Projeto de Cinema como Antigamente na cidade

A Fundação Cultural Cassiano Ricardo (FCCR), em parceria com o Ponto MIS (Museu da Imagem e do Som de São Paulo), traz para o Espaço Cultural Cine Santana, nos dias 22 e 29 de outubro, por meio do projeto Cinema Como Antigamente, a exibição dos filmes “Aconteceu no Bixiga”, um curta metragem,  e o longa, “Meninos de Kichute”.

Os dois filmes serão exibidos às 14h e às 19h, e tem entrada franca, sem necessidade de retirar ingressos com antecedência.

“Aconteceu no Bixiga” conta a história de três meninos que resolvem roubar para provar o valor deles a um poderoso mafioso. Já o longa metragem “Meninos de Kichute”, do diretor Luca Amberg, fala sobre a vida de um garoto que sonha em se tornar um importante jogador de futebol, embora o pai considere o jogo um grande pecado.

Este projeto, realizado pela FCCR e Prefeitura de São José dos Campos, conta com o apoio do Governo do Estado de São Paulo – Secretaria de Estado da Cultura e do Ponto MIS (Museu da Imagem e do Som de São Paulo).

Confira as sinopses:

  • Aconteceu no Bixiga (Direção Marcela Chamlian, 2012 – 12 min)
    Classificação: livre
    Em meio à tradicional Festa da Nossa Senhora da Achiropita, em São Paulo, três garotos, moradores do bairro do Bixiga, resolvem roubar a santa para provar o valor deles a um poderoso mafioso da região.
  • Meninos de Kichute (Direção Luca Amberg, 2009, 100 min)
    Classificação: livre
    Meninos de Kichute conta a história de Beto, um menino de 12 anos que vive com seus pais e irmãos, em um bairro operário do Brasil. Seu grande sonho é  se tornar um importante jogador de futebol, na realidade, o que ele quer mesmo é ser o goleiro da seleção brasileira. No entanto, seu sonho se esbarra com o radicalismo de seu pai, Lázaro, que vê o jogo como um grande pecado.

Serviço: Espaço Cultural Cine Santana – Av. Rui Barbosa, 2005 – Santana. Informações: (12) 3942-1226.

Assessoria de Comunicação
Fundação Cultural Cassiano Ricardo – FCCR

Projeto da Terméletrica é congelado na cidade

A menos de três meses do final do mandato, o prefeito Eduardo Cury (PSDB) não conseguirá viabilizar seu maior projeto financeiramente falando: a URE (Unidade de Recuperação Energética), que envolve processo de queima de lixo (termelétrica).

Controverso, o assunto vem sendo debatido em São José desde maio do ano passado, sem consenso. Com isso em mente e pensando em evitar mais desgastes, os vereadores descartam aprovar o projeto da URE neste ano, mesmo com o prefeito afirmando que “o projeto está amadurecido e poderia ser votado”.

Mesmo os vereadores que compõem a base governista de Cury na Câmara admitem que o projeto não será levado à pauta neste ano. “Foi uma eleição diferente neste ano. Seria muito polêmico colocar este assunto em pauta no fim do ano. É de suma importância a usina e sou favorável, mas temos que ter maior tempo de discussão e a participação da população. Isso não é possível ainda neste ano”, afirmou o líder do governo na Câmara, Fernando Petiti.

Apesar de defender a aprovação do projeto, Cury garante que não interferirá nos trabalhos do Legislativo. O projeto da URE, orçado em R$ 200 milhões, é a solução apresentada pelo tucano para a disposição do lixo em São José.

A partir de mecanismos modernos, a proposta é que a usina separe o lixo coletado, aumentando os índices de reciclagem, e queime outra parte do lixo, o que viabilizaria financeiramente o projeto, já que o processo térmico produziria energia suficiente para atender 200 mil pessoas.

Para tanto, o projeto precisa passar pelo aval da Câmara, já que a Lei Orgânica do Município não permite a comercialização de energia elétrica nos índices propostas para a URE. Aprovada pela Cetesb e pelo governo do Estado, a termelétrica é questionada por ambientalistas.

