Cidade tem plano para diminuir a violência na região

Uma semana após o anúncio da criação do Gabinete de Gestão Estratégica de Segurança Pública na RMVale, região mais violenta do interior paulista, com 450 pessoas assassinadas em 2012, lideranças das polícias Civil e Militar e de prefeituras preparam ações e dados para apresentar ao projeto.

Durante entrevista concedida a O VALE, o secretário de Desenvolvimento Metropolitano, Edmur Mesquita, afirmou que o gabinete estratégico deverá sair do papel ainda neste semestre. A data da assinatura da resolução será decidida nesta semana, em reunião entre Mesquita e o secretário de Segurança Pública, Fernando Grella.

O gabinete vai reunir representantes das polícias Civil, Militar e Científica, além de prefeitos, membros de secretarias estaduais e da sociedade civil para discutir ações de combate e prevenção ao crime. Não terá um local físico onde os encontros acontecerão. Na prática, será uma ‘roda de bate-papo’, por bimestre, em cada cidade, onde as lideranças vão apresentar aspectos que julgarem principais no combate a violência.

Diretor do Deinter-1 (Departamento de Polícia Judiciária do Interior), João Barbosa Filho, disse que deverá apresentar no primeiro encontro números e pedir ao secretário que 20% das vagas disponibilizadas nos concursos sejam para a região.

“Conseguimos prender 11 mil pessoas em operações no ano passado. Temos números e ideias que precisam ser discutidos. Unir esforços é a melhor maneira de derrubar os índices de violência.” Em entrevista anterior, Cássio Roberto Armani, comandante do CPI-1 (Comando de Policiamento do Interior) em São José, disse que pretende estreitar os laços com prefeitos e policiais. “Realizamos reuniões com a Polícia Civil e queremos nos aproximar das prefeituras. Sozinhos não conseguimos combater o crime. Segurança pública não é só problema da polícia.”

Os prefeitos de Taubaté, Ortiz Júnior (PSDB), e de São José dos Campos, Carlinhos de Almeida (PT), estão otimistas. “A região merece essa atenção. Esperamos que a instalação do gabinete ajude a região no combate ao crime”, disse Carlinhos. “Esta gestão acredita que a iniciativa está vindo de encontro com as necessidades, o que só tem a acrescentar”, disse o prefeito de Taubaté.

A prefeita de Cruzeiro e presidente do Codivap (Consórcio de Desenvolvimento Integrado do Vale do Paraíba, Litoral Norte e Mantiqueira), Ana Karin (PR), aposta no sucesso do gabinete. “É louvável que a RMVale tenha um gabinete para trabalhar os setores de inteligência e discutir prevenção e ações contra o crime.”

Com 364 mortes em 2012 e 33 em janeiro deste ano, Campinas foi a região pioneira a receber o gabinete. A resolução foi assinada no dia 27 de fevereiro e a primeira reunião ainda não aconteceu. “Estamos traçando um mapeamento da criminalidade da região e vamos discutir o número de roubo e furto de veículos, além de pedir para que os prefeitos reservem verbas para a implantação de câmeras de monitoramento. Essa troca de informação, ideias e projetos dará grandes frutos, eu estou confiante”, disse o delegado Licurgo Nunes Costa, diretor do Deinter- 2 da região e Campinas, que abrange 19 cidades.

O Vale

Publicado em: 18/03/2013

Casas Noturna tem 30 dias para corrijirem irregularidades

Após o ‘pente-fino’ realizado pelo Corpo de Bombeiros em casas noturnas da RMVale nos últimos três dias, 63 estabelecimentos correm o risco de ser interditados caso não corrijam as irregularidades no prazo máximo de 30 dias.

Os bombeiros constataram documentações vencidas no caso, o AVCB (Autos de Vistoria do Corpo de Bombeiros), falta de sinalização, de luzes e de saídas de emergência e extintores fora do prazo de validade.
A blitze começou após o incêndio que matou 235 pessoa na boate Kiss, em Santa Maria (RS).

Em São Paulo, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) determinou fiscalização rigorosa em casas noturnas de todo Estado. Na RMVale, os bombeiros relacionaram 349 estabelecimentos que serão vistoriados até o final do mês. Desses, 79 já foram averiguados desde a última terça-feira.

