Queda na temperatura é explicado por Meteorologista

Pouco mais de uma semana após registrar as temperaturas mais altas do inverno com a máxima chegando a 36ºC, os termômetros mostraram queda de quase 20 graus e chegaram a 17ºC nesta quarta-feira (26) na cidade.

As mínimas podem chegar a 8ºC em São José dos Campos e 10ºC em Guaratinguetá. Em Campos do Jordão, a mínima nos dois próximos dias não deve passar de 1ºC. Já em Ubatuba, as mínimas estão mais elevadas, na casa dos 12ºC. De acordo com a meteorologia do Cptec/Inpe de Cachoeira Paulista, Ana Paula Santos, o frio deve continuar até o fim de semana.

Uma frente fria passou pela região e na retaguarda dela tem uma massa de ar frio, denominada massa de alta pressão pós-frontal. Essa é a causa da queda nas temperaturas. A partir de segunda e terça-feira, as mínimas vão para 14ºC e 18ºC”, explicou ao G1.

Ainda de acordo com Ana Paula, essa instabilidade é normal no início da primavera, que é uma estação de transição. “No início da primavera é normal ter essa característica de inverno e mais adiante começar a apresentar os aspectos do verão”, disse.

G1 (Vnews)
Imagem: Uol

Cidade tem queda de emprego em Agosto

O saldo de empregos formais, com carteira assinada, se manteve positivo em agosto nas três maiores cidades da Região Metropolitana do Vale do Paraíba, mas registrou retração na comparação com o mês de julho. Pesquisa do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), divulgada ontem pelo Ministério do Trabalho e Emprego, mostra que São José dos Campos, Taubaté e Jacareí tiveram saldo positivo de 694 postos de trabalho em agosto, contra 1.179 vagas em julho. A retração foi de 41,13%.

No acumulado de 2012, as três cidades aparecem com saldo positivo de 4.012 vagas. Taubaté lidera com 2.073 postos de trabalho, depois vem São José, com 1.128, e Jacareí, com 811. Comércio foi o setor que mais gerou postos de trabalho formais nas cidades. Foram 460 vagas em agosto, contra 193 em julho.

A área de serviços registrou retração de 81,5% entre um mês e outro, gerando 91 postos de trabalho em agosto ante 492, em julho. O setor industrial fechou agosto com saldo negativo de 101 empregos. Em julho, o resultado havia sido positivo, com 288 vagas. A construção civil manteve o saldo positivo de 213 postos de trabalho em agosto, mas gerou menos do que em julho, com 265 empregos.

Entidades do setor industrial e de comércio acreditam numa tendência de crescimento no saldo de empregos formais na região nos quatro últimos meses do ano. Também apostam na queda do número de demissões, com exceção de casos pontuais, como a General Motors em São José, que ameaça demitir 1.840 funcionários, em dezembro, considerados excedentes.

Comércio e serviços devem puxar o saldo positivo de geração de postos de trabalho até o final do ano em razão das contratações temporárias para o período de Natal. “Serviço é um setor que responde rápido à oscilação entre demissão e contratação. E comércio vai aumentar as vagas temporárias. As duas áreas vão puxar a alta no saldo de empregos formais na cidade”, disse Ricardo Dinelli, secretário de Relações do Trabalho de São José dos Campos.

Na avaliação dele, as indústrias sofreram os impactos da retração na economia internacional, cujos efeitos foram sentidos dentro do Brasil. “É uma área muito mais sensível às oscilações do mercado.” Quanto à situação na GM, que pode impactar negativamente o saldo de emprego em São José, Dinelli ainda acredita na possibilidade de que empresa e sindicato cheguem num acordo.

Ao contrário de São José e Taubaté, cujo saldo de empregos formais foi menor em agosto na comparação com julho, Jacareí aumentou a oferta de vagas de trabalho no mesmo período. José Carlos Peloia, 2º vice-diretor do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) de Jacareí, confirma a fase otimista na cidade.

Segundo ele, as diversas empresas que estão com obras de instalação e de ampliação na cidade irão gerar milhares de empregos nos próximos meses e ao longo de 2013. “Não são ideias, mas projetos com cronogramas definidos. A fase é muito boa para a geração de emprego na cidade. A preocupação é se a infraestrutura vai acompanhar”, afirmou Peloia.

Gerente administrativo do Ciesp de Taubaté, José de Arimathéa Campos disse que as indústrias ainda sentem a crise internacional. Na cidade, as empresas tiveram saldo de apenas seis empregos formais em agosto, contra 178 em julho.