Para eles, a prefeitura deveria implantar mecanismos de redução de consumo e aumento da reciclagem antes de estudar uma termelétrica. O governo Cury defende que o projeto aumentará a reciclagem e que, além disso, o aterro municipal possui apenas mais 12 anos de vida, fazendo-se necessária a discussão de uma nova solução ao lixo. O governo afirmou que o projeto continua em consulta pública e que não tem pressa para finalizar o processo.

O Vale

Publicado em: 18/10/2012

Candidato Carlinhos é eleito na cidade com 50,99% dos votos

Logo depois da divulgação oficial do resultados das eleições municipais em São José dos Campos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o prefeito eleito da cidade, Carlinhos Almeida (PT), convocou uma entrevista coletiva em um hotel na região central. Segundo a Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Carlinhos recebeu 180.794 votos, o que equivale a 50,99% do total de votos válidos com 100% das seções apuradas. O candidato Alexandre Blanco (PSDB) ficou em segundo lugar. Ele teve 153.011 votos, o que corresponde a 43,15% dos votos válidos (Veja o resultado completo para prefeito e vereadores na cidade).

Em terceiro lugar ficou com Cristiano Ferreira (PV) que teve 2,33% dos votos válidos. Antonio Alwan (PSB) veio em seguida com 1,53% dos votos, o que equivale a 5.413 votos válidos. Fabrício Correia (PSDC) veio em seguida com 3.704 votos válidos, o que equivale a 1,04%. O sexto colocado foi Ernesto Gradella (PSTU) com 0,76% dos votos, com 2.699 votos válidos. Gilberto Silvério foi o último colocado com 710 votos válidos, o equivalente a 0,20%

De acordo com o TSE, São José dos Campos somou 10.666 (2,80%) de votos brancos e 15.384 (4,04%) votos nulos. Forma registradas 74.799 (16,42%) abstenções.

Unidade
O petista afirmou que quer todos os joseenses unidos em torno de um projeto, que é o melhor para cidade. “É preservar o que conquistamos (a cidade), mas melhorar o que precisamos, como a saúde”, disse o novo mandatário municipal. Carlinhos disse ainda que terá três questões fundamentais para resolver na cidade: a educação, a saúde e voltar a dar competitividade econômica.

Em relação a educação, ele reforçou as propostas de campanha. “Fazemos toda a questão da educação integral, as quatro escolas técnicas que vamos fazer em nosso governo”, afirmou. Com relação à saúde, Carlinhos se comprometeu a estabelecer metas na área. “Vamos cobrar resultados. Em janeiro vamos fazer um mutirão para cirurgias que estão atrasadas”, se comprometeu. Já na área econômica, o novo prefeito falou sobre a obrigação da cidade para o futuro. “Retomar o crescimento, facilitar a vida de quem quer investir na cidade”, reiterou.

Mudança
O petista falou ainda sob a novo panorama político da cidade e a mudança do comando de São José dos Campos. A vitória de Carlinhos Almeida quebra um ciclo de 16 anos de administrações do PSDB em São José dos Campos, maior colégio eleitoral do Vale do Paraíba. A última vez que o PT governou São José foi em 1996, com Angela Guadagnin (PT), atual vereadora da cidade.

“Tudo isso é uma composição de fatores. A cidade de São José dos Campos promoveu uma renovação política. Nós vamos manter o que está funcionando. Estou mais preparado, as duas campanhas para prefeito, os mandatos como deputado federal e estadual ajudaram e hoje eu me sinto muito mais preparado para exercer este cargo de prefeito. A alternância de poder também faz parte da democracia”, contou.

