Reunião da RMVale prioriza area da Saúde e Transporte

Na primeira reunião da RMVale, realizada ontem em São José, os prefeitos da região elegeram por aclamação o prefeito de São José, Eduardo Cury (PSDB) para presidir o colegiado e cobraram medidas do Governo do Estado para acelerar investimentos nas áreas de saúde e transporte.

O colegiado também aprovou o nome do prefeito de Queluz, José Celso Bueno (PSDB) como vice presidente do conselho e a criação de 16 câmaras técnicas. E após a apresentação de um diagnóstico sobre as cinco regiões do Vale, os prefeitos reforçaram o pedido de investimentos na área da saúde e da mobilidade.

“Um assunto fundamental ficou de fora das prioridades da micro região de Taubaté que é a necessidade de oferta de exames de alta complexidade. Nós estamos super prejudicados sem o AME”, disse o prefeito de São Bento do Sapucaí, Idelfonso Mendes (PSDB).

O prefeito de Cachoeira Paulista, Fabiano Chalita Vieira (PSDB) também cobrou agilidade na construção do AME de Lorena, que deveria ter sido entregue em 2010. “Precisamos discutir saúde que é assunto prioritário. Estamos esperando pelo AME de Lorena. A previsão é que ele seria entregue em 2010 e a obra ainda não terminou”, disse Vieira.

Já o prefeito de Cunha, Osmar Felipe Júnior (PSDB) pediu a intervenção do Conselho e do Governo do Estado para garantir a conclusão das obras na SP 171, que liga Guaratinguetá a Paraty (RJ). “As obras da parte paulista já estão em andamento, mas é preciso fazer pressão no lado do Rio de Janeiro para garantir a recuperação do trecho fluminense”, disse.

Os desafios da saúde, da mobilidade e do transporte intermunicipal serão debatidos na próxima reunião da RMVale, no dia 28 de maio, a partir das 10h, em Cruzeiro. Nesse encontro, está prevista a presença de três secretários estaduais de Governo Saúde (Giovanni Guido), Transporte Metropolitano (Jurandir Fernandes) e de Logística e Transportes (Saulo de Castro Abreu Filho) para conduzir as reivindicações.

Diagnóstico. O secretário de Desenvolvimento Metropolitano, Edson Aparecido, informou que as secretarias fins saúde e transportes, irão projetos seus investimentos com base nos diagnósticos.

“A ideia é fazer um melhor diagnóstico do que precisa ser feito nessas áreas e também mostrar as ações concretas que já existem. Muitas vezes os problemas são comuns nas cidades. Com um sistema otimizado e integrado não precisamos investir cidade por cidade, mas de forma regional.”

Falta de integração dos coletivos intermunicipais, necessidade de um plano viário intermunicipal, melhorias viárias em diversas estradas, alto custo da tarifa, construção de novos acessos, expansão das ciclovias, pouca opção de horários de ônibus, dificuldade de deslocamento a pé, estrangulamentos de vias importantes e alto índice de acidentes em diversos pontos, entre outras demandas

A EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos) vai contratar um estudo para diagnosticar o deslocamento dos moradores, modos de transporte utilizados, motivos do deslocamento e os horários. A proposta é identificar como os cerca de 500 mil usuários se deslocam entre as cidades e de que forma as pessoas da região gostariam de se deslocar. Após ser contratado, o estudo deve ficar pronto em três meses. No futuro, caberá a EMTU licitar os serviços de transporte intermunicipal. Estão previstas melhorias como a integração do bilhete, a renovação da frota e construção de corredores exclusivos para ônibus, entre outros

Falta de profissionais nas UBS (unidades Básicas de Saúde) e no PSF (Programa Saúde da Família), necessidade de atendimento para dependentes químicos, falta de atendimento de alta complexidade consultas e cirurgias, falta de capacidade do Hospital Regional e falta de infraestrutura, inclusive em hospitais de referência

Entregar a AME (Ambulatório Médico de Especialidades) de Lorena em janeiro de 2013 e ampliar o atendimento de exames médicos com especialistas para a região do Vale Histórico e do Circuito da Fé. Integrar o Hospital Regional com o Hospital Universitário até o próximo mês. A gestão dos dois hospitais será feita pelo Estado por meio de uma parceria com a OS (Organização Social) São Camilo.

