Novo prefeito realizará pente fino nas contas da prefeitura

O governo do prefeito de São José dos Campos, Carlinhos Almeida (PT), determinou à sua equipe a realização de um pente-fino nas finanças do município. O levantamento deve ser concluído em 15 dias, mas o secretário da Fazenda, José Walter Pontes, já antecipou que possivelmente haverá necessidade de fazer uma revisão do Orçamento Municipal de 2013.

Pontes afirmou ontem que, de forma preliminar, os técnicos da pasta identificaram que as receitas ficarão abaixo da estimativa projetada pelo ex-prefeito Eduardo Cury (PSDB). O orçamento da prefeitura para este ano foi fixado em R$ 1,837 bilhão.

Pontes citou como exemplo a receita estimada do ICMS (Imposto de Circulação de Mercadorias e Serviços). A previsão era que tributo rendesse R$ 708,4 milhões ao município este ano, 38,55% do Orçamento. “As estimativas de receitas devem ficar um pouco menores do que as previstas na lei orçamentária. Possivelmente, teremos que fazer readequações”, afirmou.

O secretário lembrou que o índice de participação do município na partilha do ICMS (repassado pelo Estado)será o menor desde 1993. “Com uma participação menor, teremos uma receita menor também”, declarou.

O novo secretário da Fazenda frisou que está sendo cauteloso na avaliação das finanças municipais porque ainda não tem um quadro fechado. “Estou sendo muito cuidadoso para fazer qualquer julgamento de como estamos encontrando a situação financeira da prefeitura”, destacou Pontes.

“Venho acompanhando o assunto desde o dia 7 de dezembro, quando começamos com a equipe de transição e iniciamos conversações com a equipe da secretaria. Aconteceram diversas mudanças nas estimativas feitas desde então. Agora não tem mais estimativa, é real, é o fechamento da situação financeira, que vai acontecer nos próximos 15 dias”, completou o secretário.

Segundo Pontes, já foram identificadas despesas autorizadas de continuidade de obras e contratos para as quais não foram alocados recursos no Orçamento. Entre elas, a obra da Arena Esportiva, o maior projeto do governo tucano, estimado em R$ 33 milhões.

O prefeito Carlinhos Almeida afirmou que ainda não há como saber o recurso real disponível em caixa. “Não sabemos a disponibilidade real, descontando pagamentos que precisam ser feitos e já foram autorizados no final da gestão anterior, além do que está empenhado de obras que não estão incluídas”, disse o prefeito. Segundo ele, o recurso disponível em caixa não é suficiente para as despesas.

“Temos que descontar uma obra que foi autorizada e só falta fazer o pagamento e verificar os restos a pagar. Não temos esse número. O recurso informado como disponível em caixa, de R$ 241 milhões, não é real. É natural porque tem defasagem de 2 ou 3 dias na apuração financeira”, declarou o prefeito. Carlinhos afirmou que, para concluir as obras deixadas pelo governo anterior, terá que utilizar recursos do orçamento deste ano.

O Vale

Publicado em: 03/01/2013

Situação da GM cobra Carlinhos no início do mandato

A direção do Sindicato dos Metalúrgicos de São José vai cobrar do prefeito Carlinhos Almeida (PT) a intervenção dele para tentar evitar a demissão de 779 trabalhadores da General Motors que estão com o contrato de trabalho suspenso desde 27 de agosto do ano passado. O prazo do ‘layoff’ termina no dia 26 deste mês.

O grupo fez um pedido oficial há dois meses para uma reunião, mas até ontem não havia obtido retorno. “O prefeito pode nos ajudar de maneira que consigamos chegar até a presidente Dilma (Roussef) em Brasília. Ela precisa saber do que acontece na GM”, disse Antônio Ferreira de Barros, ‘Macapá’, presidente do sindicato.

Segundo a assessoria de imprensa do prefeito, ainda não há data para um encontro, mas que ele vai trabalhar como mediador e que o caso da GM é uma questão de urgência. A assessoria informou ainda que a prefeitura está disposta a receber tanto a GM que segundo ela, já foi procurada, como o sindicato.

