Policiais Militares são treinados pela Rota na cidade

Noventa policiais da Força Tática da Polícia Militar do Vale do Paraíba e Litoral participaram ontem de um curso com instrutores da Rota (Ronda Ostensiva Tobias Aguiar), tropa de elite da polícia paulistana. No treinamento, as equipes que integram os seis batalhões da PM na região puderam conhecer as mais novas técnicas no procedimento de abordagem a indivíduos e veículos suspeitos.

Hoje, o treinamento será com oficiais do 3º Batalhão de Choque, que vão dar orientações sobre o Controle de Distúrbios Civis. A técnica envolve a atuação em aglomerações públicas, como greves, tumultos de torcida, rebeliões e ‘bailes funks’ clandestinos.

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Segurança continua comprometida no Fórum da cidade

Os dois detectores de metal do Fórum de São José dos Campos só estarão em funcionamento simultâneo a partir desta quinta-feira. A informação foi dada por servidores do local na tarde de ontem, quando técnicos de manutenção faziam a calibragem no aparelho defeituoso. Até por volta das 16h, quando o O VALE esteve no local, o equipamento não havia sido consertado.

Hoje, a triagem de quem entrava no prédio foi feita da mesma forma que ocorre desde a reabertura do espaço na última segunda-feira: retirada de objetos metais dos bolsos por parte de advogados e funcionários e passagem pelo único detector em uso apenas por cidadãos comuns.

Ontem foi o terceiro dia das novas medidas de segurança adotadas após o tiroteio que matou duas pessoas no Fórum há uma semana. A Polícia Militar e a Guarda Municipal continuaram fazendo a vigilância dentro do saguão. Do lado de fora, agentes de trânsito fiscalizavam o estacionamento privativo para pessoas credenciadas em frente ao prédio.

Com o defeito em um dos detectores de metal e apenas um em uso, a fila única gerou protestos de funcionários do Fórum na última segunda-feira. Quem voltava do horário de almoço, não queria se submeter à fila novamente. Esse foi o motivo para que o sistema fosse alterado. Ao invés de fila e detector, advogados e servidores do Fórum apenas deixam objetos de metal numa caixa para logo em seguida pegar de volta. A promessa agora é que o detector para funcionários e advogados esteja ligado amanhã.

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Imagem: R7

Fórum de seu segundo dia de fila para poder entrar

Pelo segundo dia consecutivo, o público enfrentou ontem filas e confusão para entrar no Fórum de São José dos Campos. A promessa de que os dois detectores de metal estariam funcionando ontem não foi cumprida. No segundo dia das novas medidas de segurança adotadas após o tiroteio que matou duas pessoas no prédio há uma semana, somente o cidadão comum era submetido ao único aparelho ligado.

Advogados e funcionários do prédio passavam apenas por uma triagem, com a retirada de pertences de metal de bolsas. A Polícia Militar e a Guarda Municipal continuavam fazendo a vigilância dentro do saguão. Por volta das 12h30, quando o Fórum foi aberto ao público, cerca de 40 pessoas fazia fila em frente ao prédio número menor que o verificado na segunda-feira. Mesmo assim, as reclamações persistiram. “A gente paga imposto e tem que passar por isso”, disse o motorista Juliano Diniz Souza, 35 anos.

Enquanto o cidadão comum tinha que se submeter ao detector de metal, e à consequente fila, advogados e funcionários seguiam caminho mais tranquilo, sem enfrentar filas. “O povo reclama demais, a troco de nada”, disse o advogado André Luiz Martins, 40 anos, dono do carro que foi alvejado por três balas no dia do tiroteio. “Eu poderia entrar com uma ação contra o Estado, mas deixa para lá.”

O diretor do Fórum, José Loureiro Sobrinho, foi procurado durante toda a tarde e início de noite de ontem por O VALE, mas não retornou às ligações. Quando o novo sistema de segurança do prédio foi implantado e um dos detectores apresentou defeito na tarde de segunda-feira, Loureiro disse que no dia seguinte o problema estaria solucionado.

