Refinaria da cidade assina acordo para emissão de poluentes

A Revap (Refinaria Henrique Lage), da Petrobras, assinou um TAC (Termo de Ajuste de Conduta) no Ministério Público do Estado se comprometendo a reduzir o impacto ambiental nos bairros Vila Industrial e Vista Verde, ambos na zona leste de São José dos Campos.

Moradores reclamam do mau cheiro e da poluição no ambiente gerados pela refinaria, instalada no Jardim Diamante, na mesma região. A Cetesb (Companhia Ambiental do Estado) multou a refinaria em R$ 92 mil após a emissão de uma fumaça preta no dia 10 de setembro.

No TAC, assinado dia 12 de julho, a Revap se compromete a cobrir fontes da rede de drenagem da Estação de Tratamento de Despejo Industrial, que hoje estão abertas e causam o mau cheiro. A refinaria também vai implementar um “cinturão verde”, com plantio de árvores na área de produção de coque espécie de carvão derivado do petróleo.

As medidas deverão ser adotadas até 31 de julho de 2013. Em caso de descumprimento do acordo, a Revap estará sujeita à multa diária de R$ 1.500. A empresa não comentou o assunto. A ação no Ministério Público contra o mau cheiro e a poluição causada pela Revap foi apresentada em maio de 2011 pela Saviver (Sociedade Amigos do Bairro Vista Verde).

Porém, após quase um ano e meio de negociações, o diretor da Saviver, Nelson Borges, diz que os problemas não serão resolvidos por completo. “O acordo prevê apenas metade das ações necessárias”, disse. Ele afirma que ficou de fora do TAC uma promessa que a Petrobras teria feito em junho do ano passado, de instalar duas estações de medição de poluentes na região.

Além disso, Borges reclama d a altura da chaminé. “Conforme a força do vento, a fumaça vem para baixo”, afirmou. Uma das procuradoras de Justiça responsáveis pelo TAC, Renata Bertoni Vita, afirmou que novas medidas podem ser adotadas na refinaria. “Caso os eventos que deram origem ao inquérito voltem a ocorrer, a compromissária (Revap) terá 60 dias para apresentar um novo projeto”, disse.

O Vale

Sindicato decidi diminuir a produção na GM

Após anunciar a abertura de um PDV (Programa de Demissão Voluntária) em sua fábrica de São José, a General Motors reduziu nessa semana o volume de produção da linha conhecida como MVA, responsável pela fabricação dos modelos Meriva, Zafira e Corsa.

Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de São José, no primeiro turno do MVA, a produção passou de 46 para 29 carros por hora. Já no segundo turno, de 22 para 17 unidades. A medida seria o início do ajuste da produção do complexo fabril da GM, o que, segundo a empresa, motivou a abertura do PDV, cujo prazo de adesão termina hoje.

Em entrevista a O VALE após o anúncio da implantação do programa, o diretor de Assuntos Institucionais da GM, Luiz Moan afirmou que os modelos produzidos no MVA estavam em baixa no mercado, o que forçou o ajuste na produção.

As minivans Meriva e Zafira, inclusive, saem de linha ao longo do ano. O veículo substituto dos modelos, batizado de Spin, já está sendo produzido na unidade da GM em São Caetano do Sul. Ontem, o Sindicato dos Metalúrgicos realizou uma assembleia com os trabalhadores da GM para debater a situação da fábrica.

Na ocasião, foi aprovado o pedido de reabertura das negociações entre GM e sindicato para discutir investimentos na unidade. O esforço, no entanto, pode ser em vão. Moan afirmou que não estão previstos novos investimentos para o Brasil e que não seria possível atender às reivindicações apresentadas pelo sindicato.

O Vale

Inscrições para isenção de Taxa para a Fatec

A Faculdade de Tecnologia (Fatec) de São José dos Campos inicia na quarta-feira (2 de maio) as inscrições para isenção ou redução de 50% do pagamento da taxa de inscrição para o vestibular da instituição para o segundo semestre de 2012. Serão oferecidas 6 mil isenções.

As inscrições vão até o dia 11 de maio para candidatos carentes e que preencham, cumulativamente, os requisitos: ter concluído integralmente, até o ano de 2011, o Ensino Médio ou a Educação de Jovens e Adultos (EJA – supletivo), em escolas da rede pública de ensino (municipal, estadual ou federal) ou em instituição particular com concessão de bolsa de estudo integral; estar integrado a grupo familiar cuja renda bruta mensal máxima corresponda a R$ 622 por morador, ou, em caso de candidato independente, ter sua renda bruta mensal máxima de R$ 622 e residir no Estado de São Paulo.

