Hoje tarifa de ônibus fica mais cara para moradores da cidade

Superlotação nos horários de pico, linhas e horários insuficientes nos bairros da periferia e um sistema de integração que restringe a circulação dos usuários de ônibus. Esta é a realidade do transporte coletivo urbano em São José dos Campos, que passa a operar a partir desta segunda-feira com uma tarifa de R$ 3,30.

O reajuste de 17,86%, autorizado pela prefeitura no último dia 2, coloca em evidência, novamente, as falhas do sistema e as dificuldades do Poder Público de oferecer um transporte de qualidade à população. O VALE acompanhou na última semana o dia-a-dia de passageiros que dependem das linhas mais prejudicadas pela superlotação e escassez de ônibus no horários de pico.

Diante das falhas dos sistema, algumas pessoas levam até duas horas no trajeto entre a casa e o trabalho ou a escola. Muitos terão de rever os gastos no orçamento com o aumento de custo da passagem. O VALE percorreu de ônibus duas das linhas com mais reclamações dos usuários: Novo Horizonte (leste) e Jardim Colonial (sul). Os coletivos que fazem o trajeto costumam trafegar superlotados nos fins de tarde e começo de noite quando muita gente sai do trabalho enquanto outros vão à escola.

“Já vi pessoas sentadas na escada perto da porta do ônibus porque não tinha lugar nem pra ficar em pé”, disse o garçom Felipe Rúbio, 18 anos. Rúbio mora no Novo Horizonte e trabalha na região central. Segundo ele, é no horário de pico que a situação fica crítica. “Tem dias que o ônibus passa tão lotado quem dá pra entrar, tem de esperar o próximo”, afirmou.

Usuário diário da linha Centro-Colonial, o operador de supermercado Naassom Francisco de Souza, 22 anos, já espera um salário menor a partir do próximo mês. “A empresa paga o cartão, mas acho que agora o desconto vai ser maior.” O VALE acompanhou Souza em sua volta para casa segundo ele, quase sempre sofrida. “O ônibus está sempre lotado, hoje até que está um pouco melhor. Tô até estranhando.”

O custo-benefício do transporte coletivo é a maior queixa dos usuários. Para eles, pagar R$ 0,50 a mais não compensa o desconforto diário. “Esse aumento é um absurdo e a qualidade do serviço é ruim. Estou grávida e quase sempre fico em pé no ônibus”, disse a auxiliar administrativo Elisângela da Silva, 27 anos.

O universitário Wellington Felipe, 21 anos, diz que não tem o benefício da meia passagem de estudante porque é pesquisador. “O aumento vai impactar bastante o orçamento. Além disso, onde moro, no Jardim Oriente (sul), os ônibus levam uma hora para passar.”

A prefeitura promete melhorias futuras no sistema, como: Bilhete Único (que permite ao usuário ir a qualquer ponto da cidade usando quantos ônibus quiser no período de 2h); abertura de licitação, em maio, para construção do embarque de passageiros nos corredores de ônibus; inclusão de nove ônibus articulados, até maio, e substituição, ainda em fevereiro, de 40 ônibus da frota atual por coletivos novos.

O Vale

Publicado em: 11/02/2013

Nova Tarifa de ônibus garante investimento de R$28 Milhões

O reajuste de 17,86% na tarifa de ônibus urbano de São José dos Campos vai proporcionar uma arrecadação de pelo menos R$ 28,054 milhões a mais por ano às empresas que operam o sistema. O aumento elevará a tarifa de R$ 2,80 para R$ 3,30 a partir da próxima segunda-feira.

O cálculo feito por O VALE, a partir de dados fornecidos pela Secretaria de Transportes, toma como base o total de passageiros transportados no ano passado pelas três concessionárias do transporte coletivo: 83,271 milhões.  Com o aumento de R$ 0,50 na tarifa, a arrecadação a mais seria de R$ 41, 635 milhões. No entanto, descontado o grupo de usuários que não paga a tarifa, que representa uma média de 32,62% do total de passageiros, chega-se aos R$ 28,054 milhões.