“A competitividade do setor está reduzida. Esperamos que as medidas adotadas pelo governo federal, como a redução do custo da energia elétrica, tenham impacto positivo.” Ele aposta que as empresas de serviços e comércio compensem a retração na indústria com as contratações para o final do ano. “Elas costumam abrir muitas vagas”, disse.

O Vale

Smartphones tem baixa nos preços e eleva expectativas

O barateamento no preço dos smartphones fará dos aparelhos a principal aposta dos lojistas da região para as vendas de Natal. A previsão é de fechar o ano vendendo 50% a mais na comparação com o mesmo período de 2011.Na próxima semana, segundo revelou o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, a presidente Dilma Rousseff assina medida provisória reduzindo impostos para a fabricação e importação de smartphones no país.

Os preços podem cair até 27% e bons aparelhos, disse o ministro, poderão ser vendidos por até R$ 200. O que já era bom ficou ainda melhor. Dominando mais de 90% das vendas em lojas especializadas, os smartphones quebrarão todos os recordes na região. É o que dizem lojistas e empresas do ramo.

“Poucas pessoas procuram um celular comum. A maioria quer um smartphone, que tem tudo. Essa é a principal tendência de presentes para o Natal”, disse Anderson Quireli, proprietário da Nexar, nova loja especializada em telefonia, informática e eletrônicos aberta na área de expansão do Vale Sul Shopping, em São José.

Com 14 modelos para os clientes escolherem, Quireli acredita que a redução no preço fará os aparelhos baterem todos os recordes de venda, chegando a 50% de crescimento na comparação com 2011. “Estamos muito otimistas para as vendas de Natal neste ano, embora a economia esteja um pouco pior.”

Consumidores encontram muita variação de preço entre os modelos de smartphone, que vão de R$ 249 a R$ 2.000, dependendo das opções e da funcionalidade. Para evitar sair da loja com um produto muito acima da utilização pretendida pelo cliente, especialistas recomendam pesquisar antes de efetivar a compra do aparelho.

“Um smartphone é como um computador. Tem que saber exatamente para o que vai usar antes de comprar, senão corre o risco de gastar muito e usar pouco”, afirmou a economista Ana Amélia Castro, da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).

Oferecendo mais de 20 modelos de smartphones, Luiz Rosa, gerente da loja da TIM no CenterVale Shopping, em São José, também aposta nos aparelhos como o principal presente para o final de ano. “Cerca de 95% dos clientes já querem comprar um smartphone. Essa é a tendência do mercado”, disse.

Em nota, a operadora TIM disse que a redução do preço irá beneficiar “operadoras, fabricantes e consumidores com a popularização do produto” e que trabalha para “ampliar o acesso à internet móvel no Brasil e aumentar a penetração de aparelhos com acesso à web”. Em Taubaté, César Medina, gerente da loja InfoCel, na região central, disse que vai preparar promoções exclusivas para a oferta de smartphones aos consumidores. “Vai ter mais desconto até o Natal.”

O Vale

Vale tem indice de mortalidade em queda nas cidades

O Vale do Paraíba registrou, no ano passado, o menor índice de mortalidade infantil da história. De acordo com o estudo feito pela Secretaria de Estado da Saúde em parceria com a fundação Seade, enquanto em 2000 a região registrou 16,7 óbitos de crianças menores de um ano de idade para cada 1.000 nascidas vivas, em 2011 foram 11,9. Isso significa 29% menos.

“Esse índice dá a noção das conquistas na área da saúde. Com os dados é possível saber quais as falhas de cada cidade”, afirmou Sandra Souza, coordenadora da área técnica da Saúde da Criança, da secretaria. “Nosso objetivo é reduzir o número de mortes infantis a um só digito”, disse.

De acordo com o documento, os responsáveis pela queda são o aumento do número de UTIs Neonatais, o aprimoramento da assistência ao parto e à gestante, a ampliação do acesso ao pré-natal e a vacinação de crianças pelo SUS (Sistema Único de Saúde).

São José e Jacareí registraram aumento nas taxas de mortalidade. No entanto, os números atuais ainda são inferiores aos apresentados nos anos 1990 e 2000. Enquanto São José teve 21,2 óbitos para cada 1.000 nascimentos em 1990, a cidade registrou 9,27 em 2010 e 12,2 em 2011. Jacareí teve 20,8 óbitos em 2001, 9,8 óbitos em 2010 e, 11,3 em 2011.