O governo também pretende construir um hospital regional referência em cirurgias de alta complexidade e trauma em São José dos Campos. A licitação deve ser feita até o segundo semestre. A meta do Estado é entregar o hospital em 2015. No Litoral Norte, o governo do Estado deve fazer parceria com algum hospital para ampliar a oferta de serviços de alta complexidade para os moradores de Ubatuba, Caraguatatuba, São Sebastião e Ilhabela

O Vale

Apartir de hoje, ônibus corujões teram horário estendidos

Os ônibus que circulam de madrugada em São José dos Campos, conhecidos como “corujões”, vão ampliar o atendimento a partir desta segunda-feira (16). As cinco linhas que funcionam depois da 0h têm, atualmente, programação de terça-feira a domingo com partidas do centro e dos bairros.

Com a ampliação, os ônibus passarão a circular também nas madrugadas de segunda-feira. Assim, os corujões atenderão os usuários todos os dias, principalmente os funcionários de comércio, bares, restaurantes e hotéis, além daqueles que usam o transporte para o lazer.

As partidas do centro para os bairros são às 0h30/ 2h15/ 4h, a partir do Terminal Central. Em relação aos bairros, as saídas são: linha 150 – Vila Paiva (1h15/ 3h); 250 – Novo Horizonte (1h10/ 2h55); 251 – Eugênio de Melo (1h25/ 3h10/ 4h35); 252 – Jardim Uirá (1h20/ 3h05) e 350 – Colonial (1h15/ 3h).

Em caso de dúvida, os usuários podem ligar para o telefone 156.

Prefeitura Municipal

Ipplan tem planejamento de Transporte rápido em massa

Em maio, o Ipplan (Instituto de Pesquisa, Administração e Planejamento) divulga os primeiros resultados do estudo que realiza sobre a mobilidade urbana em São José dos Campos. O trabalho irá embasar a elaboração de um plano macro de TRM (transporte rápido de massa) que o prefeito Eduardo Cury (PSDB) planeja deixar para o seu sucessor, como alternativa ao sistema em operação.

A intenção do Ipplan é envolver a sociedade no debate sobre o futuro da mobilidade em São José. A principal premissa é que a cidade não pode ter seu sistema de circulação fundamentado apenas no uso do automóvel.

A diretora do Ipplan, Cynthia Gonçalo, disse que os técnicos avaliam vários cenários para o TRM na cidade articulado com um sistema regional para atender o deslocamento que existe hoje entre os municípios da microrregião de São José.

O estudo mostra o cenário atual da mobilidade em São José e projeta o desenvolvimento e crescimento da cidade até 2030. Entre os sistemas em avaliação estão desde corredores expressos de ônibus, VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) bem como o BRT (sistema rápido de ônibus em vias segregadas).

Um dos pilares do trabalho é a pesquisa de origem e destino realizada no ano passado pelo instituto sobre a circulação da população. “O trabalho técnico que estamos desenvolvendo é que deverá apontar qual será o melhor sistema a ser implantado, considerando cenários de futuro almejados”, afirmou Cynthia.

Ela relatou que esses cenários estão sendo construídos com a colaboração de Cândido Malta Campos Filho, urbanista e professor da Universidade de São Paulo. “Um dos aspecto que ele analisa é a capacidade atual do sistema de circulação e quando poderá ficar saturado”.

O engenheiro e especialista em transporte Sérgio Eizenberg avalia que, para cidades de médio porte como São José, um sistema de ônibus expresso e até mesmo um sistema tipo BRT seriam mais econômicos e atenderiam a demanda de TRM com qualidade pelo menos por dez anos.

