Transporte Público recebe verba para melhorias

A Prefeitura de São José dos Campos vai contratar a empresa Maciel Auditores e Consultores, de Porto Alegre (RS), para auditar todo o sistema de transporte coletivo da cidade. Ela receberá R$ 147,9 mil para levantar, em quatro meses, todos os indicadores de desempenho das três empresas que operam o sistema desde a licitação, iniciada em 2008 Saens Peña, Expresso Maringá e CS Brasil, subsidiária da Julio Simões.

É a segunda vez que a prefeitura investiga o transporte coletivo desde que licitou o primeiro lote, há quatro anos, após mais de duas décadas sem concorrência pública no setor. Em maio deste ano, o Ipplan (Instituto de Pesquisa, Administração e Planejamento) de São José divulgou uma pesquisa de origem e destino no transporte da cidade, para a qual foram entrevistadas 4.000 pessoas.

O estudo mostrou que o transporte coletivo responde por fatia de 25% do total de 1,2 milhão de deslocamentos feitos na cidade diariamente. Desta vez, a Secretaria de Transportes quer avaliar o funcionamento do sistema por dentro, averiguando como as empresas estão operando e se enquadrando às regras contratuais.

“A auditoria terá quatro meses para levantar dados analíticos sobre a operação do sistema, que servirão à secretaria para cobrar melhorias no serviço”, disse Ronaldo Gonçalves, diretor do Departamento de Transportes Públicos.

O contrato com a Maciel Auditores e Consultores deve ser assinado até o começo de agosto. Segundo um dos proprietários da empresa, Roger Maciel de Oliveira, trabalho semelhante foi feito pela auditora em cidades como Rio de Janeiro, Blumenau e São José, na grande Florianópolis.

“Só podemos comentar detalhes do serviço depois de assinado o contrato”, disse ele. Em São José dos Campos, a auditoria será dividida por parâmetros. No operacional, a avaliação compreende demanda por tipo de passageiros transportados (pagantes, estudantes e gratuitos) e por valor da tarifa praticada.

Também serão verificadas a receita direta arrecada pelo Consórcio 123, que reúne as três operadoras, e a frota em operação e viagens realizadas. A auditoria contempla ainda a avaliação dos custos operacionais do sistema, manutenção geral do serviço e até a parte administrativa das empresas e de como elas fornecem informações à prefeitura.

“Diferente da pesquisa de origem e destino, cujos resultados nos servem para mudar linhas, a auditoria será a primeira avaliação profunda do funcionamento de todo o sistema”, explicou Gonçalves. Nas ruas, usuários ainda reclamam da qualidade do transporte, embora admitam que o serviço melhorou depois de 2008. “Falta ônibus e mais horários em algumas regiões, como sul, leste e até central”, disse a analista de suporte técnico Silvia Santos, 46 anos.

O Vale

Fórum da cidade ficará fechado até melhoria na Segurança

Após a tragédia que terminou com duas mortes, o Fórum de São José vai ficar fechado até segunda-feira para que a segurança do prédio seja reforçada. Polícia Militar, Guarda Civil Municipal e agentes de trânsito foram convocados para tentar garantir a paz no local.

Ontem, funcionários chegaram a entrar para o trabalho, mas, pouco depois, por ordem do Tribunal de Justiça de São Paulo, o Fórum fechou as portas ainda no período da manhã, um dia após um homem processado por ameaçar a ex-namorada invadir o prédio e disparar contra ela e o advogado dela.

“Não dá mais para improvisar na segurança”, admitiu o juiz José Loureiro Sobrinho, diretor do Fórum, que só ontem falou sobre o caso. Ele lamentou a morte do advogado José Aparecido Ferraz Barbosa, 62 anos, que não resistiu ao tiro e morreu no Hospital Municipal. O corpo dele foi enterrado ontem.

“Foi a crônica de uma morte anunciada. Demorou até para acontecer. A segurança do prédio é extremamente precária e seria uma irresponsabilidade reabrir sem garantias mínimas”, afirmou Sobrinho, que pediu ajuda da PM e da prefeitura.

