Greve nos bancos volta a lotar lotéricas na RMVale

Tempo e paciência. Virtudes necessárias para quem procurou ontem as casas lotéricas da região para pagar contas e receber salários, devido o grande movimento registrado nos estabelecimentos por causa da greve dos bancários. No centro de São José dos Campos, as lotéricas estiveram lotadas o dia todo. Em algumas, o tempo de espera era superior a 30 minutos, dependendo do horário. Para agravar a situação, ontem foi o quinto dia útil do mês, data de pagamento de muitos aposentados e pensionistas da Previdência. “O movimento hoje [ontem] está acima do normal. Além do quinto dia útil, a greve dos bancos ajudou a movimentar a lotérica”, afirmou Meire Ellen, funcionária de agência na rua Vilaça. A previsão é de que, se a greve dos bancários continuar, o movimento vai continuar intenso nas lotéricas.

A orientação do Comando Nacional dos Bancários é para a rejeição da contraproposta feita pela Fenaban (Federação Nacional dos Bancos), de aumento de 7,1%. A Fenaban também avalia a possibilidade de concessão de reajuste de 7,5% no piso salarial. A entidade mantém a proposta da PLR do ano passado. A proposta foi rejeitada pelo Comando Nacional da categoria na última sexta-feira, na mesa de negociação. Os bancários reivindicam aumento de 11,93% (5% de reajuste real além da inflação), participação nos lucros de três salários e piso de R$ 2.860,21, entre outras reivindicações. Os sindicatos da região se reuniram ontem para analisar a decisão do Comando Nacional, mas a tendência é de continuidade do movimento.

A paralisação dos bancários foi iniciada no último dia 19 de setembro. Na microrregião de São José dos Campos, 111 agências bancárias estão fechadas, segundo o sindicato. Ontem, alguns bancos, entre eles o Itaú, voltaram a atender em suas agências.  Somente em São José dos Campos, a greve atinge 63 das 85 agências, de acordo com avaliação da entidade. Na microrregião de Taubaté, a paralisação atinge 46 das 85 agências, informou o sindicato dos bancários. Em Taubaté, a greve mantém fechadas 19 agências. Na microrregião de Guaratinguetá, a paralisação atinge 47 das 64 agências.

Novo prefeito realizará pente fino nas contas da prefeitura

O governo do prefeito de São José dos Campos, Carlinhos Almeida (PT), determinou à sua equipe a realização de um pente-fino nas finanças do município. O levantamento deve ser concluído em 15 dias, mas o secretário da Fazenda, José Walter Pontes, já antecipou que possivelmente haverá necessidade de fazer uma revisão do Orçamento Municipal de 2013.

Pontes afirmou ontem que, de forma preliminar, os técnicos da pasta identificaram que as receitas ficarão abaixo da estimativa projetada pelo ex-prefeito Eduardo Cury (PSDB). O orçamento da prefeitura para este ano foi fixado em R$ 1,837 bilhão.

Pontes citou como exemplo a receita estimada do ICMS (Imposto de Circulação de Mercadorias e Serviços). A previsão era que tributo rendesse R$ 708,4 milhões ao município este ano, 38,55% do Orçamento. “As estimativas de receitas devem ficar um pouco menores do que as previstas na lei orçamentária. Possivelmente, teremos que fazer readequações”, afirmou.

O secretário lembrou que o índice de participação do município na partilha do ICMS (repassado pelo Estado)será o menor desde 1993. “Com uma participação menor, teremos uma receita menor também”, declarou.

O novo secretário da Fazenda frisou que está sendo cauteloso na avaliação das finanças municipais porque ainda não tem um quadro fechado. “Estou sendo muito cuidadoso para fazer qualquer julgamento de como estamos encontrando a situação financeira da prefeitura”, destacou Pontes.

“Venho acompanhando o assunto desde o dia 7 de dezembro, quando começamos com a equipe de transição e iniciamos conversações com a equipe da secretaria. Aconteceram diversas mudanças nas estimativas feitas desde então. Agora não tem mais estimativa, é real, é o fechamento da situação financeira, que vai acontecer nos próximos 15 dias”, completou o secretário.