Relação com o governo estadual
Carlinhos falou sobre como vai ser o seu governo com relação aos demais governos, estadual e federal. “Nós vamos ter uma relação muito mais aberta com o governo federal. No último ano do governo FHC foi repassado R$ 30 milhões. No ano passado foi de R$ 80 milhões. E nós temos condições de dobrar isso. Eu estarei totalmente aberto a trabalhar com o governador Geraldo Alckmin (PSDB) e sempre tive um respeitoso relacionamento com ele”, explicou.

Servidor
O novo administrador do Paço Municipal garantiu que os servidores municipais de São José dos Campos terão total acesso ao novo prefeito para levar ideias.

Biografia
Carlos José de Almeida, nasceu em 25 de junho de 1963, em Santa Rita de Jacutinga (MG). Formado em História, Carlinhos é casado, mas não tem filhos. É a terceira vez que Carlinhos concorre ao cargo de prefeito de São José dos Campos.

Ele foi eleito vereador pela primeira vez em 1992, mas já exercia o cargo de suplente desde 1989. Depois foi vereador por mais um mandato em 1996, mas não exerceu o cargo até o fim, porque em 1998 foi eleito deputado estadual, cargo que exerceu por dois mandatos consecutivos. Em 2010, foi eleito deputado federal cargo que exerce atualmente.

G1 (Vnews)

Publicado em: 08/10/2012

Comédia Mazzaropi é apresentada na cidade

Mais uma comédia de Mazzaropi será exibida no do Espaço Cultural Cine Santana em São José dos Campos nesta segunda-feira (1). As sessões acontecem às 14h e às 19h e o público poderá conferir o filme Jecão – Um fofoqueiro no Céu. A sessão tem entrada franca e não há necessidade de retirar ingressos com antecedência.

O longa metragem de Amacio Mazzaropi foi produzido e dirigido no ano de 1977 pelo próprio ator, e é uma comédia de série, tem classificação livre e é indicada para toda a família.

O Espaço Cultural Cine Santana –fica na Avenida Rui Barbosa, n°2005, Santana. Para mais informações, o interessado pode ligar para o telefone (12) 3942-1227.

G1 (Vnews)

Mesmo depois de um ano, Arena ainda não tem projeto definido

Um ano após o início da construção da Arena Municipal de Esportes, principal obra do governo do prefeito Eduardo Cury (PSDB) em São José dos Campos, a administração ainda não tem o projeto do complexo totalmente pronto.

O VALE apurou que a Construtora Montebelense, de São Luís de Montes Belos (GO), contratada em março de 2010 para fazer o projeto executivo da Arena, por R$ 269 mil, ainda está entregando revisões das plantas o projeto da rede elétrica do ginásio, por exemplo, foi concluído somente na semana passada.

Até agora, de acordo com as planilhas de pagamento da prefeitura, a construtora recebeu R$ 154 mil pelo serviço, o que representa 57% do valor serviço contratado. O projeto executivo é usado obrigatoriamente como referência para a licitação da obra, detalhando arquitetura, redes hidráulica e elétrica, climatiza-ção, acústica e a estrutura no empreendimento.

Fernando Severino, um dos sócios da Construtora Montebelense, confirmou que a empresa está “fazendo revisões a pedido da prefeitura”. A secretária de Obras de São José, Flávia Pitombo, negou que o projeto executivo esteja sendo substancialmente modificado após a licitação da obra. Orçada em R$ 33 milhões, a Arena começou a ser construída em agosto de 2011, com prazo de entrega de um ano.

A empreiteira Recoma, responsável pela obra, conseguiu postergar a entrega para 31 de outubro, em razão de problemas com o terreno e chuvas, mas já antecipou que não vai conseguir cumprir o novo cronograma. Com isso, o complexo pode ficar ainda mais caro e não ser entregue neste ano.

No final de agosto, a Recoma foi multada em R$ 330 mil pela prefeitura por ter concluído apenas 24% da obra, quando deveria ter entregue 40%. Ela pode recorrer. Considerando serviços complementares de R$ 2,8 milhões feitos pela Urbam (Urbanizadora Municipal S/A) no terreno, o custo total da Arena já chega a R$ 36 milhões.