Em reuniões no final da tarde de ontem, o juiz acertou o apoio. A PM vai ceder pelo menos dois homens para operar o detector de metais, sem uso por falta de funcionários, e a prefeitura irá apoiar com guardas municipais e agentes de trânsito.

Desde 2006, o prédio do Fórum é alvo de violência. Naquele ano, uma bomba foi deixada no local e precisou ser desativada pelo esquadrão antibombas da PM. No ano passado, bandidos invadiram o prédio e levaram 200 armas de processos criminais.

O tiroteio de anteontem, que deixou duas pessoas mortas e duas feridas, foi o ápice de uma ‘tragédia anunciada’, como frisaram o próprio diretor do Fórum e entidades que reclamam do atraso nas obras do novo prédio, no Jardim Aquarius. Adiada pela quinta vez, a inauguração está marcada para 9 de novembro.

“Há 12 anos, mais ou menos, um advogado foi morto após ganhar um processo. Ele foi baleado no estacionamento do Fórum, depois de sair da audiência. Essa violência é um absurdo e não pode mais ser tolerada”, disse Júlio Rocha, presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de São José, que pediu o fechamento do prédio até que haja garantia de segurança.

Advogados, juízes e representantes de entidades concordam que a situação só vai melhorar quando o novo prédio for ocupado. Até lá, as medidas de segurança serão uma espécie de paliativo para o risco de novos atos de violência. Como lembrou a coordenadora da ONG SOS Mulher, Maria Cláudia Botelho da Luz, que atende mulheres vítimas de violência, os bandidos que não sabiam que a segurança é frágil, estão sabendo agora.

Entidades que reúnem advogados de São José pediram o fechamento do prédio do Fórum da cidade, na região central, até que medidas de segurança sejam tomadas pelo Tribunal de Justiça. Para eles, o ideal é antecipar a inauguração do novo prédio, marcada para 9 de novembro, e reformar o prédio velho. Hoje, eles fazem um ato público para protestar.

Após assumir a Presidência do Tribunal de Justiça de São Paulo, em janeiro deste ano, o desembargador Ivan Sartori colocou a segurança de prédios de Fóruns como prioridade para os investimentos. Em nota divulgada ontem, ele lamentou a morte do advogado em São José e reafirmou o compromisso de dotar o novo prédio de equipamentos de segurança.

O Vale

Cetesb aponta melhoria no ar de São José dos Campos

A qualidade do ar em São José dos Campos melhorou no ano passado, de acordo com o relatório anual elaborado e publicado pela Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo). O documento, que compara os índices medidos dos últimos três anos, indica que os medidores dos PQAr (Padrões de Qualidade do Ar) mostraram menos registros de saturação em 2011.

A avaliação da Cetesb abrange o estudo de partículas e resíduos no ar que interferem diretamente na qualidade do ambiente urbano na cidade. De acordo com o nível de partículas presentes no ar, a tabela da Cetesb indica que estes fatores podem implicar desde danos à vegetação e contaminação do solo até originar formação de chuva ácida.

Os índices gerais na cidade não tiveram registro de terem ficado acima do ideal. “O Ozônio, por exemplo ficou 19 dias acima do ideal e 11 deles com qualidade inadequada, o que mantém a cidade com maior parte dos dias do ano com qualidade boa”, disse Maria Helena Martins, gerente da divisão de qualidade do ar da Cetesb.

A avaliação da Cetesb abrange o estudo de partículas em suspensão (como poeira, aerossol e fuligem), fumaça e dióxido de enxofre (gás incolor, com forte odor, proveniente de processos de queima de óleo combustível e/ou refinaria de petróleo).

A gerente da Cetesb explica que na cidade há duas estações de coleta. “A do bairro Monte Castelo, que é automática e mede partículas inaláveis, ozônio e dióxido de enxofre, e a manual, que fica no parque Santos Dumont”, afirma. “Esta funciona de modo manual e dimensiona a quantidade de fumaça. Nela é feita uma medição de 24 horas a cada seis dias”, disse.