“Nesse período, os municípios teriam tempo para planejar sistemas complementares como metrô”, afirmou. Ele lembra que é preciso planejar um TRM em sintonia com o uso e ocupação do solo. “Em uma cidade mais adensada, é mais econômico planejar sistemas de TRM”, disse.

Há cerca de dois anos especialistas do ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica) analisaram alternativas de TRM para a cidade, a pedido da prefeitura. “O estudo que efetuamos privilegiou essencialmente o transporte público de larga escala em relação ao particular. Considera-se que se o conceito de TRM que apontamos não for implantado progressivamente a partir do presente, será cada vez mais difícil, no futuro, estruturar um maior nível desejado de mobilidade urbana”, disse o professor Eugênio Vertamatti, coordenador do trabalho”.

O Vale

Aumento Automobilistico afeta o ar da cidade

A quantidade cada vez maior de veículos nas ruas piorou a qualidade do ar nas maiores cidades da região, como São José e Jacareí que contam com frota superior a 435 mil veículos. Em ambas, conforme relatório da Cetesb (Companhia Ambiental do Estado do São Paulo) divulgado ontem, durante 11 dias do ano passado foi detectado índice inadequada de ozônio.

O ozônio resulta de um processo a partir da combinação de substâncias procedentes da queima incompleta de combustíveis veiculares e voláteis, que reagem com a luz solar e originam o ozônio, que é nocivo à saúde. Indústrias e veículos são apontados como os principais vilões. A região também é impactada pelo tráfego na via Dutra, especialmente de caminhões e ônibus. Por dia, segundo a NovaDutra, circulam na região cerca de 130 mil veículos.

O ozônio encontrado na faixa de ar próxima do solo, onde respiramos, chamado de “mau ozônio”, é tóxico. Ele pode causar ou agravar problemas do aparelho respiratório e nos olhos. Na estratosfera, a cerca de 25 quilômetros de altitude, o ozônio forma uma espécie de filtro e age como escudo protetor da Terra.

Jacareí ganhou no começo do ano passado uma estação de monitoramento da qualidade do ar da Cetesb. Portanto, não há dados dos anos anteriores na cidade. Na região, apenas São José contava com o equipamento. A estação mostra que o índice de saturação de ozônio vem oscilando em São José desde 2002, quando em 14 dias do ano a cidade ultrapassou o padrão aceitável. O índice caiu para 2 dias em 2006 e subiu para 19 em 2010.

“No geral, a qualidade do ar esteve entre boa e regular, com predominância de boa. Mas a quantidade de veículos e fábricas, além do clima, influencia bastante”, disse Maria Helena Martins, gerente da divisão de qualidade do ar da Cetesb.

Para a meteorologista Ana Catarina Perrella, professora da Univap (Universidade do Vale do Paraíba), é preciso estudar com mais profundidade os dados da Cetesb, combinando com informações sobre vento e dispersão de poluentes, para se ter uma ideia mais precisa da região. “A poluição está presente na região”, disse.

A qualidade das praias no Litoral Norte melhorou no ano passado na comparação com 2010, mas a tendência na última década é de piora. Relatório divulgado ontem pela Cetesb (Companhia Ambiental do Estado do São Paulo) mostra que, em 2011, 36% das praias monitoradas no Litoral Norte estiveram próprias para banho durante o ano todo o órgão monitora 77 das 184 praias. A porcentagem de praias péssimas foi 4%.

A avaliação do índice ao longo dos últimos 10 anos revela uma tendência de piora, segundo a Cetesb, com a diminuição das praias que permanecem próprias para banho o ano todo. Essa tendência pode ser explicada pelo aumento de cerca de 20% da população nesse período em conjunto com a deficiência na coleta dos esgotos na região. “O desafio é ampliar o saneamento, que está ocorrendo, e evitar as invasões”, disse Débora Moura, bióloga da Cetesb.

O Vale

Velocidade de Transporte Público é motivo de reclamação

A velocidade dos ônibus é um dos principais problemas do sistema de transporte público, que também é criticado pela lotação nos horários de pico e pelos horários limitados aos finais de semana. Levantamento da Prefeitura de São José mostra que os ônibus trafegam abaixo da metade da velocidade máxima permitida nos principais corredores viários que ligam as regiões ao centro.