Segundo informações de funcionários, ele esteve ontem ocupado em reuniões e também visitando o novo prédio do Fórum, no Jardim Aquarius, zona oeste. O local tem previsão de ser inaugurado em 9 de novembro. Com o defeito em um dos detectores de metal e apenas um em uso, a fila única gerou protestos de funcionários do Fórum na última segunda-feira. Quem voltava do horário de almoço, não queria se submeter à fila novamente. Esse foi o motivo para que o sistema fosse alterado.

Ao invés de fila e detector, advogados e servidores do Fórum apenas deixam objetos de metal numa caixa para logo em seguida pegar de volta. O sistema é parecido com as portas giratórias de bancos, só que sem porta ou invólucro de acrílico para armazenar objetos. “É um constrangimento para o profissional”, disse um advogado que preferiu não se identificar. Segundo relatos de servidores do Fórum, um técnico do Tribunal de Justiça do Estado iria ao local ontem para calibrar o detector defeituoso, para hoje, talvez, ele ser finalmente ligado.

Junto com o improviso na revista, o que não mudou também foi a presença de dois policiais militares e dois guardas municipais dentro do Fórum. Os guardas estão orientados a usar detectores portáteis para checar os objetos em caso de necessidade quando o detector apita por duas vezes, por exemplo. Em se mantendo o sinal de metais, a pessoa é levada para uma sala reservada, onde passa por uma revista feita por um policial militar. A PM disse que, se houver necessidade, reforçará a segurança do lado de fora do Fórum.

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Com improviso na segurança, Fórum reabre as portas

A reabertura do Fórum de São José após o tiroteio que matou duas pessoas na última quarta-feira foi marcada ontem por confusão e improvisação no novo sistema de segurança do prédio. A promessa de que os dois detectores de metais estariam em funcionamento, um para os cidadãos e outro para advogados e funcionários do prédio, não foi cumprida. Apenas um aparelho ficou ligado durante todo o dia.

O diretor do Fórum, José Loureiro Sobrinho, afirmou que hoje o problema já estará solucionado. “Vamos mandar calibrar o detector. Estava havendo interferência de um no outro.” Os usuários do prédio reclamaram principalmente das longas filas e da falta de segurança do lado de fora.

Os servidores do Fórum que já haviam passado pelo detector no período da manhã não quiseram se submeter ao aparelho novamente à tarde em razão da longa fila com o início do horário de atendimento à população. “Já passei pelo detector de manhã e querem que eu passe de novo. É brincadeira. Os caras não se prepararam direito”, disse um funcionário, que preferiu não se identificar.

Em virtude das reclamações, à tarde apenas uma revista manual começou a ser feita nos servidores e advogados, enquanto o público continuou sendo submetido ao detector de metais. “Isto aqui está um inferno. Estou com criança de colo e tendo de esperar no sol”, disse a dona de casa Renata Cristina Lopes, 28 anos.

A segurança foi reforçada no Fórum ontem com a presença de dois policiais militares (sendo uma mulher) e dois guardas municipais, além de servidores do Tribunal de Justiça do Estado. Do lado de fora, no entanto, não havia presença policial permanente.

“Estou na fila há 15 minutos e aqui fora não tem segurança”, disse o vigilante Emanuel dos Santos Lima, 27 anos.
A Polícia Militar disse que, se houver necessidade, reforçará a segurança do lado de fora do Fórum.

Apenas veículos oficiais e de funcionários devidamente credenciados podem estacionar nas vagas em frente ao prédio. Os agentes de trânsito foram orientados a permanecer no local o dia todo. Apenas um condutor foi multado ontem em frente ao Fórum.

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Fórum da cidade ficará fechado até melhoria na Segurança

Após a tragédia que terminou com duas mortes, o Fórum de São José vai ficar fechado até segunda-feira para que a segurança do prédio seja reforçada. Polícia Militar, Guarda Civil Municipal e agentes de trânsito foram convocados para tentar garantir a paz no local.

Ontem, funcionários chegaram a entrar para o trabalho, mas, pouco depois, por ordem do Tribunal de Justiça de São Paulo, o Fórum fechou as portas ainda no período da manhã, um dia após um homem processado por ameaçar a ex-namorada invadir o prédio e disparar contra ela e o advogado dela.