Para o arquiteto e urbanista Flávio Mourão, a cidade ainda pode oferecer mais possibilidades de áreas verdes aos moradores. “Por ser mais nova que as cidades vizinhas, São José é mais arborizada que Taubaté ou Caçapava, por exemplo. Porém, no miolo da cidade só há duas áreas verdes, que são os parques Santos Dumont e o Vicentina Aranha”, disse.

O especialista alerta para o conceito de área verde que pode ser utilizada pela população como espaços de vivência.“Pequenas praças e canteiros centrais de avenidas não se traduzem em áreas verdes que possam ser utilizadas pela população. Basta ver a quantidade de pessoas que vai ao Vicentina, por exemplo. Não há opções fora daquela região.”

De acordo com o urbanista, a demografia da região funciona como um local de concentração de partículas. “A região é considerada como crítica, porque tende a concentrar partículas e ter dispersão lenta. Temos parâmetros de poluição similares ao de São Paulo, logo, o clima pode ter favorecido a melhora.”

O Vale

Agência apresenta relatório com melhoria da água do Paraíba

O relatório “Conjunto dos Recursos Hídricos no Brasil – Informe 2012” divulgado pela ANA (Agência Nacional das Águas) aponta melhorias da qualidade da água do rio Paraíba do Sul no Vale do Paraíba. No trecho de São José, o oxigênio dissolvido nas águas do rio subiu de1,2 miligrama por litro em 2009 para 5,2 miligrama por litro em 2011.

A maior concentração de oxigênio, além de melhorar a qualidade da água, contribui para a proliferação de peixes. No entanto, de acordo com o Conama (Conselho Nacional de Meio Ambiente) concentração ideal de oxigênio dissolvido em um rio tem que ser entre 7 e 11 miligramas por litro. No Vale, a nota do rio Paraíba subiu em quatro pontos de medição espalhados por São José, Jacareí e Lorena.

Para fazer a comparação, a ANA utiliza o IQA (Índice de Qualidade das Águas). Esse parâmetro reúne diversas análises e é resumido com uma nota de 0 a 100.  De acordo com o relatório, em São José dos Campos a água do rio passou de regular para boa, saltando de 44 para 61 em um determinado trecho e de 50 para 65 em outro. Em Jacareí, o trecho analisado continua em situação considerada boa e a nota também subiu, de 56 para 66. Já em Lorena, a nota do Paraíba do Sul deixou de ser regular e saltou de 50 para 60.

De acordo com o relatório, a melhoria na qualidade da água estaria relacionada a investimentos em saneamento. O gerente distrital da Sabesp em São José dos Campos, José Carlos Vilela, informou que a Sabesp elevou o índice de tratamento de esgoto nos 24 municípios da região onde opera de 53% para 86%, por meio da Unidade de Negócios Vale do Paraíba. A meta é chegar a 100% até 2014.

Segundo ele, na semana passada foram iniciadas as obras do Sistema de Esgotamento da Bacia do Pararangaba, em São José, que devem ser entregues em 30 meses e beneficiarão diretamente 127,5 mil moradores da região leste. O serviço deveria ter sido concluído no ano passado, de acordo com cronograma inicial.

Para o ambientalista Vicente Cioffi, do Fórum Permanente em Defesa da Vida, estas medidas não são suficientes. “Só vamos conseguir reduzir realmente poluição do rio Paraíba com a revitalização das margens. É preciso também reduzir a ocupação imobiliária na região e a extração de areia no rio”, disse Cioffi.

O Vale

Entre obras de melhoria da Copa, Tem a primeira etapa do Aeroporto

Para agilizar a ampliação do Aeroporto de São José dos Campos, a SAC (Secretaria de Aviação Civil) estuda incluir as obras de modernização do aeródromo no RDC (Regime Diferenciado de Contratação). A medida foi discutida ontem em reunião entre o ministro-chefe da SAC, Wagner Bittencourt, e o deputado federal Carlinhos Almeida (PT), em Brasília.