Vereadores do bloco governista avaliam que é um montante elevado e que as operadoras precisam investir no sistema. “As empresas precisam dar contrapartidas, porque o aumento concedido pela prefeitura é salgado para a população”, disse Walter Hayashi (PSB). Para Luiz Mota (DEM), o governo do prefeito Carlinhos Almeida (PT) precisa mostrar para a população a necessidade do reajuste, que, na sua avaliação, “foi alto”. “Acho que poderia ser menor. Cabe ao governo explicar e justificar o reajuste para a população”, declarou.

Em nota, o secretário de Transportes, Wagner Balieiro, disse que é compreensível a preocupação de parlamentares aliados. “É importante ressaltar que o cálculo precisa considerar a variação de preços dos insumos e salários, a variação dos dados de produção e oferta e o impacto da criação, alteração e extinção de encargos, exceto os impostos sobre a renda”, declarou o secretário.

“Compreendemos a preocupação da bancada sobre os investimentos e reforçamos que, além dos benefícios anunciados para o sistema, a qualidade do serviço e a sua confiabilidade é uma prioridade da Secretaria de Transportes.” Ontem, a Secretaria de Transportes anunciou o início da troca de parte da frota da Expresso Maringá, prevista inicialmente para março.

Foram entregues 14 novos ônibus de um total de 40 que fazem parte do primeiro lote da renovação. O anúncio do governo é uma medida para tentar minimizar o impacto negativo do aumento. O consultor da Avetep (Associação Valeparaibana de Empresas de Transporte de Passageiros), Rubens Fernandes, disse que as empresas não podem trabalhar com prejuízos. “A tarifa está congelada há dois anos, mas os custos não”, afirmou.

O Vale

Publicado em: 07/02/2013

Defensoria da cidade entra com recurso á tarifa de ônibus

A Defensoria Pública Estadual ingressou ontem na Justiça com medida cautelar, com pedido de liminar, para tentar barrar o aumento de 17,86% na tarifa de ônibus urbano de São José dos Campos, que passará de R$ 2,80 para R$ 3,30 a partir de 11 de fevereiro, segunda-feira de Carnaval.

A ação foi protocolada na 2ª Vara da Fazenda Pública. O defensor público, Jairo dos Santos, informou que a revisão da tarifa do transporte público feita pela prefeitura contraria a legislação em vigor, em especial a Lei Orgânica do Município e a Lei Complementar 307/2006, que trata da concessão do sistema do transporte público no município.

O defensor apresentou como argumentos para tentar barrar o aumento o fato de a prefeitura ter revisado a tarifa sem uma “rígida auditoria sobre os dados operacionais informados pelas próprias concessionárias, principais interessadas no reajuste”, e sem a participação dos usuários em comissão para acompanhar a auditagem e fiscalização do sistema.

Não houve participação dos usuários na definição dos reajustes ou revisões de tarifas, não obstante haja garantia expressa da participação da população, de acordo com a legislação em vigor”, afirma o defensor. No pedido de liminar, o defensor pedta na 2ª Vara da Fazenda Pública, com o mesmo questionamento. A ee a suspensão da vigência da nova tarifa até o julgamento da ação civil pública que tramixpectativa do defensor é que a Justiça se pronuncie sobre o pedido de liminar em cerca de 48 horas.

“Não somos contra reajuste de tarifa, porque pode prejudicar as empresas. No caso atual, não se trata de reajuste, mas de uma revisão da tarifa, que deve levar em conta outros parâmetros”, declarou. Ele ressaltou que, se considerados os estudos realizados pela prefeitura com base na regra do cálculo do reajuste da tarifa, o valor da passagem passaria para R$ 2,84. “O grande desafio é fixar uma tarifa justa que garanta a continuidade do serviço público concedido, sem inviabilizar seu pagamento pelo usuário”, frisa o defensor.

O Vale

Publicado em: 06/02/2013

Aumento da tarifa de ônibus causa indignação na cidade

O aumento da tarifa de ônibus em São José dos Campos de R$ 2,80 para R$ 3,30 desencadeou uma guerra política entre o PT e o PSDB. Os tucanos informaram ontem que pretendem fazer uma análise detalhada da planilha de revisão tarifária da prefeitura que embasou o reajuste de 17,86% na tarifa, autorizado pelo prefeito Carlinhos Almeida (PT) na última sexta-feira.