“Nós entendemos que essa posição é muito pouco. Em campanha, o prefeito assumiu um compromisso de trazer empresas para São José e também de negociar a fabricação de novos carros na cidade. E agora nós vamos cobrar dele”, afirmou Macapá.

O mês será marcado por inúmeras manifestações programadas pelo sindicato. A primeira será no dia 10 quando todos os trabalhadores em layoff devem fazer uma passeata no centro da cidade. Logo depois, de acordo com Macapá, seguirão até a prefeitura na tentativa de serem recebidos pelo prefeito. “Será um mês de luta em defesa do emprego”, disse ele.

No dia 16, haverá uma reunião entre GM e sindicato. A direção da GM não se pronunciou ontem sobre o assunto, alegando que tal atitude é em respeito aos funcionários. Crise começa em 2008 quando a GM condicionou a fabricação de três novos modelos à redução do piso salarial para novas contratações. Após assembleias, o sindicato não aceitou acordo.

779 metalúrgicos ficam em layoff até o dia 26 de janeiro. No dia 10 do mesmo mês, haverá uma passeata no centro de São José e dia 16, uma nova reunião entre GM e sindicato.

O Vale

Publicado em: 03/01/2013

Carlinhos toma posse da prefeitura da cidade

Empossado no cargo ontem, o prefeito de São José Carlinhos Almeida (PT) voltou a atacar a herança financeira deixada pelo antecessor Eduardo Cury (PSDB) e prometeu criar a Secretaria de Regularização Fundiária ainda este mês e tirar do papel os corredores exclusivos de ônibus.

Nos três discursos que fez, durante a cerimônia de posse na Câmara, na transferência de cargo no Paço e para a plateia petista do lado de fora da prefeitura, Carlinhos destacou a atual situação financeira da prefeitura. “Nós temos uma grande tarefa pela frente. A Prefeitura de São José não está muito bem do ponto de vista financeiro.

No ano passado, houve uma queda na arrecadação do ICMS, para esse ano está projetada uma nova queda.” Em 2012, a arrecadação do imposto deve fechar com uma queda de R$ 70 milhões, frente aos R$ 735,6 milhões previstos inicialmente. Para 2013, é projetada queda de R$ 27 milhões.

Outro problema citado pelo petista é a dívida da Fundhas (Fundação Hélio Augusto de Souza) que a prefeitura assumiu. “Temos alguns problemas como a dívida da Fundhas, que não é pequena e vai consumir mais de R$ 13 milhões por ano, ou seja dinheiro que seria suficiente para construir uma escola por ano. Mas tenho certeza que temos potencial e que com o apoio da presidente Dilma e do governo do Estado, iremos virar esse jogo”.

Em discurso mais inflamado aos militantes do partido ao final das cerimônias, Carlinhos prometeu criar a Secretaria de Regularização Fundiária ainda este mês, além de tirar os corredores exclusivos de ônibus do papel.

“Nós vamos enviar para Câmara ainda em janeiro um projeto para a criação da Secretaria de Regularização, para que a gente tenha um secretário e uma equipe que só pense nisso durante todo dia, mês e ano”, disse Carlinhos. São José tem cerca de 160 bairros clandestinos.

Na área de transportes, o petista prometeu criar corredores exclusivos de ônibus. “Iremos cuidar da mobilidade urbana não só fazendo novas avenidas, mas investindo no transporte público. Já está mais do que na hora de São José ter corredor de transporte coletivo”, disse Carlinhos.

Pelo menos 1.500 pessoas acompanharam as cerimônias de posse e de transferência do cargo durante o dia de ontem. Na Câmara, foram empossados prefeito, vice e os 21 vereadores. Já no Paço, após o ato de transferência de cargo entre o ex-prefeito Eduardo Cury e Carlinhos, o petista empossou 22 secretários.

Eduardo Cury minimizou a queda nos repasses do ICMS. “Não tivemos uma queda no recurso. Ele subiu menos que outras cidades, mas em 2014 irá subir novamente. Não há nenhum grande problema”, disse. “É queda da posição, e não de arrecadação. Deixo a prefeitura tranquila, com um saldo bancário de R$ 270 milhões. Ele terá bastante tranquilidade no primeiro ano.”