Foram priorizadas as maiores e mais badaladas casas noturnas em todas as cidades. Os bombeiros não informaram ontem os nomes das boates onde foram encontradas irregularidades. “No geral, as equipes encontraram problemas nas medidas de segurança, como falta de pontos de iluminação e saídas obstruídas”, disse o capitão Marcos Antônio Bicudo Júnior, chefe de atividade técnica do Corpo de Bombeiros no Vale e Litoral Norte.

Quatro boates em Taubaté e Pindamonhangaba foram interditadas anteontem pelas prefeituras após indicação dos bombeiros. Em Taubaté, a prefeitura lacrou as boates Machina 8, no distrito de Quiririm, e a Quarto do Santo, no centro. Também foram interditados o Brutal Rock Bar, em Taubaté, e o Vinil Rock Bar, em Pinda.

De acordo com as prefeituras, os estabelecimentos só serão reabertos quando forem corrigidos os problemas apontados durante a fiscalização e atualizados os documentos do Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros. As exigências para casas noturnas seguem critérios de tamanho e capacidade de público. Acima de 100 pessoas, elas já têm que ter brigada de incêndio. Se forem menores de 750 metros quadrados, exige-se extintores, iluminação, sinalização e saída de emergência.

O Vale

Publicado em: 01/02/2013

Cidade será contemplada com mais setor de trânsito

Oito cidades da RMVale serão contempladas com novas unidades do Detran (Departamento de Trânsito) no Estado: São José, Taubaté, Caçapava, Lorena, Cruzeiro, Campos do Jordão, Caraguá e São Sebastião. Com atendimento mais ágil, no mesmo modelo do Poupatempo, as unidades irão substituir as Ciretrans (Circunscrições Regionais de Trânsito), alvo de reclamações de usuários por conta da demora e burocracia.

O anúncio foi feito pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB), ao sancionar a lei que transforma o Detran em autarquia. Assim, o órgão deixou de estar ligado à Secretaria e Segurança Pública e passou para a Secretária de Planejamento e Desenvolvimento Regional. O novo Detran já tem 11 sedes do Estado. A primeira da região foi inaugurada em setembro de 2011 em Aparecida. O governo estadual pretende abrir pelo menos 100 unidades até o fim de 2013.

A cada inauguração do novo Detran um time novo de servidores substitui os policiais civis locados nos Ciretrans, que são devolvidos à Secretaria de Segurança Pública. Desde o ano passado, a Polícia Civil recebeu de volta 430 agentes. Até o fim do ano, outros 1.000 serão devolvidos.

Para ocupar o posto dos policiais, será aberto um concurso público que vai oferecer 1.200 mil vagas em todo o Estado para oficial de trânsito, que exige nível médio, e agente de trânsito, de nível superior. O governo informou que novas vagas poderão ser abertas.

Os prédios atuais dos Ciretrans passarão por estudo para saber se têm condições de serem adaptados para receber o novo modelo. Caso contrário, outros poderão ser alugados ou firmadas parcerias com as administrações públicas para adequação.

O VALE apurou que o governo do Estado está à procura de áreas que possam receber as unidades em São José e Taubaté. Os Ciretrans são considerados obsoletos e sem condições de comportar as novas sedes. Em São José, por exemplo, a população enfrenta filas e demora no atendimento e sofre com a falta de estrutura do prédio, que fica na avenida São José, no centro.

Os usuários reclamam também da burocracia e da falta de informação. A Ciretran de São José tem 40 funcionários e atende 19 mil pessoas por mês. O Detran reconhece que os serviços prestados pela Ciretran estão fora do ideal, mas afirma que o novo modelo implantado no Estado vai solucionar os problemas.

Foi o que afirmou o coordenador do Detran de São Paulo, Daniel Annenberg. “Enquanto não houver o novo padrão, com autonomia administrativa e financeira, não tem como solucionar os problemas”. Quem já usou as novas instalações do Detran em Aparecida aprovou o serviço oferecido. “Fui fazer o licenciamento do carro, levei toda a documentação por volta das 10 e meia e voltei para buscar tudo às 4 e meia da tarde. Antes, levava mais de uma semana”, disse o policial militar Gustavo Santos, 25 anos, morador de Aparecida.