“Não dá mais para improvisar na segurança”, admitiu o juiz José Loureiro Sobrinho, diretor do Fórum, que só ontem falou sobre o caso. Ele lamentou a morte do advogado José Aparecido Ferraz Barbosa, 62 anos, que não resistiu ao tiro e morreu no Hospital Municipal. O corpo dele foi enterrado ontem.

“Foi a crônica de uma morte anunciada. Demorou até para acontecer. A segurança do prédio é extremamente precária e seria uma irresponsabilidade reabrir sem garantias mínimas”, afirmou Sobrinho, que pediu ajuda da PM e da prefeitura.

Em reuniões no final da tarde de ontem, o juiz acertou o apoio. A PM vai ceder pelo menos dois homens para operar o detector de metais, sem uso por falta de funcionários, e a prefeitura irá apoiar com guardas municipais e agentes de trânsito.

Desde 2006, o prédio do Fórum é alvo de violência. Naquele ano, uma bomba foi deixada no local e precisou ser desativada pelo esquadrão antibombas da PM. No ano passado, bandidos invadiram o prédio e levaram 200 armas de processos criminais.

O tiroteio de anteontem, que deixou duas pessoas mortas e duas feridas, foi o ápice de uma ‘tragédia anunciada’, como frisaram o próprio diretor do Fórum e entidades que reclamam do atraso nas obras do novo prédio, no Jardim Aquarius. Adiada pela quinta vez, a inauguração está marcada para 9 de novembro.

“Há 12 anos, mais ou menos, um advogado foi morto após ganhar um processo. Ele foi baleado no estacionamento do Fórum, depois de sair da audiência. Essa violência é um absurdo e não pode mais ser tolerada”, disse Júlio Rocha, presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de São José, que pediu o fechamento do prédio até que haja garantia de segurança.

Advogados, juízes e representantes de entidades concordam que a situação só vai melhorar quando o novo prédio for ocupado. Até lá, as medidas de segurança serão uma espécie de paliativo para o risco de novos atos de violência. Como lembrou a coordenadora da ONG SOS Mulher, Maria Cláudia Botelho da Luz, que atende mulheres vítimas de violência, os bandidos que não sabiam que a segurança é frágil, estão sabendo agora.

Entidades que reúnem advogados de São José pediram o fechamento do prédio do Fórum da cidade, na região central, até que medidas de segurança sejam tomadas pelo Tribunal de Justiça. Para eles, o ideal é antecipar a inauguração do novo prédio, marcada para 9 de novembro, e reformar o prédio velho. Hoje, eles fazem um ato público para protestar.

Após assumir a Presidência do Tribunal de Justiça de São Paulo, em janeiro deste ano, o desembargador Ivan Sartori colocou a segurança de prédios de Fóruns como prioridade para os investimentos. Em nota divulgada ontem, ele lamentou a morte do advogado em São José e reafirmou o compromisso de dotar o novo prédio de equipamentos de segurança.

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Comerciantes do Centro exigem mais policiamento

Em meio à discussão dos projetos Bela Fachada e Centro Vivo, que têm como objetivo revitalizar o centro de São José dos Campos, funcionários, comerciantes e clientes voltaram a cobrar ontem mais segurança no local. Para eles, mais importante do que reformar as fachadas é aumentar o número de policiais e guardas municipais nas ruas da região.

A atendente Joelma Honorato reclama da iluminação na Praça do Sapo. Todos os dias após o trabalho ela vai a pé para a faculdade. “Eu tenho medo de passar pela praça. Eu passo correndo.” Já Mário Ribeiro, proprietário de uma banca na Praça Afonso Pena, queixou-se da falta de guardas municipais.

“A praça é frequentada por maus elementos. Eu já vi gente fumando maconha à luz do dia. É preciso colocar mais guardas municipais.” Pessoas que trabalham e frequentam o centro de São José consultadas ontem também cobraram a recuperação das calçadas.