O PSDB, inclusive, não descarta a possibilidade de questionar na Justiça o reajuste autorizado. “Solicitamos oficialmente à Secretaria de Transportes uma cópia dos estudos que resultaram no aumento da tarifa para uma análise apurada”, disse o vereador Fernando Petiti (PSDB).

Segundo o parlamentar, o assunto será analisado no âmbito do partido, que tomará uma decisão após a conclusão da análise. “Se ficar comprovado algum erro no cálculo da tarifa, caberá ao partido tomar uma decisão. Achamos que houve precipitação na concessão do reajuste. O PT poderia ter dialogado mais com as empresas, como ocorreu em São Paulo, onde o prefeito Fernando Haddad (PT) decidiu segurar o reajuste pelo menos até junho”, afirmou.

O ex-secretário de Transportes Anderson Farias Ferreira disse que em 2012 não houve reajuste porque o estudo técnico apontou que o valor do aumento, de R$ 0,9, poderia “ser amortizado ao longo da concessão do sistema, que é de 12 anos”. “O estudo técnico apontou para a manutenção da tarifa em R$ 2,80”, disse.

À ocasião, as operadoras do transporte de massa também solicitaram reajustes diferenciados. A CS Brasil e Expresso Maringá pediram uma tarifa de R$ 3,00. A Viação Saes Peña reivindicou R$ 3,02. Este ano, CS Brasil pediu tarifa de R$ 3,96, a Saes Pena, R$ 3,73, e a Maringá, R$ 4,09.

“O contrato com as operadoras fala em revisão anual da tarifa, e não aumento anual”, disse o ex-secretário. Ele também rebateu a informação do secretário de Transportes, Wagner Balieiro, de que uma das melhorias acertada com a operadoras é a renovação da frota. No caso, a Maringá, que irá colocar 40 novos ônibus até março. “Essa troca está prevista no contrato e já havia sido autorizada em dezembro”, declarou Ferreira. Balieiro voltou a defender ontem o reajuste e culpou o governo tucano por ter represado a tarifa durante dois anos, forçando o reajuste autorizado agora.

O Vale

Publicado em: 05/02/2013

Prefeitura da cidade irá redefinir tarifa do Transporte Público

A Prefeitura de São José dos Campos responde hoje aos pedidos de reajustes tarifários protocolados pelas Concessionárias da Prestação e Exploração de Serviços de Transporte Coletivo de Passageiros do Município de São José dos Campos.

A equipe técnica da Secretaria de Transportes desenvolveu as análises econômicas e as operacionais do sistema e os estudos resultaram num reajuste da tarifa de 17,86%, bem abaixo do solicitado pelas empresas que chegaram a solicitar 46,34%. No cálculo feito pela Prefeitura, a tarifa dos dias úteis e do sábado passam para R$ 3,30 (três reais e trinta centavos). A tarifa para os domingos e feriados será de R$ 2,80.

Este reajuste sofre um efeito acumulado, já que desde 2011 a tarifa não era revista, apesar do edital que regula o serviço determinar a correção anual. A não correção da tarifa em 2012 motivou ação judicial de uma das empresas contra a Prefeitura, alegando descumprimento de contrato.

“O acúmulo que se criou pela não correção da tarifa no ano passado, como previa o edital, força agora a tomada de uma medida difícil, mas que é uma exigência para um governo responsável. No passado a Prefeitura de São José dos Campos já sofreu prejuízo milionário causado por indenização determinada pela Justiça em situação semelhante, e não podemos voltar a correr esse risco”, explica o secretário de Transportes. “Mas vamos cobrar a melhoria dos serviços e garantir a implantação de medidas para melhorar a mobilidade urbana, como os ônibus articulados e o bilhete único”.

Os estudos técnicos da Secretaria levaram em consideração a fórmula de reajuste contratual que prevê considerar a variação dos insumos e dos salários, ou seja, foram levados em conta os reajustes de combustível, os gastos com pessoal e a inflação acumulada com data base de 2007. No âmbito operacional foi considerada a variação de oferta em relação à frota e quilometragem contratada e aquela realmente realizada pelas empresas.