O Vale

Publicado em: 02/01/2013

Vice de Blanco pode trabalhar com o Carlinhos na cidade

O prefeito eleito de São José, Carlinhos Almeida (PT), fechou um acordo para obter o apoio do DEM ao seu governo e deve manter no primeiro escalão da prefeitura José Luís Nunes (DEM) ex-candidato a vice-prefeito na chapa do PSDB.

Nunes está no governo há quatro anos. Derrotado nas urnas quando disputou a reeleição de vereador, ele foi abrigado pelo governo tucano com a criação da Secretaria de Relações do Trabalho. Embora a direção do DEM e Carlinhos descartem negociações sobre cargos e nomes, a informação que circula nos bastidores é a de que Nunes deve assumir a Secretaria de Defesa do Cidadão ou permanecer na atual secretaria de Relações do Trabalho.

A direção do DEM apresentou a Carlinhos uma lista com outros seis nomes ligados ao partido que poderiam ser aproveitados em cargos de confiança da administração petista: o atual vice-presidente da legenda, Pedro Dória, Ricardo Dinelli, Ramon Touron, Alcides Pirandello, José Antônio e Fernando Canineu.

O presidente do DEM, Jorley Amaral, disse ontem que a lista apresentada a Carlinhos é uma maneira de contribuir para o novo governo, mas alegou que não houve reivindicação de cargos ou de espaço no governo. José Luís Nunes não comentou a possibilidade de permanecer na administração.

Outro partido que fechou acordo com o PT é o PP de Alexandre da Farmácia, que também apoiou Alexandre Blanco (PSDB) na eleição. A negociação incluiria a permanência da atual presidente da Fundhas, Maria Emília Cardoso, no governo.

O prefeito eleito, Carlinhos Almeida preferiu não comentar nomes, mas disse que não há rejeição à permanência de Nunes. “O apoio do DEM é um apoio muito bem-vindo porque é um partido que a gente sempre teve um diálogo de respeito na cidade, mesmo estando em chapas opostas como aconteceu na última eleição. Nós estivemos juntos em 2004 e o meu espírito após a eleição é o espírito de conciliação”, disse Carlinhos.

Carlinhos, que já divulgou 16 secretários, irá anunciar novos nomes na próxima sexta-feira. Sobre o perfil de seu secretariado, o petista afirmou que o principal critério de escolha é a capacidade de liderar e mobilizar a equipe.

O Vale

Publicado em: 20/12/2012

Carlinhos herda dívidas do ex-prefeito Cury na cidade

O prefeito eleito de São José dos Campos, Carlinhos Almeida (PT), vai herdar do governo comandado por Eduardo Cury (PSDB) uma dívida de pelo menos R$ 160 milhões, correspondente a compromissos de longo prazo. Não estão computados os débitos de curto prazo, que somente serão apurados após o término do ano.

De acordo com a Secretaria Municipal da Fazenda, a dívida de longo prazo é referente a contratos e débitos de governos anteriores. No governo Cury, por exemplo, São José fechou empréstimo com o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), no valor de US$ 85 milhões para projetos de mobilidade urbana.

O secretário da Fazenda, José Liberato Júnior, afirmou que os compromissos de longo prazo assumidos pelo município “são modestos e seu total não atinge 9% da receita de um ano”. Este ano, a receita estimada é de R$ 1,730 bilhão.

Já a dívida de curto prazo, que inclui restos a pagar que ficarão para o prefeito eleito, somente será conhecida após o fechamento do exercício financeiro deste ano. “Há recursos suficientes para quitá-la”, garantiu o titular da Fazenda. Liberato afirmou ainda que Cury vai entregar o governo com um pequeno superávit.

“Não será como o verificado em anos anteriores, mas o próximo prefeito vai começar sua gestão com superávit financeiro”, afirmou. No ano passado, foi registrado superávit de R$ 201 milhões, segundo Liberato. O futuro secretário da Fazenda, José Walter Pontes, afirmou que aguarda complementação de informações da pasta para fechar um diagnóstico “com pé no chão”. “Não temos ainda uma conclusão”.

Um dos pontos que preocupa o futuro governo é a queda do índice de participação de São José dos Campos no ‘bolo’ dos recursos do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços). Em 2013, São José terá o menor índice histórico (2,35) de participação desde 1993.