“Atualmente, a maioria das mortes é de bebês nascidos prematuros, o que denuncia que as mães pararam de fazer pré-natal”, afirmou Danilo Stanzani, secretário de Saúde de São José. “Para tentar reduzir os índices em 2012, as mulheres passaram a se consultar na unidade básica de saúde mais próxima de sua casa e foi intensificada a campanha de planejamento familiar”.

O Vale

Em meio a crise, Embraer tem queda em lucros na cidade

A Embraer, de São José dos Campos, registrou queda de 25,2% no seu lucro líquido no segundo trimestre deste ano na comparação com o mesmo período do ano passado -de R$ 153,8 milhões para R$ 114,8 milhões. A empresa, porém, revisou para cima projeções para margem operacional e margem Ebtida (sigla em inglês para lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) em 2012.

A companhia atribuiu o recuo do seu lucro líquido no segundo trimestre ao câmbio, que gerou mais despesa para a empresa com o IR (Imposto de Renda). A empresa explica no seu relatório que o lucro líquido foi “amplamente impactado pelo aumento da despesa de imposto de renda e contribuição social, que totalizou R$ 289,5 milhões, enquanto que no primeiro trimestre deste ano havia sido de R$ 26,7 milhões”.

“Esta diferença ocorre principalmente pelo impacto da apreciação de aproximadamente 11% do dólar norte-americano em relação ao real, ocorrida neste período e que consequentemente aumentou o imposto de renda diferido, que totalizou R$ 253,9 milhões no segundo semestre”, informa o balanço.

A revisão das projeções de margem operacional e margem Ebtida para 2012 ocorreu em meio a um “forte desempenho operacional da companhia, aliada à apreciação do dólar em relação ao real nos últimos meses”, explicou a empresa no balanço.

O Ebtida totalizou R$ 524,4 milhões no segundo trimestre deste ano ante R$ 250,4 milhões registrados no mesmo período de 2011. Segundo a companhia, a previsão é de que a margem operacional encerre o ano entre 9% e 9,5% ante previsão anterior de 8% a 8,5%.

Já para a margem Ebtida, a nova projeção é de que encerre o ano entre 12,5% a 13,5%. A previsão anterior era de 11,5% para 12,5%. As receitas da companhia registram alta de 56% no período comparado. Elas saltaram de R$ 2,168 bilhões em 2011 para R$ 3,384 bilhões neste ano.

A Embraer fechou o semestre com uma receita líquida de R$ 5,434 bilhões. No segundo trimestre, a fabricante entregou 55 aviões, 14,5% a mais do que no mesmo período do ano passado. A empresa fechou o segundo trimestre com encomendas de US$ 12,9 bilhões, contra US$ 14,7 bilhões no primeiro trimestre deste ano.

O Vale

Vale tem recuo de homícidios mas lidera violência ainda

Maio foi o mês com o menor número de homicídios no Vale do Paraíba desde 2011, segundo dados divulgados ontem pela Secretaria da Segurança Pública. De acordo com a SSP, 25 pessoas foram assassinadas no mês, uma redução de 34% na comparação com maio do ano passado, quando houve 38 vítimas de homicídio doloso com intenção de matar.

Apesar do bom resultado, a região continua como a mais violenta do Interior do Estado em 2012. No mês de maio, apenas Santos teve tantas vítimas como o Vale. O dado preocupante, no entanto, é o número de latrocínios. Foram quatro pessoas assassinadas após roubos na região. No total, já são 17 latrocínios até maio contra 12 no mesmo período do ano passado.

A Polícia Militar atribui o bom índice a ações em cidades que tiveram índices elevados em março e abril, como Pindamonhangaba e Guará, por exemplo. “O crime é dinâmico e a Polícia Militar também precisa ser. Houve cidades que fugiram do controle e nós intervimos para obter a redução”, diz o coronel Leônidas Pantaleão de Santana, comandante da PM na região.

O comandante também aponta uma tendência de queda, já que na comparação mês a mês, os números vêm em queda constante desde fevereiro, quando 46 pessoas foram mortas. “Às vezes, uma cidade tem uma alta e nós agimos rápido para controlar. Outras cidades merecem uma atenção maior. Cada região tem sua peculiaridade.”