O Vale

Publicado em: 23/01/2013

Cidade bate o recorde em financiamento habitacionais

A Caixa Econômica Federal atingiu no último dia 14 de dezembro R$ 1,5 bilhão em financiamento habitacional e bateu recorde histórico na Região Metropolitana do Vale do Paraíba. O valor de R$ 1,3 bilhão do ano passado foi superado no dia 29 de novembro. A expectativa do banco é fechar 2012 com R$ 1,550 bilhão em crédito imobiliário.

Os números foram divulgados ontem durante o 1º Ciclo Financeiro sobre Mercado Imobiliário, realizado pela Asseivap (Associação das Empresas Imobiliárias do Vale do Paraíba) em parceria com a Rede Brasil de Imóveis e Regional Secovi (Sindicato da Habitação), em São José dos Campos.

“Nunca havíamos chegado a esse número. Isso significa que o mercado está mais aquecido. As pessoas estão comprando imóvel, fazendo uma dívida de longo prazo, ou seja, acreditando no futuro. Porque ninguém contrata uma dívida de 25 anos se não está com uma perspectiva de futuro positiva”, disse Júlio César Volpp Sierra, superintendente regional da Caixa Econômica Federal.

Em média, são fechados 64 contratos de financiamento habitacional por dia na região. Na visão do superintendente, o número é significativo. “A condição sócio-econômica do país melhorou”, afirmou ele. A expectativa para 2013 não foi divulgada porque o orçamento sairá apenas no dia 2 de janeiro de 2013.

A Caixa quer assinar ainda em dezembro o primeiro empreendimento do programa ‘Minha Casa, Minha Vida’, do governo federal, para famílias com renda até R$ 1.600 faixa de 0 a 3 salários mínimos. Os imóveis não podem ultrapassar R$ 90 mil.

Segundo Sierra, 3.000 unidades já estão sendo avaliadas pela Caixa. Os empreendimentos são nas regiões leste, sul e norte da cidade. “Acreditamos que a assinatura saia ainda neste ano, temos esperança. Na pior das hipóteses, no início do ano que vem”, afirmou.

As famílias que vão concorrer aos imóveis são cadastradas pela prefeitura. Antes, o valor do imóvel não podia exceder R$ 65 mil. Mas, no início do ano, o governo do Estado assinou uma parceria com o governo federal e juntou os programas ‘Minha Casa, Minha Vida’ com a ‘Casa Paulista’. Assim, o valor do financiamento aumentou R$ 25 mil.

“Foi um grande esforço de todos para viabilizar a construção dessa faixa aqui em São José”, disse ele. O prefeito eleito, Carlinhos Almeida, prometeu em campanha a construção de 8.000 unidades habitacionais em um prazo de quatro anos.

São José representa 40% dos financiamentos habitacionais realizados na região. Em 2012, a Caixa inaugurou quatro novas agências na cidade. Segundo Sierra, em Taubaté, o mercado imobiliário cresceu significativamente, mas em um ritmo menor.  O 1º Ciclo de Palestras recebe hoje, às 9h, o analista Eli Almeida da Silva, do Banco do Brasil, na sede do Secovi, na avenida São João, 674, jardim Esplanada.

O Vale

Publicado em: 19/12/2012

Pib faz recusar a RMVale devido a crise da industria

Em uma década, a Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte recuou de 6,5% para 4,9% sua participação no PIB (Produto Interno Bruto) do Estado de São Paulo, revela estudo divulgado ontem pelo Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados). A pesquisa é referente ao período de 2000 a 2010.

O PIB conjunto dos 39 municípios somou em 2010 total de R$ 61,7 bilhões. A queda foi puxada por São José, o maior PIB da região, com R$ 24,1 bilhões. Segundo o estudo, o PIB estadual atingiu R$ 1,247 trilhão em 2010. A participação do município no PIB paulista recuou de 3,2% para 1,9%.

A cidade despencou do 2º para o 8º lugar no ranking do PIB dos municípios paulistas. Na contramão, Taubaté, segundo maior PIB da RMVale (R$ 9,7 bilhões), avançou três posições no ranking e passou de 19º para 16º lugar entre os 20 maiores municípios. O bom desempenho foi puxado pelos valores adicionados dos setores industrial e de serviços.

O PIB representa a soma das riquezas geradas pelos diversos setores e mede a diferença entre o custo de se produzir e o que se obtém como fruto dessa produção. Os números têm impacto no cotidiano e podem refletir na qualidade de vida da população.