O futuro secretário da Fazenda, José Walter Pontes, afirmou que é preocupante também o município ter caído de posição no ranking estadual do PIB (Produto Interno Bruto). São José era o 2° colocado no ranking em 2000 e passou para 8°, segundo estudo do Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados).

“É uma situação que podemos reverter. Trabalho que exige participação da sociedade, em uma iniciativa de empreender e também será necessário organizar a parte da arrecadação do município”, afirmou o futuro secretário.

“Acreditamos que podemos melhorar sem aumentar impostos. É preciso melhorar o desempenho com os recursos que temos”, disse.  De acordo com o atual secretário da Fazenda, José Liberato Júnior, a receita do ICMS deve fechar o ano com uma baixa de R$ 70 milhões.

Até outubro, os recursos do tributo atingiram R$ 552 milhões para uma receita orçada em R$ 735 milhões. O vereador Wagner Balieiro (PT) e coordenador da equipe de transição já afirmou que o novo governo terá que implantar medidas rápidas para recuperar a receita. “Os reflexos no cálculo do índice do ICMS, por exemplo, somente ocorrerão a partir de 2015.”

Na avaliação do futuro titular da Fazenda, o município tem condições e capacidade para firmar convênios estadual e federal. “O município tem baixo nível de captação de recursos nos governos estadual e federal”, disse Pontes.

O Vale

Publicado em: 17/12/2012

Grandes obras da cidade fica nas mãos do novo Prefeito

O prefeito de São José dos Campos, Eduardo Cury (PSDB), planeja deixar encaminhado para o seu sucessor, Carlinhos Almeida (PT), dois megaprojetos viários que serão construídos pelo município em parceria com o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento). Cury já programou para a próximas semanas a assinatura dos contratos para a elaboração dos projetos executivos e relatório de impacto ambiental para a construção dos corredores viários expressos Cambuí e Banhado.

Essas serão as obras mais caras do pacote de projetos que o município contratou com o BID no valor de US$ 85 milhões (cerca de R$ 170 milhões). A Cambuí tem custo estimado em US$ 58 milhões (cerca de R$ 106 milhões) e a Banhado, US$ 28,1 milhões (cerca de R$ 56,2 milhões). Nesse total já está incluída a contrapartida da prefeitura. Somente para a via Banhado, por exemplo, a prefeitura deverá desembolsar US$ 13,4 milhões (R$ 26,8 milhões). As obras, no entanto, somente vão sair do papel, caso sejam cumpridos os prazos previstos para a elaboração dos projetos, a partir do final de 2013.

A Via Cambuí irá interligar as regiões leste/centro/sudeste. O corredor expresso será construído ao lado do córrego Cambuí e terá aproximadamente 8,4 quilômetros de extensão, a partir do entroncamento com a avenida Juscelino Kubstichek, no Jardim Paulista, próxima à rotatória conhecida como da Itavema, até o bairro do Putim.

O projeto será elaborado pela Viaporte, Projetos e Consultoria de Engenharia S/A, vencedora da licitação para a execução do serviço. A empresa tem prazo de 14 meses para fazer o projeto básico, executivo e licenciamento ambiental, que terá custo de R$ 4,704 milhões. Depois de pronto é que a prefeitura irá licitar a construção do empreendimento. O prazo de execução da obra é de 36 meses.

O corredor expresso do Banhado será o prolongamento da Via Norte até o entroncamento com o complexo viário do Jardim Esplanada e Esplanada do Sol, em direção à região oeste (Urbanova). A via vai ser implantada margeando a orla do Banhado, no leito da antiga estrada de ferro Central do Brasil.

A nova avenida terá 3.680 metros de extensão, terá quatro pistas, duas em cada sentido, canteiro central, ciclovia e calçadas laterais. As pistas terão em torno de 3,5 metros de largura. Mesmas configurações terá o corredor expresso Cambuí.

O projeto da nova avenida será elaborado pelo consórcio Planservi-Cobrape, pelo preço de R$ 3,933 milhões. O prazo de conclusão é de um ano e meio, segundo a Secretaria Municipal de Transporte.
Depois o projeto será licitado e a obra tem prazo de conclusão de 18 meses.

