Parque Tecnologico tem nova empresa no seu espaço

A Visiona Tecnologia Espacial, empresa resultado de uma parceria da Embraer com a Telebras, começa este mês suas operações no Parque Tecnológico de São José dos Campos. A informação foi divulgada pela direção do parque, na LAAD (Feira Latino-Americana de Defesa e Segurança), que acontece no Rio de Janeiro. O diretor-geral do Parque Tecnológico, Horácio Forjaz, disse que a empresa irá se transferir da Embraer, onde está provisoriamente, para o núcleo do parque.

A Visiona irá ocupar um área de 700 metros quadrados. A partir do Parque Tecnológico, a companhia irá centralizar as atividades de integração do sistema do novo satélite geoestacionário brasileiro, que será comprado pelo governo, para atender as necessidades de comunicações estratégicas de defesa.

O satélite é considerado estratégico para o país e terá emprego civil e militar. O investimento no programa do satélite geoestacionário é de cerca de R$ 720 milhões. A Embraer detém 51% do capital social da empresa. O restante é da Telebras. O satélite geoestacionário brasileiro vai atender às necessidades de comunicação do Governo Federal, incluindo o Programa Nacional de Banda Larga.

Outra empresa que optou pelo Parque Tecnológico é a Atech Negócios em Tecnologia, subsidiária da Embraer Defesa e Segurança. A companhia vai estabelecer uma unidade no núcleo do complexo tecnológico, onde ocupará uma área de 240 metros quadrados. A Atech irá abrigar no parque uma equipe de especialistas dedicados ao desenvolvimento de inovações tecnológicas. A companhia participa de projetos estratégicos de Defesa, entre eles os Sistemas de Vigilância e Proteção da Amazônia e do Espaço Aéreo Brasileiro.

O Vale

Publicado em: 11/04/2013

Com Tecnologia Ambiental, cidade recebe novos ônibus

A Prefeitura de São José dos Campos deu início à substituição de 40 ônibus da frota que atualmente serve o sistema de transporte coletivo do município. Nesta quarta-feira (6), a Secretaria de Transportes acompanhou a entrega de 14 novos carros, que fazem parte do primeiro lote da renovação.

Quando o processo for finalizado, até o mês de março, o sistema terá sua capacidade de oferta ampliada em 10%. A entrega dos novos veículos estava prevista em contrato. O processo, no entanto, foi agilizado para garantir o conforto e melhoria da qualidade dos serviços prestados aos usuários.

Os novos veículos são equipados com a tecnologia Blue Tech 5, que otimiza a combustão no motor e trata os gases nocivos ao meio ambiente antes de serem expelidos – reduzindo em até 20% a emissão de gases poluentes. Os novos carros serão operados pela empresa Expresso Maringá.

Mais qualidade

A renovação de parte da frota é um dos pontos da política permanente de melhorias do sistema, que tem o objetivo de oferecer cada vez mais conforto e qualidade ao usuário.

Entre outras medidas previstas estão:

  • implantação do Bilhete Único até novembro;
  • comercialização de passagens pela internet para pessoa física;
  • volta da circulação de nove ônibus articulados até o mês de maio
  • limpeza e melhoria da iluminação dos mais de 2.300 pontos de ônibus da cidade.

A Secretaria de Transportes também estuda a implantação do projeto de corredores específicos aos ônibus, que criará faixas exclusivas de circulação e aumentará a fluidez no trânsito.

Prefeitura Municipal de São José

Publicado em: 07/02/2013

Alunos de Escolas substituem cadernos por tablets

A era em que a mochila vivia carregada de livros e cadernos parece estar ficando para trás. Pelo menos essa é a proposta do colégio Monteiro Lobato, de São José, pioneiro no Vale na distribuição de iPad aos seus alunos do ensino médio.

Ao todo, 90 aparelhos foram distribuídos aos estudantes. As aulas com o dispositivo começam amanhã. Aplicativos específicos prometem aulas com recursos tridimensionais. “Com essa tecnologia, o aluno sai do papel de espectador para interagir com o conteúdo da aula. Ele passa, ao mesmo tempo, a ser autor do conhecimento”, afirmou Jutts Goulart, coordenador pedagógico do ensino médio do colégio.