O RDC foi implantado por lei federal no ano passado e é voltado para obras de infraestrutura em capitais e cidades dentro do raio de 350 quilômetros das sedes da Copa do Mundo de 2014. Por esse modelo, é possível dinamizar o processo de contratação de empresas responsáveis pelas diferentes etapas da obra.

“O grande diferencial é que você pode contratar com um projeto mais simples e as empresas contratadas ficam encarregadas de fazer todo o processo”, disse Carlinhos. Num primeiro momento, o RDC seria utilizado na instalação do MOP (Módulo Operacional de Passageiros), prometido pela Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária) desde o ano passado para São José.

Antes de definir como será a obra, a Infraero, juntamente com a SAC e o comando da Aeronáutica (proprietária da área do aeroporto), trabalham na alteração do documento de concessão do aeródromo, utilizado por Aeronáutica, Embraer e companhias aéreas.

Uma comissão formada por integrantes da Infraero, da Aeronáutica e da SAC já se reuniram para tratar do assunto. A previsão é que a alteração no documento fique pronta dentro de dois meses. “Essa definição é fundamental, pois os três usos são importantes para a cidade e para o país. Não podemos abrir mão deles. Conversei com o ministro e eles (comissão) estão em um processo avançado”, afirmou o deputado.
Ninguém da SAC comentou o assunto ontem.

O presidente da ACI (Associação Comercial e Industrial de São José), Felipe Cury, que acompanha o imbróglio envolvendo a ampliação do aeroporto há 20 anos, disse que não tem muitas esperanças sobre uma solução rápida para a ampliação.

“Já vi esse filme várias vezes. Tomara que o final me surpreenda desta vez. Uma hora, essa ampliação tem que sair”, disse Cury. No mês passado, a Infraero anunciou um pacote de investimentos para o Aeroporto de São José dos Campos com o objetivo de deixar o terminal do mesmo porte atual do Aeroporto de Guarulhos até o ano de 2040.

O Vale

Prefeitura pretende implementar melhorias no Provisão

A Organização Social em Saúde Pró Visão, que administra o Hospital de Clínicas Norte, no Alto da Ponte, zona norte de São José, pretende implantar medidas para melhorar a qualidade de atendimento e reduzir o tempo de espera.

As ações incluem a instalação de uma farmácia 24 horas, separar a ala da emergência em infantil e adulta, concluir o departamento de educação continuada, que oferecerá cursos de aperfeiçoamento profissional a médicos e funcionários, e implantar manuais e protocolos de conduta a serem seguidos no hospital.

A expectativa da OS é implantar as medidas até o final de junho. Além disso, em agosto, os prontuários dos pacientes serão eletrônicos. Segundo a gerente administrativa Mariana Moura, os prontuários eletrônicos vão impactar diretamente no tempo de espera.

“O médico terá um histórico do paciente e vai poder visualizar quantas vezes ele já esteve na unidade e os remédios que costuma tomar, além de facilitar os exames laboratoriais.” O Pró Visão assumiu a administração do Clínicas Norte em 12 de maio, após assinar um contrato de R$ 10,3 milhões com a Prefeitura de São José. O contrato tem duração de um ano e poderá ser renovado por mais quatro anos.

Durante a administração da prefeitura, a principal queixa dos usuários era o tempo de espera por atendimento. A doméstica Nair da Silva Santos, 54 anos, já esperou cerca de três horas para ser atendida no hospital. “Dessa vez demorou menos e as enfermeiras foram mais educadas e atenciosas.”

No último dia 2, o hospital recebeu uma demanda acima do normal de casos de emergência, o que ocasionou uma espera por atendimento de cerca de duas horas e meia. “Foi um dia atípico. Tivemos nove casos de emergência, sendo que normalmente recebemos três por dia. Isso gerou o atraso”, disse Mariana.

Segundo ela, a demanda por atendimento também aumentou. Pacientes de bairros como Jardim Paulista, na região central, Putim, na sudeste, e Jardim Satélite, na sul, têm procurado o hospital. Isso fez com que subisse o número de pacientes de 350 para 610 por dia.