Também foi relevante considerar a variação de passageiros equivalentes, ou seja, os passageiros pagantes.
São José dos Campos é uma das poucas cidades que ainda operam o sistema sem subsídio do poder público, e permanecer neste modelo é uma meta da administração. Em Campinas, por exemplo, a tarifa é de R$ 3,30 e há subsídio em parte da gratuidade (idosos, deficientes e estudantes).

Bilhete Único e melhorias

Nos estudos do impacto do reajuste, a Secretaria de Transportes também considerou as melhorias no sistema para garantir conforto e qualidade ao usuário, além de reduzir o impacto do aumento para a comunidade, por meio da implantação integral do Bilhete Único. Assim, já em novembro deste ano, a prefeitura terá condições de garantir que todo o usuário poderá utilizar o sistema fazendo a integração em qualquer sentido, retirando as atuais restrições.

Além do bilhete único, outras melhorias serão implantadas. A partir do mês de fevereiro passará a funcionar o sistema de venda de passagem na internet para pessoa física, usuário da tarifa comum. Até maio serão implantados no sistema nove ônibus articulados e outros 40 novos ônibus serão entregues à cidade.

Também é planejada a implantação do projeto corredores, que cria faixas exclusivas de circulação do transporte público, aumentando o conforto do usuário e a fluidez do trânsito. Segue abaixo o comunicado oficial da Secretaria de Transportes, que ficará afixado nos ônibus a partir deste sábado (2 de fevereiro).

COMUNICADO:

A partir de 11 de fevereiro de 2013, o preço da passagem dos ônibus em São José dos Campos será de R$ 3,30. Aos domingos será de R$ 2,80.

O último reajuste ocorreu há dois anos, em 30 de janeiro de 2011.

O Vale

Publicado em: 04/01/2013

Moradores protestam contra aumento de tarifa de ônibus

O protesto de estudantes e populares de São José dos Campos agendado para hoje contra o pedido de reajuste da tarifa de ônibus urbano vai contar com apoio de partidos políticos e outras entidades locais. Ontem, a direção do PSTU informou que o partido apoia a iniciativa e irá participar da manifestação. O ato está marcado para 15h, na praça Afonso Pena, no centro da cidade.

“Não concordamos com aumento da tarifa, pois isso é um absurdo”, disse o presidente do PSTU de São José dos Campos, Antonio Donizete Ferreira, o Toninho. Segundo ele, jovens militantes do partido vão à praça com faixas e cartazes. “É uma primeira manifestação. Vamos esperar o comportamento do governo. Pretendemos também promover manifestação na Câmara”, disse o dirigente.

A convocação para o ato vem sendo feita por meio das redes sociais pelo Movimento Popular de São José dos Campos. “Diga não ao aumento da passagem de ônibus em São José dos Campos” é o tema da campanha veiculada nas redes sociais para a manifestação. O texto da mensagem informa que “São José já tem uma passagem cara de mais (R$ 2,80) para o seu precário transportes público”.

O Sindicato dos Condutores também avalia a possibilidade de apoiar o ato. A direção do sindicato se reuniria ontem no final da tarde para avaliar o assunto. Diretor da entidade, Luiz Donizete de Faria, disse que os pedidos de reajustes feitos pelas operadoras do sistema de transporte de massa são “um absurdo”. “Não acreditamos que o prefeito Carlinhos Almeida (PT) irá conceder o que foi pedido pelas empresas”, disse o dirigente sindical.

As operadoras do transporte de massa de São José, Saens Peña, Expresso Maringá e CS Brasil, protocolaram na semana passada na prefeitura o pedido em separado de aumento da tarifa, que hoje é de R$ 2,80. A Saens Peña pediu R$ 3,73, a CS Brasil quer R$ 3,96 e a Expresso Maringá, R$ 4,09. A passagem está congelada há dois anos. O último reajuste foi concedido em janeiro de 2011, segundo a Secretaria Municipal de Transportes.

