campinas, onde o salário do vice-prefeito é de R$ 12.886, e Guarulhos, onde o subsídio é de R$ 11.359.

O salário do peemedebista também é cinco vezes maior que o pago ao vice-prefeito de Jacareí, Adel Charaf Eddine (PMDB), que recebe R$ 2.753,81. Em Taubaté, o vice-prefeito Edson de Oliveira (PTB) recebe R$ 4.269,37. Procurado, Itamar não atendeu as ligações e nem retornou os contatos até as 22h30.

Por nota, a prefeitura disse apenas que os projetos ainda estão sob análise e que não há previsão para a sanção do prefeito. Por meio da assessoria, a presidente da Câmara, Amélia Naomi, não informou qual a base legal do reajuste.

Também foi informado ao O VALE que não havia necessidade legal do parecer jurídico e que ele não seria condicionante para a votação. Especialistas em direito administrativo e cientistas políticos criticaram a manobra da Câmara de São José para elevar o subsídio dos agentes políticos.

“Eles sempre encontram uma desculpa jurídica para fixar um aumento em pleno in´cio de governo”, disse a especialista em administração pública Odete Medauar. Para o cientista político da Unitau, Mauricio Cardoso do Rego, o ato é imoral.

“Hoje o PT está na presidência da Câmara e poderia barrar esse aumento, mas mantém as mesmas aberrações imorais. Qual servidor recebeu mais de 100% de aumento?”, questionou o especialista.  O reajuste nos salários dos políticos também foi criticado por sindicatos e lideranças políticas de São José. O Sindicato dos Servidores, chegou a relatar que até o momento a pauta de reivindicação da categoria, que inclui aumento real no salário base dos servidores, ainda não foi aprovada. O PSTU pretende entrar com uma ação na Justiça para barrar os reajustes.

O Vale

Publicado em: 25/01/2013

Cidade tem solicitação para aumento de médicos

O Comus (Conselho Municipal de Saúde), de São José dos Campos, encaminhou um pacote de reivindicações ao secretário de Saúde, Álvaro Machuca. O documento foi entregue na semana passada, durante reunião do conselho com o secretário.

São 11 propostas, que foram aprovadas na 11ª Conferência Municipal de Saúde e compiladas em outubro do ano passado pelo Colegiado Pleno do Comus. Entre as principais recomendações estão a atenção especial ao setor de Recursos Humanos da pasta, provendo o sistema de número adequado de profissionais para atender a demanda existente e eliminar o desvio de funções; concretizar propostas de mudanças para a melhoria do plano de carreira dos profissionais da saúde e adoção de medidas emergenciais para o atendimento das demandas reprimidas existentes na áreas de atenção básica, especialidades e cirurgias.

O Comus recomendou ainda a implantação de programas de saúde dos governos federal e estadual, como PSF (Programa de Saúde da Família), Brasil Sorridente e SAMU, entre outros, além de ampliação do desenvolvimento de políticas de saúde preventiva, principalmente em relação às doenças crônicas, como diabetes e hipertensão arterial.

Também foi pedido ao secretário que garanta a efetiva participação do Comus no sistema de gestão da Saúde, visando manter a transparência nos investimentos e na execução do orçamento da secretaria. A presidente do Comus, Meire Ghilarducci, disse que o documento foi elaborado para ser entregue ao novo prefeito na primeira reunião anual do conselho.

“O encontro com o secretário Machuca ocorreu na quarta-feira da semana passada e foi bastante positivo.” Segundo ela, o colegiado do Comus tem expectativa positiva para o trabalho de Machuca. “Ele trabalhou na secretaria e conhece bem a área”.

No encontro, Machuca relatou aos membros do Comus as tratativas para a realização do primeiro mutirão, promessa de campanha do prefeito Carlinhos Almeida (PT). “O secretário relatou que está mantendo contato com os parceiros da rede para a realização do mutirão. O Comus vai acompanhar e apoiar a iniciativa para depois tratar de outros temas relacionados a projetos para a melhoria do setor”, disse Meire. Segundo ela, Machuca se comprometeu, sempre que possível, a participar das reuniões do colegiado.

O Vale

Publicado em: 17/01/2013

Consumidores se irritam com aumento de estacionamento

O aumento no preço do estacionamento do CenterVale Shopping, em São José dos Campos, tem gerado reclamações de lojistas e clientes do centro de compras. O valor pelo uso de quatro horas saltou de R$ 3 para R$ 4 os primeiros 20 minutos são gratuitos. A mudança foi implementada no começo do mês.