Para o gerente da área de Indicadores Econômicos do Seade, Wagner Bessa, a queda da participação da RMVale no PIB paulista é explicada por problemas conjunturais, mas a região permanece com um grande polo econômico de São Paulo.

“Podemos dizer que, no caso de São José, um problema identificado que colaborou para a queda da participação do município no PIB paulista foi o desempenho da indústria de petróleo e gás”, afirmou. Bessa explicou que essa cadeia tem grande peso no PIB e a variação para baixo do preço internacional do petróleo aliada à política do governo federal de “represamento” do preço interno dos derivados influenciou na composição final do PIB do município.

“Mesmo tendo registrado queda, São José é o terceiro colocado no ranking estadual considerando a participação dos municípios no valor adicionado da indústria, atrás apenas da capital e de São Bernardo do Campo”, disse. Já o bom desempenho de Taubaté foi avaliado pelo gerente da Seade como resultado do crescimento dos polos industrial, sobretudo do setor automotivo, e de serviços na cidade. “A cidade registrou avanços nos polos varejista, atacadista e automotivo.”

O economista Edson Trajano, da Unitau (Universidade de Taubaté), ponderou que o polo industrial de São José é afetado pela crise econômica internacional. “As indústrias de São José exportam para países ricos da Europa e para os Estados Unidos, que enfrentam crise. Aliado a esse fator há a questão do setor de óleo e gás que enfrenta problema de preços”, disse.

“Com Taubaté acontece o contrário. As indústrias fornecem para o mercado interno e para o Mercosul, que não estão em crise ”, afirmou Trajano. O secretário de Desenvolvimento Econômico de São José dos Campos, José de Mello Corrêa, afirmou que o resultado do PIB de 2010 mostra que a situação de São José permanece estável. “A expectativa é positiva par os próximos anos”, disse.

O Vale

Publicado em: 13/12/2012

RMVale anuncia investimento de R$120 Milhões na Saúde

Um dos principais gargalos enfrentados pelas cidades da Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte, a RMVale, a área da Saúde vai receber investimentos na ordem R$ 120 milhões do governo do Estado. O montante será destinado para “o conjunto de hospitais regionais” da RMVale, segundo afirmou ontem o secretário-adjunto de Saúde do Estado, José Manoel de Camargo Teixeira.

Tal conjunto abrange a unificação do Hospital Universitário da Unitau (Universidade de Taubaté) ao Hospital Regional da cidade. O valor também possibilitará as construções dos Hospitais Regionais de São José e do Litoral Norte, demandas antigas da RMVale.

O Hospital Regional do Litoral Norte, inclusive, deverá ter sua construção oficializada pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) no final de julho. Na ocasião, o governador vai anunciar uma agenda de investimentos à sub-região do Litoral Norte da RMVale.

Durante a 2ª reunião do Conselho Deliberativo da RMVale, ontem, em Cruzeiro, Teixeira informou que espera, na primeira quinzena de junho, assinar um convênio junto à Unitau para assumir o Hospital Universitário. O novo centro deve ser assumido pela Sociedade Beneficente São Camilo, que já faz a gestão o Hospital Regional de Taubaté.

“Dentro desses R$ 120 milhões, também vamos fazer investimentos no Hospital Universitário”, disse o secretário, enfatizando que o Estado não deve assumir as dívidas do hospital, que supera R$ 4 milhões. No Litoral Norte, o Hospital Regional depende de definição de área. “Definido o local, aí toca a obra”, disse Teixeira.

A instalação de um centro de referência médica no litoral é pedido recorrente dos prefeitos de Caraguatatuba, Ilhabela, São Sebastião e Ubatuba e foi objeto de campanha do governador em 2010. “Hoje, sobem mais de 500 pacientes todos os dias, das quatro cidades, para serem tratados no Vale do Paraíba e São Paulo. O governador deve anunciar em julho uma parceria com os municípios já para instalação do hospital.

Já fizemos algumas propostas, deve ser em Caraguá”, afirmou o prefeito Antonio Carlos da Silva (PSDB). Em São José, o Hospital Regional, que deverá ser referência em cirurgias de alta complexidade e trauma, deve ter sua obra licitada no segundo semestre. As instalações dos centros (Litoral Norte e São José) devem levar de 18 a 24 meses, segundo Teixeira.