A pedagoga Ebe Camargo Pugliese, da Unitau (Universidade de Taubaté), concorda que a entrada dos tablets no ambiente escolar é uma escolha acertada. “Não podemos nos fechar à ideia do uso dessa tecnologia, que acredito que deva ser combinada com outros procedimentos pedagógicos. Ela favorece a pesquisa e a construção de dados que, se bem direcionada, traz uma significativa produção”, afirmou.

Para a psicopedagoga Delcimar de Oliveira Cunha, da Univap (Universidade do Vale do Paraíba), o grande motivador para o aprendizado em um primeiro momento será a curiosidade. “No entanto, se o professor não se tornar o grande incentivador, o aluno pode começar a se desinteressar. Quando usávamos o retroprojetor, acreditávamos que os alunos ficariam mais motivados em aprender. Após um tempo, o aparelho se tornou obsoleto, substituído pelo datashow”, afirmou.

Editoras já estão preocupadas em lançar livros digitais, além disso, aplicativos lançados pela Apple Store e pela Android Market também já trazem a bandeira “educação”. “O ideal é que, ao usar o tablet, o professor aproveite todas as informações disponíveis, não só os materiais didáticos. Pode-se, por exemplo, navegar em sites como da Nasa, de bibliotecas de todo o mundo e dos museus, entre outros”, afirmou Adriana Gandin, diretora pedagógica do projeto “iPad na Sala de Aula”.

Ao contrário da maioria dos educadores, Adriana acredita que o tablet vem para eliminar os cadernos. “Nós podemos desenhar, escrever e fazer anotações no aparelho. Ele é uma plataforma completa”, disse. A principal preocupação dos educadores sobre o uso dessa ferramenta é em relação à navegação em redes sociais durante a aula.

“Nós já não convivemos com conversas paralelas? Bilhetes em sala de aula? Será a mesma coisa. No entanto, o professor terá de criar uma aula diferente e interessante para segurar a atenção do aluno”, disse Adriana. No colégio Monteiro Lobato, a decisão da diretoria foi colocar em todos os dispositivos um sistema que controla as páginas que podem ser acessadas. Assim que o estudante entrar na escola, sites como o Facebook e Twitter – não poderão mais ser visualizados.

Durante a sua campanha, o prefeito de São José, Carlinhos Almeida (PT), prometeu a distribuição de tablets para alunos e professores da rede municipal de ensino. Em nota, a Secretaria de Educação afirmou que essa ainda é uma meta prioritária, “Trata-se de um recurso que poderá contribuir para o aprendizado das crianças. Mas, antes, é fundamental que o professor esteja bem preparado para poder extrair da tecnologia todas as vantagens pedagógicas que ela pode proporcionar”, afirmou o secretário de Educação Célio Chaves.

Ainda segundo a prefeitura, a entrega dos tablets deverá ser feita neste ano, primeiro aos professores efetivos da rede. Estes deverão receber treinamento adequado para utilizar o equipamento. A prefeitura deverá receber do Ministério da Educação as primeiras 865 unidades. Os recursos são provenientes de emenda parlamentar de autoria do prefeito, quando deputado federal, no valor de R$ 400 mil.

O Vale

Publicado em: 04/02/2013

Idosos da cidade mostram mais disposição com a Tecnologia

Estar com o pé na cova. No bico do corvo. Não chupa manga este ano. Bater as botas. Ir desta para melhor. Abotoar o paletó. Bater com as dez. Estar com os dias contados. Estar na prorrogação. Fazer hora-extra. Todas essas expressões já foram sinônimo de velhice. Envelhecer era pejorativo e encarado como um prenúncio da morte. Do corpo, da mente e do espírito.

No entanto, os avanços da medicina, a tecnologia e o desenvolvimento econômico da população inverteram essa lógica. A expectativa de vida do brasileiro aumentou em 25,4 anos de 1960 a 2010, ao passar de uma média de 48 anos para 73,4 anos, segundo levantamento do IBGE. Amanhã comemora-se o Dia do Idoso.

Hoje, quem faz 60 anos e começa a entrar no clube da terceira idade, não quer mais só comida. Quer diversão e arte. Viver a vida com a “melhor qualidade possível”. Divorciada e com três filhos criados, a professora aposentada Sonia Giese, 66 anos, tem a receita para envelhecer com saúde.