Para os mensalistas lojistas que pagam por mês para guardar seus veículos, o preço dobrou: de R$ 100 para R$ 200. Além disso, cada loja agora tem uma vaga disponível antes, o número era ilimitado. A assessoria do shopping informou que a taxa dos mensalistas não sofria reajuste há pelo menos três anos. Já os lojistas reclamam que não foram avisados do aumento com antecedência.

O estacionamento do CenterVale possui 2.200 vagas. Em 2012, o empreendimento investiu R$ 500 mil na instalação de um aplicativo que usa cores para mostrar ao consumidor onde há lugar disponível para estacionar. Em cada pavimento do edifício garagem, um sensor com luz LED está instalado no teto, sobre a vaga. A cor da luz indica se a vaga está ocupada (vermelho), livre (verde) e se é preferencial: azul para deficiente e amarelo para idoso.

“Eu acho o estacionamento muito bom. Pena que o preço tenha subido tanto”, disse a empresária Ana Lúcia Lopes. Na região, o CenterVale só perde em número de vagas de estacionamento para o Vale Sul Shopping. Já no quesito preço o CenterVale agora lidera R$ 4 contra R$ 3 do Vale Sul (para quatro horas). No Colinas há gratuidade por duas horas de uso.

Porém, enquanto os lojistas do Vale Sul têm acesso ilimitado ao estacionamento e pagam R$ 50 por mês, no CenterVale agora é uma vaga por loja ao preço de R$ 200. “O aumento de R$ 100 foi muita coisa. É um absurdo. E nem houve comunicado antecipado”, disse a gerente de loja Vanessa Freitas, 21 anos.

O Vale

Publicado em: 17/01/2013

Com o fim do ano, cresce o número de empregos na cidade

Boa notícia para quem pretende terminar o ano com carteira assinada no Vale do Paraíba. O programa Emprega São Paulo/Mais Emprego está com mais de 1.100 vagas de emprego abertas na região. A agência é gerenciada pela Sert (Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho) de São Paulo em parceria com o Ministério do Trabalho e Emprego.

Os interessados em trabalhar como operador de eletromecânica, motorista carreteiro e pedreiro de acabamento têm mais chance. Segundo a agência, essas vagas são destaques na região. O candidato precisa ficar atento. É nessa época de fim de ano que surgem mais oportunidades no mercado, segundo a diretora regional do Mais Emprego, Milena Guimarães Coelho.

“É uma boa época para buscar emprego. Além dos números efetivos que já são altos, também surgem as vagas temporárias para o Natal em toda a região”, afirmou. Para ter acesso às vagas, é simples. Basta acessar o site www.empregasaopaulo.sp.gov.br, criar login, senha e informar os dados solicitados.

Para quem não tem acesso à internet, outra opção é comparecer a um PAT (Posto de Atendimento ao Trabalhador) com RG, CPF, PIS com número ativo e Carteira de Trabalho. “É muito fácil. Uma forma de facilitar a vida de quem está atrás de uma recolocação no mercado de trabalho”, disse Milena.

Uma dica da gerente regional é manter o cadastro atualizado para não perder oportunidades de trabalho. De acordo com ela, as vagas são atualizadas diariamente. Ao todo, são 1.122 novas oportunidades para a região. Os itens escolaridade e experiência variam de acordo com a área de atuação e com a empresa que oferece a vaga. Para a estagiária Raianny de Freitas Rodrigues, 17 anos, a ferramenta de cadastro é fácil.

“Meu estágio está acabando e vou procurar um emprego pelo site do Emprega São Paulo. Acho fácil. Hoje em dia, a maioria das pessoas têm acesso à internet. Acho muito importante as vagas serem divulgadas”, disse ela. Muita gente deixa de procurar emprego por falta de experiência. Para a gerente regional do Mais Emprego, experiência não é uma regra. “Nem sempre o empregador pede experiência. Há oportunidade para todos. É só ficar atento e correr atrás”, afirmou Milena.

Outra dica de Milena é a importância do candidato em se manter atualizado e qualificado profissionalmente. Segundo ela, quem se qualifica, passa à frente dos mais candidatos. “É importante manter os dados atualizados para que o interessado tenha sempre acesso aos programas de qualificação da Sert, com o time do Emprego e o PEQ (Programa Estadual de Qualificação), por exemplo”, disse.