No mês passado, foram registradas nove ocorrências no centro, sendo quatro furtos e três roubos ocorridos à noite. O comandante da 2ª Companhia da Polícia Militar em São José, capitão Sadi Fernando Stamborowski, disse que no centro já é feito policiamento a pé, através de viaturas e através de câmeras de segurança nas ruas. O Ipplan (Instituto de Pesquisa, Administração e Planejamento) disse que com a revitalização, a Praça do Sapo receberá nova iluminação.

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Câmera que interferia no radar dos aviões é apreendida

A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) apreendeu uma câmera de vigilância sem fio que interferia no radar do Aeroporto de São José. O equipamento, que não tinha a homologação obrigatória da Anatel, estava escondido dentro de uma lata de bebida para monitorar a entrada de uma casa, distante cerca de 4 quilômetros do aeroporto. O endereço não foi divulgado.

Segundo Marcelo Augusto Scacabarozi, gerente operacional de Fiscalização Técnica da Anatel, a câmera transmitia na faixa de uso exclusivo da Aeronáutica, no serviço de radar secundário, responsável pela detecção de informações de voo transmitidas pelas aeronaves.

Com a interferência, os controladores do radar ‘perdiam’ as informações das aeronaves no equipamento. O problema poderia ter causado acidentes aéreos na cidade. “Sem a homologação da Anatel e, portanto clandestinos, os aparelhos operam em frequências não permitidas, o que pode causar acidentes graves”, disse Scacabarozi.

A equipe da Anatel demorou uma semana para localizar a câmera de vídeo que, por ser sem fio, transmitia as imagens via radiofrequência para dentro da residência. O aparelho foi apreendido e o proprietário, notificado. Ele responderá a um processo administrativo na Anatel, que pode culminar em multa, cujo valor varia entre R$ 100 e R$ 3 milhões.

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Devido a falta de segurança, encontrado-se mais policiais

São Paulo terá mais 7.000 policiais nas ruas até o final do ano e o Vale do Paraíba terá prioridade no recebimento deste efetivo. A decisão da SSP (Secretaria da Segurança Pública) foi divulgada anteontem, cinco dias depois de os jornais O VALE e ‘BOM DIA’ lançarem a campanha ‘O Vale pela Paz’, que teve adesão de diversos representantes da sociedade civil organizada.

No mesmo dia, dados da própria SSP mostraram que a região continua como a mais violenta do interior do Estado, com 146 pessoas assassinadas até abril. O anúncio mostra uma mudança de postura do governo, que antes negava que houvesse déficit de policiais militares na RMVale e considerava os índices criminais para a região ‘normais’.

Os 7.000 policiais atuam em funções administrativas e passarão por um treinamento até o final do ano para reforçar o patrulhamento preventivo. De acordo com o comando da Polícia Militar no Estado, o local de atuação destes policiais será definido até o final do mês de julho.

A estratégia faz parte da ‘administração enxuta’, um modelo de policiamento criado no Vale no ano passado e que será adotado em todo o Estado. O deputado padre Afonso Lobato considera que a medida é acertada, pois policiais são mal utilizados em setores administrativos.

“Se existe efetivo, tem de ser utilizado da melhor forma possível. A região precisa de mais policiais. Se você tem 7.000 parados, tem de colocá-los nas ruas.” Na semana passada, padre Afonso e os deputados Hélio Nishimoto (PSDB) e Marco Aurélio de Souza(PT) se reuniram com o secretário de Estado de Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, com o comandante da PM, Roberval Ferreira França, e com o delegado-geral de Polícia Civil, Marcos Carneiro Lima.

Na reunião, eles apresentaram as oito reivindicações que a campanha ‘O Vale pela Paz’ faz ao governo. O reforço do efetivo policial é uma das principais. “O governo agiu rápido. Tivemos a reunião, eles analisaram e perceberam que necessitamos de reforço”, afirmou padre Afonso.

Opinião. Alexandre de Oliveira Campos, presidente da comissão de Segurança Pública da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), diz que o reforço é apenas o ‘primeiro passo’. “O Estado não pode esquecer da Polícia Civil. O efetivo é baixíssimo e as condições de trabalho são mínimas. É necessário abrir mais concursos para escrivães, investigadores e delegados”, afirma.