Para agilizar o atendimento, a Pró Visão adotou a classificação de risco. Antes do atendimento, os pacientes passam por um enfermeiro, que avalia a gravidade do caso. “Priorizamos o paciente que esteja em estado mais grave, o que aumenta a sobrevida dele”, disse o gerente de assistência de enfermagem, Telson do Nascimento Santos.

O especialista em saúde pública Gilson Carvalho disse que as medidas são boas sob o ponto de vista gerencial, e poderiam ser tomadas antes. “Essas medidas não dependem de recursos financeiros.”

O Vale

Prefeitura inicia revitalização do Mercado Municipal da cidade

Começa amanhã a construção do calçadão na travessa Chico Luiz, ao lado do Mercado Municipal de São José dos Campos. A revitalização do local é um dos projetos do Plano Estratégico Centro Vivo, elaborado pelo Ipplan (Instituto de Pesquisa, Administração e Planejamento) em conjunto com a prefeitura.

O calçadão da Chico Luiz terá em torno de 780 metros quadrados. A obra será patrocinada pelo Shopping Faro, localizado em frente à travessa. A direção do shopping não revelou o valor do investimento. O projeto prevê a colocação de piso de bloquetes intertravados, do mesmo padrão do Calçada Segura.

O calçadão terá floreiras, bancos e iluminação ornamental, segundo o Ipplan. Também está previsto espaço para carga e descarga para atender os comerciantes do Mercado Municipal. A previsão é que a obra seja concluída em cerca de 70 dias.

A diretora do Ipplan, Cynthia Gonçalo, relatou que a transformação da travessa em calçadão vai valorizar ainda mais o Mercado Municipal a Igreja Nossa Senhora Aparecida, transformada em Museu e Arte Sacra e o comércio do local.

Ela destacou que a proposta prevê ainda a ampliação da calçada do mercado no trecho da rua Sebastião Humel, que hoje serve de estacionamento para motos. “A intenção é que, futuramente, os comerciantes do mercado que trabalham com alimentação possam colocar mesas no calçadão”, afirmou a diretora.

Cynthia relatou ainda que o plano é constituir um polo gastronômico no entorno do Mercado Municipal, com atrações e atividades noturnas, para atrair público. “Vamos incrementar também o Museu de Arte Sacra para que o espaço seja mais valorizado”, afirmou.

O Ipplan vai se reunir com os comerciantes do mercado para estimular mudanças no local, como horário de funcionamento. Atualmente, o horário de funcionamento do Mercado Municipal é das 7h às 17h. “A intenção é que o mercado fique aberto até mais tarde e possa ser chamariz de público após as 18h”, disse.

Os comerciantes do mercado resistem em mudar o horário, segundo informou o presidente da Associação dos Permissionários do local, Luiz Fernando Santos. Já os comerciantes da Chico Luiz consideram positivo o projeto do Ipplan, mas reclamam do ponto de coleta de lixo do mercado. “Acho que o calçadão vai ser bom porque facilitará a passagem das pessoas”, disse Roberto Pereira, da Casa do Fazendeiro.

O Vale

Prefeitura começa revitalização de Galeria na cidade

Dentro do planejamento de revitalizar o centro de São José, a galeria Pedro Rachid começará a ser reformada agora em junho. As obras serão executadas pela Urbam por R$ 3,5 milhões. O espaço, localizado na rua Humaitá, ao lado do 1º Distrito Policial, será transformado num prédio público, com uma unidade de especialidades médicas e um Centro de Atendimento Integrado ao cidadão.

O prédio também contará com espaço de internet livre, área de exposições e cafeteria, com funcionamento até as 22h. Os dois andares superiores da galeria serão ocupados pela unidade de especialidades médicas, com 40 consultórios, uma sala para pequenas cirurgias, sala de coleta de exames, setores de enfermagem, despensa de remédios e arquivos.