O prefeito Eduardo Cury disse que esses corredores viários são fundamentais para melhorar o trânsito urbano. “A Via Cambuí vai permitir a construção também da Via Leste e ajudará a desafogar o trânsito urbano na Via Dutra”, relatou o prefeito. Já o corredor Banhado vai aliviar o trânsito em artérias como a avenida São João.

O Vale

Publicado em: 16/11/2012

Aumento das passagens está nas mãos de Carlinhos

O prefeito de São José dos Campos, Eduardo Cury (PSDB), vai deixar a decisão sobre o aumento da passagem de ônibus para o governo Carlinhos Almeida (PT). Hoje, a tarifa custa R$ 2,80. Ontem, o secretário de Transportes Anderson Farias disse que administração municipal vai elaborar um estudo sobre o custo do sistema em dezembro, e que esse levantamento poderá apontar a necessidade de alteração no valor da tarifa.

O último reajuste da passagem ocorreu em janeiro de 2011, quando subiu de R$ 2,50 para os atuais R$ 2,80. “Independentemente da empresa pedir ou não reajuste, todos os anos nós fazemos o cálculo da tarifa. É regra de contrato analisar o custo operacional das empresas, os gastos com diesel, quadro de funcionários e a quantidade de passageiros transportados por quilômetro quadrado”, disse.

Segundo Ferreira, “não houve necessidade de reajuste” até o momento. “Fazemos esse cálculo do custo operacional periodicamente. O estudo será feito em dezembro e poderá ficar para o próximo [prefeito] a gestão de uma discussão sobre a revisão”, afirmou.

Os contratos das três de concessão das três empresas que exploram atualmente o sistema Expresso Maringá, Júlio Simões e Saens Peña libera a revisão anual da tarifa, mas não obriga. O secretário de Transportes informou que o resultado da análise técnica poderá indicar necessidade de aumento, redução ou até de manutenção do valor da tarifa.

Em janeiro deste ano, as três empresas que operam o sistema pediram à prefeitura um aumento de 7,2% no valor da tarifa do ônibus. Com o reajuste, o preço da passagem passaria para R$ 3. O pedido gerou uma série de protestos da na cidade e acabou sendo negado pelo prefeito Eduardo Cury. Na época, o governo do PSDB informou que estudos apontaram que não havia necessidade de aumento, mas não os detalhou.

Ferreira reconheceu o desequilíbrio financeiro da Saens Peña, que teria chegado a operar com 8% de déficit. “Não houve pedido de aumento de tarifa. O que houve foi um pedido da Saens Peña de reequilíbrio contratual em relação ao número de linhas que estava operando e ao número de passageiros”, disse.

Segundo ele, a criação das linhas 142 (Corredor Sul 2) e 140 (Corredor Norte 1), além do aumento de viagens na linha 331 (Campo dos Alemães/Aquarius) contribuiram para o reequilíbrio. A Saens Peña opera atualmente 34 linhas.

O prefeito eleito Carlinhos Almeida não comentou o caso. Por meio de sua assessoria, ele informou que irá tratar do assunto só após sua posse. “Essa questão será avaliada no momento oportuno, após a posse, em janeiro. Vamos utilizar critérios técnicos, jurídicos e sociais antes de qualquer decisão”, disse.

O Vale

Publicado em: 09/11/2012

Novo Prefeito analisa soluções para a cidade

O discurso oficial ainda tenta fugir de datas, custos e meios para consolidar a solução. O motivo? “Precisamos de diagnósticos, estudos”, afirma o prefeito eleito de São José dos Campos, Carlinhos Almeida (PT). Os problemas da cidade, contudo, são reais. E precisam de planos detalhados e bem elaborados para que sejam resolvidos.

Presentes nas promessas de campanha e também na ponta da língua dos moradores de São José, cinco gargalos da cidade se colocam como desafios imediatos ao novo prefeito eleito. Saúde e Segurança Pública lideram as queixas entre os moradores da cidade. Transporte público aparece logo abaixo, como um dos grandes gargalos de São José.