Na avaliação de arquitetos e engenheiros, a falta de um projeto executivo pronto e acabado vai elevar o custo e provocar mais atrasos. Presidente da AEA (Associação de Engenheiros e Arquitetos) de São José, Carlos Vilhena culpou a “falta de gestão” e a “interferência política” como os dois grandes problemas em obras públicas da cidade. “As escolhas da prefeitura têm que ser analisadas.”

Para ele, a falta do projeto executivo completo prejudica o trabalho dos construtores. “As obras ficam bem mais caras e as empreiteiras acabam tendo que pedir mais prazo e dinheiro para terminar”, afirmou Vilhena. O arquiteto Flávio Mourão disse que pequenas revisões são normais, mas a falta de um projeto executivo detalhado pode ser um indício de problemas mais graves. “A obra começa a ficar sob suspeita.”

O Vale

Projeto Cargueiro é conferido na cidade pela Embraer

A Embraer Defesa e Segurança e a FAB (Força Aérea Brasileira) concluíram no mês passado a revisão preliminar do projeto do jato de transporte militar KC-390, que será desenvolvido pela fabricante de aviões de São José dos Campos.Orçado em mais de R$ 1 bilhão, o projeto do cargueiro militar é da FAB, que contratou a Embraer em 2009 para fabricar a aeronave.

Entre 20 e 29 de agosto deste ano, militares e representantes da empresa realizaram uma revisão teórica do projeto nas instalações da Embraer em São José. A próxima etapa será a revisão final do projeto, que ocorrerá em 2013, antes que a Embraer construa o primeiro protótipo da aeronave. O voo inaugural está programado para 2014 e a primeira entrega, para 2016.

Na revisão teórica, a fabricante informou que apresentou ao Comando da Aeronáutica as características técnicas das soluções de projeto adotadas para estrutura e diversos sistemas embarcados da aeronave. Os detalhes incluíram as definições dos principais componentes e suas interfaces.

Para a Embraer, projeto “alcançou a maturidade esperada”. “Ficamos satisfeitos com o que foi apresentado e estamos seguros de que o projeto está no caminho certo”, disse o coronel Sérgio Carneiro, gerente do projeto KC-390 na FAB.

Como parte da revisão de projeto, segundo a Embraer foi realizada uma avaliação da ergonomia da cabine de pilotagem, com a participação de militares da Aeronáutica. “As discussões com a Força Aérea foram muito produtivas e estamos contentes com o resultado do trabalho”, disse Paulo Gastão Silva, diretor do programa KC-390 na Embraer.

A empresa se associou à norte-americana Boeing para o desenvolvimento do KC-390. A parceria aumenta as opções de mercado do avião. A Boeing disputa com a sueca Saab e a francesa Dassault a concorrência do F-X2, programa da FAB para a compra de 36 caças supersônicos estimado em R$ 10 bilhões e que se arrasta há 16 anos. Ao contrário das concorrentes, a Boeing não condicionou a participação no KC-390 à vitória na disputa pelos caças.

O Vale

Faixas excluivas de ônibus não saem do papel na cidade

As faixas exclusivas de ônibus na região central de São José dos Campos não têm data definida para serem implantadas. Promessa da prefeitura há pelo menos dois anos, o projeto tem a previsão de ser posto em prática neste segundo semestre. O problema é que ainda está em fase de elaboração.

Os locais onde as faixas ficarão foram definidos. A viabilidade e o custo das obras ainda não. O objetivo do projeto é aumentar a velocidade dos coletivos nos horários de maior movimento no centro. Hoje, eles não passam de 17 km/h em alguns corredores.

“Acho importante as faixas exclusivas. O problema é que, em época de eleição, só prometem e não fazem nada”, disse a estudante Valquíria dos Santos, 22 anos. A Secretaria de Transportes informou, por meio de nota, que tem realizado reuniões para avaliar as adequações necessárias e a viabilidade dos corredores. Ainda segundo a nota, o projeto está em fase de finalização para definição do orçamento para as obras.