No caso de 50% do valor da taxa de inscrição o candidato deve, cumulativamente, ser estudante regularmente matriculado em curso pré-vestibular ou em curso superior, em nível de graduação ou pós-graduação e receber remuneração mensal inferior a dois salários mínimos (R$ 1.244) ou estar desempregado.

Os interessados devem preencher o formulário de solicitação disponível no site da Fatec, na seção “isenção/redução”. Para realizar a inscrição, o candidato deve entregar os documentos necessários em um envelope lacrado na secretaria da Fatec em que pretende estudar, de segunda a sexta-feira, das 13h às 19h. O envelope lacrado/fechado contendo os documentos deverá ser entregue juntamente com o “requerimento de solicitação de isenção/redução de taxa”, preenchido e assinado pelo candidato.

O resultado será divulgado a partir do dia 25 de maio exclusivamente pela internet no site da Fatec. Em São José dos Campos, a Fatec fica na Rodovia Presidente Dutra, Km 138,7, no Distrito de Eugênio de Melo, região leste da cidade. Mais informações pelo telefone (12) 3905-4979 ou pelo site da instituição.

Na unidade de São José dos Campos são oferecidas 360 vagas para os cursos de Graduação Tecnológica gratuito nas áreas de Análise e Desenvolvimento de Sistemas (40 vagas manhã e 40 vagas tarde); Automação Aeronáutica (40 vagas noite); Banco de Dados (40 vagas noite); Estruturas Leves (40 vagas noite); Logística (40 vagas manhã e 40 vagas noite); Manufatura Aeronáutica (40 vagas manhã), Manutenção de Aeronaves (40 vagas noite).

Prefeitura Municipal

Prefeitura realiza Programa de Redução de Peso na cidade

Preocupada em reduzir os fatores de risco para doenças causadas pelo sedentarismo, como a obesidade, a Prefeitura de São José dos Campos inicia nesta quarta-feira (25) o programa Núcleo de Atendimento em Atividade Física (NAAF). O trabalho será para a avaliação física e orientação com profissionais da área de saúde na Praça Mario Cesário Porto, no Jardim Satélite.

O NAAF será adotado por integrantes do grupo do Projeto Caminhar. O atendimento será das 9h às 10h, em 15 encontros durante os próximos quatro meses. No primeiro deles será feita uma avaliação física dos participantes. Eles também vão receber orientações sobre mobilidade e quedas, resistência muscular, orientações sobre caminhada, finalizando com uma avaliação após a participação.

O papel do NAAF é orientar e estimular os participantes na melhoria da qualidade de vida, por meio de um estilo fisicamente ativo. A ideia de implantação surgiu após a avaliação do índice de massa corporal (IMC) dos grupos do Projeto Caminhar. A maioria dos participantes estava acima do peso.

Inicialmente, o NAAF foi realizado na Região Norte da cidade e teve a participação de 48 pessoas. Foram avaliados o peso, a altura, a circunferência abdominal, a flexibilidade e o nível de prática de atividade física, por meio do questionário internacional de atividade física (IPAQ).

Das pessoas que participaram 13,16% estavam com sobrepeso e 52,58% com obesidade, totalizando 65.74 % acima do peso. Essa avaliação revelou que o perfil nutricional dos participantes dos grupos estava acima dos padrões desejados, sendo necessária uma intervenção efetiva para melhora na qualidade de vida, perda de peso e cuidados preventivos.

Das pessoas que finalizaram o tratamento, 48% perderam peso e 60% melhoraram a flexibilidade e 48% aumentaram o nível de atividade física.

Prefeitura Municipal

Setor aeroespacial negocia redução de Folha de Pagamento

A Embraer, de São José dos Campos, será beneficiada com medida a ser tomada pelo governo que visa desonerar a folha de pagamento dos funcionários de determinados setores da indústria. Ontem, o vice-presidente de Relações Institucionais da Embraer, Jackson Schneider, representando a Associação das Indústrias Aeroespaciais do Brasil, se reuniu com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, em Brasília, para tratar do assunto.