O Vale

Serviço de Segurança Eletronica cresce devido ao medo

O aposentado R. C. P, 68 anos, paga cerca de R$ 20 mil por ano para a iniciativa privada para ter segurança, um serviço que deveria ser garantido pelo Estado. R. não é o único. Com a escalada da violência, as pessoas estão recorrendo cada vez mais a muros maiores, cercas elétricas e câmeras de vigilância. O mercado da segurança privada, cresce em média, 17% ao ano.

“As pessoas ouvem repercussão de outros crimes e tomam medidas excessivas. Isso prejudica a qualidade da vida. Muitas vezes, a pessoa não deixa os filhos saírem de casa por medo”, diz José Vicente da Silva Filho, consultor de segurança.

Na região, uma pessoa é vítima de roubo, furto ou sequestro a cada 12 minutos. Uma forma comum de abordagem é a pessoa ser rendida no portão da casa. A Engeseg, empresa de segurança que atua em São José, diz que houve uma mudança no padrão dos clientes atendidos.

“Antigamente, eram empresas que queriam tecnologia. O número de casas era ínfimo. Hoje, de 3.000 clientes, metade são casas que instalaram câmeras e alarmes”, diz Antônio de Pádua Oliveira, gerente de segurança eletrônica da Engeseg.

De acordo com a Sesvesp (Sindicato das Empresas de Segurança Privada do Estado de São Paulo), em 2011, o setor de segurança privada empregava 3.549 pessoas em São José. Em 2010, o número era 2.784. “Este aumento é reflexo da legislação, que mudou e também do crescimento da economia. Se a economia cresce, aumenta também a contratação de vigilantes”, diz João Eliezer Palhuca, vice-presidente do Sindicato.

A casa onde R. mora com o pai, possui uma forte estrutura de segurança: muro de três metros de altura, câmeras e cerca elétrica em volta do terreno. Na rua, um vigilante é pago por todos os moradores para acionar a polícia em casos suspeitos. Além disso, a residência e os três veículos estão segurados.

“Se o ladrão pensar em olhar minha casa vai pensar duas vezes. Talvez decida roubar um local que tenha menos segurança”, diz. R. diz que a rua em que ele mora é tranquila, mas todos seus vizinhos investem em equipamentos de segurança.

“Quem quer ser assaltado? A gente sabe que a Polícia Militar não pode estar em todos os lugares. Então, prefiro não depender só dela”, d iz. A tecnologia permite hoje que a pessoa consiga ver do celular tudo que acontece em sua casa, em tempo real. Mas custa caro. Um kit básico com duas câmeras de segurança custa R$ 4.000 e mais uma mensalidade de R$ 150 para que a empresa de segurança faça o monitoramento.

“Ter segurança em casa era muito mais caro, mas agora está mais acessível. As pessoas investem nesses equipamentos para sentirem mais sensação de segurança e evitar o trauma de serem vítimas”, diz o gerente da Engeseg.

O Vale

Exposição de Segurança no Parque Tecnologico

Um grupo de alunos da rede de ensino municipal participará da Exposição de Tecnologia a Serviço da Segurança e Saúde (Valesseg), que começa nesta quarta-feira (16) no Parque Tecnológico de São José dos Campos. A exposição faz parte da Semana de Saúde, Segurança e Emergência (Semasse), que segue até esta sexta-feira (18), e deve reunir aproximadamente 15 mil visitantes.

Os estudantes vão demonstrar tudo o que aprenderam no treinamento coordenado pelo Setor de Segurança Prevenção e Combate a incêndio, da Secretaria de Educação de São José dos Campos. Esse treinamento é realizado desde 2008 para que os alunos saibam como agir em situações de emergências, como paradas respiratórias.

Na feira, 30 alunos do ensino fundamental ficarão em um dos dez estandes montados no local e demonstrarão quais os procedimentos necessários para reanimar uma possível vítima de parada cardiorrespiratória.

Para o Bombeiro Educador da Secretaria de Educação, João Carlos Gonçalves, a participação dos alunos é importante para que conheçam na prática as manobras que podem salvar uma vida. “Assim, esses estudantes estarão fortalecendo também o exemplo de cidadania”, concluiu.

Prefeitura de São José