O risco iminente de demissões na GM e a queda de investimentos que geram empregos na cidade são outros dois assuntos que influenciam diretamente a vida do cidadão. Uma outra discussão vital para definir os rumos de São José é o zoneamento.

Todos os temas foram amplamente debatidos durante a campanha. As promessas foram diversas. Eleito, Carlinhos firmou compromissos em todas as áreas. Na Saúde, prometeu um mutirão para zerar as filas por cirurgias e consultas.

Na área de Transportes, 100% de integração –ou seja, permitir que um usuário se utilize de mais de um ônibus em qualquer sentido, dentro de uma carência de duas horas, pagando somente uma tarifa. Para garantir empregos, promete facilitar a vinda de empresários a São José.

No zoneamento, diz que defende mudanças. “Hoje, você tem comércios e indústrias com dificuldade de se instalar em São José por conta da lei de zoneamento”. Porém, afirma que será a sociedade que decidirá ou não por mudanças. Por fim, defende novas parcerias com comunidades terapêuticas para retirar usuários de drogas das ruas.

Na última semana, O VALE cobrou do prefeito eleito detalhes sobre suas propostas. Carlinhos evita comentar números. Mais concretamente, dois compromissos: em janeiro, no seu primeiro mês de governo, os mutirões para zerar a fila por consultas e cirurgias começam. Integração 100%? “Ao longo do primeiro ano”, afirmou.

SAÚDE
Benedita Quintino dos Santos Fernandes, 66 anos, desde 2009 esperando por uma operação para corrigir um erro médico na retirada de dois nódulos. Maria do Rosário Faria Sales Leite, 50 anos, também há quase quatro anos esperando por um procedimento cirúrgico para diagnosticar por que sofre fortes dores abdominais. Um quadro preocupante, segundo os moradores de São José. Para eles, a Saúde é o principal problema da cidade, conforme pesquisa O VALE/Mind realizada no final de agosto –40% dos entrevistas responderam que a Saúde é o primeiro gargalo a ser enfrentado pelo novo prefeito. Atualmente, segundo números da prefeitura, são pelo menos 2.000 pessoas na fila por uma cirurgia na cidade.

TRANSPORTES
Com 630 mil habitantes, São José tem aproximadamente 350 mil veículos em circulação, entre carros, motos e caminhões. Os números retratam a opção do joseense pelo transporte individual no veículo automotor: dos mais de 1,2 milhão de deslocamento diários feitos na cidade, 49% são realizados por carros. Nesse universo, o transporte coletivo é a opção em 25% dos deslocamentos, enquanto 22% são feitos a pé. Por quê? Um dos motivos, conforme debatido na campanha, é a falsa integração do transporte coletivo. Na existente, o usuário pode se utilizar de mais de um ônibus, dentro de uma carência de duas horas, pagando só uma passagem apenas em sentido único. Em São Paulo, o roteiro é livre.

EMPREGOS
O começo do ano que vem promete um cenário preocupante. Quase 2.000 trabalhadores da GM, em São José, podem ser demitidos em janeiro quando finda acordo entre a montadora e o sindicato para garantia dos empregos considerados como excedentes na planta. Para alguns, o caso GM é só a ponta de um iceberg. Durante a corrida ao Paço, não faltaram afirmações por parte dos candidatos de que São José é, atualmente, uma cidade engessada para o crescimento. Verdade ou não, também não faltam empresários reclamando das burocracias oficiais para a abertura ou ampliação de empresas. Nos últimos anos, ainda, a cidade deixou de gerar empregos ao ver indústrias optando por outras cidades.

ZONEAMENTO
Construtores veem uma cidade engessada por causa da Lei de Zoneamento de 2010 que restringiu a construção de empreendimentos em áreas já adensadas de São José. Especialistas, contudo, defendem que o município adote medidas severas para parar o crescimento, pensando na qualidade de vida. Empresários do setor afirmam que o setor está retraindo, deixando de gerar empregos. Moradores de áreas com muitos prédios temem a ampliação zonas com pouca iluminação e ventilação, aumentando riscos de problemas sanitários. O assunto é controverso. Cresce ou não? As críticas se estendem ainda aos critérios da lei que estabelecem contrapartidas viárias aos empresários, que seriam subjetivas.