A intenção do governo é substituir a atual contribuição das empresas de 20% da folha de pagamento à Previdência Social por uma alíquota única vinculada à receita bruta da empresa. Inicialmente, essa taxa seria de 1% do faturamento, valor que pode ser redefinido após reunião de Mantega com os setores a serem beneficiados pela medida.

Além da indústria aeronáutica, a mudança parte do programa de fomento da indústria Brasil Maior é direcionada aos setores têxtil, naval, moveleiro, autopeças, bens de capital e plástico. Ontem, o ministro Mantega também se encontrou com representantes da Abit (Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção), da Abimovel (Associação Brasileira das Indústrias de Móveis) e do Sindipeças (Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores).

Os benefícios a serem concedidos têm a finalidade de aumentar a competitividade da indústria brasileira e barrar o avanço dos importados, que estaria resultando em demissões em todo o país. Balanço divulgado essa semana pelo Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) mostra que nos últimos cinco meses a indústria de São José fechou 1.600 postos.

“Toda medida para desonerar a folha de pagamento ajuda o setor. O peso da folha de pagamento é muito grande. Um trabalhador que ganha R$ 1.000 custa R$ 2.300 para a empresa, somados os encargos. É muita coisa”, afirmou o diretor regional do Ciesp de São José, Almir Fernandes.

Para o delegado do Corecon (Conselho Regional de Economia) do Vale do Paraíba, Jair Capatti Junior, a deso-neração da folha representa um certo ‘fôlego’ para a indústria. Ele considera uma medida válida para todo o setor. “As empresas podem ter fluxo de caixa um pouco mais favorável, o que deve auxiliar no dia a dia. É preciso que se equalize (a desoneração) para todos os setores para que haja crescimento em toda a indústria”, disse Capatti.

Ainda não há previsão de quando o governo deva formalizar a medida. As negociações com outros setores beneficiados devem continuar na próxima semana.

O Vale

São José quer reduzir velocidade máxima na Pedro Friggi

A avenida Pedro Friggi, principal ligação da zona leste de São José dos Campos à Rodovia Presidente Dutra, deverá ser a próxima via da cidade a ter velocidade máxima reduzida.

Atualmente, no trecho localizado no bairro Vista Verde, a velocidade máxima permitida é de 70 km/hora. Em outros pontos, é de 60 km/hora. O objetivo é padronizar em 60 km/hora.

A avenida poderá ter ainda reforço no número de travessia de pedestres e de pontos de ônibus.

A medida está sendo estudada pela Secretaria de Transportes e deve ser concluída até o final deste mês.

O estudo integra o projeto Década, criado após São José ser eleita pela ONU (Organização nas Nações Unidas) uma das 20 cidades piloto do Brasil para a implantação de ações de segurança viária (leia texto nesta página).

As avenidas Cassiano Ricardo, Eduardo Cury e Cidade Jardim já tiveram redução do limite de velocidade para 60 km/hora. Na João Guilhermino, o estudo detectou a necessidade de um trabalho educativo de orientação aos pedestres.

Segundo o diretor do Departamento de Trânsito, Paulo Guimarães, outras 10 avenidas estão na lista de estudos e foram escolhidas em função de uma análise que relacionou o número de acidentes por quilometragem.

São elas a Perseu, Andrômeda, Paraibuna, Nelson D’Ávila, Barbacena, José Longo, João Marson e Anel Viário (Jorge Zarur, Florestano Fernandes e Teotônio Vilela).

Motoristas que trafegam diariamente pela avenida Pedro Friggi consultados se dividem sobre a possibilidade de redução da velocidade para 60 km/h.

Fonte: O Vale

São José tem redução de limite de velocidade em avenidas

A Prefeitura de São José dos Campos decidiu diminuir a velocidade máxima permitida nas avenidas Cassiano Ricardo e Eduardo Cury, duas das principais vias de trânsito da cidade.

A redução de 70 km/h para 60 km/h, implementada no último dia 13, teve como objetivo oferecer mais segurança para os motoristas e para os pedestres.

O governo Eduardo Cury (PSDB) estuda estender a medida para as 10 avenidas que concentram atualmente os maiores fluxos de veículos e os maiores índices de acidentes em São José.

Na Cassiano Ricardo, a mudança aconteceu no trecho que abrange o Jardim Aquarius e a via Dutra.

Segundo o diretor do Departamento de Trânsito de São José, Paulo Guimarães, a redução nos limites de velocidade da avenida teve como objetivo evitar acidentes.