Para ela, apostar na simplicidade, manter-se ativa de corpo e mente e buscar conforto das amizades é o segredo para viver bem a etapa do envelhecimento. “A gente tem que aproveitar todas as fases da vida. Ver mais as coisas à sua volta, preferir o lado simples e estar de bem com a alma”, diz ela.

Para tanto, Sonia faz ginástica todos os dias da semana mantém os estudos de inglês, alimenta-se adequadamente e investe na tecnologia. “Todo idoso deveria mexer com o computador. Não se faz mais nada sem ele”, conta. Ex-aluno do curso de informática para a maturidade do Senac de Taubaté, Izauro José Lopes, 72 anos, que nunca havia sequer ligado um computador na vida, tornou-se craque na informática.

Ele sabe mandar e-mails, navegar na internet e até manipular fotos no Photoshop. “É muito boa a experiência da tecnologia”, diz Lopes, que já até convenceu um amigo avesso à informática a aderir ao computador. “Hoje ele não deixa mais o aparelho. Até conversamos pela máquina.”

Na região, o percentual de pessoas com mais de 60 anos aumentou nos últimos anos. Saiu de 5% da população em 1991 para quase 11% em 2011. Essa massa cada vez mais crescente de pessoas na terceira idade traz desafios para os municípios.

O principal deles é investir em projetos de acessibilidade e em programas que ofereçam aos idosos atividades em diversas áreas, como esporte, cultura e lazer. Nesse quesito, São José dos Campos é considerada a melhor cidade paulista entre as 10 maiores do Estado para envelhecer cm qualidade.

A Casa do Idoso, que terá sua terceira unidade aberta na próxima quarta-feira e a quarta instalada em 2013, podendo atender 40 mil pessoas com 50 tipos de atividade, é uma referência regional. “O foco é no envelhecimento saudável. O idoso tem que se manter ativo, participando ativamente da sociedade. Ele conquistou isso”, afirma João Francisco Sawaya de Lima, o ‘Kiko’, secretário de Desenvolvimento Social de São José.

Manter-se ativo é o que faz Valdomiro Moreira, 65 anos, desde às 3h da manhã. É nesse horário que ele acorda todos os dias para chegar à rádio às 4h e apresentar um programa sertanejo. Na parte da tarde, ele trabalha coma mulher numa empresa de propaganda. O segredo dele é acreditar sempre: “A felicidade surge naturalmente”.

O Vale

No ano de 2013 número de celulares teram 9 digitos

A partir de 2013, os 39 municípios do Vale do Paraíba, com DDD 12, terão o dígito 9 a frente do número atual do celular. Segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), a medida visa dobrar a oferta de novos números na região. A alteração vai afetar mais de 3,5 milhões de usuários da telefonia móvel.

A informação, que segue o modelo já adotado desde julho na capital e Grande São Paulo,  foi dada ao G1 pelo presidente da agência, João Rezende, em evento na Ericsson, em São José dos Campos, na tarde desta quarta-feira (26).
saiba mais

País produz em São José milésima radiobase para banda larga 4G

Segundo ele, no começo do próximo ano terá início a implantação do nono dígito nas linhas do Rio de Janeiro, com DDD 21, e na sequência, a previsão é ampliar o modelo para o Vale do Paraíba. “Nós estamos fazendo este processo onde há uma demanda maior por telefones. Paulatinamente, isso será feito em todo o Brasil. O Vale do Paraíba possivelmente recebe a alteração na metade do ano”, afirmou Rezende ao G1.

No interior paulista, o Vale do Paraíba tem a maior proporção de usuários de telefonia móvel por habitante – são 158 linhas para cada grupo de 100 habitantes.

A mudança vai afetar apenas números de celular e valerá tanto para quem estiver fazendo uma chamada de telefone fixo para celular ou de telefones móveis entre si. Os telefones fixos e rádios não serão alterados. A modificação é obrigatória, gratuita e a cargo das operadoras.

DDD11
Desde julho deste ano o nono dígito foi acrescentado nas linhas dos celulares com DDD 11, em um processo que teve início em dezembro de 2010. A medida afetou 64 cidades entre a capital paulista, a grande São Paulo e a região bragantina e elevou as combinações numéricas de celulares de 44 milhões para 90 milhões de números.