SEGURANÇA PÚBLICA
Fantasmas, aparecem e somem num piscar de olhas. Magros e maltrapilhos, podem ser vistos em qualquer horário do dia, principalmente na região central. À noite, multiplicam-se, ao se espalhar ao longo da orla do Banhado. Admitem sem pudor: “É o crack”, aos mostrarem as pontas dos dedos carcomidas e dispararem frases rápidas e desconexas. A polícia afirma: 70% dos homicídios são causados por causa das drogas. Só em São José, foram 48 de janeiro a agosto. A violência, inclusive, é o segundo problema mais preocupante da cidade, segundo os moradores afirmaram em pesquisa O VALE/Mind, atrás apenas da Saúde. Para especialistas, combater as drogas e tratar os dependentes é de suma importância.

O Vale

Publicado em: 15/10/2012

Após Eleito, Carlinho promete transição passiva na cidade

O prefeito eleito de São José, Carlinhos Almeida (PT), disse ontem que seu primeiro objetivo é garantir uma transição de governo tranquila. Ele planeja procurar o prefeito Eduardo Cury (PSDB) já esta semana para criar um canal de diálogo com a atual administração. O petista também pretende nomear uma equipe para analisar os dados da prefeitura e o Orçamento.

“O processo de transição tem que ser fruto do diálogo de quem venceu as eleições com a atual administração. Não tenho dúvida de que o prefeito Eduardo Cury vai ter um comportamento republicano no sentido de facilitar a transição, para que nossa equipe tenha acesso a todas as informações”, disse Carlinhos.

Para o petista, nos próximos três meses, é necessário acompanhar as decisões do governo que possam ter um impacto na próxima gestão. Na avaliação de Carlinhos, o Orçamento de 2013 é a peça mais importante. “Não há dúvida que a questão orçamentária é o mais importante, mas não é só o orçamento público que será discutido na Câmara para 2013 que precisamos acompanhar, mas também a execução orçamentária deste final de ano.

Precisamos saber exatamente o que será possível fazer logo de início”, disse. Ele afirmou que deve procurar o prefeito Eduardo Cury nos próximos dias. Carlinhos Almeida vai tomar posse no dia 1º de janeiro de 2013 com um Orçamento previsto de R$ 1,8 bilhão. Entretanto, o valor reservado para investimentos é de R$ 160,2 milhões. A previsão está na peça orçamentária encaminhada pelo prefeito Eduardo Cury para votação na Câmara de São José.

Carlinhos afirmou que não irá interferir no processo de votação do Orçamento, apesar de o Legislativo ter o poder de alterar o índice de remanejamento dos recursos, hoje fixado em 20%. “Não tenho dúvida de que a Câmara vai analisar o Orçamento como faz todos os anos levando em conta as demandas e as prioridades da cidade. Vou tomar posse no dia 1º de janeiro com esse Orçamento, devendo fazer alterações dentro daquilo que a legislação prevê de remanejamento e baseado nas alterações pontuais propostas na Câmara”, disse.

Saúde, Desenvolvimento Econômico e Educação serão as prioridades do prefeito eleito. “Meu primeiro ato será dar o início a um mutirão de cirurgias e exames com especialistas que estão parados. Isso é possível fazer com o que a prefeitura já tem de infraestrutura no Hospital Municipal, mas sobretudo com a ampliação das parcerias, como é o caso do Antoninho da Rocha Marmo, do Pio 12 e da Santa Casa, que tem infraestrutura ociosa.”
Segundo ele, também há uma linha de crédito disponível no Ministério da Saúde.

No setor econômico, ele aposta na criação de um ‘Poupatempo do Empreendedor’ para agilizar os processos de instalação de novas empresas na cidade, em uma nova política de incentivos fiscais e na educação profissionalizante. Na Educação, as metas são ampliar o número de escolas de tempo integral e construir novas creches.

O Vale

Publicado em: 08/10/2012

Candidato Carlinhos é eleito na cidade com 50,99% dos votos

Logo depois da divulgação oficial do resultados das eleições municipais em São José dos Campos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o prefeito eleito da cidade, Carlinhos Almeida (PT), convocou uma entrevista coletiva em um hotel na região central. Segundo a Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Carlinhos recebeu 180.794 votos, o que equivale a 50,99% do total de votos válidos com 100% das seções apuradas. O candidato Alexandre Blanco (PSDB) ficou em segundo lugar. Ele teve 153.011 votos, o que corresponde a 43,15% dos votos válidos (Veja o resultado completo para prefeito e vereadores na cidade).