Uma das cidades que recebe essa atenção maior da corporação é Taubaté. O município foi o mais violento da região com seis pessoas assassinadas cinco vítimas de homicídio e uma de latrocínio. São José e Caraguatatuba tiveram cinco pessoas assassinadas: quatro vítimas de homicídio e uma de roubo seguido de morte em cada cidade.

Ao longo do ano, São José é a cidade mais violenta com 27 pessoas assassinadas, se somados homicídios dolosos e latrocínios. Taubaté teve 26 pessoas mortas, enquanto, em Jacareí, foram 23 assassinatos. “Em junho, nossa preocupação é Taubaté, as outras regiões estão com índices estáveis. Vamos trabalhar forte naquela região ”, diz o diretor da Polícia Civil na região, João Barbosa Filho. Para reduzir latrocínios, a PM pede para que pessoas nunca reajam ao serem vítimas de roubos.

O Vale

Região registra queda em empregos nas cidades

A geração de emprego com carteira assinada nas cinco maiores cidades do Vale do Paraíba caiu 57% de janeiro a maio, ante o mesmo período de 2011. No país, a redução foi de 25% na mesma comparação. Na região, foram 3.628 vagas criadas em 2012 contra 8.528 no ano passado, segundo balando do Caged (Cadastro Geral dos Empregados e Desempregados), divulgado ontem pelo Ministério do Trabalho.

Somente em maio, São José dos Campos e Taubaté fecharam 524 postos de trabalho. O melhor desempenho do ano é de Pindamonhangaba, com saldo de 939 vagas, ainda que o resultado seja inferior aos 1.430 empregos criados em 2011.

A construção civil puxa a geração de emprego em Pinda. O investimento de R$ 645 milhões na ampliação da Gerdau gerou cerca de 400 vagas. Outro foco de vagas na cidade são as obras do shopping Pátio Pinda, previstas para terminarem em abril do próximo ano. Até 1.000 empregos diretos serão criados.

São José, apesar da queda em maio puxada pelos setores de serviço e construção civil, registra a geração de 656 postos no ano. O secretário de Relações do Trabalho da cidade, Ricardo Dinelli, estima que a recuperação em relação aos números de 2011 aconteça a partir do próximo mês.

“A parte de serviços deu uma caída maior do que esperávamos, mas temos inauguração de shopping, duplicação da Tamoios (…) Qualquer demissão preocupa, mas esperamos fechar o ano com aumento de 5% em relação a 2011”, afirmou Dinelli.

No ano, o melhor setor de São José é serviços, com 885 vagas geradas. Já o pior é a construção civil, com redução d e 328 vagas. Em Taubaté, a indústria segue sendo o melhor setor da cidade no ano, com criação de 575 vagas. Em maio, no entanto, o segmento amargou a perda de 93 postos.

Segundo levantamento do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo), a queda foi motivada por duas empresas de autopeças da cadeia produtiva da General Motors, fornecedores da LG Electronics e uma empresa de artefatos de madeira.

O município de Jacareí teve o melhor maio entre as cinco maiores cidades da região. Foram 232 postos gerados no período. “Estamos recebendo muita gente para acompanhar as obras da Chery e da Sany, principalmente muitos engenheiros. Isso gera emprego na cidade”, disse o secretário de Desenvolvimento Econômico, Emerson Goulart.

O Vale

Embraer tem redução de ganhos devido a crise e do Dólar

A Embraer, de São José dos Campos, registrou queda 73% no lucro líquido em 2011 na comparação com o ano anterior, aponta o balanço financeiro divulgado ontem à noite pela companhia.

A empresa obteve um lucro líquido de R$ 156,3 milhões no ano passado, ante os R$ 573,6 milhões de 2010. O balanço revela que a fabricante também entregou menos aviões em 2011. Foram despachadas 204 aeronaves contra 246 em 2010. A maior redução foi no segmento executivo.

Os dados mostram que a empresa registrou aumento da receita no período, mas também viu crescer suas despesas operacionais. A receita líquida do ano foi de R$ 9,8 bilhões, 5% maior que os R$ 9,3 bilhões do ano anterior. “Apesar do menor número de entregas nesse ano comparado ao ano passado, o mix de produtos foi mais favorável, com uma maior participação dos E-Jets em relação aos Phenom”, informa o balanço.

A Embraer aponta que a redução do lucro foi motivada por vários fatores. Entre eles, está a valorização do real frente ao dólar, que no período foi de 5% e impactou as despesas em moeda nacional. Em 2011, as despesas operacionais totalizaram R$ 1,697 bilhão, apresentando crescimento de 53% em relação ao R$ 1,112 bilhão registrado em 2010.