Ainda funcionará um centro de referência em saúde ocupacional, que prestará atendimento relacionado a acidentes de trabalho. As obras, que fazem parte do projeto Centro Vivo, levarão um ano, sendo concluídas em junho de 2013.

A diretora do Ipplan (Instituto de Pesquisa, Administração e Planejamento), responsável pelo projeto, Cynthia Gonçalo, enfatizou que a revitalização da galeria seguirá padrões sustentáveis, sendo o primeiro prédio público que segue o conceito de “construção verde”.

“A preocupação com a sustentabilidade na galeria começa desde a obra de reforma, com o reaproveitamento de material e uso de itens recicláveis”, disse. “E continua nas escolhas que afetam o dia a dia, como colocação de iluminação eficiente, reaproveitamento de água da chuva e outras questões. Em uma construção sustentável, o consumo de energia é 30% menor”, emendou.

O Vale

RMVale anuncia investimento de R$120 Milhões na Saúde

Um dos principais gargalos enfrentados pelas cidades da Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte, a RMVale, a área da Saúde vai receber investimentos na ordem R$ 120 milhões do governo do Estado. O montante será destinado para “o conjunto de hospitais regionais” da RMVale, segundo afirmou ontem o secretário-adjunto de Saúde do Estado, José Manoel de Camargo Teixeira.

Tal conjunto abrange a unificação do Hospital Universitário da Unitau (Universidade de Taubaté) ao Hospital Regional da cidade. O valor também possibilitará as construções dos Hospitais Regionais de São José e do Litoral Norte, demandas antigas da RMVale.

O Hospital Regional do Litoral Norte, inclusive, deverá ter sua construção oficializada pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) no final de julho. Na ocasião, o governador vai anunciar uma agenda de investimentos à sub-região do Litoral Norte da RMVale.

Durante a 2ª reunião do Conselho Deliberativo da RMVale, ontem, em Cruzeiro, Teixeira informou que espera, na primeira quinzena de junho, assinar um convênio junto à Unitau para assumir o Hospital Universitário. O novo centro deve ser assumido pela Sociedade Beneficente São Camilo, que já faz a gestão o Hospital Regional de Taubaté.

“Dentro desses R$ 120 milhões, também vamos fazer investimentos no Hospital Universitário”, disse o secretário, enfatizando que o Estado não deve assumir as dívidas do hospital, que supera R$ 4 milhões. No Litoral Norte, o Hospital Regional depende de definição de área. “Definido o local, aí toca a obra”, disse Teixeira.

A instalação de um centro de referência médica no litoral é pedido recorrente dos prefeitos de Caraguatatuba, Ilhabela, São Sebastião e Ubatuba e foi objeto de campanha do governador em 2010. “Hoje, sobem mais de 500 pacientes todos os dias, das quatro cidades, para serem tratados no Vale do Paraíba e São Paulo. O governador deve anunciar em julho uma parceria com os municípios já para instalação do hospital.

Já fizemos algumas propostas, deve ser em Caraguá”, afirmou o prefeito Antonio Carlos da Silva (PSDB). Em São José, o Hospital Regional, que deverá ser referência em cirurgias de alta complexidade e trauma, deve ter sua obra licitada no segundo semestre. As instalações dos centros (Litoral Norte e São José) devem levar de 18 a 24 meses, segundo Teixeira.

O governo do Estado também informou ontem que está revisando a capacidade e a demanda na área de Saúde da RMVale, para futuros diagnósticos e investimentos. Os primeiros investimentos do governador Geraldo Alckmin a partir do trabalho da RM serão no Litoral Norte.

“Como a região é muito grande e tem realidades muito específicas, o governador tomou a decisão de começar pelo litoral”, afirmou o secretário de Desenvolvimento Metropolitano, Edson Aparecido.

Na próxima sexta-feira, Edson Aparecido, o secretário de Energia do Estado, José Aníbal, os prefeitos do Litoral Norte e membros da Petrobras devem se reunir para pensar numa parceria estratégica a fim de trabalhar projetos para a região.

