Prefeitura inaugura Casa do Trabalhador nesta quinta-feira

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A Prefeitura inaugura nesta quinta-feira (3), às 9h30, a Casa do Trabalhador, espaço destinado a centralizar uma série de ações de atendimento, qualificação e encaminhamento, criando mais facilidades para os trabalhadores e para a coordenação das ações voltadas para geração de oportunidades de trabalho e renda.

 

A Casa do Trabalhador, localizada na Praça funcionará Afonso Pena 175, no centro, abriga a sede da Secretaria de Relações do Trabalho (SRT), o Posto de Atendimento ao Trabalhador (PAT) e o Centro de Serviços Autônomos (CSA).

 

No local, os trabalhadores poderão obter informações sobre programas de qualificação profissional, orientações sobre direitos, encaminhamentos para vagas de emprego, e de autônomos para prestação de serviços, além do apoio institucional, tendo em vista a geração de emprego e renda no município. O objetivo é ampliar e melhorar o atendimento à população de São José dos Campos.

 

A Casa do Trabalhador cadastra trabalhadores e vagas de emprego nas empresas da região, encaminha profissionais para processos de seleção, faz intermediação de mão de obra formal e de autônomos, emissão de carteira de trabalho e habilitação para recebimento do seguro desemprego. No espaço, também serão realizadas palestras e cursos para qualificação de profissionais de diversas áreas.

 

A centralização dos atendimentos ao trabalhador fortalece a função proativa da administração na promoção de oportunidades e geração de trabalho e renda no município. Essa atuação tem como base um sistema integrado de qualificação profissional inicial, continuada e específica, cadastro de vagas e encaminhamento de trabalhadores em todos os níveis exigidos pelo mercado de trabalho.

Redução de empregados gera reunião em Brásilia

A direção do Sindicato dos Metalúrgicos se reúne amanhã com o governo federal para tratar do PDV (Programa de Demissões Voluntárias) anunciado na semana passada pela General Motors na unidade de São José. O encontro será às 17h, em Brasília (DF), na sede no Ministério do Trabalho. O grupo será recebido pelo ministro Carlos Lupi.

No encontro, os sindicalistas vão pedir a intervenção do governo para pressionar a GM a garantir a reposição das vagas que forem abertas pelo PDV, com o mesmo nível salarial dos empregados que aderirem ao programa. Segundo o sindicato, também será cobrada garantia de estabilidade para todos os metalúrgicos da montadora na cidade.

Até a semana passada, pelo menos 200 trabalhadores teriam aderido ao PDV, segundo o sindicato. A empresa não confirma e também não informa o número de adesões. O PDV foi aberto na terça-feira da semana passada para todos os trabalhadores da unidade mensalistas (setor administrativo) e horistas (setor produtivo). A indústria emprega 8.907 pessoas em São José.

Em nota divulgado no anúncio do programa, a montadora alegou que as “razões da abertura do PDV são baseadas na intensa competitividade do mercado brasileiro, além dos crescentes custos de mão de obra, matérias primas e insumos e uma concorrência assimétrica gerada, entre outros fatores, por uma guerra cambial”.

No entanto, somente na fábrica de São José a medida atingiu o setor produtivo. Nas demais, o alvo foi somente o setor administrativo. O presidente da GM na América do Sul, Jaime Ardila, disse na ocasião que o PDV não está relacionado à desaceleração das vendas e aos altos estoques.

Com relação ao corte de horistas em São José, Ardila acrescentou estar relacionado ao fato de a empresa ter concentrado a produção de novos modelos em São Caetano do Sul e Gravataí (RS). Para o presidente do sindicato, Vivaldo Moreira Araújo, o PDV tem como foco os empregados próximos da aposentadoria e os já aposentados, que somam em torno de 400 pessoas.

A decisão da GM preocupa o prefeito Eduardo Cury (PSDB), que teme pelo futuro da empresa na cidade. Para dirigentes empresariais, a situação decorre da política de confronto do sindicato. Em São José, a GM produz os modelos de passeio Classic, Corsa, Meriva e Zafira. Também são fabricados as picapes Blazer e S10.

Nesta linha está previsto a produção de um novo modelo, a partir de 2012. A GM informa que os investimentos previsto no Brasil até 2012, de R$ 5 bilhões, estão mantidos. Em São José, o investimento é de aproximadamente R$ 700 milhões.

POR DENTRO
PDV
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O PDV foi anunciado pela GM no começo da semana passada em todas as suas fábricas do país para o setor administrativo. Em São José, no entanto, a medida inclui também o setor de produção

Alerta
Demissão
O anúncio acendeu o alerta em entidades empresariais e no governo municipal, que temem uma redução drástica no nível de emprego na GM

Perfil
Maior Empregadora
A GM tem em São José 8.907 funcionários; é a 2ª  maior empregadora da cidade, ficando atrás só da Embraer

O Vale