Depois dos testes preliminares é a hora da entrevista. Um ‘fantasma’ na vida de algumas pessoas. Como se portar? O que vestir? Como falar? São dúvidas frequentes. A dica da secretaria é tentar manter-se tranquilo. Evitar gírias. Elas atrapalham a comunicação com o entrevistador e pode reprovar um candidato. Recomenda-se também que o candidato esteja com uma roupa adequada para a entrevista e não exagere na maquiagem e se porte adequadamente

Terminam amanhã as inscrições para estágio na FCCR (Fundação Cultural Cassiano Ricardo) de São José. As vagas estão sendo oferecidas pelo Ciee (Centro de Integração Empresa-Escola). O aluno precisa preencher o cadastro no www.ciee.org.br e aguardar uma ligação ou um e-mail do Centro de Integração para futuras provas.

O Vale

Publicado em: 20/11/2012

Escolas Particulares tem reajuste para 2013 na mensalidade

A mensalidade das escolas particulares da região deve sofrer reajuste de até 12% em 2013. O aumento deve impactar no orçamento das famílias de 103 mil alunos matriculados na rede privada no Vale do Paraíba.  A alta para o próximo ano supera a estimativa dos analistas dos bancos para a inflação no próximo ano, projetada em 5,48%.

A região conta com mais de 500 estabelecimentos de ensino particular. São 39 mil alunos apenas em São José dos Campos. O período de matrícula e rematrículas começou na maioria das unidades no mês passado. De acordo com o sindicato das escolas particulares do Vale do Paraíba, Serra da Mantiqueira e Litoral Norte (Sieeesp), o índice de reajuste é definido pelas entidades, sem interferência do sindicato.

A média de reajuste encontrada em todo o Estado varia de 8% a 15%. “O que recomendamos às escolas é bom senso na hora de estabelecer o reajuste. Em anos anteriores tivemos até escolas que optam pelo congelamento das mensalidades”, disse Maria Helena Dutra Baeza, diretora regional do Sieeesp. As escolas têm até o mês de dezembro – prazo de 45 dias antes do início do próximo ano letivo – para definir o índice de reajuste.

Segundo o sindicato, o aumento é calculado com base em melhorias pedagógicas que a unidade pretenda oferecer, reformas, compra de equipamentos, materiais e até o índice de inadimplência médio. Além disso, a projeção do dissídio dos professores, em março, também é levado em consideração.

“O que já se sabe para o ano que vem, por exemplo, é que um acordo coletivo com o sindicato dos professores prevê aumento real para a categoria. Então precisamos somar a inflação do período, mais esse índice de aumento real às nossas projeções de custos”, disse Heloísa Marques Silva, diretora financeira do Colégio Jardim das Nações, em Taubaté.

Índices
Em São José dos Campos, o Poliedro vai aumentar as mensalidades em até 10% em 2013. O colégio Anglo não reajustou as mensalidades para o ensino médio e no ensino fundamental o aumento foi de 2%. As escolas Mater Dei e Moppe foram procuradas pelo G1, mas até a publicação da reportagem não haviam informado se haverá reajuste e quais os índices que serão aplicados. Em Taubaté, o Colégio Idesa vai reajustar 7%, o Saad, 8% e o Jardim das Nações entre 10,66% e 12%.

Recomendação
Para o diretor técnico do Procon de São José, Sérgio Werneck, é fundamental que os pais peçam para ver a planilha de custos feita pela escola antes de fazer a matrícula. “O reajuste indicado pela escola tem que ser condizente com a planilha de custos apresentada. Senão tem algo errado, pode ser um aumento abusivo”, disse, por telefone, ao G1.

Ele alertou ainda sobre as reservas de vagas, feitas normalmente nesta época do ano. “Reserva de vaga só pode ser cobrada de aluno novo e, ainda assim, o valor tem que ser abatido da anuidade na efetivação da matrícula”, afirmou.

G1 (Vnews)

Publicado em: 13/11/2012

Aumento das passagens está nas mãos de Carlinhos

O prefeito de São José dos Campos, Eduardo Cury (PSDB), vai deixar a decisão sobre o aumento da passagem de ônibus para o governo Carlinhos Almeida (PT). Hoje, a tarifa custa R$ 2,80. Ontem, o secretário de Transportes Anderson Farias disse que administração municipal vai elaborar um estudo sobre o custo do sistema em dezembro, e que esse levantamento poderá apontar a necessidade de alteração no valor da tarifa.