Áreas como destinação final do lixo e logística e transporte devem ser beneficiadas com a parceria. “Depois, vamos fazer um planejamento específico de investimentos para o Vale Histórico, que é a região de economia mais reprimida da RM”, disse Edson Aparecido.

O Vale

Projeto para construção de cidade sustentável

Políticos e sociedade civil trabalhando juntos na construção de uma cidade sustentável, com bons serviços públicos, transparência nos gastos e desenvolvimento baseado também em eixos sociais, ambientais e culturais. É com essa proposta que nasce hoje, em São José dos Campos, a plataforma Cidades Sustentáveis. Uma carta-compromisso será assinada por gestores públicos e membros da sociedade.

“Durante muito tempo, todo o nosso conhecimento de desenvolvimento se baseou na economia, apenas no dinheiro, no PIB (Produto Interno Bruto)”, afirmou o coordenador de divulgação do Cidades Sustentáveis, George Winnik. “Hoje, essa visão tem que ir além, tem que ver o social, o ambiental, o cultural, que produz valores, a governança”, afirmou.

Desenvolvido por diversos segmentos da sociedade, o Cidades Sustentáveis estabelece diretrizes e indicadores para auxiliar os gestores públicos na aplicação de políticas que garantam mais qualidade de vida. Para atingir o sucesso, no entanto, é “fundamental”, segundo explicou Winnik, “o comprometimento da sociedade”. “Por sociedade, entendemos empresas, organizações, universidades”, disse.

Buscando, portanto, o comprometimento da sociedade, de partidos políticos e de pré-candidatos à Prefeitura de São José junto ao objetivo do programa, ocorre hoje à noite, às 19h, em seminário no auditório do Sesc, o lançamento oficial do programa.

No evento, Winnik e o economista Ladislau Dowbor, professor na PUC (Pontifícia Universidade Católica) de São Paulo, vão explicar o funcionamento da plataforma e como a sociedade civil deve se organizar para acompanhar a gestão política da cidade. “O programa envolve a sociedade para trabalhar no acompanhamento. Só damos o pontapé inicial”, disse Winnik.

“Vamos apresentar o Cidades Sustentáveis e buscar o comprometimento de partidos, candidatos e organizações da sociedade civil. Há uma carta-compromisso que deve ser assinada para criar esse vínculo”, disse. Em São José, os ‘prefeituráveis’ foram convidados a participar do evento, oportunidade na qual poderão se comprometer com a plataforma.

Carlinhos Almeida (PT), Antônio Alwan (PSB) e Cristiano Pinto Ferreira (PV) já se comprometeram. Sem pré-candidato definido, o PSDB informou que acompanhará o lançamento, assim como o PSTU. Alexandre da Farmácia (PP) e Fabrício Correia (PSDC) não confirmaram presença ainda.

O Cidades Sustentáveis já conta com o apoio da Embraer, Associação dos Engenheiros e Arquitetos, Associação Comercial e Industrial, Associação das Empresas de Loteamento, Faap e Sindicato da Habitação. Em nível nacional, o programa é encabeçado pela Rede Nossa São Paulo e pelo Instituto Ethos, com parcerias junto ao Greenpeace, OAB, WWF, Sesc e Unicef.

O coordenador explicou que o programa nasceu a partir de uma experiência bem-sucedida na capital. “A partir desse trabalho, a iniciativa se expandiu. Esse processo de construção de uma sociedade sustentável já está em construção, precisamos expandi-lo”, afirmou.

“Em São Paulo, por exemplo, apontamos para a Sabesp sobre a necessidade de se reduzir a perda de água aqui, que é de 26% (leia mais na entrevista ao lado). Eles já foram buscar soluções com uma empresa de água do Japão. Em Tóquio, a perda de água é de 3%”, disse.

Outro exemplo prático de funcionalidade do programa, segundo Winnik, ocorreu em Diadema. “A partir dos indicadores do programa, conseguimos reduzir a criminalidade em Diadema, trabalhando mais com inteligência, articulação entre polícias.”

O Vale