A lentidão excessiva considerada uma infração prevista no Código de Trânsito Brasileiro atrasa a viagem dos usuários e prejudica o fluxo das outras modalidades de transporte, como os carros. A velocidade média do sistema de transporte público como um todo é de 25,5 km/h, mas nos corredores de maior demanda o cenário é pior.

Na região central, que recebe 92% das linhas do transporte público, os coletivos não passam de 11,5 km/h no horário de pico velocidade similar à atingida por uma pessoa correndo. Já na zona leste, a velocidade varia de 26 a 28 km/h. A velocidade crítica de 11,5 km/h mapeada na região central foi verificada em nove avenidas como José Longo, São João, Heitor Villa Lobos e João Guilhermino.

Na avenida Andrômeda, principal corredor de acesso à zona sul, a velocidade média dos ônibus é de 14 km/h enquanto o limite da via varia de 50 km/h a 60 km/h. Na avenida Rui Barbosa, zona norte, os ônibus trafegam a 28 km/h.

O problema tem reflexo direto na vida dos usuários que dependem do transporte público 280 mil por dia. “Tem dias que já chego no meu trabalho com dor nas pernas de tanto tempo que fiquei em pé tendo que me apoiar ao máximo para não cair”, afirmou a empregada doméstica Fernanda Oliveira, 27 anos.

A estudante Tamires Ferreira, 22 anos, mora no Urbanova. “Quando pego carona com meus pais, demoro de 10 a 15 minutos para ir para o centro. De ônibus, levo 40 minutos no mesmo caminho”, afirmou. “O ônibus dá muitas voltas, tem horários que faz a volta em todos os condomínios do Urbanova e muitas vezes os motoristas andam devagar”, disse.

A bancária Rita Garcia, 39 anos, reclama que poderia dormir mais se a viagem do ônibus fosse mais rápida. “Deixo de dormir, de descansar e de passar mais tempo com a minha família”, afirmou. A prefeitura informou que o cálculo de velocidade média considera a distância entre os pontos de ônibus e o tempo gasto de deslocamento entre eles. Os fatores são apontados por GPSs (Sistema de Posicionamento Global) que estão instalados dos ônibus.

De acordo com a Secretaria de Transportes, além da interferência do tráfego normal como os tempos semafóricos e conversões, foi considerado o tempo de parada nos pontos intermediários. “A velocidade aferida não é considerada em trânsito e sim a velocidade com todas as interferências”, diz trecho da nota oficial da prefeitura.

A prefeitura não informou qual seria a velocidade considerada a ideal. “A velocidade média ideal é aquela que atende ao desejo de deslocamento das pessoas”, disse.

O Vale

Prefeitura inicia processo de renovação de alvará

Em São José dos Campos, a Prefeitura iniciou o processo de renovação de alvarás para transporte escolar, ônibus fretados e táxis. A medida é uma exigência da lei, e os profissionais dessas áreas que não apresentarem a documentação podem ter o veículo apreendido e a revogação do documento, além do pagamento de multa.

Os transportadores podem pedir a revogação do prazo, mas isso tem de ser feito antes da expiração da data. Ainda assim a solicitação depende de análise técnica da Prefeitura. Por isso, os permissionários devem estar atentos ao cronograma para não perderem a licença.

No caso do transporte escolar em que atualmente 354 pessoas têm o alvará, a renovação deve ser feita até 10 de fevereiro. Para as 174 profissionais que atuam no ramo de ônibus fretados, esse prazo é mais longo: só termina em 31 de março.

Os proprietários de táxi devem apresentar a documentação de acordo com o final da placa do veículo, conforme o seguinte cronograma: janeiro (0 e 1), fevereiro (2 e 3), março (4 e 5), abril (6 e 7) e maio (8 e 9). Na cidade, 374 motoristas têm licença para trabalhar como taxistas.