O último reajuste da passagem ocorreu em janeiro de 2011, quando subiu de R$ 2,50 para os atuais R$ 2,80. “Independentemente da empresa pedir ou não reajuste, todos os anos nós fazemos o cálculo da tarifa. É regra de contrato analisar o custo operacional das empresas, os gastos com diesel, quadro de funcionários e a quantidade de passageiros transportados por quilômetro quadrado”, disse.

Segundo Ferreira, “não houve necessidade de reajuste” até o momento. “Fazemos esse cálculo do custo operacional periodicamente. O estudo será feito em dezembro e poderá ficar para o próximo [prefeito] a gestão de uma discussão sobre a revisão”, afirmou.

Os contratos das três de concessão das três empresas que exploram atualmente o sistema Expresso Maringá, Júlio Simões e Saens Peña libera a revisão anual da tarifa, mas não obriga. O secretário de Transportes informou que o resultado da análise técnica poderá indicar necessidade de aumento, redução ou até de manutenção do valor da tarifa.

Em janeiro deste ano, as três empresas que operam o sistema pediram à prefeitura um aumento de 7,2% no valor da tarifa do ônibus. Com o reajuste, o preço da passagem passaria para R$ 3. O pedido gerou uma série de protestos da na cidade e acabou sendo negado pelo prefeito Eduardo Cury. Na época, o governo do PSDB informou que estudos apontaram que não havia necessidade de aumento, mas não os detalhou.

Ferreira reconheceu o desequilíbrio financeiro da Saens Peña, que teria chegado a operar com 8% de déficit. “Não houve pedido de aumento de tarifa. O que houve foi um pedido da Saens Peña de reequilíbrio contratual em relação ao número de linhas que estava operando e ao número de passageiros”, disse.

Segundo ele, a criação das linhas 142 (Corredor Sul 2) e 140 (Corredor Norte 1), além do aumento de viagens na linha 331 (Campo dos Alemães/Aquarius) contribuiram para o reequilíbrio. A Saens Peña opera atualmente 34 linhas.

O prefeito eleito Carlinhos Almeida não comentou o caso. Por meio de sua assessoria, ele informou que irá tratar do assunto só após sua posse. “Essa questão será avaliada no momento oportuno, após a posse, em janeiro. Vamos utilizar critérios técnicos, jurídicos e sociais antes de qualquer decisão”, disse.

O Vale

Publicado em: 09/11/2012

Obras de Expansão no Centervale é entregue na cidade

A partir de quarta-feira, surge um novo CenterVale em São José. Pelo menos, esse é o desejo dos administradores do shopping. E para conquistar mais clientes e aumentar o faturamento, o shopping investiu R$ 100 milhões.

Serão 60 novas lojas. Dessas, 70% já estarão funcionando no dia da inauguração. Até dezembro, é esperado que esse número passe para 85%. O shopping negocia ainda com cinco lojas. “É muito importante para o shopping trazer operações novas. Essa expansão vai fortalecer nosso mix e focar cada vez mais no público regional”, disse o superintendente do shopping, Ricardo Nunes.

O shopping aposta nas lojas Coca-Cola Clothing, Clube Melissa, Lacoste, Carmem Steffens e academia Smart Fit para conquistar mais clientes. Todas são inéditas nos shoppings de São José dos Campos. Mas o que enche os diretores do shopping de orgulho é a Zara, rede espanhola de acessórios e vestuários feminino, masculino e infantil.

“Foi muito difícil a negociação com a Zara. Ela exige muitas coisas para se instalar em algum lugar. Mas agora as pessoas não vão precisar mais ir para São Paulo comprar na Zara”, disse a gerente de marketing do Center Vale, Juliana Bidoia. “Pesquisas comprovam que é uma loja muito desejada. A vinda da Zara é um ponto estratégico muito grande”, disse Nunes.

A Zara também vai ser a maior das novas lojas. Ela vai ocupar 2.200m². As novas lojas devem gerar cerca de 600 empregos diretos e 1.200 indiretos. E para a época de Natal, as lojas devem contratar mais 300 funcionários temporários. As obras geraram 500 empregos diretos. No balcão de atendimento do shopping, as pessoas interessadas em uma das vagas podem deixar os currículos.

Além das lojas, o shopping tenta atrair clientes com um novo visual. Quatro claraboias e pisos brancos foram colocadas no novo espaço. “Esse é um novo conceito que os shoppings de outros estados já estão adotando”, disse Juliana Bidoia.