O crescimento do número de pedestres que atravessam a Cassiano Ricardo também contribuiu para a decisão da administração tucana de diminuir a velocidade.

Na Eduardo Cury, a mudança atendeu os mesmos critérios, além da presença de duas escolas ao longo da via.

Apesar de os motoristas que trafegam diariamente pela Cassiano Ricardo reclamarem de ter sido surpreendidos com a redução do limite de velocidade, o diretor do Departamento de Trânsito garante que no dia em que a medida foi implementada foram colocadas faixas e painel eletrônico na avenida comunicando a mudança. O painel permanece no local.

Foto: Fabio Namiuti

Fonte: O Vale

Apartir de quinta-feira (17) redução de juros na cidade

O Banco do Empreendedor Joseense (BEJ) e o Banco do Povo Paulista (BPP), iniciam a partir desta quinta-feira (17) a redução de 30% sobre as taxas de juros mensais, caindo da faixa de 0,7% a 3,9% para 0,5% a 2,7%, dependendo das modalidades de crédito. Por meio desta iniciativa, os bancos visam ampliar a margem de clientes e facilitar as oportunidades de crédito para empreendedores formais ou informais, inclusive os produtores rurais, que tinham dificuldade ou nem tinham acesso ao mercado comercial de empréstimos.

Para facilitar o atendimento, os dois bancos funcionam no mesmo endereço (Rua Vilaça 576, no Centro) e os juros baixos e a não cobrança de tarifas são os principais diferenciais do BEJ em relação aos bancos convencionais, além da rapidez na análise e liberação dos créditos e flexibilidade na exigência de garantias.

O BEJ tem linhas de crédito para capital de giro (compra de mercadorias) e capital fixo (reformas de equipamentos, ponto comercial e compra de máquinas e bens duráveis), que variam de R$ 200 a R$ 15 mil, além da linha de troca de cheques pré-datados de venda ou prestação de serviços efetuados pelos empreendedores.

Para obter empréstimo é necessário que o interessado não tenha o nome negativado no SCPC ou Serasa e que o empreendimento esteja no município. Para empreendedores do ramo de alimentação e saúde é necessário ainda o alvará de funcionamento emitido pelo órgão competente.

O BEJ não exige que os interessados no crédito sejam legalmente constituídos como pessoa jurídica, porém, em determinados casos, eles precisam necessariamente formalizar a situação. O atendimento é feito de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h. Mais informações pelo telefone (12) 3923 4363 e no site do BEJ.

O Banco do Empreendedor Joseense foi implantado em 1998 pela Prefeitura de São José dos Campos em parceria com Associação Comercial e Industrial (ACI), Univap e Ciesp, com o objetivo de atender uma faixa de empreendedores que não tinha acesso ao mercado comercial de empréstimos. Desde a inauguração, o BEJ já emprestou R$ 13 milhões para 1.638 clientes.

Prefeitura Municipal

Destruição de árvores na cidade diminui em pelo menos 3%

Após anos de batalhas perdidas para o vandalismo, a Prefeitura de São José dos Campos conseguiu reduzir o índice de destruição de árvores em toda a cidade. Anualmente, de 70% a 80% das árvores plantadas eram destruídas. Para mudar essa realidade perversa, a SSM (Secretaria de Serviços Municipais), responsável pela ar borização de áreas públicas de São José, mudou a tática de plantio.

O engenheiro agrônomo Carlos Trunkl, chefe do setor de Assessoria de Arborização e Áreas Verdes da pasta, relatou que o índice de destruição de mudas foi reduzido para apenas 3%. Ele explicou que há cerca de dois anos a SSM optou pela redução do plantio, porém, passou a plantar mudas maiores, mais encorpadas, o que tem dificultado a ação de vândalos.

Em média, a pasta plantava anualmente de 12 mil a 15 mil mudas. Agora, a meta anual gira em torno de 5.000 mudas.

“Em vez de plantar mudas pequenas, de até 1,4 metros de altura, passamos a plantar mudas maiores de 3 metros a 3,5 metros de altura e caule com diâmetro de 3 a 5 centímetros”, disse o engenheiro agrônomo da SSM.
Segundo Trunkl, o resultado da mudança da técnica já está dando resultados.

As mudas plantadas se consolidaram e estão em desenvolvimento. “Fazemos monitoramento constante e constatamos a redução do vandalismo”, disse o especialista. Trunkl contou que, nos bairros da periferia, o vandalismo é praticado, principalmente, por crianças, que costumam arrancar galhos da muda.