G1 (Vnews)

Curso sobre Tecnologia Espacial é oferecido pelo Inpe

O Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) de São José dos Campos realiza até o próximo dia 26 de julho o curso de inverno “Introdução às Tecnologias Espaciais”, com a participação de alunos de diversas universidades brasileiras. A atividade começou no último dia 10 e envolve todas as fases de desenvolvimento de um satélite, desde a concepção do projeto até sua operação em órbita.

Entre os participantes, estão estudantes da UFABC, UFMG, UFSC, UnB, Unicamp, Unifesp, Univap, USP, entre outras instituições brasileiras, e alunos do próprio Inpe –terceirizados, bolsistas e pós-graduandos. Eles assistem a palestras e fazem um breve estágio técnico com os especialistas do instituto.

Segundo Wilson Yamaguti, engenheiro do Inpe e um dos responsáveis pelo curso de inverno, o site do instituto recebeu 125 inscrições de estudantes universitários vindos de fora. “A demanda é grande. Inclusive nos pedem a criação de um curso de verão, mas isso está fora de cogitação agora pela falta de tempo e espaço para locação”, disse.

As palestras vão até hoje, com visitas aos laboratórios ocorrendo em paralelo. Na próxima semana, a última de curso, acontece um estágio técnico com os especialistas do Inpe. Os graduandos vêm principalmente da área de exatas, como engenharia elétrica, física, matemática e química. “Demos preferência a quem tem melhor histórico escolar”, explicou Yamaguti.

Oferecido de forma gratuita, o curso de inverno é realizado anualmente pela Coordenação de Engenharia e Tecnologia Espacial do Inpe. Um dos objetivos é despertar nos alunos vocações e o interesse pelas oportunidades de mestrado, doutorado oferecidas pelo Instituto. Também são vários os cursos de pós-graduação: astrofísica, engenharia e tecnologia espaciais, geofísica espacial, computação aplicada, meteorologia, sensoriamento remoto e ciência do sistema terrestre.

A especialização e o prosseguimento na área de tecnologia espacial é ponto comum entre os participantes do evento. “Vou concorrer a uma bolsa e tentar fazer pós-graduação, quero me tornar um pesquisador”, disse Quenaz da Cruz Eller, 31 anos, morador de Jacareí, que frequenta o penúltimo ano de engenharia da computação na Unip (Universidade Paulista).

A programação de 2012 do curso de inverno do Inpe foi reestruturada de forma a cobrir praticamente todos os itens relacionados aos sistemas e tecnologias espaciais. O cronograma de atividades é composto por 37 palestras e 4 visitas ao Miniob-servatório Astronômico, Centro de Visitantes, LIT (Laboratório de Integração e Testes) e o CRC (Centro de Rastreio e Controle).

A programação completa está disponível no site do Inpe na Internet: www.inpe.br.

O INPE está prestes a colocar mais um satélite em órbita, o CBERS-3. O lançamento é previsto para o fim do ano. Em Beijing, na China, são feitos os últimos testes. O satélite é o 4º desenvolvido em parceria com os chineses, o que garante aos 2 países o domínio mundial da tecnologia para observação da Terra.

O Vale

Novo Centro de Tecnologia será inaugurado na cidade

O Parque Tecnológico São José dos Campos e a Ericsson lançaram nesta terça-feira (20) o Centro de Desenvolvimento de Tecnologias de Informação e Comunicação e Multimídia (CDTIC). O principal objetivo é desenvolver competências e soluções inovadoras nas áreas de Tecnologia de Informação e Comunicação (TIC) e contará com a Ericsson como empresa-âncora, selecionada por meio de chamada pública.

O foco do CDTIC será no desenvolvimento de soluções de comunicação que irão ajudar a tornar realidade a Sociedade Conectada, principalmente em áreas como transporte e segurança, envolvendo a computação em nuvem, banda larga e mobilidade em suas plataformas de inovação. Hoje, para cada 10% de aumento na penetração da banda larga, há um incremento de 1% no PIB. Além disso, para cada mil novos usuários de banda larga, 80 empregos são criados.

O CDTIC pode vir a contar com a parceria de instituições de pesquisas tecnológicas como o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e, eventualmente, com mais empresas.