Em parceria com o Ipplan (Instituto de Pesquisa, Administração e Planejamento), a Secretaria de Transportes definiu as avenidas que receberão as faixas exclusivas de ônibus. São elas: São José, Madre Tereza, São João, Adhemar de Barros, Madre Paula, Heitor Villa-Lobos, José Longo e João Guilhermino. O uso exclusivo das faixas pelos ônibus seria das 6h às 9h e das 16h às 20h.

“Os corredores são bem-vindos, mas é preciso aumentar as vias, são todas estreitas. São José não está preparada pra isso”, disse o agente educador Pablo Miller, 32 anos. Para o diretor do Sindicato dos Condutores do Vale do Paraíba, José Nilson Garcia, a prefeitura não fez um planejamento adequado antes de anunciar o projeto. “Pra se fazer um corredor não é só pintar uma faixa. Prometer é fácil, agora quando você se depara com a realidade da cidade é outra coisa”, afirmou.

Garcia não acredita que os corredores exclusivos sairão do papel ainda em 2012. “O ano já acabou. A gente só espera o projeto seja posto em prática, sendo o próximo governo do PT ou PSDB”. Pesquisa realizada pelo Ipplan aponta que dos mais de 1,2 milhões de deslocamento diários feitos em São José, 49% são feitos por carros, 22% a pé e 25% pelo transporte coletivo.

Atualmente, a frota do transporte coletivo de São José é de 385 ônibus, distribuídos em 94 linhas regionalizadas. Em média, 6,5 milhões de passageiros são transportados mensalmente pelos coletivos, 260 mil diariamente. O sistema é operado pelas empresas Expresso Maringá, Julio Simões e Saens Peña.

O Vale

Parque Banhado é retomado só ano que vem na cidade

A Prefeitura de São José informou que o projeto do Parque do Banhado só será retomado em 2013. Apesar de já estar disponibilizada toda a verba de R$ 9,12 milhões dada pela Petrobras como contrapartida pela ampliação da Revap (Refinaria Henrique Lage), o processo de construção do parque esbarra nos moradores do Jardim Nova Esperança.

“A lei aprovada em junho, que transforma o Banhado em Unidade de Proteção Integral, exige que todas as famílias que moram no local sejam retiradas”, afirmou André Miragaia, secretário do Meio Ambiente. “No entanto, não podemos removê-las sem um planejamento. É um processo demorado e complexo que envolve os programas habitacionais da prefeitura”, disse.

De acordo com a Secretaria de Habitação, em 2008 foram cadastradas 399 famílias morando na região. Desde total, 118 foram transferidas de maneira voluntária para os conjuntos habitacionais Frei Galvão, Boa Vista, Santa Luzia e Interlagos.

Davi Moraes, 60 anos, um dos líderes de bairro e morador do Banhado há 50 anos, nem imagina como será essa retirada. “Aqui tenho um bar, que é o meu sustento. Não sei do que vou viver se eu sair daqui”, afirmou. “Não queremos que nos mudem para longe do centro, nem em apartamentos. Além disso, não é justo que a gente pague pela casa que vamos morar”.

Benedito Evangelista dos Santos, 46 anos, agricultor, não se importa de mudar de casa, desde que ele consiga uma nova terra onde possa plantar. “Estou aqui há 20 anos. Quando cheguei, era mata fechada. Eu que iniciei a plantação. Hoje, forneço todo tipo de verdura para o Mercado Municipal”, afirmou.

De acordo com Miragaia, os moradores que tiverem a escritura dos seus imóveis receberão indenização, já os que invadiram a área pública serão inseridos em programa habitacionais. “De acordo com o nosso levantamento, estamos reservando cerca de R$ 9 milhões para a aquisição da área”, disse

A Prefeitura esclareceu em nota que, até o final de 2012, não haverá a transferência de nenhuma família remanescente do Banhado. Elas farão parte de um plano de reassentamento, que esta sendo elaborado para 2013. E este plano será apresentado e discutido em reuniões abertas.