O governo do Estado também informou ontem que está revisando a capacidade e a demanda na área de Saúde da RMVale, para futuros diagnósticos e investimentos. Os primeiros investimentos do governador Geraldo Alckmin a partir do trabalho da RM serão no Litoral Norte.

“Como a região é muito grande e tem realidades muito específicas, o governador tomou a decisão de começar pelo litoral”, afirmou o secretário de Desenvolvimento Metropolitano, Edson Aparecido.

Na próxima sexta-feira, Edson Aparecido, o secretário de Energia do Estado, José Aníbal, os prefeitos do Litoral Norte e membros da Petrobras devem se reunir para pensar numa parceria estratégica a fim de trabalhar projetos para a região.

Áreas como destinação final do lixo e logística e transporte devem ser beneficiadas com a parceria. “Depois, vamos fazer um planejamento específico de investimentos para o Vale Histórico, que é a região de economia mais reprimida da RM”, disse Edson Aparecido.

O Vale

Reunião da RMVale prioriza area da Saúde e Transporte

Na primeira reunião da RMVale, realizada ontem em São José, os prefeitos da região elegeram por aclamação o prefeito de São José, Eduardo Cury (PSDB) para presidir o colegiado e cobraram medidas do Governo do Estado para acelerar investimentos nas áreas de saúde e transporte.

O colegiado também aprovou o nome do prefeito de Queluz, José Celso Bueno (PSDB) como vice presidente do conselho e a criação de 16 câmaras técnicas. E após a apresentação de um diagnóstico sobre as cinco regiões do Vale, os prefeitos reforçaram o pedido de investimentos na área da saúde e da mobilidade.

“Um assunto fundamental ficou de fora das prioridades da micro região de Taubaté que é a necessidade de oferta de exames de alta complexidade. Nós estamos super prejudicados sem o AME”, disse o prefeito de São Bento do Sapucaí, Idelfonso Mendes (PSDB).

O prefeito de Cachoeira Paulista, Fabiano Chalita Vieira (PSDB) também cobrou agilidade na construção do AME de Lorena, que deveria ter sido entregue em 2010. “Precisamos discutir saúde que é assunto prioritário. Estamos esperando pelo AME de Lorena. A previsão é que ele seria entregue em 2010 e a obra ainda não terminou”, disse Vieira.

Já o prefeito de Cunha, Osmar Felipe Júnior (PSDB) pediu a intervenção do Conselho e do Governo do Estado para garantir a conclusão das obras na SP 171, que liga Guaratinguetá a Paraty (RJ). “As obras da parte paulista já estão em andamento, mas é preciso fazer pressão no lado do Rio de Janeiro para garantir a recuperação do trecho fluminense”, disse.

Os desafios da saúde, da mobilidade e do transporte intermunicipal serão debatidos na próxima reunião da RMVale, no dia 28 de maio, a partir das 10h, em Cruzeiro. Nesse encontro, está prevista a presença de três secretários estaduais de Governo Saúde (Giovanni Guido), Transporte Metropolitano (Jurandir Fernandes) e de Logística e Transportes (Saulo de Castro Abreu Filho) para conduzir as reivindicações.

Diagnóstico. O secretário de Desenvolvimento Metropolitano, Edson Aparecido, informou que as secretarias fins saúde e transportes, irão projetos seus investimentos com base nos diagnósticos.

“A ideia é fazer um melhor diagnóstico do que precisa ser feito nessas áreas e também mostrar as ações concretas que já existem. Muitas vezes os problemas são comuns nas cidades. Com um sistema otimizado e integrado não precisamos investir cidade por cidade, mas de forma regional.”

Falta de integração dos coletivos intermunicipais, necessidade de um plano viário intermunicipal, melhorias viárias em diversas estradas, alto custo da tarifa, construção de novos acessos, expansão das ciclovias, pouca opção de horários de ônibus, dificuldade de deslocamento a pé, estrangulamentos de vias importantes e alto índice de acidentes em diversos pontos, entre outras demandas

A EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos) vai contratar um estudo para diagnosticar o deslocamento dos moradores, modos de transporte utilizados, motivos do deslocamento e os horários. A proposta é identificar como os cerca de 500 mil usuários se deslocam entre as cidades e de que forma as pessoas da região gostariam de se deslocar. Após ser contratado, o estudo deve ficar pronto em três meses. No futuro, caberá a EMTU licitar os serviços de transporte intermunicipal. Estão previstas melhorias como a integração do bilhete, a renovação da frota e construção de corredores exclusivos para ônibus, entre outros