O empreendimento também contratou a empresa Radio Ibiza para tematizar o som ambiente do shopping. Ela promete criar uma identidade musical do CenterVale. Caixas de som, espalhadas por todo shopping, tocarão músicas que agradem os clientes.

Segundo a gerente de marketing, a empresa realizará pesquisas para identificar quais estilos musicais são os preferidos. O público do CenterVale é regional e de classes A e B. O shopping também aumentou 300 vagas no estacionamento e implantou o ‘Vaga Certa’, sistema que mostra ao motorista quais locais estão livres para estacionar.

Com a ampliação, é esperado um aumento de 20% no fluxo de pessoas e nas vendas. No dia da inauguração, a estimativa é receber 40 mil pessoas, normalmente 30 mil passam pelo shopping. A próxima meta do shopping é ampliar e reformar a praça de alimentação. O empreendimento pretende disponibilizar mais 500 lugares, chegando a um total de 1.200. Ainda não há data para o início dos trabalhos. Juliana afirmou ainda que há mais espaço destinado a mais ampliação. Ela preferiu não mencionar qual.

O Vale

Publicado em: 29/10/2012

Cidade tem indice de exportação em alta

As exportações realizadas por São José dos Campos de janeiro a setembro deste ano superaram US$ 4,453 bilhões e cresceram 17,3% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram exportados US$ 3,795 milhões. As informações foram divulgadas nesta terça-feira (16) pelo Ministério do Desenvolvimento da Indústria e do Comércio Exterior.

Com esse desempenho, o município está em quinto lugar no país e o segundo entre os exportadores de produtos de alto valor agregado, superado apenas por São Paulo. Os principais produtos continuam sendo aviões, helicópteros, equipamentos e componentes aeronáuticos e automotivos. Os países que mais compraram de empresas joseenses foram os Estados Unidos, China, Itália e Argentina.

No mês de setembro, as exportações dessas companhias totalizaram US$ 492.754.789. A balança comercial do município também é positiva, com superávit de US$ 1,735 bilhão nos sete primeiros meses do ano.

Prefeitura Municipal de São José

Publicado em: 18/10/2012

Construtora da cidade tem alto indice de reclamações

O número de reclamações contra construtoras em São José dos Campos aumentou em 112%, de acordo com a Amspa (Associação dos Mutuários de São Paulo e Adjacências). Segundo a entidade, entre janeiro e agosto deste ano, foram 53 queixas, contra 25 no mesmo período em 2011.

As principais reclamações são atrasos na entrega de obras e defeitos e ‘vícios’ nas construções, além de abandono dos empreendimentos pelas construtoras. “Chamamos de defeitos de construção elementos que podem ser refeitos, já os vícios são irreparáveis”, afirmou João Bosco Brito, assessor jurídico da associação.

Também há reclamações sobre as cobranças abusivas, como a de corretagem, que varia entre 6% e 8%, e o Sati (Serviço de Assessoria Técnica Imobiliária), taxa de 0,88% sobre o valor total do imóvel, cobrada pelas imobiliárias. “É um absurdo. São taxas sem qualquer amparo legal. O principal problema é que estes valores interferem no preço final do imóvel, sendo que eles são de responsabilidade da construtora, não do comprador”, afirmou o especialista.

De acordo com Marco Vasconcelos, vice-presidente da Asseivap (Associação das Empresas Imobiliárias do Vale do Paraíba e Litoral Norte), o atraso na entrega dos imóveis e o grande número de taxas cobradas também prejudicam o setor imobiliário.

“As pessoas estão com receio de comprar, não só por causa dos atrasos nas entregas das obras, mas também por causa da instabilidade do mercado econômico. O volume de juros é muito alto e o índice de inadimplência tem sido muito grande”, disse.

O Procon de São José também registrou que o maior número de reclamações contra construtoras são por causa do atraso na entrega das chaves do imóvel e das cobranças indevidas. Apenas em setembro foram registradas 44 reclamações. “O comprador deve conhecer muito bem o contrato que está assinando”, disse Sérgio Werneck, diretor do Procon. “É preciso incluir cláusulas que garantam os seus direitos, como as que têm multa em caso de atraso nas obras.”

Segundo Cléber Córdoba, presidente da Aconvap (Associação das Construtoras do Vale do Paraíba), uma opção os consumidores é procurar por construtoras que façam parte da associação. “Orientamos a todas que trabalhem de acordo com as normas vigentes. É uma segurança a mais para o comprador.

O Vale

Publicado em: 04/10/2012