Segundo Pontes, já foram identificadas despesas autorizadas de continuidade de obras e contratos para as quais não foram alocados recursos no Orçamento. Entre elas, a obra da Arena Esportiva, o maior projeto do governo tucano, estimado em R$ 33 milhões.

O prefeito Carlinhos Almeida afirmou que ainda não há como saber o recurso real disponível em caixa. “Não sabemos a disponibilidade real, descontando pagamentos que precisam ser feitos e já foram autorizados no final da gestão anterior, além do que está empenhado de obras que não estão incluídas”, disse o prefeito. Segundo ele, o recurso disponível em caixa não é suficiente para as despesas.

“Temos que descontar uma obra que foi autorizada e só falta fazer o pagamento e verificar os restos a pagar. Não temos esse número. O recurso informado como disponível em caixa, de R$ 241 milhões, não é real. É natural porque tem defasagem de 2 ou 3 dias na apuração financeira”, declarou o prefeito. Carlinhos afirmou que, para concluir as obras deixadas pelo governo anterior, terá que utilizar recursos do orçamento deste ano.

O Vale

Publicado em: 03/01/2013

Casas Lotéricas da cidade ainda não recebem contas

Pelo segundo sábado seguido, as casas lotéricas da região não aceitaram ontem o pagamento de contas. Os estabelecimentos aderiram à paralisação nacional em protesto aos problemas no sistema tecnológico da Caixa Econômica Federal, que processa as contas e os boletos bancários. A mobilização não afetou as apostas. Durante a semana, as lotéricas também não fizeram a abertura de contas correntes e de poupança da Caixa. Os serviços são oferecidos normalmente nas agências do banco.

Organizado pela Febralot (Federação Brasileira das Empresas Lotéricas), o movimento exige atualização técnica do sistema da Caixa que, em funcionamento há seis anos, segundo a Febralot, apresentaria sinais de inconsistências.
Em nota, Roger Benac, presidente da Febralot, disse que a entidade espera um posicionamento da Caixa. A paralisação pode continuar por tempo indeterminado.

Também por meio de nota, a Caixa informou que irá apresentar um plano de ação para o setor. As medidas serão discutidas com representantes da categoria, em Brasília, até a próxima sexta-feira.

O Vale

Aprovado Cadastro de Bons Pagadores

O plenário do Senado aprovou na quarta (18) a medida provisória que cria o cadastro de bons pagadores, o chamado Cadastro Positivo, que pode diminuir o custo do crédito.
A Câmara dos Deputados já havia aprovado a matéria. O texto será encaminhado à Presidência da República, que tem 15 dias para sancioná-lo.

A matéria, de relatoria do senador Francisco Dornelles (PP-RJ), foi criticada por senadores do DEM e do PSDB. A oposição questionou a autoria do texto.
A proposta original do cadastro positivo, aprovada pela casa e vetada pelo Executivo em 2010, é do ex-senador Rodolfo Tourinho (DEM-BA).
De acordo com o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), o projeto do ex-senador era “genérico.

A pauta do Senado continua trancada pela medida provisória que concede crédito extraordinário de R$ 26,6 bilhões a diferentes órgãos do governo federal e a estatais como a Petrobras e a Telebrás. A matéria, já aprovada pela Câmara, deve ser votada até 1º de junho.

Cadastro positivo

O cadastro positivo é uma lista de bons pagadores, com o objetivo de criar um banco de dados que ficará à disposição de instituições privadas.
O cadastro dos bons pagadores poderá servir de base para transações comerciais, como vendas a prazo e concessões de crédito. Em tese, a medida ajudará a diminuir o custo da concessão de crédito e oferecer juros mais baixos para o consumidor.

O consumidor terá de autorizar a inclusão de seu nome no cadastro positivo. Uma vez autorizada a abertura do cadastro, as anotações no banco de dados não dependerão de nova autorização. Elas deverão ser claras, sem termos técnicos, fórmulas ou sigla, objetivas  ,sem juízo de valor, verdadeiras ,exatas e sujeitas a comprovação e de fácil compreensão.
O prazo de permanência das informações nos bancos é de 15 anos.

Pelo texto da MP, o consumidor poderá sair do cadastro quando quiser. O consumidor também terá direito de consultar as informações a seu respeito sempre que quiser por telefone e pela internet, uma vez a cada quatro meses, de forma gratuita.

FONTE G1