Em terceiro lugar ficou com Cristiano Ferreira (PV) que teve 2,33% dos votos válidos. Antonio Alwan (PSB) veio em seguida com 1,53% dos votos, o que equivale a 5.413 votos válidos. Fabrício Correia (PSDC) veio em seguida com 3.704 votos válidos, o que equivale a 1,04%. O sexto colocado foi Ernesto Gradella (PSTU) com 0,76% dos votos, com 2.699 votos válidos. Gilberto Silvério foi o último colocado com 710 votos válidos, o equivalente a 0,20%

De acordo com o TSE, São José dos Campos somou 10.666 (2,80%) de votos brancos e 15.384 (4,04%) votos nulos. Forma registradas 74.799 (16,42%) abstenções.

Unidade
O petista afirmou que quer todos os joseenses unidos em torno de um projeto, que é o melhor para cidade. “É preservar o que conquistamos (a cidade), mas melhorar o que precisamos, como a saúde”, disse o novo mandatário municipal. Carlinhos disse ainda que terá três questões fundamentais para resolver na cidade: a educação, a saúde e voltar a dar competitividade econômica.

Em relação a educação, ele reforçou as propostas de campanha. “Fazemos toda a questão da educação integral, as quatro escolas técnicas que vamos fazer em nosso governo”, afirmou. Com relação à saúde, Carlinhos se comprometeu a estabelecer metas na área. “Vamos cobrar resultados. Em janeiro vamos fazer um mutirão para cirurgias que estão atrasadas”, se comprometeu. Já na área econômica, o novo prefeito falou sobre a obrigação da cidade para o futuro. “Retomar o crescimento, facilitar a vida de quem quer investir na cidade”, reiterou.

Mudança
O petista falou ainda sob a novo panorama político da cidade e a mudança do comando de São José dos Campos. A vitória de Carlinhos Almeida quebra um ciclo de 16 anos de administrações do PSDB em São José dos Campos, maior colégio eleitoral do Vale do Paraíba. A última vez que o PT governou São José foi em 1996, com Angela Guadagnin (PT), atual vereadora da cidade.

“Tudo isso é uma composição de fatores. A cidade de São José dos Campos promoveu uma renovação política. Nós vamos manter o que está funcionando. Estou mais preparado, as duas campanhas para prefeito, os mandatos como deputado federal e estadual ajudaram e hoje eu me sinto muito mais preparado para exercer este cargo de prefeito. A alternância de poder também faz parte da democracia”, contou.

Relação com o governo estadual
Carlinhos falou sobre como vai ser o seu governo com relação aos demais governos, estadual e federal. “Nós vamos ter uma relação muito mais aberta com o governo federal. No último ano do governo FHC foi repassado R$ 30 milhões. No ano passado foi de R$ 80 milhões. E nós temos condições de dobrar isso. Eu estarei totalmente aberto a trabalhar com o governador Geraldo Alckmin (PSDB) e sempre tive um respeitoso relacionamento com ele”, explicou.

Servidor
O novo administrador do Paço Municipal garantiu que os servidores municipais de São José dos Campos terão total acesso ao novo prefeito para levar ideias.

Biografia
Carlos José de Almeida, nasceu em 25 de junho de 1963, em Santa Rita de Jacutinga (MG). Formado em História, Carlinhos é casado, mas não tem filhos. É a terceira vez que Carlinhos concorre ao cargo de prefeito de São José dos Campos.

Ele foi eleito vereador pela primeira vez em 1992, mas já exercia o cargo de suplente desde 1989. Depois foi vereador por mais um mandato em 1996, mas não exerceu o cargo até o fim, porque em 1998 foi eleito deputado estadual, cargo que exerceu por dois mandatos consecutivos. Em 2010, foi eleito deputado federal cargo que exerce atualmente.

G1 (Vnews)

Publicado em: 08/10/2012