“Esta iniciativa visa incentivar a inovação para o desenvolvimento tecnológico brasileiro. Temos investido continuamente em pesquisa e desenvolvimento no país, somando nos últimos 15 anos investimentos em torno de R$ 900 milhões”, destaca Lourenço Coelho, vice-presidente de Estratégia e Marketing da Ericsson para a América Latina e o Caribe.

“Estamos muito satisfeitos com essa parceria que nos permitirá trazer ainda mais benefícios da Sociedade Conectada para o Brasil. Prevemos que até 2020 mais de 50 bilhões de dispositivos estarão conectados em todo o mundo, sendo mais de 2 bilhões apenas no país.”

Pesquisa

Uma das atuações do Parque Tecnológico de São José dos Campos é promover a interação entre instituições de ensino e pesquisa, empresas, governos e entidades de fomento e investimento visando à inovação tecnológica. Para isso, faz parte do programa de trabalho a implantação dos Centros de Desenvolvimentos Tecnológicos. Espaços para o desenvolvimento de tecnologias específicas por meio de parceiras entre empresas-âncora, universidades e entidades de pesquisa. Atualmente, o Parque tem centros nas áreas de energia, aeronáutica, saúde e recursos hídricos e saneamento ambiental.

Ericsson

É a líder mundial no fornecimento de tecnologias e serviços de comunicação. Oferece serviços, software e infraestrutura em Tecnologias da Informação e Comunicação para operadoras de telecom e outras indústrias. Hoje, mais de 40% do tráfego móvel global passa pelas redes da Ericsson.

Atuando em 180 países, a empresa tem mais de 100 mil funcionários. Fundada em 1876, a Ericsson está sediada em Estocolmo, na Suécia. Em 2011, a empresa gerou receitas de US$ 35 bilhões (226,9 bilhões de coroas suecas). A Ericsson está listada nas bolsas de valores NASDAQ OMX (Estocolmo) e NASDAQ (Nova York).

Prefeitura Municipal

Criação de fundos para instalação de empresas bases

O prefeito de São José dos Campos, Eduardo Cury (PSDB), planeja criar um fundo de fomento para atrair empresas de base tecnológica para a cidade.

A medida está prevista no pacote de incentivos fiscais enviado pelo tucano à Câmara na semana passada. A ideia do prefeito é usar parte do superávit financeiro da administração (dinheiro que é economizado pela prefeitura ao longo do ano) e das contrapartidas previstas no contrato da Sabesp para financiar a instalação ou a ampliação de empresas.

O novo fundo funcionaria como uma espécie de versão municipal do BNDES. “Exemplo concreto: um condomínio industrial, custa caro fazer. Não consigo tirar do Orçamento. Só que eu vou vender lote e receber de volta, com lucro”, afirmou o prefeito.

“Com esse fundo, a gente pode pegar o dinheiro, comprar a área, o empresário paga e retorna o dinheiro para o fundo”, acrescentou. O incentivo seria voltado aos setores aeroespacial, de defesa, automotivo, telecomunicações, tecnologia da informação, robótica, biotecnologia e bioengenharia.

“Tudo o que for estratégico poderá utilizar o fundo. Essa lei nos oferece grandes ferramentas para atuar num nicho onde outros Estados estão muito agressivos”, disse o prefeito a O VALE. A lei enviada por Cury à Câmara não é clara ao apontar quais serão as contrapartidas das empresas beneficiadas e abre brecha para investimentos a fundo perdido.

O governo do PSDB pressiona a Câmara a votar o pacote de incentivos até a semana que vem.  O fundo de fomento será composto de recursos como as duas primeiras parcelas da contrapartida da Sabesp à prefeitura, feitas por meio de ações da empresa avaliadas em R$ 75 milhões.

“As ações da Sabesp, que estamos recebendo, elas entram no fundo, não são vendidas e servem para tomarmos dinheiro do BNDES. Elas vão como garantia”, afirmou Cury.

Somado a isso, também está previsto o uso de 10% do balanço do superávit financeiro ao final de cada ano.
Para efeito comparativo, São José fechou 2010 com R$ 118 milhões de sobra no caixa da prefeitura. Se a lei já tivesse sido aprovada, R$ 11,8 milhões seriam destinados ao fundo.

A lei que cria o fundo também oferece isenções de até 100% em impostos municipais e remissão de até 80% do valor pago como ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços). Na avaliação do economista Roberto Koga, São José precisa de uma política de atração de empresas há muito tempo.