A empresa justifica o crescimento das despesas operacionais ao fato de a companhia ter feito provisões financeiras de R$ 465,3 milhões para cobrir eventuais perdas relativas às suas obrigações com garantias financeiras e de valor residual (RVG) oferecidas a agentes financiadores e clientes das aeronaves da família ERJ 145.

Ela relata no balanço que a AMR (American Airlines), que entrou em processo de concordata ao final de 2011, opera atualmente 216 jatos da família ERJ 145, por intermédio de sua subsidiária integral American Eagle, e sua decisão final de como gerenciará essa frota ainda está em curso.

“Para fazer frente a este cenário, a Embraer constituiu uma provisão de R$ 583,2 milhões”, informa o balanço. A Embraer relata ainda que há dificuldades com relação a uma frota de 36 aeronaves ERJ 145 que eram operadas pela Mesa AirGroup e que ainda não foram recomercializadas, sendo obrigada a fazer provisões financeiras de R$ 79,4 milhões para garantias financeiras e ajustes.

Outros principais indicadores financeiros da companhia registraram redução em 2011. O resultado operacional (Ebit) da empresa totalizou R$ 521,8 milhões em 2011, 24% menor que os R$ 685,6 milhões do ano anterior, gerando margem operacional de 5,3%, menor que os 7,3% de 2010. Já o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) atingiu R$ 923 milhões, 14% menor que os R$ 1,069 bilhão do ano anterior.

Em 2011, as exportações da fabricante totalizaram US$ 4,209 bilhões, colocando-a como a quinta maior exportadora brasileira, contribuindo com 1,64% para o saldo da balança comercial brasileira, informa o balanço.

O Vale

Período sem aumento de imposto, aquece vendas

Após a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) de suspender o aumento na alíquota do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) até 15 de dezembro, as concessionárias de veículos importados da região projetam aumento nas vendas. Na semana em que o governo anunciou o reajuste no IPI, no final de setembro, houve corrida às lojas de importados, que tiveram o estoque praticamente zerado por consumidores que buscavam adquirir modelos sem o reajuste no preço.

“A partir de agora, as vendas devem aumentar. Desde a aplicação do reajuste no IPI, o mercado travou”, afirmou o gerente de vendas da revendedora da Kia Motors em São José, Daniel Menezes Ferreira. Já o gerente de vendas da concessionária Macau, da Chery no Vale do Paraíba, Marcelo Souza, acredita que o IPI normal não deve alterar o mercado, que estaria retraído.

“O mercado está parado e não está sendo o IPI o responsável por isso. Essa crise vem afetando o fluxo de vendas de todas as revendedoras”, disse. O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, evitou contestar a decisão do STF, que beneficiaria as montadoras estrangeiras.

“Decisão do Supremo Tribunal Federal a gente cumpre. É simples assim. Vamos cumprir. Daqui a 90 dias a gente começa a praticar o IPI com o aumento”, disse o ministro depois de se reunir com a presidente Dilma Rousseff (PT).

SAIBA MAIS

suspensão
STF suspendeu até o dia 15 de dezembro aumento de 30% na alíquota do IPI

crítica
Medida foi criticada pela indústria nacional, que reclama da falta de competitividade com produtos importados

efeito
Concessionárias de veículos importados esperam que vendas voltem a crescer

O Vale

Junho tem queda na venda de carros

A venda de veículos em junho caiu 4,46% em relação a maio, de acordo com levantamento divulgado ontem pela Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores). Para as montadoras, o resultado negativo é reflexo das medidas adotadas pelo governo federal para limitar o crédito dos consumidores visando frear o aumento dos índices de inadimplência e inflação.

Levando-se em consideração a venda de motos, implementos rodoviários e máquinas agrícolas, o setor automotivo vendeu 477.933 unidades em junho, um aumento de 15,82% em relação ao mesmo mês do ano passado.

No final do mês passado, representantes da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) se reuniram com o ministro da fazenda, Guido Mantega, para pedir que as restrições ao crédito sejam diminuídas.

VENDA DE CARROS

Queda
Venda de veículos em junho caiu 4,46% em relação a maio

Motivo
Restrição de crédito ao consumidor teria afetado as vendas; medidas do governo federal visaram diminuir índices de inflação e inadimplência

Promoção
Estoque de carros usados aumenta; concessionárias realizam promoções e veículos podem ser encontrados de 10% a 15% abaixo da tabela