Para renovar o alvará, os transportadores devem entregar os documentos na Secretaria de Transportes (Avenida Rui Barbosa 400, no centro).

Os documentos necessários para a renovação estão no site da Prefeitura.

Prefeitura Municipal

Mudanças previstas para novas licitações e frotas de ônibus

A criação da Região Metropolitana do Vale do Paraíba, prevista para ocorrer ainda este mês, vai gerar mudanças imediatas no sistema de transporte intermunicipal da região, que é utilizado diariamente por cerca de 500 mil usuários.

Além da abertura de novas licitações, renovação da frota e construção de corredores exclusivos, está prevista realização de uma pesquisa de origem e destino para coletar dados e informações sobre os deslocamentos dos moradores da RMVale.

A remodelação do sistema será feita pela EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos). “Teremos um planejamento de rede voltado às adequações de oferta de viagens e à demanda existente, racionalizações e integrações físicas e tarifárias entre linhas que objetivam melhoria na acessibilidade e mobilidade do usuário do transporte metropolitano”, disse o diretor de gestão operacional da EMTU, Evandro Losacco.

O primeiro passo será a realização de uma pesquisa origem e destino para identificar as principais viagens diárias das pessoas, o motivo das mesmas e o modo de transporte utilizado. Para Losacco, será um instrumento vital para o planejamento de transporte.

“A pesquisa nos fornecerá dados para conhecer os deslocamentos da população dentro de um aglomeração, incluindo sua a situação socioeconômica.”

Segundo Losacco, da interação dessas informações será definido o novo padrão de viagens da RMVale. Será definido pela distribuição dos deslocamentos segundo as origens, os destinos, os modos de transporte utilizados, os motivos e os horários da realização.

“Essas viagens, quando mapeadas, produzem uma fotografia dos fluxos nas cidades. A comparação desses fluxos com a rede de linhas de transporte e a rede de vias existentes permite identificar as carências no atendimento da demanda de transporte e, portanto, fundamentar as propostas para a ampliação.”

A população do Vale poderá participar desse debate por meio de audiências públicas. O novo modelo de gestão do sistema de transporte coletivo passará a obedecer ao mesmo padrão já adotado nas regiões metropolitanas de São Paulo, Baixada Santista e Campinas.

Entre as mudanças previstas estão a bilhetagem eletrônica, padronização visual dos ônibus e o monitoramento da frota através do GPS, que irá permitir o acompanhamento em tempo real da operação para eventuais ajustes de tabelas de horários e itinerários. Losacco afirmou ainda que ações de planejamento macro, como a construção de corredores, terminais e polos metropolitanos, dependem de análises detalhadas, execução de projetos de viabilidade e dotação orçamentária.

Transição. A EMTU já se prepara para a transição de gestão do sistema que hoje é feita pela Artesp (Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo). De acordo com a empresa, um estudo sobre a atual rede de transporte coletivo já foi iniciado.

Durante o processo de transição, todo o atual sistema, suas linhas e respectivos operadores serão incorporados para que não haja descontinuidade na prestação do serviço. Para o professor da área de transportes da Unicamp, Carlos Guimarães, a metropolização é benéfica aos usuários e pode levar um período de até dois anos para se consolidar.

O Vale

Zona Leste terão novos ônibus até fim do ano

Após reclamação dos usuários, a Prefeitura de São José decidiu reforçar o atendimento do transporte público na zona leste da cidade.

Até o final do ano, serão colocados 20 novos ônibus para atender os principais bairros da região, como Jardim Santa Inês e Novo Horizonte, e o distrito de Eugênio de Melo.

O projeto executivo da expansão no atendimento ainda está em fase final de elaboração, mas a ideia é que sejam criadas novas linhas.

A proposta do governo é que sejam criados dois tipos diferentes de linhas. Uma delas será a semi-expressa, que possui poucos pontos de parada nos horários de pico.

A outra é a ‘circular’, que irá interligar somente os bairros da zona leste Eugênio de Melo, Vista Verde, Novo Horizonte e Jardim Santa Inês.