Segundo ele, a cidade vem perdendo indústrias na última década, como a Kodac, Philips, Panasonic, Solectron e Ericsson. “É preciso ter controle para que a empresa beneficiada ofereça contrapartidas claras. Esse fundo deve ser melhor discutido para saber se o superávit nos caixas estão deixando de atender setores como saúde, educação e saneamento, a base para a formação das novas gerações.”

O Vale

São José será sede de centro Tecnologia

O Parque Tecnológico de São José vai criar um centro de desenvolvimento de tecnologias de Informação e Comunicação para encontrar soluções inovadoras. Para tanto, será selecionada uma empresa âncora para atrair outros parceiros para o centro, previsto para ser implantado em 2012.

O Parque Tecnológico conta com quatro centros de desenvolvimento nas áreas de aeronáutica, energia, saúde e recursos hídricos e saneamento ambiental. Eles são liderados, respectivamente, por Embraer, Vale Soluções em Energia, SPDM (Sociedade Paulista para o Desenvolvimento da Medicina) e Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo).

Por meio dessas âncoras, o centro atua como um catalizador entre instituições de ensino e pesquisa, empresas, governos e entidades de investimento para criar tecnologia inovadora, além de incentivar a criação de novas empresas de base tecnológica na região.

Segundo José Raimundo Coelho, diretor geral do Parque Tecnológico, era inevitável o empreendimento avançar para estímulo ao desenvolvimento na área de TI.

“Isto é inevitável, uma vez que a área é considerada transversal às demais porque seu foco, os sistemas estruturados de dados, é ao mesmo tempo um meio para o desenvolvimento das demais”, afirmou Coelho, por meio de nota.

O centro de TI irá melhorar a competitividade industrial, revitalizar a economia local e regional e gerar empregos. A escolha da empresa âncora começa hoje, com a publicação do edital do ato convocatório no site do Parque Tecnológico (www.pqtec.org.br). As empresas interessadas deverão enviar as propostas até 22 de dezembro, quando serão recebidas a documentação e a parte técnica.

Assessora jurídica do Parque Tecnológico, Andréa Bevilacqua explicou que uma comissão julgadora irá avaliar as propostas das empresas e escolher, em 24 de janeiro de 2012, aquela com maior viabilidade e capacidade empreendedora.

“A partir daí, começa a ser desenhado o plano de trabalho da empresa, que tomará cerca de 90 dias para sair do papel. A implantação trará benefícios para a região”, disse.

O Vale

Empresas Tecnologicas estão concentradas no Vale

O Vale do Paraíba abriga pelo menos 500 empresas de base tecnológica em um universo de 5.000 pesquisadas pelo Parque Tecnológico de São José dos Campos em toda a região. Desse universo, 259 empresas desse universo estão sediadas em São José dos Campos (52%). Outras 59 empresas estão em Taubaté (12%) e 47 em Jacareí e Pindamonhangaba (9%).

Os dado são resultados preliminares do mapeamento que o Parque Tecnológico iniciou há quatro meses para identificar as empresas de base tecnológica instaladas na região, como parte do plano de aprimoramento da atividade empresarial no Vale.

“A nossa meta é fazer um diagnóstico completo do segmento empresarial de base tecnológica na área de serviços e produtos para aproximar o parque desse universo”, disse o diretor geral do Parque Tecnológico, José Raimundo Braga Coelho.

Segundo ele, a intenção também é conhecer detalhadamente cada empresa, seus produtos, dificuldades e peculiaridades. “A nossa intenção é colaborar com as empresas como orienta-las a buscar auxílio de agências de fomento e de financiamento para seus projetos, fazer prestação contas”, afirmou o diretor do Parque.

Outro dado que surpreendeu o diretor do Parque Tecnológico é que, das 500 empresas de médio e pequeno porte de base tecnológica, 139 declararam ser depositárias de patentes de invenções ou modelos de utilidade e muitas se autodenominam independentes com relação a financiamento de organismos governamentais, Além disso, boa parte tem capital nacional privado.

“O levantamento ainda não foi totalmente concluído e acreditamos que teremos mais novidades por parte das empresas pesquisadas”, afirmou José Raimundo. O trabalho contou com a ajuda de alunos da Fatec.

O Vale