O adiamento da retirada das famílias coincidiu com o planejamento das etapas que a Prefeitura ainda terá de cumprir antes da construção do parque, como a criação do conselho gestor, que ajudará a determinar as diretrizes para o plano de manejo.

O Vale

Projeto de baixo custo é desenvolvido pelos alunos do ITA

Alunos do ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica) deixaram as salas de aula para ajudar moradores do bairro dos Freitas, na zona norte de São José dos Campos. No local, foram desenvolvidos dois projetos. Um deles é um protótipo de uma máquina que produz tijolos ecológicos de baixo custo.

“A ideia é fazer tijolos com grande quantidade de barro, e pouca de cimento. A máquina que eles já tinham lá custa R$ 3.000, a nossa sai por R$ 300”, disse Lucas Santana, aluno do ITA. O outro projeto é um sistema de saneamento. “Como o bairro é irregular e não tem coleta, o esgoto é despejado no córrego. Com a mudança, daremos destino correto, sem contaminar a água e o solo”, afirmou Yuri Almeida, coordenador do Instituto Acel, ONG que atua naquela comunidade.

O sistema de saneamento custa R$ 500, e será implantando na sede da ONG em caráter experimental. Já a produção em alta escala da máquina de tijolos depende do interesse de investidores.  As ações foram desenvolvidas em parceria com alunos do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês) e da USP (Universidade de São Paulo).

Eles estiveram em São José em julho, para participar de um encontro internacional de design para o desenvolvimento social.

O Vale

Projeto para ampliação do Aeroporto é definido pela Infraero

A Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária) planeja lançar nas próximas semanas licitação para contratar a ampliação do aeroporto de São José dos Campos. A informação foi divulgada ontem pelo prefeito Eduardo Cury (PSDB), após se reunir na terça-feira, em Brasília, com o presidente da empresa, Gustavo Vale.

O prefeito relatou que o presidente da Infraero informou que já está autorizado o processo de ampliação do terminal, obra prevista para ficar pronta em oito meses. O valor do investimento não foi divulgado, segundo o prefeito. “O presidente da Infraero disse que a obra é para agora”, afirmou Cury.

A ampliação será feita por meio da instalação de um MOP (Módulo Operacional de Passageiros) na área onde hoje está o estacionamento do terminal aeroportuário. Segundo Cury, será um MOP maior do que o previsto anteriormente, anunciado no ano passado, que permitirá ao menos quadruplicar a capacidade de passageiros do terminal, que atualmente é de 90mil por ano.

“Segundo a Infraero, a licitação para a construção do MOP deve levar quatro meses e outros quatro para a implantação do novo terminal”, disse Cury. Ele disse que será um MOP similar aos implantados em outros aeroportos administrados pela empresa, como o de Vitória (ES).

Já o novo estacionamento será construído em outro espaço do terminal, em área do DCTA (Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial), proprietária da gleba. O prefeito relatou que a Infraero e o DCTA já entraram em entendimento para a execução do plano. “Com essa ampliação, aumentará também a capacidade do aeroporto de receber voos diários para pelo menos dez”, disse Cury.

“Esse projeto é emergencial e tem o objetivo de melhorar as instalações”, afirmou. A assessoria da Infraero confirmou a reunião do prefeito com a empresa e o plano de implantar um MOP no terminal. Já o projeto do novo aeroporto, previsto para ser construído às margens da rodovia dos Tamoios, ainda não tem previsão de sair do papel.

“Por enquanto, esse projeto ainda está em estudo. Ainda não está definido se o novo terminal será municipal ou concedido à iniciativa privada. Isso depende de estudos da Secretaria de Aviação Civil”, disse o prefeito, que pediu a municipalização do terminal. A proposta ainda está em análise pelo governo. Para o presidente da ACI (Associação Comercial e Industrial), Felipe Cury, para a cidade o interessante é que o aeroporto deslanche. “Quem sabe agora decola.”

O Vale