A data de implantação, número de novas linhas, horários e itinerários não foram informados porque, segundo o secretário de Transportes, o projeto ainda está em fase de elaboração.

Fonte: O Vale

Mototáxi na cidade

O Sindimoto Vale (Sindicato dos Motofretistas, Motociclistas e Mototaxistas de São José dos Campos, Vale do Paraíba, Litoral Norte e Região) realiza no sábado, às 16h, na Câmara de São José, a primeira reunião em favor do mototáxi.

Essa é a primeira de várias manifestações que serão feitas para a regulamentação do serviço da categoria na cidade. De acordo com o presidente do Sindimoto Vale, Benedito Carlos dos Santos, o objetivo dessas ações é de mostrar à população os serviços oferecidos pelos mototaxistas.

Ainda de acordo com o presidente do sindicato, outras cidades da região, como Taubaté, Tremembé, Potim e Lorena, já regulamentaram os mototaxistas. As manifestações serão realizadas também para rever outros projetos, como as leis de motofrete que, segundo Santos, está defasada.

Além da reunião na Câmara de São José dos Campos, o sindicato prevê realizar pelo menos mais duas ações na cidade. O presidente do Sindimoto afirmou que outras cidades da regão também vão receber essas manifestações sobre o mototáxi.

Manifestação
O Sindimoto Vale vai organizar uma reunião com os motoqueiros e munícipes de São José para discutir a regulamentação do serviço de mototáxi na cidade

Ações
Além da reunião, que será realizada no sábado, às 16h, na Câmara de São José, outras ações estão previstas para acontecer na cidade. Uma delas é o Dia da Carona, em que pedestres poderão pegar carona com motoqueiros que pretendem aderir ao serviço de mototáxi

Outras questões
Além dos mototaxistas, o sindicato quer discutir as leis de motofrete, que estariam defasadas e precisam de ajustes

Serviço
De acordo com o presidente do sindicato, o serviço de mototáxi já existe em, pelo menos, mais dez cidades da região

Fonte: O Vale

Transporte intermunicipal poderão deixar as estradas

A criação da Região Metropolitana do Vale do Paraíba coloca em xeque a operação das empresas que executam o transporte intermunicipal na região.

Automaticamente, assim que um novo modelo administrativo for implantado no Vale –mesmo que seja uma Aglomeração Urbana–, todos os contratos de concessão que permitem a operação das atuais empresas serão finalizados e uma nova licitação será aberta.

Pássaro Maron, Litorânea, Viação Jacareí, ABC Transportes e outras oito empresas responsáveis hoje pelo transporte de passageiros entre as 39 cidades da região, além de ligações com outras regiões do país, poderão deixar as estradas.

Os contratos foram assinados por cinco anos, renováveis por igual período, chegando ao fim em 1999. Desde então, o governo se utiliza de um mecanismo chamado “título precário”, que renova os contratos em caráter excepcional de seis em seis meses.

Entretanto, a Constituição do Estado determina que todas as RMs ou Aglomerados tenham o planejamento de transportes coletivos em âmbito regional coordenados pela EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos), empresa de economia mista ligada ao governo estadual.

“A EMTU foi criada especialmente para planejar o transporte em RMs ou Aglomerações. Assim que o modelo é implantado, a EMTU pode exercer o transporte diretamente ou por concessões”, afirma Luiz Pedretti, vice-presidente da Emplasa (Empresa Paulista de Planejamento Metropolitano).

O governador Geraldo Alckmin (PSDB), que é de Pinda, pretende concluir o projeto de RM ou Aglomeração do Vale até o final do ano.

“A grande diferença é a revisão nas concessões. Os contratos são reavaliados. Hoje, os empresários ganham por quilômetro rodado, fazendo com que eles coloquem muitos ônibus na rua que não necessariamente atendem à população”.

“Quando implantamos a RM da Baixada Santista, diminuímos os números de carros, repensamos as linhas, o que aumentou a capacidade de transporte e possibilitou diminuir o valor da passagem”.

Fonte: OVale

Foto: Thiago Leon