No centro, no entanto, a situação é diferente. A destruição ocorre por ação de moradores que não querem árvore em frente das casas e pontos comerciais. “Normalmente, no centro, pessoas que têm pontos comerciais resistem em ter árvores em frente do ponto”, disse. Mesmo assim, o engenheiro relatou que a SSM não “dá folga” e repõe as mudas que são alvo de vandalismo.

Censo. A Secretaria Municipal de Meio Ambiente desenvolve programa de conscientização e orientação da população para a importância da preservação do verde.

O secretário André Miragaia disse que o programa atinge principalmente a rede municipal de educação.
“Mostramos para as crianças a importância de não destruir o verde e isso, com certeza, também ajuda na redução do índice do vandalismo contra o plantio de árvores”, disse.

A pasta realiza um censo sobre a arborização consolidada da cidade e planeja disponibilizar o trabalho no site da prefeitura ainda este ano ou no começo de 2012. O censo vai mostrar a condição de cada árvore, como espécie, idade e sua condição fitossanitária. A estimativa da SSM é que São José possui cerca de 120 mil árvores em áreas públicas entre ruas, avenidas e praças. O centro é a região mais arborizada.

O Vale

Redução de empregados gera reunião em Brásilia

A direção do Sindicato dos Metalúrgicos se reúne amanhã com o governo federal para tratar do PDV (Programa de Demissões Voluntárias) anunciado na semana passada pela General Motors na unidade de São José. O encontro será às 17h, em Brasília (DF), na sede no Ministério do Trabalho. O grupo será recebido pelo ministro Carlos Lupi.

No encontro, os sindicalistas vão pedir a intervenção do governo para pressionar a GM a garantir a reposição das vagas que forem abertas pelo PDV, com o mesmo nível salarial dos empregados que aderirem ao programa. Segundo o sindicato, também será cobrada garantia de estabilidade para todos os metalúrgicos da montadora na cidade.

Até a semana passada, pelo menos 200 trabalhadores teriam aderido ao PDV, segundo o sindicato. A empresa não confirma e também não informa o número de adesões. O PDV foi aberto na terça-feira da semana passada para todos os trabalhadores da unidade mensalistas (setor administrativo) e horistas (setor produtivo). A indústria emprega 8.907 pessoas em São José.

Em nota divulgado no anúncio do programa, a montadora alegou que as “razões da abertura do PDV são baseadas na intensa competitividade do mercado brasileiro, além dos crescentes custos de mão de obra, matérias primas e insumos e uma concorrência assimétrica gerada, entre outros fatores, por uma guerra cambial”.

No entanto, somente na fábrica de São José a medida atingiu o setor produtivo. Nas demais, o alvo foi somente o setor administrativo. O presidente da GM na América do Sul, Jaime Ardila, disse na ocasião que o PDV não está relacionado à desaceleração das vendas e aos altos estoques.

Com relação ao corte de horistas em São José, Ardila acrescentou estar relacionado ao fato de a empresa ter concentrado a produção de novos modelos em São Caetano do Sul e Gravataí (RS). Para o presidente do sindicato, Vivaldo Moreira Araújo, o PDV tem como foco os empregados próximos da aposentadoria e os já aposentados, que somam em torno de 400 pessoas.

A decisão da GM preocupa o prefeito Eduardo Cury (PSDB), que teme pelo futuro da empresa na cidade. Para dirigentes empresariais, a situação decorre da política de confronto do sindicato. Em São José, a GM produz os modelos de passeio Classic, Corsa, Meriva e Zafira. Também são fabricados as picapes Blazer e S10.

Nesta linha está previsto a produção de um novo modelo, a partir de 2012. A GM informa que os investimentos previsto no Brasil até 2012, de R$ 5 bilhões, estão mantidos. Em São José, o investimento é de aproximadamente R$ 700 milhões.

POR DENTRO
PDV
Anúncio
O PDV foi anunciado pela GM no começo da semana passada em todas as suas fábricas do país para o setor administrativo. Em São José, no entanto, a medida inclui também o setor de produção

Alerta
Demissão
O anúncio acendeu o alerta em entidades empresariais e no governo municipal, que temem uma redução drástica no nível de emprego na GM

Perfil
Maior Empregadora
A GM tem em São José 8.907 funcionários; é a 2ª  maior empregadora da cidade, ficando atrás só da Embraer

O Vale