Falta de profissionais nas UBS (unidades Básicas de Saúde) e no PSF (Programa Saúde da Família), necessidade de atendimento para dependentes químicos, falta de atendimento de alta complexidade consultas e cirurgias, falta de capacidade do Hospital Regional e falta de infraestrutura, inclusive em hospitais de referência

Entregar a AME (Ambulatório Médico de Especialidades) de Lorena em janeiro de 2013 e ampliar o atendimento de exames médicos com especialistas para a região do Vale Histórico e do Circuito da Fé. Integrar o Hospital Regional com o Hospital Universitário até o próximo mês. A gestão dos dois hospitais será feita pelo Estado por meio de uma parceria com a OS (Organização Social) São Camilo.

O governo também pretende construir um hospital regional referência em cirurgias de alta complexidade e trauma em São José dos Campos. A licitação deve ser feita até o segundo semestre. A meta do Estado é entregar o hospital em 2015. No Litoral Norte, o governo do Estado deve fazer parceria com algum hospital para ampliar a oferta de serviços de alta complexidade para os moradores de Ubatuba, Caraguatatuba, São Sebastião e Ilhabela

O Vale

Mudanças previstas para novas licitações e frotas de ônibus

A criação da Região Metropolitana do Vale do Paraíba, prevista para ocorrer ainda este mês, vai gerar mudanças imediatas no sistema de transporte intermunicipal da região, que é utilizado diariamente por cerca de 500 mil usuários.

Além da abertura de novas licitações, renovação da frota e construção de corredores exclusivos, está prevista realização de uma pesquisa de origem e destino para coletar dados e informações sobre os deslocamentos dos moradores da RMVale.

A remodelação do sistema será feita pela EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos). “Teremos um planejamento de rede voltado às adequações de oferta de viagens e à demanda existente, racionalizações e integrações físicas e tarifárias entre linhas que objetivam melhoria na acessibilidade e mobilidade do usuário do transporte metropolitano”, disse o diretor de gestão operacional da EMTU, Evandro Losacco.

O primeiro passo será a realização de uma pesquisa origem e destino para identificar as principais viagens diárias das pessoas, o motivo das mesmas e o modo de transporte utilizado. Para Losacco, será um instrumento vital para o planejamento de transporte.

“A pesquisa nos fornecerá dados para conhecer os deslocamentos da população dentro de um aglomeração, incluindo sua a situação socioeconômica.”

Segundo Losacco, da interação dessas informações será definido o novo padrão de viagens da RMVale. Será definido pela distribuição dos deslocamentos segundo as origens, os destinos, os modos de transporte utilizados, os motivos e os horários da realização.

“Essas viagens, quando mapeadas, produzem uma fotografia dos fluxos nas cidades. A comparação desses fluxos com a rede de linhas de transporte e a rede de vias existentes permite identificar as carências no atendimento da demanda de transporte e, portanto, fundamentar as propostas para a ampliação.”

A população do Vale poderá participar desse debate por meio de audiências públicas. O novo modelo de gestão do sistema de transporte coletivo passará a obedecer ao mesmo padrão já adotado nas regiões metropolitanas de São Paulo, Baixada Santista e Campinas.

Entre as mudanças previstas estão a bilhetagem eletrônica, padronização visual dos ônibus e o monitoramento da frota através do GPS, que irá permitir o acompanhamento em tempo real da operação para eventuais ajustes de tabelas de horários e itinerários. Losacco afirmou ainda que ações de planejamento macro, como a construção de corredores, terminais e polos metropolitanos, dependem de análises detalhadas, execução de projetos de viabilidade e dotação orçamentária.

Transição. A EMTU já se prepara para a transição de gestão do sistema que hoje é feita pela Artesp (Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo). De acordo com a empresa, um estudo sobre a atual rede de transporte coletivo já foi iniciado.

Durante o processo de transição, todo o atual sistema, suas linhas e respectivos operadores serão incorporados para que não haja descontinuidade na prestação do serviço. Para o professor da área de transportes da Unicamp, Carlos Guimarães, a metropolização é benéfica aos usuários e pode levar um período de até dois anos para se consolidar.

O Vale