A pasta informou ontem, por meio de sua assessoria, que ainda não há nenhuma definição com relação ao aumento da tarifa de ônibus. Segundo a pasta, as planilhas das empresas estão em análise pelo corpo técnico da secretaria. A prefeitura tem prazo de dez dias para se manifestar a partir do protocolo do pedido de reajuste.

O Vale

Publicado em: 01/02/2013

Transporte Público pode ter aumento na tarifa de ônibus

Quem anda de ônibus em São José dos Campos (SP) corre o risco de pagar mais caro pelo bilhete a partir de fevereiro. As três empresas que compõem o sistema de transporte público na cidade Saens Peña, Expresso Maringá e CS Brasil pediram aumento da tarifa, que atualmente é de R$ 2,80. Um dos pedidos é que a cobrança ultrapasse os R$ 4.

O pedido de reajuste foi protocolado na Câmara e na Secretaria de Transportes. O último reajuste foi aplicado em janeiro de 2011,  quando a tarifa subiu de R$ 2,50 para R$ 2,80. Antes, havia sido aplicado aumento em julho de 2009 e em 2007.

Segundo a prefeitura, a Saens Peña pediu aumento da tarifa para R$ 3,73, a CS Brasil pediu um reajuste para R$ 3,96 e a Expresso Maringá, R$ 4,09. O secretário de Transportes, Wagner Balieiro, afirmou por telefone que, por contrato, janeiro é o mês previsto para essa solicitação de reajustes da tarifa.

Segundo ele, os valores solicitados serão analisados pela equipe técnica e o prazo para resposta é de 10 dias. Ele disse ainda que está conversando com os moradores para saber qual é a avaliação do serviço que está sendo oferecido pelas concessionárias.

G1 (Vnews)

Publicado em: 28/01/2013

Com o aumento do combustível, tarifa de ônibus poderá subir

As empresas que operam o transporte coletivo de São José dos Campos querem aumento de 7,2% no valor da tarifa do ônibus. Com o reajuste, o preço da passagem passaria dos atuais R$ 2,80 para R$ 3. O pedido foi encaminhado à Prefeitura de São José no último dia 27 de dezembro, menos de um ano após o último aumento, de 12%. Caberá à prefeitura autorizar ou não o novo acréscimo.

Se autorizado, será o terceiro reajuste concedido pelo governo desde o início da operação das novas empresas, em 2008. O primeiro reajuste foi em julho de 2009 e elevou o valor da passagem de R$ 2,10 para R$ 2,50. O segundo, em janeiro do ano passado, quando o valor da passagem saltou de R$ 2,50 para R$ 2,80.

Segundo dados da ANTP (Associação Nacional de Transportes Públicos), São Paulo é hoje a única cidade do Brasil que opera com tarifa de R$ 3, a mais alta do país.

Na planilha encaminhada ao governo, as empresas Expresso Maringá e Julio Simões justificaram a passagem de R$ 3 em razão da variação no preço do combustível e dos insumos, no aumento salarial dos funcionários e na inflação do período.

A Saens Peña pediu R$ 3,02 com as mesmas razões. O presidente do Sindicato dos Condutores, José Carlos de Souza, considerou “absurdo” o pedido das empresas. “A passagem de R$ 2,80 já é cara e a população não vai aguentar”, afirmou.

“Os corredores exclusivos de ônibus não foram feitos, faltam ônibus aos finais de semana e em alguns bairros.”
O aumento no valor da passagem poderá gerar um gasto extra de R$ 0,20 a cada viagem para cerca de 7 milhões de passageiros que utilizam mensalmente o sistema de transporte público.

Vereadores da situação e oposição criticaram novos reajustes na tarifa. “Aumento é sempre complicado e ninguém aceita. O último aumento aconteceu há um ano e acho que o prazo é curto. É preciso um estudo técnico, analisar o preço das passagens nas cidades da região”, disse o líder do PSDB na Câmara, Fernando Petiti.

Para o vereador Wagner Balieiro (PT), é preciso analisar o cumprimento dos itens do contrato antes de qualquer reajuste. “A sensação que se tem hoje é que o transporte é ruim, não há avaliação de qualidade, nem todas as linhas e horários prometidos estão disponíveis e até hoje os displays indicando os horários nos pontos não foram instalados.”

O Vale